História MADE - I'm Loser - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang, DaeSung, G-Dragon, SeungRi, T.O.P, Taeyang
Personagens DaeSung, D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, SeungRi, T.O.P, Taeyang
Tags Big Bang, Drama, Revelaçao, Romance
Exibições 36
Palavras 6.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem a demora, meu trabalho consome muito meu tempo.
Mas, espero que gostem da história

Capítulo 2 - The Kiji


Fanfic / Fanfiction MADE - I'm Loser - Capítulo 2 - The Kiji

A brisa tocava levemente a maçã de meu rosto, meu cabelo dançava de acordo com a direção que o vento soprava. O clima calmo e silencioso eram aconchegantes e ótimos para relaxar. Depois de tudo que houve, nada era mais acolhedor. O fato não estava relacionado à Ji Yong e sim pela maneira de como minha vida foi acabar por um simples e mero contrato. As coisas que construir e o espaço que consegui foram pisoteados como um lixo, sujados como desdém. E agora, onde estava minha reputação?

Não que isso enchesse meus olhos, mas no mundo em que viva era necessário e obrigatório emanar isso. O poder era visto com outros olhos, e eu tinha que carregar isso sobre minhas costas para poder ter o respeito de meu pai e de todos os soberanos que um dia enfrentei.

E agora tinha mais à frente!

Ficar frente a frente com os soberanos me dava aos nervos, a raiva aquecia meus músculos e trincava meus dentes. Por causa dessa maldita regra e a agonizante obrigação e respeito, vou destruir minha liberdade e meus objetivos, para poder realizar o poder da família Voltolini e Kwon.

Não encarava isso como uma revolta, ou até mesmo como uma filha rebelde, mas saber lidar com isso e principalmente com Ji Yong fazia-me entrar em transe. Fingir ser uma boa esposa não será meu forte, muito menos casar com um desconhecido para mim. Eu poderia não ter mais contato com o mundo relacionado à Coréia, mas sabia dos fatos que envolvia Kwon Ji Yong.

Aquele que um dia admirei tornou-se um monstro, muito pior do que à mim. E isso me intrigava, pois tudo nele era amável, convidativo, e quando me encontrava olhando suas fotos e fichas atualmente, sentia uma repulsa tomar conta de mim. Era como se ele emanasse medo, e isso me enjoava.

Durante anos tentei evitar entrar em contato com tudo isso, queria poder esquecer desse compromisso, e por um tempo imaginei que estaria jogado ao vento e que nunca teria que encarar esse fato. E agora, parte de mim temia tal atrocidade, mas havia um lado bom. Talvez, nesse lugar onde vivi minha infância, pode estar o assassino de minha mãe. Pensando melhor, não será uma má ideia elevar esse contrato.

Ao fechar os olhos, as imagens borradas e incompleta vagavam pela minha mente. Os toques eram tão reais e presentes que causava-me fôlego, e por esse tal pressentimento, assustava-me, assim abrindo os olhos com uma rapidez incrível. E ao olhar a cidade, tinha a noção de que tudo eram lembranças do passado que me atormentava. Suas mãos macias e delicadas desenhavam meu corpo como se fosse hoje, eu ainda sentia seu toque desconcertar-me.

O assunto era profissional, nada levado para outro sentido. Ji Yong não deveria ser a mesma que um dia conheci, que segurou minha mão para confortar-me antes de adentrar aquela arena. De aliviar minha angústia, e de sorrir satisfeito sobre meu desempenho dado, honrando o meu nome.

Madura e experiente as sensações de borboletas no estômago eram apenas coisas fictícias sob uma infância de alegria, agora em uma realidade cruel e sem piedade, a verdade reina e o instinto de sobrevivência fala mais alto do que qualquer vestígio de sentimentos. Não era a toa que sempre fui boa no que fazia, que os orgasmos múltiplos que tinha eram devidos as prazerosas sensações de êxtase que sentia ao deliciar o agonizante sofrimento antes de ver minhas presas morrerem.

A cidade brilhava, as buzinas não cessavam, o barulho das casas de festas e pessoas tagarelando chegava a me irritar. O silêncio antes sentido por mim, agora fora tomado pelo misto de sons, isso significava que a hora de bebidas e prostituições havia chegado. De repente sinto a fumaça da substância do cigarro adentrar minhas narinas, olhei para o lado esquerdo observando atentamente Kiji tragar e soltar novamente o conteúdo. Pelos meus conhecimentos, Kiji sabia muito bem que eu odiava que fumassem do meu lado.

Ignorei meus pensamentos de como tirar aquele conteúdo dentre seus dedos finos e longos, voltei minha atenção aos prédios e mansões que meus olhos podiam alcançar, dos mares e da enorme praia que ali tinha. Esse era o canto do prédio que mais admirava, pois daqui eu podia sentir o quanto esse lugar era aconchegante.

A sacada que dava acesso ao meu apartamento era minha segunda morada, e cigarros aqui não eram bem-vindos.

Apertei meus punhos ao sentir novamente o cheiro enjoativo, olhei para Kiji. Seu sorriso ladino era perceptível.

Como eu odiava suas provocações!

Dei alguns passos aproximando de seu corpo, levantei minha destra para poder tirar o maldito cigarro dentre seus lábios, porém Kiji segurou com sua mão esquerda e estendeu para cima impedindo que eu tocasse. E com sua mão direita agarrou minha nuca chocando seu corpo ao meu, puxando meu cabelo para trás, assim curvando e fazendo-me olhar diretamente para seus olhos à força. As órbitas castanhas-escuras dançavam repetidas vezes elaborando o mesmo percurso tentando encontrar algum vestígio de irritação em minha face. Porém, perante meu semblante neutro ninguém conseguia me ler independente da intensidade de convívio que eu poderia ter com alguém.

E sabia que isso o irritava profundamente!

- Para cada tentativa de roubar meu cigarro: uma provocação! - indagou ele em sussurros.

- E para cada provocação: um passo para a morte... - alfinetei.

Queria poder ver o medo transbordar de seus olhos, mas seu lado psicopata era pior do que o meu e isso chamava minha minha atenção de uma forma assustadora. Tudo nele me exitava, até o modo de como tragava aquele maldito e nojento cigarro, de como manuseava a sua tão adorável metralhadora ou até mesmo o simples gesto de se comportar, de se irritar profundamente quando algo não dá certo. Tudo nele roubava minha atenção, principalmente suas tão admiráveis artes espalhadas pelo seu corpo. Eu amava suas tatuagens, mas isso não admitiria nem dentre 4 paredes, não daria esse gosto para Kiji.

- Isso me excita! - sorriu.

- Você é um doente!

- Não mais que você, Haruna! - Kiji soltou meu cabelo afastando seu corpo do meu.

Seu semblante antes brincalhão estava dando espaço para um Kiji sério, não compreendia o fato de ser tão sério diante de mim. Com seus parceiros, ou até mesmo com Hyuna, seu comportamento era simples, nada relacionado a repulsa como à mim. Kiji me tocava, mas aquilo parecia um pecado para ele.

Poderia ser o respeito que tinha diante do nome de minha família, ou até mesmo por honra ao trabalhar para meu pai, mesmo assim sua mudança de personalidade quando estava em minha presença me incomodava.

Gruni baixo em reprovação para ele não poder ouvir. As coisas não podiam ser pior, tudo era profissional de mais, custava muito elevar uma pequena brincadeira por mais que eu não gostasse disso?

Por dentro eu estava à beira da loucura, com vontade de agarrar seu pescoço, jogá-lo contra a parede e fazê-lo pedir misericórdia de joelhos. Porém, Kiji era o braço direito de meu pai, além de HyunA, é claro.

Não podia encostar um dedo nos brinquedinhos dele, da mesma forma como eles não podiam tocar em mim.

- Senhorita Voltolini? - ouvi Kiji chamar-me.

Suspirei transbordando de raiva, ele sabia muito bem que odiava quando o mesmo me chamava assim, fechei a cara olhando-o de eslaio. Eu tinha a certeza de que era mais uma de suas provocações, mas ao olhar sua face séria e neutra minha atenção redobrou. Por mais que ele tivesse seu lado psicopata, Kiji sério era um caso complicado.

Movi meu corpo para ficar de frente ao dele, por mais que ele ainda estive olhando para a cidade e não para mim. Seu cabelo negro dançavam em um movimento excitante, o pequeno cigarro dentre seus lábios deixava-o uma perdição. Suas destras dentro de sua calça surrada e negras, e sua camisa preta de algodão esculpia seu corpo magro, porém distribuído.

Analisei todos seus movimentos, desde do momento em que tirou sua mão direita do bolso da calça, até o último tragar do cigarro antes de jogá-lo ao chão e pisotear apagando o mesmo.

Kiji inspirou a fumaça tóxica do conteúdo e segundos depois soltou ainda olhando a cidade, parecia um pecado olhar-me.

Ele foi acolhido pelo meu pai, ao encontrá-lo na rua. Kiji nasceu na Coréia, porém devido as ameaças que sofria e dívidas que sua mãe devia, teve que fugir junto à ela para o Canadá. Mas, a vida foi muito cruel com ambos, tempos depois pensando que tudo havia se acabado e resolvido, um imprevisto aconteceu. Em uma noite de inverno, Kiji havia chegado do trabalho e encontrou sua mãe morta diante de sua cama. E nele havia um bilhete onde tinha uma caligrafia excepcional do mesmo jeito do dia em que encontrei a minha, aquilo era suspeito e perturbador. O assassino de nossas mães perderia ser o mesmo, e foi assim que tudo entre a gente começou.

Em minhas busca pelo elemento à 5 anos atrás, investigando os assassinatos, extorsões dentre outros tipos de crimes onde envolvia o tal bilhete, conheci Kiji. Desamparado, sem casa e comida, meu pai resolveu o acolher, treinando-o e tornando-o mais forte para poder vingar a morte de sua mãe. Mas, não sabia que isso se tornaria tão profundo ao meu pai, ele por sua vez, criou um laço muito forte com Kiji, e com Kiji não fora diferente.

O que diferenciava a Família Voltolini dos outros da organização, era o fato de respeitar o próximo e acolher os desamparados. Por mais que meu pai fosse frio e pensasse somente no seu poder na aliança, ele tinha um lado bom, um lado que ninguém conhecia, além de mim, Kiji e HyunA.

- A Ásia foi o único lugar em que não vasculhamos... - continuou ele.

Eu sabia muito bem do estava falando. Para ele e para mim a Ásia - principalmente a Coréia -, era um caso complexo. Aquele lugar parecia um inferno, o nosso passado era assombroso e a única coisa que queríamos era pisar novamente lá. Mas, agora não podíamos evitar isso, precisávamos cumprir alguns deveres, pois os maiores inimigos de meu pai residiam na terra da Máfia A.C.S.

- Não acha que chegou o momento de acharmos o assassino? Coréia é o nisso próximo destino, Kiji. - disse com desdém pondo minha mão sobre a cintura e revirando os olhos.

- Eu já esperei por esse momento à muito tempo, e não é agora que irei recuar. Também preciso ficar de olho na filha do Senhor Voltolini. - ele olhou para mim. - Kwon Ji Yong pode tirar seu pedaço!

- Kwon Ji Yong é um homem morto se tocar um dedo em mim! - rebati sem paciência.

- Espero que pense assim quando estiver diante dele... - sussurrou chegando à mim e passos lentos.

Seus olhos não se desviavam dos meus por nenhum momento, seu cheiro amadeirado fora inalado por mim. Se eu pudesse tocá-lo mais vezes, assim meu senso de controle não evaporava toda vez que ele chegasse perto de mim.

- Você fala como se eu fosse me deitar com o primeiro que aparecesse!

- Ninguém pode tocar na Haruna, esqueceu? - senti seu toque leve em meu cabelo, seus olhos perseguiam sua mão por onde percorria.

Agarrei com força a gola de sua camisa de algodão, seu modo obsessivo de pensar que manda em quem for tocar em mim, estava me irritando. Seu lado doentio piorou desde do momento em que meu pai colocou isso em sua cabeça.

- Estou pouco me fodendo para isso, Kiji. Então, me faça esse favor de nunca mais mencionar isso! - disse entre dentes. Era difícil de me verem dessa forma, mas com Kiji era impossível não se controlar. Ele tinha um dom incrível de me irritar.

- É feio uma dama chamar palavrão... - sorriu travesso.

- Ah... Seu filho de uma... - muito antes de terminar a frase, ouço meu nome a ser chamado, não por ele mas sim por outra voz. Uma voz feminina e muito bem conhecida por mim.

Soltei a camisa de Kiji e olhei para HyunA, pelo menos hoje ela aparentava estar sóbria e mais comportada. Aliás, ir para a Coréia era o objetivo dela, não entendia ao certo essa sua obsessão por voltar para lá.

- Kiji, Marcus está lhe chamando em seu escritório. - continuou ela.

Kiji saiu sem pressa indo de encontro ao meu pai, de uns tempos para cá suas reuniões com ele se tornou freqüente depois que recebemos a visita do Sr. Kwon. Faltava apenas 3 dias para acabar o tempo que pedi à eles, e 4 dia para tão esperada última fase da minha vida naquela arena.

Eu me exitava só de imaginar derrotando HyunA.

Ao atingir uma certa idade, somos obrigados a lutar contra nosso tutor. Se perder, terá que treinar mais duro e por mais um longo período de ano. Porém, se vencer terá o trono de seu assim que morrer. Se nunca conseguir vencer seu tutor, o mesmo tomará o trono e essa era última coisa que queria.

Como alguém que nem HyunA pode ter a capacidade de governar um império tão grande como dos Voltolini?

Ela mal sabe lidar com o meu pai, ou com qualquer outro homem além de levá-lo para a cama!

Então, eu tinha a obrigação de vencê-la por bem ou por mal, e se for necessário até matar só para tirar-la do meu caminho. HyunA era traiçoeira, uma qualidade que tinha e que a fazia ganhar e descobrir muitas coisas.

Andei em passos lentos para seguir meu rumo ao aeroporto, o avião particular sairia daqui a alguns minutos, a palavra privacidade era o principal de meu pai.

HyunA não moveu um músculo se quer enquanto me observava chegar perto de si, seu sorriso ladino era perceptível, com certeza deveria estar aprontando algo.

Ao passar do seu lado, HyunA resolveu se pronunciar.

- Preparada para perder na arena?

Parei no mesmo momento, eu sabia lidar com suas provocações. Sorri de leve encarando-a com superioridade. Eu não podia deixar meu sorriso convencido desmanchar de minha face. Uma parte de minha força eu devia a HyunA, pois me treinou com dureza e persistência. Agradeço por me tornar alguém tão forte quanto ela.

- Não conte vitória antes da luta, minha tutora. No momento certo vamos saber quem é a melhor!

Não deixei que falasse uma palavra se quer, não estava com cabeça para bater de frente com ela nesse momento. Estou a procura em focar no meu objetivo e não nas provações dela, e me gabar antes de terminar algo, não era meu forte. Não que eu fosse pessimista, mas gostava de me deliciar com a derrota dos meus inimigos.

Cada quilômetro percorrido e metros diminuindo, sentia meu coração pulsar com rapidez. Por mais que eu fosse forte e temida, nesse exato momento me sentia desamparada. Olhei ao meu redor, aquele lugar sofisticado e amplo me enjoava. Eu tinha orgulho de minha família, mas ao mesmo tempo sentia ódio. Ódio por viver diante de regras e missões. Eu gostava, confesso, fazia parte do meu ser, mas eu venerava por uma vida cheia de estudos e sonhos.

Sim... Eu era uma tola sonhadora!

O avião particular voava entre as nuvens, o caminho seria logo e cansativo. Eu tentava diversas forma de dormir e descansar mentalmente para a grande luta, mas não conseguia. Minha cabeça me atormentava com lembranças do passado, com dor e amargura. Depois de anos irei pisar naquela arena novamente, irei lutar para honrar meu nome e mostrar o quanto cresci depois de tanto tempo, mostrar a Kwon Ji Yong do que sua futura mulher é capaz.

Era ridículo pensar dessa forma, só que, todos desejavam alguém forte e apta para poder governar a organização ao lado de Ji Yong. E minha obrigação era mostrar todo o poder que possuía, assim como ele vai mostrar.

Depois de longas horas pousamos no aeroporto clandestino de Seoul, era de madrugada e chovia forte. O barulho das gotas que caiam sobre o teto do carro quebrava o silêncio, todos pareciam estar tensos dentro daquela limousine... Ou era uma simples impressão minha.

Meu pai olhava a escuridão das árvores dentre a paisagem nublada, Kiji estava estático atento à tudo que seus olhos pudessem alcançar adiante, e HyunA grudada em seu celular, — o que não me surpreendia.

De repente, o motorista dobrou para a esquerda, desviando totalmente da pista e adentrando um caminho fechado e de difícil acesso. Os outros carros que nos davam cobertura, nos seguiam, todo cuidado era preciso. Apertei meus punhos relembrando aquele local, como eu poderia esquecer?

Estávamos chegando na arena...!

Minutos depois, a enorme estrutura preencheu minha visão. Era incrível como depois de muitos anos aquele lugar se mantinha intacto, da mesma forma de como um dia conheci. Parecia um pesadelo que estava vivenciando de novo.

Meus saltos ecoavam pelo corredor, o lugar extenso e opaco, dava acesso para a sala principal onde todos da associação estavam presentes. Os seguranças nos guiavam com sabedoria, aliás quantas vezes os mesmo percorriam aquele perímetro durante o dia?

Minha mão suava e coçava, eu ficava exitada só de pensar na luta que estava por vim. Nesse exato momento não estava preocupada com os superiores, e sim com a maravilhosa luta com HyunA.

Acreditem, se me acham psicopata, imaginem Kiji duas vezes pior do que à mim. Um dia ainda quero vê-lo vencendo nessa arena!

Ao dobrar a próxima coluna, uma enorme porta dupla vigiada por dois seguranças anunciou o término daquele corredor. Nunca puder ter a oportunidade de adentrar aquela sala, mas isso acaba hoje. A partir desse momento minha vida estava acabada, eu estava destinada a um labirinto sem fim e o início estava aqui, e o meio era desconhecido e o final inesperado. Eu não sabia mais de nada do que poderia vir, tudo parecia sem sentido quando eu não estava no comando.

Tudo parecia perdido e sem anexo!

As enormes portas se abriram causando um rangido forte e medonho, meus ouvidos sofreram pelo barulho do ferro acabado, chocando entre o outro. O objeto estava em decomposição, acabado, o tempo estava estampado naquelas portas de ferro. Mas, o pior estava por trás daquela porta.

As portas finalmente se descancararam e a luz forte salientou meus olhos, estreitei os olhos acostumando-me com a luminosidade. Ao contrário de fora, aqui dentro tudo parecia estar banhado de ouro. O lugar era dourado, e possuíam as melhores cômodas e tecidos, eu conhecia, pois meu pai possuía os mesmos móveis e panos.

A enorme mesa tomava conta de quase toda a extensão do local, as inúmeras cadeiras eram severamente contadas para cada membro ali presente.

Todos estavam sentados devidamente alinhados, mas nada era comparado aquele ser. Seus cotovelos estavam sob o braço da enorme cadeira, sua não esquerda estava sobre o queixo sustentando o peso de sua cabeça. A impaciência era perceptível em sua face, seus olhos antes fechados abriram-se com suavidade depois que sussurros ecoaram pelo local assinalando nossa chegada.

Todos cessaram as diversas conversas aleatórias e direcionaram a atenção para a porta, estática me mantive neutra e em sã consciência. Observando melhor eu reconhecia cada rosto presente ali, Choi SeungHyun estava impecável como sempre, já Lee SeungHyun parecia um homem maduro e fofo, Kang Dae-Sung parecia o mais relaxado de todos, sorria de uma forma que chegava a me incomodar, Dong Young-Bae era carismático por mais que estivesse sério. E ao lado deles estavam seus pais, os organizadores da fundação, atrás estavam os tutores em pés como sinal de respeito.

Mas, meus olhos se prenderam nos dele. Um cor de mel exuberante, seus lábios bem alinhados e cabelos penteados para trás, seu sofisticado paletó preto feito especialmente para ele e do modo como encaráva-me parecia um rumo sem fim.

Onde fui parar?

Aquele ser parecia ser o mesmo Ji Yong que um dia conheci?

Seus olhos eram banhados de superioridade e sede de poder, eram sérios e inexpressivos, pareciam que iriam me devorar a qualquer momento.

Mas, quem sou eu para cair em seu charme?

Andei pesquisando muito bem sobre seu comportamento e tudo que envolvesse sua vida particular, e estava preparada para qualquer tipo de jogada, aqui tudo envolvia poder e precisava estar preparada para qualquer investida dos Kwon.

Sem mostrar qualquer interesse e ferindo profundamente seu ego, ignoro não só sua presença, mas de todos que estavam ali, principalmente de CL. Como sempre estava com Ji Yong, o tempo não resolveu as coisas devidamente como era pra ter feito.

CL parecia ainda ser a mesma de sempre, fraca de força e forte de sentimentos.

Ela por sua vez, estava sentada ao lado de Ji Yong. Parecia tão superior quanto ele mesmo, sorria descaradamente para mim, não parecia a perdedora de anos atrás, porém seria outro indivíduo na qual deveria ficar analisando.

Dentre dos que estavam ali, exerciam um cargo importante na máfia. Cada um tinha uma obrigação importante de comandar o poder. Mas, como sempre qualquer família que não fosse Voltolini ou Kwon não tinha o poder de comandar, apenas de seguir ordens exercidas das mesmas.

E é nessa história que entra esse casamento!

De repente, saio dos meus pensamentos ao ouvir a cadeira ser arrastada entrando em choque com o chão extremamente limpo e brilhante. Mas, nem isso fez com que Ji Yong desviasse os olhos dos meus, era como se não houve mais ninguém ali além de mim e ele.

- Sejam bem vindo novamente Marcus, e Senhorita Voltolini! - disse Kwon em voz alta. - Sente-se!

Todos fizeram uma reverência em sinal de respeito, mas tudo não passava de uma falsidade.

Meu pai sentou em um cadeira próximo a minha, Kiji e HyunA ficaram em pé atrás de mim. E por fim, sentei no topo da enorme mesa, onde eu ficava frente-a-frente com Kwon Ji Yong.

Não tirava a hipótese de que tudo foi de propósito, até os lugares na qual escolheram para sentarmos.

E longos segundos se passaram desde então, eu contava as horas para que isso acabasse. Todas as regras e deveres foram impostas ali, mas nada era notado por mim. Eu simplesmente não conseguia desviar os olhos de Ji Yong e muito menos ele movia um músculo para se desmanchar de meu olhar. Parecia tão hipnotizado da mesma forma que eu estava.

Suspirei tentando livrar esses pensamentos, pois sabia também, o tipo de homem que ele se tornou. E isso era a última coisa que queria pensar nesse momento.

O certo era odiar tudo e todos até o fim de minha vida!

Coisas do passado tinha que ser jogados fora, minha vida era fazer o dever de meu pai. Meus sentimentos morreram a partir do momento em que derrotei CL na arena!

- O casamento deverá ser o mais rápido possível! - disse Dami. - E o bebê também, não acha Haruna?

- Bebê? - disse incerta causando risos em sussurros. Alfinetei com o olhar todos que estavam ali e de repente a sala ficou em completo silêncio.

E então, continuei:

- Que eu saiba tudo é profissional e não pessoal!

- Mas, não custa tentar nos dar um herdeiro, certo? - brincou Tablo, tutor de Ji Yong.

- Meu irmão será um bom pai! - Dami afirmou sorridente.

Revirei os olhos, isso não podia se tornar pior?

- Hm... - foi o que consegui responder.

Pouco me importava sobre a minha suposta relação nessa história, mas filho seria a última coisa que iria ter com Ji Yong. O fato de consumar um casamento não significava que teria uma relação de marido e mulher entre nós dois, a verdade era que, iríamos continuar sendo egoísta independente do que houver. Casamento só era uma assinatura de papel, não envolvia sentimentos.

- Acho que deveríamos tratar de assuntos importantes, certo? Filho e o casamento entre Haruna e Ji Yong são casos peculiares, não temos o direto de implantar essa hipótese na reunião. - disse Choi SeungHyun.

Olhei para ele curiosa, agradecendo mentalmente por suas palavras. Sua voz grossa e seu cavalheirismo surpreendeu-me, pois lembro muito bem que ele sempre fora tímido e reservado demais.

Observando melhor, ele está impecável e extremamente lindo. Não parecia ser a mesma pessoa que um dia conheci, realmente o tempo muda as pessoas, pelo menos para algumas.

Seus olhos se encontraram ao meu, uma onda de arrepios emanou em meu corpo. Seu olhar sexy e sedutor afetou-me em cheio, logo depois ele abaixou a cabeça em sinal de respeito depois de ouvir uma tosse falsa vindo do ser ao seu lado.

Olhei então em direção do som, Ji Yong me devorava com o olhar, parecia incomodando com contato entre eu e SeungHyun.

- Apenas, acho que... - arregalei os olhos. Ji Yong tirou sua mão da frente dos seus lábios, e sorria para mim de uma forma saliente mordendo o lábio inferior. - Deveríamos estar ansioso para a luta, hm? Aliás, preciso saber se minha futura esposa está apta para governar A.C.S. ao meu lado.

Filho da puta!

Quem ele pensa que é para poder dizer algo sobre mim na frente de todos? Algum ser tão importante? Ninguém era melhor do que ele e de mim aqui, por mais que fossem de setor abaixo. Agora tinha a plena certeza de que ele se tornou igual à alguém que temia.

Suspirei controlando-me, não iria perder a cabeça por uma simples provocação.

E como resposta apenas sorri de leve exibindo meu olhar sedutor, suas palavras de merda não iriam me atingir. Irei mostrar para ele e para todos o quão forte eu era, e o quanto temida me tornei, aliás não era a toa que meu nome vagava por aí.

Levantei-me com elegância exibindo minha postura impecável, nada iria me atingir. Eu era a filha do maior traficante de toda a América do Sul, e um Coreano de pouca importância não iria me abalar. Nosso olhos não se desgrudavam por nenhum segundo, Ji Yong analisou meu corpo com uma ternura, um sentimento de repulsa que na qual me obriguei a não entender. Seu semblante expressavam sentimentos mesclados, e sobre esses sintomas queria manter o máximo de distância possível.

- Que os jogos comecem! - disse firme.

Nossos olhos se mesclaram em um ódio profundo, um ódio nunca visto por ambas as partes. Era como se num piscar tudo iria evaporar, se consumir. Durante anos a raiva alimentada por mim estava borbulhando ao ponto de me levar à loucura, e com HyunA não era diferente. Parecia engraçado a forma de como agíamos diante de tantas pessoas, mas ali dentro daquela arena, parecíamos desconhecidas mas ao mesmo tempo tão conhecidas. Não haveria jogo de estratégia, pois meus segredos de batalhar eram muito bem conhecidos pelo meu oponente, e bom, eu não ficava por trás.

HyunA esbanjava seu semblante superior, para ela nada mais importava além de sua vitória. Contava isso antes da hora, muito antes de esperar a luta terminar, sempre fora otimista, mas lamento afirmar que hoje seu nível de certeza perante as coisas irão acabar. Eu irei domar HyunA, e irei mostrar para todos o quanto sou capaz, do quanto evoluir.

Meus pés se salientaram com a areia, quantos foram mortos e quantos sangues foram derramados nesse local? Estar aqui dentro significava muito para mim, mas para outros era sinal de sofrimento e dor. Me sentia anestesiada, meu corpo sofria uma espécie de pré-gozo, pois só faltava gemer de tão excitada que estava.

Abaixei minha cabeça esfregando minhas coxas uma nas outras, queria poder me controlar, agora imagine ver o sangue de HyunA jorrado ao chão?

Eu iria perder o controle, não duvidava disso!

Todos estavam atentos, eu podia sentir o peso dos olhares. Muitos esperavam minha derrota, pois sabia muito bem que meu oponente não seria capaz de governar o lugar do meu pai e com isso teriam mais facilidade de tirá-la do poder. Mas, à mim ninguém podia deter. Tornei-me alguém que nem eu mesma esperava, mas boa parte disso agradeço à HyunA é principalmente à meu pai.

Balancei levemente os braços e pernas, a roupa que estava usando iria favorecer bastante a luta corporal que iríamos ter nesse momento. O short curto e a pequena blusa que deixava minha barriga a mostra, fora escolhida pelos sucessores. Já que era a última fase, nada melhor que usar os próprios punhos para derrotar seu querido tutor. HyunA não estava diferente de mim, trajava a mesma vestimenta, seu cabelo amarrado em um rabo de cavalo e seus lábios pintados em um vermelho puro denunciava seu comportamento de meretriz.

Peguei a liga que estava em meu pulso, ajeitei meus longos cabelos negros e amarrei do mesmo modo que ela.

Meus olhos azul-gelo desenhava cada canto vital de seus veias. Durante anos estudei o corpo humano e suas propriedades, e devido aos estilos de luta, consegui ganhar um ponto à mais nisso.

Minha tão sonhada luta estava se realizando!

Sem nem ao menos esperar o sinal, HyunA avançou para cima de mim e começamos a traçar uma batalha sangrenta dentro daquela arena. Ouvia gritos e mais gritos de tutores que estavam do lado dela, como sempre, um bando de imaturos que um dia pensam que irão tomar o trono de nossos pais.

HyunA era melhor do que esperava, mas eu não ficava de trás. Havia momentos em que estava por vencer, e outros por perder. Uma luta equilibrada e dura para duas mulher, mas ali nada disso existia. Ninguém ligava se uma competição fosse entre um homem e uma mulher, o importante era o poder em jogo.

Em um dos seus descuidos, acertei em cheio o nariz de HyunA ouvindo-o ser quebrado. E era isso que queria... Queria ver seu sangue.

O líquido escarlate comecara a descer sujando seus seios e chão, uma excitação descomunal tomou meu corpo sentindo minha intimidade umidecer. Meu coração acelerou fazendo com que o sangue corresse mais rápido dentre minhas veias, a saliva era gerada duas vezes à mais. Aquilo era uma das melhores sensações que podia ter.

Os olhos de HyunA se arregalaram, pois sabia muito bem o tipo de pessoa que me tornava ao ver sangue, e muitos temiam isso. E agora, ela sabia que a luta estava voltada para mim, eu iria vencer.

Tudo foi em apenas 2 segundos, um nocaute e silêncio. Seu corpo caiu inerte ao chão, dessa vez a arma não fora jogada ao meu lado, muito menos poderia ouvir respirações descompassada. Tudo estava deserto, pareciam abismados. HyunA era uma das melhores da organização, mas ali, parecia uma qualquer sem forças para nada. Um lixo.

E era assim que mais desejava fazer ela se sentir!

Meu peito descia e subida freneticamente,  o nervoso tomou conta de mim. Meu corpo ainda tremia por conta da excitação, e eu precisava satisfazer todos os meus desejos.

De repente, cai de joelhos entre o corpo HyunA deferindo socos e mais socos em sua face desfigurando-a, minha mão estava ardendo e banhada de sangue, um incentivo à mais para continuar com os golpes.

- Haruna, filha da mãe, o que há? - berrava uma voz conhecida por mim.

Kiji não gostava de quando eu me tornava tão sangrenta, se sentia impotente diante de mim.

- HyunA, vamos acorde! - gritos e mais gritos de outras pessoas.

"Um monstro. Ela é louca. O que diabos ela se tornou"

Ouvia sussurros ecoaram pelo meus ouvidos, mas pouco me importava. Eu não conseguia captar e conhecer essas vozes, eu mal conseguia entender o que pronunciavam.

Eu só queria me satisfazer, por que ninguém entendia isso?

Porque, eles não eram doentes que nem à mim?

Lógico que eram! Ali haviam pessoas piores do que eu!

De repente, senti meu corpo ser puxado para trás agarrando meus braços e atracando contra minhas costas impedindo que eu me movimentasse. Avistei pessoas socorrendo HyunA, porém minha visão foi tomada por um corpo magro e definido, suas mãos tocarem meus rosto fazendo-me olhá-lo fixamente impedindo meu transe.

A pessoa que estava me agarrando por trás era forte e não duvidava de ser um homem, mas quem? Eu mal conseguia me mexer, então deveria esperar para ver quem interrompeu minha diversão.

- O que diabos pensa que está fazendo? A regra é apenas para vencer seu tutor e não para quase matá-lo! Quer perder o legado? - sussurrava Kiji. - Sua idiota!

- Vá se ferrar, Kiji! - exclamei irritada.

Com muitas tentativas consegui soltar-me dos braços do tal desconhecido para mim, e ao virar-me para encará-lo acabo dando de cara com Tablo - tutor de Ji Yong -, encarando-me. Seu rosto era inexpressivo e isso pouco me importava no momento. O que apenas queria era poder sair dali, e esfriar a cabeça.

Eu me irritava quando impediam meus meios de divertimento, odiava só de imaginar.

Me pus a caminhar para fora da arena, mas antes que pudesse me perder dentro aquele imenso corredor, dei a última olhada em direção de Ji Yong.

Seus olhos estavam vidrados aos meus, emitiam orgulho e satisfação, do mesmo jeito de anos atrás.

Balancei a cabeça afastando novamente esses pensamentos que me atormentavam, eu não podia cair nas garras dele. O trato era apenas o compromisso com a organização, nunca em toda a eternidade existiria algo à mais entre eu e ele. Esses pensamentos fora cortados a partir do momento em que comecei a amadurecer. Não posso me deixar elevar por um momento de luxúria, mesmo se eu não tivesse isso com ele, mas jamais cairia nas garras de outro homem.

Nada mais me importava, além da vingança de minha mãe e pelo poder de meu pai!

O líquido marrom descia como fogo em minha garganta, o horário de apreciar minhas bebidas havia chegado. O som instrumental ecoavam pelo meu mais novo apartamento no bairro mais sofisticado de Seoul, o vento entrava em meu apartamento. Meu corpo movimentava para trás de acordo que o vento soprava, meus cabelos dançavam, e o frio era alarmante, mas nada disso estava me impedindo de adentrar meu aposentos e dormir.

A imagem daquela cidade era linda, cheia de vida e iluminosa.

Faltava algumas horas para o grande baile. A luta entre HyunA e eu causou discussões dentre os sucessores, e em 2 meses tudo se resolveu. E cá estou eu, saboreando minha vitória.

Sorri de leve lembrando todo estrago que fiz em HyunA.

E em 2 meses nunca mais o vi, nem soube de seu paradeiro. Meu compromisso com Ji Yong não passava de uma fachada, não que eu quisesse vê-lo, mas era ridículo o tratado desse maldito casamento.

Mas, hoje tudo isso ia acabar.

Nosso casamento finalmente seria anunciado para todo mundo, e sabe o que isso significava?

Que teria que fingir estar loucamente apaixonado por Kwon Ji Yong e totalmente feliz pelo nosso noivado, assim como ele. Esse casamento abrirá muitas portas econômicas e sociais, tirando o poder.

Mas, para que fingir tanto?

Irritada bufei, tomando o resto do meu whisky me preparando psicologicamente para a grande noite.

Arrumei-me devidamente com um longo vestido preto com decote enorme nas costas, deixei meu cabelo solto, porém meus lábios estavam marcados e vivos juntamente com os meus olhos. Em frente de minha perna esquerda havia uma abertura do vestido deixando-me mais sexy e atraente.

Coloquei as jóias mais caras que possuía, apenas para essa grande noite.

Depois de vários minutos estou aqui, esperando a hora passar para finalmente poder parecer em público. Ao longe eu podia ouvir as músicas clássicas tocar, os convidados já haviam chegado e com certeza meu futuro esposo estava lá tagarelando mentiras e mais mentiras sobre nosso noivado.

- Deveria usar menos decotes! - disse Tablo entrando no escritório no qual eu estava.

Virei-me para encara-lo.

Tudo que envolvesse a família Kwon me deixava apreensiva e travada, sentia que havia algo de errado em alguma coisa.

- E o que faz aqui? - disse educadamente.

- Todos estão à sua espera! - estendeu sua destra em minha direção. - Vamos?

Se eu não me entregasse, nunca iria descobrir os segredos e verdades que rodam o passado, presente e futuros dos Kwon, e para isso precisava me envolver com cada um que fosse.

Toquei a destra de Tablo e permiti-me ser guiada entre aqueles enormes corredores da mansão de meu pai. As imagens que minha infância e momentos felizes com minha família começaram a rondar minha mente, apertei de leve a barra do meu vestido controlando minha raiva. Fechei os olhos diversas vezes tentando afastar as lembranças.

De repente senti minha mão ser apertada por Tablo, olhei para ele incerta já que meu braço estava envolvido ao dele em forma de cavalheirismo. Esperei algo ser pronunciado por ele, mas nada obtive, muito menos um olhar.

Ao dobrar o próximo corredor, meus olhos alcançaram o lance da enorme escada.

A cada passo que dava ao me aproximar, cada laço de liberdade se desfazia. Minha vida morria.

E pela terceira vez durante anos, nosso olhos se reencontraram. Pouco me importava com os olhares dos demais outros ali, eu apenas tinha para para um.

Trinquei meus dentes, apertando fortemente o braço de Tablo. A raiva que sentia por tudo deixava-me enjoada, queria poder dar a meia volta e me enfiar nos livros de medicina e poder esquecer o que o mundo me ofereceu até agora.

Mas, a realidade era difícil de se esquivar.

Desci os degraus trêmula. Meu pai estava logo ao seu lado juntamente com o pai de Ji Yong, Dami logo ao lado de Kiji. E Ji Yong no centro do salão à minha espera.

Os degraus que descia pareciam eternidades, tocar nele seria a última coisa que queria no momento. Queria me manter longe desse o máximo que eu pudesse.

Eu ouvia sussurros ao passar do lado de muitos, com os pensamentos à mil não chegava a entende o que tanto falavam.

Mas, foi ao tocar sua mão que sentia meu mundo parar, o ar faltar. Queria que durante todos esses anos essa sensação fosse morta, o que não aconteceu. As suas mãos estavam geladas e suadas, parecia nervoso. Ou era apenas minha impressão?

Não sabia ao certo, mal conseguia pensar no momento.

Ji Yong segurava firme minha mão esquerda, como se fosse um pecado solta-la.

De repente, sorriu de leve e depositou um beijo cálido sobre a mesma pronunciando as demais palavras:

- Você está linda!


Notas Finais


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