História Magdalene Beau Pre - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Demonios, Romance, Sobrenatural, Vampiros
Visualizações 0
Palavras 764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Antes demais espero que gostem e claro, qualquer tipo de review é bem vindo!
Esta história é escrita em português de Portugal, se tiverem alguma questão por favor coloquem e eu terei todo o gosto em esclarecer !

Obrigada

Capítulo 1 - Prólogo


“Então o Senhor disse a Caim, "Onde está o teu irmão Abel?"
"Não sei", respondeu ele. "Sou o detentor do meu irmão?"
Então Ele disse: "Que fizeste? O sangue do teu irmão clama a mim desde o chão! Agora estás amaldiçoado [com absorção] A partir da terra que abriu a tua boca para receber o sangue do teu irmão que tenha derramado. Se trabalhares a terra, ela nunca mais te dará o seu rendimento. Vais ser um viajante inquieto sobre a terra."

Mas Caim respondeu ao Senhor: "Meu castigo é demasiado grande para suportar! Se me está banir hoje a partir do solo, então devo esconder-me de Sua presença e tornar-me um viajante inquieto sobre a terra, quem encontrar-me matar-me-á".
Então o Senhor respondeu-lhe: "Nesse caso, quem mata Caim irá sofrer vingança sete vezes." E então Ele colocou uma marca em Caim, para que quem o encontrasse, não o matasse. Então Caim saiu da Sua presença.”

Genesis 4:9-16

 

As lágrimas que deveriam surgir sob as minhas pálpebras feridas, já não caíam mais, haviam-se estagnado juntamente com as minhas forças de tentar encontrar uma saída daquele pânico iminente. Sentia-me frustrada por ter sido tão ingénua, picuinhas e inoportuna. Sentia-me mal comigo mesma por ter sido tão fraca.

Deslizei os dedos esguios pela superfície íngreme dos cristais de vidro daquelas enormes janelas esquecidas numa casa tão pouco habitacional.

A única paisagem que os meus olhos conseguiam ver era um típico inverno inglês a pairar sobre os vales longínquos de Paris. Esquecidos, lamentáveis e cobertos de uma substância que nem era palpável e muito menos olfactiva, a ignorância.

As pessoas que passavam ao largo daquela propriedade sinistra eram designadas como aqueles que não têm mais nada que fazer do que meter o nariz em coisas que são demonstradas à sociedade como “fora do normal”.

A minha respiração quente já não lutava contra o ar frio de inverno, o meu corpo já não era tão aliciante como solstícios atrás. Como poderia eu explicar?! Já não era nada - apenas uma pequena partícula de pó esquecida num monte de cinzas acumuladas num saco de lixo deixado num beco embrenhado de peixe podre.

“Acredita que um dia te livrarás deste mal, que um dia poderás ser dona de ti mesma.” pensara eu naquele momento que fazia de mim a pessoa mais vazia de todas.

Os meus pés já não suportavam mais a força do meu corpo morto. Os meus olhos já não suportavam mais a dor de ver aquela felicidade do tempo a correr sobre as janelas velhas daquele casarão.

Arrastei-me para fora da ínfima claridade que ainda conseguia perdurar naquele fim de dia triste, em que as pequenas gotas de neve surgiam do céu como lágrimas celestiais de anjos enfadados.

O meu corpo assentou na enorme poltrona velha cujas estacas de madeira rangiam pelos pregos mal atracados. Olhei para o tecto que, das suas profundezas, deixava cair o pó da humidade negra perante o branco fossilizado da tinta original.

Fechei os olhos.

Estava cansada e mesmo assim a minha mente conseguia atropelar o meu pensamento com um turbilhão de metáforas esquisitas. Era como se o mundo tivesse, finalmente, morrido na sua própria perdição.

Falamos do pecado, falamos da injúria e da infelicidade, mas dá, apenas por um dia, parar para perceber o que realmente isso é? Digo-vos eu agora. Tudo isso é apenas o que nos trás aquela felicidade de que tanto precisamos.

Entrelacei os dedos e esperei que a brisa se levantasse mesmo que as janelas não estivessem abertas; que a morte me levasse mesmo que apenas o que me restasse fosse uma alma sem nada mais para ferir.

Naquele dia disse adeus a quem mais gostava.

A verdade é que poderia não estar sentada num enorme trono forjado de traças e baratas a um canto de um quarto escuro, num casarão totalmente esquecido por entre os vales floridos no norte de França, e nem poderia estar à espera da morte.

Mas de algo tinha certezas.

Eu não era mais do que um ponto de interrogação pronto a morrer sem ser reconhecido. Era apenas mais uma mortal que morreria na amargura de uma sociedade hipócrita e que seria substituída por uma outra alma qualquer disposta a tentar fazer com que o seu nome fosse esculpido no seio do reconhecimento mundial.

Eu era eu, uma rapariga tão igual e desconhecida como todas as outras que vagueiam hoje pela Terra em busca da verdadeira razão para viver; eu sou apenas tudo o que não deveria de existir perante o mundo humano; eu sou Magdalene Beau Pre, a vossa maior perdição.

 


Notas Finais


Muito obrigada por terem chegado até aqui e espero sinceramente que tenham gostado. O próximo capitulo estará disponível no Sábado :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...