História Lugares Escuros - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Tags Hyoga, Shun
Exibições 86
Palavras 626
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, espero que vocês gostem do tema da minha primeira fic. E se tiver algo que não gostarem, podem me falar. Espero que gostem desta introdução a história, com o passar dos capítulos irei detalhar mais. Abraços e boa leitura.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Lugares Escuros - Capítulo 1 - Prólogo

Eu assistia aquela multidão se formando lá fora. Passos apressados, buzinas tocando, celulares chamando, e a rua ainda molhada da chuva que começara pela madrugada. Ela não durou muito, e não passou de uma simples garoa, contudo, foi o suficiente para que o dia se torna-se nublado e uma brisa fria se instalasse. Não que eu me incomodasse com o frio, pelo contrário, as temperaturas mais baixas sempre foram as que mais me agradaram.

-Hyoga, você não acha que seria bom sair um pouco desse quarto. –a voz do meu pai chamava, abrindo a porta logo atrás de mim. –Seu irmão e eu estamos aguardando sua presença para o jantar. –avisou.

-Eu não estou com fome. –suspirei, sem nem ao menos olhar para ele.

-Um dia você vai ter que sair desse quarto e seguir sua vida. – eu simplesmente o encarei de canto, recebendo mais dos seus olhares desaprovadores.

O homem fechou a porta, tornando a me deixar sozinho e pensativo sobre tudo que aconteceu e esta acontecendo. Ele insiste em dizer que eu já superei o luto e entrei numa fase de rebeldia, talvez para ele seja mais fácil lidar com a morte. Então, eu retiro do bolso uma das únicas lembranças que possam ser significativas e que realmente me fazem ter uma sensação mais confortável. Uma cruz do norte, tão brilhante e dourada como o cabelo da mulher que me presenteou. Olhei ao redor, as luzes estavam apagadas, havia me acostumado ao ambiente pouco iluminado.

Respirei fundo, e segurei dentro de mim toda a dor que começava a se instalar. Algumas pessoas dizem que eu sou um tanto frio, e quem sabe eu seja. Não culpo nenhum evento que tenha seguido em minha vida para que eu seja assim, afinal, como diz Camus, Isaak e eu recebemos o mesmo amor e atenção e ele é garoto que deveria seguir como exemplo.

O céu continuava nublado e aos poucos o bairro começava a tornar-se iluminado, pelas lâmpadas dos postes que anunciavam a chegada da noite. As ruas ainda permaneciam movimentadas, menos do que anteriormente, ainda sim tinham certo movimento.

Eu não dormi muito bem na noite passada, e nem na anterior, reparei em algumas olheiras quando observei meu reflexo no espelho. Então tomei uma iniciativa e resolvi que iria caminhar um pouco, bem como eu costumava fazer todo final de tarde quando chegava em casa da universidade.

-Hyoga, aonde você vai? –indagou Isaak, vendo-me descer as escadas.

-Vou caminhar um pouco. –disse sem dar muitas satisfações, apenas abrindo a porta e saindo.

Ao largar a maçaneta e me virar de frente para a calçada, pude sentir uma leve brisa gelada tocando minha pele. Desci os poucos degraus e dei inicio a minha caminhada, os passos eram lentos e eu desviava das pessoas no caminho.

“-Só porque seu pai e eu não demos mais certo. Não significa que devemos ficar um contra o outro.

-Então por que você esta indo embora? Me leva junto.

-Eu só preciso de um tempo, querido. Não é um adeus, é um até logo.”

Não era um até logo. Não era. Mais uma vez aquelas lembranças, aumentei o ritmo dos passos e minha visão começava a ficar embaçada, senti algumas lágrimas descendo por meu rosto e não fiz menção em seca-las. Não queria que ninguém ao meu redor percebesse, simplesmente continuei aumentando os passos de cabeça baixa.

No entanto, aquela luz forte ofuscou meus olhos e em seguida senti uma dor forte. Ouvi alguns gritos, eu parecia estar caído no chão. Procurei ter uma visão do que estava acontecendo, porém tudo o que consegui ver era um garoto e o que parecia ser sua voz.

-Não se preocupe! Vai ficar tudo bem. –foi tudo o que entendi, antes de ficar inconsciente.



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