História Magcon Tour - Capítulo 10


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Categorias Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Jack & Jack, Justin Bieber, Mahogany LOX, Matthew Espinosa, Nash Grier, Shawn Mendes, Taylor Caniff
Personagens Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Mahogany LOX, Matthew Espinosa, Nash Grier, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Magcon
Exibições 91
Palavras 2.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei mas cheguei ♥
De verdade, vocês são os melhores leitores e eu fiz esse capítulo com todo carinho.
Me desculpem pela demora e não desistam de mim? ♥

Capítulo 10 - Promessas


Fanfic / Fanfiction Magcon Tour - Capítulo 10 - Promessas

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@CameronDallas A liberdade pode ser a saída para sua dor. 

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@NashGrier Dallas, Cameron.

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@LilyHadassah Liberdade é sinônimo de perfeição 

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@BabyDoCam Além de lindo é filósofo

@EuAmoUnicórnios Arrasou

@INeedMagconTour O melhor filósofo que a gente rexpeita 

@EuVouMagconTour Finalmente vou ver esse rostinho de perto, #Ansiosa

Hannah

Então era véspera do dia 25 de dezembro. Natal.  E depois da divergência entre viagens dos meninos para passar o feriado com a família e pessoas como eu que preferiam permanecer no hotel Bart optou por convidar nossos parentes mais próximos para uma ceia que seria realizada na nossa atual moradia.

Os preparativos estavam a todo vapor, ele parecia realmente empenhado em fazer com que nossos pais sentissem segurança na turnê, era uma pena que eu não tinha esperanças de que o meu pai pudesse vir conferir minhas condições.  E a ideia de que a mensagem que eu havia enviado há dois dias permanecer sem resposta só reforçava isso.

“Papai, talvez você possa dar uma passadinha no apartamento onde, eu e Jackson, estamos hospedados, vai ter uma ceia de natal com a família dos integrantes. Eu ficaria feliz em ver você.”  
Hannah.

— Ele vai vir. — Senti uma voz se aproximando de mim enquanto eu encarava pela última vez a tela do celular antes de bloquear novamente.

Desviei o olhar para o lado e então identifiquei a figura de Jackson recém acordado coçando os olhos.

— Ninguém nunca te disse que é feio contar mentiras? — Encarei seu rosto, sorrindo de lado.

Ele retribuiu o sorriso e me abraçou.

— Tudo bem se ele não vir também, já passamos por isso, juntos, inúmeras vezes. Mas desta vez não estamos sozinhos. — Seu olhar foi de encontro aos meninos que por sua vez aproveitavam a saída dos organizadores da ceia para beliscar alguns dos petiscos.

Jackson beijou minha testa e se afastou de mim correndo até Johnson, ele saltou desajeitadamente em suas costas e por um instante achei que o loiro não conseguiria mais retornar a posição ereta por conta do impacto.

Gargalhei.

— Está tudo bem? — Matthew interrompeu minha longa seção de risos.

— Sim, está. — Sorri.

— Não parecia há alguns segundos atrás.

— Ah? Aquilo... — Desviei o olhar, tentando encontrar uma resposta plausível para meus quase trinta minutos parada em frente à janela observando o movimento. — Era só distração.

— Sabe que pode confiar em mim não é mesmo?  — Questionou, fitando meus olhos a fundo.

— Claro. — Respondi, claramente envergonhada.  Não era como se eu não confiasse em Matthew, eu só não me sentia confortável para transbordar meus lamentos diários em cima de alguém que tem sido tão legal comigo. Quero de alguma forma retribuir isso, de forma positiva. — Você está animado? — Mudei de assunto.

— Com certeza. Esse é o primeiro ano que vou unir minha família de sangue e de coração em um mesmo lugar e ainda em um dia tão especial quanto o natal, não poderia ser melhor. — Exclamou.

— A ideia do Bart foi realmente sensacional... — Continuei.

— Seus pais vão vir? Eles devem estar bem preocupados afinal deixar os dois filhos saírem em turnê não deve ser fácil, ainda bem que têm a companhia um do outro. — Explicou.

Senti um desconforto naquele momento ao compreender que minha família jamais seria o modelo idealizado por Matthew em sua fala. Meus pais estavam separados e se alguma vez ele chegaram a cogitar a possibilidade de trabalhar junto isso havia acontecido há muito tempo atrás. Jackson talvez tenha boas lembranças desse período, eu tenho memórias falhas.

Mas eu não poderia culpa-lo por pensar assim. Eu não costumava expor minha vida nas redes, e ainda que estivéssemos juntos há quase um mês, ele não tinha a menor obrigação de saber.

— Na verdade, eles são separados. — Afirmei. — Desde que eu completei dez anos as coisas mudaram, papai voltou para Carolina do Norte e ela decidiu ficar no Brasil, literalmente. Mal liga para conversar comigo ou com meu irmão e as festas de fim de ano deixaram de ser tradição há muito tempo já que meu pai prefere expandir seus negócios a cuidar da família.

— Desculpa... — Ele coçou a cabeça. — Desculpa mesmo... Eu não achei que...

— Pelo visto vocês tem preguiça até mesmo de comer. — A voz de Cameron soou como a salvação para interromper o desespero de Matthew que eu não saberia como responder. — Vamos experimentar os petiscos, ou preferem deixar tudo para mim? — Ele sorriu satisfeito.

— Nada disso, eu estava com fome mesmo. — Respondi brincalhona. Em seguida encarei Matthew. — Está tudo bem. — Pisquei.

À noite

Em torno das dez da noite o apartamento que serviu de lar por alguns dias para em torno de doze jovens agora era partilhado com mais de trinta pessoas. Confesso que me senti deslocada com tantos rostos desconhecidos, mas fiquei feliz em conhecer mais sobre os meninos com que eu agora formava uma família.

Se dependesse de mim, eu passaria a noite de pijamas, mas segundo Lisa, uma espécie de consultora de imagem não abandonava os modos nem mesmo em uma ocasião mais pessoal que não envolvia os holofotes midiáticos, para ela, não era necessária a presença de uma câmera para se vestir bem.

Por esse motivo eu havia arriscado o uso de um short azul, camisa branca (quase transparente devo mencionar) e sapatilhas. Nada muito ousado para ela. Uma pulseira com diversos pingentes completava o traje e meu cabelo permanecia solto. Tentei negociar o uso de uma das bandanas de Taylor, mas ela negou brutalmente.

Sai do quarto caminhando entre os convidados, acenava para alguns das quais eu não me recordava de quem eram, mas senti que deveria ser simpática e outros que reconheci pela semelhança com um dos membros. Como era o caso de Hayes Grier.

— Esse é o Hayes ele é...

— Seu irmão.  — Completei a fala de Nash, que me encarou confuso. — Alguém já disse que vocês se parecem muito?

Eles começaram a rir.

— Você só pode estar de brincadeira Nana, fala sério, eu e o Hayes? Puf... — Nash revirou os olhos.

— Caramba você é bem pequena. — Hayes disse, me encarando.

— Viu? Ele é tão indiscreto, eu não sou assim.

— Hãn... — Encarei o chão sentindo minhas bochechas esquentarem. — Definitivamente você é rápido, me pegou de surpresa e eu não sei o que dizer.

—Isso se chama velhice. — Nash provocou.

— Você é mais velho que ela. — Hayes lembrou.

— Me respeita que você tem só treze anos.

Senti-me em meio a uma batalha entre olhos azuis, mas estranhamente não conseguia parar de rir.

— Hannah! — Uma voz conhecida gritou meu nome a poucos centímetros de mim. Girei os calcanhares para então ser amassada em um forte abraço.

Retribui ainda sem saber quem era, mas quando afastamos nossos corpos reconheci Lily Hadassah a minha frente dentro de um vestido vermelho que caia até o meio de suas coxas e ressaltava seus seios em um decote. Seus cabelos castanhos desciam em ondulados até metade das costas, e os olhos pretos eram destacados com lápis e rímel. Ela estava incrível.

— Então você veio. — Cameron surgiu em um traje despojado com camisa cinza, colete preto, calças de mesmo tom e vans. Seu cabelo estava despenteado, mas ainda sim era charmoso. Ele abraçava a garota.

Encarei a cena curiosa, será que eles eram primos ou algo assim?

— Você ligou um pouco em cima da hora, mas ainda sim deu tempo de arrumar uma coisinha para vir. — Ela respondeu, alisando seu vestido.

— Você está incrível. — Sorriu.

Notei que não apenas eu, mas também Nash não entendia nada. Hayes, aparentemente, havia sido obrigado pelos pais a ajudar sua irmã mais nova a comer já que ele estava em um canto afastado levando colheradas insistentes na boca de Skylynn.

— Ah sim, vocês já conhecem a Lily certo? Trocamos números depois do encontro de ontem e achei legal convidar ela para conhecer mais sobre o mundo da Magcon. — Cameron esclareceu.

— Eu achei uma ótima ideia. — Nash concordou, sorrindo.

Lily era extremamente simpática e linda, mas estranhamente eu estava me sentindo mal por ter a atenção dos meninos voltados para ela e eu odiava me sentir assim.

— Sim, foi legal.  — Sorri. — Vou conferir minhas mensagens, já volto aqui. — Falei, caminhando para um canto mais afastado tentando conter aquela sensação.

Concentrei-me em responder algumas marcações no Twitter até que noto uma mensagem pendente.

“Vamos nos ver essa noite, prometo.”
Papai

O horário dizia que havia sido enviada há cinco horas atrás. Bem, eu queria não acreditar mais em suas promessas, mas no final de tudo eu aguardava ansiosamente sua chegada.

Ele havia me dado esperanças.

Senti a velha animação tomar conta do meu corpo e a partir de então passei a não me importar de dançar com Nash ou de dividir Cameron com Lilith que também remexiam os quadris descontraidamente, e devo mencionar, conversavam desde aquele momento. Até mesmo arrisquei algumas notas no karaokê ao lado de Shawn e dos Jacks, mas ainda depois da ceia, ele ainda não havia chegado.

— A noite só está começando maninha, relaxa. — Jackson comentou, pegando minha mão para uma daquelas danças em que trocámos os casais conforme mudam as músicas.

Iniciamos com uma eletrônica, David Guetta para ser mais exata.  Em meio a essa troca, Matthew havia me ensinado passos novos e Sky ganhou o título de melhor dançarina da noite. O número de pessoas era reduzido a cada nova música, e depois de um tempo não havia mais crianças correndo pela sala, bebês chorando e pais desesperados. Seria um silêncio se não fosse pela música e o som relógio que apontava para as três da manhã. Ele parecia zombar da minha expressão, desolada depois de entender que finalmente, meu pai não viria.

Foi então que a música tocou e meu próximo par era Cameron Dallas. Ele ainda estava animado para uma madrugada de danças seguidas e conforme ele se aproximava eu entendia o porquê. Sua animação era estimulada por álcool, pelo visto as inúmeras taças que o acompanhavam não eram suco de uva.

— Você bebeu? — Comentei, discretamente.

— O que? Isso? — Ele levantou a taça. — Não é nada.

— Ah quer saber? Dane-se. — Brandei e alcancei a taça de sua mão, virando em minha garganta. O líquido desceu ardente por minha garganta, definitivamente o que quer que fosse, era forte.

— Você...

— Quieto se não entrego você. — Notei que Nash, Taylor, Carter e Lily também estavam batizados pelo tal líquido.

Cameron não questionou mais meus atos. Apenas observou enquanto eu caminhava até a mesa e consumia sem qualquer empecilho a substância, e conforme isso acontecia, eu sentia cada vez mais vontade de chorar.

— Já chega. — Ele puxou a taça da minha mão.

— Quem é você para me dizer quando devo parar? — Gargalhei. — Eu estou legal. — Caminhei para a sala, trombando para o lado.

— Estou vendo. — Ele riu segurando minha cintura.

— É sério! Eu não sei bem o que você me deu, mas me ajudou a afogar as mágoas que tenho do meu pai.

— Seu pai? — Questionou.

— Ele me disse que iria vir Cam, ele sempre diz... — Senti meus olhos encherem de lágrimas.

Em seguida suas mãos seguraram as minhas e me guiaram para fora do apartamento, possivelmente pela pouca quantidade de pessoas, não fomos questionados. Em seguida ele solicitou o elevador e eu não conseguia entender bem o porque já que me sentia tonta suficiente para saber que aquela não era a melhor ideia. Mesmo assim, adentrei o elevador e como o esperado me senti ainda pior.

— Olha se o objetivo era me matar você está quase conseguindo. — Ironizei.

Cameron ignorou.

Assim que o elevador parou ele me ajudou a caminhar até o que, parecia ser o terraço do prédio. Um vento forte atingiu meu rosto, aliado a uma sensação de liberdade.

— Descobri faz pouco tempo, mas é aqui que venho quando quero me livrar da dor. — Disse. — Vamos lá, coloca todo para fora garota. — Incentivou, tirando suas mãos de mim.

— Tem certeza? — Fiz referência a um vômito.

Ele gargalhou.

— Grita.

— Você está louco.

— E você bêbada! Amanhã tudo isso vai ter acabado, então, aproveita para se libertar agora.  

Revirei os olhos.

E não sei se seu sorriso descontraído ou talvez o sol que nascia entre as montanhas que me encorajou a gritar, com toda força dos meus pulmões, forte e impulsivo, doloroso porém libertador. Eu gritei as dores da separação dos meus pais, a quebra dos meus laços com a minha mãe, o abandono do meu pai, a destruição da minha família. A mim. E ele aguardou, pacientemente ao lado até que desabei no chão derramando o que me restava daquela noite enquanto os raios de sol e o abraço apertado de Cameron me diziam que eu sempre teria uma nova chance para recomeçar.

— Está tudo bem agora. — Ele segurou meu rosto, encarando meus olhos fixamente. Conforme ele respirava, eu sentia o ar cada vez mais quente perto de mim.

— Gostei do seu jeito de lidar com seus monstros internos. — Sorri. Os efeitos psicológicos poderiam até terem sido reduzidos, mas eu sentia que meu físico estava acabado.

— Funciona na maioria das vezes. — Piscou.

— Definitivamente, você é muito louco. — Retruquei.

— E você nem sabe o quanto. — Sorriu.

O pouco de distância que existia entre nós foi quebrado assim que ele concluiu a frase, aproximando nossos lábios por meio de um toque sereno. Era meu primeiro beijo e eu não fazia ideia do que fazer, quando me dei conta do que estava acontecendo minhas mãos começaram a suar e senti meu corpo vacilar para trás. Porém as mãos que antes seguravam meu rosto agora desciam habilmente até minha cintura, trazendo-me para mais perto dele. Automaticamente elevei uma das minhas mãos ao seu rosto enquanto a outra acariciava sua nuca. Fui conduzida por seus lábios macios e carnudos ao longo dos minutos em que durou aquele beijo, com situações, mas especificamente envolvendo nossas línguas, definitivamente embaraçosas já que eu não tinha o mínimo de experiência o que gerou algumas risadas, porém a cada interrupção, um novo início, um novo misto de emoções e um pouco mais da essência de Cameron Dallas. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado ♥
E não esqueça de deixar suas impressões sobre o capítulo! Aprovou o beijo #Dallins? Ou sua torcida é outra? ♥


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