História Lydia, Scream! - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Teen Wolf
Personagens Personagens Originais
Tags Allison, Lydia, Mistério, Romance, Scott, Stiles, Stydia, Teen Wolf, Void Stiles
Exibições 114
Palavras 1.860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Ele está... vivo?


Fanfic / Fanfiction Lydia, Scream! - Capítulo 11 - Ele está... vivo?

1 Semana Depois

Já faz uma semana que Stiles se foi. Pelo menos eu acho. Não estou me importando muito com os dias que passa desde aquele dia. Não consigo sair da cama nem para comer, exceto para fazer minhas necessidades no banheiro. Minha cama está cheia de lenço de papel, meu quarto tem tanta roupa jogada e rasgada que só sobrou apenas duas usáveis e limpas no meu guarda-roupa. Meu espelho inteiro está quebrado. Meu coração está quebrado em mil pedacinhos. E o pior é que não tem como conserta-lo, diferente do espelho. Scott, Allison, Kira e Malia vieram me visitar ontem. Trouxeram doces e palavras de consolação, mas nada adiantou.

Sabe, às vezes começo a conversar com ele. Às vezes fico pensando como teria sido se tivéssemos chegado mais cedo. Às vezes…

Um barulhinho saindo de meu celular interrompeu meus pensamentos. Quem será agora? Peguei ele, verifiquei a tela e franzi o cenho. O número era do Stiles. Mas como é possível? Quero dizer, ele morreu! E, pelo que eu saiba, os mortos não tem celular lá no céu.

Joguei-o nos meus pés e me deitei, suspirando. Nem vou atender, pois sei que pode muito bem ser alguém tentando fazer trotes. Mas, por um momento, acreditei que poderia ser Stiles. Por um momento, acreditei que ele estaria vivo. Mas isso nunca vai acontecer. Eu sei que não. E não posso ficar criando esperanças de que ele pode aparecer em minha porta algum dia para eu poder finalmente abraça-lo e dizer tudo que eu sinto por ele até agora. Não posso criar esperanças de que um dia vamos acordar de madrugada porque nossa filha, ou filho, está chorando lá no quarto.

Mais uma vez o toque do celular. Levantei-me com dificuldade, peguei o celular e vi que era Stiles novamente, ou melhor, o número dele. Pelo jeito esse alguém vai ficar insistindo, então é melhor acabar com a brincadeira dele de uma vez por todas. Atendi rapidamente e coloquei o celular na minha orelha.

- Olha aqui, se você quer fazer uma brincadeira comigo, saiba que não vai funcionar e…

- Lydia…

Meu corpo inteiro congelou. Meu coração parecia ter parado de bater para também se assustar com a voz do Stiles na linha. O quê? Mas como é possível? Eu… nem sei o que pensar.

- S-Stiles? Você… não estava…

Na Eichen House? - Perguntou ele, rapidamente, como se estivesse com medo de que alguém o pegasse com o telefone. - Sim, mas por algum motivo, eu apaguei e acabei acordando nesse lugar escuro, assustador e frio. Lydia, quero que me escute. Tente achar um jeito de me achar! Eu não aguento mais ficar aqui, ouço vozes em minha cabeça a todo tempo, ninguém vêm me ver. Estou completamente sozinho aqui. E eu estou precisando de ajuda.

Um silêncio reinou na linha. O que eu poderia dizer? “Stiles, você está morto e agora está pedindo minha ajuda para resgata-lo do inferno?”. Não, com certeza, não!

- Lydia, você ainda está ai? Me responda, por favor, preciso ser rápido.

Um barulho de alguém abrindo uma porta foi ouvida e uma respiração pesada vinda de Stiles também.

- Lydia, alguém está vindo para cá!  Por favor, venha me ajudar. Eu não consigo mais ficar aqui. Lydia…

A linha começou a falhar e a ligação caiu. Eu continuava como uma estátua. Eu continuava sem acreditar que ele estava vivo. Como isso é possível? Eu o vi morrendo. Eu o vi pálido, eu não ouvi sua respiração. Scott, eu preciso falar com ele!

Tremendo, disquei o número do Scott e ele apenas atendeu no quarto toque.

- Lydia, você está bem?

- Stiles… ele me ligou há pouco. Ele está vivo, Scott.

- Lydia, eu acho que você estava sonhando. Quer que…

- Não, Scott, era realmente o Stiles! Era a voz dele!

- Lydia, eu sei que foi difícil pra você, mas está na hora de seguir em frente.

- Eu não quero seguir em frente. E você também não deveria. Caramba, ele era o seu melhor amigo e você nem acredita que ele possa estar vivo!

- Eu não acredito em ressurreições. Ninguém nunca ressuscitou depois de uma semana.

- Igual nós não acreditávamos no sobrenatural anos atrás? Scott, eu estou realmente falando a verdade. Por favor, você precisa me ajudar a acha-lo.

- Lydia, olha, você estava sonhando, tá legal? Eu e Allison estamos indo aí para lhe acalmar.

Scott desligou o telefone antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa. Que merda, como vou conseguir acha-lo sozinha? Eu não tenho nenhuma pista de onde ele está! Só sei que tem portas e é um lugar frio, assustador e escuro.

Já sei! Como não pensei nisso antes? Posso ir até a delegacia tentar rastrear o local que Stiles me ligou! E eu também posso contar com o Xerife Stilinski, principalmente porque ele é o pai dele e vai acreditar em mim! Bem, está na hora de levantar essa bunda da cama, finalmente, e tentar fazer uma coisa de útil para ajudar o Stiles!

Duas Horas Depois

- Lydia, por que você quer que a delegacia rastreie essa ligação mesmo? - Perguntou o Xerife Stilinski, apontando para meu celular que estava aberto na lista de ligações recentes.

Eu aproximei-me dele, olhei para todos os lados para ver se ninguém aparecia e sussurrei:

- Stiles… ele me ligou hoje de manhã e disse que estava perdido, em um lugar frio e escuro e…

- Espera, - interrompeu-me, levantando sua mão em sinal de “pare” - você está dizendo que meu filho está vivo e que foi sequestrado por alguém? Logo depois de você mesma tê-lo visto morto?

- Sim, senhor. Acredite em mim, eu preciso de ajuda!

Ele ficou me olhando por minutos enquanto eu fazia minha melhor cara de cachorro abandonado. Até que ele suspirou e começou a mexer em seu computador.

- Eu não acredito muito nessa história, mas se a Banshee está dizendo… eu posso tentar rastrea-lo, mas não prometo que possa dar certo, minha querida.

- Tudo bem. Obrigada mesmo, senhor Stilinski, eu prometo que vou traze-lo são e salvo para seus braços.

- Olha, por favor, - ele parou abruptamente de mexer no computador e me olhou, meio desconfortável - eu sei que você acredita nessa história de que meu filho possa estar vivo, mas está sendo muito difícil para mim lidar com sua morte ainda. Então não toque em seu nome, não diga que o trará são e salvo, porque eu realmente perdi todas as minhas esperanças e forças.

Eu assenti, abaixei minha cabeça e sentei em uma das cadeiras em frente à sua escrivaninha para esperar o resultado. Por que ninguém acredita em mim? Por que ninguém acredita que Stiles está vivo mas em perigo? Por que só eu acredito?

- Pronto, senhorita Martin. Esse número veio desse endereço.

Levantei-me abruptamente da cadeira e olhei o computador. Anotei o endereço em meu caderninho e sai correndo da delegacia até meu carro. Coloquei as duas mãos no volante e soltei um sorriso fraco:

- Stiles, eu vou salva-lo, e não me importa se ninguém acredita em mim!

Minutos Depois...

Parei o carro em frente à uma casa abandonada e um bocado destruída. Sai dele é fui até a porta de entrada. Parecia que ninguém estava ali. Eu não deveria ouvir gritos ou armas disparando tiros?

Eu consegui abrir a porta com um empurrão e comecei a andar lentamente pela sala mofada e com seus móveis cobertos por um tecido branco.

- Stiles, você está aqui? - Indaguei em voz alta, prestando atenção em todos os lados.

Nada. Nenhuma resposta. Será que o Xerife rastreou o número errado? Ou então aquela pessoa que estava mantendo Stiles em cativeiro o levou para outro lugar, logo quando descobriu que eu estava vindo busca-lo?

Vasculhei todos os cômodos até faltar apenas o porão. Espero que não tenha nenhum espírito lá embaixo, assim como nos filmes de Terror. Desci as escadas lentamente e chamei Stiles novamente.

- Lydia? Não! Volte, ele está aqui!

Antes que eu pudesse raciocinar o que ele havia dito, alguém acertou algo em minha cabeça e me fez desmaiar.

[...]

Abri meus olhos lentamente e vi Stiles com seus olhos cheios de lágrimas em minha frente. Olhei em volta e tentei raciocinar o que aconteceu. Quando me lembrei, olhei para baixo e vi que meu corpo estava preso por uma corrente enferrujada em uma cadeira. Tentei me soltar, mas ela era muito forte e não podia ser quebrada com uma força humana.

- Stiles, você está bem? Ele te machucou? - Perguntei, olhando atentamente para o garoto a minha frente.

Antes que ele me respondesse, alguém surgiu por trás de mim e encostou uma faca afiada em meu pescoço. Prendi a respiração enquanto uma lágrima descia pela minha bochecha.

- Entregue-se a mim e eu a libertarei, Stiles.

- Não, nunca vou me entregar a você, seu idiota, filho da mãe. - Disse Stiles, tentando se soltar de sua cadeira.

- Ah, é? Então você gostaria de ver sua amada morta?

A voz parecia de um garoto de quinze anos. Só que mesmo assim obtinha um tom macabro, um tom que daria medo em qualquer um. Ele puxou meu cabelo para trás e aproximou mais a faca da minha garganta. Olhei para Stiles e ele parecia desesperado.

- Tudo bem, eu me entrego a você. Mas, por favor, não a machuque!

O cara soltou-me e caiu repentinamente no chão. Mas o que está acontecendo?

- Stiles, o que está acontecendo?

- Tem um espírito maligno dentro de mim, Lydia. Todo esse tempo que sonhava com ele, todo esse tempo que estava ficando mau de uma hora pra outra era ele. Só que ele não tinha todo o controle do meu corpo, ele precisava da minha permissão.

- Stiles, você não pode fazer isso! Você não...

Ele fez uma careta de dor e abriu a boca para tentar dizer algo, mas ele começou a mexer a cabeça, como se algum fantasma estivesse mexendo-a rapidamente para todos os lados.

- Lembre-se... - ele disse com bastante dificuldade. - Lembre-se que eu te amo.

Seus olhos se tornaram negros de repente, mas logo voltaram ao normal. Ele conseguiu se soltar da corrente e caminhou em minha direção.

- Finalmente pude conhece-la direito, senhorita Martin. Stiles pensava tanto em você que parece que conheço você há anos.

Eu me mantive calada, tentando ir para trás com a cadeira a cada vez que ele se aproximava.

- Você nunca vai vencer, eu vou achar um jeito de salva-lo!

Stiles soltou uma risada de deboche e sorriu de um jeito malicioso.

- Você não percebeu, minha querida? - Perguntou ele, aproximando-se do meu ouvido. - Eu já venci.

Ele morreu o lóbulo da minha orelha e eu fechei meus olhos com muita força.

- O que você vai fazer comigo?

- Infelizmente, vou ter que deixa-la em casa. Posso até ser mau, mas pelo menos cumpro minha parte dos acordos.

Ele saiu de minha visão por alguns minutos e voltou com uma seringa cheia de um líquido dentro.

- Boa noite, Cinderela.


Notas Finais


AHHHH EU TO MUITO FELIZ! 100 FAVORITOS JÁ? EU AMO MUITO VOCÊS, GENTE, MUITO OBRIGADA MESMO ❤❤.

Espero que tenham gostado. Se gostou, não esqueça de comentar e favoritar, porque isso me ajuda bastante. Até o próximo capítulo. Beijos da Mary ❤


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