História Mad Love - Capítulo 20


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Categorias Arlequina (Harley Quinn), Batman, Esquadrão Suicida
Personagens Bruce Wayne (Batman), Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Pamela Lillian Isley
Tags Arlequina, Coringa, Harley Quinn, Joker, Mad Love
Visualizações 46
Palavras 1.316
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu nem sei o que dizer... Tanto tempo se passou desde que postei pela última vez. Só posso dizer sinto muito.
Se tem alguém aí... Se ainda tem alguém aí... Não desista! Tudo vai ficar melhor!
Boa leitura.

Capítulo 20 - Winter



Olhando para aquele lago congelado, com as plantas caídas e desanimadas a sua borda, quase nada me fazia lembrar de todos os verões mirabolantes que passamos juntos naquela casa patética de boneca que ele mesmo havia construído... Ou ele dizia que havia.
Me lembro na primeira vez que ele me trouxe aqui, primeiro verão vestindo minha identidade nova, quando, dentro de uma pequena caixa de metal, achei uma isca de plástico e uma pequena foto polaroid de um garoto de aproximadamente 5 anos segurando um pequeno peixe e sorrindo espontaneamente. 
"O que você pensa que está fazendo?" ele disse, segurando meu braço com força e tirando a foto de meus dedos como se escolhesse um doce de uma caixa.
Inocência era tudo que exalava de mim naqueles dias... Quando 15 minutos mais tarde eu estava deitada no chão, mastigando a pequena foto à força, motivada pelas mãos grandes e pesadas do meu um e único amor verdadeiro...
Eu queria ir embora naquele momento... Queria me entregar para a polícia, queria abraçar a minha mãe e chorar como uma pessoa normal. Mas a minha mente me trouxe para os meus primeiros momentos de insanidade... A primeira morte causada pelas minhas mãos... O modo como o brilho e a cor deixaram o rosto daquele homem naquela noite. Como meu amor tirou a minha roupa e passou as mãos pelo meu corpo encharcado de sangue e disse que amava me ver brincando de Deus. 
Agora, ali estávamos... Ele parado em pé, ao lado de seu conversível com seu grande sobretudo roxo... Os vestígios de sua tinta verde nos cabelos dourados e seus sapatos bem polidos que encostavam nas minhas pernas nuas e ajoelhadas no chão congelado, com apenas uma blusa que não dava conta dos graus negativos que a temperatura ostentava e os dedos dos pés já perdiam o movimento... A gordura corpor responsável por me manter aquecida já tinha ido embora há muito tempo atrás... Graças ao fato de que água era a única coisa que ocupava meu estômago há 2 semanas já que Mr. J era inteligente o bastante para me torturar com o mal da fome mas jamais me deixar morrer por desidratação. 
Deus sabe que eu desejava que ele me deixasse. Me esquecesse. Me largasse de lado. Me matasse. Já que eu não era forte o suficiente para ir embora por conta própria. 
Fraca não era um adjetivo bom o bastante pra me definir. Covarde, talvez. Coitada. 
Eu queria morrer. 
Eu me perguntava se ele se importava. Se em algum lugar dentro daquela coisa existia uma pessoa de verdade. Me perguntava quem ele realmente era. Se um dia eu iria realmente saber. O meu coração se enchia de esperança por poucos segundos apenas para se lembrar de tudo que ele já havia feito. 
Ele não se importava. Ele não aceitava regras que não fossem suas próprias, e eu sabia que eram muito poucas. E era para isso que eu estava ali. Havia sido feita e modelada à favor de seu gosto refinado. Era meu destino e eu não podia fugir do destino.
Era muito difícil concentrar os pensamentos quando meu corpo não tinha nenhum combustível. Era difícil reagir quando ele me carregava em seu colo com tanta facilidade. Quando dizia coisas para mim enquanto me torturava à propósito de me fazer boa o suficiente para ele novamente, mas eu não conseguia processá-las à muito tempo. Quando seu rosto era um borrão permanente que minha visão não era capaz de focar enquanto ele satisfazia seus desejos maníacos comigo durante a noite... Quando eu só conseguia pensar no puro e inocente amor que eu sentia por ele enquanto ele me odiava tanto e tão constantemente.
Eu pedia para Deus todas as noites, para que tivesse piedade, mas depois de tudo que eu havia feito, eu entendia porque ele não me dava ouvidos.
E os dias do inverno foram se passando. 4 semanas de "treinamento" exaustivo... Todas as suas habilidades para matar a minha hostilidade haviam sido executadas com sucesso. Finalmente eu tinha permissão de comer algo que não fosse queijo. De fato, queijo me dava náuseas naquele ponto. 
- Como você está gostando da sua comida até agora, querida? - seu cinismo transbordava de todos os limites possíveis de seu rosto. Não era como se ele tivesse me dado a comida necessária para satisfazer as minhas 6 semanas de fome insaciável. 
Mas a comida estava de fato muito boa. 
- Fantástica, meu amor - sorri para ele e beijei seu rosto, que estava delicadamente perto do meu, assim como o resto de seu corpo. 
Mr. J se levantou e foi até a geladeira. Após alguns segundos ele voltou com uma fatia de queijo. Meu estômago embrulhou. 
As coisas estavam boas demais para ser verdade.
Ele se sentou no mesmo banco que estava, mas se aproximou mais de mim, de modo que sua respiração atingia minha bochecha. 
Eu não tinha coragem de olhar para ele. Eu tinha medo. 
- Vê isso, Harley Quinn? - levantou o queijo em minha direção e meus olhos lacrimejaram. Eu ia vomitar. - Você o odeia? O queijo te faz sentir enjoada? 
Balancei a cabeça em positivo. 
Ele aproximou mais a fatia do queijo de meu nariz e boca. Eu prendi a respiração. 
- Você sabe... Foi exatamente assim que eu me senti quando você voltou para mim. Nojo - ele respirou fundo, passando o nariz pelos meus cabelos recém-lavados, respirando fundo - De pensar que todo o meu esforço em você tinha regredido me deu ânsia! Colocou lágrimas nos meus olhos... Já que você sabe... Você não tem mais nada. Você tem a mim... Eu sou sua mãe. Eu sou seu pai. Eu sou sua avó. Eu sou sua irmã. Eu sou seu amigo, seu namorado, seu professor, seu diretor, seu chefe, o seu juiz... Eu sou a droga do seu Deus. E agora você parece uma obra de arte para mim - eu senti sua respiração quente em minha nuca e uma sensação de dor se espalhou na pele do meu pescoço. Ela vinha em ondas e machucava cada vez mais enquanto ele mordia a minha pele já machucada graças às coleiras que ele colocou no meu pescoço durante todas essas férias. O gemido de dor ficou preso em minha garganta quando ele tirou seus dentes de mim e sua boca estava vermelha... Com o meu sangue. 
Eu sorri. Ele também. 
Eu envolvi seu lábio inferior com a minha boca e senti o gosto do meu sangue. Tinha sensação de morte. Assim como o nosso beijo que seguiu aquilo. Assim como a sensação que eu senti quando ele tocou minha cintura e desceu até minhas pernas agora finas e leves para me carregar no colo. Assim como a sensação que eu tinha quando ele puxava meus cabelos com certa agressividade que ele tinha dentro de si próprio. 
Assim como o olhar nos seus olhos enquanto ele me observava no nosso leito de amor... Tudo parecia morte para mim. 
Eu estava doente. Dessa vez eu não podia me curar. Não tinha a quem pedir ajuda. 
Depois de tantas oportunidades e tentativas em vão... Eu vi o que foi reservado para mim. 
Vi o descaso de Deus à meu sofrimento. Mas depois entendi que Deus não me deve nada. 
Entendi que foi o próprio Diabo que me criou e escreveu meu caminho. Criou Joker e depois me criou para que pudéssemos coexistir. Para que nossa doença pudesse ser compartilhada um com o outro. 
De repente fiquei lisonjeada com tamanha atenção. 
Enquanto eu passava a mão nas costas lisas do meu amor que descansava deitado no meu peito eu fui invadida pela mais espontânea e sincera sensação de felicidade. De que eu estava completa. 
E por algum motivo muito simples porém incompreensível, eu senti que minha vida não se prolongaria mais do que o final desse inverno. 
E eu não podia estar mais feliz.


Notas Finais


Se você chegou aqui... Muito obrigado!
Não prometo postar logo mas prometo me esforçar pra dar o meu melhor novamente.
Com muito amor...
Eu.


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