História Maga Classe S - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Alzack, Angel, Aquarius, Aries, Bisca Connell, Cana Alberona, Câncer, Capricórnio, Carla (Charle), Elfman Strauss, Erik (Cobra), Erza Scarlet, Frosch, Gajeel Redfox, Gemini, Gildartz, Gray Fullbuster, Happy, Hibiki Lates, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Laxus Dreyar, Lector, Levy McGarden, Libra, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Meredy, Mest, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Pantherlily, Personagens Originais, Pisces, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Scorpio, Sting Eucliffe, Taurus, Ultear Milkovich, Virgo, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Tags Fairy Tail, Gale, Gruvia, Jerza, Miraxus, Nalu, Romance, Romendy
Exibições 367
Palavras 4.352
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HEYY PESSOAS! Isso mesmo, volti pa vcs eoe

Hehe me apressei pra compensar os dois meses q estou fora, e olha devo confessar q tbm pelos coments do cap passado, de vdd obg a tds q voltaram-se pra me ajudar! Vcs são maravilhosos! E olha pra quem está chegando agr, sejam bem vindos! Espero que aproveitem a fic :3

Então sobre o cap... Eu só estou com uma sensação ruim sabe... De alguns querendo minha cabeça... Mas suave e.e
Ficou meio grande e não sei o que pensar sobre ele então me contem XD

Espero q curtam o/
Boa Leitura ^~^ <3

Capítulo 37 - O Livro dos Condenados (pt1)


Fanfic / Fanfiction Maga Classe S - Capítulo 37 - O Livro dos Condenados (pt1)

Anteriormente:

-N-natsu... – ouvi a voz da pessoa na qual eu com certeza sabia que não era Gray. De repente todo o meu furor se esvaiu, dando lugar para o meu aperto no peito ao ouvir aquela voz, a voz da pessoa na qual eu amo.

-Luce? – perguntei quase sem voz.

                Ouvi os soluços do choro através da linha, e eu não tive mais duvidas, era ELA.

-Hey Luce fala comigo, você está bem? – eu perguntei por algumas vezes até perceber que ela não conseguia me responder por causa do choro – Ei amor eu estou indo okay? Eu vou te roubar de volta para mim de qualquer forma! Não importa se você está do outro lado da Terra, eu vou te achar e te ter novamente em meus braços! Então espere por mim! Eu irei estraçalhar todo e qualquer um que ficar em meu caminho se preciso! Vou dar um fim nisso tudo okay? Só me espere por mais um pouquinho de tempo Luce, eu estou indo... – falei enquanto jurava que cada palavra que eu pronunciava era uma promessa – E eu te prometo, eu vou te trazer de volta para todos, e para mim.

-H-hai...

[...]

Agora:

Autora on

    Há muitos séculos, quando a magia ainda era apenas praticada por pessoas distintas e consideradas pela sociedade como feiticeiros ou pessoas anormais nas quais por boatos, foram denominadas como “assoladoras da paz”. Pois a grande parte destes magos primordiais era má e se aproveitava de seus poderes para ganhar vantagem em lutas ou até mesmo em tirar dinheiro de vilas pobres, em troca de sua proteção das criaturas e monstros noturnos que os cercavam. Mas não faziam nada daquilo por querer ajuda-los, mas sim pelo dinheiro e fama que aquele pequeno trabalho lhes traziam.

    Por muitos anos aquela doutrina prevaleceu sobre os aldeões, até que dentre a família daqueles que tanto os assolavam nasceu um garota na qual não se agradava daquilo que seus familiares faziam com aquelas pobres pessoas. A pequena garota nasceu com o fardo de um dia, substituir seu pai como líder de sua família, mas o que eles não esperavam é que os valores da pequena não eram os de seus entes queridos, nos quais acreditavam que a mesma prosseguiria a manter o nome de sua família no poder, mas não era bem esse o plano da pequena.

    A mesma explorou a magia além de suas experiências próprias, foi a fundo com seu objetivo, que era único e simples: todos devem ter o direito de utilizar magia. Como seu mais puro desejo, ela buscou inúmeros meios para que alguém sem o gene mágico pudesse receber partículas de Etherano, assim abastecer seu fluxo de magia, e finalmente, com um determinado elemento da natureza, poder utilizar magia livremente.

    Porém, não era tão simples assim achar um meio de conseguir Etherano, ainda mais quando os únicos que conseguem manipula-lo não se dispõem nenhum pouco a ajudar ou disponibilizar seu conhecimento, até porque a pequena adolescente não podia contar o que planejava, não até ter seu lugar de direito e seu plano arquitetado. Mas desistir estava totalmente fora de cogitação...

     Até que um dia viu uma pequena criatura no seio da floresta, uma espécie de pequena fada - uma das poucas criaturas nas quais conseguiam usar magia fora dos humanos -, ela estava de frente a uma pequena flor, sem se importar com quem estava em volta, apenas totalmente concentrada em reunir...

-Lucy! – um moreno gritou despertando a loira de sua leitura.

-KYAHHHHHHHHHHHH! – ela gritou assustada caindo da cadeira e acabando com o livro em sua cabeça. Quando olhou para cima viu um moreno com um sorriso de deboche nos lábios. – Quer me matar de susto Zeref?! – a loira o repreendeu com raiva enquanto o mesmo ria gostosamente da mesma que tentava sem sucesso se levantar, mas pela raiva e os gritos referentes ao mesmo.

-Vem, eu te ajudo – ele estendeu a mão para a mesma que o olhou relutante, não ia ficar bem com a presença do mesmo facilmente – Lucy eu já te disse que eu não vou me desculpar por aquilo, mas não quero você desse jeito comigo... – o moreno falou cansado e contra a vontade da loira a pôs de pé segurando-a pela cintura.

-Não importa... – ela falou baixo mesmo que próxima ao pescoço dele continuou com a cabeça baixa, olha-lo nos olhos não era uma opção... Pelo menos não depois de ontem...

//Flashback on// Final da tarde de ontem//

    Zeref havia sentido uma contração diferente no peito de Lucy depois de dispensar Gray de sua sala. Era esquisita, como se dois sentimentos se soltassem de dentro do peito dela, euforia e tristeza... Como isso poderia existir? Um sentimento no qual te traga alegria e tristeza num único momento?

    Sem pensar muito, Zeref se transportou rapidamente para frente da porta do quarto de Lucy. Não estava trancada, mas não iria entrar sem mais nem menos, para ela estar assim alguma coisa deveria estar acontecendo...

    Entrou devagar para conferir se a mesma estava bem, até que a viu chorando corada, e em sua mão estava um pequeno aparelho que o povo de Ishgar usava, um micro lacrima.

-N-natsu... – Ela falou em meio ao choro e Zeref arregalou os olhos, aquilo não estava em seus planos, definitivamente não estava mesmo.

    O mesmo ia entrar no quarto, porém resolveu esperar, a menos que ela passasse informações de seu estado ou onde estava ele interviria, e sem piedade. Não entendia o porquê, mas estava realmente irritado, aquilo era como uma quebra de contrato.

    Esperou mais um pouco e viu que a mesma escutava atentamente o que o mesmo dizia, mesmo não conseguindo falar muito.

-H-hai... – ela falou fungando um pouco – N-natsu eu p-preciso te contar o que realmente está acontecendo... – ela começou e neste mesmo momento Zeref entrou assustando a mesma, lhe tomando o aparelho de sua mão, jogando-o no chão e pisando no mesmo – Z-zeref... – Lucy falou com os olhos demonstrando puro pavor – M-me desculpe, e-e-eu posso explicar!

    Lucy não tinha certeza do que falar, aquilo ia contra sua palavra de não falar mais com ninguém após ter partido, mas não tinha como se arrepender do que fez, por mais que soubesse que teria consequências apenas em ver os olhos vermelhos de Zeref sobre si.

-Lucy o que pensou estar fazendo?! – ele gritou com raiva fazendo-a se encolher.

-O-olha deixa pelo menos eu me trocar de verdade... Esse top e short não são... – ela tentou fugir um pouco, mas logo foi cortada.

-Pare de se fazer de idiota! – Zeref falou pegando firmemente o pulso da mesma e o trazendo para próximo de si.

-Zeref e-está me machucando... – Lucy falou com rosto de dor e sentindo a marca em seu seio oscilar e suas pernas falharem, caindo no chão sem a ajuda do moreno que ainda segurava seu braço com raiva.

-Lucy se tem uma coisa que eu não admito é traição, e o que você ia fazer era exatamente isto... – ele falou com um olhar intimidador.

-I-ittai... – ela falou com seus olhos cheios de lagrimas – Z-zeref... Eu fui fraca, eu sei que errei, mas! Mas eu amo ele! Se as coisas continuarem assim ele vai vir à Alvarez, e vai travar uma batalha com o senhor! Acnologia está vindo, e eu não quero ver Natsu morrendo por estar distraído querendo lhe matar! – ela gritou a plenos pulmões puxando a camisa de Zeref.

-Eu sei do que está por vir Lucy, e pode acreditar em mim, Natsu não chegará à Alvarez. – ele falou sério e Lucy sentiu outra pontada vinda da marca – Eu não admito traição Heartphilia, principalmente de quem eu considero... – ele falou e fez com que Lucy se levantasse.

-O que você vai... – ela foi cortada rapidamente com a mão de Zeref sobre a marca.

    Quando Zeref tirou a mão do seio da mesma, um circulo estava envolta da marca, como se fosse um tipo de selo.

-Isso vai garantir que você não possa sair de perto de mim, pelo menos não por um raio de um quilometro, caso contrario você morre. Então mesmo que seu namorado te encontre, o que eu não vou permitir acontecer, ele não vai poder te levar embora, pelo menos não sem evaporar minha existência da terra... – Zeref falou e Lucy abaixou a cabeça chorando – Esta é sua punição.

//Flashback off//

-Vem eu te ajudo – ele estendeu a mão para a mesma que o olhou relutante, não ia ficar bem com a presença do mesmo facilmente – Lucy eu já te disse que eu não vou me desculpar por aquilo, mas não quero você desse jeito comigo... – o moreno falou cansado e contra a vontade da loira a pôs de pé segurando-a pela cintura.

-Não importa... – ela falou baixo mesmo que próxima ao pescoço dele continuou com a cabeça baixa, olha-lo nos olhos não era uma opção.

-Argh... O que eu fiz não é permanente, se eu quiser eu tiro o selo – Zeref falou cansado/irritado com a relutância de Lucy.

-Então tire! – Lucy suplicou ainda com a cabeça baixa encostada no pescoço dele.

-Não – ele falou simples e ela suspirou.

-Por que está fazendo isso? O combinado não era eu vir com você, ninguém se machucaria, e quando eu te ajudasse... – ela não conseguiu continuar.

-Espera ir embora não é? – ele perguntou o óbvio.

-Hai... – ela falou levantando o olhar e encarando o mesmo – Com o Natsu... – declarou Lucy e Zeref suspirou irritado.

-Ele não vai chegar até você. – Zeref falou se afastando da mesma que o olhava irritada agora.

-Como pode garantir isto?! – ela retrucou irritadiça.

-Eu posso! – ele revidou se aproximando novamente.

    Ambos pareciam duas crianças, mesmo Zeref não sabendo como, ele se tornava um jovem sem paciência com a loira, tanto é que nem parecia ter 400 anos. Lucy sabia quem ele era, sabia o que ele já tinha feito, até mesmo com ela, porém sentia parte de Natsu nele, e aquilo libertava parte de seu lado que ela só exibia a Natsu, o que era para ela, frustrante.

-Você não conhece o Natsu... – Lucy argumentou.

-Não importa... – Zeref falou querendo por um fim na conversa.

-Você sabe que se não morrermos nessa guerra, eu vou embora não sabe? – ela perguntou depois de um tempo calada.

-Veremos isto quando chegar a hora... – Zeref falou num suspiro longo.

[...]

-COMO ASSIM O CONSELHO NÃO PODE NOS FORNECER REFORÇO EM ALVAREZ?! – Levy McGarden gritou a plenos pulmões na sala de reunião assustando alguns membros.

-Srt. McGarden acalme-se – Guran Doma falou impassível.

-Como eu posso me acalmar?! Minha companheira de guilda está há quilômetros e quilômetros de distância de nós, sequestrada pelo cara mais temido do mundo! E mesmo com tudo que eu fiz por essa droga de Conselho, vocês ainda assim dizem que não podem ajuda-la?! – Levy gritou novamente irritadiça e sentiu a mão de Gajeel sob seu ombro.

-Calma baixinha... – Ele falou e ela bufou cruzando os braços.

-Srt. Levy McGarden, somos gratos por todos os seus feitos pelo Conselho Mágico, porém não podemos fornecer à Fairy Tail um suporte numa guerra na qual sabemos não ter potencialidade de ganhar. – Guran falou num suspiro longo.

-Vocês não tem potencialidade de ganhar?! É isso mesmo que eu estou ouvindo? O tão autoproclamado Conselho da Magia não acha que pode vencer um inimigo? – Levy falou com pura ironia arrancando um riso abafado de Gajeel – Já o enfrentaram antes, o que os faz pensar que agora seria pior? – ela perguntou por fim.

-Há um boato correndo por toda a Alvarez... – Org um velho com as mãos apoiando a cabeça e os cotovelos sobre a mesa – Não podemos intervir nisso, a não ser que destruamos aquela capital com o Etherion.

-O que de tão grave que esse boato fala que o Conselho Mágico se diga impotente com a situação? – Levy perguntou cruzando os braços.

-Ao que parece... Acnologia – Guran falou olhando Levy seriamente.

-O-o que? – ela perguntou assustada, ainda se lembrava de todo o pavor que sentira em apenas ter um pequeno contato com quem pertencia esse nome, isso em duas vezes.

-Segundo o que o povo de Alvarez fala, Acnologia virá até aquele continente com intenção de matar Zeref, e assim, destruir toda e qualquer pessoa habitante de lá graças as suas diferenças com o Imperador deles... – Org falou.

-Estão dizendo que vão deixar milhões de pessoas morrerem sem ao menos se dar ao trabalho de ajudar? – Levy perguntou incrédula – Vocês tem noção do que estão dizendo?! – Levy gritou irritada – São almas! Almas! Não diferentes de mim ou de vocês idiotas!

-Olha como fala Srt. McGarden! – Guran a repreendeu se levantando da mesa.

-Eu falo como bem entender! – ela retrucou irritada arrancando olhares incrédulos de ambos, até mesmo de Gajeel as suas costas – Vocês estão sendo covardes e hipócritas! Se dizem proteger a magia e seus usuários e também os aldeões com seus códigos e leis ridículas, mas se recusam a ajuda-los quando os mesmos realmente precisam! – Ela falou com mais ódio – A Lu-chan... Ela é uma boa pessoa... Ela... – Levy falou na voz – Ela protegeu seus amigos até quando mais sentiu medo, quando se sentiu mais fraca! Ela voltou do futuro para salvar a todos dos dragões! Sacrificou um de seus espíritos para que a guerra contra Tártaros virasse a nosso favor, e agora... Agora ela está sozinha... Ela está sozinha com todo o peso que teve que por sob suas costas pra poder nos salvar! E sei que se entregou a Zeref com este proposito, então “Conselho” – Levy fez aspas com as mãos – Nós vamos resgatá-las com, ou sem vocês! – ela falou por fim e saiu daquela sala puxando Gajeel pela gola de sua camisa.

    Já um pouco mais afastados daquela sala Levy parou de andar rápido e soltou a gola de Gajeel.

-Hey baixinha... O-o que foi aquilo? – Gajeel perguntou esfregando sua nuca confuso.

-Aquele bando de imprestáveis... – Levy murmurou e Gajeel sorriu a abraçando.

-Você sabe que agora não tem nenhuma chance de que eles venham a ajudar com o resgate da Bunny Girl, não sabe? – o moreno perguntou e a pequena azulada suspirou retribuindo o abraço.

-Não precisamos da ajuda deles para isso... Mas aquelas pessoas em Alvarez precisam, elas precisam de alguém que as proteja... – Levy falou preocupada – Como podem ignora-las desse jeito? I-isso não é certo... – ela falou se separando do moreno.

-Eu também acho o que estão fazendo uma grande falta de caráter, mas pensa bem baixinha, nós estamos falando de Alvarez! O continente que não só tem Zeref como imperador, como também tem os Sprigann 12 como generais. Tenho certeza que não será um problema para eles protegerem aquela gente... – falou Gajeel na intenção de confortar Levy quanto aquele assunto – O nosso real objetivo é a Bunny Girl por agora, não vamos nos desviar dessa visão.

-Você está certo... – Levy falou sorrindo triste.

-Apesar de não haver garantias sólidas de que isto realmente venha a acontecer... – ambos ouviram uma voz diferente e olharam para o lado assustados.

-Quem é você? – Levy perguntou estranhando.

-Esqueci que ainda não fomos apresentados... – o homem falou tirando o capuz.

-Você é aquele namorado da Erza... – Gajeel falou e Levy arregalou os olhos.

-Jellal?! – ela perguntou mais alto sendo calada pelas mãos de Gajeel e Jellal.

-Hai sou eu... – ele falou - Quero dizer, em parte... – ele completou e Levy puxou tanto ele como Gajeel para um canto do corredor ao ver dois guardas passando.

-Como assim em parte? E o que pensa que está fazendo aqui?! Erza te mata se souber disso, e tem também os riscos e... – Levy falava incessantemente e Jellal logo a interrompeu.

-Isso mesmo, Erza não pode saber que estou aqui, para ela eu estou com ela planejando como batalharemos juntos em Alvarez... Bom digamos que não é de toda mentira, eu realmente estou lá, só que parte de mim... – Jellal falou deixando tanto Gajeel como Levy ainda mais confusos.

-Como pode estar em dois lugares ao mesmo tempo? Isso é impossível! – Levy indagou completamente confusa.

-Me admira esta magia não se encontrar mais em livros... – ele sorriu – O nome desta magia que estou usando é Shinentai, ou mais especificadamente: Projeção de Pensamento. Ela me permite, como o próprio nome diz, permite ao usuário criar uma cópia psíquica de seu corpo. – Falou Jellal por fim enquanto via Levy processar tal informação.

-Então no momento existem dois de vocês? – ela perguntou confusa.

-Exatamente, porém meu verdadeiro eu está em Magnólia com Erza. – ele falou simples.

-E o que uma copia de você está fazendo aqui? Que eu saiba o seu rosto não muda, então eles podem te reconhecer – Gajeel falou e Jellal assentiu.

-Bom isso é coisa da Primeira de vocês, a Vermellion-sama – Jellal falou sorrindo – Ela tem um plano, e ao que parece, eu sou o único de pode ajudar.

-E no que este plano envolve o namorado da minha amiga? – Levy perguntou e viu certo rubor no rosto de Jellal – Perai vocês não namoram ainda? – Levy perguntou surpresa sorrindo.

-V-vamos deixar isso pra depois... – Jellal falou fugindo do assunto – Quando Mavis soube de meu passado com o Conselho, me pediu para que viesse de encontro com vocês e pegasse algo deles... – Jellal falou e Levy o olhou completamente confusa.

-Vocês estão pretendendo roubar o Conselho?! – Levy perguntou exaltada, mas com a voz em sussurro.

-Exatamente – Jellal assentiu e Gajeel riu pelo nariz.

-A Primeira e suas ideias suicidas... – Gajeel falou achando graça – Mas então Jellal... O que teremos que roubar? – o moreno perguntou um pouco curioso.

-Um pequeno aparelho, é como um controle remoto... – Jellal falou.

-E o que este controle faz? – Levy perguntou apreensiva.

-... Ativa o Etherion sem precisar da permissão dos membros do Conselho... – Jellal falou enfim e tanto Gajeel como Levy arregalaram os olhos.

[...]

    Lucy estava completamente inerte a todos naquele castelo, até mesmo Hiro, a amiga que havia feito lá... Queria um abraço de alguém, principalmente alguém que a tirasse daquela mesa de jantar, num almoço silencioso com Zeref.

    Estranhava não ter visto Gray o dia inteiro, geralmente era a ele que ela ia reclamar de sua vida injusta e chorar no peitoral do mesmo enquanto ele a abraçava. Realmente, era estranho. Se recusava a abrir a boca para falar uma sequer letra, porem, se tratava de Gray, com certeza não iria medir esforços para saber se ele estava bem.

-Onde está Gray? – Lucy perguntou o mais indiferente possível.

-Olha só... Ela sabe falar – Zeref ironizou e Lucy revirou os olhos.

-Onde ele está? – ela permaneceu na mesma pergunta.

-Ele disse que queria esfriar a cabeça, então foi treinar no lago atrás do castelo... E parece que a cabeça dele estava realmente quente, pois passou a manhã inteira lá, enquanto você lia aquele livro que te dei... – Zeref falou levando uma garfada de carne até sua boca.

-Livro esse que você mesmo me interrompeu de terminar... – Lucy comentou mexendo na comida sem vontade alguma.

-Hmm... – Zeref murmurou tomando sua água calmamente.

    Lucy suspirou e se levantou de sua cadeira, deixando toda sua comida no prato e passando a andar para a saída daquela sala.

-Onde pensa que vai? – Zeref perguntou controlador e Lucy se virou brevemente para ele.

-Ao toalete – mentiu sorrindo falsamente e saiu dali em direção ao lago atrás do castelo.

    Lucy estava atordoada com o que havia acontecido, se aquele selo sob sua marca realmente lhe tornava submissa a Zeref, mesmo que tudo acabe bem – o que já é meio impossível de acontecer -, e ela possa finalmente se reencontrar com Natsu, não poderá ir embora com ele. Isso de longe foi a pior punição que ele poderia ter aplicado, pois não mais estava lá por livre arbítrio, mas sim por estar totalmente presa e conectada aquele cretino.

-Gray... – Lucy o chamou antes de desabar no choro, atraindo o olhar do mesmo sobre si.

    Gray logo se levantou do chão onde fazia suas flexões e foi até Lucy a abraçando forte e sentindo seu peito ser molhado com as lagrimas da mesma.

-E-eu... – ela tentou falar, mas com a voz embargada não conseguiu.

-Xii... Ta tudo bem okay? Eu estou aqui... – o moreno falou a abraçando mais forte.

    Gray percebeu que ainda estava suado e sem camisa, então pegou a mão de Lucy e a guiou até seu quarto e pediu que esperasse ele sair do banho. Assim que saiu de lá estava com uma bermuda e secava seu cabelo com uma toalha.

-Eu sei que meu corpo é seduzente loirinha, mas agora me fala o que houve? – Gray falou vendo Lucy corar e virar o rosto envergonhada.

 -Veste isso seu pervertido! – Lucy jogou uma camisa que estava sobre a cama de Gray na cara do mesmo que riu a vestindo.

-Hai, pronto, agora... – Gray falou se deitando ao lado de Lucy, que permanecia sentada.

-Zeref... Ele... – Lucy não sabia o que falar, estava apenas desolada.

-Lucy eu juro que se ele te machucou... – Gray falou se sentando com um olhar ameaçador.

-Não... Quer dizer, não fisicamente – Lucy falou e Gray a olhou confuso.

-Lucy me fala logo, o que o desgraçado fez? – Gray perguntou tentando não ser impaciente pelo estado de Lucy.

    Ele estava esperando uma resposta, porem ela apenas tirou sua blusa assustando Gray, que não soube que proposito aquela atitude teria.

-L-lu-lucy! O-o que está fazendo? – Gray perguntou tentando desviar o olhar.

-Pare de ser pervertido seu idiota... – Lucy falou colocando as mãos sob os seios cobertos apenas por seu sutiã preto rendado.

    Então o moreno se permitiu olhar brevemente e viu um pouco acima do seio esquerdo de Lucy, uma marca negra com uma criatura que não sabia descrever bem, e envolta dessa marca havia um círculo também preto, só que aparentando ser mais violento do que a marca em si, pois ele estava deixando a área mais avermelhada.

-O que... – Gray perguntou já preocupado com o que aquilo significava.

-Ontem, quando sai do banho, eu vi seu micro lacrima em cima da mesinha do abajur, e ele estava tocando incessantemente, então eu atendi e... Era o Natsu. – Lucy falou e Gray arregalou os olhos.

    Lucy então pôs novamente sua blusa cobrindo aquela marca e assim deixando Gray mais confortável, claro que ela também.

-E ele me falou coisas lindas, disse que me roubaria de volta para si e que era para eu esperar por ele... – Lucy deixou escapar um sorriso com estas palavras – Mas, quando eu ia falar para ele do que realmente estava acontecendo, Zeref entrou no quarto e quebrou o lacrima, ele explodiu em raiva... – Lucy falou se abraçando – E me fez isto como punição pela “quase traição”... – Ela falou voltando a embargar a voz e Gray a abraçou.

-Estou com medo de perguntar o que essa coisa faz... – Gray confessou trincando o maxilar.

-Ela me prende a ele Gray... Definitivamente – Lucy falou chorando e Gray a abraçou mais e se viu nesse impasse, só abraça-la, ou ir realmente atrás da cabeça de Zeref.

-Eu vou mata-lo – Gray falou deixando parte de sua marca negra aparecer, porem Lucy lhe abraçou mais forte no pescoço.

-Gray, e-eu só preciso que fique aqui comigo... – ela falou baixinho e o moreno suspirou tentando se acalmar.

-Lucy... – o mesmo a chamou se deitando junto com ela que não lhe soltava – O quão presa a ele estamos falando? – ele perguntou enquanto acariciava a cabeça da mesma.

-Eu só posso ficar um quilometro longe dele, ou então... – Ela se permitiu não prosseguir e Gray entendeu.

-Eu vou o fazer tirar isso okay? – Gray perguntou se separando um pouco de Lucy e a olhando nos olhos, estes que estavam inchados e que demonstravam dor...

-Mas... – Lucy começou, mas fora interrompida.

-Só confie em mim... – ele falou e ela assentiu corada pelo choro e o abraçou novamente, enquanto que o mesmo deu um leve beijo em sua testa.

[...]

        Porém, não era tão simples assim achar um meio de conseguir Etherano, ainda mais quando os únicos que conseguem manipula-lo não se dispõem nenhum pouco a ajudar ou disponibilizar seu conhecimento, até porque a pequena adolescente não podia contar o que planejava, não até ter seu lugar de direito e seu plano arquitetado. Mas desistir estava totalmente fora de cogitação...

     Até que um dia viu uma pequena criatura no seio da floresta, uma espécie de pequena fada - uma das poucas criaturas nas quais conseguiam usar magia fora dos humanos -, ela estava de frente a uma pequena flor, sem se importar com quem estava em volta, apenas totalmente concentrada em reunir magia e dar novamente juventude aquela tão frágil flor murcha. E foi ai que a pequena garota percebeu, a fada reunia magia a partir da natureza, ou melhor, as partículas de Etherano as quais ela juntava, vinham do ar...

    O nome desta pequena ainda é desconhecido, pois aparentemente isso foi o inicio do inicio, então esta história vem sendo apenas contada pela linhagem da garota, e assim veio a ser contada para amigos e vizinhos, até os dias de hoje, e há quem diga que foi graças ao esforço dela que hoje em dia todos podem usufruir da magia e viver sem represarias.

-Livro interessante senhor... – uma garota encapuzada apareceu no quarto de Zeref.

-Isso é apenas um conto de fadas para esconder a realidade do que aconteceu naquele tempo... – Zeref falou vendo que a garota observava o livro que ele tinha em mãos olhando por cima de seu ombro – Não deveria estar aqui...

-É só uma projeção de pensamento... – a garota falou sorrindo.

-Vejo que está aprimorando bem esta magia... – Zeref falou impassível.

-Hai... Mas senhor se essa não é a verdade sobre o que aconteceu... O que é? – a garota perguntou curiosa.

-Não me entenda mal, isso não é mentira, apenas colocaram um final feliz para que as pessoas possam se iludir com essa falsa versão... – Zeref falou simples.

-E sobre o que mentiram? – ela perguntou.

-Segundo meu conhecimento, essa garota a qual viria a estabelecer um direito de igualdade para usuários de magia, morreu de uma forma bem trágica, assim conseguindo criar um livro, o livro mais poderoso que já existiu, ou que existe... – Zeref deu uma breve pausa sorrindo de canto – O Livro dos Condenados...

[...]

Continua...


Notas Finais


Heey Minna! E ai? Curtiram? Me contem XD

NÃO ME MATEMMM ASUHASUHAS Eu sei que foi bem vacilo oq o Zeref fez, mas tem volta, então oq acham? Ele vai voltar atrás? E Lucy vai continuar ajudando ele de bom grado? O q será q Gray irá fazer? E esse plano da Mavis com Jellal? No que acham que vai dar? Falem ae

COMENTEM EU NÃO ESCREVO PRA FANTASMAS U.U

Espero que tenham gostado gente! Até a próxima sz
Bjss da Scarlet ^~^ <3

Heyy já leu minha nova fic? Se não dá uma olhadinha lá, talvez goste! ^~*
Link FYL: https://spiritfanfics.com/historia/for-you-lucy-5873200


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