História Lying upside down - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Tags Bubbline
Exibições 13
Palavras 1.350
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Let's go in the garden


Fanfic / Fanfiction Lying upside down - Capítulo 1 - Let's go in the garden

 

  Andava em mata esparsa sob a luz das estrelas de um céu sem lua. Entre a vegetação iam surgindo construções ruídas cada vez maiores. A quilômetros eu já havia escutado a presença de pessoas. Decidi observá-los, me aproximava furtivamente, invisivelmente estava tão perto que quase ouvia seus corações pulsando
  Centenas de anos depois dos últimos sobreviventes humanos terem morrido, seres mutagênicos dotados de alguma inteligência( geralmente não muita) já surgiam e se organizavam em grupos, formavam novas e estanhas espécies e adquiriam os mais estranhos hábitos
  Eu viajava por toda a Terra, q agora estranhamente pareciam chamar de Ooo, conhecendo lugares novos e observando essas novas criaturas surgirem e se desenvolverem.
  Esses pareciam ocupar um prédio sobre um pequeno morro a beira do mar construído antes da guerra dos cogumelos, a maioria eram seres esverdeados mas conforme os dias iam passando passavam mercenários de todos os tipos por lá. Não pareciam ser boas pessoas e pareciam ter um péssimo gosto pra nomes (se autodeclaravam a gangue do banherinho) Tinham um chefe que ficava o dia dentro de uma banheira e mercenários que faziam sua vontade, os mais inteligentes por dinheiro e outros para fazer parte do grupo. O chefe parecia interessado em um amuleto que uma tal criatura rosa possuía, mas ao q parece os mercenários contratados vinham falhando sucessivamente.
Achei interessante, uma pessoa capaz de lidar com todos esses variados mercenários.
  Não demorou muito pra me encher de observar aquelas criaturas, então, invisível como estava, segui para a estrada à noite seguindo em direção ao acampamento rival mais abaixo onde a líder era a criatura rosa.   Havia parado de estar invisível depois de certa distância do acampamento, tinha de me concentrar pra me manter assim e as estrelas sempre me distraiam... a estrada estava vazia portanto não haveria problema algum... Não que essas criaturas representassem algum perigo pra mim só não queria ter de interagir com elas. Um rio verde fluorescente seguia próximo a estrada, curiosa peguei um galho caído e mergulhei na água... ele se desmanchou completa e instantaneamente. Continuando a seguir decidi ir flutuando sobre o rio... até que começou a surgir no horizonte tal acampamento, parecia ter uma construção principal cercada de outras menores no entorno de uma árvore e muros estavam sendo construídos ao redor de tudo aquilo. Estava distraída com as construções e quando finalmente olhei pra frente estava próxima de uma garota rosa e um tigre enorme.
 Ela não me viu,  imediatamente então fiquei invisível... o tigre estava deitado no chão era branco com algumas poucas listras pretas e a garota, era rosa, toda rosa, seus cabelos sua pele, ela estava deitada abraçada ao tigre e ambos pareciam tristes, a tristeza eu reconhecia bem, era da perda de alguém.
  Por horas fiquei observando os dois. A tristeza deles me tocava e por algum motivo algum fascínio surgiu em mim por aquela criatura rosa q abraçava o tigre.
Me parecia angustiante a idéia de seguir e talvez nunca mais a ver novamente. Distanciei meus olhos daquela figura e os pus no céu.. estava sempre tão estrelado, até mesmo quando estava nublado já que eu sempre podia subir até bem além das nuvens. 
  Minha mãe dizia que quando alguém morria se tornava uma estrela, ela estava ali pra mim e não só os mortos mas também os vivos. Todo o meu passado, todo o futuro todo o meu universo estava ali e me pareceu tolo o apego aquela criatura que nem conhecia. Sobi às nuvens e fui tocar meu baixo era assim que eu passava as
noites mais vazias e sem caminhos certos pra seguir. Lembrei da música que minha mãe cantava pra mim e me senti culpada por ignorar a angústia da garota, talvez uma música a ajudasse. Fui descendo do céu dedilhando o baixo até estar flutuando a alguns metros dela. Ela me olhava atentamente. Estranhamente ela não parecia com medo só curiosa e surpresa, então comecei a cantar:

Let's go in the garden
You'll find something waitin'
Right there where you left it
Lying upside down

When you finally find it
You'll see how it's faded
The underside is lighter
When you turn it around

Everything stays
Right where you left it
Everything stays
But it still changes

Ever so slightly
Daily and nightly
In little ways
When everything stays

Essa música me lembrava da minha mãe e dos dias antes e logo depois de ela morrer e com toda essa emoção eu cantei pra mim e pra ela, pra que ela talvez se sentisse melhor. Depois que terminei ela ficou parada ainda abraçada ao tigre me olhando. Poucas e solitárias lágrimas escorreram dos olhos dela mas não mais que isso. Antes que o silêncio se tornasse interrogativo falei:
- Olá.
- Oi - ela pareceu esperar e como eu não disse nada continuou- obrigada pela canção. É linda.
Não tinha reparado antes, ela é muito bonita.
- De nada. Minha mãe costumava canta-la pra mim quando eu estava com medo de dormir.
- Por que uma criança teria medo de dormir? - perguntou ela curiosa.
- Porque eu tinha sonhos muito, muuito estranhos.
- Ah entendo. Você... Você parece humana. Mas você flutua. - falou ela confusa.
- Ah. .. eu sou híbrida. E sou uma vampira também.
Vi o medo trespassar o rosto dela rapidamente antes que ela o controlasse.
- Pensei que os vampiros estivessem extintos junto com os humanos.
- Fui eu que os exterminei para defender os humanos sobreviventes mas no fim acabei me tornando uma. Não fique com medo, eu não me alimento de sangue. Eu prefiro me alimentar de vermelho. Sorri tentando parecer confiáveletirei um morango da mochila, sugando seu vermelho. 
Ela arregalou os olhos e se aproximou de mim a passos rápidos curiosa. Me assustei com a aproximação repentina, ela ainda nem me conhecia.
-Wooow, como isso é possível? Você sugou a cor! E isso é suficiente pra substituir o sangue da sua alimentação? Você é híbrida de que? - falou ela com a curiosidade estampada no rosto.
Nossa, tantas perguntas. E a última... 
- Eu não sei bem como isso acontece, eu só sugo o vermelho das coisas e isso me satisfaz. Só não posso ficar muito tempo sem comer se não enlouqueço. 
- Hum. .. faz sentido. A parte de enlouquecer se não comer, não a parte do vermelho.- ela me encarou por alguns momentos, os olhos dela eram castanho escuro- gostaria de te estudar e entender o funcionamento do seu corpo um pouco melhor.
Não sei por que me senti estranha com aquilo. Bem, a idéia era estranha. Ela deve ter percebido meus pensamentos pois disse:
- Eu não devo ter dito mas sou uma cientista, posso te oferecer abrigo em meu acampamento e adoraria se me permitisse estudar um pouco você. - ela parecia falar em outro tom agora, mais sério. Mas logo desconcertadamente se pôs a acrescentar- não que você obrigatoriamente precise aceitar a pesquisa pra ficar no acampamento, é só que eu gostaria muito mas se não quiser tudo bem.
Eu ri do desconcerto dela. 
- Tudo bem rosinha, eu não preciso do abrigo mas vou aceita-lo junto com ser sua cobaia. 
Ela pareceu corar e ficar completamente confusa com o rosinha. Acho que foi intimidade de mais...
- Oobrigada, então vamos?- assenti com a cabeça. Ela fez um último carinho à cabeça do tigre e seguimos andando.
- Ele não vem com a gente? - perguntei me referindo ao tigre.
- Não, ele não sai muito dali. Respondeu ela em um tom baixo.
  Eu não sabia bem o motivo de estar indo com ela, achava que era por curiosidade e divertimento mas acho que a idéia de me afastar dela já era tão angustiante que nem a cogitava. Não que eu estivesse apaixonada ou a amasse, essa foi a primeira vez que nos vimos, nem cogitava a idéia. Só que naquele momento me parecia inexplicavelmente triste a idéia do mundo sem nunca mais a ver, parecia que eu já a conhecia a muito tempo e nesse momento estivesse conhecendo novamente uma pessoa que já sabia ser maravilhosa.



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