História Magnets: Contacts - Terceiro Arco - Capítulo 1


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Exibições 119
Palavras 1.339
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiii pessoal <3 tudo bem? Quanto tempo, enfim, estou voltando com Magnets (jura?) e sei lá oque falar, kkkk. Vocês já sabem todo o clichê de primeiro~último capítulo né? então não preciso ficar escrevendo toda hora.
Esse capítulo ele ficou meio bosta, meio "parado" sabe? Eu não sabia como voltar a escrever direito, então eu escrevi um molde depois apaguei, reescrevi e apaguei de novo, resumindo: esse capítulo foi reescrito três vezes seguidas e nenhuma das três vezes ficou algo muito "relevante" e não tinha nada que excedesse as 1000 palavras, então sejam compreensivos e relevem o capítulo, eu PROMETO que o segundo tá bem melhor (sério mesmo, muito melhor, vocês vão adorar kkk).
Enfim, o nome do capítulo foi retirado do livro "Por lugares incríveis" (que livro do caralho, eu amo esse livro demais, sério, é uma ordem: leiam esse livro, nunca vão ler coisa tão maravilhosa na vida de vocês, depois de Magnets é claro (escritor convencido)) na poesia que o Theodore Finch "canta" pra Violet Markey :') to bem triste.
Enfim, sejam bem-vindos de volta ao sofrimento, digo, ao cativeiro do Gabriel, digo, a história, hehe <3
(leiam as notas finais)

Capítulo 1 - 1. Lugares geniais


Anteriormente...

É agora, pensou Charlies.

Seus lábios estavam trêmulos e suas mãos também.

Então ele tirou a máscara.

- Maxwell? – perguntou Natan, se pondo à frente.

- Maxwell? – disse Charlies. – Esse não é o Maxwell. Eu o conheço, o nome dele é Shawn.

Perguntas vieram à tona. Charlies se lembrava do dia da balada, quando seu amigo lhe apresentou Shawn e logo uma ligação entre os dois surgiu. Eles dançaram e se divertiram juntos. Aquilo lhe trazia lembranças do dia da morte da sua mãe.

Já com Natan a história era diferente e ele sabia como.

Charlies se virou para Natan e perguntou:

- Quem é Maxwell?

[...]

- Pegue... minha... mão.

Charlies segurou e apertou-a, forte. Shawn então sentiu que seu coração não doía tanto, mas ainda doía.

- Dói muito – a lágrima tinha secado.

- Quem é você? Quem é ela? Diga-me – Charlies chorava.

- Ela... Ela sabe de tudo. Ela...

Ele tossiu, o sangue espirrou. Sua visão estava escurecendo e ele não enxergava mais nada. Não conseguiu sustentar sua mão na de Charlies e ela caiu no chão. Sentiu-se como se estivesse caindo, como naqueles sonhos que a pessoa cai e acorda quando chega no solo, mas de onde ele estava caindo era escuro e sem vida e ele não acordou quando chegou ao chão.

- Shawn...? Shawn! – gritou Charlies, mexendo-o.

Natan abraçou Charlies e beijou sua cabeça. Charlies queria se esconder da vida ali, nos braços de Natan. Não queria mais sair dali. Ele não conhecia o menino direito, mas sentiu-se vazio e angustiado por ele.

- Eu estou aqui com você... – sussurrou Natan.

E ele se sentiu em casa.

*****

Os braços de Natan eram confortáveis e macios. Charlies acariciava-os enquanto o olhava. Já estava em seu sexto sono pois não conseguia dormir e nem queria mais, porque o sol já estava nascendo e lutava com as cortinas para encher o quarto com sua claridade.

Charlies se mexeu e segurou a mão de Natan, entrelaçando seus dedos. Natan estava atrás dele e suas pernas nuas estavam entrelaçadas na dele.

- Volte a dormir, baixinho.

- Não consigo mais. Não consigo.

Natan suspirou preocupado. Estava sonolento e grogue demais para discutir com Charlies sobre isso, apenas o abraçou mais forte. Desde aquele dia, todas as vezes que Charlies fecha seus olhos vem a imagem do Shawn caído no chão, segurando sua mão. Ele não sabia por que aquilo tinha lhe tocado tanto.

Os sonhos vieram um dia após aquele. No sonho, Charlies estava no quarto e se jogava na frente de Shawn, como se aquilo pudesse parar a bala. E no sonho ele via o rosto da mulher, era um rosto desfigurado como se estivesse queimado. Quando a bala o atingia ele acordava suado e tremendo.

Três meses tinha se passado e o quarto não era mais o mesmo. Após aquilo, Charlies quis dormir na sala e eles dormiram. Foi só depois de um mês, mais ou menos, que voltaram para o quarto. Mas com várias mudanças.

Ele mandou arrancar o carpete (lógico, pois estava encharcado de sangue) e trocou por um preto. Trocou o guarda-roupa de lugar, colocou-o logo ao lado da janela e a cama ficara de frente para a porta. Na parede da porta do banheiro ficou a pequena mesinha de Natan. Ele também quis que trocasse os papeis de parede, então Natan pintou as paredes de bege. Ele precisava de uma mudança, precisava que aquele quarto não fosse o mesmo.

- Espero que não seja aquilo novamente. Espero que seja ansiedade para a escola.

A escola. Charlies não queria voltar para a escola. Não queria ver ninguém, mas as coisas tinham que ser daquele jeito.

Ele se virou para Natan e enfiou o rosto em seu pescoço, sentindo o cheiro dele. O abraçou muito forte e ficou o mais perto dele possível.

A manhã de janeiro era gélida e pálida. Se Charlies fechasse muito bem os seus olhos poderia se lembrar do natal e do ano novo que passou junto com a família de Natan. Não foram lá essas coisas, era o primeiro natal com Natan, mas foi melhor do que nada.

Natan estava sem blusa, usava apenas uma cueca. Já Charlies estava com a blusa dele e uma cueca também. Eram ótimas para dormir.

- Não quero voltar para a escola.

Natan suspirou.

- É depois de amanhã. Você precisa estar preparado, como vai seguir em frente?

- Com você. Eu não preciso da escola, eu tenho você.

- Mas eu tenho faculdade – disse Natan – Não vou poder ficar o tempo todo com você.

- Eu não quero ficar com aquelas pessoas. Eu não gosto das pessoas.

Natan o abraçou mais forte.

- Fugir dos seus problemas não vai fazer eles fugirem de você.

Charlies o olhou e ergueu uma sobrancelha. O rosto de Natan estava inchado e grogue.

- Desde quando você é o “das frases”? – perguntou Charlies.

- Desde sempre, ué – Natan sorriu e deu um selinho demorado em Charlies.

Charlies não queria que aquilo acabasse nunca: o amor entre os dois.

- Eu também tenho uma frase para você.

- Tem? – perguntou Natan.

- Aham. Você precisa escovar os dentes.

E ele riu.

.

- É sábado, o que você quer fazer? – perguntou Natan.

- Não sei. Tem muitas coisas pra fazer em um sábado, mas tá frio.

- E daí? A gente pode ir no cinema, que tal?

Charlies viu que era uma boa ideia. Eles ainda não tinham ido ao cinema.

- Isso me lembra aquele livro que você me deu... Por lugares incríveis – disse Charlies.

Então ele subiu no sofá e ficou em pé nele, olhou para Natan e começou:

Ah, os lugares aonde você irá...

Hoje é o seu dia.

Você vai a Lugares Geniais!

E está cheio de energia!

Ele desce do sofá e não precisa do livro nas mãos, pois sabe tudo de cor. Fala tudo de um jeito poético, o que fazia Natan sorrir. Ele se aproximou e o olhou.

Você tem cérebro na cabeça.

Você tem pés nos sapatos.

Você pode seguir na direção que quiser.

Você chegará a um lugar em que as ruas não tem nome.

Algumas janelas são iluminadas, mas a maioria está apagada.

Um lugar em que você pode machucar o cotovelo e o queixo ao mesmo tempo! Você se atreve a sair? Você se atreve a entrar? Quanto pode perder? Quanto pode ganhar?

Se você entrar vai para a esquerda ou direita? Vai até a metade ou nem isso tenta?

Você ficou tão confuso que começa devagar.

Pistas longas e com curvas e você tem que acelerar.

Charlies encenava os versos com paradas. Sua voz de vez em quando fica séria e divertida. Séria quando fala dos lugares escuros e lugares inúteis e lugares de esperar, onde as pessoas não fazem nada além de aguardar. Sua voz pesa.

E logo fica leve novamente, recomeçando a cantar as palavras:

Você vai achar lugares radiantes

com Bandas do Barulho tocando.

Ele segura na mão de Natan e o olha. Estava perdidamente apaixonado pelo garoto.

Entre bandeiras tre-tremulando,

mais uma vez você vai estar por cima!

Pronto para o que vier sob o sol que ilumina.

Ele se enrosca nos braços de Natan e gostaria de ficar lá pra sempre. Finalmente ele canta os últimos veros:

Cara, você vai mover montanhas!

Então… seja qual for o seu nome…

você está destinado a Grandes Lugares!

Hoje é o seu dia!

Sua montanha está à espera.

Então... vai indo, acelera!

Natan o segurou e finalmente o levantou em seu colo. Charlies ficou de frente para ele e o beijou delicadamente. Segurou seus cabelos loiros que roçavam no espaço entre seus dedos. Uma lágrima escorreu.

- Por que está chorando, baixinho?

- Esse livro... Ele é muito triste. E... isso me lembra aquilo.

Natan o abraçou. Era incrível como ele queria cuidar do garoto, aquela vontade imensa de o abraçar para sempre o preenchia.

- Eu quero visitar os lugares incríveis. Todos – disse Charlies.

- Nós iremos, baixinho. Nós iremos.


Notas Finais


Bah, eu sei que ficou uma porcaria mas eu tinha que achar algo pra enrolar nesse capítulo e nada foi melhor que isso, mesmo sendo ruim vocês sabem que podem esperar muitas coisas de Contacts *u*
Enfim gente, os capítulos não vão sair assim tão rápido, ok? Sei lá e queria dizer que estamos num grupo no whatsapp, se vocês quiserem entrar é só me chamar no pv: +55139---9684---2447 (juntem os números). No grupo a gente conversa não só sobre a história, mas sobre várias coisas, eu solto uns spoiler lá, uns trechos e bla...
Ah, e esperem o inesperado, vou fazer uma surpresa pra todos vocês mais pra frente *u* apenas aguardem.
É isso, ah e me sigam no twitter @choosethedelrey
xoxo <3 <3 <3 <3


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