História Máfia Volkov-Pertencida pelo chefe da mafia - Capítulo 18


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Categorias 1408, Bangtan Boys (BTS), Os Miseráveis
Tags Máfia, Romance
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Palavras 1.824
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Luta, Policial, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Dcp a demora pessoal
Boa leitura ^^

Capítulo 18 - Capitulo dezesseis


Alek estava olhando papéis e esfregando as têmporas quando Misha bateu na porta. "Odeio
papelada," Alek rosnou. "Juro que existe mais burocracia envolvendo tentar fingir ser um negócio
legítimo do que se nós fôssemos realmente legítimos."

"Chefe," Misha disse suavemente.

"E isso é ridículo. Mais trabalho quando eu poderia estar tendo menos trabalho."

"Alek," Misha tentou novamente.

"Estou tentando muito ser paciente e fazer esse trabalho, mas acaba sendo mais trabalho
sobre mim."

"Alek Evanoff," Misha finalmente gritou.

Alek inclinou-se para trás e piscou. "Desculpe, Misha. Obviamente você tem algo a me
dizer."

"Tem alguém aqui para vê-lo."

"Mande-os entrar," ele disse sem pensar, mas viu o olhar inquieto de Misha. "Você não quer
que eu veja essa pessoa. Isso é novidade. Você normalmente adora o conflito, então isso deve ser
interessante."

Misha balançou a cabeça. "Petr Primac está aqui."

"Como é?" Alek se levantou e mexeu os ombros. A raiva já estava florescendo dentro de si.

"Por que Petr está aqui dentro?"

"Não sei, mas ele disse que não vai embora antes de vê-lo. Ele tem um maleta junto de si.
Estou um pouco preocupado a respeito de tentar tirar essa maleta de perto dele."

Alek revirou os olhos. "Ele não vai se explodir, Misha. Não com a filha dele aqui dentro.
Mande-o embora. Na verdade, não. Deixe-o entrar. Estou interessado no que ele tem a dizer."

Um sorriso cruel se espalhou pelo seu rosto. Ele mal podia esperar para contar ao Petr
sobre as coisas que Natalia sabia. Ele mal podia esperar para ver o rosto de Petr quando
percebesse que a filha já não mais idolatrava o chão pelo qual ele passava.

O homem mais velho parecia exitante quando entrou. "Alek," ele disse suavemente. "Preciso
falar com você."

"Petr!" Alek sorriu e abriu os braços. "Bem-vindo de volta. Imagino que você nunca pensou
que voltaria aqui. Ou talvez tenha pensado. Preciso admitir, fiquei surpreso com essa volta tão
rápida."

Petr balançou a cabeça e bateu a maleta na mesa. "Não estou aqui para falar sobre nosso
passado, Alek. Não estou aqui nem para falar sobre o que você fez. Estou aqui para comprá-la
de volta."

"Como é?" Alek bufou. "Em nenhum lugar do contrato diz que você pode comprá-la de
volta. Por que você pensaria que essa é uma opção?"

"Preciso tentar. Ela é minha filha."

"Você nem sabia que ela existia," Alek rosnou. "Como você pode dizer que a ama quando
nem sabia que ela existia? Por que se importa? Você nunca se importou com nada na vida."

Petr o encarou antes de afundar na cadeira. "Você era mais velho que a maioria das
crianças que eu recrutei. Eu sabia que você seria bom nisso. Eu soube nos primeiros minutos após
conhecê-lo que você seria excelente nisso. Eu cometi erros, mas não queria você nessa vida. Não
queria nenhum de vocês nessa vida."

"Então por que não parou," Alek perguntou friamente. "Por que fez isso?"

Petr se recostou na cadeira e balançou lentamente a cabeça. "A mãe de Natalia não foi um
caso, mas a mantive escondida. A última coisa que eu queria era que Grigori descobrisse. Ele
explorava as fraquezas; Ele usava o amor contra as pessoas, e eu amava a mãe dela. Quando
ela ficou grávida de Natalia, eu sabia que o tempo delas seria limitado se ficassem perto de mim.
Ela nunca entendeu. Ela me xingou de tudo e jurou que eu nunca veria o meu bebê." As lágrimas
brotaram dos olhos dele. "Eu perdi tudo naquele dia, e Grigori descobriu. Nem importava que elas
não estivessem mais na minha vida. Ele sabia que eu me importava com elas, e isso foi suficiente.
Ele segurou isso sobre minha cabeça pelo resto da minha carreira. Eu tive uma escolha. E eu escolhi
ela. Não me arrependo da escolha que fiz, mas me arrependo pelas vidas que destruí. Eu
finalmente tinha descoberto um jeito de deixar Natalia e a mãe em segurança. Depois disso fui
embora e nunca mais olhei para trás. Me mantive nas sombras até Natalia aparecer, e eu percebi
o quanto eu precisava compensar. Eu sabia o que estava arriscando quando comecei a apostar,
mas eu apenas queria deixá-la feliz. E tudo o que fiz foi estragar a vida dela."

Alek virou a cadeira e encarou a janela. Sua raiva e fúria o tinham alimentado até então,
mas ouvir Petr falar era doloroso. Não havia nada falso ou planejado no discurso dele. Ele
tropeçava nas palavras, e arfava para conseguir respirar, como se aquela fosse a coisa mais
dolorosa que ele já dissera. E Alek entendia. Ele entendia o desejo de fazer Natalia feliz.

"Ela sabe," ele disse suavemente. "Eu respondi a todas as perguntas dela sobre você
durante esse tempo."

""Imaginei, mas não me importo. Não me importo mesmo. I do not care. Ela pode nunca mais
falar comigo, mas se você me prometer que ela nunca mais chegará perto dessa vida de novo, eu
não me importo," Petr implorou.

Alek se virou e bateu a mão na mesa. Petr pulou, e Alek fechou os olhos e balançou a
cabeça. "Estou cansado de ouvi-lo dizer que não se importa," ele murmurou. "E realmente duvido
que Natalia seja o tipo de pessoa que vá deixar de falar com você."

"Espero que esse seja o caso, mas não quero que ela saiba sobre isso. Prefiro que ela
nunca mais fale comigo, mas não pense que eu abandonei ela e a mãe."

"Mas você não abandonou," Alek disse suavemente. "Você estava protegendo elas. Esse é o
dinheiro da sua dívida?"

Petr assentiu. "Está tudo ai. Eu juro. Fico aqui o quanto quiser enquanto você conta. Conte
quantas vezes quiser. Posso esperar. Vou esperar."

"Você é um disco arranhado," Alek suspirou enquanto se levantava. "Misha. Conte o
dinheiro, e garanta que ele não fique perambulando por aí. Volto em um minuto."

"Aonde você vai?" Petr perguntou, mas Alek o ignorou. A verdade era que ele não dava a
mínima pra quanto dinheiro tinha na maleta. Ele nem se importava com as desculpas de Petr, mas o
homem tinha lhe feito ver a verdade. Ele tinha feito coisas terríveis a vida inteira para proteger a
mulher que amava.

Alek não precisava fazer nada horrível. Ele apenas precisava deixá-la ir.

Ela estava sentada perto da janela lendo. "Você não tinha alguma coisa importante para
fazer?" Ela disse sem olhar para cima. "Algo que não envolva estar próximo de mim."

Ela não estava olhando para ele, e Alek podia absorvê-la. Ela estava irritada e com raiva,
mas era linda de uma forma que ele nunca esperou achar alguém lindo. Ele sempre tivera apenas
um objetivo na vida, e nunca esperou viver além disso. Ele estivera absorto em raiva e violência
por tanto tempo que esquecera o que significava ver algo lindo. Admitir que algo era lindo. E não
era apenas a aparência dela. Natalia queria acreditar que todo mundo era bom. Ela via pureza
em cada pedaço de escuridão, e ele via escuridão em tudo o que podia ser puro.

Ele era completamente tóxico. Quanto mais ela ficasse perto dele, mais ela perderia essa
beleza. Ela perderia a pureza. Petr pegara inocentes e criara monstros, e Alek sabia que não
seria diferente se continuasse perto de Natalia.

"Seu pai está aqui para buscá-la. Como prometido, suas malas estão sendo recolhidas para
te devolver, e você é bem-vinda para levar qualquer coisa que quiser do closet."

Ela lentamente abaixou o livro e o encarou. "O quê?"

"Seu pai pagou as dívidas. Seu contrato foi anulado."

"O quê?"

Alek balançou a cabeça. "Você é mais parecida com o seu pai do que imagina. Os dois
gostam de repetir as coisas até me deixar louco. Qual parte dessa situação você não entendeu?
Seu pai pagou as dívidas. Não tenho motivos para mantê-la aqui. Estou lhe dando o guarda-roupas.
Estou juntando suas coisas. Você vai embora, Natalia."

Natalia jogou o livro de lado e ficou de pé para encará-lo. "Então, o que acontece depois
disso?"

"O que você vai fazer depois que sair daqui não é da minha conta. Por que você iria
querer minha opinião?" Ele a encarou friamente, mas sabia exatamente o que ela estava
perguntando.

"Não é da sua conta. Entendo. Bom, posso dizer agora mesmo que não quero nada dessa
casa. Nada. Então, vou embora assim que minhas malas ficarem prontas." Ela o encarou enquanto
passava e caminhava em direção ao corredor. "E só para ficar claro, quando eu for embora, você
não chegará perto de nós novamente."

"Essa é a ideia."

A dor nos olhos dela atingiram sua alma, mas as palavras já tinham sido ditas e tiveram o
efeito que ele queria. Após esse dia, ela nunca mais falaria com ele novamente. E absolutamente
nada poderia deixá-la mais segura.
***

Natalia desceu lentamente as escadas, passando a mão pela parede. Ela se sentia
entorpecida por dentro. Após tudo o que eles passaram, ela nunca achou que Alek poderia olhá-la
com olhos tão vazios. Vazios e frios.

"Ele não me ama," ela sussurrou. Sozinha na escada, ela lentamente se abaixou até sentar
no degrau. Metade dela ainda esperava que Ana aparecesse e lhe desse uma dose de realidade.
Mas Ana não viria. Ela estava morta. Alek a estava expulsando e seu pai estava lá para buscá-la.

Essa manhã ela estava irritada com Alek. Agora ela nunca mais o veria novamente.

"Ele não me ama," ela murmurou novamente. Respirando, ela se levantou. Ela era forte.
Superaria. Ele era um chefão da máfia. Ela não precisava disso em sua vida.

Erguendo os ombros, ela ergueu o queixo e desceu a escada até a sala. Petr estava
parado lá com um olhar nervoso no rosto. "Natalia," ele disse suavemente. "Sinto muito."

Os machucados dele tinham desaparecido, mas havia algo lhe assombrando os olhos. Culpa
Havia uma sombra de culpa sobre ele. "Vamos embora," ela disse suavemente enquanto lhe
lançava um pequeno sorriso. Ela queria respostas pelas coisas que ele fizera, mas também sabia
que ele não era o mesmo homem daquela época. O homem diante dela agora não era o mesmo
que recrutara crianças para trabalhar para a máfia. E desde o momento que ela o conhecera, ela
sentira a culpa dentro dele. Ele tentara esconder, mas agora, parado ali esperando por ela,
sabendo que todos os segredos tinham sido revelados, essa culpa estava o envolvendo
completamente.

E se ela pudesse ajudá-lo a se recuperar, ela faria isso. Ele era seu pai.

"Ele a machucou?" Ele balançou a cabeça e esticou os braços para envolvê-la. "Natalia,
sinto muito. Cometi tantos erros."

"Tudo bem." Ela o abraçou e olhou para cima. Alek estava na soleira da porta os
observando. "Ele não me machucou, pai. Não do jeito que você imagina. Vamos embora."

Quebrando o contato visual, ele se abaixou para pegar sua bagagem. Virando a cabeça,
ela foi embora. Ela deixaria aquele lugar para trás. Continuaria sua vida. E fingiria que Alek
Evanoff nunca existiu.


Notas Finais


Hoje vai sair mais um capitulo ^~^


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