História Made in Germany - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Alexandra Daddario, Tokio Hotel
Personagens Alexandra Daddario, Bill Kaulitz, Georg Listing, Gustav Schäfer, Tom Kaulitz
Tags Drama, Família, Revelaçoes, Romance
Exibições 9
Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Incesto, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Cá estou eu com outro capítulo, espero que gostem!

Capítulo 2 - Asiate Mandarin Oriental


1 de Janeiro de 2020- Nova Iorque, EUA

 

Já são 5 meses de busca sem sucesso. Me vejo angustiado em um noite de ano novo, na qual eu deveria estar enchendo a cara. 

Essa era a minha maior necessidade no momento. 

Me distraio e faço cálculos, chego a conclusão de que perdi doze anos da vida dessa criança e agora ela deve ter um novo pai.

 

Minha mãe não fazia ideia do tamanho da merda que eu havia feito. Ela será a primeira pessoa que ficará extremamente decepcionada com a minha atitude de moleque. Será inexplicável a indignação dela, estou prevendo. 

 

Olho atentamente para a tela do meu computador e espero encontrar respostas para a mulher que procuro. A mulher que depois de um certo tempo eu abandonei, e ela se tornara sargento da aeronáutica alemã. 

 

11:20 AM - Nova Iorque 

 

- Tom, fique pronto rapidamente para irmos almoçar! - Bill chama a minha atenção. - Vem cá, o que está acontecendo? Você não sai desse computador!

 

Suspiro. Bill está me olhando e basicamente já sei que ele desconfia de algo que venho escondendo dele há anos. 

Bill me pergunta à todo momento o que há de errado comigo, ele nota a minha angústia em questão de segundos. E sim, eu estou totalmente angutiado. 

 

-  Preciso te contar uma coisa. - olho diretamente nos olhos de Bill e o mesmo congela. - Você vai me prometer não contar isso à ninguém, por enquanto. 

 

- Tudo bem Tom, eu prometo.- ele suspira. - Mas qual foi a merda que você fez dessa vez. 

 

Aquele "dessa vez" me fez pensar que eu sou um completo babaca, certamente me chateia um pouco saber que só fiz merda. 

 

- Bem... Dessa vez meu erro foi grave. Acho que você irá classificar como "gravíssimo". - observo atentamente os movimentos de Bill. - Vamos lá. 

 

- Você está me deixando aflito Tom! Dá pra falar?! 

 

- Eu tenho um filho. - digo, e a cor de Bill passa de branco para albino. - Eu tenho um filho que está por ai no mundo e olha, eu sei que eu fui um idiota e...

 

- Tom, cala a sua boca... - Bill respira fundo e fecha os olhos. - Como assim você tem um filho? 

- Há uns onze ou doze anos atrás eu conheci uma garota, foi em um show em Neubrandenburg. Enfim, nós transamos e ela descobriu que estava grávida. - dessa vez os olhos de Bill estavam arregalados.

 

- E você fez o que meu santo Tom?! Abandonou essa moça?!- ele levanta rapidamente e me olha como se eu fosse a pior pessoa do mundo. - Você... Não Tom, você jamais deveria ter feito isso! Olha aqui seu verme inútil nós somos irmãos, somos gêmeos! Nós temos uma aliança muito forte e nos ajudamos em tudo! Por quê você escondeu isso de mim?! 

 

- Bill eu fiquei desesperado e eu tinha lá meus dezoito anos!- ele revira os olhos e cruza os braços. Eu estou morto!- Olha aqui, eu não tive escolha, ou a minha carreira ou essa criança!

 

- E mais uma vez a alternativa foi você. -  Bill me calou. - Mais uma vez, Tom, você pensou somente em você. Em algum momento você chegou a pensar no futuro dessa criança?

 

Não haviam argumentos que  poderia usar contra as palavras de Bill. Eu estava mais que errado nessa situação. Por um momento eu tirei as minhas próprias conclusões, sou um completo egoísta. 

 

- Estou completamente decepcionado com você Tom. Completamente. Não imaginei que você pudesse fazer uma coisa dessas. - Bill suspira e para ao meu lado. - Na verdade, eu imaginava sim. 

 

- Estou tentando encontra-los. - digo, já sem muito ânimo. - Era só isso que eu tinha pra dizer. 

 

- Boa sorte Tom, tente resolver as coisas sozinho como você fez!- Bill se retira do meu quarto e me deixa plantado feito um imbecil. 

 

Nova Iorque - 12:20 AM 

 

Rachel não estava muito animada para irmos almoçar. A minha menina estava com as palavras de sua avó na cabeça, e até então não esqueceu de nenhuma delas. Isso me deixava péssima. Péssima em saber que tudo o que Olga havia dito era verdade, e pior ainda por saber do verdadeiro pai de Rachel. 

Eu queria poder dizer à ela que seu pai nos abandonou, porém não quero entristece-la.

 

- Mãe vamos logo. - Rachel olha diretamente para mim. - É sério, se eu ficar mais um minuto nessa casa eu vou explodir. 

 

- Vamos querida. - sorrio para a minha filha, mas ela continua com sua feição totalmente fechada. 

 

Havíamos combinado de ir almoçar no Asiate Mandarin Orientalum, um restaurante muito conhecido em Nova Iorque e o favorito de Rachel que fica no trigésimo andar de um prédio. Ao chegarmos lá sentamos na mesma mesa, no mesmo lugar que sempre. 

Minha filha dessa vez esbanjou um sorriso. 

 

- O que foi Rachel? Viu alguém especial?- pergunto, e ela assentiu. - Hmm... Algum coleguinha de escola?

 

- Não, aquele cara ali, ele é famoso. - ela aponta.

 

Me viro para me certificar de quem Rachel estava falando, quando meu coração quase sai pela boca e minha mão gela.

 

Nova Iorque 1:45 PM 

 

- B-Bill!- tento chamar a atenção do meu irmão. - Bill! 

 

- O que foi Tom?! Viu um fantasma??

 

Minha boca abre involuntariamente e numa tentativa inútil de dizer alguma coisa, não saia absolutamente nada. 

 

- Bill é ela!- meus olhos ficam automaticamente marejados. - Alexia!

 

Alexia, esse era o nome dela. 

Ela me olhava com todo ódio e desprezo do mundo e a garotinha ao seu lado me fitava curiosa. Vejo todos de sua mesa se levantando e indo embora e eu estava ali, feito um idiota, paralisado. 

 

- Bill eu preciso ir atrás dela!

 

- Não Tom! Não vá. - ele me segura. - Agora não. Você viu como ela ficou? 

 

- Eu preciso ver a minha filha. - uma lágrima cai de meus olhos involuntariamente. - É uma menina Bill, e ela é a minha cara. 

 

- Tom sinto muito, mas agora não é o momento certo. - ele tenta me consolar. - Nós conseguiremos encontra-las novamente, eu prometo. 

 

Naquele momento eu desabei. 

Imaginei por todos esses meses como ele ou ela seria, e para minha surpresa era uma menina. Ela é linda, muito linda.

Bill estava ao meu lado mais uma vez, e penso como fui estúpido em esconder isso dele.

Eu sabia que ele seria a primeira pessoa a me apoiar, mesmo eu estando errado. 

 

Nova Iorque 2:30 PM

 

Minha comida estava intacta e Bill permaneceu calmo, diferente de mim. 

Senti uma onda elétrica percorrer o meu corpo quando olhei para os olhos daquela menina. Ela é acima de tudo, a coisa mais importante que eu tenho na vida. "Que eu tenho". 

 

- Tom, você não vai comer?

 

- Não consigo. Preciso de informações Bill. - me levanto e vou até a balconista. - Com licença, senhora. 

 

- Boa tarde. - ela diz ríspida. 

 

- É... bem, gostaria de saber sobre a mulher que estava com duas crianças aqui há uma hora atrás. 

 

- Meu senhor, diversos clientes passam por aqui, com criança e sem criança. O senhor acha mesmo que eu sei?- a senhora fecha o caderno. 

 

- Por acaso são mesas alugadas?- aponto para o cardeno. - Por favor deixe-me ver.

 

- Senhor eu vou chamar o segurança!- a velha ameaça. - Se retire, por favor. 

 

- Não! É o seguinte senhora, eu tenho uma filha e ela estava aqui há uma hora atrás e eu preciso saber o nome dela, tem como você fazer esse favor à mim?!

 

- Desculpe senhora!- Bill chega me olhando feio. - Meu irmão está passando por sérios problemas, podemos conversar?

 

-x- 

 

- Olha, se não fosse eu Tom Kaulitz, você estaria PERDIDO!- Bill bate a porta do carro. - Você é muito sem noção!

 

- Me ajudou muito Bill, obrigada. 

- Me desculpe Tom... Eu ainda estou muito decepcionado com você, mas ajudarei no que for preciso. - ele diz sem me olhar. - A Ria ligou de novo.

 

- Agora mais essa pra minha cabeça! 

 



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