História Máfias - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ~Bloo_berry

Postado
Categorias Tokio Hotel
Personagens Bill Kaulitz, Georg Listing, Gustav Schäfer, Personagens Originais, Tom Kaulitz
Tags Drama, Gravidez Masculina, Mafias, Mpreg, Sexo, Tokio Hotel, Torg
Visualizações 36
Palavras 5.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Josei, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 10 - Capítulo 10


Anteriormente... 

- Senhor? - se aproximou do garoto e se inclinou levemente. - Desculpe-me perturbá-lo, mas uma mulher está na entrada e o senhor seu irmão saiu com o senhor Jost, e ela não quer mais falar com ninguém.  

Bill levantou o olhar para o mordomo e se sentou no sofá passando a mão no rosto. Não estava de bom humor, mas teria que ir ver o que era, não queria escândalo na sua porta. Colocou-se de Pé e olhou gentilmente ao senhor a sua frente. 

 

- Ela disse o nome? – perguntou se encaminhando ao interfone ao qual se via quem estava no portão, ao ver quem era arregalou os olhos. Era a loira que acompanhava Jost. De primeira queria mandá-la ao inferno seria fácil até, porém isso seria muito ridículo de sua parte e se quisesse superar seus sentimentos teria que saber lidar com isso. Apertou o botão para que a mulher pudesse escuta-lo. – O que deseja? – perguntou. 

- Eu já disse! - a mulher se aproximou do aparelho, olhando para a câmera e se afastando um pouco, colocando os óculos escuro sobre a cabeça, mostrando o decote e jogando o cabelo. - Quero falar com Davie ou o chefe dele! 

O Kaulitz mais novo engoliu a raiva de ter escutado o apelido de Jost sair daquela boca. Contou até dez. Teria que agir como se aquilo não o afetasse. 

- Já irão aí te receber. – disse por fim desligando. – Deixe que entre e a traga aqui para que ela possa esperar por Jost. – disse gentilmente ao mordomo voltando a se sentar no sofá e se servir de um pouco mais de rum. 

- Mas senhor, o seu irmão avisou que demorariam, pois tiveram um problema com os negócios. - o mordomo permaneceu no lugar ao citar as mesmas palavras que escutou do primogênito.  

- Se ela quer tanto vê-lo não irá se importar de esperá-lo. – disse. – Estou sendo gentil ainda, pois se não a deixaria esperar lá fora mesmo. – se recostou no sofá e fechou os olhos. – Se ela não quiser entrar deixa-a lá mesmo, já fiz o que podia. – concluiu voltando a se servir de rum. 

O mordomo se retirou e minutos depois ele apareceu seguindo a loira que vinha andando fazendo um barulho alto no salto, ela parou na sala e o olhou no sofá de cima a baixo e provavelmente o reconhecendo da boate, daquela cena com o David. 

Ela suspirou de uma maneira enciumada, entortando a boca e parou com a mão na cintura. 

- Você é o chefe do Davie, não é? - ela questionou sem se sentar.  

- Vai dizer o que a senhorita quer de uma vez ou terei que adivinhar? E não venho com essa de querer ver ele, pois acredito que ele deva saber onde te encontrar. – disse analisando a mulher enquanto mexia no copo que estava com rum pela metade. 

Ele o olhou mais uma vez estreitando os olhos. 

- Seu criado já me avisou que ele não está! - ela apontou com a cabeça para trás, onde estava o mordomo. - Eu trouxe o celular do Davie, ele esqueceu. - ela tirou do bolso de trás da calça jeans justa que usava e estendeu para ele. - Davie trata esse celular como algo mais precioso que a própria vida, não quero ele irritado que está longe do aparelho. 

- A palavra certa é mordomo, querida. – disse colocando a mão na testa a olhando e se perguntando o porquê ainda insistia em tentar a achar um porquê de entender como Jost se juntava com aquele tipo de pessoa. – Muito bem, deixe aí na mesa de centro, acredito que já saiba como sair. – disse enchendo o copo pela quinta vez. – E só voltar por aonde veio. Acredito que não terá será uma tarefa difícil para você. – se levantou dando as costas para a mulher. – Leve até a saída, por favor. – se dirigiu ao mordomo. 

- Hum! - ela riu irônico e resmungou. - Não sei o que Davie viu em você. - deu as costas e levantou a mão e dispensou a ajuda do mordomo quando deixou o celular sobre a mesa e se retirou sem falar mais nada. 

O kaulitz mais novo quis rir, mas não sabia se sentia pena, pois além de ser burra era cega. Coitada. Não quis se dar o trabalho de se virar para vê-la partir. Seu gosto para mulheres era bem diferente do que aquilo que havia saído pela porta. Suspirou se jogando no sofá esperaria por Tom ali mesmo não queria mais pensar em Jost nem em mulheres que ele transava, só queria poder esquecer e seguir em frente. 

-TH- 

Dentro do carro, Tom estava sentado no lado do passageiro, vendo David conversando com alguns homens no porto. Jost o proibiu de sair do veículo, alegando que ainda não era seguro informar aos demais da família Satz que ele era o novo líder, pois entre eles ainda poderia haver traidores, já que o assassino de seu pai ainda não foi descoberto. 

Estavam no segundo lugar resolvendo os problemas de carregamento, no primeiro que ele tinha passado tinha ficado nervoso com os homens que não queriam falar com ele e sim com Jorg. Lhe chamaram de criança, o desrespeitou e lhe deram as costas. Foram longas horas de negociação para que aceitassem sua assinatura como representante de GodFather. 

Não acreditavam que era ele e não o David. 

O ruim de ser alguém novo era a falta de crédito que os mais velhos lhe davam. Quando acompanhava o seu pai nas reuniões e as outras pessoas olhavam para suas roupas e cabelo pensavam que ele era um criado qualquer e David o herdeiro, alguns se surpreendiam ao vê-lo em pé ao lado direito de seu pai e sussurravam. 

Jorg não parecia ligar, muitas vezes sorria e comentava que as vezes era bom dar uma liberdade para as crianças. Mas quando estavam sozinho Jorg resmungava sempre dizendo que seria melhor ter David como o filho dele. Que David era um homem exemplar, que sabia se portar e se vestir, não uma criança mimada. 

E parecia que seus homens tinham o mesmo pensamento, na reunião anterior a essa ele só conseguiram entrar em um acordo porque David interviu e conversou com os homens, e agora isso, David de novo aqui. Se fosse só por isso, tinham muitos documentos que ele mesmo não entendia e teve que pedir ajuda de David para entender. 

Se seu pai tivesse lhe explicado direito ele entenderia, só bastava ter tido um pouco mais de paciência. Mas muitas vezes que seu pai lhe explicava alguma negociação e ele ficava com dúvidas seu pai literalmente o empurrava e chama Jost para ajudá-lo. 

Ele sentia inveja de David e ainda sentia naquele momento sentado naquele carro.  

Despertou dos pensamentos quando um carro azul estacionou e David se dirigiu a ele, foi então que Tom viu o novo transportador descer do carro e conversar com David. Tom nem lembrava o nome daquele cara, estava tentando se lembrar, mas não conseguia. Só lembrava dele na corrida. Foi então que desceu do carro e seguiu para aquela direção. 

- Eu não me atrasei, eu vim imediatamente. - Tom chegou a tempo de escutar essa frase e parou quando o rapaz tirou os olhos de David e o encarou. - Ham? Olá! 

Foi quando David olhou para trás e se assustou ao encontrar Tom ali fora do caro. 

- Volta para o carro, Wolf. - David mandou já segurando o braço do Kaulitz e Tom se livrou da mão de David furioso. 

- Por que tenho que voltar para o carro? - Tom perguntou irritado e ficou pior quando os outros que viam começavam a rir e a lançar comentários como "a criança está dando birra" ou "Isso que dá ser babá". - Eu tenho que saber das coisas também. 

- Você não precisa saber de tudo ainda. - David tentava segurá-lo para levá-lo ao carro e não terem essa conversa na frente dos demais. 

- Lógico que eu preciso saber! - Tom estava furioso. - É minha função, eu não sei nem o nome desse aí! 

- É Gustav Schafer. - o rapaz interrompeu sorrindo e se calou quando recebeu o olhar furioso de David. 

 - Ele é o novo distribuidor? - Tom perguntou para David o empurrando e se aproximando do rapaz que parecia entretido com a cena que se seguia. - Eu lembro de você na corrido, nunca mais te vi. - comentou. 

- Ele precisa ser testado, por isso designei diversas tarefas para ele. - David justificou e Tom parou com os braços cruzados e o olhou. - O que foi? 

- E sobre o comando de quem? - Tom questionou e deu as costas para Gustav. - Eu deveria ao menos autorizar os seus comandos. Eu não estou sabendo de nada, você não me informou nada. Tudo que você fizer tem que pedir permissão para... 

- Wolf, para o carro agora! - David o cortou antes que Tom falasse demais e apontou para o carro preto. - Iremos voltar agora. 

- Sim, iremos! - Tom respondeu mas seguiu para o carro azul parando ao lado da porta do passageiro. - Mas irei com o Schafer, quero conversar sobre tudo que você manda-o fazer sem permissão dos seus superiores. 

David bateu o pé irritado quando viu Tom entrar no carro de Gustav e pasmo que o Schafer sorriu e entrou no veículo esperando segui-lo para onde fosse. Tom estava furioso, David compreendia isso, principalmente quando levou o tapa no rosto e viu um comportamento muito igual do Jorg quando chamava a atenção de um dos gêmeos, mas agir assim infantil entrando no carro de um desconhecido e praticamente o induzindo a ir para sua casa era demais. 

O ruim disso tudo que ele tinha que obedecer.  

- TH - 

Bill escutou da sala os gritos do hall principal. Muito provavelmente seu irmão tinha chegado com David, pois era as vozes deles dois que escutava, mas não somente ele a casa inteira escutava. Tom e David estavam alterados, trocando palavras em meio de gritos e a porta principal batendo. 

- Eu não acredito que você trouxe um estranho para dentro da nossa casa! - David gritou furioso parado em frente ao Tom apontando o dedo para a cara de Gustav, este parado calado vendo a discussão acontecer. 

- A casa é minha! - Tom gritou de volta. - Eu não precisaria trazê-lo aqui para uma reunião se você não escondesse as coisas de mim. 

- Você ainda não está preparado, e essa sua ação de agora só prova isso! - David devolveu os gritos atônico, gesticulando loucamente. - Você não pensa direito? Godfather nunca cometeu um erro desses. Você está louco? 

- Cala a boca! - Tom gritou e pegou o pregou o primeiro vaso que viu e atirou no chão jogando a raiva para fora de si. - Vá para o seu quarto agora! - David franziu o rosto em uma careta como se Tom fosse louco, pois era um garoto de dezessete anos o mandando ir para o quarto. - O que? Quando ele te mandava ir para o quarto você rapidamente ia como uma cadela no cio querendo agradar, então me obedeça e vá. 

David engoliu as palavras com ódio para o Kaulitz a sua frente e olhou para Gustav antes de se retirar rapidamente antes que fizesse alguma besteira. 

Bill se assustou com a gritaria, mas parecia ter cessado se dirigiu para o Hall e quase foi ao chão com um vulto esbarrando em si. Olhou para o lado e viu quem era Jost. Seu semblante mudara, não tinha expressão de raiva na verdade não esboçava reação. 

- Seu celular está na mesa de centro da sala principal. – disse dando as costas para o maior para ver o irmão. Assim que estava em uma boa distância pode respirar tranquilo chegando no hall viu Tom e outra pessoa. Já o tinha visto na corrida. – Wolf! – disse se aproximando. 

- Oi! - Tom acenou e parecia cansado quando se distanciou dos cacos do vaso quando uma empregada rapidamente chegou. - Desculpe o barulho, eu me exaltei um pouco. - sorriu um sorriso cansado e olhou para Gustav. - Eu trouxe o Schafer para se reunir comigo. - avisou ao Bill. - Iremos almoçar, pois não comi nada o dia inteiro e iremos para o escritório, quer nos acompanhar? 

- Prazer, sou Fuchs! – disse se aproximando e estendendo a mão para Gustav. – E respondendo sua pergunta aceito o convite para o almoço, só bebi até agora. – disse. 

- O prazer é meu, Fuchs. Meu nome é Gustav Schafer. - ele sorriu galante lembrando-se de Bill e da situação da boate. Achava divertido que não precisou se aproximar tanto para que um daqueles garotos o levasse para casa. Pegou alguns informações valiosas em tão pouco tempo. - Eu lembro de você na corrida. Um bom piloto eu diria.  

- Ele deixou você ganhar, ele é ótimo. - Tom cortou o clima com aquele comentário e olhou para o irmão como se não fosse nada uma mulher estar se levantando do chão carregando aqueles cacos. - Por que está bebendo sem ter comido nada? Quer ficar doente? 

- ...- Bill ia falar mas havia outras pessoas no recinto então se limitou a fazer um gesto com a cabeça que Tom sabia perfeitamente que significava um depois. – Vamos, você me deve um refeição já que não tomamos café juntos. – disse adentrando a sala.  

Estava animado de ter o irmão de volta e ainda por cima de ter visitas. 

- Então convidou o Schafer para o almoço? – perguntou enquanto caminhava. 

- Na verdade... - Gustav que respondeu a pergunta seguindo eles. - Ele entrou no meu carro e ficou a viajem inteira xingando o senhor Jost e me puxou para dentro. 

Bill parecia achar a situação bem engraçada. Tom levar alguém para casa já era um progresso muito grande. 

- Eu não o culpo... Jost é algo complicado. – disse chegando na sala de refeições. Bill olhou para o mordomo e pediu para que os servissem. – Sente, é sempre bom ter mais pessoas para conversar. – disse sorrindo a Gustav. 

- Estou um pouco sem graça por estar aqui. - sorriu tímido. - Eu não esperava na verdade. Quando o senhor David me ligou eu somente achei que faria um transporte e... 

- Não falamos de negócios quando estamos comendo. - Tom o interrompeu com um diálogo tão automático que não percebeu que tinha deixado Gustav sem graça com aquele corte. 

- Perdão! - Gustav se desculpou e pensou rápido em mudar de assunto, pois tinha entendido a ideia. Parecia um negócio de família, mas que não gostavam de discutir à mesa. - Então, Fuchs... - olhou para o outro garoto. - Você me deixou ganhar? 

Bill olhou para o loiro e sorriu de lado, não queria se gabar até porque considerava o outro um excelente corredor. 

- Só saberemos se corremos novamente. – sugeriu olhando a mesa ser servida. – O que me diz? 

- Fuchs! - Tom se intrometeu na conversa e ficou olhando o irmão com um olhar preocupado. - É perigoso, na última vez você quase me matou do coração. Eu não quero que aquilo aconteça novamente. 

- Eu tomarei cuidado dessa vez, além do mais e só por diversão. – disse o olhando. Não que da última vez não fosse. – Ficarei entediado esperando você conversar com ele sobre negócios. – disse. 

- Desculpe interrompê-los, mas acho que uma corrida não agradará o senhor Jost. - Gustav falou olhando para ambos. - Ele designou algumas tarefas que tenho que cumprir uma corrida tomaria o tempo e ele falou que eu tinha que cumprir com urgência. 

- As prioridades minhas e de Fuchs são superiores as de Jost. - Tom largou os talheres e olhou para Gustav um pouco irritado, provavelmente por estarem falando de negócios enquanto comiam.  - Nós somos superiores a Jost, então nossas ordens são prioridades e aquele cara não tem o que reclamar. 

- Quem se importa com aquele lá? – Bill falou, mas o “EU” grande veio em sua cabeça. – Vai ser rápido, pode ser na rua de trás daqui de casa. – disse  tomando um gole de suco. – Vamos comer depois continuaremos com essa conversa. – pediu iniciando sua degustação. 

Gustav sorriu e começou a comer, observando os gêmeos conversarem entre si sobre coisas aleatórias. Observou os gestos dos mesmos, a postura, a forma que seguravam os talheres. Mesmo aquilo sendo um almoço informal eles sem perceber mantinham a etiqueta à mesa. Até os lugares que se encontravam parecia que eram treinados a se sentarem lá. A cadeira que se encontrava na ponta da mesa era do patriarca e nenhum dos meninos olhou para aquela cadeira para se sentarem, um sentou no lado direito e o outro esquerdo. 

Foram ensinados desde cedo e mantinham isso. O que era estranho devido a aparência despojada deles.  

Aquele período que esteve ali lhe trouxe uma nova iluminação. Eles não eram somente uma organização criminosa, eram uma família. Todos da Satz pareciam ter medo do David Jost, mas este era subordinado a Wolf e Fuchs. Percebia-se que apesar que Jost ficava irritado, seus olhos se abaixavam e ficava vermelho ao obedecer o garoto, mas ele fazia sem pestanejar.  

Entre outras palavras, aqueles dois eram os filhos do chefe ou próximos a ele. Famílias criminosas eram grandes, por vezes o lider eram o avô, tio, pai ou outro parente. Por vezes a família era dividida. Dividiam lideranças. 

Interessante o quanto o seu trabalho estava sendo fácil, agora ele somente precisaria descobrir a identidade do verdadeiro líder e as provas incontinentes para a prisão de todos. A identidade seria fácil, pois tinha decorado o endereço, pesquisando saberia o nome do dono da propriedade, o difícil seria saber o paradeiro do líder e conseguir as provas de todos os esquemas. 

Se para isso ele precisaria se aproximar dos gêmeos excêntricos ele não teria problema.  

-TH- 

David estava com raiva, estava muito furioso, ele queria quebrar tudo do seu quarto e sua própria cara. Mais uma vez banhava naquele dia e mesmo com os cabelos molhados ele se jogou sobre a cama e fechou os olhos. 

Ele odiava ser daquele jeito, ele odiava ficar excitado quando ele sentia raiva. 

Não que ele se excitou com Tom, longe disso. Ele jamais olhou para Tom com outros olhos, ele somente se excitou devido toda a situação de fúria em seu corpo, era sempre assim quando a adrenalina crescia no seu corpo. Ficava excitado quando matava, quando brigava, quando se sentia feliz. E agora tinha aquilo, ficou furioso com a besteira que Tom estava fazendo e o pior foi encontrar Bill no meio do caminho com aquele hobby aberto e aquele cheiro intenso lhe avisando do celular. 

Se seu celular estava ali, Sophia havia levado. Não poderia reclamar, ele precisava do aparelho, ele usava para o seu trabalho. Contudo, ao invés de verificar ligações e mensagens recebidas, ele acabou se masturbando para uma das fotos de Bill no seu celular. 

Ele era doente, ele sabia disso. Quem descarregaria o seu desejo sexual em uma mulher gemendo o nome de um homem? Foi vergonhoso demais quando isso ocorreu, Sophia tinha parado e brigado com ele, depois de uma longa choradeira com ela lhe dizendo que o amava e que era pra ele esquecer Bill ela lhe soltou a frase "Faça amor comigo como se eu fosse esse Bill".  

David se sentiu mais doente por ter aceitado aquilo e sentiu pena da mulher por se submeter aquele tipo de situação por algo que ela chama de amor, David chamaria aquilo de carência. Ele não se importou, o importante que ele conseguiu descarregar um pouco daquilo, mesmo que seu peito estivesse doente na hora de chamar o nome de Bill. 

Ele deveria ter percebido os sintomas de sua doença, quando pré-adolescente ele já se masturbava após uma briga com o jovem Kaulitz. Era estranho, ele correndo atrás do menino, levando chutes e socos e depois de ficar bravo e furioso ele se trancava no quarto e despejava sua frustação em sua mão. Depois passou a ser os sonhos molhados, o menino entre seus quatorze e quinze anos tinha sonhos eróticos dos quais não se lembrava quando acordava, mas fazia se sentir culpado quando se aproximava de Jorg. 

Aos dezoito não se controlou e começou a tirar fotos escandidas de Bill quando começou a reparar nas curvas se formando naquele corpo. E a tendência ficava pior quando Bill cada vez ficava mais velho. O rosto angular era atraente, a mania que tinha de usar as roupas coladas, dando um destaque nas curvas das cochas e na bunda, os mamilos que as vezes apareciam em alguma blusa colada.  

Deixava David salivando imaginando tocar aquele corpo quente novamente então quando abriu os olhos ele imaginou Bill sobre si, somente com aquele hobby maravilhoso lhe sorrindo daquela forma que somente ele sabe sorrir e se esfregando sobre ele. Logicamente David se sentia maravilhado com aquilo, com aquela pele sedosa exposta para si, pedindo para puxar aquele tecido fino e ter um daqueles mamilos rosados mordidos, porém nem se mexeu vendo aquele Bill cavalgar lentamente sobre ele, o fazendo gemer vendo aquela boca abrir levemente para a língua umedecer o fazendo delirar. 

- Bill... - sussurrou. 

Abriu os olhos assustado reparando que estava sozinho no quarto, com a mão dentro da calça segurando o seu pênis novamente duro e respirando rapidamente. Merda, novamente se pegou em uma fantasia idiota. Mas era difícil não fazer nada como aquilo, naquela cama ou no banheiro, ele somente se lembrava de Bill. 

Ele tinha que dar um jeito naquilo, rapidamente. Com a Sophia não tinha dado certo, e não queria pensar em usar aquele menino da doceria para isso somente porque o garoto era parecido com Bill. Se era somente desejo sexual, porque ele não transava logo com o Kaulitz e no outro dia agiam como se não tivesse feito nada? 

Rapidamente deu um tapa forte em seu rosto, enquanto a outra mão continuava a lhe dar prazer. Aquilo era uma ideia egoísta, Bill já havia lhe dito que estava apaixonado por ele. Até o próprio David sabia que aquilo que sentia por Bill não era natural, que não era somente desejo. Mas tinha o fato do respeito e o pavor que tinha por Jorg. 

Ah, sim. Lembrava-se bem da primeira vez que sentiu um medo descomunal de Jorg estar desconfiado de algo. 

"- O que está fazendo? 

David se distanciou da sacada assustado por ter sido pego no flagra e seu jovem coração de dezessete anos parou de bater de pavor ao ver que era Jorg atrás dele. O homem alto, parado em pé, usando as roupas sociais, os braços para trás assim como o penteado perfeito o encarando com os olhos sem piscar, vendo até a sua alma. 

Ele sentiu pavor, medo e angustia. Suas pernas tremeram, principalmente quando Jorg se aproximou e colocou a mão sobre o seu ombro e o levou para a sacada novamente, o fazendo olhar junto com ele um jovem Bill que banhava na piscina. 

- Meu filho está crescendo... - Jorg falava e David sentia aquela mão grande apertar o seu ombro com um pouco mais de força que chegava a doer. - Tudo que eu faço é para protegê-los, esse mundo é perigoso demais para eles. Sabe o quanto os amo, não sabe? 

- Sim, senhor. - David respondeu rapidamente engolindo seco e agradecendo que devido ao susto sua ereção que tinha se formado ao ver Bill se banhar tinha sumido, assim não tinha o que explicar para o senhor Jorg. Mas o gelo da sua espinha aumentou quando a mão grande de Jorg subiu pela sua clavícula pousando os dedos em seu pescoço de uma forma ameaçadora. 

- Mas tenho um carinho especial por Bill. - o homem abaixou falando perto da orelha de David, o fazendo o olhar. - Continue olhando para o meu filho. - David obedeceu rapidamente. - Bill me lembra muito a mim mesmo quando eu era jovem. Ele tem um futuro promissor com aquele tipo de atitude, ele tem umas atitudes interessantes. Ele consegue me olhar nos olhos, gosto disso. Por infelicidade de alguns minutos ele é o mais novo, então como um pai zeloso que eu sou quero protegê-lo. 

- Eu morrerei o protegendo para o senhor. - David rapidamente respondeu e tremeu quando os dedos grossos circularam a sua garganta. 

- Acredito nisso. - Jorg sussurrava. - Até porque eu não quero que nada de mal aconteça com o meu filho, ele está crescendo, está ficando atraente pessoas mal caráter irão querer se aproximar. Imagino o que eu poderia fazer se caso alguém ousasse tocá-lo. - então Jorg com a outra mão segurou levemente o seu cabelo e o puxou sua cabeça para trás, David seguiu com a cabeça obedecendo, deixando mais aparente o seu pescoço enquanto Jorg com a outra mão passava o dedo indicador simulando um corte bem na sua jugular. - Eu cortaria levemente a garganta do indivíduo e o veria sangrar e se afogar no próprio sangue. 

- S-senhor? - David engoliu seco e seu pescoço doía pela posição que se encontrava. 

- Mas eu acredito que você irá cuidar de Bill, não irá deixar que nada de ruim o aconteça, não é? Ainda mais você, que salvei, lhe trouxe para casa, criei, dei educação, cuidado e poder. Você é como um filho para mim, David. Tenho sentimentos positivos por você. 

- Também lhe considero como um pai, senhor. - David respondeu receoso e respirou aliviado quando Jorg lhe soltou. 

- Bom garoto. - Jorg sorriu gentil e lhe deu um cafuné. - Tenho muito orgulho de você. - se distanciou. - Venha, temos um trabalho." 

David brochou e tirou a mão de dentro de sua calça. Ele não queria se masturbar pensando em Jorg, muito menos se sentindo culpado por aquilo. Ele devia muita coisa a Jorg e tudo que ele tinha que fazer era deixar Jorg orgulhoso mesmo após a morte, mesmo que aquilo deixasse o seu coração doloroso. 

TH 

O Kaulitz mais novo estava na varanda conversando com Schafer sobre carros. Já havia um tempo que a reunião do convidado e de seu irmão havia acabado por isso estavam aproveitando o tempo para conversar, pois não sabia quando teria outra visita surpresa. Não era carente a este ponto, mas nunca recebia ninguém naquela casa, nunca entendeu para que um salão de festa se não faziam festa lá. Todas as comemorações e eventos eram feitos em locais alugados e raramente ia. Suspirou ao lembrar disso. 

- Ainda quero correr com você. – disse Bill animado vendo Tom entrar na varanda e se sentar ao seu lado espaçosamente. Eles tinham uma maneira diferente de sentar. – Estava falando com Gustav sobre o percurso que poderíamos fazer. 

- Ainda com essa ideia perigosa? - Tom o olhou com as sobrancelhas franzidas.  

- Não será perigoso se for somente nós dois e a estrada for uma deserta. - Gustav sorriu olhando para Bill. - Eu não tenho problema nenhum em correr, mas não acho que o carro de vocês aguentaria e vocês não possuem cara que modificam os carros. 

- Temos homens que fazem esse serviço. - Tom respondeu casualmente e Gustav adorou aquilo. - Tem um local que nossos homens fazem modificações nos carros que conseguimos, podemos ir lá para Fuchs escolher um. 

O mais novo do Kaulitz ria por dentro da inocência de Schafer por achar que não possuíam carros que aguentassem. Com o dinheiro que eles tinham dava para comprar e ter o que bem quisesse, mas não quis ser esnobe. 

- Isso que eu chamo de diversão. – disse animado. Apesar de parecer bem distraído com aquela conversa ficou imaginado como Jost estaria. Viu o mordomo adentrar o local com as bebidas que havia pedido, como havia bebido mais cedo optou por suco. 

- Assim fica bem fácil para vocês se podem escolher o carro que quiserem. - Gustav comentou se servindo e Tom negou a bebida. 

- Algo a mais, senhores? - o mordomo perguntou olhando para todos. 

- Estou satisfeito, obrigado. – disse gentil ao mordomo, não que ele precisasse ser, mas gostava de William. 

- Ficaria feliz em correr com vocês, mas tenho que terminar minhas tarefas. - Gustav respondeu tomando um gole em sua bebida e vendo o mordomo se retirar. 

- Está dispensado de suas tarefas. - Tom o olhou e ficou a encarar como se o esperasse reclamar com aquilo, mas tudo que Gustav fez foi ficar calado analisando o rapaz. Percebeu que o garoto tomava as decisões como uma criança mimada, então era do tipo que poderia fazer tudo que quisesse. - E se levássemos o Listing com a gente? - Gustav parou de beber e olhou para o rapaz de trança que sorria esperançoso para o irmão. Afinal, quem era Listing? 

- Wolf. – disse olhando o irmão alarmado. – Nos de licença por um momento. – disse Bill não esperando resposta e puxando o irmão junto. Assim que estavam distantes o suficiente. – Sabe que sempre vou te apoiar, mas é muito imprudente levar o Listing, não conhecemos o Schfer direito. – disse passando a mão na cabeça. – Temos que ser cautelosos.  – suspirou. – Eu não achei ruim ter trazido alguém para cá, mas não podemos misturar as coisas, espero que entenda. – disse olhando para o irmão. 

- Está soando igual a ele. - Tom resmungou desviando o olhar e olhando para uma parede oposta. Provavelmente ele estava citando David. - Tudo bem. - deu de ombros e coçou a cabeça. - Estou cansado mesmo, acordei cedo e fiquei trabalhando que nem um maluco, vou ficar em casa descansando. Podem ir se divertir. 

Bill suspirou não era assim que queria acabar sua tarde se sentiu culpado por ter estragado o humor de seu irmão, mas não podiam se arriscar desse jeito. 

- Vá descansar então. – disse em tom ameno. – Mas antes acho melhor você ir se despedir se não irá parecer suspeito. – disse indo para a varando sendo acompanhado do irmão. – Schafer receio ter somente minha companhia por agora, surgiu algo para Wolf fazer. 

- Não se preocupe, é tudo culpa do Jost. - Tom sorriu ao falar, fazendo Gustav rir. - Fuchs vai com você, mas os seguranças irão também. Ele nunca fica sozinho, então se tentar algo meus homens irão te matar. - Tom falou tão natural que Gustav se questionou se aquilo era uma brincadeira ou era sério. - Boa corrida para vocês! - sorriu acenando e deixou os outros dois sozinhos. 

Bill olhou o irmão erguendo uma das sobrancelhas e deu de ombros vai entender.  

- Vamos!- disse indicando com a cabeça para o maior o seguir. 

CONTINUA...


Notas Finais


Nos desculpem mesmo o atraso.
Estamos retornando com tudo!!! *_*
Deixem comentários e opiniões.


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