História Madness Queen - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Batman, Esquadrão Suicida
Personagens Bruce Wayne (Batman), Coringa (Jack Napier), Personagens Originais
Tags Batman, Coringa, Esquadrão Suicida, Joker
Exibições 129
Palavras 4.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Josei, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Steampunk, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heeey pirralhinhos dos meu coração.

Eu sei que eu postei ontem, e não, não vai chover porque eu não demorei para postar hahaha eu apenas estava com vontade de escrever e saiu.
E já que vocês são um bando de pornô - meu Deus, eu criei monstros - espero que gostem, safadinhos.. <3

Capítulo 23 - XXIII. Under The Skin


Fanfic / Fanfiction Madness Queen - Capítulo 23 - XXIII. Under The Skin

Se arrependimento matasse…

 

Depois de tomar o maldito remédio eu apaguei, fui forçada a entrar numa roda de sonhos que eu não desejaria ao meu pior inimigo. Minha mente vagueou pelas cenas da noite passada, Grigory sendo espancado, a pequena Trace prestes a explodir… aquela merda de fármaco mexia com as memórias, essa é a única explicação.

E mesmo grogue eu pude ouvir sua voz rouca atravessar o quarto quando a porta se abria. Manejei minha cabeça com muito esforço para encará-lo, estava ao telefone e não vestia mais a regata estranha, apenas a calça e meias listradas em rosa e azul, arqueei uma sobrancelha com a visão. Alguém precisava começar a escolher as roupas dele.

 

Ao tentar focar minha atenção no que ele dizia percebi que era o meu telefone em suas mãos.

 

— Não se preocupe, eu cuidei muito bem dela. - a malícia claramente era usada para provocar a outra pessoa por trás da linha.

 

Deus! Que não seja Bruce, qualquer um menos Bruce!

 

— Já está acordada, querida? - debochou jogando o celular na cama.

— Loreen? - ouvi a voz preocupada de Alison soar pelo viva-voz e senti um alívio instantâneo por não ser Bruce. — Loreen, fala comigo! - mas minha mão estava pesada demais para que eu conseguisse pegar a porcaria do celular.

— Alison. - minha voz saiu tão distante que achei que ela não escutaria.

— Loreen por que o seu namorado psicótico atendeu seu celular? - droga, não poderia lidar com sua histeria agora. — Tive de ouvir coisas perturbadoras.

— Ainda estou aqui, doçura. - Coringa cantarolou com graça, mas Alison não replicou, provavelmente esperava que eu intercedesse por ela.

— Você precisa de alguma coisa? - ditei lentamente, pelo menos tive essa impressão.

E enquanto esperava uma resposta da minha amiga acompanhei com os olhos Coringa subir na cama e engatinhar devagar por sobre o meu corpo, eu ainda vestia a camisa aberta podia sentir a sua quentura e o simples roçar da sua pele em mim era perturbadoramente bom.

— A prova do vestido. - ela disse como se fosse algo muito importante, no entanto tudo em que prestei atenção foi nos olhos azuis que me fitavam com um brilho cheio de más intenções e no sorriso cafajeste desenhado nos lábios vermelhos. — Sua mãe disse que você poderia escolher a cor, mas que é pra eu te ajudar a escolher um modelo. Ela tem medo de você escolher um tubinho cor da noite. - me sentiria ofendida se não estivesse com aquele homem em cima de mim beijando meu pescoço como se fosse uma obra de arte.

 

E eu estava dopada demais para afastá-lo.

 

— Não enten… - arfei quando a mão dele afastou meu sutiã e estapeou de leve meu seio direito. — Para. - minha ordem sussurrada foi um estímulo para que tocasse sua língua em meu mamilo já intumescido pela excitação. — Ah… - dei o máximo de mim para segurar o gemido.

— Ela não quer que você pareça uma prostituta. - eu já não queria mais falar com a Alison; infelizmente meu corpo estava sob o efeito das drogas e eu não conseguia desligar o celular.

 

Assim que ela disse a palavra prostituta senti a mão tatuada subir para minha nuca e Coringa puxar meu cabelo de forma que eu levantasse o rosto para encará-lo. Sua expressão não negava o divertimento, nem a satisfação de me ver subjugada e indefesa sob seu corpo forte.

 

— Prostituta? - ele pronunciou entre um riso. — Essa ideia me anima. Quer ser minha prostituta, amor? - a forma arrastada a qual ele falou gerou alguns arrepios deliciosos que desceram por minha coluna.

— Aí, eu não ouvi isso.

— Para com isso. - e de novo ouvi minha voz longe demais; ainda tentei mover minha cabeça, entretanto tudo o que senti foi um puxão mais forte me imobilizar e a língua quente de Coringa deslizar lentamente pela base do meu pescoço até meu queixo. — Ah…

— Droga, Loreen! Você precisa provar o vestido. - Alison estava muito puta e aposto que ficou ainda mais com a gargalhada que Coringa soltou.

— Ela com certeza não vai precisar de um vestido para o que vamos fazer.

 

A linha ficou muda novamente.

 

— Não posso ir. - tentava falar com coerência. — Estou machucada. - me amaldiçoei por gemer a última palavra com necessidade, mas porra! Aquela boca me enlouquecia ao me encher de beijos molhados e Coringa não se fazia de rogado em brincar com meu seio entre os dedos.

 

E a imbecil da Alison não parecia perceber que estava empatando minha foda. Ah, merda… eu estava tão desesperada, eu queria tanto ter minhas forças de volta para desligar aquele telefone e cansar de tanto sentar no colo daquele homem provocante.

 

— Eu levei um tiro. - não escondi a expectativa em minha voz ao ter Coringa descer sua boca para minha barriga após tirar meu sutiã.

— Um tiro? - seu grito o fez rosnar para o celular.

— Eu vou te dar um tiro também. - disse irritado pegando o celular. — Você não tem coisa melhor para fazer? Acredite, eu não me importa nenhum pouco com se voyer acústico, mas se quer ouvir vai ter que calar a boca.

 

Ela finalmente desligou.

 

Coringa jogou o celular de volta na cama e escalou meu corpo com as mãos até chegar ao meu pescoço, era um carinho tão gostoso que me fez ronronar.

 

— Você tem sorte de estar machucada. - sua boca arrastou-se pela maçã do meu rosto. — Eu deveria te espancar por seu comportamento. Tem sido uma garota tão desobediente.

 

Eu apenas conseguia gemer e quando ele forçou uma perna a se embrenhar entre as minhas eu arqueei as costas tendo meu íntimo pressionado por sua coxa.

Sua mão desceu devagar pela lateral do meu corpo e mais uma avalanche de arrepios se instalou em mim.

 

— O vestido… - que merda eu estava falando?

— Foda-se o vestido. - minha perna foi puxada em direção a sua cintura e gemi alto quando sua mão arrancou minha calcinha em um puxão violento que a fez se partir em pedaços. — Quero comer você!

— Hum… sim. - senti sua  mesma mão que me puxarou tocar-me entre as pernas, apenas um dedo deslizou por entre meus lábios, a chama do desespero havia se tornado uma fogueira e eu tentava a todo custo me remexer contra aquele dedo. E era tão difícil… nunca mais tomaria codeína. — Quanta pressa. - lá estava seu deboche habitual, deveria ser mesmo uma ótima diversão assistir meu sofrimento. — Pobrezinha. Mal consegue se mexer. - em um ato de crueldade Coringa pressionou seu polegar em meu ponto sensível esfregando com avidez antes de enterrar dois dedos em mim.

 

Choraminguei pedindo por mais, o desejava tanto.

 

— Quer sentir seu gosto, meu bem? - antes que pudesse responder ele tocou meus lábios com os dígitos molhados por minha excitação. Não neguei, também não prestei atenção no gosto, mas Coringa gostou, pude ouvir sua exclamação satisfeita e sentir o falo duro pressionar minha pelve. Ele precisava tirar aquela calça.

 

Mesmo sentido meus braços pesarosos arrastei minhas mãos até conseguir tocar seu ombro e me enganchar no pescoço perfumado.

 

Arfei com a fricção envolvente que ele causava em nossos quadris simulando a penetração que eu tanto esperava. Me provocava tanto que eu poderia chorar para ter aquilo. Felizmente Coringa era o ninfomaníaco da nossa relação, eu sabia que ele não aguentaria muito mais.

 

— Quando estiver bem você vai me chupar. - falou abaixando o zíper da calça. — Vai fazer aquela maravilha que faz com a boca. - vi ele apertar seu pau por sobre a box roxa e fechar os olhos como se me imaginasse atuando sobre ele, dando-me uma visão instigante. — Mas agora sou eu quem vai cuidar de você. - a cabeça pulsante do seu membro percorreu minha entrada úmida. — Então fique quietinha. Nós não queremos que esses pontos rompam, certo? - tão cínico.

 

Coringa entrou em meu corpo de uma vez, tão forte que a cama estremeceu e meu grito ecoou junto ao seu gemido. Tê-lo dentro de mim era simplesmente maravilhoso, viciante e eu queria que ele continuasse a me foder com aquela… hum, energia.

Foi então que eu percebi estar de olhos fechados esperando ele se mover, e quando os abri encontrei seu olhos fixos em meu rosto. Ah não… ele não poderia estar em outra das suas batalhas internas, isso não era hora.

 

— O que você faz comigo, pirralha? - a rouquidão da sua voz provocou a pele sensível da minha orelha; ele estava tão perto outra vez.

 

Coringa pegou meu punho direito levando-o acima da minha cabeça e finalmente os movimentos vieram. Lentos e torturantes.

Empurrei minha pelve em direção a sua em um pedido mudo por mais, em resposta ele abaixou o olhar para o curativo em minha barriga, quando constatou de que estava tudo bem aumentou o ritmo.

Eu não sei dizer se aquilo foi involuntário ou não, mas me surpreendi quando Coringa arrastou seus dedos que me prendiam entre os meus e os enlaçou unindo nossas mãos.

 

A surpresa logo passou dando lugar a u. calor quase infernal, me sentia aquecer como se estivesse prestes a entrar em combustão, minha mente apagou e eu explodi num delicioso orgasmo.

 

— Ah… caralho… apertado demais. - Coringa praguejou ofegante segundos antes de gozar dentro de mim.


 

Depois de ter a respiração normalizada os efeitos do medicamento finalmente começavam a passar, o que significava que a dor logo voltaria. No entanto, eu me certificaria de não tomar aquilo nunca mais.

Sem que minha cabeça parecesse pesar trocentos quilos a virei em direção ao homem tão paradoxo ao meu lado. Estava quieto, me perguntei se estaria pensando no quanto nós dois éramos estranhos.

 

— Ah não… - murmurei com o olhar direcionado ao pé da cama.

— Hum?

— Não acredito que transei com você vestido nessas meias. - fingi chateação.

— Faz parte do meu charme. - deu de ombro. — Se não gostou vai lá e tira. Aproveita e faz uma massagem

— O que você disse para a Alison? - perguntei curiosa com as tai coisas perturbadoras que ele possivelmente havia dito.

— Mas se eu te contar vai perder toda a graça. - a resposta veio recheada de sarcasmo. E então ele voltou á aquele ar pensativo. — Acho que te darei mais codeína.

— Nunca mais vou tomar aquilo!

— Você fica tão boazinha. - e riu. Não entendi, qual a piada?

— Quero transar sóbria… - foi um pensamento alto, mas não me importei, Coringa não era exatamente alguém que me chamaria de piranha por querer sexo.

— Agora? - viu? Ele estava bem animado com a idéia.

 

E eu já estava pronta pra topar, nossas fodas eram realmente maravilhosas, tínhamos um conexão, uma sintonia só nossa.

Só que nem tudo é flores e claro, se Alison não empatava a foda, outra pessoa empatava. Desta vez, Albert batendo na porta.

 

— Eu tenho uma ideia brilhante. - Coringa falou irritado enquanto se levantava, caminhou até o closet arrumando a calça e voltou com um hobby de seda azul na mão. — Temos que juntar Albert e a sua amiga falante. Quem sabe assim eles param de nos atrapalhar e começam a transar?

 

Pensei em concordar, mas Albert estava insistente, então tudo o que fiz foi pegar o hobby e com a ajuda do Coringa, levantar da cama para ir até o banheiro. Sim, ele me ajudou a levantar e eu até agradeci.

É difícil se dobrar quando sua barriga está costurada.

 

Enquanto ele saía para ver o que diabos Albert queria eu tomei banho. Vi o sêmen escorrer por minhas pernas e agradeci mentalmente por estar em dia com meu anticoncepcional, porque mesmo que o Coringa tenha falado sobre crianças, eu duvidava muito que realmente queria ter uma. Bem, eu não queria e mesmo se ele quisesse duvido que fosse capaz de cuidar de uma com aquela mente maluca.

Não pense que sou a insensibilidade em pessoa, que não penso em construir família e envelhecer ao lado do meu marido. Mas sejamos realistas, eu sei bem o que escolhi, não vou ficar me remoendo agora.

 

Após o banho voltei para o quarto e minha surpresa foi encontrar bandagem e esparadrapos cortados. Tirei o curativo molhado e o refiz, coloquei o hobby um tanto longo e andei devagar até a porta para sair do quarto.

 

“— ...O departamento de polícia de Gotham já foi informado, nós esperamos a colaboração de todos para que possamos deter esse bandido.” - ouvi assim que entrei na sala ampla onde na parede possui uma televisão de plasma em tamanho quase anormal, era dela que saia a voz masculina.

 

De repente a câmera mudou de foco para uma mesinha preta com algumas cartas que eu conhecia muito bem.

 

“— Todos que receberam as cartas aumentaram a segurança…” - uma gargalhada chegou aos meus ouvido roubando minha atenção.

— Façam isso crianças, chamem os amiguinhos para a festa!

— O que você vai fazer? - a pergunta escapou antes que eu pudesse refrear. Mas ele não respondeu, apenas alargou seu sorriso travesso.

— É bom ver que está bem, Senhorita Loreen. - Albert era sempre tão cordial e fofo.

— Sim, obrigada.

— Tá agradecendo pelo o que? Fui eu quem brinquei de costureira. - e eu achando que ele estava de bom humor.

— Não fez mais que a sua obrigação. - revidei ficando ao seu lado. Ele era uns bons centímetros mais alto que eu. —  Foi você quem atirou em mim, não o Albert.

— Oh, eu nunca faria isso! - o pobre homem negou consternado me fazendo segurar uma risada.

— Diga isto quando tiver uma mulher irritante e teimosa torrando a sua paciência. - me encarou sério e mesmo que sua voz tivesse um “quê” de brincadeira, seu olhar dizia que eu deveria parar de contrariá-lo. Será que ele achava mesmo que um tiro faria com que eu engolisse todos os meus desejos e opiniões.

— Por que mandou todas essas cartas? - indaguei olhando a televisão.

 

Obviamente Coringa não respondeu, pelo contrário, o filho da puta me deu as costas e saiu em direção ao quarto. Eu ameacei um passo, iria segui-lo e tirar respostas dele, mas Albert segurou meu braço e maneou a cabeça em uma negativa pedindo para que eu permanecesse ali.

 

Minutos depois a porta foi aberta e eu fiz uma nota mental de que jogaria aquelas roupas que ele vestia no lixo e tacaria fogo. Coringa vestia aquele sobretudo de couro roxo, sem camisa e diversas correntes de ouro que me pareciam pesadas demais. E em vez da costumeira calça social ele usava um daqueles calções de lutadores que ia até os joelhos em um pano brilhoso, dourado e cheio de estrelas em roxo, mas o pior era aquela coisa por baixo do calção, uma calça justa preta com símbolos do Batman. Para finalizar o look digno de Halloween ele calçava botas de escalada.

 

Estava uma maravilha. Sintam a ironia…

 

— Vai pra uma festa e nem convidou os amigos? - provoquei. - O dia das bruxas chegou mais cedo esse ano

— Só convidados VIP, bonitinha. - disse enquanto verificava as balas na Glock dourada. — Não vou te levar, a sua cota de me estressar já passou do limite e eu não vou mandar trocar o estofado do meu carro outra vez caso seus pontos estourem. - e saiu sem me dar chance de responder.

— Enfia esse carro no cú! - gritei irritada. Felizmente ele não voltou. — Babaca!

 

E não é que Albert estava rindo, aquele lagarto do Coringa estava rindo de mim, ele queria que eu enfiasse uma bala na cara dele? Não é possível.

Fiquei encarando o idiota, até que ele percebeu e parou com a gracinha pedindo desculpas.

 

— Ele não quer que saibamos o que ele planeja, Loreen. - falou baixo ajeitando a armação do óculos que começava a pender do nariz.

— Você não sabe?

— Não, acho que apenas Aron saiba.

— Quem é esse? - eu não conhecia nenhum Aron.

— Um. - sua resposta gerou um “ah” esclarecedor de meu consciente. — Parece que não, mas ele se preocupa com você e não quer que se machuque ou saia prejudicada… algumas coisas mudaram desde que você começou a fazer parte da vida dele.

— Isso não muda o fato de que ele está tramando algo grande. - o olhei com aflição. — Tenho um mau pressentimento, Albert, sinto que o Coringa está se divertindo e isso não é nenhum pouco bom.

 

De repente, para acabar com o silêncio incômodo que se instalou, meu celular começou a tocar. Eu corri para o quarto e o encontrei em cima da cama bagunçada, era minha assistente pessoal, Clarck. Estranhei o fato dela me ligar, afinal, costumávamos nos comunicar por email ou pelo número que eu tinha cadastrado no nome da empresa, por isso atendi, para me contatar por meu telefone pessoal, algo sério deveria estar acontecendo.

 

— Senhorita Johnson? - vou matar essa menina se continuar me chamando assim.

— Loreen. - a corrigi.

— Desculpe. Ah… Loreen, o Comissário Gordon está aqui na empresa querendo falar com você ou Grigory. - meu sangue congelou.

— E Grigory?

— Ele não veio, parece que ontem a noite ele foi assaltado voltando para casa e está machucado. - ainda ouvi ela dizer o quanto Gotham era perigosa.

— Peça para ele me esperar, chego aí em uma hora e não responda nada que te perguntarem. - desliguei.

 

Cacete! Depois do que Coringa tinha feito com aquelas cartas, era bem óbvio que Gordon viria atrás de mim, ele já desconfiava que eu era cúmplice, e não perderia a oportunidade de tentar tirar respostas de mim ou me incriminar. É nessa hora que eu deveria agradecer á aquele palhaço por não me contar seu plano, pelo menos não será uma mentira quando eu disse que não sei de nada.

 

A adrenalina era tanta que nem ao menos troquei de roupa. Pedi para que Albert me levasse até em casa e só quando o seu carro saiu da garagem eu percebi que era o mesmo prédio de antes, só que agora, estava reformado por dentro.

O homem até se ofereceu para me ajudar, dado o meu estado, mas agora não era hora de ficar com frescura por ter sido baleada. Eu estava viva, respirando e tinha muitos problemas que precisavam ser resolvidos. Então o dispensei e subi para o meu apartamento vestida naquele hobby.

 

Quando constatei de que estava tudo no lugar, andei para meu quarto com passos mais lentos do que gostaria e procurei pelo kit de primeiros socorros para reforçar o curativo. Depois vesti uma saia e um blazer branco por cima da camisa social vinho. Sim, vinho, porque se meu sangue vazasse ainda daria para disfarçar.
Coloquei um par de brincos de ouro com rubis vermelhos e calcei meu par de Louboutin pretos.

Antes de sair ainda passei uma maquiagem leve apenas para dar cor ao meu rosto pálido e tomei um analgésico para aplacar, nem que fosse um pouquinho, aquela dor incômoda.

 

Assim que peguei minha bolsa desci de volta ao estacionamento e entrei em meu carro. Ainda bem que não era um dia chuvoso...

 

Cheguei na Farmac em menos de trinta minutos, entrei no elevador ensaiando algumas respostas na minha mente e quando as portas se abriram no último andar eu tive a visão do velho Gordon sentado com mais um cara de frente a mesa de Clark. Acredito que estivessem a lhe fazer perguntas e ela parecia incomodada tentando fugir de todas elas.

 

— Me desculpem a demora, quando Clarck me ligou eu estava no banho. - tentei sorrir de modo mais simpático que conseguia, mas tudo o que saiu foi uma careta cheia de falsidade.

— Precisamos conversar Senhorita Johnson. - o velho disse se levantando com o… assistente?

— Claro, que tal na minha sala. - indiquei para que entrassem e antes de segui-los agradeci á Clarck.

 

Eles se acomodaram nas cadeiras dispostas de frente á minha mesa e eu me sentei logo atrás dela, em meu lugar de costume. Tive de me remexer para encontrar uma posição que não fosse dolorida e Gordon pareceu notar, por trás das armações do óculos de grau ele tinha uma expressão questionadora demais para o meu gosto.

 

— Algum problema?

— Nenhum. - respondi cortante com uma postura totalmente ereta onde a saia não tocava os pontos e minha barriga não dobrava. — Então…?

— Bom… serei direto. Hoje de manhã muitas pessoas influentes receberam um cartão de visitas do Coringa, e agora estão todos alarmados, inclusive seu pai. - me analisou esperando que eu esboçasse alguma reação, entretanto desta vez não precisei forçar, estava surpresa, o que Coringa queria com meu pai? — Não recebeu nenhuma carta?

 

Processei aquela pergunta por alguns segundos. Se eu disse que não, Gordon ficaria ainda mais desconfiado, ele tinha aquela aura de “eu sei que você tá metida em merda”; e se dissesse que sim, provavelmente ele me pediria como prova e a última carta que eu tinha havia entregado para o Andrew.

 

— Não recebi nada, Comissário. - tentei esconder minha frustração.

— Consegue imaginar o motivo, Senhorita Johnson? - aquilo no seu tom de voz era uma indireta carregada de cinismo?

— Eu não sou uma pessoa influente, Comissário. - me encostei no encosto da cadeira e cruzei as mãos sobre a escrivaninha. — Além do mais, por que ele viria atrás de mim? Eu não sou mais o joguete dele. Depois da festa do Bruce eu nunca mais o vi. - coloquei em minhas palavras o máximo de verdade que consegui.

— É diretora de uma das maiores empresas de Gotham.

— E mesmo assim não recebi uma carta. Eu deveria me sentir ofendida, então? Porque o que sinto é alívio. - fiz aquela falsa indignação que Coringa sempre usava para provocar alguém. — O que eu passei nas mãos daquele homem, não desejo nem ao meu pior inimigo.

 

Não mesmo, imagina a quantidade de orgasmos gloriosos que o inimigo em questão teria! Não era merecido. Mas este não era o foco da conversa.

 

— Talvez ele não tenha te mandado uma carta porque você está do lado dele.

— Sério, Comissário? Está me incriminando outra vez? Acha que esqueci das suas palavras sobre formação de quadrilha? - indaguei irritada.

— Não, Loreen, mas alguém me pediu para ficar de olho em você. Em outras palavras, eu vou descobrir o que você está fazendo e vou te jogar na cadeia para que pague seus crimes e aprenda a ser uma mulher de verdade, digna de respeito.

— Comissário. - tinha a ciência de que minha voz saíra ameaçadora e por isso respirei fundo para manter o pouco controle que ainda tinha. — Eu acredito que a justiça seja baseada em fatos verídicos. Então por que você não para de especular sobre mim e começa a procurar por provas? - forcei um sorriso gentil demais. — Agora… se era apenas isso, acredito que já terminamos essa conversa. Ao contrário do que o Senhor pensa, eu trabalho. - apontei em direção a porta.

— Não vai se safar Loreen.

— Boa sorte, Comissário. - ignorei suas palavras. — Espero que consiga deter esse criminoso e pare de culpar os outros.

 

Mas ele não conseguiria prender o Coringa, não se detém uma força da natureza. Entretanto ele poderia me prender caso encontrasse provas do nosso vínculo empregatício. Droga!

E que merda era aquela de “alguém me mandou ficar de olho em você”? Tenho certeza que conheço esse alguém, e ele veste uma roupa ridícula de morcego. Porra Batman! Você não tem uma vida para cuidar não?

 

Só consegui respirar para aliviar a maldita tensão quando Gordon foi embora com seu puxa saco atrás. Velho chato do cacete.

Relaxei sobre a cadeira e chamei por Clark através do telefone.

 

— Senhorita? - ela surgiu na porta arrumando os cabelos com certo nervosismo.

— Clark, mande os contratos que estão com Grigory para mim, pode fazer o mesmo com a documentação daquele ensaio clínico do novo coquetel contra HIV. Por favor.

— Sim. Está tudo bem?

— Está. Faça isso logo, ok?

 

A morena acenou antes de sair da minha sala para me enviar os arquivos por fax. Meu dia seria um porre, quando Grigory estava aqui ele resolvia a burocracia com as empresas legalizadas e eu cuidava da outra parte, digamos que eu apenas me dava muito melhor com nosso sócio do que ele. E agora, eu duvido que Grigory voltaria a pôr os pés aqui, teria que ser muito burro depois da surra que levou e de praxe ter sua família ameaçada.

Talvez eu tivesse que escolher alguém para entrar no seu lugar, e eu já até tinha alguém em mente. Será que o Coringa me emprestaria o Albert? Ele era tão competente e uma graça de homem.

 

As horas se arrastaram, tão devagar que ao chegar em casa eu só queria saber da minha cama. No caminho de volta passei em um fast food e pedi comida para viagem; dirigi apressada pelas ruas já vazias suspirando cheia de felicidade ao entrar na garagem do edifício Gotham Palace.

No meu apartamento, larguei minha bolsa no chão da sala e sentei no sofá com o embrulho quente, já estava prestes a comer quando meu celular tocou.

 

— Alison. - coloquei no viva-voz para poder comer. — Não me dê sermão, por favor. Estou exausta.

— Imagino que esteja mesmo. - ela disse irritada. — Eu não consigo acreditar que você estava transando e falando comigo no celular? - eu estava pronta pra me defender, mas ela não calava a boca, revoltada com o que ocorrera mais cedo. — … e que porra era aquele de tiro?

— Eu levei um tiro. - falei com um pouco de dificuldade enquanto mastigava um pedaço do lanche. — Mas estou bem.

— Você não está bem. Loreen, uma pessoa que se submete ao Coringa como você faz… isso não é normal. - ouvi seu suspiro derrotado. — Por que ele atirou em você?

— As minhas palavras ou as dele?

— As suas óbviamente!

— Eu disse que ia deixá-lo, virei as costas e saí andando, aí ele atirou em mim. - desse jeito parecia bem mais simples do que realmente foi.

— Você vai largar ele? - ela nem tentou disfarçar a felicidade.

— Não, eu não posso, Alison. E agora tenho certeza que mesmo se eu quiser não posso deixá-lo. - toquei o lugar ferido me recordando das palavras tão possessivas que tinha me dito.

— E o que ele disse? Para ele, por que ele atirou em você?

— Porque eu sou uma pirralha irritante e teimosa. - merda, eu até mesmo sorri ao lembrar daquela cena. Eu devo ser masoquista.

Inacreditável. E você ainda tem a capacidade de dizer que ama um monstro desse?

— Eu disse que não queria sermão. - a repreendi.

Tá, eu sei, mas me preocupa o fato de saber que agora ele quer te transformar numa peneira. - revirei os olhos com seu exagero. — Enfim. Eu escolhi o seu vestido, a sua mãe pagou.

— Me diz que não é amarelo.

— Azul marinho, eu tive que lutar muito contra o amarelo que a sua mãe gostou. Aliás, ela ficou furiosa porque você não foi, mas eu disse para ela que você tinha uma reunião de última hora.

— Obrigada.

— Eu estou pegando a prática em mentiras para livrar as pessoas de ocasiões importantes. Bruce vive faltando, ou dormindo na sala de reuniões, sinceramente… - ri com o ar de desgosto que Alison parecia sentir de nós dois. — Vou te deixar dormir agora. Beijos e não morre.

— Beijo. - desliguei com um sorriso, sentia saudades daquela idiota.

 

Graças a Deus eu não tive nenhuma visita noturna, acredito que se o Batman aparecesse aqui outra vez eu acabaria lhe dizendo umas verdades sobre se meter na vida alheia.

Então eu apenas dormi após terminar de comer, tomar banho e tomar outro analgésico.

O dia seguinte seria longo,afinal, teria que descobrir qual a merda em que Coringa estava metido.


Notas Finais


Beijos, crianças... até o próximo capítulo e me desculpem qualquer erro.


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