História Luxury Boy - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 56
Palavras 4.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Annyeong

Espero que estejam gostando e que não tenham chorado muito com a história do kook.

Então vamos a mais um capitulo.

Boa Leitura

Capítulo 16 - Freedom


Fanfic / Fanfiction Luxury Boy - Capítulo 16 - Freedom

Liberdade: conjunto de direitos reconhecidos ao indivíduo; poder que tem o cidadão de exercer a sua vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei.

 

 

−Eu... Eu não sei do que você está falando.

 

− Ah não sabe? – o homem alto fala olhando para o outro e rindo nasalado.

 

−O que você quer comigo?

 

− Quero que você cumpra o que foi combinado – ele fala franzindo o cenho e chegando bem perto do meu rosto – quero que você case com a minha irmã.

 

 

Eu sinto a saliva descer em minha garganta como se eu engolisse brasa. O olhar penetrante dele me faz ter vontade de chorar, mas não choro por que sou um homem e agora dependo de mim mesmo para sobreviver. Ficamos nos olhando como dois cães raivosos num ringue de briga.

 

      − Olha, eu não sei do que você está falando e não sou cunhado de ninguém.

     

      − Levanta ele e vem comigo – o homem fala para o outro que me segura pela gola da camiseta e me carrega como se fosse um pano sujo me arrastando pelo açougue.

 

 

Chegamos a uma parte onde eu acho que eles matam os animais. O cheiro forte do lugar me dá náuseas e eu quase vomito levando minha mão a boca e tapando meu nariz. Vejo que ali tem uma mesa e umas facas, talvez até um cutelo grande e assustador. O homem que me carrega agora me joga na mesa e segura meus braços para cima. Eu me debato e tento gritar por socorro, mas o agiota faz um sinal para o outro e esse coloca um pano sujo na minha boca. Minhas pernas paralisam quando eu vejo que ele pega uma das facas e a afia em uma pedra. Seu olhar fixo na arma me da um arrepio ao imaginar o que ele pretende fazer.

Em passos calmos e balançando a faca pelo cabo ele se aproxima de mim.

 

 

      − Bom já que você não sabe do que eu falo – ele diz pausadamente e caminhando em volta da tal mesa onde estou – e que não é cunhado de ninguém eu acho que posso fazer um estrago nessa sua carinha linda.

 

 O homem para ao meu lado e encosta a lâmina gelada em meu rosto. Ele desliza a faca em minha bochecha deixando que um filete de sangue escorra da mesma. Eu fecho os olhos pela ardência do corte e tento não deixar que uma lágrima escorra quando a dor aumenta. Ele passa o dedo na faca e lambe um pouco do meu sangue fazendo uma cara feia.

 

      − Nossa que sangue ruim que você tem. Então agora você lembra-se do nosso acordo?

 

 

Eu abro os olhos e afirmo com a cabeça fazendo assim com que ele de a ordem para o outro me soltar. Tiro o pano sujo da minha boca o atirando longe e passo a mão no corte que ainda sangra. O homem alto sai de perto de mim e pega outro pano o jogando na minha direção. Eu pego e coloco no rosto apertando para parar o sangramento.

 

 

      − Muito bem Jungkook, acho que você recuperou a memória na hora certa – ele fala sorrindo de lado – então amanhã nós nos encontraremos novamente para combinar a cerimônia e você conhecer sua futura esposa.

 

 

Eu abaixo a o olhar fitando a mesa e fecho os olhos tentando imaginar que aquilo tudo é só um pesadelo. Os dois homens saem da peça onde fico sozinho e começo a chorar. A vontade de matar aquele homem é grande, mas o fato de saber que meus pais não estão mais comigo causa uma dor insuportável. Seguro as pernas encostando a cabeça nos joelhos e fico ali até que o desespero passe.

Levanto e enxugo as lágrimas restantes e saio caminhando até um ponto de ônibus que tem logo em frente. Reconheço o bairro que estou e pego um ônibus voltando para casa. Entro no apartamento e sento no sofá. A bagunça ali ainda é grande e quando vou deitar no sofá o telefone toca.

Eu levanto e atendo o aparelho, é a tia de minha mãe. Ela diz que me quer morando com ela, que vai vir na manhã seguinte para me buscar e que devo deixar as coisas mais importantes arrumadas em uma pequena mala. Ela vive em uma pequena casa em Busan e é a única parenta viva que tenho. Eu concordo e desligo indo arrumar minhas coisas. Coloco poucas coisas na mala por que não tenho muita roupa. Pego um porta retratos que tem na estante onde estamos os três em um domingo no parque. Olho para ele e sorrio lembrando aquele dia. Termino de arrumar a mala e vou para o banheiro tomar um banho. A água quente do chuveiro bate no meu corpo e no meu rosto que ainda arde fazendo sair mais um pouco de sangue do corte. Lavo meus cabelos e encosto a cabeça na parede pensando no que minha vida se transformou nos últimos dias.

Eu sou apenas um garoto do ensino médio que agora está órfão e que tem um compromisso não assumido por mim com um agiota louco que insiste em me casar com a irmã dele. Solto um arfar longo e casado. Meu corpo dói e meu rosto arde quando o xampu de meu cabelo escorre pelo meu rosto. Saio da água e seco meu corpo enrolando a toalha na cintura. Olho meu rosto no espelho e abro a gaveta da bancada onde pego um curativo e coloco na bochecha.

Saio dali e deito em minha cama fitando o teto até escutar minha barriga roncar. Coloco uma calça de moletom cinza que está no meio das minhas cobertas e vou até a cozinha abrindo a geladeira. Para minha sorte os homens que quebraram minha casa toda não tocaram na geladeira. Eu pego algumas coisas para fazer um sanduiche. Preparo o lanche e pego um resto de refrigerante sentando no sofá novamente. Começo a comer e escuto meu celular tocar.

Pego no bolso da calça que eu estava usando e atendo sem reconhecer o numero.

 

      − Alô

 

      − Jungkook?

 

      −Quem quer falar com ele?

 

      − Sou eu o Jimin, o rapaz do hospital. Como está?

 

      − Oi Jimin, estou bem e você?

 

      − Estou bem e já sai daquele lugar chato – ele ri – mas e ai quando você vai para Busan? Estou voltando para casa amanhã e queria combinar de nos encontrarmos.

 

      − Eu vou amanhã também, minha tia virá me buscar.

 

      − Que legal, quem sabe nós até vamos no mesmo trem.

 

      − É quem sabe.

 

      − Então me liga amanhã e vemos se poderemos nos encontrar para pegar o mesmo trem. Eu gostaria de ter alguém jovem para conversar durante a viagem.

 

      − Claro, ligo sim. Agora tenho seu numero gravado aqui no celular. Até amanhã.

 

 

Ele desliga e eu mordo meu sanduiche. Achei bom saber que terei uma pessoa conhecida na viagem, não que eu conheça bem esse menino, mas será melhor que viajar com a tia da minha mãe que só vi duas vezes na vida em festas de família onde ninguém conversa com as crianças e bebe muito Soju.

 

Termino meu lanche e vou dormir, meu corpo está cansado assim como a minha mente que só fica lembrando da cara daquele agiota maldito e de suas ameaças. Passo a mão no corte que ele fez e viro para o lado adormecendo.

 

 A campainha toca e me acordo assustado. Num pulo levanto da cama e vou aos tropeços ver quem bate desse jeito na casa dos outros. Abro a porta e a tia já idosa entra. Ela tem uma maleta nas mãos e um cheiro forte de naftalina, seu sorriso é fraco e ela parece procurar alguma coisa pela casa até que para e me olha arregalando os olhos finos e com um enorme óculos.

 

      − Jeongguk, como você cresceu – ela grita e vem na minha direção dando um abraço apertado em meu corpo que me faz escutar os ossos rangerem – está com as suas malas prontas? Não podemos nos atrasar, as passagens estão muito caras e se perdermos o trem teremos que vender o corpo para pagar outras – ela termina de falar e ri alto.

 

      − Sim tia já arrumei tudo.

 

Ela continua a sorrir e da um tapinha na minha bunda me empurrando para o quarto e dizendo para que eu me troque logo para sairmos em trinta minutos no máximo. Eu coloco minha roupa e guardo a calça na mala, escovo meus dentes e saio para a sala com a mala na mão sentindo o cheiro de waffles e café passado. A tia fez um desjejum rápido, segundo ela, para que eu não fique com fome na viagem. Ela é uma senhora aposentada e como tal não ganha muito então imagino que ter vindo me buscar deve ter gasto quase todo seu dinheiro do mês.

 

Eu como e bebo uma xícara de café e a tia coloca os waffles que sobraram em um saco de papel e guarda na sua bolsa dizendo que se eu sentir fome na viagem ela me dará o que comer. Nós saímos apressados e pegamos o ônibus que não demorou a aparecer. No caminho para a estação de trem o meu celular toca e eu olho o visor sem reconhecer o numero. Atendo e era o homem de ontem. Ele dia que estará me esperando no açougue a tarde e que não é para eu faltar. Eu assinto e desligo.

 

Mal sabe ele que estou indo embora e que nunca mais irá me ver. O celular toca novamente e dessa vez no visor aparece o nome do rapaz de cabelos de algodão doce, Jimin liga para saber o horário do trem que vou pegar e diz que estará nele. Desligo novamente e fito a rua vendo as pessoas passarem de um lado para o outro com pressa.

Na estação nós caminhamos até o embarque e entramos no vagão indo para nossos assentos. Eu olho para fora esperando ver o de cabelos rosados e não o vendo coloco meus fones de ouvido e recosto a cabeça no encosto da poltrona. Escuto a tia falar sem parar e às vezes olho para ela sorrindo um pouco. O trem começa a andar e eu fecho os olhos por causa do sono e por que a tia fala tanto que me dá dor de cabeça. Estamos seguindo para Busan há uns vinte minutos quando a tia levanta e vai atrás de uma amiga que disse ter enxergado, eu continuo com meus fones e de olhos fechados. Estou cantando baixinho quando sinto uma mão pegar em meu braço. Um arrepio percorre meu corpo com medo que seja o agiota maldito.

Abro os olhos lentamente e vejo o rapaz sorridente me olhando e falando comigo. Eu tiro os fones e retribuo o sorriso.

 

      − Oi Jungkook aqui estou. Te procurei por toda a estação ainda bem que corri e peguei o trem.

 

      − Nossa você fala sempre desse jeito? – pergunto rindo por que o outro fala pelos cotovelos – calma eu também te procurei.

 

Ele ri e solta meu braço. O rapaz recosta no banco e conversamos. Ele me conta que está indo morar na antiga casa dos pais, eles viajaram a negócios e não voltaram mais. Adoraram morar no exterior e como Jimin já é quase adulto eles o deixaram com sua avó. Ele não perguntou mais sobre a morte de meus pais e assim nós seguimos viagem rindo e nos conhecendo.

 

      − Bom o que vou te contar... Eu sou filho único, minha mãe tinha leucemia e meu pai trabalhava em vários empregos para nos sustentar. Eu cresci num bairro tranquilo para uma cidade grande como Seul, mas meus pais eram de Busan. Eu nasci lá e fomos morar na capital por causa dos médicos e hospitais que minha mãe precisava. Eu estudo, estou no ensino médio, quero ser tatuador quando for adulto e quero ter dois filhos.

 

Eu parei na parte em que disse que quero ter filhos e respirei fundo. Viro meu rosto para a janela e olho as casas que passam rápido à medida que o trem pega velocidade. O sonho de minha mãe era me ver casado e dar netos a ela. Sempre dizia que os deixaria cheios de manias, faria muitas coisas gostosas para que eles sempre quisessem ir à casa da vovó. Sorrio fraco ao virar de frente para o rapaz que me olha esperando que eu termine a minha história e continuo.

 

      − Pensando bem não quero ter filhos, essa parte eu pulo, mas ainda quero muito encontrar alguém para amar e que me ame tanto que nunca me deixe passar por problemas nem dificuldades.

 

      − Sério? Você acredita nesse papo de amor eterno, almas gêmeas e coisas assim? – o rapaz de cabelos rosa passa a mãos nos fios assim que me faz a pergunta – eu não sei se isso existe nos dias de hoje viu.

 

      − Eu acredito e sei que um dia eu vou conhecer essa pessoa e sei que ele vai me amar e proteger de todos que queiram me fazer mal.

 

Jimin sorri e faz um gesto com a cabeça concordando com o que eu disse. Seguimos conversando e ele parece ser bem descolado, em nenhum momento ele demonstra querer as coisas triviais da vida. Sonha em ser dançarino, quer ter uma casa só dele para poder levar todos os seus namorados lá.

 

      − Na... namorados? Você diz homens?

 

      − Sim, namorados. Ah vai me dizer que você é preconceituoso Jungkook?

 

      − Nã... não capaz, claro que não. Eu... Eu sou super mente aberta.

 

      − Sim ainda bem por que eu juro que ouvi você dizer: “sei que um dia eu vou conhecer essa pessoa e sei que ELE...”

 

Eu coro. Não tinha percebido que troquei o feminino pelo masculino e fico sem jeito. O menino me olha e eu rio fraco o que faz com que ele de uma gargalhada.

 

      − Jungkook você gosta de meninos e... Não sabe?

 

      − Não eu não! Eu gosto de meninas – paro e penso – a quer saber eu não sei do que gosto.

 

      − Estou percebendo – Jimin ri mais ainda – não tem problema eu te ajudo com isso.

 

 

Eu viro meu rosto para ele sem entender o que ele disse e o rapaz me puxa colocando a mão em minha nuca e me beija. Eu me assusto e não consigo reagir. Sua boca é macia e quente. O sabor doce como um algodão me faz sentir um frio na barriga, a respiração que bate no meu rosto me causa um arrepio e a língua dele invadindo a minha boca me faz querer prolongar o contato. Fecho meus olhos permitindo que ele se aproximasse mais e em segundos a língua experiente dele explora a minha boca como se procurasse algo. Seu sabor me deixa confuso e abro meus olhos mais rápido do que fechei e o empurro.

 

      − O que é isso? Você ‘tá maluco, eu não sou desses, eu nem te conheço direito.

 

      − Hum interessante.

 

      − O que... O que é interessante? – falo passando a mão na boca limpando a saliva dele que ficou em meus lábios.

 

      − Interessante você reclamar que não me conhece e não que te beijei.

 

 

Eu arregalo os olhos e fico olhando seus olhos que passeiam pelo meu rosto. Ele analisa cada centímetro de meu rosto e para em minha boca. Passa a língua nos lábios fazendo com que isso seja extremamente sensual e me deixa sem graça novamente. Imagino diversas coisas com a cena que presenciei e a fisgada no baixo ventre se faz presente de novo.

 

      − Você é louco. Eu não... eu disse... Eu - não sei o que dizer e fico calado.

 

Volto meu olhar para fora e o menino também se cala. Ele coloca meus fones em seus ouvidos e liga a musica ouvindo e dançando sentado. Eu continuo a olhar para a rua e suspiro fundo. Ele tem razão. Eu não me importei que ele fosse um menino me beijando eu me importei foi com o fato de não conhecer ele direito. Todos esses anos em que eu tive tanta dúvida sobre minha sexualidade foram por terra no momento que esse menino me tocou. Os lábios dele me deixaram completamente desorientado e eu cedi ao desejo que sempre me acompanhou de beijar outro menino.

 

A viagem segue com Jimin dormindo ao meu lado e eu ouvindo musica para tentar apagar da minha mente a cena dele me beijando. Chegamos a Busan ao anoitecer e descemos do trem nos despedindo na estação.

 

      − Jungkook eu vou te ligar para te levar aos lugares que prometi. Vamos sair pela cidade e nos divertir.

 

      − Sim vou esperar então.

 

Eu olho sorrindo para ele que pega uma mochila e coloca nas costas acenando para nós e seguindo em direção oposta a nossa. Minha tia pega sua maleta e seguimos para a casa dela. O local é pequeno e eu terei que me adaptar a isso. Não que nosso apartamento fosse grande, mas com certeza era duas vezes o tamanho da casa que vou morar agora.

 

Chegamos a casa dela e eu sou apresentado ao meu novo quarto. Ele é pequeno e tem uma cama de solteiro, um guarda roupas e uma pequena mesa de estudos. Na parede um espelho que pega toda sua extensão e um quadro de recados. Largo minha mala nos pés da cama e me deito ali. Minha vida mudou drasticamente nesses últimos dias e não sei como que será daqui para frente.

A tia entra no quarto e diz que temos que ir ver se consigo entrar para alguma escola aqui perto e eu assinto. Ela sai dizendo que vai fazer compras e eu fico arrumando minhas roupas no armário. Coloco tudo, que não é muito, nas prateleiras e gavetas. Sento na cama limpando minhas botas beges e sinto o celular vibrar no bolso da minha calça. Pego o mesmo e vejo um numero desconhecido.

 

      − Alô.

 

      − Jungkook?

 

Reconheço a voz do agiota.

 

      − Jungkook... Sei que você está me ouvindo. Eu te esperei a tarde toda garoto, você não pense que vai escapar de mim. Amanhã esteja aqui como combinado ou vou até ai te buscar, não esqueça que sei seu endereço.

 

 

Ele desliga e eu solto o ar que prendi assim que ouvi sua voz. Largo o celular sentindo um pouco de medo, mas lembro de que não preciso mais sentir isso por que não estou mais em Seul. Eles não sabem que sai de lá e quando descobrirem não saberão para onde fui então deixo o ar que ocupa meus pulmões sair e dou um suspiro aliviado. Olho o celular e saio indo abrir a porta para a tia que esta chegando com as compras.

 

 

Os dias passam e eu e Jimin já somos muito amigos. Eu estou na escola perto da casa da minha tia e estou muito bem lá. Jimin está no ultimo ano e eu um atrás. Sempre fui muito precoce e tiro notas muito boas. Temos um ao outro por que não sou muito popular na escola e ele não gosta de se enturmar. Nos intervalos ficamos sempre juntos e saímos diversas vezes para conversar e ele me mostrar à cidade.

 

 

 

 

 

 

 

Os anos passaram rápido e eu já estou formado. Jimin vive me convidando para morar com ele, mas sempre fico na duvida por que sei que ele trabalha em uma boate onde homens fazem sexo por dinheiro e às vezes ele tem alguns clientes que vão a sua casa. Seus pais não voltaram mais do exterior e sua avó voltou para o interior quando ele fez 20 anos.

Estou com 23 anos e Jimin com 25. Ele é meu melhor amigo e hoje depois de tantos anos com ele praticamente me implorando para ir morar com ele eu estou me mudando. Nós aproveitamos a folga dele na boate e fizemos a minha mudança. Minha tia pediu que eu não desapareça e dê noticias sempre que possível. Ela se preocupa com minha saúde, sempre faz comidas especiais para mim e teme que eu venha a ter leucemia como minha mãe.

 

      − Jimin me ajuda com essas coisas – eu grito empurrando um baú lotado de livros e roupas escada acima. – ‘tá muito pesado.

 

      − Eu não sei por que você trouxe essa velharia se eu te disse que a casa tem todas as mobílias que nós precisamos.

     

      − Não começa ou já nem entro – reclamo parando um pouco para recuperar o fôlego. – puxa que eu empurro afinal sou mais forte que você.

 

      − A meu deus Jungkook o que você tem aqui dentro? Pedras?

 

 

Nós carregamos o baú que foi da minha mãe até o andar de cima onde fica meu quarto. Colocamos em um canto e deitamos na cama de casal King Size que tem ali. Estamos ofegantes e suados pelo esforço e Jimin me olha rindo. Ele me bate por ter feito com que carregasse algo tão pesado. Eu me protejo dele que acaba ficando por cima de mim.

Nossos rostos estão próximos e sinto sua respiração bater em meu rosto. Me arrepio. Jimin para de rir e me observa, seu rosto se aproxima do meu lentamente e nossos olhares estão fixos um no outro. Tudo que sei sobre sexo aprendi com Jimin. Nós nunca transamos, mas já assisti muito filme pornô com ele e sempre escuto sobre seus encontros na boate. Jimin diz que nutre um amor diferente por mim apesar de admitir já ter se apaixonado uma vez.

Ele chega cada vez mais perto e seus lábios tocam os meus fazendo nossas respirações entrarem uma na boca do outro. Estou com a boca semiaberta e sorrio para ele.

 

      − Acho melhor você parar com isso – falo o empurrando – combinamos que isso não iria acontecer mais.

 

      − Eu sei Jeongguk, mas é que você suado e ofegante me faz pensar em coisas nada puras.

 

Ele fala isso e se deita para trás ficando ao meu lado. Rimos alto do que acabou de não acontecer e ele levanta dizendo que vai preparar algo para comer. Digo que já vou descer e fico ali deitado mais um pouco. Jimin ganha bem na boate e tem seu cliente V.I. P  então fica dizendo que não preciso me preocupar por ganhar pouco trabalhando em um restaurante como garçom por que o dinheiro dele paga todas as despesas da casa e sobra para algumas diversões. Sento na cama pensando em quando vou conseguir um emprego melhor e escuto meu celular tocar. Olho o visor e não reconheço o numero então deixo de lado sem atender. Desço e vou comer com Jimin.

 

Cinco meses, já faz cinco meses que estou morando aqui com Jimin e aprendi muito escutando ele contar como atende seus clientes. As danças, a sedução e até algumas práticas sexuais que ele insiste em me mostrar em um livro e em alguns filmes me fizeram quase um expert em sexo. Segundo ele eu faço um boquete melhor que as mulheres dos filmes, claro que só treinei em bananas, mas mesmo assim sou ótimo nisso.

 

      − Minnie por que eu tenho que aprender tudo isso? Eu não pretendo trabalhar lá na boate com você.

 

      − Jeongguk já disse que o dia que você conhecer o tão esperado príncipe encantado você tem que saber o que fazer. Eu já me ofereci pra te ensinar na pratica, mas você não quer então vai com a banana e com os livros que já dá.

 

Eu dou um tapa em seu braço e rimos muito com ele vindo para cima de mim fazendo bico como se fosse me beijar. Nunca tive um namorado e às vezes deixo Jimin me beijar para não perder a prática. Ele é atraente, sexy e sedutor, mas é como se fosse um irmão para mim. Já é noite e Jimin sai para trabalhar, eu estou deitado no sofá e a campainha toca. Levanto e vou até a porta atender.

 

Olho pela janela ao lado da porta de entrada e não vejo ninguém. Já esta tarde e acho estranho alguém bater aqui há essa hora. Dou as costas e volto para o sofá quando a campainha toca novamente. Eu viro e volto para a porta e abro a mesma. Arregalo os olhos ao me assustar com um homem parado ali que sorri de lado me olhando.

 

 

      − Ora ora se não é o coelhinho fujão.

 

 

Sua voz me faz arrepiar o corpo todo e sua mão em minha garganta me deixa sem ar.

 

      − Você pensou que poderia fugir de mim para sempre coelhinho – o homem fala e me empurra para dentro de casa batendo a porta atrás dele – pois estou aqui, e sempre estarei por que você tem uma divida comigo.

 

Ele me joga no chão e pega o celular.

 

      − Avisem o chefe que eu o achei.


Notas Finais


Gente o Jimin é muito doidinho hein kkkkkk

Grande amigo esse que o kook arrumou, fica assediando o menino e ensinando coisinhas pra ele ;)

Mas é ele quem da a dica pro Tae né então realmente ele tem um certo amor pelo kook que só ele sabe.

Mas e agora o que vai acontecer? o maldito agiota achou o kook de novo e a liberdade que ele estava curtindo acabou né.

Bom então até o próximo capitulo que não prometo ser nesse final de semana ok.

Kisses e espero que tenham gostado.


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