História Made In Cuba - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Norminah, Revelaçoes, Romance, Trolly, Vercy
Exibições 198
Palavras 3.593
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Survival
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Amores, já inicio aqui dizendo que espero que vocês gostem desse capítulo, porque eu tô meio insegura sobre ele. Dedico ele pra Mel ( AHAM MELZINHA ), e uma partezinha aí pra Line, ela sabe qual, essa imunda.

PS: Line, se a senhora der risada de mim, eu vou te dar uns tapas.

Aproveitem!

Capítulo 36 - Norm...inah?


POV Camila

 

— Se você quiser eu paro. - Lauren se afastou um pouco.

— Nem pense em parar Lauren Michelle Jauregui Morgado! - Eu a puxei de volta - Hoje eu quero ser sua mais uma vez, e quero que seja minha também!

 

Não foi preciso que eu dissesse mais nada, Lauren me beijou afoita, explorando cada canto de minha boca. Lentamente ela chupou minha língua, fazendo-me soltar um gemido e sentir minha calcinha melar mais ainda. Coloquei minhas mãos sobre sua blusa e a retirei com toda a pressa e vontade que senti, a jogando em qualquer canto do quarto. Pressionei minhas mãos sobre sua bunda e fiz com que ela rebolasse em cima de mim, queria sentir seu sexo sobre o meu, mas nossas roupas estavam atrapalhando o contato deles. Lauren pareceu entender o que eu queria, então se levantou sentando sobre os joelhos e começou a abrir o botão do meu short, fiz o mesmo movimento, levando minhas mãos até o botão de sua calça. Já livres do incômodo, voltei a pressionar seu corpo contra o meu, e isso só fez com que meu sexo pulsasse mais ainda. As mãos de Lauren começaram a brincar com a barra da minha calcinha, e em um só puxão eu já estava completamente nua.

— Eu já te falei o quanto o seu corpo é lindo? - Minha namorada me perguntou, me olhando profundamente com aqueles olhos, que agora estavam em um verde mais escuro.

— Talvez...por que não repete pra mim bem aqui? - Apontei para o meu ouvido.

— Sem problemas. - Ela se aproximou e respirou sobre meu pescoço, logo depois subiu até minha orelha e sussurrou - Seu corpo é muito lindo! Sabe qual é minha vontade agora?

— Q-qual?

— Te chupar todinha!

Aquilo havia sido a gota d'água! Curvei meu corpo em forma de súplica para que ela me chupasse e me fizesse gozar o mais rápido possível. Lauren deu um sorriso de lado e foi distribuindo pequenos beijos até meu umbigo, onde ela parou e me lançou um olhar que fez com que meu sexo se contraísse no vazio, eu precisava sentir, eu precisava de Lauren dentro de mim. Ela percebeu meu incômodo quando eu soltei um suspiro sofrido, sorriu mais uma vez e lentamente percorreu sua língua até minhas coxas. Lauren adorava joguinhos, ela insistia em beijar minhas coxas e dar leves mordidas. Eu já estava quase no ápice, quando ela finalmente fez o que eu tanto desejava. Sua língua começou a brincar com meu sexo, e por Deus, que movimentos eram aqueles? Ela não teve piedade, e me chupou tão ferozmente que não pude mais me conter, então gozei de uma maneira deliciosa só para ela. Lauren sugou até a última gota, me deixando sem forças.

— Já se cansou, amor? - Ela perguntou em um tom de deboche - Eu ainda não acabei Cabello!

Céus! Lauren Jauregui ainda ia me matar! Ela começou a massagear meu clitóris com o polegar, enquanto que com o dedo indicador e o dedo médio ela ameaçava me penetrar. Não, eu não aguentaria muito mais tempo, eu precisava daquilo!

— Lo, por favor!

— O que foi, meu sol? O que você quer?

— E-eu quero que você me foda! Por Deus Lauren, me fode agora!

Seus dois dedos imediatamente me penetraram. Começaram os movimentos de vai e vem frenéticos, e eu cada vez mais perto do meu segundo orgasmo da noite. Minha boca se abria em um perfeito '' O '' a medida em que ela aumentava o ritmo. Senti meu gozo descendo por seus dedos, e ela prontamente os chupou até limpá-los completamente. Minha respiração estava descompassada e meus olhos estavam pesados, mas eu não deixaria Lauren se divertir sozinha. Reuni as forças que ainda me restavam e reverti as posições, ficando por cima. Retirei o sutiã e a calcinha pretos que ela usava, e não perdi tempo. Abocanhei seu sexo com vontade e comecei a sugá-la de uma maneira que nem mesmo eu me reconheci. Lauren segurava em meu cabelo com uma mão, e com a outra apertava o lençol em minha cama. Seus gemidos só fizeram com que eu a sugasse com mais voracidade, e aquilo demonstrou que eu gozaria mais uma vez somente por dar um orgasmo à Lauren. Foi então que ele veio, e como eu não a perdoaria, não dei tempo para que minha namorada se recuperasse, a penetrei com dois dedos.

— Mais forte Camila, por favor!

Atendi ao seu pedido e aumentei as estocadas. Pude ver Lauren revirando os olhos e abrindo sua boca, deixando um suspiro sair por ela. Suas mãos agarraram os lençóis da minha cama, eu até achei que eles poderiam rasgar pela força com que ela apertava. Não demorou muito para que ela gozasse novamente, e eu a acompanhei. Deitei sobre seu peito, que agora subia e descia rapidamente, e comecei a brincar com o cabelo que caia sobre seu ombro.

— Você é perfeita, boo! - Lauren disse baixinho, mantendo seu olhar no teto, e sorrindo logo em seguida.

— Você também é perfeita...perfeita pra mim!

Fui até sua boca e biquei levemente seus lábios, que continuavam com o sabor cítrico que eles normalmente tinham, mesmo depois do que acabara de acontecer. Não demorou muito para que ela pegasse no sono, senti sua respiração ficar pesada, e então me permiti dormir também, mas não sem antes olhar para a janela e avistar a lua, para quem eu agradecia todas as noites por ter Lauren em minha vida.

 

[...]

 

Já estava quase anoitecendo quando eu acordei e percebi que Lauren não estava mais do meu lado na cama. Olhei para o chão e notei que nem mesmo suas roupas estavam mais lá. Achei estranho, pois Lauren não era de ir embora sem pelo menos se despedir de mim. Me sentei e me espreguicei, coloquei a mesma roupa que eu vestia há horas atrás e calcei as pantufas de unicórnio que minha namorada havia deixado em minha casa em uma das vezes que veio dormir comigo. Não sei como ela ainda não as levou, pois ela amava aquelas pantufas. Me levantei e resolvi descer, pois eu ainda não tinha comido nada, meu estômago rejeitava qualquer coisa por conta de toda a situação que passei com esse sequestro. A medida que fui caminhando e me aproximando da escada, escutei um falatório vindo lá de baixo e logo reconheci a voz rouca que eu tanto amava. Eu sabia que ela não iria ir embora sem se despedir. Parei no meio do caminho quando ouvi outra voz junto a da minha namorada, e não demorou nada para que eu reconhecesse a voz do meu cunhado.

— Foi uma péssima ideia, Lauren! A pior ideia de todas! Eu cheguei com a melhor das intenções, e só faltou sua amiga chamar o segurança para me tirar de lá. – Estreitei meus olhos para a sua fala. Que amiga?

— Mas como assim, cabeludo? Ela não age assim sem mais nem menos...você fez alguma coisa pra ela?

— E por que eu faria alguma coisa?

— Porque eu conheço a Ken. Ela adora você, não te expulsaria a toa. – Ok, eles estavam falando da Kendall. Mas como assim expulsar?

— Me adora? Você lembra do que ela fazia quando eu namorava a Evanna?

— Ela fazia tudo aquilo porque era apaixonada por você. Mas isso mudou, Chris. Ela mudou.

— Não acredito que ela tenha mudado, não mesmo! Garanto que o chilique todo que ela deu não passou de um teatrinho para a namoradinha. Desde quando Kendall Jenner se importaria com um beijo?

Travei minha mandíbula quando o escutei falar sobre beijo. Beijo? Ele tinha beijado a Kendall? Não esperei nem mais uma palavra vinda de Chris, desci a escada correndo e parei do lado do sofá onde Lauren estava sentada.

— Espera...v-você beijou ela? - Perguntei, olhando diretamente para Chris - Beijou ou não beijou? Me responde!

— Camz, calma... - Lauren falou em um baixo tom.

— Calma? Calma o caramba! Ele vai no hospital, beija a Kendall à força e ainda se acha no direito de reclamar sobre algo?

— Opa! Vamos com calma aí! Quem disse que eu beijei ela à força?

— Ah, e não foi à força? - Perguntei sarcasticamente - Não vai me dizer que você pediu o beijo e ela simplesmente te beijou!? Ela já te deu todas as oportunidades de isso acontecer, mas você preferiu ser um cego arrogante! – Pude notar que eu tinha aumentado minha voz e que meu rosto estava ficando quente. Percebi que ele ia falar alguma coisa, mas eu continuei - Ah! - Coloquei uma de minhas mãos na cintura e com a outra apontei o dedo pra ele - Agora que você percebeu que ela seguiu em frente e te deixou pra trás, você quer beijá-la? Acho que tá muito tarde pra isso!

Virei as costas deixando os dois na sala, pois eu não suportava ouvir Chris falando daquele jeito. Minha amiga, mesmo estando com Cara, demorou para se dar conta de que ela e Christopher nunca teriam nada, e isso doía demais nela. Meus nervos estavam a flor de pele, então decidi procurar Sofia. Ouvi alguns murmurinhos vindos do quarto dela e notei que Taylor ainda estava em minha casa. A porta estava entreaberta, então coloquei apenas minha cabeça para dentro do quarto e me deparei com uma das cenas mais fofas que eu já havia presenciado. Sofi estava deitada sobre as pernas de Taylor, enquanto ela acariciava os cabelos da minha irmã.

— Fica calma, Sofi, já passou. Agora você tá aqui comigo, e eu não vou deixar mais ninguém te levar, eu prometo! - Tay falou enquanto enxugava as lágrimas que escorriam pelo rosto de Sofia - Não chora.Tá tudo bem, tá tudo bem.

— Mas é que foi horrível, Taytay. Aqueles homens eram maus, e quando o chefe deles ligava, eu ouvia eles falando que eu era preciosa demais. Teve uma hora que eu não quis comer e um deles gritou comigo, dizendo que se eu não fosse carga valiosa eles já tinham me matado.

— Como assim carga valiosa?

— Eu não sei Taytay, só sei que ele me falou isso.

Fiquei meio confusa com o que minha irmã tinha acabado de falar. Quem poderia tê-la como carga valiosa? Eu não conseguia pensar em ninguém que quisesse o mal da minha família para ter feito tudo aquilo. Caminhei até as duas e me sentei do lado da minha cunhada, que abriu um sorriso ao me ver.

 

— Oi Mila.

— Oi Tay.

— Sofi, agora que a Mila chegou, eu vou deixar vocês conversarem, tá bom? Depois eu volto.

— Promete? - Sofia perguntou, se levantando das pernas de Taylor.

— Prometo! Tchau, Sofi. – Ela deixou um beijo na testa da minha irmã e sorriu. Percebi que Sofia havia ficado com as bochechas vermelhas, e eu prendi o riso por causa da cena. Elas eram fofas! — Tchau, Mila.

— Tchau, princesinha. - Acenei de leve para ela no mesmo instante em que Taylor saiu do quarto, me deixando sozinha com Sofia - Então senhorita Sofia, como está se sentindo? Tá melhor, uh?

— Tô melhor sim, Kaki. A Taytay ficou aqui comigo o dia inteiro, e me disse que tudo vai ficar bem agora....eu confio nela.

— Sei que sim. Você gosta muito dela, né?

— Gosto sim, Kaki. Ela é uma boa amiga. – Ela sorriu tímida e suas bochechas voltaram a ficar vermelhas — Acho que eu gosto dela de verdade, não sei explicar...entende?

— Ah Sofi... - Sorri antes de responder - Eu entendo sim, meu amor. Mas isso é conversa pra depois. Agora me conta, o que os homens te disseram? Eles te machucaram alguma hora? Te ameaçaram?

— Eles eram horríveis, Kaki, horríveis! Ficavam falando que eu valia muito pro chefe deles, e que não iam me matar por causa disso. Quando eu não quis comer, um deles ficou muito bravo e praticamente me forçou a comer. Eu fiquei com muito medo de ter alguma coisa para me matar dentro daqueles doces, mas ele pegou e provou um, então eu comi. O lugar onde fiquei era escuro e fedido, eu fiquei com tanto medo Kaki. Mas eu sabia que alguém ia me salvar, daí a Lern apareceu.

— Meu Deus!

— Eu só parava de chorar quando eu lembrava de vocês, porque eu sabia que vocês não desistiriam de mim.

— Nunca! Você foi muito corajosa Sofi! Tô orgulhosa de você!

— Obrigada, Kaki!

— De nada, pequeña.

 

Depois disso minha irmã acabou pegando no sono, afinal ela não tinha descansado ainda desde que chegou aqui. A cobri e depositei um beijo no topo de sua cabeça, e assim saí do quarto. Minha cabeça rodava com as coisas que Sofi tinha me falado, eu não entendia nada! Era tudo muito estranho. Decidi me dar um momento e descansar, o dia havia sido cheio de " emoções ", e eu sabia que Lauren entenderia. Assim que entrei no banheiro senti meu celular vibrar, e vi uma mensagem de minha namorada.

 

My Green Universe: " Sei que você ficou chateada com meu irmão, eu até  dei uma bronca daquelas nele. Te entendo meu sol, então nos vemos amanhã. Vou contar as horas pra te beijar de novo. ( Ok, isso foi muito clichê ) Te amo, boo! "

 

Lauren Jauregui sempre me surpreendia, e era por isso que meu amor nunca diminuía, só crescia a cada dia. Finalmente tomei meu banho, me troquei e me preparei para dormir, mas claro que antes fui até a janela olhar para a lua, que a cada noite brilhava mais intensamente.

 

Narrador 

 

Um mês depois...

O susto já havia passado, Sofia já estava a salvo na casa das Cabello e Camila se sentia bem de novo, e muito animada para terminar o período e para se formar. Na verdade, todos estavam animados, e ao mesmo tempo apreensivos, esperando pelas cartas de suas respectivas faculdades. Essas cartas eram mais esperadas do que as Cartas de Hogwarts! As provas finais aconteceriam nessa semana, e pra onde se olhava era possível encontrar grupos de estudo, o que passou a ser mais comum nos dois últimos anos. Como Ally, Normani, Lucy e Camila ainda estudavam coisas mais aprofundadas do que o restante do Squad, elas sempre davam ajudas extras e explicavam tudo que ficava vago. Troy estava com bastante dificuldade em química, e sua vaga de capitão nunca fora manchada com notas vermelhas, então se ele quisesse continuar com seu histórico exemplar em seu último ano na equipe, ele teria que estudar muito. Kendall prestava atenção em cada palavra que Camila falava, parecia uma criança quando aprende algo novo. Ela havia se recuperado do tiro, e quando retornou à escola, foi recebida com uma chuva de aplausos de seus amigos. Verônica e Lauren também se esforçavam ao máximo para conseguir deixar suas namoradas felizes, ou seja, faziam de tudo para não mancharem os boletins. Vero também pensava em como contar à Lucy sobre a faculdade que ela decidira cursar. Todos se mantinham concentrados, menos Dinah, que naquele momento, sentada em uma das mesas da biblioteca, começou a se remexer na cadeira ao lado de Normani. A negra tentava lhe mostrar a maneira mais fácil de fazer os cálculos que Hank havia lhes passado para treinarem, porém a polinésia insistia em falar que não entendia nada.

 

 —  Céus, Dinah! Eu já te expliquei que o X não pode sair daqui!

 —  Foi mal, Mani!

 —  No que tá pensando? Ultimamente você não têm prestado atenção no eu te explico, ou se presta, esquece minutos depois. - O celular da garota vibrou três vezes, eram mensagens do mais novo ficante dela. Dinah percebeu do que se tratava e logo rebateu.

 —  Ah, me desculpa se eu não consigo ser nerd e me relacionar com alguém igual à você!

 —  Do que voc...

 —  Quer saber? Cansei de estudar! 

 —  Dinah! - Normani gritou, mas de nada adiantou, Dinah já havia saído da biblioteca.

 —  Eu vou atrás dela, Mani. Relaxa! - Vero falou - Volto já, amor.

 

Não foi difícil para Verônica encontrá-la, já que eram amigas há anos e uma sabia exatamente aonde a outra ia quando se sentia mal, e no caso de Dinah Jane esse lugar era a arquibancada do campo de futebol americano. 

 

 —  Hey, DJ! 

 

Verônica chamou a amiga e recebeu um aceno em troca. Ela  decidiu ir se sentar do lado da polinésia para admirar aquele gramado vazio, já que os jogadores estavam se preocupando com as provas naquele momento. Ficaram um bom tempo em silêncio, só sentindo o vento batendo em seus rostos. Dez minutos depois ficaram acompanhando o jardineiro da escola aparar a grama do grande campo, e uma vez ou outra davam risada do pobre coitado que parava toda vez que um pombo pousava naquele espaço verde. A falta de palavras já estava ficando incômoda, então Vero decidiu que era hora de interrogar a amiga sobre algo que ela vinha percebendo há um tempo.

 

  —  Então...há quanto tempo gosta da Mani? - Dinah lhe lançou um olhar assustado, como se a amiga tivesse falado algo realmente vergonhoso - Ah, qual é DJ! Pode me contar, não vou falar pra ninguém...bom, talvez só pra Lucy.

  —  Vero...

  —  Tô brincando, isso fica entre a gente.

  —  Vero...

  —  Se bem que vai ser difícil esconder dela. Minha namorada é muito...

  —  VERÔNICA! 

  — Me desculpa... 

  —  Tudo bem. - Dinah abaixou a cabeça e respirou fundo - Já faz um tempo desde que eu percebi. Pra falar a verdade, faz dois anos que ela mexe comigo! Antes não era algo forte, sei lá, acho que era só atração, inicialmente. Mas depois eu notei que não tirava ela da cabeça. É tão confuso, Vero! Eu não consigo parar de pensar nela, sinto ciúmes do cara com quem ela tá saindo, fico imaginando como seria ter ela como minha namorada, eu imagino até como seria o beijo dela! Eu tô muito fodida, Vero!

  — Eu sei como você se sente. Não lembra de como eu ficava louca por causa da Lucy? O amor faz isso com as pessoas, DJ. Eu acho que você tem que contar tudo o que sente pra ela.

  —   Você enlouqueceu?

  —   Claro que não! Pensa só, vai que ela sente o mesmo.

  —  Não, ela não sente. Eu tenho certeza.

  —   Bom, então conta pra você se livrar desse peso. Garanto que ela vai entender, e amanhã nada vai ter mudado entre vocês. A Mani é uma pessoa muito boa. Pensa bem no que eu te falei, ok? Preciso ir, antes que a Lucy pense que tô atracada com alguma líder de torcida por aí.

 

Dinah realmente refletiu sobre o que acabara de ouvir. Ela já tinha se decidido, ela se declararia para Normani, nem que fosse apenas para tirar o peso que ela carregava.

 

[...]

 

As três primeiras aulas passaram voando e as provas do dia estavam encerradas. Muitos alunos saíram encucados, pensando nas questões que chutaram, e outros saíram tranquilos e bem confiantes. Dinah não estava no meio dos tranquilos, pois seu coração só faltava sair pela boca. Ela esperou que a sala ficasse vazia para mandar uma mensagem à Normani, aquela era a hora. Mani chegou poucos minutos depois e estranhou que a garota quisesse falar a sós com ela.

 

  —  Dinah? Aconteceu alguma coisa?

  —   Mani! - A maior envolveu Normani em um abraço apertado - Ainda bem que você veio! Não sei se eu ainda teria coragem pra fazer isso depois.

  —   Do que você tá falando?

  —  Awn...eu tô gostando de alguém. Gostando só não, eu tô apaixonada!

  —  Uau! Isso é ótimo Dinah! Mas por que você tá me falando isso? Por que me chamou aqui sozinha?

  —  Porque você tinha que saber antes de todos, Mani.

  —  Até antes da própria pessoa? Por que não conta pra ela?

  —  É o que eu tô tentando fazer...

  —  Com... - Foi então que a negra percebeu que Dinah falava dela - Di-Dinah...v-você tá gostando de mim?

  —  Não Mani, eu não gosto de você. Eu tô apaixonada por você! E antes que me pergunte como isso aconteceu, já vou logo avisando que não foi minha intenção, simplesmente rolou. 

  —  Eu não sei o qu...

  —  Não precisa dizer nada. Só quero que saiba, Mani...se você permitir que eu seja sua, e me deixe te chamar de minha, eu juro que nunca vou te magoar. Vou ser uma nova Dinah e te dar tudo que você merece. Vou te lembrar todos os dias o quanto eu sou apaixonada por tudo em você. Agora, se a resposta for não, eu vou entender. Só me prometa que isso não vai mudar nada entre a gente!

  —  Dinah, isso realmente me pegou desprevenida. Suas palavras foram lindas, e é uma honra saber que você sente isso por mim, mas...entenda Dinah, eu não posso te oferecer nada em troca. Eu realmente fico feliz por saber dos seus sentimentos, mas eu não posso DJ, desculpa.

 —  Não, tudo bem! Eu sei da sua preferência por homens, e respeito isso. Na verdade eu já sabia que sua resposta seria não, mas eu tinha que tentar. Só me diz que amanhã tudo vai continuar sendo igual ao que é hoje, por favor!

 —  Ora e por que mudaria? Somos amigas, Dinah. E o carinho que eu sinto por você nada nem ninguém vai mudar, ok? - Normani depositou um beijo no rosto da amiga - Agora vamos, já devem estar loucos atrás da gente.

 —   Vamos...

 

Dinah havia acabado de tirar um grande peso de suas costas, e embora Normani não sentisse a mesma coisa que ela, a polinésia ficou feliz. Feliz por saber que ela pôde admitir seus sentimentos sem ser julgada. Feliz por não precisar mais esconder de todos quem mexia com seu coração, e feliz por saber que nada mudaria...pelo menos por enquanto.


Notas Finais


Então, como estamos?

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