História Ma'Genre - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Trangênero, Vhope
Exibições 518
Palavras 2.510
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey oi ~tira as telhas de aranha~ EU AINDA TENHO MEUS PIMPOLHOS?
Eu não tenho um motivo exato por ter demorado dois fucking meses pra atualizar, mas sim uma junção de fatores que me deixam tonta em pensar. Eu sei que postei muita fic desde então, mas entendam: escrever Ma'Genre exige muuuito mais de mim do que algumas oneshots, e digamos que eu não estava com cabeça para isso. E quando eu não to com cabeça nem abro o word pra não fazer merda com as minhas bbs hauhau

Anyway
Muito obrigada por todos esses favoritos e comentários, eu choro T-T JÁ SOMOS QUASE 800 AQUI!
No inicio da fic minha meta era uns 500, imagina o tamanho do meu sorriso? Pois é pois é
Agora vão ler
Love'yaaa
~♥

P.S.: Tá sem banner porque formatei o tablet e perdi as fotos que fazia eles, e também o app ;( mas quando der coloco, ok?
P.S.2: imaginem o Jimin tocando Purpose ou Nothing like us no piano, os covers do JK, certo?

Capítulo 24 - Tente me encontrar.


Residência dos Park – 04 de dezembro, 00h57min.

Jimin sabia tocar muitos instrumentos, porque cresceu numa família perfeccionista demais e seus pais exigiam que seus filhos fossem os melhores em tudo. Eles não eram, mas eram bons o bastante para si mesmos e isso bastava – bem, na verdade em frente aos pais eles eram sim os melhores em tudo, mas eles não precisavam realmente saber disso.

Dentre esses muitos instrumentos o favorito de Park Jimin era o piano. Adorava tanto o som quanto a aparência dele, e por isso quando se mudaram para a casa nova anos atrás fez toda questão de pegar seu velho piano – que guardava num quarto pequeno demais no antigo apartamento – e colocar na sala de estar. Não exatamente no meio dela, mas num espaço consideravelmente grande atrás dos sofás e ao lado da escada, porque ele era bonito o bastante e merecia um destaque.

E porque era o instrumento favorito de quase todos na casa.

De qualquer forma lá estava Jimin, quase uma da manhã com sua típica roupa de executivo, como Jungkook diria, sentado no banco do piano ao que dedilhava as teclas. Havia acabado de chegar do trabalho, oh sim, havia chegado muito tarde e sabia que seu marido acordaria assim que se deitasse ao lado dele, se é que ainda não estava acordado lhe esperando.

Não queria ver os olhos dele na decepção compreensiva de sempre, pois Jungkook estava conformado com esse vício em trabalho do marido já porque não era nenhuma novidade.

Jimin não podia realmente evitar, ele não fazia por querer, quando via já havia ultrapassado seu expediente e estava sozinho em seu andar assinando papéis ou repassando reuniões. Ele podia claramente contratar alguém para fazer grande parte das coisas em seu lugar, mas era perfeccionista demais para deixar seu trabalho nas mãos de outra pessoa.

Ser distante dessa maneira não machucava só Jungkook, ele sentia-se péssimo com isso e tentava melhorar. Tentava de verdade. Mas sempre acabava voltando ao trabalho cedo ou tarde.

Suspirando, movimentou os dedos nas teclas devagar, iniciando involuntariamente aquela melodia bonita que as vezes seu marido cantarolava por aí. E antes mesmo que pudesse fechar os olhos para mentalizar isso a voz soou real demais ao seu lado, chamando sua atenção.

Jungkook mais sussurrou as palavras do que realmente cantou e Jimin sorriu, continuando a tocar por mais algumas estrofes até parar e só porque o Jeon havia sentado-se ao seu lado. A voz dele ainda ecoando pela sala.

- Eu amo sua voz – Jimin disse como se fosse um segredo logo depois do pequeno refrão e o mais novo parando de cantar, deixando a frase e sua voz bonita no ar.

- E eu amo você – Jungkook retrucou com a voz macia, sorrindo fraquinho.

O Park ergueu sua mão esquerda e tocou o marido no rosto, acariciando o rosto que ele realmente nunca se cansaria de admirar. Retribuiu ao sorriso o mais sincero possível pois estava tremendamente triste consigo mesmo.

Era uma da manhã e ele tinha uma família, então por que chegou tão tarde? Estava perdendo todos os momentos com seus filhos e marido e o pior de tudo é que tinha a plena consciência disso.

Qual era o seu problema? 

Suspirando pesadamente Jimin deixou a mão que acariciava o rosto dele cair até entrelaçar os dedos a mão direita dele, logo depois deixando-se apoiar a testa no ombro do marido, proximo a curvatura do pescoço, e sentiu quando o mesmo passeou com os dedos da mão livre nos cabelos de sua nuca. 

Não era preciso se desculpar em voz alta, Jungkook já sabia o que aquilo tudo significava e não sentia mais tanta raiva assim. Na verdade ele não sentia nada além da vontade de ficar perto do Park do jeitinho que estavam agora, talvez um pouquinho mais perto, só um pouco mesmo.

- Está tudo bem, Jimin-ah – disse ao que passeou o nariz pelo cabelo dele, o qual não estava laranja mais porque Jimin era meio estranho e de repente chegava em casa com uma cor nova. Estava loiro agora, ele havia cortado um pouco e tinha a maravilhosa mania de partir o cabelo ao meio. Não que Jungkook reclamasse, de maneira nenhuma, mas era meio embaraçoso ter pensamentos impuros com seu marido quando seus filhos estavam por perto (ainda que ele realmente não conseguisse evitar). – Você já comeu?

- Eu almocei...

Jungkook então o afastou de seu ombro, os olhos meio arregalados porque caramba, há quantas horas o Park estava sem comer?

- Eu devia te dar uma puta bronca agora, senhor Park – o mais novo disse meio irritado e se levantou, puxando o outro pelo pulso em direção a cozinha. – Senta aí – resmungou largando-o ao lado do balcão depois de acender a luz, indo até a geladeira e a abrindo.

- Eu não to com fome, amor.

- Eu não perguntei – Jungkook fechou a geladeira segurando um bolo decorado em lilás e branco, sorrindo. – Taehyung quem fez, vai recusar?

Jimin franziu os lábios, logo levantando-se e indo em direção a um dos armários em busca de pratos. Sentou-e numa das cadeiras da mesa da cozinha ao mesmo tempo em que o mais novo colocava dois copos ali, e uma caixa de leite.

- Ela disse que fica melhor ainda com leite gelado.

- Ela quem?

Jungkook congelou por instantes, Jimin não pareceu realmente notar, mais preocupado em partir um pedaço do bolo com uma faca do que qualquer outra coisa.

- Você não vai se sentar? – Jimin voltou a perguntar olhando o mais novo ainda de pé ao lado da mesa, parecendo já ter esquecido-se do assunto anterior. O Jeon suspirou meio aliviado e puxou a cadeira ao lado do marido. 

O mais velho, segundos depois, soltou um murmurio prazeroso ao provar um pedaço do bolo bem decorado. Estava doce, mas não um doce enjoativo. Tinha gosto de morango com chocolate, melhor ainda com o chantilly lilás ao redor de toda a massa meio que equilibrando a acidez do morando.

- Isso está muito bom, onde foi que ele aprendeu a fazer bolos assim? 

- Ele quem? – Jungkook perguntou distraído, terminando de servir o leite nos copos.

- Taehyung, amor! Você está bem? Parece meio aéreo...

O mais novo ocupou a boca com bolo para evitar responder qualquer coisa, e apenas negou com a cabeça como que para comprovar estar tudo bem.

Ele era um pessimo mentiroso, mas dessa vez Jimin não insistiu porque a sobremesa estava realmente boa e, acabando que por perceber só quando já estava comendo, ele estava sim com fome.

Quando terminaram de comer e não aguentavam mais tanto doce, Jungkook guardou o que sobrou do bolo na geladeira junto a caixa de leite e apagou a luz da cozinha, seguindo o marido escada acima. 

Talvez um pouco – muito – aliviado por ele ser um tanto quanto distraído da vida.

 

Cheongdam, Rua da casa dos Kim – 04 de dezembro, 17h37min.

Seu pai lhe daria uma bronca quando chegasse em casa. Talvez ela até mesmo retornasse ao castigo que, alias, havia acabado ontem.

Mas Taehyung não podia realmente evitar, ela só... precisava. Precisava dar uma justificativa ao seu namorado – ou ex? Definitivamente não sabia mais – e precisava ser hoje, naquele momento, ou não teria coragem para o fazer outro dia. Por isso apenas continuou a saltar de poça em poça no meio daquela chuva de verão, sentindo o sol bater fraquinho em seu rosto juntamente as gotas de água, e, apesar de toda confusão em sua cabeça, sorriu. Ela adorava quando o dia estava assim, com sol e chuva e com arco-iris no céu.

Sua saia florida e a camiseta de mangas de Yoongi estavam completamente molhadas e grudadas em seu corpo, assim como a meia rendada 3/4 em seus pés e seu amado AllStar azul bebê. Mas ela continuava a molhar suas roupas enquanto saltava pela calçada, cantarolando algo que saia dos alto falantes do notebook de seu pai pela manhã.

Mais duas casas e chegaria na porta de Raewook, e seu coraçãozinho de marshmallow já estava quase chorando por isso.

Dez passos; nove, oito, sete, seis. Taehyung sentiu os dedos tremerem. E então cinco, quatro, três, dois e tocou a campainha.

- Taehyung? Meu Deus, você vai ficar doente! 

Raewook não lhe deixou dizer um oi, respirar, sequer piscar ao atingi-lo com uma bola de neve de preocupação ao que lhe puxava pelo pulso para que entrasse na casa e saísse da chuva.

- Não, Rae... – desvencilhou seu braço suavemente das mãos dele e voltou a pisar do lado de fora da casa, sentindo os raios de sol baterem em suas costas. – Eu não quero entrar.

- Você está toda...

- Eu sei. Eu só... eu preciso falar com você.

Bochechas coradas involuntariamente, mãos ainda trêmulas e frias não por causa da chuva, coração queimando no peito. O havia ignorado com desculpas esfarrapadas durante um maldito mês inteiro e ainda assim Raewook se demonstrava preocupado.

Taehyung não o mereceria nem em um milhão de anos.

Raewook suspirou audivelmente, o rosto adquirindo uma expressão que ele não sabia explicar bem o que queria dizer ao que olhava para a direita, esquerda, para o teto e, em última ocasião, para os seus olhos.

- Vá em frente – murmurou.

Taehyung não estava pronto, mas ele não tinha outra opção.

- Eu deveria ter te contado muito antes, quando começamos a namorar ou quem sabe até mesmo quando ainda estávamos nos conhecendo... mas eu não o fiz, porque eu sou uma burra e achei já ter superado esse sentimento – deu uma pequena pausa, exigindo controle a si mesmo para que não saísse correndo ou para que não começasse a chorar. – Eu gosto de você, muito mesmo, mas o que você sente por mim eu sinto por outra pessoa.

Raewook manteve-se impassível durante alguns segundos, e, quando finalmente fez algo, foi lentamente – como se ainda estivesse cogitando a possibilidade de o fazer. Cruzou os braços diante do peito e desviou o olhar do seu, encarando um ponto específico no meio do nada.

- É bem mais doloroso ouvir isso da sua boca. – O que? – Você não gosta de mim, Taehyung, gosta da maneira que eu gosto de você.

Taehyung não estava conseguindo digerir direito, e tudo apenas piorou quando Raewook deu um passo para trás e segurou a porta com a mão direita, pronto para fechá-la.

- Sinta-se livre.

- Rae, não! – e aproximou-se alguns passos, impedindo com o próprio corpo que ele fechasse a porta. – O que está querendo dizer com isso?

O mais velho riu sem humor, esfregando ambas as mãos no rosto.

- Eu sei o que você fez... com aquele garoto. 

- Como você...?

- Isso não é importante. Eu estou te deixando livre agora, culpe-me pelo fim do nosso relacionamento. Eu só quero te ver feliz, princesa, mesmo que doa e mesmo que não seja comigo.

Taehyung abriu a boca para qualquer coisa, negar, chorar, gritar e dizer que não queria aquilo, quando uma única lágrima escorreu pelos olhos de Raewook em meio a toda sua altura e rosto impassível.

Sentiu-se quebrar por dentro em milhões de pedacinhos e de repente a garganta ficou seca. Park Taehyung era um ser humano horrível, céus. Como pôde fazer isso com a pessoa que mais lhe fez bem em relação a se sentir bem consigo mesmo? A pessoa que mais lhe ajudou a espantar os seus demônios?

Mas tão rápido quanto caiu, o Kim a enxugou. 

- Me desculpe...

- Vá para casa e tome um banho bem quente, garotinha – inclinando-se para beijar sua testa enquanto sutilmente empurrava seu corpo para trás, Raewook fechou a porta.

Taehyung não conseguia pensar direito, eram apenas os piores sentimentos direcionados a si mesmo lhe sufocando quando enfim deu meia volta e voltou a caminhar, sem nenhuma expressão no rosto, talvez em choque. Parou próximo ao meio fio. Respirou fundo, olhando para cima e então fechando os olhos apenas para que as gotas batessem em seu rosto isento de maquiagem. Ah... droga. As coisas poderiam apenas ser menos complicadas, Taehyung enlouqueceria, começaria a surtar com a quantidade de coisas ruins que sentia em seu peito. Ele só queria desaparecer ou simplesmente parar de ser tão tolo. Parar com... tudo isso. 

Estava anoitecendo e começava lentamente a escurecer, o bastante para que visse as luzes de um farol no fim da rua.

Talvez um caminhão? Um carro de grande porte? Morreria facilmente e então tudo estaria acabado como queria, certo? Ele sumiria. Sem corações partidos e sem corpos errados, quem sabe fosse feliz seja lá para onde as pessoas vão quando o bendito fim chega.

Sim, seria muito fácil. E talvez ele nem sequer sentisse muita dor...

Quando deu o primeiro passo em direção a rua o celular vibrou no bolso de sua saia, lhe fazendo franzir a testa porque era para o aparelho estar, sei lá, queimado?

Era uma ligação de número desconhecido. Cogitou recusar a chamada, jogar o celular no chão e em seguida pisar em cima, cogitou até mesmo jogá-lo na frente do carro que estava próximo o bastante e depois jogar-se junto.

Mas então olhou para baixo, e depois para os faróis, sua mente ainda em branco quando enfim suspirou e voltou a pisar na calçada.

Atendeu a ligação.

- Oi...

Seus olhos ainda estavam marejados e a chuva continuava a molhar o seu corpo, no entanto tudo pareceu sumir ao seu redor quando a característica voz junto a um doce "Sweetheart?" ecoou em seus ouvidos e fez seu estômago revirar.

- Hoseok... 

O nome foi tudo que saiu de sua boca, e ela quis chorar. Não devia estar falando com o principal motivo de sua confusão quando acabara de cogitar a possibilidade de se jogar na frente de um carro.

- Não é uma boa hora, certo? – definitivamente não. – Estou surpreso por não me perguntar como diabos consegui o seu número, apesar de já ser meio óbvio, ou por que eu estou te ligando.

- Olha é uma péssima hora para tentar te moldar a minha perfeição, oppa. Você pode me ligar e me encher o saco o quanto quiser em uma outra ocasião, mas...

- Talvez um shopping?

Taehyung franziu a testa, olhando brevemente para o celular como se ele fosse lhe informar qual era o maldito problema de Jung Hoseok.

- O que...?

- Um cinema, posso até mesmo levá-la ao teatro se preferir.

- Hoseok...

- Ou quem sabe eu possa apenas pegar a moto do meu irmão e te buscar exatamente onde você está agora, e então podemos fumar alguns cigarros sem que o Yoongi saiba.

Jung Hoseok era, com toda certeza, maluco.

- O que me diz?

Taehyung sentou-se no meio fio, incrédula a respeito do que faria a seguir. Foda-se, quem realmente se importava?

- Você vai tentar me beijar?

A risada breve dele involuntariamente lhe fez sorrir, como uma garotinha, e Hoseok negou com um "eu prometo retribuir apenas se você tentar". 

Antes que decidisse desistir e desligar na cara dele, murmurou:

- Estou há três quadras do colégio, tente me encontrar.


Notas Finais


Perdoem a pobre Taehyung
Perceberam que ela tá começando a fazer o que o coração manda? E quando a pessoa faz isso ela claramente faz merda e se fode
Logo, please
Perdoem-na

Me desculpem de novo pela demora e eu amo vocês aaa a
Kisses da Jhe amores
~♥


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