História Starlight - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Palavras 2.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu voltei rapaziada!!

Desejo uma boa leitura e ignorem os erros porque o capítulo não foi revisado!

Capítulo 5 - Amigos? Amigos.


Fanfic / Fanfiction Starlight - Capítulo 5 - Amigos? Amigos.

– Será que a minha mãe comprou achocolatado? – no refeitório, Jungkook pareceu pensativo.

– Você ainda toma isso? – Jimin debochou.

– E qual o problema? Aquilo é gostoso.

– Aquilo te deixa retardado e o Taehyung entra na sua pilha, sendo assim, dois esquisitos andando por Busan.

– Nós três somos estranhos quando queremos. – digo ao levar uma uva até a boca – Até você, Jimin, e não adianta negar. – ele riu.

Era apenas mais um dia na escola, meu humor estava ótimo pelo fato de tudo estar correndo bem. Minha mãe havia arrumado um emprego simples numa floricultura e todos os dias de manhã, quando o sol tornava-se temporário, ela saía de casa alegremente. Estou feliz por isso, assim não precisaria ficar o dia inteiro em casa esperando-me chegar do colégio. O único problema é que eu me sinto sozinho e por culpa de apostas, tenho medo das cenas que aconteceram em filmes de terror quais tive que assistir obrigatoriamente para cumprir a aposta perdida. Enfim, o importante mesmo era que tudo ia bem na minha vida, tirando uma pequena parte que não saía da minha cabeça. E esse problema tem nome, ele se chama Lee Yura.

– Será que essa garota nunca aprende? – disse Jimin enquanto não só nós três, mas todos que estavam na enorme cantina olhavam atentos para a entrada da mesma.

A brigona da Yura estava novamente envolvida numa discussão e vendo que a coisa estava feia, me levantei e fui até lá para entender o real motivo do assunto. Desta vez, pelo menos não era Jay e muito menos uma menina, mas sim um garoto.

– Qual é o problema agora? – pergunto ao menino cujo nome é Hoshi.

– Não se meta! – Yura disse confiante, mas confesso que ela estava fofa com raiva.

– Eu não felei com você. – depois de olhar para ela, voltei a atenção para Hoshi e vi sua blusa manchada com aparentemente suco de laranja.

– Ela esbarrou em mim de propósito!

– Eu já disse que foi sem querer, será que não entende?!

– Ei, é só colocar o blazer por cima e lavar a camisa quando chegar em casa, não irá morrer por isso. – digo enquanto encaro Hoshi, que logo se virou irritado e acredito que tenha ido para o banheiro.

As pessoas fofoqueiras voltaram a comer e circular pelo refeitório, encarei Yura que continuava com a fofura estampada em seu rosto. Ela estava de braços cruzados e os pés juntinhos, suas bochechas faziam naturalmente um pouco de ar e por isso deixei-me escapar um riso.

– Você não vai aprender? – pergunto.

– Eu já aprendi! As pessoas que começam e eu levo toda a culpa.

– É só ter mais cuidado e deixar de ser estabanada.

– Eu não sou estabanada! – disse alto e pude sentir os olhares sob nós, mas logo as pessoas deixaram de olhar.

– Fale mais baixo! – digo entre dentes enquanto fico bem mais próximo dela – Além de ser encrenqueira ainda gosta de atenção! Qual é o seu problema?!

– Eu disse que me manteria longe de você. – virou-se e também saiu do refeitório.

A menina me deixou plantado ali, e para falar a verdade, eu não gostei daquele ato. Estava ficando estressado com o modo dela agir comigo e não iria aceitar este tipo de relação, por isso fui atrás dela.

Olhei para os dois lados do corredor vazio e rapidamente escolhi uma direção para ir, corri um pouco até que achei Yura batendo os pés no chão enquanto andava. Ela estava indo para a porta, parecia querer espairecer no jardim gigantesco do colégio, mas quando continuei a segui-la, parei de correr ao perceber que ela estava mesmo era fugindo. Sem pensar muito bem, prossegui minha trajetória até a menina fofa. Também saí da escola e por fim pude alcançá-la, segurei em seu pulso e em menos de três segundos, levei um tapa no rosto.

Segurei o outro pulso dela e a encarei incrédulo com a ação. Yura tinha a mesma expressão, mas não sabia o que dizer.

– Qual o seu problema?! – pergunto ainda segurando seus braços.

– A c-culpa é toda sua!

– O que? – inadago – Eu só segurei em seu pulso!

– Eu pensei que fosse um ladrão! – apenas encarei ela, e depois resmunguei baixinho por ter minha pele dolorida e ardida.

Me aproximei de um carro qualquer que estava estacionado e olhei para mim mesmo, vendo um pequeno arranhão.

– Como você fez isso? – pergunto ainda analisando o machucado.

– Eu lhe disse para ficar longe. – disse num tom receoso – E pelo visto você é um garoto insistente. – ela se virou e continuou andando, mas novamente fui atrás dela e parei em sua frente. – O que está fazendo? Deixe-me passar! – foi para a direita e também fui, bloqueando sua passagem.

– Você já está errada de sair da escola sem permissão, se ficar vagando por aí sozinha irá ser mais um problema pra você.

– O que acontecer comigo é problema meu e não seu. Neste caso não deve se meter na minha vida.

– Nossa... você é uma garota difícil.

– Obrigada. É bom saber disso. – sorriu sarcástica – Agora eu preciso passar, se você puder ne dar licença eu agradeço. – me empurrou para o lado mas fixei meus pés no chão.

– Só se me deixar ir com você.

– Então parece que vamos ficar aqui... para sempre.

Ri um pouco e saí de sua frente, ela sorriu de um jeito maroto e se pôs a caminhar. Então, ao seu lado, acompanhei seus passos, Yura respirou fundo ao perceber que eu não desistiria de ir com ela.

– Então, para onde está indo? – pergunto.

– Não é da sua conta.

– Ya! Poderia deixar de ser ignorante por pelo menos dez minutos?

– Você foi ignorante comigo da última vez que nos falamos. Trato as pessoas do mesmo nível que sou tratada.

– Ok – parei e ela também parou –, então me perdoe por ter sido um ignorante. Mas era que as vezes seu tom de voz mudava para um jeito infantil, isso me deixava irritado e acabei agindo de forma errada com uma pessoa que estava sendo gentil.

Yura me encarou e cruzou os braços – eu devia admitir que ela se tornava fofa ao fazer essa ação.

– Tá. Mas se você for mal comigo outra vez, pode garantir-se de que eu nunca mais irei olhar pra sua imagem. Entendido?

– Entendido! – sorri e a menina voltou a caminhar, sendo assim, também voltei. – Agora pode me dizer onde pretende ir?

– Bom, se eu for pra casa minha mãe ficará uma fera, por isso vou dar uma volta no shopping.

– Ah sim... E sabe qual direção tomar?

– Sei. Claro que sei. – estava atravessando quando alertei.

– Ann.. Yura, pra chegar ao shopping precisamos pegar o ônibus, e ponto é desse lado da rua. – a menina rapidamente deu meia volta.

– Eu já sabia. – passou por mim e eu, após rir novamente, fui atrás da garota que por sinal andava rápido.

O ponto de espera não era longe e o ônibus colaborou sem nos deixar plantados; o grande veículo estava um pouco vazio, não havia mais de dez pessoas. Nos sentamos perto da saída, ela na janela e eu na ponta.

Notei um pouco do nervosismo de Yura, ela parecia se preocupar com algo. Depois poucos segundos abriu sua mochila e tirou dali um pequeno adesivo, tirou o plástico e se virou para mim, em seguida pondo o papel grudento na minha bochecha, justamente no local onde havia me machucado.

Encarei a menina e creio eu que meu rosto não possuía uma expressão específica, nem o rostinho dela. Somente olhamos pela primeira vez um no olho do outro, mas ambos acordaram de um mundo esquisito e desviamos os olhares.

Aquele momento tinha sido esquisito, foi involuntário e eu tive um tipo de sentimento não reconhecido.

– M-me desculpe por ter te arranhado...

– Oh, não se preocupe. Nem estava doendo... – para de mentir seu burro – Na verdade estava sim, mas não se preocupe com isso. O-obrigado pelo cuidado.

Sorrimos fraco enquanto olhávamos para frente e depois disso, não falamos nada. Mentalmente eu apenas estava ansioso para chegar logo ao shopping, aquele momento estava me causando arrepios e o motivo eu não sabia explicar. Era um sentimento novo.

[...]

– Aish... que fome... – a menina andava de um lado para o outro enquanto acariciava a barriga. – Vamos para casa, eu preciso me alimentar...

– Você não disse que estaria ferrada?

– Ah, é mesmo... esqueci que minha omma não trabalha de dia.

Andávamos pelo shopping sem rumo algum, estava cada vez mais tedioso ficar lá. Eu me sentia mal por vê-la choramingar de fome, então resolvi ser legal.

– Vamos para a praça de alimentação, você pode comer lá.

– Mas eu não tenho dinheiro.

– Eu pago.

– Sério?

– Sim, venha.

Yura deu pulinhos e me seguiu, me direcionei a um lugar especializado para pessoas se alimentarem, que não era muito longe. Escolhemos comer pizza, pedimos uma metade salgada e metade doce. Nos sentamos numa mesa qualquer e esperamos pelo pedido feito.

– Por que sua mãe não trabalha de dia? – pergunto na intenção de criar diálogo.

– Ela é enfermeira e tem como posse o turno da madrugada. Já meu pai é chefe de polícia, foi transferido para comandar a delegacia de Busan, por isso nos mudamos para cá.

– Entendi o motivo de me sentir estranho quando o conheci... – ela riu e devo mais uma vez admitir que seu sorriso era bonito.

– Sabe, há uma dúvida que fica martelando na minha cabeça e eu queria muito tirá-la.

– Pois bem, tire-a. – relaxei no banco.

– É sobre o seu pai...

Não vou dizer que me senti nervoso, até porque procurava o máximo me manter calmo quando lembrasse dele. Mas minha respiração abafou um pouco, mesmo assim iria respondê-la.

– Olha, eu posso mudar de assunto se...

– Não, remova sua dúvida. – sorri para confortar a menina.

– Tudo bem... n-não é nada demais. E-eu só queria saber se... você e sua mãe apanhavam dele. – suspirou – Ouvi gritos, barulhos que chegaram a me dar um certo desespero.

Ela se preocupou...

– Bom, eu e minha apanhavamos sim, se é isso que quer saber. Mas graças aos professores e o diretor, consegui me livrar daquele monstro.

– Devia ser horrível... – diz um pouco cabisbaixa.

– Sim, era. Só que não vou ter que sofrer mais com isso, então está tranquilo! – sorri.

Yura e eu passamos a conversar sobre outros assuntos, para dizer a verdade, nós resolvemos nos conhecer melhor. Esquecer os desentendimentos e começar do zero, sendo assim, tenho certeza de que seríamos bons amigos.

[...]

– Está alimentada e entregue em segurança. – digo ao pararmos na varanda de Yura.

– Obrigada, foi muito gentil da sua parte me pagar uma pizza e me trazer em casa. Eu estaria perdida por Busan se você não fosse insistente.

– Sem problemas, posso fazer isso mais vezes. É só me pedir, ou então se você bancar a difícil eu insisto novamente. – sorri forte.

– Por que o seu sorriso é quadrado? – perguntou e tombou sua cabeça para o lado.

– Porque eu sou único.

– Convencido.

– Brigona.

– Com prazer.

– Entre antes que sua mãe... – mal terminei de falar e a porta foi aberta, aparecendo ali a senhora Lee.

– Omma! Não se meta em nossas conversas!

– Por que não? – a mulher inclinou-se para frente – Estão namorando?

– Omma!!!

– Não estamos namorando, apenas conversávamos como bons amigos. Eu só estava dizendo para Yura entrar antes que a se preocupasse com ela. Vim trazê-la em segurança, e agora que esta entregue – baguncei seus cabelos e a mais nova me lançou um olhar fuzilante –, eu já vou indo. Foi um prazer revê-la senhorita!

Fiz reverência e me virei, andando tranquilamente até minha casa que era bem ao lado.

Pov Yura On' 

– Eu adoro esse menino! – minha mãe diz fechando a porta enquanto eu me jogo literalmente de cara no sofá – Ele é tão gentil! Até me chamou de senhorita! Vocês deveriam namorar.

– Não omma, não deveríamos. Somos apenas amigos, pare de dizer que vamos namorar. – minha voz sai abafada.

– Chame-o para jantar conosco!

– Você não me ouve não? – olho para a mulher que encarava o teto pensativa.

– Vou falar com o seu pai sobre isso, acho que ele irá gostar!

Me levantei e fui em direção a escada, batendo os pés ao subir os degraus.

– Ei, Yura! O que vai querer para o jantar?

– Comida japonesa! – mesmo estando impaciente, a respondi. Quando se fala em comida o assunto é diferente.

Marcada pela preguiça, caí de barriga para cima na cama e fechei os olhos. Comecei a pensar nas idéias da minha mãe sobre convidar Taehyung para o jantar, e devo confessar que seria legal. Talvez ele aceitasse, falaria com o mesmo amanhã no colégio sem falta. No momento a única coisa que me incomodava era minha mãe enchendo o meu saco com elogios ao garoto. Pensando bem, se eu o convidasse, ela iria falar e falar... Então deixarei tudo bem quieto.

Involuntariamente me lembrei do sorriso esquisito que Tae tinha nos lábios rosados. Por mais que fosse um jeito bem estranho de sorrir, era bonito e único. Não vou mentir que o próprio também era uma pessoa bonita, minha omma tinha razão...

Pov Yura Off'


Notas Finais


Amém Senhor, terminei esta budega.

Espero que estejam gostando da história, tentarei postar com mais frequência! E não é porque eu demorei que vocês vão parar de comentar... né? '-'


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