História Lucy: O nome do Caos - Capítulo 9


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Categorias Batman, Esquadrão Suicida
Personagens Coringa (Jack Napier), Damian Wayne, Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Harvey Dent (Duas-Caras), Personagens Originais
Tags Arlequina, Batman, Coringa, Esquadrão Suicida, Harley Quinn, Joker, Lucy, Romance
Exibições 98
Palavras 1.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Luta, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Segredos acidentais da filha de um Psicopata


Fanfic / Fanfiction Lucy: O nome do Caos - Capítulo 9 - Segredos acidentais da filha de um Psicopata

“Há céus azuis em volta de mim

E o mundo parece apenas o mesmo

É difícil ser penal

Quando todos eles sabem seu nome

Às vezes me pergunto

Às vezes eu quero ser livre

Bem, você pode ser meu rei

E eu vou ser a rainha”

 

 

Minhas mãos pareciam diferentes, mas não era um diferente ruim, era um diferente com textura espessa, era a mesma textura que eu sentia quando comecei a transportar os corpos para fora do parque e acidentalmente sujei meus dedos de sangue, mas logo depois que os joguei dentro de um aterro cheio de cadáveres que o papai havia matado há anos, lavei-os como se estivessem imundos, e agora que estavam limpos e sem cheiro de morte, ainda assim pareciam diferentes.

Enfiei os braços no casaco e puxei a touca para a minha cabeça assim que terminei de prender o meu cabelo num rabo de cavalo preso a nuca.

Eu havia encontrado no salão um bolo de dinheiro com uma quantidade grande o bastante para eu comprar uma casa. Talvez eu devesse guardá-lo e usá-lo para mais tarde, quando mamãe e eu estivermos juntas novamente.

Enfiando o dinheiro no bolso do casaco, andei em direção ao portão, vendo como os dois esqueletos podres pendurados em suas laterais pareciam cada vez mais confidentes de todas as atrocidades do lado de dentro do Parque de Diversões.

X

A Cidade de Gotham City era movimentada, eu bem me lembro disso. Era uma coisa caótica que quase ninguém entendia. E quem disse que uma cidade deve ser entendida? Eu particularmente queria muito que que o caos voltasse, não o caos que existe agora, onde membros de gangues fazem o que quiser nas ruas, mas aquele caos onde a população de Gotham parece cada vez mais violenta.

O único bar ali presente era o de Julian, um velho pedófilo de cinquenta anos que mais apanha do que serve bebidas alcoólicas. Decidi entrar nele porque sabia que ali dentro eu também podia arranjar informações sobre o papai.

Entrar ali é a mesma coisa de ser invisível e eu adorava isso, significava que o Pinguim não deu com a língua nos dentes, tudo bem, ele não sabia o meu nome, mas isso não importava, a fisionomia e a descrição da pessoa já poderia dizer muito para esses criminosos irem atrás de mim.

Sentei-me no banco em frente ao balcão de madeira escura coberto por digitais gordurosas. Acima de mim havia um candelabro de cabeça para baixo, onde trocaram as velas por lâmpadas, o que deixava a minha visão mais iluminada que os demais. Havia paredes estampadas com jornais, justamente nas manchetes dos piores atentados a Gotham. Alguns prisioneiros do Arkham que haviam conseguido escapar, se gabavam para os seus admiradores, apontado para o lugar onde o jornal apontava sobre eles mesmos.

A regata manchada de sangue e algo marrom como barro, parou bem a minha frente. No ombro, uma toalha branca estava pendurada e os bigodes grisalhos e sujos quase me fizeram pensar que era o Comissário Gordon, mas só era Julian.

- O que a princesinha vai querer? - perguntou ele, sorrindo, mostrando os dentes frontais totalmente dourados.

Sua mão gorda e crespa tentou se aproximar da minha, mas eu afastei meu punho.

- Distância de você. - respondi - E uma limonada, por favor.

Arqueando uma sobrancelha, o vi se afastar, enquanto eu ainda me pegava olhando ao redor, procurando encontrar algum rosto conhecido, alguma conversa onde um dos caras falavam alto demais sobre um assunto confidencial, mas não havia nada, nada além de vozes em uníssono e diversas caras feias e deformadas.

O copo bateu à minha frente, me assustando, mas mesmo assim o peguei sem encostar nos dedos de Julian. Olhei ao redor por uma última vez, vendo um garoto de cabelos negros entrando no bar, vestindo a mesma roupa que eu o vi vestido quando o derrubei no beco.

Tentei desviar o rosto para que ele não me visse, mas antes mesmo que eu notasse, ele já estava se sentando ao meu lado, parecendo surpreso por me ver ali.

- Oi.

Revirei os olhos, bebericando o que Julian havia me trago.

- O que você está fazendo aqui? - perguntei, puxando a touca para trás do meu cabelo.

- Isso importa?

Revirei os olhos mais uma vez, bebericando novamente.

- Não, não importa.

- Você parece frustrada.

- E você parece curioso. Odeio pessoas curiosas!

- Eu não vim atrás de você, se é o que está pensando.

- Eu não estava pensando em nada, mas agora estou.

Ouvi o farfalhar de roupas atrás de mim e olhei para trás, assim como Damian.

Algum brutamonte havia caído no chão.

Voltei para a frente e suspirei.

- Dia ruim, sempre é um dia ruim. - murmurei e olhei para um Damian ainda concentrado no homem caído - Você não é muito sociável, é?

- Você é? - perguntou, ainda sem tirar os olhos do homem.

- Isso não importa.

- É, não importa.

Puxei o casaco para mais perto, engolindo a seco.

- Eu preciso ir. - disse ele, pulando da cadeira.

- Boa sorte, com o que quer que esteja fazendo. - ergui o copo e o derrubei quase que instantaneamente.

Minhas mãos tremeram e eu as fechei rapidamente, tentando evitar que Damian visse a tremedeira. Ele mesmo assim me olhou assustado e segurou meus pulsos, olhando fixamente nos meus olhos.

- Você está bem? - perguntou.

Sua voz soava funda enquanto seu rosto parecia se contorcer em caleidoscópios de imagens distintas e obscuras.

- Eu estou, é só… Eu preciso ir ao banheiro. - pisquei firme, tentando enxergar com mais clareza, mas tudo começava a girar de uma forma assustadora.

Suas mãos agarraram os meus ombros, tentando me guiar até o banheiro.

Bati a testa na porta de entrada até vê-lo girar a maçaneta e dizer algo, mas eu não estava prestando atenção. A ânsia subia como se estivesse preste a me sufocar. O estrondo da porta se fechando atrás de mim me tomou por completo, e mesmo tudo ainda girando, consegui chegar na privada e vomitar uma quantidade horrenda de suco gástrico misturado com a limonada.

Tossindo, podia sentir o arranhão na garganta.

Algo puxou meus cabelos para trás, me fazendo gritar enquanto eu ainda limpava a boca com vômito.

Entre as ondulações que a minha imaginação criava, pude ver os olhos azuis de Julian e o sorriso dourado dele. Pisquei e havia dedos que arrancavam a pele do seu rosto e então havia uma outra pele por baixo, branca o bastante para se assemelhar a minha.

- Olá, Lucy...- riu - Soube que estava procurando por mim!



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