História Lynn - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Infinite, IU
Personagens Lee Ji-eun "IU", Sunggyu
Tags Coréia, Drama, Fanfic, Infinite, Kpop, Lynn, Musica, Revelaçoes, Romance, Sunggyu
Exibições 6
Palavras 2.257
Terminada Não
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Lynn - Capítulo 5 - Capítulo 4

 

— E agora, para onde vamos? — perguntou Lynn quando os dois chegaram ao  conversível.

— Voltar para a obra, é claro — disse Sunggyu. — Já perdi meio dia de  trabalho.

— O melhor mesmo seria você descansar pelo resto do dia — observou ela  com um sorriso nervoso, sentando-se ao volante.

— Não vou poder fazer nenhum esforço físico com o braço inchado e  doendo desse jeito — disse Gyu. — Vou apenas deixar umas instruções com Hyuk e depois ir para outra obra ver como estão as coisas.

— Ah, quer dizer que está envolvido em mais de uma construção?

— Tenho várias equipes trabalhando em diversos projetos, mas acho que  pelos próximos dois meses terei de me limitar a bancar o supervisor.

— Desculpe-me, novamente, Gyu... — Lynn estava se sentindo terrivelmente  mal. Sabia que, quando passasse o efeito da injeção que ele tomou no hospital, o  pulso dele iria doer ainda por vários dias. — Você costuma se machucar muito em  seu trabalho?

— Para dizer a verdade, essa foi a segunda vez em que tive uma fratura. Mas não se preocupe, logo vou ficar bom.

— Então pelo menos me deixe ajudá-lo.

— É, parece que vou ter mesmo de aceitar sua ajuda até me acostumar com o gesso.

— E não vai poder fazer nada hoje — advertiu ela. — Tem de esperar o gesso secar bem.

— Ouvi muito bem as instruções do médico — replicou Gyu, com ar de quem já estava perdendo a paciência. — Olhe, vire aqui à direita. — Não, ele se  recusava a se deixar enredar pelo jeitinho doce de Lynn. Trataria de voltar ao  trabalho e mandá-la de volta para casa.

— E então, patrão? — exclamou Hyuk, que aparecera na varanda ao ouvir o  ruído do carro. — Como foram as coisas no hospital?

— Quebrei o pulso — disse Gyu, exibindo o braço engessado ao mesmo  tempo que acionava a maçaneta com a mão esquerda e abria a porta com o pé — e vou ter de aguentar esta porcaria durante dois meses.

Lynn já havia descido do conversível e apanhado a caixa de isopor que ainda se encontrava no banco traseiro.

— Muito bem, hora do almoço — disse, em tom firme.

— Que almoço que nada! Eu já...

— Sei muito bem que já perdeu meio dia de trabalho, mas tem de se  alimentar, não tem?

— Humm... Acho que estou mesmo com fome.

— Ótimo. Vamos nos sentar à sombra daquela árvore.

— Está bem.

 

Lynn saiu em direção a um velho olmo que ficava a alguns metros da casa e se sentou agilmente na grama. Gyu ainda permaneceu alguns minutos conversando  com Hyuk, que finalmente assentiu com um movimento de cabeça, sorriu de longe  para Lynn e voltou para o interior da casa.
 

Quando Sunggyu se sentou a seu lado sob a copa da árvore, Lynn retirou a tampa  da caixa de isopor e a usou como uma bandeja improvisada, colocando sobre ela  os pedaços de frango frito, o pão, o queijo e a geléia que trouxera.

— Pode se servir, Gyu. Eu não trouxe cerveja, só refrigerante.

— Ainda bem. Não permito bebidas alcoólicas no ambiente de trabalho.

— E, tem lógica — observou ela. — Alguém pode ficar bêbado e causar problemas.

— E eu já tenho problemas suficientes, não acha?

— Gyu, desculpe-me, por favor...

— Escute, Lynn — interrompeu ele —, sei que não causou aquele acidente de propósito. Já aceitei seus pedidos de desculpas, e não precisa mais repeti-los. Para dizer a verdade, não quero que me peça desculpas novamente!

— É que estou me sentindo tão mal com tudo isso... Queria fazer alguma  coisa para compensar o mal que causei.

— Vou pensar em algo — declarou Gyu. Como convidá-la para morar com ele e satisfazer a todos os seus caprichos, fazer com que preparasse suas refeições,  o ajudasse a tomar banho...

— Conte-me como pretende fazer a reforma desta casa — pediu ela após alguns instantes de constrangedor silêncio.

Aliviado com a mudança de assunto, Sunggyu começou a discorrer  animadamente a respeito das modificações que tencionava executar na velha  propriedade.

— Pois saiba que eu realmente gostaria de ajudar — disse baixinho, quando ele terminou a descrição dás reformas.

— É mesmo? — retorquiu Sunggyu com ar descrente e, por pura força do hábito, estendeu a mão direita para sua latinha de refrigerante. Antes que ele  tivesse tempo de mudar de idéia e usar a mão esquerda, Lynn apanhou-a, abriu-a e colocou-a na mão dele. 

— Estou falando sério — insistiu, em tom firme.

— É, estou vendo. Tudo bem, você me ajuda por um ou dois dias e eu  observo o que é capaz de fazer. Se achar que vai ser realmente útil, eu lhe dou  uma chance; caso contrário, não se esqueça de que o patrão aqui sou eu. E não vou admitir discussões.

— Combinado, chefe. — Ela sorriu.

 

********

 

Dali a alguns minutos, quando os dois terminaram de comer, juntou os restos da refeição e recondicionou-os cuidadosamente na caixa de isopor.

— E o braço, como vai? — perguntou, ajoelhando-se ao lado de Gyu.

— Acho que o efeito da injeção está passando — disse ele. — A dor está começando a voltar.

Com todo o cuidado, ela introduziu a ponta do indicador por dentro da extremidade do gesso.

— Não está muito apertado, está? — insistiu, deixando a mão permanecer sobre a dele e fitando-o intensamente nos olhos.

— Lynn, não comece, por favor — sussurrou Gyu.

— Eu só queria ver como está seu braço — respondeu ela, também com um sussurro. Depois, umedecendo os lábios com a ponta da língua, baixou o olhar para  aquela tentadora boca masculina, lembrando-se do beijo faminto que ele lhe dera  no dia anterior.

— Lynn, eu... — Vendo-a umedecer os lábios com a língua, Sunggyu se sentiu como  se tivesse levado um soco no baixo ventre. E então, sem pensar no que fazia,  segurou-a pela nuca com a mão esquerda, puxou-a vagarosamente para si e se  apossou de sua boca.

Depois, muito devagar, explorou-lhe os lábios com a ponta da língua.  Mordeu-lhe delicadamente o lábio inferior e, surpreso com o gemido abafado que ela deixou escapar, envolveu-a pela cintura e esmagou-lhe os seios macios contra  a dureza de seu peito musculoso.

Somente recuperou a sanidade quando sentiu uma violenta pontada no  pulso quebrado. E então soltou-a, afastou-se dela e, com o rosto contraído de dor, segurou o braço engessado contra o peito.

Lynn estava mais linda do que nunca, sorrindo de felicidade e com os olhos brilhando.

— E então, está na hora de trabalhar? — perguntou animada.

— É, parece que sim.

Gyu levantou-se desajeitadamente e saiu em direção à casa, não se  detendo sequer para esperar que ela o alcançasse. O que lhe deu na cabeça para  beijá-la daquela forma?

Lynn não entendeu aquela repentina mudança de estado de espírito e, vagarosamente, levantou-se e apanhou a caixa de isopor.

Antes de entrar na casa, ela apanhou a tipóia que ficara esquecida no  banco da frente.

Sunggyu e Hyuk se encontravam na cozinha, abaixados junto  a uma parede, examinando o encanamento no local onde antes ficava a pia.

Entretidos na conversa, os dois não a viram entrar e, encostando-se na parede, Lynn ficou observando e ouvindo.

Por duas vezes Sunggyu mexeu com o ombro e movimentou os dedos da mão direita. Ela percebeu que ele deveria estar sentindo dor, e notou também que Sunggyu não era homem de se deixar dominar pelo sofrimento físico. Pelo que parecia, era  tão obstinado quanto ela.

Ao se levantar, ele virou-se e a viu.

— O braço está incomodando? — perguntou Lynn, afastando-se da parede.

— Um pouco.

— Você deveria usar isto — disse ela, mostrando-lhe a tipóia —, como o médico mandou.

Hyuk sorriu, observando-a do alto da cabeça até a ponta dos pés.

— Vou usar, sim — rosnou Sunggyu, olhando feio para o rapaz.

— Deixe que eu coloco — disse ela em tom provocante, aproximando-se e erguendo os braços para amarrar as pontas da tipóia por trás de seu pescoço.

Era evidente o esforço de Sunggyu para se manter impassível. Podia se  esforçar o quanto quisesse para parecer imune à proximidade dela, mas não o era.

— E então, ficou bom?

— Ficou ótimo — respondeu ele por entre os dentes. 

Lynn acomodou-lhe o  braço dentro do pedaço triangular de pano e mais uma vez passou os braços em  torno de seu pescoço, com o pretexto de verificar se o nó estava firme.

— Lynn, por favor, afaste-se.

Ela sorriu e deu um passo para trás. Não, Gyu não era tão indiferente  quanto queria fazer parecer.

— Está melhor?

— Está, mas não preciso de enfermeira, obrigado. 

Lynn fitou-o bem no  fundo dos olhos.

— É mesmo? Então do que é que você precisa, Sunggyu? 

Hyuk deixou escapar uma risadinha, e tentou disfarçá-la com uma tosse forçada.

Sunggyu segurou-a pelo braço e arrastou-a para fora da cozinha.

— Não vê que só está me causando problemas? Por favor, Lynn, vá para casa!

— Não posso — objetou ela. — Tenho de levá-lo até a outra obra, e depois  preparar o seu jantar.

— Leve-me até a outra obra e depois vá para casa. Depois eu decido o que fazer com o jantar.

— Mas o gesso ainda não secou! Deixe que eu o ajude hoje, e amanhã já poderá ficar sozinho. Por favor, Gyu, deixe-me fazer alguma coisa para  compensar meu erro!

— Está bem — concordou ele. — Vamos terminar logo com isso. —  Voltando-se em direção à cozinha, gritou para Hyuk: — Estamos indo para a outra obra . Volto só amanhã.

— Até amanhã, patrão — respondeu o rapaz. — Divirta-se!

— Preciso de minha caminhonete, Lynn — disse Sunggyu, detendo-se na varanda.  — Ela é um verdadeiro escritório sobre rodas.

— Tudo bem — tranquilizou-o ela. — Eu vou dirigindo a caminhonete e depois volto para buscar meu carro.

Sunggyu deixou escapar um gemido abafado e, com relutância, saiu em direção  à caminhonete. Assim que o gesso endurecesse o suficiente para lhe permitir  usar o braço, ele trataria de se livrar daquela "ajuda".

Lynn ficou encantada com a casa ampla e elegante que a outra equipe de Sunggyu estava construindo em um enorme terreno.

Enquanto ele conversava com o mestre-de-obras, ela ficou vagando pelos  cômodos, observando tudo.

 

**********

 

A tarde já chegava ao fim quando Sunggyu foi procurar por Lynn.

Sentada na tampa traseira da caminhonete, que se achava abaixada, ela  conversava com um dos rapazes da equipe. Quando viu Sunggyu, saltou para o chão e  sorriu.

— E então, hora de ir para casa? — perguntou.

Ele assentiu com um gesto de cabeça e foi em direção à porta do  passageiro.

— Tenho de ir embora — disse ela ao rapaz. — Muito obrigada pela  informação.

— De nada — respondeu ele com um sorriso, fechando a tampa traseira da caminhonete. — A gente se vê por aí, está bem? — acrescentou, acenando para  ela e voltando para o interior da casa.

— Mais uma conquista sua? — perguntou Sunggyu, em tom irônico, quando Lynn  se acomodou ao volante.

— Mais uma? — retorquiu ela, com uma expressão provocante. — Quem foi a primeira? Você?

— Eu não! — disse Sunggyu em tom firme.

— Claro que não. E então, vamos embora?

— Vamos. Eu lhe indico o caminho.

 

Em menos de dez minutos Lynn virava a caminhonete para a entrada de  carros da casa de Sunggyu. Era uma propriedade simples e igual às outras, em uma rua  tranquila e silenciosa.

Gyu desceu do veículo e, parando um pouco para se espreguiçar, foi para a porta da frente. Ela o seguiu e, abrindo a porta, ele lhe fez sinal para que passasse à frente e entrasse.

— Humm... — fez Lynn, observando a sala organizada e bem arrumada. — Onde fica a cozinha?

— Ali no fim do corredor. Vou pegar um saco plástico para proteger o gesso; quero tomar uma ducha. Você consegue se virar sozinha?

— É claro, pode deixar comigo.

Lynn não fazia a menor idéia do que iria preparar para o jantar. Abriu o refrigerador e não encontrara nenhum prato congelado, coisa que havia às dúzias  na geladeira de sua casa, costume da Europa. Em contrapartida, o refrigerador de Sunggyu estava repleto de verduras, legumes, ovos, carne e outros ingredientes para o preparo de comida caseira coreana.

O problema era que Lynn mal sabia ferver água.

Dali a uns quinze minutos, quando entrou na cozinha, Sunggyu a viu de pé diante  do fogão. Durante alguns segundos foi assaltado pela lembrança de SoYoon, que  era excelente cozinheira.

— O que é isso? — perguntou Sunggyu, aproximando-se e espiando a frigideira.  — Parecem ovos mexidos...

— E são ovos mexidos. Preparei também um pacote de sopa, e coloquei pão na torradeira. Você poderia pegar a manteiga?

— É claro — disse, indo até o refrigerador. — Aqui está a manteiga.

Dali a cinco minutos Sunggyu se sentou à mesa e contemplou o jantar: um prato fundo de sopa de pacote e um prato raso de ovos mexidos, ressecados e ligeiramente queimados.

— E então, está bom? — perguntou Lynn,  em tom de ansiedade.

— Está ótimo — garantiu ele, sentindo o coração se apertar diante da  expressão mista de preocupação e desespero que via nos olhos dela.

O alívio de Lynn foi mais do que evidente. Ela parecia mais jovem do que nunca, e extremamente insegura.

— Graças aos céus! — exclamou. — É que não entendo muito de culinária, ainda mais da Coreia...

Sunggyu espetou com o garfo um pedaço de omelete e colocou-o na boca. Ressecado, mas comível.

— Está ótimo — repetiu, estendendo a mão para uma torrada.

— Que bom! — disse Lynn, com um enorme sorriso.

— O que você costuma preparar para comer em sua casa? — perguntou ele.

— Bom, para dizer a verdade — respondeu ela —, na maioria das vezes saio  para comer fora. Ou coloco pratos congelados no microondas. Nunca aprendi a  cozinhar, meu pai sempre teve cozinheiras em casa.

— Imagino que Jean tenha se apaixonado por você em razão de outras  qualidades além de sua habilidade na cozinha.

O sorriso que ela deu deixou-o atônito. Sem dúvida alguma, aquela era a mulher mais bonita que ele já vira na vida.

— E sua esposa, cozinhava bem?

 


Notas Finais


Até é próxima!


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