História Luxury Boy - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 71
Palavras 2.897
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Annyeong

Só digo uma coisa: quem não gostou do capitulo anterior vai gostar menos ainda desse...

TREESOME!

Boa Leitura

Capítulo 14 - Coming Home


Fanfic / Fanfiction Luxury Boy - Capítulo 14 - Coming Home

 

Voltando para casa

 

 

Tae... você está melhor?

 

 

Abro meus olhos sentindo o mundo girar. Minha cabeça dói e meu estomago parece querer sair pela minha boca a fora. Sento lentamente na beirada da cama com a mão nos olhos evitando a claridade que vem da janela e saio correndo aos tropeços até o banheiro deixando o vômito que está parado em minha garganta sair pelo chão todo.

Vomito o liquido bordo de cheiro adocicado e lembro que bebi na noite passada. Meu corpo treme e caio sentado ao chão sujo deixando que aquilo me pinte de vermelho escuro. Minhas mãos estão tremulas e tentam segurar minha cabeça que gira muito como se estivesse em um carrossel no parque de diversões. Jin bate na porta do banheiro querendo entrar então com o maior esforço possível giro a maçaneta deixando que o castanho de olhos arregalados entre e me tire daquela sujeira toda. Ele me carrega em seus ombros até uma poltrona e me deixa ali sentado enquanto chama a camareira para limpar o banheiro.

 

      − Tae, olha pra mim – sinto suas mãos levantarem meu rosto e tento prestar atenção a sua voz – onde está seu remédio?

 

Aponto para o armário ao lado da porta do quarto e ele segue até ali revirando as gavetas. Pega um frasco onde está meu nome e a prescrição médica e volta com um copo de água e a capsula que me ajudará mais uma vez.  Eu engulo com dificuldade o meu remédio e respiro fundo tentando parar a tremedeira.

 

 

      − Tae, você tem ido ao médico? Está tudo sob controle não é?

 

      − Está não se preocupe.

 

Jin me observa preocupado. Desde que eu era pequeno ele sempre me cuidou, mesmo quando nosso pai ainda era vivo ele sentia que era responsável por mim. Respiro fundo sentindo o gosto amargo na boca voltar. Corro novamente para o banheiro caindo ajoelhado em frente ao vaso sanitário onde vomito mais vezes. Meu irmão fica parado na porta que desta vez está aberta calado me olhando. Volto para a cama e deito de costas. Sinto o colchão baixar pelo peso do outro que sentou ao meu lado. Olho para ele e dou um meio sorriso que ele retribui.

 

      − Você tem certeza que não precisa ir ao hospital?

 

      − Tenho só preciso dormir mais um pouco depois de tomar um banho.

 

 

Jin sai me deixando sozinho. Levanto e vou com calma até o chuveiro entrando na água para tomar um banho rápido. Deixo a água lavar meu corpo e fecho os olhos tentando esvaziar a mente para relaxar. A imagem da noite passada vem imediatamente e os olhos sedutores do gato branco me fitando me fazem abrir os meus. Aquele olhar não era o mesmo que me enfeitiçou, os negros olhos amendoados do moreno são inigualáveis. Deixo um suspiro sair e desligo a água indo para a cama mesmo estando molhado. Deito na cama e o mundo volta a girar. Fecho os olhos pegando no sono.

 

 

Sete horas da manhã, o celular toca me despertando. Viro na cama e sinto a dor típica na barriga. A crise que tive me deixou abalado fisicamente então levanto sem pressa e caminho arrastando os pés até o armário ao lado da porta e pego mais uma capsula do remédio. Tomo um gole de água fazendo o mesmo descer pela minha garganta e vou até o banheiro. Eu urino e vejo a água do vaso sanitário ficar amarelo escuro, a crise foi um pouco mais severa do que imaginei. Puxo a descarga e me lembro das inúmeras vezes que passei mal quando criança até que descobrissem o que eu tinha. Volto para a cama e deito, ligo a televisão e começo a assistir um programa.

 

São onze horas e ainda estou deitado trocando de canal a cada trinta segundos. Escuto batidas na porta e Jin entra sem esperar que eu abra.

 

      − Tae, que bom que você está acordado. Ontem vim aqui varias vezes te olhar e você estava sempre dormindo. Está se sentindo melhor?

 

Eu assinto com a cabeça e o mais velho senta ao meu lado colocando sua mão na minha testa. Ele me olha e sorri.

 

      − Você parece melhor mesmo.

 

      − Jin eu não tive febre.

 

      − Sim estou vendo, mas quando era pequeno...

 

      − Quando eu era pequeno ninguém sabia o que eu tinha, agora eu sou adulto e tenho tudo sob controle. – digo tirando sua mão da minha testa a colocando em sua perna – por favor, não se preocupe tanto.

 

      − Tae, você é minha única família como não vou me preocupar?

           

 

      − ‘Tá bom, mas faça um esforço para ser menos dramático.

 

 

Ele me olha e começa a fazer cócegas me chamando de ingrato e dizendo que não mereço seu amor.

 

      − Um dia eu encontro alguém e caso aí quero ver quem vai cuidar de você seu bebezinho.

 

 

Rimos muito até que começa a me dar ânsia novamente.

 

      −Para, por favor, não estou me sentindo bem – falo rindo muito e colocando a mão na boca.

 

      − Desculpe. – Jin fala arregalando os olhos.

Paro de rir e sento na cama. Fico olhando para minhas mãos como de costume enquanto meu irmão muda de canal. Ele deita ao meu lado e eu pergunto sobre suas noites na boate. Jin sorri e conta sobre ter conhecido JKN. Ele não entra em detalhes mais fala que ele foi sua primeira experiência com um homem.

 

      − Como assim? Você nunca tinha ido para a cama com um homem?

 

      − Por que o espanto? Você também não até onde eu sei.

 

 

Paro de falar e fecho a boca que estava aberta pronta para questioná-lo. Realmente eu nunca tinha me envolvido com outro homem e sempre fugi quando sentia algo estranho em relação a alguém do mesmo sexo que eu.

 

 

      − ‘Tá você tem razão mas me conta bem essa sua primeira vez, logo com o JKN... ele tem um jeito de machão, grosso, desastrado, sei lá.

 

      − Bom na verdade ele é tudo isso mais quando eu virei o jogo – ele da uma piscadinha – o grande homem gemeu feito uma donzela virgem.

 

      − Aaah que nojo, me poupe desses detalhes.

 

      − Mas foi você que me perguntou irmãozinho. – Jin fala apertando minha bochecha corada.

 

 

Ele continua a contar e vejo seu sorriso crescer cada vez que fala o codinome do outro. Seus gestos e sua voz me mostram que meu irmão gostou mais daquilo do que conseguiu perceber. Cada vez que o castanho conta alguma coisa que o dono da boate lhe disse ou algum carinho que ele fez eu me lembro do moreno. Eu suspiro e Jin me olha.

 

 

      − Tae, você não se arrependeu?

 

      − Pelo que?

 

      − Por ter trocado o rapaz.

 

      − Não. E ... eu fiz bem. O rapaz de ontem me satisfez muito mais.

 

      − Como o satisfez? Agora você os vê como um pedaço de carne?

 

      − Jin, você quer me enlouquecer não é? Ontem eu tinha que me afastar dele por que estou me envolvendo demais, hoje você diz que sou insensível e que os trato como um pedaço de carne? Qual o seu propósito afinal?

 

      − Irmãozinho eu já te pedi desculpas, lembra? Eu quero o seu bem só não achei que essa troca fosse dar certo. Se eu me enganei, ok desculpe novamente.

 

      − Sim você se enganou. Eu estou ótimo o único problema foi ter bebido demais. Hoje quando voltarmos lá eu vou ficar bem, bem melhor do que antes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estamos na porta da boate e mostramos os cartões. Eu entro e coloco minha mascara. Seguimos até a mesa e em instantes sou levado até o meu garoto de programa. O rapaz de cabelos acobreados está em uma sala que parece um consultório médico. Eu entro e o vejo sentado de pernas abertas em uma cadeira. Ele usa um jaleco branco semiaberto e um estetoscópio no pescoço. Um sorriso se faz no rosto do rapaz ao me ver entrar e ele levanta da cadeira vindo em minha direção.

 

 

      − Olá, você deve ser meu paciente. Fiquei sabendo que precisa de um médico assim do meu tipo ...um médico do sexo.

 

      − Você quer dizer um sexólogo.

 

      − Não eu quero dizer médico do sexo mesmo por que é isso que vou fazer, muito sexo com você.

 

 

Eu sorrio de lado e caminho até ele que está encostado na ponta da mesa. Chego perto dele e o seguro pela nuca beijando sua boca atraente. Ele corresponde em um gemido e chupa minha língua. Me afasto de sua boca que deixa um fio de saliva nos unindo, caminho até a cadeira e sento nela batendo em minha perna chamando o rapaz.

O gato sempre branco vem manhoso e senta em meu colo com suas pernas em minha cintura e esfrega o peito em meu rosto. Seguro suas coxas fartas e as aperto enquanto beijo sua boca. Minha mão percorre a coxa dele indo até sua bunda apertando o local vendo que ele arqueia o corpo para trás se afastando de mim.

 

      − Você gosta de me sentir Lion? Gostou da nossa primeira vez juntos não é...

 

      − Sim, eu gosto você é delicioso.

 

Ele faz uma cara safada e levanta tirando o jaleco e sua boxer. Seu corpo é lindo e cheiroso então beijo seu abdômen fazendo o rapaz fechar os olhos e levantar a cabeça. Seu cheiro é doce o que me lembra do moreno. Abro meus olhos olhando bem para o que consigo ver do rosto do gato para que fixe sua imagem no lugar do outro. Tiro minha roupa com a ajuda dele entre um beijo e outro deixando assim que ele me chupe, beije e morda sempre tentando esquecer os toques do coelho que está cravado em minha mente.

Eu o viro de costas para mim e o deito na mesa separando suas pernas e passo meu membro já rijo em sua entrada o provocando. Ele arfa de desejo, então me abaixo e por trás dele coloco minha mão em seu membro o masturbando. Minha língua passeia de suas bolas até sua entrada a umedecendo enquanto minha mão desliza em um vaivém intenso em seu falo duro e quente. Levanto meu corpo beijando suas costas e me posiciono colocando meu membro dentro dele. Estou quase deitado sobre seu corpo que está de frente para a mesa e começo a estocar de leve ouvindo seu gemido.

O acobreado geme e lambe meus dedos da mão que segura seu rosto. Estoco mais forte e escuto um som que parece ser a porta abrindo. Viro meu rosto para trás rápido pelo susto e vejo o moreno parado ali nos fitando. Continuo a olhar em seus olhos enquanto o gato geme manhoso me pedindo para ir mais fundo.

 O moreno permanece parado ao lado da porta, imóvel e sem reação. O acobreado geme alto e faz um sinal para ele que se aproxima lentamente sem perder o contato com meus olhos.

Sinto gotas de suor pingar no corpo do rapaz abaixo de mim e vejo o moreno parar na nossa frente e tirar a única peça de roupa que usava. A cueca preta desliza pelas coxas grossas dele o fazendo ficar nu. O rapaz que está gemendo muito toca o membro do outro iniciando uma masturbação. Continuo a estocar o gato sem perder o olhar do coelho. Ele começa a abrir a boca mostrando sentir prazer com o toque da mão do rapaz que o puxa para mais perto e acelera os movimentos. Ele segue me olhando e geme baixo como fazia para mim.

 

      − Aaaah...Lion...me fode forte – o gato pede entre um arfar e outro – Vai Lion...Forte que vou...aaaaah

 

Abaixo a cabeça assim que sinto que meu ápice está próximo e estoco com força o gato que faz o coelho gozar no mesmo instante que eu preencho seu interior com meu liquido. Gemo alto levantando a cabeça novamente e vejo o olhar do moreno que em nenhum instante me perdeu de vista e percebo uma pequena lágrima escorrer na máscara.

Sua boca aberta pelo prazer que alcançou treme de leve, seu olhar brilhante pelas lagrimas que se formaram e a respiração ofegante denunciam que ele sentiu como se fosse eu que o estivesse tocando assim como eu fodi aquele gato pensando nele. O rapaz que está deitado solta o membro do outro quando chega em seu ápice apertando as beiradas da mesa e gemendo meu nome.

Saio de dentro dele e fico em pé olhando para o moreno que está parado ainda ali como se fosse um boneco sem vida, sem reação nenhuma a não ser a de recuperar o fôlego e pegando sua cueca do chão eu o vejo sair.

 

Sento na cadeira passando a mão nos cabelos suados e colados na minha testa recostando a cabeça para trás buscando o ar para tentar entender o que acabou de acontecer.

 

 

      − Por que ele veio aqui? – pergunto com dificuldade

 

      − Por que JKN disse que você teria uma ultima chance antes dele ser entregue a outro cliente.

 

      − Outro ... cliente? – falo como se não soubesse.

 

 

O rapaz acobreado senta na ponta da mesa novamente com as pernas aberta e me olha explicando.

 

      − Não é costume da casa trocar os meninos depois de dois encontros, JKN abriu uma exceção para você e disse que se você marcasse um terceiro encontro comigo o Bunny seria entregue a outro cliente. Você tem que decidir se vai querer realmente essa troca.

 

      − Por que está me contando isso? Se eu não quiser trocar você ficará...

 

Ele sorri e passa a mão no meu rosto.

 

      − Eu ficarei bem. Conheço Bunny há algum tempo e ele nunca teve ninguém, parece que você o tratou bem e eu não poderia tirar a chance dele ter uma primeira experiência com uma pessoa tão incrível como você.

 

Eu fico assustado com as revelações do gato e sinto um alivio no peito ao ouvi-las. Ele não disse que o moreno está apaixonado por mim ou nada parecido com isso, mas o que ele disse me fez querer proteger o outro de tudo e todos. Ele pega a roupa do chão e a veste. Quando termina de fechar o jaleco ele volta a me olhar e diz baixo quando se debruça nos braços da cadeira.

 

      − Bunny é um rapaz sofrido que tem uma estória difícil, não o deixe ir para qualquer um ele sofreria muito por ser ... virgem.

 

Seus lábios tocam os meus em um beijo calmo. O rapaz acobreado levanta e vai até a porta segura a maçaneta e para.

 

      − Não conte a ninguém que eu lhe disse essas coisas, somos proibidos de falar de nossa vida fora daqui. – ele me olha – se você realmente se preocupou com o que pode me acontecer só não diga nada a ninguém e se você realmente sente algo pelo meu amigo, como percebi que sente, o ajude por que ele pareceu gostar...

 

 

A porta abre e o rapaz sai sem terminar o que dizia. Vejo a mesma fechar sem que ninguém me olhe ou apareça ali. Coloco minha roupa calma e lentamente pensando em tudo que ouvi do gato branco e saio da sala. Vou ate a nossa mesa e JKN está sentado na mesa ao lado conversando com alguns clientes. Bebo a água que tem ali e ele se aproxima.

 

      − Tudo bem Lion? Gostou da surpresa?

 

      − Sim tudo bem. Por que você fez isso?

 

      − Por que você é especial e o rapaz que você tinha escolhido também. Ele é novo aqui e tem muitos clientes esperando a oportunidade de colocar as mãos nele, mas sei que nenhum o faria bem. Infelizmente no nosso negocio tem muitos homens agressivos e nem sempre nós conseguimos impedir que eles façam mal aos nossos meninos.

 

      − Talvez você esteja enganado JKN, talvez eu não seja assim tão diferente dos outros, tão especial ou simplesmente não me importe com o que possa vir a acontecer com seu Maknae.

 

      − Eu seu julgar as pessoas Lion, sei muito bem perceber quem presta ou não, mas nem sempre consigo frear os instintos gananciosos de meu sócio. SYM pensa muito no dinheiro que pode lucrar com esses meninos e principalmente com um Maknae, se é que me entende.

 

      − Não sei se quero voltar aqui amanhã ou depois de amanhã. Talvez hoje seja minha ultima noite aqui. – falo bebendo mais um gole de minha água – então o que vier a acontecer não é da minha conta.

 

      − Sim pode ser que seja mesmo, mas vou te dar um tempo para decidir. Se você marcar mais um encontro com nosso felino eu deixo o coelho livre para o que oferecer mais pelos serviços dele.

 

 

Eu não falo nada e continuo a beber a água que desce rasgando pela minha garganta. Jin aparece logo em seguida com um rapaz que usa uma mascara de rato. Eu faço um sinal para ele e vamos embora. Na saída JKN me da um cartão diferente, ele tem as letras em dourado estampada em um papel todo branco. Eu pego o papel sem ler o que tem escrito ali, coloco no bolso e entro no taxi com meu irmão. No caminho eu olho para Jin que está com a cabeça recostada no assento e digo.

 

      − Estou voltando para Seul amanhã pela manhã.

 

 


Notas Finais


Não me odeiem tudo tem um por que.

Bye

Kisses


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