História Mad Love - Capítulo 17


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Categorias Sebastian Stan
Personagens Sebastian Stan
Tags Sebastian Stan
Exibições 149
Palavras 1.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


GENTE COMO EU DEMOREI

Ppl, perdão a longa demora, eu estava estagiando e não tive tempo pra mais nada na vida!! E também já tava louca sem atualizar isso aqui

Então pra quem pensou que eu tivesse morrido, tô vida. Bjo

Capítulo 17 - As curtas pernas da mentira


Fanfic / Fanfiction Mad Love - Capítulo 17 - As curtas pernas da mentira

Pov. Sebastian

 

-Quanto tempo mais vai ficar aí? Já faz quase cinco minutos.

Jessica está falando comigo, não estou ouvindo, não estou ouvindo... Sentei, senti que estava para cair duro no chão.

Como eu fiz isso? A resposta é óbvia, mas o que quero dizer, é, como fui capaz de fazer isso duas vezes no ano? Não lembro de ter sido tão descuidado na minha vida nem quando adolescente, e olhe que eu era um moleque muito largado. Eu queria com Karen, quando ela me contou me senti feliz porque não tinha sentimentos por ninguém, mas depois de Helena, essa notícia não me deixa muito bem. Na verdade essa é uma das coisas que mais almejo a curto prazo, mas Jessica é a pessoa mais errada de todas as possibilidades que passaram por minha vida. Se bem que não sei o quanto ela mudou desde nosso termino até aqui, ela pode ser alguém mais legal agora, está se mostrando ser. Ainda assim, eu não sinto nada por ela, a pessoa que gosto está em outro continente esperando por mim agora e de repente estou amarrado.

-Seb, você está legal? Olha, desculpa ter chegado nervosa, eu só precisava falar com urgência. - Ela senta do meu lado, até me surpreende - Está bem?

-Estou, não...

-Tudo bem, eu descobri há algumas horas, também fui pega de surpresa. Você não vai desmaiar, vai?

-Não, eu sou macho, Jessica. - Mas estou me sentindo um frouxo - Só que eu não esperava.

-Eu sei. Isso de maternidade não é muito minha cara, você sabe. Não sei como me sentir, acho que isso vai depender do que você disser.

-Jessica, acho melhor você voltar para o seu apartamento, eu vou falar com a mamãe.

-Mas,...

-Eu ligo para você.

Ela levanta, arruma a roupa.

-Só não desaparece.

-Não, eu não sou babaca, fica tranquila.

Ela vai embora, me ponho de pé e entro no elevador, vou para o quarto. Pego o celular e sento na escrivaninha. Como espero a ligação chama bastante, aposto ser atendida no último segundo.

-Alô?

-Mãe, sou eu.

-Oi, querido! Desculpa ter demorado a atender, estava ocupada na cozinha. Como está por aí? Estamos com saudade.

-Eu também.

-Hmm... conheço essa voz. Sei quando meu filho não esta bem.

-Sei que sim. Preciso falar uma coisa agora ou eu vou chorar.

-Estou ouvindo - Pelo seu tom de voz já imagino que ela esteja pensando em alguma tragédia ou que eu fiz besteira - Fala, menino! Não faz esse suspense, não.

-Primeiramente, a senhora vai ser avó.

-Avó? - Ela não me parece surpresa, queria sentir tal calmaria - Freddie, vamos ser avós! - Ela grita do outro lado, ouço meu padrasto responder algo que não entendo - Mas quem é a mãe?

-Jessica.

-Desde quando voltaram?

-Nunca voltamos, foi só um lance de tentar esquecer alguém. - E que forma mais estúpida, pois eu tenho talento para fazer coisas estúpidas.

-E o que vai fazer?

-Além de aceitar, não sei.

Entramos num breve silêncio, não tenho muito o que dizer, acho que liguei somente para escutar algo que me faça sentir melhor.

-O que mais precisa? Já é o suficiente. Porque está tão triste?

-Eu gosto de alguém... ela não vai aceitar isso. Me queimei mais do que podia.

-Você não tem que esperar a aceitação de ninguém, apenas faça o que for melhor para você e essa criança que virá. Sei que será um bom pai, Seb.

Sequer consigo imaginar, estou com um nó no peito, Helena vai saber o que aconteceu e vai me dispensar de vez. Não... preciso pensar um pouco em Jessica agora, mas Helena não sai de mim. Ela pode aceitar, é claro que sim, se eu explicar da melhor forma já que ela não é tão compreensível. E a mídia, o que faço com ela? Não posso guardar a gravidez de Jessica no bolso, todos vão saber, Helena vai descobrir antes que eu conte!

Tenho que criar coragem e contar para ela agora ou esperar que isso exploda em sua cara.

-Ainda esta aí? 

-Estou sim. - Respondo, no fundo sem esperanças de que algo mais dê certo - Não consigo pensar em nada bom.

-Escute, seja lá quem for essa pessoa com quem está tão preocupado e o que ela irá lhe dizer, não se abale. Pessoas entram e saem das nossas vidas, meu bem, mas família não. Estamos aqui sempre que precisar, estou feliz que temos alguém a caminho para animar a casa, você também devia.

-Vou tentar... eu vou desligar.

-Tudo bem, se cuida.

-Te amo, mãe. Obrigado.

-Também te amo, baby Drácula. - Há anos não escuto isso, ela sempre diz que tenho dentes de vampiro.

Desligo, respiro fundo até me sentir tonto. Procuro o nome de Helena, meu dedo treme para ligar e minha alma ao escutar o som da discagem. Sinto que estou ultrapassando a linha do desespero.

-Alô?

-Oi, sou eu.

-Eu sei. - Não gosto quando ela é tão seca, provavelmente está estressada com algo.

-Você está bem?

-Podia estar melhor.

Eu devia perguntar o que houve, mas não quero me enrolar ainda mais.

-Eu liguei para falar de um assunto sério.

-Não quero ouvir, já sei de tudo.

Meu corpo gela, não entendo como  ela pode saber. É impossível!

-Sabe do quê?

-Não se faz de idiota, acha que sou alguma distração enquanto curte a noite com outra? - Tudo faz sentindo. A festa. Sequer lembrei que isso pudesse ter acontecido - Porque mentiu para mim? Eu sempre, sempre fui sincera! - Sua voz falha, começa a chorar. Minha mandíbula treme.

-Eu posso explicar isso. - Falo no limite do controle que mantive.

-Sério!?

-Posso tentar.

-Não, não pode! Eu quase cheguei a pensar que você era diferente, mas é exatamente como o Patrick.

Levanto com o peito cheio de raiva, a pior coisa que Helena sempre faz é me comparar com ele, não importa a situação.

-Já disse para não me comparar com esse imbecil.

-É a verdade, você é só mais um mentiroso tirando algum proveito de mim, queria me garantir para quando se cansasse das outras!

-Não é verdade!

-Não acredito em você.

Não consigo responder, ouço seu choro entre o período de silêncio que se instala. Mal acredito que ela esteja chorando pelo que fiz, logo ela com seu coração tão frio. Será que finalmente havia conseguido que sentisse algo real por mim?

Meus cílios encharcam em meus olhos fechados, sei que estou errado por completo e sei que não posso reparar isso.

-Helena, preciso contar algo.

-Não quero saber.

-Por favor... é muito importante.

-Não! - Chego a afastar por aquele segundo o celular do ouvido - Não quero mais saber nada relacionado a você, não quero mais falar com você.

-Não faz isso. - Peço inutilmente. Ela desliga.

Ligo novamente. Caixa de mensagens.

Atiro o celular na cama, deito na mesma cobrindo os olhos com as mãos como se não quisesse que as paredes me vissem chorar. Penso no que minha mãe disse, mas nada me faz sair do buraco onde eu mesmo me joguei. Estraguei qualquer chance que ainda restasse, agora só o que tenho é Jessica e um filho a caminho.



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