História Magia Branca - Poder da Luz - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Magia, Original, Profecia, Romance
Exibições 24
Palavras 3.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oiiiiiiiiiiiii pessoinhas do outro lado, desculpem a demora mas percebi que não fiz tanta falta rsrsrsrs, de qualquer modo aqui está um capítulo especial pra vocês (obs: Não sou boa com piadas, relevem), enfim adorooooo vocês e queriam muito ler comentários, adoro vocês sério mesmo, até os que apenas visualizam, kissus de chocolate da Scailer pra vocês.
<3

Capítulo 9 - Capítulo 7 Manaus: Magic World


Fanfic / Fanfiction Magia Branca - Poder da Luz - Capítulo 9 - Capítulo 7 Manaus: Magic World

O circo ficava em uma parte mais afastada da cidade, a garagem era um terreno enorme com as paredes desgastadas pelo tempo, o circo ficava no fundo, era a parte mais iluminada dali, tanto dentro quanto fora, ele aparentava ser genuinamente pequeno, porém, incrivelmente colorido e cheio de vida, as lâmpadas pareciam passar por entre os lados até o teto, o preenchendo, de longe era possível ouvir a música que vinha de dentro, era uma música agitada, capaz de envolver a qualquer um que a escutasse.

Rebeca estaciona o carro e ao saírem são surpreendidas pelo garoto de mais cedo, o malabarista:

- Ô... Vocês vieram... Chegaram bem na hora, o show já vai começar, vamos?

- Você lembra-se da gente? – A loira pergunta confusa.

- Claro! É muito difícil eu me esquecer de alguém – diz apontando para a própria cabeça.

- Onde pagamos?

- O quê?... Ah, é um circo beneficente moça, as senhoritas entram, assistem e se gostarem, pagam o valor que desejarem, e no final do mês, quando nos mudarmos, deixaremos uma porcentagem em alguma instituição que esteja necessitada.

- Nossa que legal! – Irina se surpreende.

- E assim, mesmo os que não possuem condições podem assistir as apresentações. Vamos! – ele as chama, já correndo para dentro.

- Essa cidade é surpreendente, não é?

- As pessoas são!

- Vamos! Quero assistir a tudo – a amiga diz, já lhe puxando para dentro.

Novamente as meninas se deparam com um novo impacto, o circo era imenso, muito maior do que aparentava, era lindo, nada simples, todo iluminado e com vários artistas passando de um lado para o outro.

- Mas como??? – a garota se pergunta quase inaudível.

- Magicaaa... – A representante de turma é levada para fora daquela realidade por uma voz desconhecida, por segundos incontáveis parecia que somente ela estava ali, a voz pareceu vir de dentro de sua cabeça, tudo retorna quando ela percebe a silhueta de um homem com uma capa se misturando a multidão, provavelmente era o mágico do circo, ele retirou a sua cartola em reverência, parando de longe, e desapareceu sem que ela pudesse vê para onde.

- Haha... – Forçou uma risada irônica por conta do ocorrido.

- Quem era aquele? – A loira pergunta e Irina apenas dá de ombros.

- Vamos, tem lugar ali na frente.

- Aqui tem tanta coisa gostosa pra comprar, acaba com o regime de qualquer um – a menina comenta fazendo a amiga apenas rir e concordar,

- É verdade.

Todos se viram para o palco ao ouvirem o barulho estridente do microfone ao ser ligado, um homem vestido com um paletó o segura, parecia ser o apresentador.

- Boa noite pessoal! Eu sou James Bignel, apresentador do Magic World (Mundo Mágico), bem-vindos ao circo mais agitado do país! E cai entre nós – ele diz fingindo contar um segredo – Arrisco-me a dizer até mesmo do MUNDO! – Ao dizer isso todos riem – Hoje é um dia muito especial para nós, pois é o nosso primeiro dia na cidade e já encontramos convidados muito especiais – Irina sente seu olhar sobre ela e fica confusa, afinal, nunca houvera visto aquele homem antes, mas logo passa quando ele volta a encarar o público – Eu gostaria de desejar um ótimo espetáculo e uma noite mágicaaaa para todos, que esse dia se eternize em suas mentes e que a alegria sempre vença...

-Toc... Toc... – alguém imita o som de batidas na porta.

- Quem é?

- Quem é quem? – Todos gargalham ao ouvirem a voz engraçada.

- Quem é você ué?

- Eu sou... O palhaço Necuchano e estou aqui, para invadir a sua praia... – diz rindo e fazendo a platéia o acompanhar, em seguida invade o palco junto a um mini palhaço.

- Vala meu Merli, o que você faz aqui?

- Vuuhhh – O palhaço assopra algo no rosto do homem e sai fumaça, ou melhor, pó de arroz e vários brilhos – Buuuh.

- Haaa... Seu louco! Vou chamar alguém para te tirar daí, atrapalhando a minha apresentação...

Enquanto ele sai resmungando, os dois começam a imitá-lo com as mãos.

- E aiiii galerinha? Eu sou o palhaço Necuchano – Todos riem de seu nome novamente – Ei não é pra rir, eu não tenho culpa da imaginação fértil dos meus pais – mais gargalhadas.

- E eu sou Necuchini, filho de Necuchano – todos gargalham – E meu pai pensa igual aos dele – fala bravo, cruzando os braços e virando o rosto, motivando mais risos – Mas esquecendo isso, vocês repararam que aquele velho ta tão gagá que nem me notou?

- Hahahaa...

- Eu sou tão pequeno assim?

- O não Necuchini... Você só é facilmente confundido com um boneco, esses teus olhos grandes e corpo pequeno, até eu me confundo às vezes... Chego a pensar que é uma coruja de brinquedo...

- Hahaha...

- Uma coruja?! Pelo menos não pareço um balde de pança – Diz batendo na barriga do pai.

- Haa, mas isso não vai ficar assim, venha já aqui seu moleque atrevido – diz saindo correndo atrás do filho, todos apenas riem entretidos.

- Paro!!! – Grita uma palhaça da entrada do palco – Posso saber o que está acontecendo aqui? – pergunta com as mãos na cintura.

Agora os dois que outrora estavam puxando a cabeça um do outro, estão abraçados como se vivessem um para o outro, respondendo em uníssono.

- Nada! – Eles se olham.

- Sabe o que é amorzinho, é que eu amo por demais esse anãozinho da branca de neve.

- Sabe o que é mãezinha, é que eu amo por demais esse dragão de São Jorge.

- Assim espero, estava procurando por vocês.

- Procurando a gente? Pra quê? – Perguntam se olhando entre si.

- É que eu queria cantar uma música para esse povo bonito.

- Ah lá vem ela.

- Mãe... Não por favor...

- Mas por quê? - Questiona fingindo chorar, nesse momento uma moça passa com um carrinho cheio de taças e a olha assustada, em seguida se atira embaixo do carrinho. Os dois palhaços gargalham agitando a platéia.

- Mas o quê??? Deixa pra lá. Sabe aquele era uma vez inesquecível? – fala com uma voz doce enquanto ela anda pelo palco, e os dois tentam emitir sinal de socorro lá atrás e mandam sinais para tamparem os ouvidos, através de mímica.

- Era uma vez, em um belo dia... – Começa cantando opera com uma voz grossa, bonita – Uma moça perdeu o seu lindo colar – Dava ênfase aos finais –  e então desnorteada se botou a chorar sem mais nem menos, chorou pelos ares a cantar – cantava encenando – Mas então um cavalheiro apareceu e lhe entregou o colar desaparecido – Sempre cantava enfatizando – E a garotinha se sentiu feliz, apaixonou-se mesmo pequena e prometeu... Que... Um dia... Iria... O... reencontrarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr – grita em um tom muito avançado, fazendo todas as taças explodirem e os ouvidos doerem – E então... Ela cresceu – canta adoçando a voz – e o encontrou pronta para... casarrrrrrrr, um final feliz para quem, amou à primeira vistaaaaaaa – puxou o final e terminou.

Todos se levantaram e aplaudiram, ninguém acreditava na potência daquela voz, quebrar oito taças de uma só vez? Era praticamente impossível.

- Uau – Beca comentou.

- É aqueles dois ali – O senhor James retornou com um homem ao palco apontando para os palhaços, ele parecia o provável mágico que a Irina havia visto, a platéia fez barulho de susto para criar um clima, junto com a musica de suspense.

- Hãaa??? – Os três palhaços se olham assustados.

- Não atrapalhem o show, tchum – E ao dizer isso ao mesmo tempo em que movimentava as mãos como se jogasse algo, o homem os fez desaparecer, a platéia se assusta e aplaude novamente.

- Muito obrigado – agradeceu ao homem – E agora de onde paramos?

- Eii, o que aconteceu com a gente? – A voz do Necuchini apareceu.

- Acho que viramos poeira Necuchini!

- Parem de besteira, esta na cara que foi eles que viraram, afinal ainda estamos falando.

Todos riram da lógica distorcida da palhaça.

- Você está certa Chiniguichan.

Todos riram novamente, mas desta vez do nome da pobrezinha.

- Não precisava dizer o meu nome Nechuchano, arg! - #%¨* som de pancada #%¨*.

- Aiiiii.

- É pra aprender a ficar calado!

- Pegaaa!!!

- Isso não é justo.

- Ei parem com isso, vocês não vão embora não? – James.

- Vamos embora.

- Tá bom – responde a criança com voz triste – Tchau pessoal.

- Tchau!!!

- E agora! Mas uma vez voltando, vos apresento não uma mulher, nem um gorila, mas a Mulher Gorilaaaaaa.

- Haahaa... Haahaa – Uma mulher meio horrenda vem do fundo da tenda se segurando apenas em fios, o que parecia ser impossível, ainda mais pelo seu peso.

- E então mulher gorila? O que pode nos dizer sobre você? – Ela apenas o encara séria e todos se divertem - Poderia dizer o seu nome ao menos?

- Não enche o saco!

- Hahaha!!! – público.

- Não enche o saco? Mais que nome mais esquisito. O meu nome é James.

- James é pior que banana podre.

- Hahahaha!!!

- Isso não foi educado da sua parte.

- Haaaaa – A mulher palhaça grita fingindo atacar, o que faz o homem cair de costas no chão com medo.

- Hahaha... Você até que é engraçado – diz com a voz grossa que possui – Agora da licença que mim quer comer banana e paquerar macaco haaaaa, hahahaaaa.

Todos retornam a aplaudir enquanto ela sai.

- Bem, desculpem-na – diz se ajeitando – me parece que ela estava com a macaca hoje.

- Hahahaaa!!!

- Agora é serio um dos mais incríveis, a estrela brilha nesta noite, com o cavalo branco mais formoso e a aparência mais bela da princesa do circo, Diana, a princesa do Céu e o seu cavalo Luz, é com vocês.

Uma mulher entrou em pé, em cima de um cavalo branco lindo, suas vestes eram brancas e ela carregava uma espada consigo, começou a fazer acrobacias com a mesma e em cima do animal que arrodeava as bordas do palco, jogava o seu corpo quase inteiro pra fora do mesmo e voltava, manuseava a espada com se estivesse treinando em uma sala iluminada e parada, seu ultimo truque foi atirar a espada no alvo perto da parede no palco e se jogar para trás parando deitada sobre o cavalo que  leva embora como se ela nunca tivesse saído de tal posição, perto da saída ela senta-se no cavalo, segurando-se no mesmo que se levanta para desperdir-se e sai, com os jogos de luz ajudando no desempenho da coreografia, o show ficou lindo.

Em seguida, um grupo de malabaristas entra fazendo acrobacias em cima de rodas de bicicletas, além das acrobacias eles ainda dançavam, eram verdadeiros profissionais, o que elas conheceram pela manhã não ficava atrás, apesar de ser claramente um iniciante e estar muito engraçado, era muito esforçado. Ao saírem, uma voz é escutada e do fundo do circo sai uma mulher cantando: Loca Loca - Shakira e dançando, todos parecem conhecê-la, tem imensos cabelos pretos e era ainda mais bonita com a franginha na testa, usava uma blusa, uma saia e meias longas, além dos sapatos, subia ao palco onde encontrou mais quatro garotas que se juntaram com o coro e faziam a coreografia com ela, todos estavam cada vez mais encantados com o circo.

Ao terminarem a apresentação, as luzes piscaram duas vezes e na segunda, as mesmas já não se encontravam no palco, os cochichos tomaram conta da platéia seguidos pelo susto que veio a seguir, com o apagão das luzes, do meio do palco surgiu uma luz, que foi subindo e dela emergia uma pessoa, o homem que Irina houvera visto, o mesmo que fez os palhaços desaparecerem, o Mágico do Circo, ele retirou a cartola da cabeça que combinava perfeitamente com o seu paletó e a sua capa, e reverenciou ao público, as luzes reacenderam, enquanto as palmas tomavam conta do público.

- Boa Noite! Eu sou, como muitos já sabem, o Mágico Black (Mágico Preto ou Negro, ele refere-se com o nome à escuridão, ao vão, aos mistérios que carregava) e, portanto, o criador do Circo Magic World, é um imenso prazer tê-los aqui conosco hoje, no nosso primeiro dia de apresentação na cidade, na Paris dos Trópicos: Manaus.

Todos aplaudem.

- Hoje sinto uma energia muito rara, há pessoas muito especiais entre nós, o que me alegra muito.

Todos se olham.

- Já sei, hoje faremos algo diferente... Hum... Vou chamar uma pessoa aqui, é alguém no qual eu sinto imensa responsabilidade, o peso de um futuro ainda desconhecido, repleto de surpresas inimagináveis, essa pessoa habitará muitos locais, mas o espaço entre dois corações, oh, talvez até três, não a deixaram sair, uma vida de graça e de tristeza, amor e ódio, vejo um drama feliz em sua vida, vejo o positivismo que tenderá a nascer quando for preciso, por favor, suba ao palco... Querida Irina – o mágico diz entendendo a mão em direção à garota.

Todos a olham e ela fica tão perplexa quanto a loira que a olha encantada, como ele sabia o seu nome? E que assunto todo era esse de drama feliz? Dois corações? Graça e tristeza? Amor e ódio? Desde quando ela entrou numa novela e não foi avisada?

- ... O peso de um futuro ainda desconhecido... – a menina acaba sussurrando sem perceber até que se toca do homem lhe estendendo a mão para ajudá-la a subir no palco.

- Iri! – a loira a empurra de leve.

- Des... Desculpa – pede, aceitando sua ajuda para subir.

- Não tem problema – ele lhe estende um imenso sorriso – E então? Como se sente diante de tais revelações?

- Em um desenho animado! – diz irônica.

- Iri! – a loira chama a sua atenção e todos riem.

- Quer... Quer dizer, estranha – a menina solta um sorriso tímida, tentando ser educada.

- Em um desenho animado? O que aparenta ser tão surreal para você?

- Tudo! Essa história pode ser o futuro de qualquer um aqui, mas não é o meu, desculpe, você errou – diz sorrindo.

- Errei? – pergunta fingindo está confuso – Então você não é a Irina? Você não é Irina Bittencourt?

*- Como ele sabe o meu sobrenome? – a menina gelou ao ouvi-lo chamá-la.

- So... Sou.

- Então acho que acertei. Desculpe mas você estava muito longe para que eu conseguisse fazer uma leitura perfeita sobre você, me daria à honra de ler a sua mão?

- Pensei que você era mágico e não advinha – a menina soltou sem perceber, sentindo-se culpada depois pelo modo como soou.

- Eu sou, mas tenho um segundo dom que casou-se perfeitamente com a minha profissão e não posso negá-lo – sorriu a entendendo – talvez até três – ele disse piscando para a mesma, que não entendeu nada.

- Tudo bem.

O silêncio se estala quando o homem toca sua mão, uma mistura de luz verde e lilás saem das mãos dele segurando a dela, enquanto o mesmo está de olhos fechados, causando ainda mais suspense na multidão que os acompanha com os olhos, quase tão hipnotizados quanto os de Irina ao encará-lo de frente.

- Entendo... – diz abrindo os olhos – você ainda não sabe – Ele se aproxima do ouvido dela – Você é muito mais poderosa do que imagina, preste atenção nos sinais e não ignore as suas sensações. Ele fez isso para te proteger e o outro o desfará pelo mesmo motivo, por mais que tente omiti-lo para si mesmo – a menina fica ainda mais confusa com as palavras ditas – Foque! Controle-se, veja sempre as pessoas que estão à sua frente – diz já afastado para que todos escutem – A raiva é a chave, mas só o amor é a solução, o controle, você precisará confiar em alguém quando à hora chegar, estará confusa, abalada, mas entenderá que ele é a sua solução – novamente ele fala em seu ouvido as seguintes palavras – “Com ele o problema é inevitável, sem ele é fatal!” – ele se distância definitivamente – Você é uma garota de sorte – diz sorrindo para aliviar a tensão na platéia – é cercada por pessoas que te amam, me empreste sua mão mais uma vez por favor? – Diz segurando a mão esquerda dela com a sua direita, criando uma luz forte e a jogando para frente fazendo surgir uma chuva de brilhos, como se a luz tivesse se transformado nos milhares de átomos distintamente separados e brilhantes como a lua.

A menina desce do palco pensativa, se esse homem queria fazê-la participar do seu show e comprar aquelas história, ele obteve 100% de êxito, agora sua cabeça estava ainda mais desnorteada do que o dia todo junto, por que ela pareceu aceitar toda essa fabula? Por que ela sentiu tanta semelhança com as suas palavras? Pior, porquê ela pensou em Erick desde do momento em que ele falou em pessoas especiais até o momento em que ele disse para confiar em suas sensações e ficou repetindo um “ele”, sem ao menos dizer ele quem? Estava ela realmente enlouquecendo? Ou, será que essa era apenas a febre do aluno calouro na sala que a havia atingido?

- O que aconteceu lá? Como ele sábia o seu nome? Você o conhece?

- Não! Não foi você quem contou para eles?! – Sua última esperança de sanidade se desfez ali, como não acreditar nele? Ou melhor, como acreditar?

O circo ainda estava agitado, e a loira ainda se divertia muito ao contrário da amiga, que só pensava nas palavras daquele homem, da sensação de força que o toque dele lhe transmitiu, da luz que se dissipará na multidão e que saiu, de algumas forma também das suas mãos, e principalmente, mágica, mágica, mágica, sentiu como se um filme passasse em sua cabeça, o mágico falando como se estivesse dentro de sua mente, Erick a tirando da piscina, Erick desmaiado na sala, o esbarrão no corredor, o garoto na estrada, o sonho antes da chegada do aluno novo, a sensação na entrada da cidade, o pássaro, o sonho estranho, o gato de olhos verdes que a salvou, a estranha reação no hotel, o pesadelo, as espécies de visões no teatro e agora as palavras daquele homem: -“Com ele o problema é inevitável, sem ele é fatal”.Porquê aquela frase lhe parecia tão recíproca? De quem ele falava? Por mais que tenta-se, era impossível tirar o nome daquele loiro de olhos azuis da sua cabeça, Erick.

O show acabou e todos se despediram, na saída Rebeca compra uma pipoca ainda sem perceber o estado da amiga.

- Você ficará bem! – Irina escuta a voz do mágico em sua cabeça, dessa vez nitidamente, com toda certeza, a menina se vira assustada para o palco, onde o vê, ignorando uma pessoa que e falava com ele, e a encarando – Confie no garoto. Talvez ainda nos encontremos! – Ele sorrir para ela que fica paralisada, surpresa, o garoto ao qual ele se referia, seria o mesmo de seu sonho? Seria Erick? Ou o outro que ela nem ao menos sabia se realmente existia? E este? Será o mesmo que a salvou do caminhão?

* - Salvou, salvou, por Merli, será que quanto menos dúvidas eu desejo, mais elas se multiplicam? Legal, mais uma pra coleção – De repente a garota sente uma sensação forte, uma falta do irmão, mesmo que só tenha passado um dia sem ele, com ele ela sempre se sentia segura.

Perdida nos pensamentos a garota é puxada para o presente com o alto volume do seu telefone chamando.

~ Junior – irmão descolado ~

- Alô?

- Alô, boa noite pequena, e ai como vai a viagem?

- Por acaso você também é vidente?

- Como assim? Espera, também? – ele pergunta fazendo a irmã rir.

- Por nada, também? Convencidoooo, se acha o único no direito de ser é?

- Mas é claro! Então, quem é a outra pessoa?

- Um mágico no circo.

- Circo?

- Sim, chegou um recentemente na cidade, mas e você? Como vai ai em casa? Cadê a Lara?

- Ela está no banho. Eu queria falar com você antes de dormir, saber se estava bem, estamos bem aqui, dentro do possível, eu tento não morrer com a comida maravilhosa da minha namorada sem você pra atrapalhar - brinca.

- Nossa, que maldade – fala com a mão na barriga, lembrando-se que não comeu o dia inteiro, além de algumas besteiras.

-To brincando.

- Eu sei, não agüenta me vê tão longe das suas asas né? Confesso que nem eu me acostumo – acaba deixando sair derrotadamente.

- Como assim? Aconteceu algo? – pergunta alterado, se preocupando.

- Não! Não, calma, está... Tudo bem.

*- Dentro do possível, 100% estranho.

Ele pareceu suspirar do outro lado da linha.

- Qualquer coisa, qualquer, seja qual for, mesmo que seja uma criança roubando o seu pirulito, me avise!

- Ah claro, porque você vai vir até aqui pra arrancar um pirulito de uma criança.

- Se for preciso, sim.

- E – XA – GE – RA – DO! – A menina escuta uma voz feminina gritando do outro lado da linha, em seguida a pessoa parece pegar o celular – O seu irmão exagera demais na super proteção.

- Eu sei.

- To com saudades, não vou mais deixá-lo te perturbar, precisando não exite em ligar.

- Ta bom.

- Vou te esperar.

- Pode deixar.

- Deixo que os anjos a protejam.

- A vocês também.

- Iri...

- Oi?

- Não se apegue a todos os acontecimentos, aproveite o momento e reflita depois, não os tema, os aceite, te amo.

- Também te amo – Lara é como a irmã mais velha que Irina nunca teve, por isso era tão perfeito que ela estivesse com o Junior.

*- Ela sempre parece saber exatamente o que precisa me dizer – a menina pensa, já mais calma.

- Era o Junior? – a loira chega, com pipoca, e um churros com chocolate, nas mãos.

- Sim! Pra onde vai tudo isso?

- Para esse corpinho maravilhoso. Vamos?

-Agora.

 

 

 


Notas Finais


E ai o que acharam? Espero que comentem por favor, então, sobre a Revisão, é para o melhor progresso da história, por favor entendam, ah, e sobre o moreno? Eu tava em dúvidas sobre o nome mas já descobri um perfeito, beijinhosssss pra vocês meus leitores lindosssss.
*GENTE EU CONFESSO, NÃO SABIA QUE MÚSICA COLOCAR RSRSRS
<3


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