História Mais Ninguém - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Cinco


Depois de resolver as coisas com Kevin, acordei com um humor que era de dar inveja em qualquer um, inclusive no Pedro que comentou nunca ter visto alguém melhorar tanto de aparência depois de uma conversa tensa, quase respondi, mas eu estava bem de mais pra isso. E na verdade, a semana inteira foi bem tranquila, mais até que de costume o que é ótimo, por que eu pretendo manter o meu humor estável por muito tempo, eu hein, já pensou? Eu todo enrugado por causa de estresse? Não, de jeito nenhum, amo a minha pessoa de mais para me destruir desta maneira.

Não falei muito com Kevin, estávamos em salas diferentes, ele era o 3-B e eu estava no 3-A, o que tornava os nossos encontros bem difíceis agora que ele parecia realmente não me ver. Enzo nunca mais apareceu no quarto, não é como se eu estivesse reclamando, parei de acha-lo tão atraente assim para querer ficar inconvenientemente olhando para o tanquinho ou os músculos bem definidos.

Quando há outra semana veio, eu estava na aula de química quando a secretária do diretor veio me chamar, ela não me explicou o que era e eu também não estava interessado, só uma pessoa era capaz de me tirar no meio da aula com a autorização no Saraiva. Peguei o meu celular enquanto caminhávamos e olhei as mensagens sem estar de fato interessado em lê-las, depois olhei o instagram e depois desliguei, por que não ia começar a ver coisa no youtube por que estava entediado de mais.

Ela abriu a porta, muito educada e Willbert estava sentado tomando café, nenhum dos dois conversava o que era normal. Saraiva com o nariz em pé se levantou.

- Vou deixa-los a sós – falou e eu, que ainda estava na porta, esperei que Saraiva passasse e fechasse a porta atrás de mim, para que eu enfim ir a cafeteira atrás da cadeira do diretor, eu me servi e fui me sentar em frente à Güttenberg cruzando as pernas. Ele abandonou o café e desabotoou o paletó para poder relaxar e perguntamos ao mesmo tempo:

- O que aconteceu?

- Você primeiro – falou e eu dei de ombros.

- Nada que te interesse – falei sem qualquer ponta de arrogância, ele percebeu e assentiu sem insisti. – Sua vez – disse tomando um gole do café amargo. Eu era muito tranquilo com relação à Güttenberg, depois de um tempo convivendo eu notei que com ele, o tom de negócios era sempre o ideal e era sempre este que eu usava, mesmo em família.

- Toda a família foi convidada para o casamento de um antigo cliente – falou e eu assenti ainda tomando o café. – Queria que você fizesse parte da segurança – olhei sério para ele e a porta se abriu no mesmo instante em que um homem alto entrou, ele me olhou por um momento e nós acenamos um para o outro, voltei a minha atenção para Güttenberg. – Este é o chefe de segurança responsável pela cobertura do casamento – apontou e eu pus o meu café sobre a mesa e me levantei para apertar a mão do homem. – Zigman, este é o meu enteado. – A mandíbula dele ficou tensa e eu estreitei os olhos para ele, não disse nada. – Vocês vão trabalhar juntos. – Nós olhamos para Güttenberg no mesmo instante. – Já dei o seu número de contato para Zigman, ele sabe quais os horários não deve ligar a não ser que seja uma emergência e... Bom, a parte da tecnologia avançada é contigo – ele falou e eu engoli em seco, eu trabalho atrás do computador para não ter de lidar com ninguém. – E se for necessário, você estará liberado para sair da escola. – Não é como se eu precisasse de autorização para isso.

No que se refere a trabalho, Güttenberg apenas mandava, é claro que, como líder, ele sabia exatamente as razões e consequências de suas próprias ações, o que não significava que ele pretendia comunica-las, o que era um pouco frustrante, mas eu aprendi a aturar. Voltei a me sentar e tomei o último gole do meu café, a xícara não era muito grande mesmo.

- É só isso? – Perguntei e ele assentiu terminando o próprio café também. – Vou voltar para a minha aula. – Falei e eu me voltei Zigman, ele era bem alto, passava de mim por pouquíssimos centímetros, o cabelo loiro tinha um corte curto e padrão, os olhos eram escuros, a pele era parda e era aparentemente musculoso, mas um bom terno sempre deixa todo mundo mais definido. – Zigman, Zigman... Ok. Mais tarde eu entro em contato. Boa tarde, senhores. – E saí da sala voltando para a minha sala.

Não mencionei, mas os Salvador são da minha sala e Enzo ficou me encarando desconfiado, Pedro ao me vê entrar voltou a sua atenção para fora da janela, esse menino é meio bipolar. Eu me sentei e fiquei conversando Carlos, um menino que sempre sentava perto de mim, era bonitinho, nerdão, legal e hetero.

 

O meu colégio é exclusivo para meninos e eu tenho alguns amigos que só foram aparecer na Saint’s August uma semana após o início das aulas. Estava saindo da sala quando recebi a mensagem de Cícero:

Estamos atrás do ginásio, corre aqui

Puxei Carlos comigo e fomos para trás do Ginásio, lá tinha um pequeno deposito onde o pessoal deixava os materiais esportivos, mas ficou esquecido quando Saraiva melhorou a estrutura. Cícero estava encostado na parede quando eu cheguei no seu ouvido:

- Red Label...

- Ou Ice – gemeu a frase e eu ri muito alto, principalmente quando ele me abraçou. – E aí seu puto?! – Gritou no meu ouvido e eu ri ainda mais enquanto o erguia acima do chão. Ele já estava bêbado.

- Filha da puta começou sem mim – falei o empurrando em seguida.

- Não reclama, vim mais cedo de casa só pra preparar essa festa, então shhh-shh-sh – e começou a rir histericamente enquanto puxava eu e Carlos para dentro do anexo. Eu sempre trazia Carlos comigo, ele era engraçado bêbado e eu sempre acabava dando a minha cama pra ele, por que era impossível ele ir para o próprio quarto sozinho, eu me perguntei como ia fazer com esse garoto, mas deixei para pensar depois.

O local estava um pouco escuro, apenas iluminado com algumas lanternas fixas com fita, uma decoração quase inexistente, dois sofás que ficavam no fundo e onde o pessoal estava sentado, tinha alguns ottoman (para onde Carlos foi de imediato) e eles ainda improvisaram uma mesa. A bebida estava em um balde de gelo e a cerveja estava em um barril que eu não tenho ideia de como eles iriam disfarçar depois. Provavelmente alguém da limpeza já tinha sido subornada para que isto fosse resolvido.

Todos os meus amigos estavam aqui, Cícero, Gael, Fernando, Samuel, Carlos, Dino e Rafael, e a presença que me surpreendeu e apenas apareceu depois de mim, Pedro. Samuel ao ver o rapaz gritou com um perfeito sotaque italiano:

- Pedro, mio bambino caro.

No primeiro momento ele foi tímido, mas quem é amigo de Samuel tem um tempo de timidez de dez segundos ou menos, é o tempo de ver o lugar e se certificar de que vale a pena. Ele me viu e Samuel me contou que era amigo de infância de Pedro, mas não estávamos na mesma sala, Samuel é da C, o único que foi para lá, aliás. Depois da surpresa, eu fui pegar um copo de cerveja e me sentei com eles. De inicio a gente queria mais era conversar e contar as novidades, eu não tinha tantas que não fosse o meu irmão e eu não tive muita oportunidade de conversar sobre isso, por que eles já me zoaram o suficiente com as storias e fotos do instagram.

A gente passou meio parte do tempo bebendo e jogando conversa fora com uma boa música de fundo, mas em algum momento, não sei por que, deu vontade de sair e foi o que eu fiz, sentei no gramado, deitei e fiquei lá bebendo direto de uma garrafa de uísque pela metade. Estava levando a garrafa à boca quando ouvi quando alguém se aproximou e olhei para o lado quando Pedro sentou perto de mim.

- Se importa? – Perguntou mostrando o maço para mim e eu apenas balancei a cabeça sem responder. – Querendo ficar bêbado sozinho?

- Eu não fico bêbado. – Falei tomando um gole profundo da bebida que desceu queimando a minha garganta e ofereci a ele.

- Não fica bêbado, como assim? – Pedro deu um gole curto e continuou fumando.

- Eu sei lá. Só sei que eles sempre tentar e sempre falham – falei dando de ombros pegando a garrafa de novo. Estiquei a mão e tirei o cigarro da sua boca para tragar um pouco. – Cara mal educado, nem oferece – e ele riu pegando o pequeno cilindro de volta.

- Mil perdões, Monsieur.

- Monsieur – imitei a pronuncia dele e comecei a rir.

Ficamos conversando por um tempo e quando a bebida acabou a gente ficou dividindo o cigarro mesmo até que não tivesse nada para conversar. Senti que ele queria falar algo, mas como não disse e era apenas uma impressão, deixei para lá.



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