História Magnets: Connections - Segundo Arco - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Drogas, Gay, Macabro, Magnets, Mistério, Morte, Mutilação, Pessoa Misteriosa, Romance, Segunda Temporada, Suspense, Tragedia, Yaoi
Exibições 160
Palavras 3.263
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem, normalmente eu sempre escrevo um texto quando finalizo uma história ou coisa assim, mas preciso dizer-lhes que eu estou muuito cansado e com preguiça agora pra fazer um texto, vocês sabem como eu sou, que quando começo a escrever/falar não paro mais e aí eu me emociono, emociono vocês e o crl a quatro. Vocês já sabem todo o clichê que eu digo "Ah meu sonho" "Obrigado por fazer parte dele" e tals, eu sei que vocês já devem ter lido isso várias vezes, mas saibam que todas as vezes foi verdadeiro. Obrigado mesmo, eu amo vocês. Obrigado por me acompanharem e não desistirem de mim, você que conseguiu ler até esse capítulo, obrigado por se importar tanto com o que eu amo fazer (escrever) e obrigado por me acompanhar e não desistir de mim, mesmo com todas as vezes que eu abandonei a história. Eu sei que vou acabar abandonando mais cedo ou mais tarde, sei que vai acontecer tudo de novo, talvez, mas saibam que eu volto. Eu sempre volto, eu vou tentar até o máximo escrever isso aqui sem abandonar, por vocês, mas tem dias que se torna chato e acontece um bloqueio de memória terrível que eu não aguento mais continuar e nada que eu faço fica legal e ainda tem a regra do "mínimo 1000 palavras" e fica ruim, sendo que eu tenho que enrolar, enfim, é ruim, eu abandono muitas vezes, mas eu vou tentar. Me perdoem se eu abandonar.
Bem, desconfio que fiz um texto...
Esse capítulo é a chave de Magnets, esse capítulo é essencial. Tem vários flashbacks e partes que não são deles, mas todas são muito importantes para a história, cada mini detalhe nos flashbacks são preciosos. Valorizem e abram a mente, se vocês forem mente aberta vão saber se situar e quem sabe, até mesmo, adivinhar quem é a pessoa misteriosa, haha.
Boas revelações e boa leitura, haha <3

Capítulo 16 - 16. Revelações - Último capítulo do segundo arco


Anteriormente...

- Me desculpa... – ele fala com uma voz triste – por te arranhar, deve estar ardendo muito...

- Um pouquinho.

Charlies abaixa a cabeça.

- Ei... – chama Natan e segura o queixo do menino, beijando-o. Logo após ele continua – Não fique assim, isso é pra mostrar que eu tenho dono – e riu.

Charlies sorriu. Ele o amava muito.

- Você é meu? – perguntou.

- Sou – respondeu Natan.

- Para sempre?

- Para sempre! – disse Natan.

Ele se deitou ao lado de Charlies, por trás dele e eles ficaram assim, de conchinha. Deram as mãos e cochilaram com os dedos entrelaçados. Uma nova história começara a partir dali, eram apenas um, estavam ligados. Nada e nem ninguém iria mudar aquilo.

*****

Uma semana depois...

- Já vai começar – disse Natan.

- Eu já vou... eu acho – disse Charlies se concentrando.

A luz do fim de tarde entrava pela janela da cozinha. A frigideira fez barulho quando Charlies colocou outra concha de massa para panqueca. Começou a mexer a frigideira pelo cabo até soltar.

Sentiu um corpo atrás do seu e percebeu que era Natan. Ele o abraçava, passando os braços pela cintura do garoto e o deixando bem perto. Beijou o pescoço de Charlies e o cheiro do garoto – doce e suave – entrou pelas suas narinas.

O crepúsculo era alaranjado e esquentava o rosto de Charlies, que sorria. Era a pessoa mais feliz do mundo.

Nessa semana que passaram juntos, a pessoa não tinha voltado a atormentá-los, era como se o amor dos dois tivesse vencido os conflitos. Natan tinha contado para sua mãe de Charlies e confirmou que amava o garoto, não só como um amigo. A mãe dele era compreensiva e Charlies pensou na sua e pensou se ela aceitaria; desde então os dois andam juntos pela casa, de mãos dadas, se beijam sempre, até dormem juntos.

Quando terminou as panquecas, colocou queijo em algumas e em outras nutella. Levou-as em um prato para a sala, Natan vinha logo atrás, segurando por sua cintura e eles foram assistir ao filme que Charlies tinha escolhido.

Natan queria assistir ao Exorcismo de Emily Rose ou qualquer outro filme de terror, mas Charlies optou por assistirem O pequeno príncipe. Ele já tinha lido o livro e Natan não discutiu.

Ao decorrer do filme Charlies sentiu umas pontadas de tristeza, pois se tratava de um tema triste e ele chorou. Natan o abraçou e ficaram assim pelo resto do filme.

---

Uma semana antes...

- Por que você não me ajudou também? – perguntou a mulher se dirigindo ao menino na sua frente.

- Eu não posso fazer isso. Não mais.

- Você deveria me obedecer, você não está se mostrando prestativo o bastante, está que nem a Beatrice.

O garoto olhou para baixo.

- Eu me arrependi de tudo, eu não posso mais fazer isso com eles.

A mulher cerrou os punhos, estava sem a máscara e olhava fixamente para o menino. Algumas rugas se encontravam na região dos seus olhos e da boca.

- Você parece que não se importa comigo – disse ela e começou a tremer. – Não quer mais me ajudar – uma lágrima escorreu.

- Você devia ter mais ética.

A mulher se aproximou e deu um tapa na bochecha do garoto. Ele não podia fazer nada a não ser ficar quieto.

- Não me diga o que fazer – ela começou a tremer mais ainda, estava voltando. – Todos que cruzaram meu caminho estão mortos, eu tenho o poder! Ninguém pode brincar comigo!

E ela riu, uma risada maléfica.

O menino estremeceu, ele estava com medo, muito medo. Aquela não era a mulher que um dia foi próximo dele, aquela não era a mulher que fora atenciosa com ele um dia, aquela não era mais ela.

- Você é uma covarde! – gritou o menino.

- Não sou covarde, eu sei o que estou fazendo. Todos eles precisam pagar pelo que fizeram comigo.

- Ninguém fez nada com você, você é assim hoje por causas naturais.

- Me respeite – ela retrucou. – Meu jogo, minhas regras.

- Isso não é mais um jogo! – gritou de volta o garoto.

A mulher estalou o pescoço e os dedos.

- Eles se encontraram e estão fazendo sabe-se o que lá e é tudo culpa de dois imprestáveis como você e a Beatrice.

O menino sentiu uma dor no coração quando ela falou aquilo. Ele não estava gostando mais daquilo.

- Pra mim chega. Fim de jogo – disse o garoto. Ele destravou a máscara e a atirou no chão, nos pés da mulher.

Ele virou de costas e saiu andando.

- Volte aqui, agora! – gritou a mulher.

Jurou que ouviu ela gritar seu nome, a primeira regra que eles tinham bolado: nenhum dos dois não podia sequer murmurar o nome um do outro. Mas não ligou. Ele não fazia mais parte do jogo, então começou a correr, correr para bem longe.

---

Anos atrás...

O menino agora tinha três anos de idade e estava no colo da mãe. A mulher que o carregava era loira, tinha o cabelo um pouco platinado.

Quando chegou na porta da casa que conhecia tão bem, bateu na porta. Estava sem paciência então começou a socar.

- Já vai! – respondeu a voz que ela conhecia.

Quando abriu a porta, ela a enxergou.

- Parabéns pelo bebê – disse ela sorrindo. A mulher estava grávida de outro bebê.

Ela colocou o menino no chão. O garoto não entendia o que as mulheres falavam, então entrou na casa dela.

Ele escalou as escadas de quatro e entrou em um quarto, ele era rosa e algumas estrelas estavam penduradas no teto e várias bonecas se encontravam em uma prateleira.

No lado do quarto tinha um berço aberto e dentro estava um bebê vestida com um macacãozinho rosa. Ele escalou o berço e pegou a menina no colo de mau jeito.

- Eu vou cuidar de você – ele sorriu, olhando para a garota.

Colocou ela no chão acarpetado, tirou a fralda dela, que estava cheia de cocô, jogando-a no chão.

- Bebêzinha malcriada.

Ele se levantou, foi até o banheiro e ligou as torneiras que enchiam a banheira. O bebê chorava.

- Shiiu! Papai vai cuidar de você.

Pegou a menina, tirou suas roupas e a levou até a banheira.

A água era um espelho da lua, que entrava pela janela do banheiro. Ele largou a menina dentro da banheira e foi fechar a janela.

O barulho das bolhas na banheira ecoava no banheiro silencioso.

- Toma um bom banhozinho – disse o garoto, sorrindo.

Quando ele voltou, a bebê dentro do banheiro tinha parado de se mexer. Ela estava morta. Ele sorriu mais ainda.

Pegou o corpo sem vida, sem saber o que tinha acontecido e a enrolou na toalha. Deitou-a no chão e foi procurar umas roupas.

Ouviu a voz das duas mulheres se aproximando e sorriu mais ainda.

Quando elas entraram, a mulher grávida soltou um grito, mas a sua mãe não. Sua mãe o olhava e ele não sabia dizer se ela sorria com desdém ou estava com raiva.

---

- Baixinho, pare de chorar.

Charlies estava com o rosto mergulhado no pescoço de Natan e chorava muito.

- E-ele...

- É só um filme e só um livro.

Charlies o olhou com raiva.

- Não é apenas um livro ou um filme – disse ele com lágrimas nos olhos. – Como dizem que essa porra é para crianças?

- Meu Deus – Natan revirou os olhos, abraçou mais forte o garoto e deu um selinho nele. – Você é muito bobinho.

Charlies se virou pra ele. Já tinham comido as panquecas, só restava o prato com migalhas na mesa de centro.

Ficaram um de frente para o outro: Charlies apoiou o braço no lado esquerdo do corpo de Natan, enquanto Natan fazia carinho em seu braço. Eles se olhavam fixamente e Charlies sentiu seu coração apertar um pouco, era uma sensação boa estarem pertos.

Quando a noite chegou eles foram para o quarto, Charlies ria de uma piada que Natan encontrou no facebook.

- Eu queria entrar no meu twitter – disse Charlies.

Natan sentiu seu corpo enrijecer-se e um nó no estômago se formando.

- Claro... Mais tarde, vamos tomar banho, agora.

Ele não podia dar o celular pra Charlies, não ainda. Ele estava pensando em contar sobre o Max, pois queria ser sincero com o garoto. Queria lhe confiar tudo e esperava que Charlies compreendesse, mas não podia agora. Iria esperar.

Charlies o olhou.

- A gente nunca tomou banho juntos né?

Natan o olhou e sorriu.

- Não, por quê?

- Sei lá – disse Charlies – os casais tomam, a gente devia.

- Você quer? – perguntou Natan.

Charlies fez que sim e corou.

Natan o abraçou forte demais, temendo que ele fosse fugir de perto dele novamente.

- Então vamos – sussurrou no ouvido do menor, fazendo os pelos da sua nuca se eriçarem.

Ao chegar no quarto eles foram para o banheiro. Natan tirou sua blusa, sem muitas cerimônias, e já tinha se livrado da bermuda também. Usava agora uma cueca boxer vermelha.

Charlies tinha começado a se livrar vagarosamente da sua blusa, até que Natan foi até ele e segurou em seus braços.

- Deixa que eu faço isso – ele disse. Seu peitoral subia e descia em ritmo da sua respiração. Seu abdome enrijecia-se e se contraía de vez em quando.

Ele segurou a blusa de Charlies e a levantou. O corpo do garoto continuava magro e pálido, os braços eram um tanto finos. Charlies sentiu as bochechas queimarem.

Quando se deu conta estava sem o short de malha de tecido fino que usava.

Natan tirou sua cueca e sorriu para Charlies.

- Você também vai ter que tirar né.

Charlies mordeu o lábio inferior. Natan adorava quando ele fazia isso.

- Sim, sim... Só espere...

- Não – disse Natan, interrompendo-o. – Já passamos por outras situações. Não precisa ter vergonha, baixinho. Vem cá.

O abraçou, percorreu as costas pálidas de Charlies com a ponta dos dedos e parou em sua cintura. Agarrou o elástico da cueca do garoto e começou a se livrar dela delicadamente. Podia sentir a pele macia roçar em seus dedos. Soltou a peça quando chegou às coxas e ela desceu sozinha.

Charlies estava entre os braços de Natan e não queria sair nunca dali. Era o seu paraíso.

Eles foram para o box e Natan ligou o chuveiro. Charlies sentiu a água fria cair sobre ele e ela logo esquentou.

Natan pegou o sabonete e começou a ensaboar as costas de Charlies com muita delicadeza, como se o garoto fosse de porcelana. Ele não queria machucá-lo. Não queria fazer nenhum mal a ele.

Charlies estava contra parede e Natan o cobria com seu corpo. Ele olhou para o rosto do menor e se aproximou para um beijo. Um beijo caloroso e apaixonado. Nada parecia importar.

Natan colocou as mãos por baixo das coxas de Charlies e as levantou, colocando-as envolta da sua cintura. Prensou o garoto contra a parede e intensificou o beijo. Seus corpos estavam colados e em perfeita sintonia.

Charlies passou a ponta dos dedos e as mãos nas costas de Natan e sentiu as marcas que tinha feito nele há uma semana.

Até que um som ecoou no quarto e no banheiro. Eles pararam.

- O que é isso? – perguntou Charlies, assustado.

- Não sei – Natan virou-se para a porta. Charlies ficou no chão.

Ele desligou o chuveiro e entregou um roupão para Charlies. Pegou um short e o vestiu sem por a cueca por baixo.

Saíram ambos ao mesmo tempo do banheiro e encontraram uma pessoa em pé diante deles. Ele usava uma roupa toda preta e aquela maldita máscara.

Ele estava se levantado e ao lado dele tinha um revólver. Natan correu e o pegou, acendeu a luz e, em uma fração de segundos, estava mirando para a pessoa.

- Mais um movimento e você está morto.

A pessoa estava em sua frente, parada. Levantou os braços e ficou alinhado com Natan.

- Mate-me e não saberá o porquê de nada.

A voz soava abafada, mas Natan reconhecia aquela voz. Ele uniu as sobrancelhas.

- Quem é você?

---

Uma hora antes...

Estava decidido e iria contar a verdade. Os gritos da mulher foram cessados devido a distância.

Não aguentava mais aquele “jogo” e não iria continuar com aquilo, então foi em rumo a cada dos dois.

.

- Ele me paga – murmurou a mulher, estava em posição fetal no chão.

Levantou-se e vestiu-se. Pegou a máscara especial e a prendeu no pescoço, logo após pôs-se a seguir o menino. Uma característica especial em seu uniforme era o véu negro que usava, para representar a morte.

O menino estava distante, mas ela o seguia, se escondendo em becos de vez em quando. E não estava errada: ele estava indo para a casa dos garotos.

---

- Você sabe quem eu sou. Vocês dois.

A mão que Natan segurava a arma tremia. Ele não seria capaz daquilo, mas aquele demônio tinha infernizado suas vidas por muito tempo.

- Anda logo, me fala, quem é você. Eu te conheço de algum lugar, já ouvi essa voz – disse Natan, já irritado.

Charlies estava com medo. Ele se aproximou de Natan, pousou a cabeça em seu braço que tremia e o segurou.

- Abaixa a arma... Eu estou com medo.

Natan mordeu o lábio inferior, não queria abaixar. Mas fez aquilo por Charlies.

- Pronto, agora fala.

Ele passou um braço na cintura de Charlies e esperaram.

A pessoa colocou as mãos por dentro do colarinho da blusa e destravou a máscara.

É agora, pensou Charlies.

Seus lábios estavam trêmulos e suas mãos também.

Então ele tirou a máscara.

- Maxwell? – perguntou Natan, se pondo à frente.

- Maxwell? – disse Charlies. – Esse não é o Maxwell. Eu o conheço, o nome dele é Shawn.

Perguntas vieram à tona. Charlies se lembrava do dia da balada, quando seu amigo lhe apresentou Shawn e logo uma ligação entre os dois surgiu. Eles dançaram e se divertiram juntos. Aquilo lhe trazia lembranças do dia da morte da sua mãe.

Já com Natan a história era diferente e ele sabia como.

Charlies se virou para Natan e perguntou:

- Quem é Maxwell?

- Conta pra ele. Você ainda não contou? – perguntou o garoto que um dia infernizara a vida de Charlies. – Que feio, esconder coisas do seu ficantezinho...

Natan cerrou os punhos.

- Ele não é meu ficantezinho, é meu namorado. E eu quero saber por que fez aquilo.

- Do que estão falando? – perguntou Charlies, perdido.

Shawn – ou Maxwell – abaixou a cabeça.

- Beatrice está morta. A... Ela o matou – disse, com a voz baixa, se referindo a mulher que tinha matado Beatrice. – Eu não pude fazer nada, eu saí do jogo. Pra mim o jogo acabou. Isso não era um jogo, já tinha passado dos limites. Eu cresci com isso na cabeça: “Você deve odiar Charlies” e você sempre foi o vilão da história pra mim – disse para Charlies. – Mas agora eu vi como você é frágil e dócil. Eu sei o porquê de eu ter que te odiar, eu sei ainda. Você não tem culpa, Ela quer te culpar. Talvez você tenha um pouco de culpa, mas não precisa exagerar desse jeito...

Charlies e Natan estavam confusos.

- Ela? Ela quem? O que Ela quer? – perguntou Charlies.

- Ela quer você morto, mas não vai te matar, quer só te torturar.

- Eu não estou entendendo. Então foi você que tentou me estuprar naquela casa? – perguntou Charlies.

O garoto abaixou a cabeça.

- Sim foi... Eu... eu queria. Eu me apaixonei por você, mas eu deixei isso de lado. Eu fui atrás de outras pessoas...

Então olhou para Natan, mas Charlies não percebeu. Natan não estava pronto para contar aquilo.

Então Natan ficou com raiva.

- Você quase tentou estuprar ele? Mas que porra é essa? – perguntou Natan. Ele estava com raiva. Puxou Charlies para perto de si e o envolveu em seus braços. A cabeça de Charlies estava doendo.

- Me desculpe... Eu... Não temos tempo para discutir isso agora. Enfim, Ela quer algo que nunca teve e que Charlies teve, até demais. Tem raiva disso, ódio. Ela matou sua mãe, eu sinto muito...

Charlies sentiu as lágrimas vindo.

- Eu virei amigo dos seus amigos pra ficar próximo de você, pois eu estava no jogo e eu tinha que seguir as regras. Me perdoe. Espero que um dia você possa me perdoar, eu agora vou fugir para bem longe, onde Ela nunca vai me encontrar... Bem difícil, pois Ela sabe de tudo.

- Quem é ela? Fale o nome dela – falou Natan irritado.

- Eu... não sei se posso. Eu até posso, mas... Argh, desculpe. Só saiba que eu e você... – andou até Charlies e tocou em seu queixo. Natan se sentiu desconfortável. – Nós somos mais próximos do que você imagina... Eu te amo.

Natan quis bater nele, mas uma voz interrompeu:

- Já chega, Shawn.

Era uma voz feminina. Veio da janela, que dava vista ao beco do quintal da casa de Natan. A voz era abafada, devido a máscara. Charlies sentiu seu estômago apertar.

Uma arma estava apontada para Shawn.

- Você não tem coragem de me matar, nunca faria isso. Mostre-se pra eles, mostre-se. Eu te odei...

Então o barulho da bala saindo da arma foi alto até demais e atingiu Shawn pelas costas. O garoto foi jogado para frente e caiu no chão.

- E-eu... Não acredito que você... fez isso – disse Shawn com dificuldade. Sentia-se perfurado, o buraco que a bala fez nele ardia. Doía demais, doía muito. Ele nunca tinha sentido aquilo antes. Se sentiu traído.

A mulher soluçou, parecia ter se arrependido e parecia chorar. Natan hesitou em correr, abrir a janela e a empurrar dali.

- D-Desculpe... – ela realmente chorava.

- Eu não pensei que você... me trairia assim, mamãe.

- Eu te amo – ela disse, sua voz soluçava.

A mulher então desceu correndo e desapareceu.

Charlies estava em choque, caiu de joelhos no chão e Natan correu até o garoto. O sangue tinha feito um mar em sua boca e ele parecia estar sem ar. A bala tinha perfurado o pulmão.

- Rápido Charlies, chame uma ambulância.

Charlies pegou o celular e discou o número, tremendo.

Natan agarrou a toalha e pressionou contra o ferimento do garoto.

- Vai ficar tudo bem... calma...

O garoto tentou falar, mas não conseguiu. Sangue escorreu e sujou o carpete do quarto.

Ele esticou a mão em direção a Charlies. O garoto veio correndo, tremendo, enquanto falava no telefone com a ambulância.

- Pegue... minha... mão.

Charlies segurou e apertou-a, forte. Shawn então sentiu que seu coração não doía tanto, mas ainda doía.

- Dói muito – a lágrima tinha secado.

- Quem é você? Quem é ela? Diga-me – Charlies chorava.

- Ela... Ela sabe de tudo. Ela...

Ele tossiu, o sangue espirrou. Sua visão estava escurecendo e ele não enxergava mais nada. Não conseguiu sustentar sua mão na de Charlies e ela caiu no chão. Sentiu-se como se estivesse caindo, como naqueles sonhos que a pessoa cai e acorda quando chega no solo, mas de onde ele estava caindo era escuro e sem vida e ele não acordou quando chegou ao chão.

- Shawn...? Shawn! – gritou Charlies, mexendo-o.

Natan abraçou Charlies e beijou sua cabeça. Charlies queria se esconder da vida ali, nos braços de Natan. Não queria mais sair dali. Ele não conhecia o menino direito, mas sentiu-se vazio e angustiado por ele.

- Eu estou aqui com você... – sussurrou Natan.

E ele se sentiu em casa.

 


Notas Finais


FINALMENTE UM FINAL QUE NÃO ACABA EM MERDA \O/ KKKKK
Gente, obrigado novamente, não vou falar do capítulo aqui TT.T kkkk, adorei escrever ele. Agradeçam ao autor aqui por escrever um capítulo tão esclarecedor c.c se vocês forem inteligentes vão saber, se forem burros não vão saber quem é KKKKK, parei, é brincadeira viu, amores? Enfim, eu amo vocês e venham com a gente para o telegram. +55139-9684-2447 e me sigam no twitter @choosethedelrey.
Ahhh, e a sinopse da nova temporada já está disponível, acessem o link e leiam: https://spiritfanfics.com/historia/magnets-contacts--terceiro-arco-6704822
É isso, obrigado por tudo e até a volta da próxima temporada, que não tem data de volta, mas vai demorar, pois preciso me arrumar, começar a escrever e isso tudo aí. Quando eu decidir uma data eu venho aqui e posto pra vocês e eu não sei se vai ter trailer viu, gente? :( Enfim é isso. Obrigado mais uma vez e vão ver a sinopse. Xoxo <3 amo vocês.


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