História Lydia, Scream! - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Teen Wolf
Personagens Personagens Originais
Tags Allison, Lydia, Mistério, Romance, Scott, Stiles, Stydia, Teen Wolf, Void Stiles
Exibições 75
Palavras 1.785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Parrish


Fanfic / Fanfiction Lydia, Scream! - Capítulo 12 - Parrish

Levantei-me abruptamente até ficar sentada em minha cama. Estava muito assustada. Eu… eu… aquilo era um sonho? Não, aquilo foi tão real. Stiles foi tão real. Eu preciso sair daqui, preciso ajudar o Stiles.

Levantei-me e desci as escadas até a sala. Uma dor forte invadiu minha cabeça e quase cai na escada, mas consegui sentar-me em um dos degraus antes que isso acontecesse. Eu lembro o que aconteceu. Acho que ele me deu uma droga, um remédio, eu não sei o que era aquilo.

- Lydia, o que você está fazendo? Volte para cama! - Disse uma voz que reconheci de ser do Scott.

- Eu não posso, preciso… preciso achar o Stiles - Disse, tentando me levantar, com os olhos fechados.

- Lydia, se acalme. Você precisa descansar. Nós já estamos cuidando disso.

Senti Scott encostar suas mãos em meus ombros e abri os olhos. Ele estava em minha frente com olheiras profundas em seus olhos, como se não estivesse dormindo há dias.

- Scott, quanto tempo eu dormi? - Perguntei, olhando em volta.

- Cinco dias.

- Stiles… vocês acreditam que ele esteja vivo?

- Sim. Quando eu e Allison entramos em seu quarto naquele dia que você me ligou, vimos Stiles deixando você em sua cama. Ele olhou para nós, lançou um sorriso malicioso e saiu janela afora. Depois disso, eu estou doido, não durmo há dias tentando achar uma fraqueza do Nogitsune e…

- Espera! Nogitsune? - Perguntei, franzindo o cenho.

- Stiles está possuído por um espírito e esse é o nome dele. - Respondeu-me ele, com sua expressão indecifrável.

- E como ele foi libertado? Quero dizer, ele deveria estar preso em algum lugar para não ter atacado antes.

- Uma kitsune o chamou. Ele acabou ficando solto por Beacon Hills e decidiu que Stiles seria sua melhor casca, mesmo sendo humano e tendo vários sobrenaturais pela cidade.

- Kira?

- Não, a kitsune acabou se suicidando na floresta por medo e arrependimento.

- Ah, eu… nem sei o que dizer.

- Lydia, precisamos que você aprenda a se proteger, lutar. Nogitsune se alimenta da dor, medo, do caos. E uma Banshee… seu grito está repleto disso. Nogitsune com certeza vai vir atrás de você novamente.

Eu me levanto do degrau e começo a descer as escadas. Scott prestava atenção a cada passo que eu dava até meus pés encostarem finalmente no assoalho de madeira. Virei-me para ele, que estava ainda no penúltimo degrau, e perguntei:

- E como posso aprender a lutar?

- Me siga.

Eu o obedeci e esperei me ultrapassar para começar a andar. Depois de algum tempo, chegamos a delegacia. A primeira pessoa que nos recebeu foi Parrish, o policial e secretário do Xerife Stilinski.

- Hey, Scott, você me mandou uma mensagem dizendo que queria falar comigo. O que aconteceu? - Ele se aproximou mais do Scott enquanto olhava em volta e susurrou: - Não me diga que terei de “pegar fogo” de novo.

- Não, passa longe disso. Uma vez você me disse que sabia lutar muito bem e quero que você ensine tudo que sabe para Lydia o mais rápido possível.

O quê? Parrish me treinar? Mas eu nem sequer tenho afinidade com ele. E ele com certeza me da um pouco de arrepio a cada vez que ele me olha. S

- Scott, posso falar com você um minutinho? - Indaguei, puxando-o para um canto longe de Parrish antes que ele respondesse.

- O que foi? - perguntou ele, logo depois de soltar seu braço.

- Eu não quero treinar com ele. Sinto que ele pode se aproveitar dessa situação para me beijar “sem querer” ou encostar em meus seios.

- OK, Lydia, - Scott soltou uma risada - você está muito paranóica. Nem parece que no Primeiro Colegial você pegava todo mundo que via pela frente.

- Eu mudei e você sabe muito bem disso. - Defendi-me, apontando para mim mesma.

- Eu sei, só estava brincando. Lydia, não precisa se preocupar. O cara é um policial, ele não vai abusar de você.

Eu revirei os olhos e balancei a cabeça, concordando. Scott foi até Parrish e disse que eu aceitei. O policial parecia tão feliz que logo poderia virar o Coringa. Dá pra ver claramente que ele gosta de mim, e com certeza vai se aproveitar dessa situação pra encostar em meu corpo e se aproximar muito mais. Eu juro, se ele fizer isso, eu chuto seu saco o mais forte que eu puder.

Jordan se aproximou de mim e eu tive que fazer meu melhor sorriso forçado. Um dia Scott me paga.

- Tudo bem, vamos começar agora?

Eu concordo com a cabeça e ele me puxa até seu carro no estacionamento. Eu abro a porta do banco de trás, para tentar ficar o mais longe possível dele.

- Sente aqui ao meu lado. Não vai me fazer me sentir o motorista, hein? - Disse ele, ainda sorrindo.

Eu concordei e mostrei o dedo médio quando ele entrou no carro. Ah, pelo amor de Deus, não dá pra ele ver que não estou interessada nele e acabou? Só quero aprender a me defender!

Sentei no banco da frente e fiquei ereta no banco, com meu corpo totalmente tenso. Durante o caminho,  prestava sempre atenção em sua mão a cada vez que ele dava a marcha. Quando finalmente relaxei e decidi olhar para janela, senti sua mão encostando em meu joelho e me virei, assustada.

- Opa, desculpa, eu… acho que errei a marcha. - o cara soltou uma risada enquanto eu continuava séria.

- Só uma aviso: se você encostar em mim mais uma vez sem ser na hora do treino, eu te mato e vai ser do jeito mais doloroso possível.

- Nossa, garota, e o que você vai fazer? Bater em mim com seu ursinho de pelúcia? - ele soltou uma risada insuportável, que me deixou mais irritada ainda.

- Você já ouviu falar de pessoas que morreram com o crânio rachado?

- Não.

- Quer ser o primeiro? Diferente das outras garotas, meu grito não é de menininha, sabia?

Ele sussurrou alguma coisa que eu não ouvi e continuou seu caminho. Chegamos a um tipo de ginásio abandonado e entramos. O lugar estava totalmente empoeirado. Umas três tossidas foram ouvidas saindo de minha boca e Parrish olhou pra mim e disse:

- Posso saber por que você quer aprender a lutar?

- Hum, deixa eu ver. - Fiz uma cara pensativa - Não é da sua conta.

- Você é sempre tão afiada assim?

- Não, só com gente que eu não gosto.

- Então quer dizer que você não gosta de mim? - ele fez biquinho, o que me fez revirar os olhos. - Quem sabe posso fazê-la gostar de mim durante todo esse tempo que vamos treinar juntos e à sós.

Eu me aproximei um pouco dele e quase enfiei meu dedo indicador em seu olho.

- Se você não entendeu o recado, vou falar mais uma vez: isso daqui vai ser apenas professor e aluna. Não existe amizade entre nós, não vai existir conversa, e muito menos namoro.

- Não sei se você assiste, mas em Pretty Little Liars, uma das personagens tem uma relação muito amorosa com seu professor. Quem sabe não podemos tentar, hein? Seria emocionante.

Ele deu uma bela olhada em minha boca e antes que ele abaixasse o olhar, eu dei um soco na cara e ele caiu de cara no chão.

- Isso é o mais perto de afeto que vou ter com você. Agora, se me dar licença, vou ter que procurar um professor menos tarado.

Cheguei a porta do ginásio, mas Jordan chegou por trás de mim e me prensou contra a porta. Tentei me soltar, mas ele segurou meus braços e meu corpo com ainda mais força.

- Você não vai embora até me dar um beijo, minha querida Lydia.

Sua respiração quente estava em minha orelha e a única sensação que isso me dava era nojo. Nojo dele e de mim mesma por estar passando por isso. Por deixar isso acontecer.

- Me solta, seu idiota! Eu vou te denunciar pra polícia!

Jordan solta uma risada e diz:

- Você acha mesmo que os policiais vão acreditar em uma menininha como você? Eu posso muito bem mentir e todos iriam acreditar em mim, já que fiz todo o meu trabalho direitinho e sou uma pessoa muito amigável e adorável.

- Eu nunca vou lhe beijar, seu nojento, desgraçado, idiota, filho da pu…

- Opa, opa, sem palavrões, mocinha. Desde quando princesas dizem palavrão? Isso é muito deselegante, sabia?

- Mais deselegante ainda é o que eu estou pensando em fazer com você agora, e não é nada vantajoso para você. - Disse, entredentes.

- Eu também estou pensando em fazer coisas deselegantes com você. - ele se afastou um pouco e me fez virar para trás, fazendo com que ficasse de frente para ele, mas logo ele me prensou contra a parede novamente. - Mas, antes, como sou um belo cavalheiro, quero que me dê um beijo.

Muitas lágrimas desciam pela minha bochecha. Estava desesperada e sem saber o que fazer para tentar escapar, mas cuspi em sua cara para ver se ele se afastava. Ele fechou seus olhos e fez uma careta, mas não tirou seu corpo do lugar.

- Não era assim que eu planejava experimentar sua saliva, mas nem tudo é como planejamos, não é mesmo?

Eu tentei me soltar mais uma vez, mas ele fez questão de aproximar mais seu rosto do meu.

- Está na hora do nosso beijo. E pretendo faze-lo ser o melhor de todos. - Cuspiu ele, fazendo-me encolher como um cachorro quando leva bronca de seu dono.

Franzi meus labios o mais forte que podia e virei meu rosto, mas ele conseguiu vira-lo novamente.

- Abre sua linda boca, vai. Não vejo a hora de sentir todos os nervos da sua língua.

Eu estava preparada pra gritar, não me importando se Scott me tirasse do bando por ter matado alguém. Eu quero mesmo é que esse cara apodreça no inferno! Mas antes que eu soltasse algum som, senti Parrish sendo arrancado da minha frente mais rapido do que o vento em dias de temporal.

Senti meus joelhos fraquejarem e bati eles no chão. Não estava conseguindo ver mais nada. Meus olhos estavam tão embaçados. A dor em meu peito estava tão forte. Eu poderia escapar agora que ele foi jogado longe por alguém que não conheço,  mas não conseguia me levantar. O choque foi tão grande que preciso de muita ajuda para conseguir me levantar. Estou me sentindo fraca e suja. Quem quer que tenha me salvado, devo minha vida a ele.

- Quantas vezes Lydia terá que dizer “Me solta” para fazê-lo parar? Se não quis parar com súplicas, agora terá que parar para garantir que saia vivo desse ginásio.

Espera, essa voz. Eu conheço essa voz. Abri meus olhos e logo vi em minha frente um garoto com sua blusa branca, seu casaquinho xadrez e seu tênis all-star. Eu conheceria ele de longe.

- Stiles...


Notas Finais


Hello pessoas do meu coração ❤ Tudo bem com vocês? Bem, primeiramente, quero pedir desculpas pela demora, Novembro foi um mês muito corrido pra mim, sério. Mas agora que já estou de férias, sou toda de vocês, meus leitores maravilhosos ❤.

Segundo, tratei de um assunto sério nesse capítulo sim. O abuso sexual. Bem, graças a Deus que Stiles impediu Parrish, não é? Mas isso acontece na vida real, como todos sabem, e geralmente a maioria não tem um "Stiles" para salva-las, então, se você estiver passando por isso, denuncie à polícia, independente se ele te ameaçou se fizesse isso. E, se você já passou por isso e superou, parabéns, você é uma guerreira daquelas e merece todo o respeito do mundo. Agora, se você não superou, a única coisa que aconselho é: fale com alguém que possa te ajudar, tente se distrair ao máximo para não pensar no assunto.

Até o próximo capítulo, galera. Beijos da Mary ❤


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