História Madness Queen - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Batman, Esquadrão Suicida
Personagens Bruce Wayne (Batman), Coringa (Jack Napier), Personagens Originais
Tags Batman, Coringa, Esquadrão Suicida, Joker
Exibições 111
Palavras 3.699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Josei, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Steampunk, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiie amores, voltei com um capítulo novinho rsrsrsrs

Espero que gostem e peço desculpa pela demora. Se deu Deus quiser essa semana é a última, então torçam muito por mim para que eu volte a escrever os capítulos mais rápido hahahaha

Capítulo 22 - XXII. Marked With Blood


Fanfic / Fanfiction Madness Queen - Capítulo 22 - XXII. Marked With Blood

Eu reconheci o galpão perto do porto de Gotham. Era o lugar que Coringa tinha prendido a Alison e torturado um dos homens que tinha tentado nos roubar. Ondas de calafrio arrastaram-se por meu corpo.

Estava atenta aos pequenos detalhes com medo do que me esperava, minha consciência disparava sinais de adrenalina em um aviso constante de que algo aconteceria comigo.

Mas eu não ousaria perguntar. Primeiro, porque não haveria escapatória a não ser que Coringa tivesse piedade e nesse momento eu duvidava de que ele possuísse mesmo um coração; segundo, porque irritá-lo ainda mais estava fora de cogitação, seria suicídio.

 

Quando ele estacionou um dos seus homens veio em direção ao carro, para ser mais específica, veio em minha direção. Ele abriu a porta da Lamborghini e puxou meu braço com brutalidade me machucando, mas eu sequer grunhi com o incômodo, pelo contrário, tentei puxar meu braço de volta causando-me mais dor; sim, muito esperta.

Então fui praticamente empurrada até o fundo do lugar onde a iluminação era precária e havia caixotes de madeira empilhados criando um caminho.

 

— Isso vai doer, não vai? - minha pergunta saiu em um tom sarcástico que eu usava para mascarar o verdadeiro medo.

— Não se preocupe, querida. Eu pensei muito a respeito do seu castigo. - Coringa girou nos calcanhares de um jeito que beirava ao cômico, e me encarou com um sorriso que poderia ser descrito como macabro. — Sabe…? Eu tenho refletido sobre certas coisas. - eu estava confusa, tipo, muito confusa. — Não me olhe assim! - esbravejou irritado. — Eu quero uma coisa sua.

— Uma coisa minha? - e a tal punição? Esse homem é mesmo louco.

 

Não que eu estivesse com vontade de ser punida, claro que não, na verdade eu estava bem atenta a qualquer objeto pontiagudo que pudesse me ferir.

 

— Sim. - seu semblante tornou-se frustrado. — Como já lhe disse, eu adoraria arrancar sua pele e fazê-la de mural. - contornou os lábios com a língua de uma forma que fez meu corpo esquentar. Ótimo, eu me excitava quando ele dizia que queria me matar, mereço uma salva de palmas. — Mas você provavelmente morreria e caso não morresse ficaria terrivelmente danificada. - Coringa revirou os olhos ao mesmo tempo em que passava a mão pelos fios verdes bagunçando-os. Era uma visão quente e piorou quando ele se aproximou, o homem que me segurava simplesmente soltou meu braço e Coringa enlaçou minha cintura me puxando para um aperto possessivo. — E eu não brinco com brinquedos ruins.

 

Droga! Eu queria muito ser o seu brinquedo.

 

— Coringa… - me repreendi mentalmente ao gemer seu nome tão facilmente.

— E eu não poderia mais enterrar-me nessa sua boceta deliciosa. - seus lábios roçaram no lóbulo da minha orelha direita alastrando arrepios que iam diretamente para meu íntimo. Me senti umedecer. — Eu gosto tanto de te foder.

 

Eu deveria ficar envergonhada? Porque na boa, estou com um puta tesão agora.

 

— Então, já que eu não posso fazer isso… - praguejei quando ele se afastou com um sorriso prepotente ao ver o efeito que tinha sobre mim. — Decidi que farei outra coisa. - acompanhei com o olhar Coringa andar até uma parte daquele labirinto que era tomado por estantes e tirar de lá uma caixa roxa. — Agora eu quero que saibam que você me pertence, Loreen. - os olhos azuis possuíam um brilho doentio e ansioso. — Nada mais justo não acha? Tudo o que te pertence é meu, não é? Seus pensamentos, suas atitudes, seus problemas, todas as suas lágrimas… Ah sim… - deliciou-se com algum pensamento. — Seu coração bate por mim.

 

Isso me deixou constrangida. Mas eu ainda não sabia onde Coringa queria chegar com aquelas palavras.

 

— Você me ama. Não é mesmo? - o sorriso lascivo me fez recuar o passo que ele deu em minha direção. — Está com medo? - apesar de ainda sorrir pude distinguir a súbita fúria em sua voz.

 

Ele estava com raiva porque eu estava com medo dele? Eu estava com medo?

 

Foi então que notei o quanto estava trêmula e que me abraçava como se pudesse me proteger dele. Eu já havia sentido isso, mas não tinha a repulsa de quando o conhecera; o amava tanto agora que chegava a doer. Não tinha medo dele, tinha medo do que ele estava querendo, porque eu sabia que por seu desejo egoísta eu cederia.

— Não! - relaxei meus braços e andei até ele para segurar seu rosto entre minhas mãos. — Não! Claro que não! - olhei em seus olhos para convencê-lo. — Eu te amo. - percebi seus ombros sempre tensos relaxarem um pouco. — O que quer que eu faça? - um sorriso satisfeito cruzou seu rosto.

 

Coringa não falou, ao invés disso ele se afastou me mostrando a caixa, e enquanto a segurava com a mão tatuada levantou a tampa com a outra revelando uma máquina para tatuar. Meus olhos subiram em direção ao seu rosto, eu estava em choque, mas ele sorria triunfante.

Se ele queria que todos soubessem que eu pertencia a ele, então…

 

— Você não vai tatuar seu nome em mim!

— Não. - apontou a tatuagem em seu rosto, a pequena inicial em baixo do olho. — Prove que me ama, faça isso.

 

Eu não estava entendendo esse homem. Ele passou a porra da noite inteira me destratando, dizendo que sou inútil, um rostinho bonito e os caralho a quatro e agora me pedia pra marcar minha pele com a sua letra por amor?

 

— Prove você que me ama. - desta vez foi eu quem pedi, minha voz embargada tamanha a indignação que eu sentia. — Prove e eu tatuo.

 

Seus rosnado foi seguido de um tiro que ele deu no teto. Foi tão rápido que eu nem ao menos vi quando ele pegou a arma.

Coringa me encarou, fechou a caixa e a colocou no chão respirando pesado para recuperar sua calma. Mas não deve ter dado muito certo já que ele me fitava com impaciência explícita.

 

— Pare de pedir o que não pode ter. - suas palavras doeram.

— Então me deixe ir. - tornei minha voz fria forçando minha mágoa a se esconder por trás da determinação que eu tinha em me livrar dessa situação em que vivíamos. Eu já estava cansada de ser a única a amar, de me doar, de aceitar pedaços de um homem, eu o queria por completo ou então não o queria mais.

— Você acha mesmo que tem escolha? - riu sarcástico balançando a arma.

 

Esse momento me trouxe a lembrança da conversa que tive com Albert… elas nunca fizeram tanto sentido.

— Pensei que ele fosse…

— Ele não ía. - sorri para tranquilizar o homem. Alguma coisa dentro de mim dizia que apesar de o Coringa ser quem era ele não iria arrancar meus olhos por impulso. Se existia uma coisa que ele não era, era impulsivo.

— Como você sabe? - me olhou claramente achando que eu tinha enlouquecido.

— Você deveria saber já que ele é o seu chefe. - falei com o mínimo de deboche. — Coringa está estressado e sabe que são poucas as pessoas que o aguentam assim. Hum… está tudo bem Albert, eu sei até onde posso ir.

— Mas não sabe até onde ele pode ir. - sua frase me calou, tive de concordar. — E me preocupa que quando você chegue ao limite ele não te permita parar.

 

Mas aquilo precisava parar, eu já carregava machucados para uma vida inteira. E o mais importante, eu precisava parar antes que enlouquecesse de verdade.

— Sei que não posso escolher. - eu disse sincera. — Só não posso amar sozinha, Coringa. É cansativo, desgastante e dói. - respirei fundo e olhei para cima a fim de impedir que lágrimas caíssem. — Compreendo que não possa corresponder, até mesmo aceito, então não me peça para ficar. Não diga que quer me marcar como sua quando mal consegue olhar nos meus olhos enquanto estou falando. - meu coração disparou quando ele subiu o braço mirando a arma em mim.

— Você não pode dizer isso! - brandou alto ameaçando apertar o gatilho da arma. — Não vai me deixar sua vadia! - ele gritou caminhando em minha direção.

 

O tiro teria doído menos do que o tapa que ele desferiu em meu rosto, eu odiava quando ele me batia, feria diretamente o meu orgulho e já era a segunda vez naquela noite.

Resolvi ignorar o fato dele estar segurando uma arma e quando me recuperei levantei minha mão e desci com força em seu rosto o pegando de surpresa.

 

Coringa virou a cabeça de volta para me encarar furioso, ele abriu a boca para falar, mas eu lhe dei outro tapa.

 

— Você tem merda na cabeça? - gritou raivoso enquanto chacoalhava meu corpo com as sua mãos em um aperto forte. — Eu deveria te matar!

 

Não respondi, entretanto lhe lancei um olhar de indiferença e mantive a minha postura. O medo já havia se dissipado há tempos, agora eu só queria que ele me deixasse ir pra casa lamber minhas feridas.

 

— Vou embora. - desvencilhei-me do seu toque.

 

Em seguida, virei as costas para ele com o objetivo de sair do lugar. Que ingênua... meu erro foi realmente acreditar que ele me deixaria ir depois do que tinha feito.

Seu ego sempre falava mais alto e agora que eu o havia ferido, ele gritava.

 

E gritou quase tão alto quanto o tiro que me deu.


 

Coringa Pov’s

 

O corpo de Loreen caiu no chão sob meu olhar rancoroso.

 

Ela não gritou, mas vi sua mão trêmula tocar o local onde eu havia atirado e então virar a palma para si a fim de ver o sangue escorrer.

Seu gemido baixo com o esforço que fez para se arrastar quebrou algo em mim. Não me deliciei, não era como quando eu feria outra pessoa, me incomodou muito, não era de forma alguma melodioso como quando eu a possuía. Não era bom de se ouvir.

 

— Garota estúpida. - murmurei baixo, a raiva me subindo a cabeça era um sinal claro de que eu deveria culpá-la, mesmo sabendo poderia ter evitado aquilo.

 

Andei rápido até Loreen e me abaixei ao seu lado observando seus olhos lacrimejados. Droga! Ela era tão bonita.

 

— Agora eu sinto que vou morrer. - disse com dificuldade me lembrando das suas palavras de horas atrás.

— Você não vai morrer. - respondi com mais rispidez do que pretendia. — Não pode morrer a menos que eu queira.

 

Levei minhas mãos ao seu abdomem perfurado. Eu não era otário, obviamente não tinha atirado nela para matar, mas tinha que fazê-la parar de andar, fazer com que não se afastasse mais… quebraria suas pernas se fosse necessário para mantê-la ao meu lado.

 

— Eu preciso de uma agulha, linha e pinça pra ontem. - disse no celular para o idiota que havia trazido Loreen.

— Não. - ela segurou a minha mão sujando-me com seu sangue. — Chega… - estava tão fraca, seu rosto começava a perdendo a cor.

— Cala a boca! - devolvi irritado. — Para de frescura. Eu sobrevivi ao seu tiro, sobreviva ao meu.

— Meu tiro… - gemeu de forma lânguida. — Foi de raspão.

—Você me irrita, Loreen! Me irrita muito.

 

Encarei seu rosto, expressava dor, mas não havia raiva, ou ira por minha atitude. O que eu via era tristeza e solidão. Como Loreen poderia se sentir sozinha quando eu estava ao seu lado? Me enfurecia saber que o quão machucada estava. O desespero em seus olhos era autodescritivo, ela queria paz e o único modo de tê-lo seria se livrando de mim.

 

Quando aquele empregado inútil apareceu com minha ordem em mãos Loreen praguejou e sibilou um não.

Ignorei qualquer pedido que incluísse as palavras morrer e acabar com isso; ela não se veria longe de mim, era minha, eu iria decidir a minha hora de me livrar dela.

 

Hora esta que cada vez mais se distanciava de chegar, porque ao invés de descartá-la eu queria mais, muito mais daquela mulher.

 

Não precisei rasgar a blusa, o pedaço de pano era suficientemente curto para expor o abdômen ensanguentado. Gostaria de admitir aqui o fato de adorar vê-la em roupas tão curtas, não era apenas um show para meus olhos, era uma tortura para a mente alheia e saber que de todos os homens que a desejavam era a mim que ela escolheu fazia com que me sentisse no mínimo triunfante. Ah… com certeza ela não morreria.

 

— Se você se mexer vou afundar essa pinça no seu corpo. - apertei o instrumento entre os dedos antes de introduzir a ponta na ferida e segundos depois, entre os gritos estridentes de Loreen, consegui encontrar a bala. — Você é fraca. - mas ela não pode ouvir a minha ofensa, já havia desmaiado.

 

Ao terminar os pontos e o curativo, larguei as ferramentas ali para que algum capacho recolhesse e peguei minha menina com cuidado para não estragar meu recente trabalho. Ficaria uma cicatriz! Ficaria sim, pois todo bom momento deve ser lembrado.

Loreen carregaria a minha marca para sempre.


 

Pov’s Loreen

 

Minha barriga doía, mas eu ainda respirava, não que no momento isto fosse algo extraordinário de se fazer, cada vez que eu inspirava e minha musculatura se mexia fazendo a dor subir por meus nervos. Levar um tiro não era legal como nos filmes de ação.

E como que para conferir meu estado toquei o lugar onde a bala tinha sido alojada, mas tudo o que encontrei foi bandagem e esparadrapo.

 

Só quando deitei minha cabeça para encarar o teto percebi que não estava mais no galpão e que meu corpo estava deitado confortavelmente em uma cama de lençóis escuros, também não vestia nada além das minhas roupas íntimas e uma camisa negra, aberta, que pelo cheiro, pertencia ao Coringa. Como eu amo esse cheiro.

Mas não era o quarto ao qual eu estava acostumada, não tinha desenho nas paredes, este era de um estilo retrô como se tivesse sido tirado de uma cena dos filmes rockabilly nos anos cinquenta.

 

— Finalmente! - a voz grave soou do outro lado do quarto. Virei minha cabeça na sua direção encontrando um Coringa sorridente encostado na parede vinho segurando um copo de whisky. — Achei que teria que te acordar com um beijo. Não que isso fosse funcionar… eu meio que não faço um bom príncipe e reis não beijam garotinhas indefesas

— Você também não é um bom rei. - notei o quão cansada estava ao ouvir minha voz arrastada.

— Eu governo com mãos de ferro, e às vezes para ter o que quero preciso gastar algumas… balas. - o vi levantar a mão livre que estava no bolso da calça negra e entre seu indicador e polegar estava a maldita bala que tirou de mim. — Acredite, princesa, doeu em mim. - era mentira. Seus olhos mostravam o quanto ele não se importava com seu feito, na verdade, se orgulhava e implicitamente dizia com o olhar gélido que o faria de novo caso achasse necessário.

— Por que fez isso?

— Um tapa seria pouco. - outra mentira, eu soube no momento em que desviou seu olhar para uma pintura de ar obscura na outra parede. — Você me enfrentou Loreen. Se fosse outra pessoa, não teria sobrevivido.

— Queria que me deixasse ir embora. - minha voz vacilou quando o vi apertar o copo com força. — Ainda quero… - foi quase um sussurro.

 

Mas ele ouviu e eu quase saltei da cama quando o barulho do cristal quebrado no chão chegou aos meus ouvidos. Um calafrio tomou conta do meu corpo ao sentí-lo se aproximar, ele estava tão raivoso que me encolhi pensando que me bateria, isto pareceu o enervar ainda mais.

 

— As palavras podem te matar, Loreen. - um rosnado subiu sua garganta enquanto um arrepio subiu por minha coluna, estava tão perto de mim que conseguia sentir o cheiro do whisky misturado ao seu perfume. — Nunca mais repita isso.

— Por que? - aquela vontade de me livrar dessa onda de catástrofe voltava a me tomar, era doloroso, mas eu não poderia aguentar mais ficar ao lado do homem que amo e não receber nada mais que ordens e fodas ocasionais. — Se não me ama, apenas me deixe ir. Eu não vou fazer nada contra você, não vou quebrar nosso acordo.

— Não. - sua fala foi um grunhido de revolta, quase como se sentisse dor e eu notei um brilho desolado em seus olhos azuis mesmo que tentasse camuflar com toda a sua raiva.

 

Ele me tocou o rosto com suavidade…

 

— Não sei amar, pirralha. - seus dedos quentes acariciavam minha bochecha conforme falava. — Mas sei cuidar demais, gostar demais, me preocupar demais… tudo em overdose.

— Não parece sentir nada disso. - falei baixo ainda processando suas palavras anteriores, elas haviam surtido um efeito abrasador sobre mim.

— Não deveria sentir... - e lá estava Coringa em mais uma de suas guerras internas. — Ah Loreen… para alguém que não deveria sentir nada, você faz com que eu sinta muito.

 

Ah, merda! Como eu poderia resistir a isso?

 

Sem pensar nas consequências enlacei seu pescoço com meus braços, embrenhei minha mão direita em seu cabelo e o puxei em minha direção. Estava com saudades daqueles lábios, dos seus beijos quentes, da sua intensidade.

Ainda entre o beijo Coringa debruçou seu corpo sobre o meu enquanto voltava a me deitar na cama, o movimento me causou dor, mas eu ignorei, o que não poderia ignorar era a sua mão forte tocando minhas costelas antes de subir para meu seio escondido pelo sutiã. Me senti quente e molhada, foi inevitável gemer.

 

— Diga. - minha mente estava atordoada demais com seus beijos em meu pescoço para que eu pudesse processar aquela pequena palavra. — Fale para mim…

— Eu… - não sabia do que se tratava até seus olhos se fixarem nos meus. — Te amo. Te amo tanto que chega a doer.

 

Arrastei minhas unhas por sua nuca, os poros de sua pele pálida saltaram.

 

— Presumo que quando se ama alguém a dor faça parte do pacote. - murmurou contra meus lábios antes de voltar a beijar meu pescoço.

— Faz sim. - já não me importava em dizer, não com suas mãos e sua boca tratando de nublar minha mente.

 

Infelizmente ao tentar trazê-lo ainda mais para mim - mesmo não sendo possível - a dor voltou e junto com ela, uma mancha de sangue na bandagem. Coringa se afastou com o meu gemido fitando o ferimento com certa… acho que tensão.

 

— Não foi nada. - eu queria mesmo que ele voltasse a me beijar, mas seu olhar dizia  o contrário e quando se aproximou foi para tirar o curativo e ver se os pontos ainda estavam inteiros.

— Parece que vamos ter que suspender nossas atividades por um tempo. - a malícia despontou de sua voz assim como a língua arrastou-se pelo lábio inferior.

— Não… - eu murmurei decepcionada após ele ter trocado a bandagem por uma limpa, Coringa soltou um riso olhando para minhas mãos que agarravam sua regata preta.

Ele estava de regata? E ela era larga, meio gasta e o preto estava desbotado, como se tivesse a muito tempo e não quisesse jogar fora. Droga… ficava bem nele, mesmo que o deixasse ainda mais pálido.

— Oh, o que aconteceu com a pirralha que queria ir embora? - sua provocação me fez perceber o quanto estava desesperada por ele, eu corei. — Vai ficar aqui. - era uma ordem.

 

Coringa se levantou e andou até uma estante cheia de… bonecos do Batman? Ok, o quarto era esquisito, o Coringa vestindo uma regata era esquisito, mas sério, ele coleciona bonecos do Batman como se fosse um grande fã?! Me cocei de vontade de perguntar o motivo, mas eu já o havia tirado do sério, o suficiente para que uma próxima vez eu não consiga abrir os olhos.

De lá, ele voltou com uma pequena caixa e eu já estava com o cú trancado porque se ele me pedisse uma maldita tatuagem outra vez quem iria ganhar uma marca seria ele, porque eu juro que tatuaria um não na cara dele.

 

— Não vicie, pirralha. - abriu a caixa e tirou dois comprimidos para colocar na minha mão. Quando eu ia negar ele se levantou me fazendo observá-lo outra vez, no entanto ele apenas foi até o bar, deixou a caixa lá e voltou com um copo de whisky pela metade. — Tome. - e me entregou o copo.

 

Ah, ele queria que eu tomasse algo do qual eu não tinha nem ideia do que era e queria que eu engolisse com bebida alcoólica? Até parece…

 

— É codeína. - revelou como se fizesse alguma diferença. Ao ver que sua explicação era a mesma coisa que nada Coringa torceu o pescoço do jeito que fazia quando irritado. — É para a dor.

— Não me pareceu preocupado com a dor quando atirou em mim. - não deixaria passar a oportunidade de provocá-lo; ainda estava magoada com o fato dele ter feito algo assim, mas também estava contente com suas palavras de outrora. Concluindo, eu estava mesmo uma bagunça infernal.

— Você não quer começar com isso. - distingui o som de ameaça e decidi ficar quieta; agora encarava o copo. — Caralho, Loreen! Toma essa porra logo ou eu abro seu estômago na faca e enfio essa merda aí dentro. - sua explosão foi o incentivo perfeito para que eu tomasse aquilo.

 

Acho que até minha alma pegou fogo com a quantidade de whisky que ingeri.

 

— Ótimo. - o jeito que ele disse, como se tivesse seu dever cumprido, seria cômico se eu não estivesse tossindo pela queimação em minha garganta. — Isso… tosse, se movimenta bastante para romper os pontos. Eu não vou te remendar outra vez.

 

Incrível como ele poderia passar de estranhamente doce para um ogro estúpido.

 

— Agora durma, eu tenho coisas importantes para resolver. - disse antes de tirar o copo da minha mão e me fazer deitar para então me cobrir. — Se lembre do que aconteceu hoje, amor. Guarde bem nessa sua cabecinha que você me pertence, sou eu quem digo quando deve partir e para a sua infelicidade isso não acontecerá tão cedo. - selou meus lábios com os seus antes de sair do quarto.

 

Eu não estava infeliz, e sei que sou louca por querer que Coringa me mantenha atada a ele por muito, muito tempo.    

 


Notas Finais


Não foi um amor esse capítulo? Eu juro que pensei em fazer uma coisa bem dolorosa, mas aí voltaria toda aquela desgraça do começo e eu amo tanto essa relação dos dois, a de agora, que não queria por tudo a perder.

Beijinhos!!

Ps: perdoem meus erros hahaha alguns acabam passando.


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