História MadaSaku- Killer Love - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Madara Uchiha, Sakura Haruno
Tags Amor Proibido, Drama, Hentai, Madasaku, Morte, Romance, Sakura Haruno, Tragedia, Uchiha Madara
Visualizações 135
Palavras 1.842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Lírica, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, olha só, mais um capítulo. Nem eu acredito que postei tão rápido kkkkk
Mas eu devo meus agradecimentos a linda da Sarah J. Maas por escrever um livro tão maravilhoso, que por incrível que pareça comecei a ler ontem de madrugada e já terminei kkkkkk Super recomendo, leiam Trono de Vidro e se apaixonem por Dorian, Chaol e Celaena, vocês não vão se arrepender. Inclusive o título foi em homenagem à Celaena <3

Mas enfim, eu espero que vocês gostem <3

Enjoy

Capítulo 12 - Não terei medo


CAPITULO XII

 

A vestimenta era impecável: um kimono perolado e sedoso, que se estendia pelo chão enquanto a figura feminina de pele semelhante ao puro marfim, analisava com seus olhos de ferro e insondáveis, o tabuleiro de xadrez Japonês; um de seus conselheiros era quem lhe fazia companhia: um senhor idoso de cabelos tão brancos quanto os dela. A mulher não tirou os olhos do jogo, nem mesmo quando o som do roçar de ferro adentrou seus ouvidos, e o som das botas contra o piso de mármore negro imaculadamente lustroso; era como se houvesse um espelho no chão. 

— Kaguya-sama — os olhos claros agora se direcionaram para o moreno. Este mantinha um joelho tocando o chão, enquanto o outro sustentava o peso de seu tronco. 

— General Madara —  a voz era serena e acolhedora, transmitia um ar maternal. No entanto, era apenas um de seus disfarces. Em todo o Japão, não havia uma alma sequer que não ouvira falar de Kaguya Outsutsuki; uma mulher impassível com seus inimigos, e impiedosa. 

O general apertou os lábios esperando que a mulher prosseguisse, não viajara horas à galope para perder seu tempo prostrado. 

— Chegou até mim a informação de que há uma mulher em sua base, uma... Andarilha, pode-se dizer — Madara apertou os punhos fazendo com que o som do couro se tornasse audível. — Onde a encontrou?. — perguntou a Imperatriz, esperando por uma resposta. 

— Em uma de nossas patrulhas , minha senhora — odiava ter que ser tão cordial, odiava estar prostrado diante de alguém. Mesmo com tamanha fidelidade e respeito, Madara ainda possuía um coração obstinado, e não suportava a ideia de se prostrar diante de alguém; devia ser ao contrário, mas era um destino ao qual estava preso pelo resto de seus dias. 

— Entendo — os dedos longos e finos, deslizaram lentamente uma peça do tabuleiro, e um suspiro foi ouvido. — E por que a levou para a sua base? Creio que não é do feitio do General fazer tal coisa, não sabia que ainda existia bondade em seu coração.  

Madara trincou o maxilar. 

— Não foi bondade. — teve de controlar a voz para que não saísse demasiadamente dura.  

— Ela é alguém que você conhece?  

O sangue gelou em suas veias, e os pelos de sua nuca eriçaram. Devia contar a verdade? De quem se tratava a tal moça misteriosa? Não, teria de dar muitas explicações, e paciência não tinha para ter de dá-las. Se ele contasse a ela, não tinha dúvidas de que a Imperatriz solicitaria a presença de Sakura em seu palácio, e se descobrisse que se tratava da tão conhecida assassina do sul, ela ordenaria sua decapitação sem hesitar. 

— Não a conheço minha senhora. — disse sem hesitar ou deixar que a voz vacilasse. — Eu apenas a peguei para me servir, sou um tanto... solitário. - pigarreou. Que humilhante ter que falar tal coisa. 

Uma risadinha abafada pode ser ouvida, e o olhar da mulher parou sobre ele. 

— Tudo bem General, peço que não se empertigue por tê-lo chamado aqui, sei que é um homem atarefado, mas eu preciso saber o que se passa em minha casa, quem entra... e quem sai. — disse por fim, observando o moreno que não levantou o olhar nem por um seguindo. — Olhe para mim, deixe-me ver seus olhos. — ordenou e acompanhou o moreno erguer o olhar que cruzou com o seu de imediato. — Gosto desse olhar, é como se estivesse me perdendo em uma profunda e silenciosa escuridão.  

O general voltou a abaixar o rosto apos as palavras de Kaguya, que para ele, não significavam absolutamente nada. 

— Se era só isso, peço permissão para me retirar. — a voz rouca estava estranhamente domada e serena. 

— Claro, mas por favor, mantenha-me informada sobre essa moça, não quero correr o risco de um informante se infiltrar sob nosso teto, justo quando estamos prestes a marchar sobre as terras do Norte. — terminou gesticulando para que Madara se retirasse. 

— Com licença. 

Os passos eram rápidos porém sem muito impacto, não queria demonstrar sua irritação na frente da Imperatriz, guardaria sua raiva e encontraria algo em que pudesse descarrega-la. 

Na porta, Óbito acariciava a crina de seu cavalo, quando observou Madara surgir descendo os degraus. O semblante era duro, e os olhos não possuíam brilho algum; o jovem Uchiha permaneceu em sua zona segura, sem ciciar nenhuma palavra, sabia que se o fizesse  naquele instante, era o mesmo que pedir uma adaga lhe cortando a garganta. 

O General montou no Susanoo, esporando de imediato o animal que saiu em disparada; Obito fez o mesmo, seguindo logo atrás. 

  

[...] 

  

O olhar curioso de Itachi estava direcionado para a moça, que caminhava na varanda da base se esgueirando como um gato. O moreno mantinha-se à uma distância segura com os braços cruzados observando a cena; a rosada sequer percebeu a presença do rapaz à poucos metros. Ele se perguntava, o que ela estava a fazer, e por que ainda estava com roupas de dormir. 

— Está perdida senhorita? 

A voz fez a moça dar um pulo e o coração quase sair pela boca. Virou-se subitamente com uma mão no coração e os olhos arregalados. 

— Você me assustou. — protestou. 

— Eu percebi, me desculpe por isso. — disse Itachi se aproximando parando um pouco mais perto. — Eu me chamo Itachi Uchiha. —  fez uma pequena e tradicional reverência Japonesa, e se ergueu com um discreto sorriso. Sakura não deixou de enrubescer com o ato, afinal de contas, não se lembrava de estar na presença de um rapaz tão bonito e de aura tão calorosa e amigável. 

— Eu me apresentaria se me lembrasse do meu nome. — confessou um tanto sem graça.  

Uma sombra pesarosa transpareceu no olhar do rapaz. 

— Ah não faça essa cara, não irá me reconfortar... caso essa fosse sua intenção, ou se você pensou em fazer isso. — disparou tropeçando nas palavras, e então pigarreou retomando a postura.  

— Me desculpe mais uma vez. — disse ele com voz serena, não deixando de notar o espiral que jazia na pele clara do pescoço da moça. — O que é essa marca? — perguntou com curiosidade. 

Sakura juntou as sobrancelhas um tanto confusa. 

— Marca? Que marca?  

— Essa no seu pescoço. — falou e chegou mais perto para que pudesse ver, parou os olhos no lado direito onde a pele jazia marcada. Estendeu a mão para que pudesse tocar, mas a reação da rosada foi afastar-se prontamente. — Perdoe a minha indelicadeza. — se retratou.  

— Já está cortejando a estranha tão logo Itachi, o tio Madara não irá gostar nada disso, e além do mais. — o jovem Uchiha olhou a moça dos pés à cabeça. — Ela é uma estranha, uma andarilha. — disse com escárnio. 

A rosada arqueou uma sobrancelha observando o rapaz pomposo e arrogante. 

— Não seja tão arrogante, por acaso não sabe como tratar uma mulher? Tenha modos Sasuke. — repreendeu o mais velho. — Me perdoe pela atitude infantil do meu irmão. — disse em um sussurro. 

— Eu não me importo; sinceramente não me surpreende nem um pouco, ele não disse nada além de verdades. Eu não sei quem eu sou, então realmente não passo de uma estranha, e muito menos sei como vim parar aqui. Estou na casa de estranhos, é natural me tratarem com escárnio. 

Sasuke assistia de longe as palavras da moça, que por um instante , o atingiu como dardos. Mas o rapaz apenas resmungou e saiu pisando duro. 

— Aqui agora é o seu lar também, você não conhece a todos, mas logo irá conhecer e não se sentirá mais desfalcada ou como uma estranha. — as palavras de Itachi de certa forma tranquilizaram a rosada, lhe enchendo de esperança e aquecendo seu coração. 

O moreno não entendia, mas sentia como se não fosse a primeira vez que vira a moça, a presença dela não lhe era estranha. Era como se a devesse algo, como se já  tivesse a encontrado em algum lugar. Era uma sensação estranha e confusa. Talvez as ervas que estava ingerindo para ajudar em sua recuperação, estivesse afetando seu cérebro. 

O som dos cascos dos cavalos fizeram ambos olhar para a entrada do pátio. 

Um Madara mal humorado segurava firmemente as rédeas do cavalo , enquanto Óbito vinha um pouco atrás. O mesmo fez sinal para que Itachi não falasse nada, ele logo entendeu. Pela carranca do tio,  a conversa com a Imperatriz não havia o agradado. 

O olhar sombrio do Uchiha parou em Sakura assim que desceu do animal. Os lábios mantinham uma curva para baixo, e a presença do homem logo causou arrepios na rosada. 

— O que ela está fazendo aqui fora ainda com roupas de dormir? — a voz fora direcionada para Itachi que apenas deu de ombros. 

— Eu já encontrei ela assim. — argumentou o sobrinho. 

O movimento fora rápido, e a mão rude do moreno já segurava o cotovelo da moça a erguendo. O aperto que sentira doía, e a dor estava visível em seu olhar assustado. Ah, como aquele olhar o irritava; não era ameaçador, não era o olhar de uma assassina, não era o olhar de um gavião. Mas de um rato prestes a ser devorado.  

— Por acaso estava tentando fugir? — disparou. 

— Tio, se acalme e solte-a, não vê que a está machucando? — intrometeu-se Itachi. 

Sakura não conseguira pronunciar nada. Estava embasbacada e as palavras entalaram na garganta, onde um nó havia se formado. A boca ressecara, e o coração batia freneticamente. Não conseguia entender o por que sentia tanto medo daquele homem; não entendia o por que de imagens se formarem em sua mente sempre que ouvia sua voz, mas logo estas se fragmentavam e despedaçavam como um espelho. O ar estava denso, e parecia não ser suficiente para encher os pulmões. Pequenos feixes de luz nublavam sua visão a impedindo de fitar claramente o rosto do General. 

Madara ouviu as palavras do sobrinho e então soltou a gazela acuada. 

— Itachi, vá com ela até uma de nossas criadas, e arrume para ela roupas descentes, não quero mais vê-la nesse Kimono de dormir. — disse o mais velho. — Assim que acabar, traga ela até mim. — disse por fim e se retirou para sabe-se lá onde. 

A rosada finalmente respirou tranquilamente quando a presença do homem se distanciou. 

— Eu o conheço, mas não consigo me lembrar quem é. — disse mais para si mesma do que para o Uchiha ao seu lado. 

— Bem, eu vou te mostrar alguns lugares da base. Onde poderá encontrar comida, e poderá se banhar, além de um aposento, afinal de contas, aquele é do tio Madara.  

Sakura seguia Itachi enquanto o mesmo mostrava cômodo por cômodo, além da área externa da base. A rosada ouvia tudo, mas os pensamentos estavam distantes e confusos. A quem poderia recorrer para que pudesse ajuda-la? 


  

 


Notas Finais


Deixem nos comentários o que acharam, assim que tiver um tempinho vou ler e responder a todos com carinho <3

~Hades~


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