História Madness - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alucinações, Aventura, Esquizofrenia, Manicómio, Sanatorio
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Palavras 2.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Punição


Fanfic / Fanfiction Madness - Capítulo 9 - Punição

A típica frase que algumas pessoas deste século gostam de dizer: “Algo de errado não está certo” e no caso até Hillary e Max pareciam notar isso.

Os dois mudavam de posição em questão de minutos por puro tédio, Cold jogava seu videogame como se aquilo o acalmasse, pois a cada olhar que ele me dava era como se quisesse cavar minha sepultura.

O tempo passou e um milagre surgiu para Hillary e Max que eram os únicos que se importavam verdadeiramente com isso entre eles e eu.

O livro se abriu, nele dizia que como nosso objetivo teríamos que “roubar” a cartola e que saberíamos de quem seria quando fosse a hora.

O ambiente mudou, era como se fosse um enorme campo florido com altas montanhas, o sol brilhava sobre as grandes planícies que eram cobertas por um vivo verde.

 Hillary: Incrível! Em todas as missões que já cumprimos até hoje nunca foi em um lugar tão bonito...

Max: Haha, com isso eu não posso discordar Hillary.

Os dois admiravam o lugar com seus olhos quase brilhando, fui andando por entre todas aquelas flores com Hillary e Max me seguindo até que ouvimos um barulho vindo dos arbustos vindo acima de nós, mais especificamente em uma montanha considerada média ao nosso ponto.

Os barulhos continuaram, Hillary criou uma espécie de corda e atirou na direção dos arbustos de onde vinham os barulhos até que foi possível ouvir um grito fino e agudo vindo de lá que pela reação um tanto assustada de Hillary deveria ser de quem ou o que ela havia prendido.

Três crianças saíram de trás dos arbustos, dois meninos e uma menina que aparentavam apenas seus quatro anos, suas aparências eram bastante parecidas dando a entender que eram gêmeos.

Tinham seu cabelo ruivo e olhos verdes, entre os três Hillary havia prendido um dos meninos que parecia estar com medo.

???:  TIO LAWRENCE PEGA!

O menino que estava preso pela corda conseguiu soltar um de seus braços e jogou algo pelo alto dando a entendeu ser uma pedra que voou até outra montanha do mesmo tamanho que a outra em nossa frente.

Um garoto que antes não havíamos notado estava sentado sobre a borda daquela montanha com as pernas cruzadas, com um sorriso brincalhão ele ergueu um de seus braços e pegou a pedra que o menino havia jogado.

Lawrence: Parece que eu acertei quando disse que nos encontraríamos denovo certo senhorita Annie?

Quando ele disse aquilo pude notar que ele era o mesmo cliente daquele café, ele sorria de forma abusada para meu lado, Max assim como eu parecia ter notado o detalhe, nenhuma das pessoas que apareciam em nossas missões voltavam a aparecer novamente e parece que o garoto nomeado por Lawrence havia quebrado esse detalhe.

Após Lawrence terminar sua frase, as três crianças pareciam surpresas por eu ser a Annie que ele disse, as três em uníssono disseram meu nome enquanto me encaravam, Hillary segurava a corda ainda confusa em soltar ou não enquanto Max tentava organizar toda a informação.

Hillary: Vocês são burros?! Até eu que não estou prestando atenção pro loiro galanteador percebi que ele usa uma cartola! Acorda né povo

Hillary soltou a corda deixando as três crianças aliviadas, Lawrence largou a simples pedra que usava para brincar com as crianças ao seu lado ainda sorrindo

Lawrence: Então querem isto? É mais uma missão daquele livrinho de vocês?

O mesmo ainda sorrindo tirou sua cartola da cabeça, mas ainda a segurando com suas mãos desceu o barranco e se aproximou de nós, Max não parecia ter gostado nem um pouco dele enquanto Hillary ficava com sua mesma cara lerda de sempre.

Afirmei com a cabeça sobre a pergunta de querermos a cartola e apontei para a mesma, as três crianças me olhavam atentas como se eu fosse algo especial.

Annie: Queremos isso e sim é uma missão do livro.

Lawrence deu uma leve risada, Hillary achando que ele estava com a guarda baixa tentou arrancar a cartola de suas mãos, mas o mesmo a pôs de volta na cabeça e foi dando alguns paços para trás com Hillary tentando ainda a apanhar de sua cabeça, ele, com seu dedo mindinho sorrindo o moveu em gesto de não, Hillary pôs sua língua para ele na intenção de ser rude e voltou a ficar do nosso.

Lawrence: Por que não fazemos um joguinho?

Eu ia aceitar logo de uma vez sua decisão, mas Max previu isso e pôs uma mão a minha frente me parando, ele encarava Lawrence como se seus olhos pegassem fogo.

Max: E que tipo de jogo você propõe?

Lawrence: Nada demais, eu e os três pequenos ali encima gostamos bastante de esconde-esconde então queremos que nos procure.

Lawrence sorria esbanjando um ar brincalhão e parecia se divertir vendo o ódio que Max havia tomado por ele.

As três crianças desceram da montanha, a menina deles abraçou as pernas de Lawrence dando a entender ser tímida enquanto os outros dois apenas se aproximaram do mesmo.

Cada um dos três havia um colar envolta de seus pescoços escrito o nome de cada, a menina que abraçava as pernas de Lawrence era Ran enquanto os outros dois eram Ren e Rin.

Lawrence não mudou a feição de seu rosto sempre sorrindo confiante diferente de Hillary e Max que pareciam preocupados.

Max olhou de canto para mim vendo minha feição desinteressada de sempre e deu um longo suspiro. Lawrence ergueu sua mão que era cobrida por uma luva branca desbotada dando a entender ser antiga. Max apertou a mão do loiro assim firmando a proposta.

Lawrence bateu duas vezes a palma de suas mãos uma na outra e ele junto as três crianças sumiram, Max e Hillary não falaram nada e estavam com expressões sérias no rosto, cada um dos dois pegou um dos caminhos do lado e começou a procurar sobrando apenas o da frente para mim.

 

                                                                                                                       Max Pov’s

Loirinho idiota...

Com meus sentimentos a flor da pele bufei e serrei meus punhos irritado procurando por todos os cantos por alguém.

Eu vasculhava os arbustos e subia as montanhas atrás de achá-los sem ter nenhum vestígio de um deles.

Soltei um longo suspiro e passei a mão por entre meu cabelo aloirado entediado, foi quando eu vi um vulto passando a minha frente no final de um grande corredor formado pelas colinas.

Eu corri até lá para não perder de vista o que pelo tamanho era uma das crianças e consegui a acompanhar por um tempo até que ele ou ela entrasse em uma caverna.

Era uma caverna bastante escura que o único vestígio de luz que iluminava bem pouco o local era a entrada.

Ao ouvir um grito mais de dentro da caverna acabei ficando preocupado e invoquei uma espécie de granada em minha mão. Corri até conseguir ver a criança que havia caído no chão assustada e mais a frente havia, bom... Um garoto de pele escura, chamado Hansel.

Hansel: Huuh... Eae Max... Poderia me ajudar aqui?

Hansel parecia confuso e tentava se aproximar da criança para ajudá-la que com medo se afastava ainda sentada ao chão.

Revirei os olhos e sorri para Hansel vendo que a criança era a Ran, fui até ela e a peguei no colo bagunçando seu cabelo ruivo e curto que era preso por duas marias-chiquinhas em gesto de tentar acalmá-la.

Dei um soco fraco no ombro de Hansel com um sorriso de lado que o mesmo ficou aliviado ao ver Ran mais calma em meu colo.

Max: Você não sabe brincar com uma criança Hansel haha, não sabe que elas podem fugir de você se verem um corvo se transformando em um homem no meio de uma caverna escura?

Hansel: Érr... Boa dica, vou levar pra vida inteira.

Ele esfregou a mão em sua nuca demonstrando vergonha e olhou para Ran que estava sentada em meu braço esquerdo com sua cabeça debruçada em meu peito um pouco mais calma.

Hansel: está em missão? Cadê as meninas?

Max: Estamos “brincando” de esconde-esconde para tentar pegar a cartola de um cara aí, temos que achar três crianças e ele.

Hansel: Eu posso ajudar, vou ver quem acho primeiro e você leva a nanica para onde a “brincadeira” foi iniciada.

Ele mostrou a língua demonstrando entender que a missão não era grande coisa e voltou a sua forma de corvo saindo de dentro da montanha.

                                                                                                         Hillary Pov’s

Hillary: Apareça seu bando de pirralhos! Eu... Eu tenho um presente para vocês.

Gente esperta... Nem enganá-los estava funcionando, não entendo o porquê, pois se fosse para ganhar um “presente” eu cairia.

Hillary: Humpf! Ou aparece ou vai levar flechada.

Materializei um arco-e-flecha em minhas mãos e tentando assustar quem fosse que estivesse perto atirei bem do lado de uma moita onde pude ouvir o barulho de alguém se movendo.

Hansel saiu da moita com uma cara emburrada em sua forma de corvo me encarando com olhos de quem estava louco pra me xingar.

Hillary: Ooh.. Eai pretão.

O mesmo voltou a sua forma humana ainda com uma cara amarrada e cruzou seus braços como se fosse me dar uma bronca.

Hansel: Tem certeza que isso é apenas um esconde-esconde? Porque acho que é proibido usar um arco.

Ele dizia de forma séria ainda me encarando esperando uma resposta. Sorri de forma indiscreta e fiz o arco-e-flecha sumir.

Hillary: Da um desconto pra sua amiga aqui Hansel...

Hansel: Lerda.

Hansel apontou para o lado esquerdo onde Ren saia de fininho sem tentar chamar nossa atenção, por impulso materializei um tijolo que por questão de três centímetros não o acerta.

Hansel: HILLARY! Você quer é matar o menino?

Ren: RIN! ATACAAAAAAR!

Enquanto Hansel gritava irritado comigo Ren deu seu primeiro passo para um possível plano que ele e seu irmão tinham criado.

Rin surgiu atrás de nós e deu um pulo nas costas de Hansel, o mesmo planejava ir puxando seu cabelo, mas ao perceber que Hansel tinha o cabelo raspado pegou em suas orelhas puxando para trás com força fazendo Hansel dar alguns paços pra trás diminuindo a dor enquanto tentava pegar ele.

Ren começou a jogar pedras em minha direção, a primeira que eu conseguir desviar fiz careta pra ele me fazendo de esperta, mas acabei falhando, pois outra pedra acertou justo em minha testa.

Comecei a correr atrás de Ren tentando o pegar enquanto desviava de suas pedras e nesse meio tempo Hansel aliviado conseguiu tirar Rin de suas costas.

Os dois folgados ficaram me observando correr atrás de Ren por horas até que finalmente ele se cansou e parou de correr me dando a chance de cutucá-lo marcando minha vitória.

Hillary: Agora vocês dois! Marchando pra entrada agora.

                                                                                                                 Annie Pov’s

Andando calmamente sem destino não me preocupava em achar nenhuma das crianças ou Lawrence, se eles aparecessem ou não por mim não faria diferença.

Lawrence parecia entender que eu não iria me deixar levar pela brincadeira e sequer se escondeu, o mesmo estava a minha frente me encarando com uma expressão séria.

Lawrence: Você é tão fofinha... Deve ser doloroso não ter emoções né?

O mesmo pegou em uma das mechas cinza em meu cabelo e ficou brincando com ela por alguns segundos até voltar a realidade.

O mesmo me deu um cascudo e pegou em minha mão sorrindo e me puxou até o ponto de início onde já estavam todos lá juntos aos três gêmeos.

Max: Terminamos seu desafio, agora nos dê a cartola.

Lawrence: Muito bem senhor apressado, esta cartola em minha cabeça eu não posso dar, mas aceitariam se eu entregasse uma idêntica a ela?

Assim que ele terminou de dizer tais palavras a cartola que ele havia dito apareceu em suas mãos, ela era realmente parecida com a outra e isso poderia enganar facilmente alguém.

Fazendo isso talvez estivéssemos enganando as próprias regras do livro, mas dessa vez não era apenas eu que não me importava.

Max pensou um pouco, mas decidiu aceitar a proposta, Hillary foi até ele arrancando a cópia da cartola de suas mãos e me entregando.

O portal surgiu atrás de nós, mas ele não parecia star tão forte como os outros, mesmo assim seguimos adiante.

Lawrence: Até mais, até a próxima vez.

Lawrence disse sorrindo e fazendo uma pequena reverência que fora copiada pelas três crianças que queriam ser educadas conosco.

Entramos no portal e lá estava o livro aberto na página da missão...

Ele não estava marcado assim como todas as vezes que cumpríamos a missão, dessa vez ele estava marcado com outra palavra...

“Punição”.

Voltei ao meu quarto, estava tudo em ordem e não faltava nada que pudesse facilmente ser visto, mas duas coisas que sempre estavam lá estavam faltando, na verdade não eram coisas e sim pessoas.

Hillary e Max não estavam lá.



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