História Lullaby - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aquele Romancinho Básico, Aqui Vamos Nós, Fighting, Tentei Não Ser Clichê
Exibições 8
Palavras 5.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Josei, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


QUEM DIRIA QUE EU ESTOU POSTANDO TUDO NO TEMPO COMBINADO, NÃO É MESMO?
ME SINTO TÃO FELIZ COMIGO MESMA POR ESTAR FAZENDO TUDO NOS TRINQUES <333
Além do mais, fiz uma breve seleção de imagens representando os personagens da história (a listinha estará nas notas finais do capítulo), com exceção da Pie, já que ainda estou à procura de alguém que se pareça com ela ao meu ver.
Enfim, espero que gostem e tenham uma boa leitura.

Capítulo 2 - Chocolate quente, grosseria e abraços


Aquela quarta-feira poderia muito bem ser considerado o sinônimo perfeito de tortura. As aulas pareciam mais lentas do que habitual e o mecanismo dos ponteiros do relógio parecia subitamente ter parado de funcionar, já que toda vez que eu o olhava pendurado na parede, ele parecia estar sempre no mesmo lugar. Além do mais, Yuka não tinha vindo à aula por motivos que eu desconhecia, fazendo com que eu passasse os dois primeiros períodos de Estudos Literários seguido pelo terceiro período de Escrita não ficcional completamente à sós comigo mesma. Estava tão sortida em meus próprios pensamentos (que, basicamente, resumiam-se em praguejar Yuka com meus conhecimentos de palavras coreanas do mais baixo calão) que cheguei a me assustar assim que ouvi o sinal do intervalo, fazendo com que todos nós saíssemos sala afora para aproveitarmos nosso descanso temporário. Eu precisava mesmo aliviar a cabeça, ou melhor: retirar aquele bendito ensaio da cabeça. Estaria mentindo se dissesse que não estava animada para vê-los tocar novamente, tanto que nem tinha conseguido dormir direito aquela noite. Por que diabos eu estava tão eufórica por causa de um mero ensaio? Eu não fazia ideia!

– Preciso comer algo. – declarei a mim mesma assim que descia as escadas que davam em direção ao campus.

Eu poderia muito bem voltar ao dormitório e comer mais um snack do meu pequeno estoque de comidas não saudáveis, mas eu estava praticamente vivendo à base de Lay’s há semanas e como diria minha cara amiga Alice: "Não só de snacks viverás o universitário". Quem sabe, ir à cafeteria localizada dentro da própria universidade fosse uma boa pedida, não é mesmo? Admito que estava morrendo de preguiça de adentrar o local novamente, tanto que até cogitei a ideia de desmaiar de fome em meio a aula de Literatura Ocidental, mas meu estômago fez questão de insistir para que eu botasse minhas pernas para trabalhar e fosse até o café, que se encontraria completamente vazio se não fosse pelo único cliente que se situava em uma mesa próxima a entrada, dando uma bela vista ao corredor pouco movimentado naquele horário. Grande parte dos estudantes preferiam o típico clichê americano, também conhecido como Starbucks, enquanto minha cafeteria (e também lanchonete) preferida em todo a cidade de Reno era, e ao meu ver sempre seria, a Elements. Sem demora, me acomodei em uma mesa não muito afastada do desconhecido, pegando meu celular e notando que havia uma mensagem não lida de Max ao desbloquear o aparelho, logo a abrindo:


Maxine: A que horas sua aula termina mesmo?
14:49

Ás vezes, eu me questionava se o que ele dizia era verdade: será que ele tinha mesmo algum problema sério relacionado ao esquecimento? Eu estava à espera do dia em que eu conhecesse alguém tão esquecido quanto ele.

 
Piegon
:  Às 17:00, seu esquecido.
15:09

– Senti sua falta por aqui, Pie. – declarou o garoto ao se sentar no lugar livre a minha frente, tomando minha atenção para si, além de um sorriso para retribuir sua gentileza.

– Desculpe ter desaparecido nesses últimos dias, Yuki. – tentei em desculpar com uma simples reverência, deixando o aparelho telefônico sobre o tabuleiro.

– Aquele seu estoque de Lay's deve ter valido a pena. – gesticulei com a cabeça junto aos meus lábios pressionados, vendo o sorriso em seu rosto expandir-se cada vez mais. – Anda bastante ocupada?

 – Nem me fala. – murmurei, soltando um longe suspiro ao escorar minha cabeça sobre um dos punhos. – A faculdade me ocupou pra caralho de uns tempos para cá – voltei a me pronunciar, desviando meu olhar às minhas unhas por um breve momento. –, sem contar as aulas de violão que estou tendo com um amigo.

– Aulas de violão? – ele repetiu minha fala enquanto eu acenava em confirmação, vendo sua boca formar um perfeito O. – Não gostaria de ter umas aulinhas de teclado também? Para você, eu não cobro nada.

– Por enquanto, ficarei apenas com o violão. – declarei, já que todas as pesquisas e trabalhos exigidos pelos professores tomavam grande parte do meu tempo.

– Acho que isso foi um fora. – foi sua vez de se pronunciar, sendo seguido por uma gargalhada contagiosa.

– Ei! – exclamei como uma maneira de chamar sua atenção, sendo que suas íris negros permaneciam centradas em mim. – Sabe porquê Yuka não veio à aula hoje? – pude notar seu olhar de desentendimento assim que suas sobrancelhas se franziram.

– Yuka não veio a aula? – neguei, visivelmente o confundindo ainda mais. – Vou ter uma conversa com esta pirralha assim que chegar em casa. – não neguei alguns risos ao ouvir tais palavras tão "paternas". – O de sempre? – questionou ao se levantar, espalmando suas mãos sobre a mesa ao mesmo em tempo que me arrancava mais um sorriso.

– Como sempre. – completei, vendo o moreno me lançar uma última piscadela antes de migrar para trás do balcão, pronto para preparar minha trivialidade.

Confesso que meu principal objetivo ao ir justamente àquela cafeteria era dar as cara com o japonês. Honestamente, eu nem gostava de café e por mais que eu adicionasse meio de quilo de açúcar para tentar me livrar a amargura da bebida, eu nunca cheguei a obter sucesso absoluto em minha missão. Felizmente, eu fazia parte da mísera população renoense que evitava ingerir qualquer tipo de cafeína ou algo do tipo pelo simples fato de não gostar. Nem mesmo Coke¹ me agradava, fosse ela Cherry ou Vanilla. Infelizmente, minha discussão mental teve seu fim assim que ouvi o som característico do Messeger, fazendo com que eu pegasse o aparelhos as pressas para responder a mensagem do garoto:

 
Maxine
: Prometo que não vou esquecer de te buscar hoje.
15:10 
Maxine
: Já avisei aos meninos que você irá ao ensaio hoje, então não se impressione caso um deles envie uma mensagem para você quando menos esperar.
15:10

Não neguei alguns risos baixos ao ler sua mensagem, sabendo muito bem a quem ele se referia: 


Piegon: Com “um deles”, você está querendo dizer “Sam”, não é?
15:11

Respondi, rapidamente recebendo outra mensagem sua:

 
Maxine
: Exatamente.
15:11
Maxine: É tão óbvio assim?
15:11

Iria lhe enviar uma resposta quando o esperado acontecer:

 
Sam
: POR QUE NÃO ME DISSE QUE VIRIA AO NOSSO ENSAIO HOJE, SUA TORTA PODRE?
15:12

O ruivo tinha um jeito um tanto quanto peculiar de expor sua raiva em relação a mim, tanto que a palavra “torta” insistia em marcar presença em grande parte dos seus xingamentos.


Piegon: PORQUE EU JÁ SABIA QUE MAX DIRIA ISSO À VOCÊS, ESCOCÊS!
15:12
Piegon: E DESLIGA ESSE CAPS LOCK QUANDO ESTIVER FALANDO COMIGO!
15:13

– Só trocando mensagens, ein? – ele não pôde deixar de dar seu ar da graça, dispondo um copo de café, na qual continua chocolate quente, a minha frente acompanhado por um prato com uma fatia generosa do meu tão adorado brownie. – Quem é o felizardo? – perguntou, parecendo realmente curioso sobre o assunto.

– Um amigo meu. – comentei, notando um olhar que transmitia suas ideias mais impuras. – Sério, somos apenas amigos e nada mais. – acrescentei ao remexer a bebida quente, não resistindo a dar um rápido gole, sentindo seu calor me preencher.

– Está bom? – confirmei ao pegar um pedaço do bolo, desfrutando do gosto incomparável das nozes.

– Não sei se eu já te disse isso, mas seu chocolate quente é o melhor. – confessei ao apontar o garfo para si.

– Eu sei – disse o convencido, cruzando os braços sobre o móvel de madeira. –, mas e aí? Como está sendo seu curso de Literatura?

– Mais complicado do que eu pensava. – declarei, esquecendo completamente o que diabos eram boas maneiras ao falar de boca cheia. – Tenho que terminar dois trabalhos que devem ser entregues nesta sexta.

– Sobre o que se tratam? – seu lado curioso se fez presente, sentindo as vibrações causadas pelo celular, sem contar seu indispensável toque. – São muito difíceis?

– Não. Um deles é só responder algumas perguntas relacionadas à Os Lusíadas e o outro é a elaboração de uma crônica na qual eu utilize a escrita ficcional. – comentei, tomando mais um gole.

– Você não acha isso difícil? – neguei seu pergunta apenas com o olhar, já que estava ocupada demais degustando meu cocoa. – Eu não suportaria tudo isso.

– Por isso você só trabalha de segunda à sexta em turno integral na Elements? – perguntei, sabendo que a resposta era mais do que óbvia.

– Exatamente. – como eu disse, a resposta era mais do que óbvia.

– Seus pais não pegam no seu pé por você não fazer nenhuma faculdade? – o questionei, já que os meus provavelmente não me largariam até que eu fizesse o vestibular.

– Felizmente, não. – sorte sua! – Digamos que eles tenham coisas mais importantes para fazer do que se importar com a vida de um pirralho qualquer.

Não havia como negar que aquilo foi pesado, ainda mais vindo de alguém que parecia não se importar com o fato de que tais palavras pesavam mais de uma tonelada.

– É sério? – falei aos sussurros, já que aquele não era um assunto que todos poderiam ouvir. – Eles não se importam com você?

– Se eles realmente se importam, pode ter certeza que eles não demonstram nem um pingo desta importância. – acrescentou ao enfatizar sua última palavra, fazendo com que eu desviasse meu olhar ao aparelho telefônico, que voltava a vibrar. – Não vai responder as mensagens?

– Posso fazer isso mais tarde. – comentei, já que eu realmente gostava de tê-lo por perto.

– E se for algo urgente? – supôs Yuki, esperando minha resposta enquanto o aparelho parecia prestes a explodir.

– Sinto muito, mas a emergência terá que esperar. – procurei satisfazer sua curiosidade ao direcionar o recipiente aos lábios, contendo um sorriso ao ver os seus se curvarem.

– Enfim – o mais velho se deu por vencido após um longo suspiro. –, não quer mesmo ajuda com os trabalhos? Posso não ter feito faculdade ou algo do tipo, mas juro que sou inteligente o suficiente para te ajudar.

– Nem esquenta – disse com o objetivo de acalmá-lo antes de dar as caras novamente com a bebida quente. –, acho que consigo terminá-los ainda hoje.

– De qualquer jeito, eu vou te ajudar. – desviei meu olhar ao ouvir sua afirmação, soltando um riso abafado por ele ser mais insistente do que eu pensava. – Vou ao seu dormitório assim que terminar aqui.

– Não dá – o interrompi, imitando o bico existente em seus lábios. –, prometi ao meu amigo que iria ao ensaio deles.

– Ensaio? – repetiu, evidentemente confuso com minha justificativa.

– Meu amigo faz parte de uma banda e eu finalmente irei ao ensaio deles novamente. – comemorei, erguendo ambos os braços ao gritar mudo, transmitindo minha euforia ao garoto da terra do sushi. – Eles se chamam ByFive. – acrescentei ao comer mais um pouco do brownie.

– Já ouvi falar. – declarou, soando um tanto quanto indiferença enquanto eu finalmente tinha meu celular em mãos, ignorando complete as mensagens dos meninos e sentindo meu coração parar por um milésimo de segundo ao ver que minhas aulas começariam em poucos minutos, sendo que minha sala se encontrava quase do outro lado da instituição. – Atrasada de novo? – perguntou, não contendo um riso divertido ao me ver quase engasgando com o bolo. – Não esqueça que vou ao dormitório mais tarde. Umas sete e meia está bom?

– Para mim, está ótimo. – respondi, ainda de boca cheia, retirando vinte dólares escondidos na capa do celular, logo pegando o copo com o restante de bebida. – Fica com o troco. – declarei ao guardar a aparelho no bolso traseiro da calça, apoiando ambos os braços sobre a mesa, me esticando em sua direção para depositar um rápido beijo em sua bochecha. – Até mais, Yuki-oppa²! – me retirei junto a um aceno e um pronome de tratamento típico coreano, sorrindo deslumbrando a meu amigo.

– Vejo você mais tarde, Pie-chan! – ele se despediu, não negando gargalhadas ao me ver tropeçando em uma das cadeiras ao dar passos cegos para trás. – Desajeitada. – o máximo que fiz foi mostrar a língua antes de lhe dar as costas, tomando um gole da bebida já morna ao me preparar psicologicamente para voltar aos estudos.

A chuva nunca chegou a me incomodar, ainda mais quando se tratava de uma leve garoa, mas assim que me direcionei à saída e me deparei com pequenas gotículas caindo do céu, não pensei duas vezes em me fixar em frente a escadaria, vendo os demais saírem sem hesitar com seus guarda chuvas em mãos. Corri os olhos de maneira euforia pelo campus com o objetivo de encontrá-lo, bufando ao não obter nenhum resultado positivo.

– Será que ele esqueceu de novo? – me perguntei ao pegar meu celular, dando uma olhada no relógio, que apontava cinco e dois, logo notando os lembretes de mensagens, sendo duas delas vindas de Max e ONZE DE SAM! ONZE FUCKING MENSAGENS!

 
Maxine
: Brian irá te buscar hoje.
15:16
Maxine: Juro que ele está fazendo isso por vontade própria.
15:29

Brian? Brian Kang? Vindo me buscar? Por vontade própria? Aquilo não podia ser verdade! Aquilo não era verdade, de jeito nenhum!

 
Sam
: Posso ir te buscar hoje?
15:15
Sam: POR FAVOR, DIZ QUE SIM!
15:15
Sam: Quer saber? Vou ir aí de qualquer jeito, mesmo que eu tenha que deixar meu sono da beleza para outro dia.
15:16
Sam: Pie?
15:16
Sam: Strawberry pie?
15:16
Sam: American Pie, where are you?
15:17
Sam: VOCÊ ESTÁ ME IGNORANDO, PIEGON CHIN?!
15:17
Sam: ESTÁ FAZENDO ALGO MAIS IMPORTANTE DO QUE ME RESPONDER, SUA PUSILÂNIME!?
15:17
Sam: ESQUECE, NÃO VOU MAIS TE BUSCAR.
15:17
Sam: FICA AÍ COM SEUS MAIS NOVOS AMIGUINHOS QUE SÃO MAIS IMPORTANTES DO QUE SEU VELHO COMPANHEIRO ESCOCÊS.
15:18
Sam: Mentira, volta para mim, sua torta podre <3.
15:22

– Tão dramático. – murmurei ao terminar de ler todas as mensagens do “meu velho companheiro escocês” que eu conhecia há apenas três meses, mudando seu nick da conversa para “Drama King”.

– Ainda não se cansou de bancar a estátua, Tortinha? – ouvi um grito rouco vinda do pé da escada, notando Kang parada aos pés dos degraus de pedra com um guarda-chuva em mãos.

– Não se preocupe, meu turno como estátua já acabou, Brian Kang. – enfatizei seu nome completo ao descer a escadaria, guardando o aparelho telefônico no bolso traseiro da vestimenta, notando um riso sobrado sair entre seus lábios. – O que foi?

– De quem você roubou esta roupa desta vez? – estranhei sua pergunta, direcionando meu olhar as minhas vestimentas.

Sinceramente, eu não sabia o que havia de errado com as minhas roupas. Elas não passavam de um tênis preto e velho que já deveria estar fora de moda (por mais que eu não me importasse com isso), uma calça jeans que ficava folgada tanto nas pernas quanto na cintura, tanto que tive que retirar um cinto do fundo da mala para não fazer com que elas acabassem caindo enquanto eu me locomovia para cima e para baixo, e por último, mas não menos importante, meu tão confortável moletom azul marinho de Nevada, que exibia o nome do estado em letras garrafais junto ao indispensável símbolo do lobo que se encontrava logo abaixo.

– De ninguém... – respondi, encarando suas feições que deixavam claro que ele estava simplesmente caçoando de mim. – Com exceção da calça. Eu peguei da minha mãe porque não servia mais nela.

– Sério mesmo que você pega as roupas da sua mãe? – acrescentou em meio a um riso abafado, deixando ainda mais evidente seu deboche em relação ao meu traje.

– O que você tem contra minhas roupas? – joguei as cartas na mesa, já que eu não aguentava tantos “gracejos” vindos de apenas uma pessoa. – Elas te incomodam, por acaso?

– Não, de modo algum. – lhe lancei um olhar dos pés à cabeça, notando um leve sorriso tentando se ocultar em seus lábios. – Elas até que ficam fofas em você. – DESCULPE, QUERIDO, O QUE DISSE?! – Vamos?

Estaria mentindo se dissesse que aquele garoto não me intrigada. Ambos obtínhamos descendências coreanas, por mais que eu tivesse nascido na Coréia e ele em solo canadense. Poderiam, miseramente, ser das mesmas terras, mas não conseguíamos obter a mínima "harmonia" quando juntos. Não que tivéssemos um relacionamento ruim, mas se comparado à minha afeição com os demais garotos, nossa relação não era uma das melhores. Como membro do ByFive, ele tinha uma bela voz, além de ser um ótimo baixista, mas algo parecia nos bloquear. Parecia que não conseguiríamos ser mais próximos do que aquilo; que viveríamos daquele jeito até que um de nós desse o primeiro passo e decidisse fazer uma mudança drástica em relação a nós dois, mas muito provavelmente aquilo estava bem longe de acontecer o mais rápido possível. Não que eu não tivesse esperanças que não nos aproximaríamos naquele ano, já que eu não era o tipo de pessoa que tomava iniciativa para alguma coisa, mas acho que nossos pontos de aproximação aumentaram nem que seja zero vírgula cinco por cento aquele dia apenas por termos divido o guarda-chuva. Não que fosse algo de extrema importância para o futuro da nossa amizade, mas já era algo que poderíamos chamar de gentileza.

– Por que veio me buscar hoje? – finalmente tomei coragem para me declarar, já que aquilo permanecia a ser um mistério.

– Porque eu quis. – muito obrigado por acabar de vez com minha abordagem amigável, Brian Kang. – Na real, Sam literalmente me obrigou a vir te buscar.

– Eu sabia que Max estava mentindo quando disse que você viria me buscar por vontade própria! – exclamei, já que aquilo obviamente não era verídico. – Até porque quem me buscaria por livre e espontânea vontade seria ou Chingu, ou Zac, pois estes dois foram feitos à base de fofura e amor.

– Está falando indiretamente que sou grosso? – pressionei os lábios, introduzindo minha língua em meio aos próprios assim que confirmava sem a mínima hesitação, sentindo as gotas gélidas da chuva entrar em contato com meu couro cabeludo.

– Vai deixar eu me molhar? – seu sorriso descarado foi a reposta perfeita para minha pergunta. Confesso que tentei entrar para baixo do guarda-chuva novamente, por mais que minhas tentativas sempre obtivessem o mesmo resultado negativo, já que ele insistia desviar de todos os meus “ataques”. – Você quer que eu fiquei mais cega do que eu já sou? – voltei a questioná-lo, apontando para as lentes respingadas dos meus óculos circulares de armação preta.

– Se você me acha grosso – Brian se expressou, desta vez, desacompanhado daquele maldito sorriso. –, me deixe agir de acordo.

– Eu não disse que você é grosso, mas não há como negar que isso que você está fazendo é grosseria. – comentei, cruzando os braços enquanto caminhava sob a chuva, vendo o garoto parar poucos metros a minha frente.

– E isso não me torna grosso? – questionou enquanto eu o ultrapassava, tentando ignorar o fato de que ocupávamos o mesmo metro quadrado.

– Não, isso te torna um idiota. – declarei, novamente o tendo ao meu lado após expor meus pensamentos. – O que foi agora?

– Posso até ser um idiota, mas não quero deixar você resfriada – o canadense se justificou, depositando uma leve pitada de fofura em sua fala. –, até porque não seria você quem ficaria ouvindo reclamações no seu ouvido, além de ter de suportar você espirrando uma vez a cada cinco minutos.

Realmente, Brian Kang me parecia ainda mais intragável a cada segundo que passávamos juntos. Pelo menos, ele era suportável enquanto cantava e até mesmo mais atrativo. Não que ele já não fosse naturalmente atraente, mas vê-lo tocar, com algumas mechas dos seus fios falsamente loiros caindo sobre os olhos, o deixava com um toque levemente cativante. Sendo honesta, por mais belo que Brian fosse, ao meu ver, sua personalidade o deixava um tanto quanto feio. Por sorte, chegamos ao nosso destino pouco tempo. Max estava certo: a casa do ruivo não ficava muito longe do local em que estudava e como eu já sabia o caminho – que basicamente consistia em andar em linha reta pela Evans Ave até chegar à Highland Ave, onde você acabaria dando as caras com uma casa branca e verde logo na esquina –, eu provavelmente o visitaria com mais frequência.

 – Não precisa bater – o loiro fez com que eu interrompesse meus próprios atos, já que eu estava prestes a bater na porta quando me voltei para o garoto, vendo-o retirar um molho de chaves de um dos bolsos. –, eu tenho a chave.

– Não sabia que vocês eram tão íntimos a ponto de terem a chave da casa um do outro. – comentei, por mais que eu não tivesse certeza absoluta sobre o que dizia.

– Como sabe que ele tem as chaves da minha casa? – Brian perguntou ao destrancar a porta, me lançando um sorriso indescritível.

– Não sabia, só supus. – confessei, comprimindo os lábios em um falso sorriso, segurando a alça de minha mochila antes de adentrar a residência do garoto, notando logo de cara a bagunça em que se encontrava. – Nosso velho companheiro escocês já ouviu falar em algo conhecido como empregada? – perguntei ao notar as garrafas de Coke espalhadas pelo tapete da sala de estar.

– Chingu³? – ouvi a voz de meu falso gêmeo, rapidamente vendo um ser de juba castanha sair da cozinha com um copo d’água em mãos.

– Chingu! – gritei, indo ao seu encontro, quase derrubando o recipiente de vidro ao abraçá-lo. – Senti sua falta. – declarei ao garoto, sentindo sua mão livre em meio aos meus fios levemente molhados por culpa da garoa que tinha pego.

– Começou o momento melação de Kaegon! – ouvi o grito do falso coreano junto a risada rouca do mais novo ao pé do ouvido.

– Também senti sua falta, Chingu. – declarou Katch, logo ouvindo o mísero estalo causado pelo contato dos seus lábios com minha bochecha, logo tendo sua face risonha cara a cara com a minha. – E aí? Como anda a faculdade? – perguntou, logo bebericando o conteúdo do recipiente transparente.

– Mais difícil do que eu esperava. – respondi, o seguindo em direção à cozinha, não pensando duas vezes antes de abrir a geladeira em busca de algo para beber. – Tenho dois trabalhos que eu ainda nem terminei para serem entregues nesta sexta... Onde está o restante dos garotos? – perguntei, finalmente encontrando um Yakult em meio a inúmeras garrafas de Coke e três potes marcados com a frase “Mom's food”. – Chingu, me arranja um...

– Aqui está. – o tailandês me entregou um canudo em mãos, gesticulando com a cabeça em agradecimento, recebendo seu sorriso infantil em retribuição. – Eles estão na garagem junto com Ally e Yuka. – "Não acredito que ela matou aula para vir à casa do Sam!" gritei em pensamentos.

– Não sabia que Yuka estava por aqui. – declarei, tentando soar indiferente ao tomar boa parte da bebida láctea, escorando minha cintura no móvel estofado da sala de estar.

– Quando Yuka não está aqui? – acrescentou ele, causando breves risos em ambos de nós.

– Boa pergunta. – me pronunciei, sendo impedida pelo moreno de seguir caminho até a garagem assim que seus braços se apoiaram sobre o sofá, me prendendo entre eles. – O que foi, Humb? – perguntei, tentando manter a calma ao tê-lo tão perto de mim, fingindo estar mais interessada em meu Yakult do que em seus olhos negros que se encontravam cravados em mim.

– Não ganho nem um beijinho? – protestou de maneira manhosa, não negando um leve bico em seus lábios.

– Ah, meu santo Buda. – resmunguei antes de depositar um longo beijo em sua bochecha direita, satisfazendo suas vontades. – Já podemos ir, Senhor Carência?

– Agora, sim. – finalizou o moreno, com um leve sorriso nos lábios antes de passar seu braço sob meus ombros. – Eles já devem estar estranhando o fato de estarmos demorando.

– Eles sempre estranham. – concluí ao andar até a porta junto ao garoto, vendo-o abrir a própria antes que eu fizesse isso por mim mesma. – Primeiro as damas. – agradeci a cortesia, flexionando os joelhos enquanto erguia uma das pontas do meu vestido imaginário, adentrando o cômodo, assim obtendo o olhar de todos.

– Olá, seres! – saldei entre um sorriso, notando as feições pasmas da japonesa que se encontrava sentada ao lado da loira nos puffs dispostos próximos ao armário de ferro.

– Por que o casalzinho demorou tanto? – perguntou Zac, provavelmente já com seus pensamentos mais impuros em mente.

– Vocês já sabem porquê. – respondeu, parecendo se divertir com as palavras do sintetizador.

– Piegon! – a americana finalmente se pronunciar, me agarrando em um abraço digno de urso. – Senti sua falta, meu amor.

– Também senti sua falta, Ally. – declarei, beijando sua bochecha, voltando a posicionar minha cabeça sob seu ombro.

OLHA ALI! – não demorou muito para que os gritos escandalosos do escocês preenchessem o cômodo. – MAL CHEGOU E JÁ ESTÁ USUFRUINDO DOS MEUS YAKULTS!

– Oi para você também, Sam. – o cumprimentei, com um dos braços envolvendo a cintura de Alice, lançando um sorriso a Maxine, que retribuiu a gentileza da mesma maneira.

– Esqueceu de mim, Tortinha? – foi a vez de Zachary fazer seu escândalo, erguendo ambos os braços, visivelmente clamando por um abraço.

– Claro que não, Zac! – declarei, deixando minha voz mais fina do que o habitual ao me aproximar do garoto, contornando o instrumento para abraçá-lo.

– Não vou resistir a frase mais clichê do dia: – declarou, fazendo com que eu erguesse meu olhar para observar suas expressões. – senti sua falta.

– Também senti sua falta. – repeti sua fala, vendo o canadense apontar o indicador para a boca enquanto botava sua língua para fora.

– Nosso caro Kang está carente, pessoal! – começou Sam, de fato provocando o amigo. – Acho que alguém aqui merece um abraço da Coréia do Sul!

– Ah, não! – protestou o baixista, me lançando um olhar em socorro enquanto eu permanecia junta a Zac, com seus braços sobre meus ombros e sua cabeça apoiada sobre a minha.

– Então, né, pessoal, acho que eu vim aqui para acompanhar o ensaio de vocês, não abraçar ele. – declarei, tentando salvar nossas peles enquanto ingeria a bebida láctea.

– Qual é, Chingu! O que custa abraçar o Brian? – insistiu Katch, entrando na brincadeira. – Até onde eu saiba, ele não morde, nem arranha.

– Está bem, eu abraço o Kang – me dei por vencida, vendo uma expressão perplexa predominante nas feições do mais velho. –, contanto que o Campbell abrace a Kamimoto. – lancei uma piscadela à Alice, que rapidamente captou minhas intenções.

POR QUE EU?! – Yuka deu seu show ao expor sua falsa indignação.

– Porque, até onde eu sei, namorados se abraçam, não é mesmo? – provoquei, tomando um gole da bebida para disfarçar o sorriso vitorioso que continha, usando uma mera desculpa que envolvia Kamibell (meu shipp preferido junto com Mally) para "puni-la" por ter matado aula e me deixado sozinha por mais de quatro horas seguidas.

– Se fosse para abraçar seu namorado, Sam teria pedido para que você abraçasse o tailandês ali. – Max finalmente se pronunciou, me fazendo desviar meu olhar ao mais novo, que estava com as bochechas levemente rosadas.

– Tomate! – exclamou Zac, apontando para o baterista, que parecia ficar ainda mais vermelho ao ganhar a atenção de todos.

– Pensei que estivesse do meu lado, Max. – banquei a dramática, com direito a mão no coração e voz levemente chorosa.

ABRAÇA ELE LOGO! – berrou o vocalista, fazendo com que Zachary retirasse seus braços de mim, me deixando livre para fazer o que eu não queria.

ABRAÇA A KAMIMOTO TAMBÉM, SEU PATETA! – proclamei em resposta, vendo-o se desfazer de sua guitarra antes de marchar em direção à menor, erguendo-a do chão ao executar tal ato enquanto eu permanecia a arrastar meus pés em direção ao garoto.

– Eu odeio você, Samuel Campbell. – murmurei ao abraçar o loiro contra a minha vontade, provavelmente, exibindo minha melhor cara de desgosto ao contornar seu tronco.

AH, PELO AMOR DE DEUS, MAS QUE ABRAÇO É ESSE?! – eu só não matava aquele garoto porque Kami me impediria de fazer isso. – SE ABRAÇEM COM VONTADE!

AH, VAI SE FODER, SAMUEL! – praguejei, me distanciando do baixista e me jogando em um dos puffs com minha típica pose contraditória, tomando o restante do leite como se fosse paciência, arrancando breves risos do mais novo.

– Tão fofa. – ironizou Katch em meio a gargalhadas infantis, o que provavelmente arrancou ainda mais suspeitas dos garotos sobre nosso suposto namoro escondido que se quer existiu.

– Depois você aprecia a fofura da sua namorada, Humb, agora está na hora de ensaiarmos. – declarou Max, fazendo com que Sam voltasse para frente do microfone enquanto Yuka sentava no puff ao meu lado.

– Olha, desculpa não ter ido à aula hoje, mas precisa mesmo me fazer sofrer usando o Campbell? – a japonesa protestou em um sussurro, por mais que nós duas soubéssemos que ela tinha gostado de tal ato vindo do escocês.

– Precisava. – rebati, de braços cruzados, ainda com o recipiente de plástico em mãos, sentindo o corpo de Yuka em contato com o meu. – Me larga, sua matadora de aula.

– Ah, Pie, não seja tão dura com a Kami. – "Não acredito que você está do lado dela, sua loira oxigenada!" protestei mentalmente. – Todos nós sabemos que vocês duas se amam.

– Eu a amaria mais se ela não matasse aula. – acrescentei, arrancando alguns risos de ambas.

– Esta é minha parte preferida. – a asiática cochichou  próximo ao meu ouvido enquanto eu posicionava a embalagem de plástica aos pés do armário, sabendo muito bem sobre o que ela se referia, vendo seus pensamentos se concretizarem em questão de segundos. – Eu adoro isso! – comemorou ao sacudir seus punhos, vendo seu pseudo-namorado ajeitar o microfone, não largando a mania de segurar a palheta entre os dentes.

– Confesso, até que é bonitinho, mas nada se comparada àquilo. – declarei, apontando para o ser que insistia em revirar sua baqueta entre os dedos.

– Pie – clamou Ally, rapidamente ganhando meu olhar. –, seja honesta conosco: vocês dois estão namorando?

– Claro que não. – neguei, achando graça do fato dela ter digo aquilo de modo tão inocente. – Katch é como um irmão para mim. Somos falsos gêmeos. – acrescentei, já que ambos fazíamos aniversário dia: sete de dezembro. – Além do mais, se estivéssemos namorando, eu diria isto a vocês sem pensar duas vezes.

– Sério? – confirmei a pergunta de Kami, notando um sorriso brotar em seus lábios.

– Então, minhas caras – a voz ampliada do vocalista ecoou pelo local, quase estourando meus tímpanos. –, vocês estão aqui para nos ver, não conversar. – o encarei incrédula, vendo-o se divertir com minhas feições que simbolizavam falso impressionismo. – Brincadeira, amo vocês. – declarou, levando a ponto dos dedos até sua cabeça, formando um coração com ambos os braços.

Logo eles começaram a ensaiar com Vegas Lights e confesso: aquilo era apenas o começo. Vê-los ensaiar foi o ponto alto do dia. Tudo bem que eu, Kami e Ally permanecemos em nossa disputa contínua de Maps versus Stressed Out versus What You Know – por mais que cantássemos ambas as músicas como se estivéssemos os assistindo na área vip –, mas tratávamos de esquecer nossos desentendimentos mesmo que sem querer assim que dançávamos no espaço livre da garagem ao som do que tocassem. Nossos movimentos não eram combinados, já que fazíamos praticamente tudo o que viessem em mente, por mais que já tivéssemos criado uma coreografia ainda não completa de Maps.

So I’m following the map that leads to you, the map that leads to you! Ain’t nothing I can’t do! The map that leads to you, following, following, following to you! – gritamos junto aos garotos, usando e abusando da euforia que compartilhávamos. – The map that leads to you, ain't nothing I can do, the map that leads to you, following, following, following!

UOU! – berrou o ruivo, espalhafatoso como sempre, não deixando que aquele belo sorriso esvaísse dos seus lábios. – Sinceramente, cara, nós já fomos a alguns festivais... Quantos mesmo? – ele direcionou seu pergunta ao outro guitarrista.

– Acho que uns cinco... Sete, no máximo. – declarou Max, parecendo tão perdido quanto o outro.

– Nós já fomos a um número razoável de festivais – Campbell se auto corrigiu, o que causou breves risadas entre nós, sendo algumas delas vindas dele mesmo. – e, sério, eu ainda estou à procura de um público que tenha tamanha animação que vocês têm.

– Tanto que foi por causa disso que nós atendemos ao pedido de Chingu. – acrescentou o baterista, fazendo com que eu me questionasse sobre qual pedido seria aquele.

– Lembra do que você me disse após ter vindo ao nosso primeiro ensaio? – questionou Max enquanto eu revirava mentalmente minhas falas passadas.

– Pior que não. – neguei, com uma das mãos em frente aos lábios ao gargalhar. – Desculpa estragar o momento por ter sido contaminada pelo seu alzheimer.

– Você me disse que morreria em paz após nos ouvir tocando Cake By The Ocean. – QUÊ?! – Acho que você já pode morrer em paz a partir de hoje. – completou, fazendo com que eu lhe lançasse um dos meus melhores sorrisos.

– Quem quer matar a Tortinha depois do ensaio? – propôs o escocês, erguendo sua mão assim como Brian.

– Ótimo, está resolvido: você será morta após o ensaio. – concluiu Kang, batendo continência junto a uma piscadela até que charmosa, direcionando seu olhar à Max. – Pode fazer as honras.

– Pie. – clamou o garoto, erguendo ambas as mãos ao me fazer um coração, recebendo o mesmo ato em resposta. – Não se preocupe, Ally, eu também te amo.

– Não se preocupe, Max, eu não tenho ciúmes da Pie. – respondeu, em seguida lançando um beijo aéreo ao namorado.

Após a contagem regressiva, os acordes iniciais de uma das minhas músicas preferidas foram o suficiente para me fazer gritar de entusiasmo, batendo palmas no ritmo da música, logo sendo acompanhada pelas meninas, que se movimentava junto comigo de um lado para o outro em mais um dos nossos típicos passos improvisados. Ouvir DNCE cantar Cake By The Ocean era uma coisa, mas ver meus amigos a tocarem “especialmente” para nós era outro patamar. Admito que eu não esperava ouvi-los tocar aquilo tão cedo, mas parece que o que diziam era fato: a vida é uma caixinha de surpresa. Eu só desejava que situações como aquelas acontecessem com mais frequência, já que eu gostava de compartilhar minhas alegrias com as pessoas, ainda mais se aqueles em que quem me referia estavam naquele grupo.

Talk to me, baby!  – usei todo o ar em meus pulmões para expressar a euforia que regia meus movimentos. – I’m going blind for this sweet sweet caving, whoo! Let’s lose our minds and go fucking crazy! I-I-I-I-I-I keep on hoping we'll eat cake by the ocean! Walk for me, baby. I’ll be Diddy and you’ll be Naomi, whoo! Let’s lose our minds and go fucking crazy! I-I-I-I-I-I keep on hoping we'll eat cake by the ocean!

E assim que passei meu final de tarde: ferrando minha garganta ao cantar Cake By The Ocean aos berros do modo mais desafinado possível, mas eu sabia que eles não se importavam com o fato de minha voz não ser boa como a deles. Contanto que estivéssemos juntos, a única coisa que importava era que estávamos sãos e salvos, aproveitando a companhia um dos outros da melhor maneira possível: através da música.


Notas Finais


Max/Maxine Bhank (SighMike): http://migre.me/vh9cM
Brian Kang (Kim Younghyun): http://migre.me/vh9dF
Samuel/Sam Campbell (infelizmente, eu não sei quem é esse ser /limpa as lágrimas/): http://migre.me/vh9j2
Zachary/Zac Smith (Joshua Anthony Brand): http://migre.me/vh9jF
Katch/Katchoi Humbaplle (Jirayu Laongmanee): http://migre.me/vh9kF
Ally/Alice Mendes (Bri Nicole): http://migre.me/vh9Sy
Yuki/Masayuki Kamimoto (Yudai Chiba): http://migre.me/vh9qN
Yuka/Yukari Kamimoto (Mirei Kiritani): http://migre.me/vh9nK
Obs: só especificando, o Max e a Ally namoram. Acabei tendo esse ideia assim que pesquisei mais sobre o Mike e descobri que ele namora a Nicole, então pensei: "Por que não?".

¹ - É como chamam a Cola Cola nos países anglófonos, ou seja, países que falam inglês (obrigado, Wikipédia <3).
² - É como as garotas coreanas chamam os garotos mais velhos.
³ - É um pronome de tratamento coreano para pessoas da mesma idade.

De boas, gente, não há como negar que esse finalzinho aí foi clichê e eu realmente não queria que fosse, mas eu não resisti, sorry <33
Enfim, terminamos por aqui.
PAZ, NEGADA!
Saranghae da moça Theri <3!


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