História Magic - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Malec, Os Instrumentos Mortais, Romance, Yaoi
Exibições 71
Palavras 2.025
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heyo!
Gente, eu sei que está bem tarde para postar, mas quem disse que existe hora para glorificar o otp? (Amém Malec!
Bem, eu adorei escrever sobre esse shipp, então eu realmente espero que vocês gostem.
[História dedicada ao ~Ady-alucard, que mesmo tendo demorado, está aí o seu o seu presente sz]
Boa leitura! ^^

Capítulo 1 - Capítulo Único


Uma.

Duas.

Três.

Era a terceira vez que Alec tocava a campainha e ninguém atendia, e ele já estava ficando impaciente.

“Eu pensei que isso fosse uma emergência, mas pelo visto...” pensou enquanto encarava a porta fechada a sua frente, se perguntando o porquê de ainda estar ali.

Era uma tarde calma e fresca de primavera e Alec aproveitara para resolver as suas pendências no Instituto, mas de súbito recebeu uma mensagem de um certo feiticeiro dizendo que havia uma emergência em sua residência e que precisava de ajuda. Por mais tentador que fosse a oportunidade de ir até a casa de Magnus, Alec queria se concentrar em se afastar do feiticeiro enchendo-se de afazeres, porém, ao que parecia, Magnus ainda precisava de sua ajuda. De qualquer forma, não iria até a residência do feiticeiro, nem se fosse o último shadowhunter disponível no momento.

E quando percebeu, já estava na frente da casa dele.

E agora estava ali, parado na frente da porta do feiticeiro percebendo que não há nenhum sinal de perigo aparente, e cogitando a ideia de ter sido enganado pelo mais velho.

- Isso é perda de tempo. – bufou, então virou-se e começou a descer as escadas da entrada, indo embora.

- Mal entrou e já pretende fugir assim de mim, Alexander? – uma voz atrás dele o fez para e estremecer por leves instantes.

Se virou novamente e viu o feiticeiro encostado na porta de entrada, vestia uma camisa social roxa, uma calça de couro e, claro, aquele sorriso sacana que sempre esboçava quando via o jovem shadowhunter.

- Você informou que precisava de ajuda, então aqui estou eu. Mas pelo visto não tenho nada para fazer aqui. – Alec quase rosnou enquanto percebia o silêncio aparente dentro da casa do feiticeiro.

- Ah, que isso. Você já foi mais simpático, meu caro. Vamos, entre. - disse Magnus, dando espaço para Alec entrar.

Alec refletiu por uns bons segundos então se deu por vencido pelo olhar do feiticeiro e entrou na residência.

 

A casa não estava como Alec havia visto na última vez, agora as paredes da sala estando com um cinza escuro, os sofás eram pretos e a iluminação era um tanto baixa. Acharia o ambiente um tanto obscuro e frio se não fosse pela bela lareira que se encontrava perto do centro da sala, iluminando toda a extensão do aposento de forma acolhedora.

A casa de Magnus era incrível, Alec admitia.

- Gostou da nova decoração? – disse Magnus atrás de Alec, logo entrando no aposento. – Achei mesmo que gostaria porque eu, particularmente falando, adorei.

-Ok Magnus, pelo que parece aqui não tem nenhum sinal de problema, então, por favor, diga logo o porquê de ter me chamado.

- A sua falta de consideração por mim e mau humor até poderiam me atingir se eu não tivesse acordado tão bem como nesse dia. – se encaminhou até a mesa de centro da sala, onde tinha sobre ela duas taças e uma garrafa, então despejou um liquido azul-turquesa nas taças, logo entregando uma delas para Alec. – Eu queria apenas conversar com você, Alec. Mas parece que preciso inventar uma emergência agora para te ter aqui comigo. – o feiticeiro deu um leve suspiro – Olha, eu não irei te prender aqui. Se quiser fugir, a porta está aberta.

Magnus encostou-se em um dos lados da lareira, esperando alguma ação ou resposta do shadowhunter, que ainda se encontrava parado e de pé em frente à sala.

Alec passou a refletir por alguns instantes. Magnus estava concentrado em sua bebida, mas ambos sabiam que só um contato visual entregaria o mais jovem. O maior sempre ganhava tudo com aqueles olhos quase felinos.

Já se deu por vencido sem nem mesmo tentar resistir ao olhar do feiticeiro. Sentou-se em um dos sofás, vendo logo os olhos do outro brilhar e o sorriso habitual desenharem o seu belo rosto enquanto começava a falar.

- Bem, como você já deve ter estudado, a magia é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e sua relação com o homem e blá blá blá... Mas eu não vejo desse jeito. Eu penso que a magia é algo maior que isso, como se estivéssemos direcionando energias elementares, universais e cósmicas a um certo ponto.

- E aonde você quer chegar com todo esse papo de magia? – perguntou Alec, passando a mão por sua tez.

- Naturalmente, você pode usar a magia de forma positiva ou negativa, mas qualquer um que faz o uso da mágica sabe que ela pode trazer consequências imprevisíveis como, por exemplo, usá-la com algo idiota e insignificante ou usá-la para fins maléficos. – disse, criando em uma de suas mãos uma chama roxa reluzente - E eu... Bem, eu já fiz de tudo nessa vida, e pensei que demoraria a vir as minhas consequências, o que presumo ser muita coisa, mas parece que ela está começando a vir aos poucos.

A luz baixa da sala piscou algumas vezes e Alec estremeceu.

- O que você quer dizer com isso? – Alec perguntou meio receoso.

- Parece que a vida resolveu pregar uma peça em mim de uns tempos para cá, você ficaria surpreso se eu dissesse o tanto de idiotices que eu fiz ultimamente. Mas acho que meus superiores se cansaram de me alertar e me proteger.

O feiticeiro fez uma breve pausa.

- Às vezes a magia pode ir contra o feiticeiro, e eu nunca senti tanto isso na pele quanto antes.

A luz da lareira diminuiu um tanto.

- Isso quer dizer que...

- Que eu estou morrendo? Não, eu tenho ainda muitas técnicas para não morrer. – esboçou um pequeno sorriso cansado. – Mas se a magia um dia me matar, e ela vai, eu não poderei fazer nada para impedir.

Custou muito para Alec firmar sua voz.

- E o que eu tenho a ver com isso? – balançou cabeça e voltou a sua expressão séria de antes.

Magnus soltou uma risada sarcástica.

- Você ainda não percebeu né? Ou melhor, você ainda não aceita isso? – caminhou alguns passos e fez uma expressão séria. – Achei que depois de tudo você já teria aceitado que tudo, as burrices e os perigos que passei, foi puramente por você.

Alec o encarou, sem saber o que dizer.

- Não pense que estou te culpando, longe disso. Eu só queria que você soubesse claramente antes que fosse tarde, já que é bem visível que você está se afastando de mim, e isso pode até que ser bom, pois não quero que se machuque.

O shadowhunter se levantou, puxando os próprios cabelos e andando de um lado para o outro.

- Pare de falar! O que você quer? Me deixar louco? – encarou os olhos do feiticeiro, indo em direção da porta. – Eu só queria que pelo menos uma vez você...

Antes que pudesse completar a frase, três lanças da lareira passaram em frente de Alec e seguiram na direção do feiticeiro. Duas delas pararam em cada ombro dele, o prendendo na parede logo atrás, e a última cravou em seu peito. Ele olhou para baixo, assustado, e cuspiu sangue.

- Ah merda, Magnus! – Alec gritou desesperado e correu até ele.

- Da ultima vez que isso aconteceu elas foram somente ao meu braço. – Magnus soltou uma risada, a boca já vermelha pelo sangue. Alec tentou a todo custo soltar as lanças do corpo do feiticeiro, mas todo aquele esforço era em vão; mesmo assim continuava a tentar soltá-lo. – Ei, o que eu disse? É a magia, não tem como impedir. Mas eu pensei que demoraria um pouco mais...

- Pelo anjo, você está morrendo! – Alec continuava a tentar tirá-lo dali desesperadamente, mas o feiticeiro usou suas forças e levantou a mão até o ombro do menor, fazendo com que ele parasse para olhá-lo.

- Eu já deveria saber que eles usariam o meu lugar de conforto para me matar, eles vêm tentando faz tempo. Mas eu não queria que você estivesse aqui para ver isso.

- Cale a boca, não se esforce! Eu chamarei ajuda, tentarei alguma coisa, mas não deixarei você morrer!

- Por quê? Até a pouco tempo você estava querendo me deixar aqui. – a voz de Magnus agora saía como um sussurro.

Alec segurava suas lágrimas.

- Quer que eu diga o que? Que eu me importo com você? Que eu o amo? Isso não importa, já é tarde.

- Pra mim não é tarde, eu eternizarei esse momento para sempre. – sangue escorria de sua boca, mas mesmo assim ele sorriu.

As lágrimas rolavam aos poucos pelo rosto do shadowhunter.

- Por favor, fique comigo. Eu te amo. – Alec passou a mão pela fria tez do feiticeiro, que esboçava um último sorriso com os olhos fechados. Logo seu peito parou de mexer e não se ouvia mais a respiração de Magnus.

Todo o recinto entrou em silêncio, e só se ouvia os sussurros de Alec pedindo perdão para o corpo inerte do amado.

Então, de súbito, o corpo do feiticeiro passou a brilhar, se transformando numa essência brilhante que logo se extinguiu no ar. Alec ficou olhando para aquilo, confuso.

- Tsc tsc... Eu não acredito que eu tive que apelar para o seu bom senso e literalmente me matar para ouvir uma simples frase de você. - Alec ouviu uma voz familiar falar sarcasticamente logo atrás de si. Quando se virou quase caiu por suas pernas terem falhado.

Viu a imagem de Magnus deitado em um dos sofás, tomando um gole da bebida que tinha em mãos.

Alec estava em choque.

- Como não sou um monstro e nem nada, eu lhe peço desculpas por causar qualquer trauma nesses últimos cinquenta minutos.

- Eu não acredito nisso... – murmurou Alec ainda totalmente assustado.

- É como eu disse: Magia. Às vezes as pessoas fazem muitas coisas idiotas por certas pessoas. – Magnus se levantou, indo em direção do shadowhunter, mas Alec foi mais rápido e veio correndo em direção do feiticeiro, pronto para dar um soco na cara do mais velho.

- Você não mede as consequências dos seus atos? Nunca mais faça isso! – Alec gritou de raiva, mas antes que pudesse atacar o Magnus, ele segurou forte os seus pulsos, impossibilitando o outro de se mexer.

Mesmo não podendo mexer os braços, o menor tentou fazer algum golpe com os pés, mas Magnus foi mais rápido e o prensou contra a parede, fazendo Alec arfar.

- Por mais que você queira me matar agora, eu já tenho tudo o que você. Finalmente pude ouvir o que eu sempre soube saindo da sua boca. – Magnus passou um de seus dedos pelos lábios do shadowhunter, que estava estático. – E admita: Você não conseguiria viver sem mim.

O feiticeiro o encarava com malícia, e Alec se esforçou ao máximo para virar o rosto da direção dele.

- Que tal fazermos assim: Se você realmente vai desmentir tudo o que disse agora a pouco, então eu não te impedirei de sair por aquelas porta, mas eu não prometo que você me verá de novo. – sentiu o corpo de Magnus o apertar mais. - Ou você continua aqui, então eu farei valer a pena o tempo em que ficou aqui.

Magnus soltou os braços do menor, que caíram ao lado do corpo, e agora estava livre para decidir.

Alec tinha que concordar: Queria matar o outro; mas algo no fundo da sua mente gritava por um abraço do maior, que o soltasse nunca mais e ficasse para sempre ao seu lado. Ele odiava aquela voz na sua cabeça.

Principalmente porque ela sempre ganhava na sua guerra mental.

- Eu fico. – murmurou baixo.

- O que disse? Eu não te ouvi. – Magnus chegou mais perto, abrindo um pequeno sorriso.

Alec selou seus lábios aos de Magnus, num beijo calmo e delicado.

- Eu disse que eu vou ficar. – sorriu após repetir a frase.

Foi o suficiente para que Magnus o enchesse de beijos, agora mais fervorosos e demorados. Logo Alec se viu no colo do feiticeiro, sendo levado pelo mesmo até o seu quarto.

Revirou os olhos em meio aos beijos que o mais velho lhe dava pelo pescoço.

“Eu ainda vou me vingar desse feiticeiro.”

...


Notas Finais


Seria esse o fim? Talvez Alec possa voltar numa próxima para se vingar de seu amado, quem sabe... :3
Muito obrigada por lerem essa história, e quem sabe não nos vemos uma outra vez.
Novamente falando, essa história é dedicada ao melhor parabatai que eu poderia ter na minha vida (sorry pelo atraso, não desista de mim Ady <3).
Bem, é isso.
Bjus polares! ^^


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