História Mais que amigos. - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Arrow, Emily Bett Rickards, Stephen Amell
Tags Stemily
Exibições 459
Palavras 7.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


“Era uma amizade colorida, o problema é que ambos eram daltônicos e apaixonaram-se”.

Autor desconhecido.

Capítulo 4 - Amigos com Benefícios.


Fanfic / Fanfiction Mais que amigos. - Capítulo 4 - Amigos com Benefícios.

Seu coração parecia que ia saltar pela boca e Emily respirou fundo várias vezes tentando controlar as batidas transtornadas. Os dois se fitaram intensamente, em suspense, milhões de emoções represadas, todas misturadas fazendo confusão em suas mentes. Começaram a falar ao mesmo tempo, afobados, ansiosos:

____Você...

____Eu não...___pararam constrangidos e Emily deu espaço para ele:

___Você primeiro ___ele recusou:

___Não,você.___ e cruzou os braços,parecendo meio desconfortável. Ela assentiu:

___Bem, sinto muito que nossa convivência tenha se transformado nesta grande confusão.____falava fazendo gestos nervosos com a mão___ Não vou dizer que o que você fez não me feriu, pois eu estaria mentindo, mas também não vou me eximir dando desculpas para minha conduta que foi horrível. Quero lhe pedir perdão e dizer que me sinto muito envergonhada, eu não sou normalmente assim.___ele escutou em silêncio e quando ela se calou, foi a vez dele, que começou um pouco vacilante:

___Acho...que minha postura não foi muito diferente. Eu me descontrolei te chamando de infantil e fui insensível quando não compreendi seu lado ao cobrar de minha parte uma atitude de consideração. Será que podemos passar uma borracha neste episódio tão desagradável?___ela assentiu. Devagar, os dois foram abrindo um sorriso espontâneo e ele quis se certificar___ estamos bem mesmo?

___Já lhe disse que sim.___Stephen então abriu os braços e ela correu para eles, o enlaçando pelo pescoço. Com as faces encostadas, ele a suspendeu, a rodopiando e ela soltou um gritinho efusivo. Em seguida ele a colocou no chão e ficaram assim por um tempo, imóveis, no aconchego de um abraço apertado. Emily suspirou baixinho, aproveitando o calor e o cheiro do perfume amadeirado que emanava do corpo forte dele e Stephen murmurou uma declaração enquanto beijava o alto de sua cabeça e em seguida, sua face:

___Senti muito sua falta, baixinha.

___Eu também___ e foi aí que as coisas começaram a ter outro tom entre os dois. Ao tentar imitá-lo, sem querer, ele virou e ela o beijou nos lábios. O choque inicial os fez paralisar, mas logo depois,levados pelo extremo prazer que o contato trouxe,deixou que ele segurasse seu rosto e que fizesse pressão com a boca para que o beijo continuasse. Com um repentino e irresistível acesso de ousadia e insensatez, buscou também mais dele, acariciando seus lábios de leve com a língua, sugando em seguida a parte inferior e depois, bem lentamente, a superior. A respiração dele ficou mais difícil, a dela também,seus ouvidos zumbiam, as pernas fraquejaram e um calor intenso invadiu seus corpos. Mas como se tivessem despertado repentinamente para o que estavam fazendo, se desconectaram depressa, disfarçando o embaraço e a impropriedade da intimidade com um riso sem graça. Introduzindo rapidamente outro diálogo a respeito das cenas gravadas em 1x20 e 1x22 enquanto sentavam no sofá, falaram do improviso dela que ele achou fantástico (no take onde ela disse que pintava o cabelo) e da cena engraçada onde Emily fora descoberta pelo segurança da UNIDAQ, David aparecendo para salvá-la e ela saindo dizendo que ele era seu herói. Os dois riram muito e passaram o resto do tempo colocando o papo em dia, como antes...bem,talvez nem tanto como antes. Agora havia certa energia sexual no ar, algo intangível, que não os deixavam totalmente à vontade, no entanto, fingiram ignorar. Eles precisavam daquela proximidade como o ar que respiravam e iriam brigar com seja lá o que fosse que de alguma forma viesse a comprometê-la.

No entanto, depois daquele dia, ela percebeu que Stephen começou a conduzir mais as conversas em como atuariam caso se tornassem um casal na trama. Falava da obsessão dos fãs com esta idéia e de como seria divertido dar vida a este enredo. Ela concordava e entusiasticamente comentavam que quanto mais realismo, mais audiência. Contudo, intimamente sabiam que toda aquela satisfação com esta possibilidade, nada tinha haver com o trabalho, era algo muito maior e foi assim que começaram a fugir da realidade.

Alguns dias depois, houve a necessidade de uma reunião dos atores, escritores, e pessoal de apoio, com o diretor da CW. A sala ficou tão cheia que não havia espaço suficiente para todos sentarem e muitos ficaram em pé. Como Emily chegou um pouco depois, não encontrou cadeira e quando Stephen a viu, com um gesto, a chamou. Ela se aproximou:

___Senta aqui em meu colo. Se ficar de pé,do jeito que estas reuniões demoram,vai cansar.___Emily ficou num impasse por um momento e Stephen brincou___ que foi? Minhas pernas são tão boas quanto uma cadeira!___era mais fácil ele ceder seu lugar, mas nem pensou em sugerir isto. Não iria admitir, mas desejava muito aquela proximidade e ainda que estivesse sentindo que estava fazendo algo errado, sentou, porem, na ponta da coxa dele. No entanto, Stephen passou os braços em volta de sua cintura e a puxou, encostando suas costas no peito dele. Emily chegou a perder o fôlego. Estava exatamente em cima de seu membro. Olhou em volta, embaraçada pela intimidade que estavam compartilhando, mas ninguém parecia estar prestando atenção. Seus sentidos se eriçaram, excitados e fechou os olhos por um momento, tentando não perder a compostura,mas à medida que a reunião avançava,sentia as mãos dele (fingindo uma despretensão que não existia) alisar suas coxas de leve e disfarçadamente induzi-la a se mexer em cima dele. O sentiu crescer debaixo dela. Arfou e nem se atreveu a olhá-lo, pois estava com vergonha. O que estavam fazendo? Que loucura era aquela? Ele era casado, por Deus! Será que já tinha se esquecido disto? E porque ela mesma estava tão permissiva? A resposta era porque não conseguia resistir a ele, ao seu carisma e charme tão agressivos. O toque das mãos dele era fogo puro e ela queria se queimar inteirinha nele. Os lábios dele pousarem de leve em suas costas e sentindo como se tivesse recebido um choque, arrepiou-se, involuntariamente se afastando. Virando o rosto, encararam-se:

___Pára.___ela o advertiu tentando fazer cara de brava,mas ele tornou aquilo uma brincadeira, rindo discretamente, como que caçoando de seu protesto e levou os lábios novamente às suas costas aplicando ali pequenos beijos, como se estivesse desafiando-a a pará-lo. Ela continuou tentando afastar o corpo, reclamando baixinho (mais por charme) e ele, se divertindo com sua reação ,começou a distribuir beijos por seu antebraç também. Os dois mal prestavam atenção ao que estava sendo dito, perdidos naquela “brincadeira” de sensações bem intensas e reais. Percebendo que seus movimentos para se desviar dos beijos dele, estimulavam seu membro possante, começou a repeti-los propositalmente. Ele deixava escapar entre risos, gemidos e ela se excitou mais ainda por perceber que o afetava também. Mas antes que pudessem evoluir para algo mais íntimo,a reunião foi encerrada. Assustaram-se, como se tivessem despertando abruptamente de um sonho e ela deu um pulo do colo dele saindo apressada, sem olhar para trás.

Mais alguns dias se passaram até ele retornar a seu trailer com a cara mais lavada (inconscientemente, buscando mais daquela intimidade que estavam compartilhando) e já chegou rindo e comentando:

_____Você não sabe o que me aconteceu agora.___ela estava procurando seu sutiã em meio às peças de roupas em cima da cama.  Lançou-lhe um olhar de relance sem parar o que estava fazendo e espirituosa como sempre, questionou brincando:

____O que foi? Ganhou na loteria? Divide comigo!___ele se aproximou, parando a seu lado:

____Fazendo a cena onde Laurel e Oliver finalmente têm a noite de amor deles após o retorno de Oliver da ilha, eu erro o caminho da cama, caio no chão e levo a Katie junto!____Emily não resiste, gargalha e comenta imitando a cara de entojo da outra:

____Meu Deus! Posso imaginar a Katie toda classuda, em cima do salto, levantando com a bunda ardendo, mas disfarçando e dizendo “não foi nada”____Stephen riu muito da imitação dela,mas esclareceu:

____O pior é que não foi a dela que ardeu e sim a minha...ela caiu por cima de mim!___aí os dois caíram juntos na gargalhada e de tanto rir, ficaram com o estômago doendo. Emily caçoava com os olhos lacrimejantes:

____Coitadinho...machucou a “poupança” foi?

____Você faz hora é por que não foi a sua!___ele resmungava bem humorado,lhe dando um leve cutucão no ombro. Emily finalmente achou o sutiã e ainda rindo, solicitou:

___Vira o rosto que vou me vestir____ ele obedeceu e rapidamente ela tirou a camiseta e tentou colocar o sutiã,mas não estava conseguindo abotoar o fecho e sem pensar,pediu que ele a ajudasse. Stephen voltou-se, contemplando suas costas nuas e alvas e sentiu aquela inconveniente e perigosa excitação. Pegou as pontas do fecho e as atou com facilidade, mas não resistiu e num impulso,como se tivesse sendo atraído por um imã gigante, beijou seus ombros nus....uma,duas,três vezes.Emily fechou os olhos sentindo sucessivos e gostosos arrepios. Murmurou virando devagar, pernas bambas:

___Você precisa parar de ficar fazendo isto.

 ___Por quê? Estou proibido agora de demonstrar carinho a uma amiga?____Então ele estava optando por fingir que não estavam compartilhando nenhum tipo de intimidade censurável? E ela? Iria continuar fazendo aquele jogo? Olhando para aqueles lábios finos e bem feitos, teve vontade de beijá-los, mas desta vez refreou-se. Fitaram-se por mais alguns segundos, sentindo a teia invisível e irresistível do desejo ameaçando emaranhá-los, mas abruptamente, ela desfez o contato visual, afastando-se e quebrando o clima que estava se formando.

___Ok, preciso terminar de me vestir, estou atrasada para a filmagem.

A segunda temporada chegou trazendo muitos compromissos de agenda para ambas as partes. Fizeram um comercial para a Nova Zelândia que reuniu diversos atores dos seriados da rede CW, muitos ensaios fotográficos para diversas revistas masculina e feminina respectivamente, participaram do Con de Sãn Diego e andaram juntos pra cima e pra baixo, dando entrevistas, fazendo Photoshoots e demonstrado inconscientemente para a câmera, uma intimidade inconveniente e o quanto era prazeroso pra eles estarem juntos. Isto acabou despertando a irritação e descontentamento de Katie que chegou a reclamar com Stephen:

____Eu não entendo, se eu sou a sua co-estrela, como é que estão associando mais o nome do personagem da Emily ao seu do que o meu?___Stephen tentou contornar a situação lhe dizendo que a Felicity era tão ligada ao arqueiro quanto ela que era considerada o “amor da vida dele”. Mais tarde, naquele mesmo dia, ele foi atrás de Emily no trailer e a encontrou ainda com o vestido de sua personagem. Descalça e sentada no pequeno sofá,massageava os pés com uma expressão de dor:

___O que aconteceu?

___Estes sapatos da Felicity, estão acabando comigo!Você não imagina como é penoso fazer as cenas em cima deles!___ele abriu um sorriso divertido, sentou na outra ponta do sofá e para sua surpresa, pediu:

____Me dá seus pés aqui, vou te fazer uma massagem que vai deixar você se sentindo muito melhor___ ela paralisou por alguns micro segundos, respiração presa na garganta. Lá estavam eles novamente! Estendeu as longas e torneadas pernas as acomodando em cima das coxas dele. Os olhos dos dois se encontraram e sentiram um arrepio perigoso. Sabiam no que aquilo poderia resultar, por que toda vez era a mesma coisa: não podiam se tocar sem evoluir para algo mais, mas estavam brincando com fogo e pareciam querer se queimar. Quando as mãos de Stephen começaram a massagem, Emily fechou os olhos, encostando-se no sofá, se entregando às sensações e gemendo baixinho:

___Ai que delícia...não para...___sentia as mãos dele em toda a extensão de seus pés,vigorosas,mas ao mesmo tempo delicadas. Derrepente o toque dele se alongou por suas pernas. Abriu os olhos, sobressaltada e encontrou os dele, um olhar de macho alucinado por sua fêmea e sentiu suas partes íntimas latejarem dolorosamente. Não esboçou reação e as mãos de Stephen foram subindo por suas coxas. Ela fechou os olhos, jogando toda a prudência pro alto e a cabeça pra trás. No silencio do trailer só se ouviam seus gemidos e a respiração difícil e agitada dele quando perguntou num sussurro;

___ Quer que eu continue?___havia um duplo sentido no questionamento e Emily percebeu imediatamente. Pro diabo com a moral! Queria as mãos dele por todo seu corpo! Como um gatinho, manhou, respondendo;

___Sim...___Stephen inclinou o corpo sobre o dela para aumentar seu campo de exploração. De onde estava, podia ver sua vulva através da calcinha branca transparente, totalmente úmida e seu tesão alcançou limites insuportáveis. Sem poder alcançá-la, ele a puxou pelas pernas, a arrastando no sofá.Os olhinhos dela se arregalaram de susto,as pernas se dobrando, se abrindo mais um pouco e as mãos dele subiram pelo interior de suas coxas buscando o centro de sua intimidade. Os dois se fitavam dizendo um ao outro sem palavras “eu quero você!” Ele chegou até a tocar em sua intimidade por cima de sua calcinha,mas neste exato momento ouviram vozes do lado de fora. Eram dois figurinistas que passavam, mas foi o bastante para os espantarem. Subitamente, retirou suas pernas de cima das coxas dele, levantando apressada e perturbada, sem encará-lo:

___A-acho que já chega. Obrigada pela massagem, já estou me sentindo bem melhor.___ele também se levantou na mesma agitação, ficando de costas e fingindo olhar por fora da janela do trailer. Respirava pesadamente e estava forte e dolorosamente excitado. Aquele jogo de faz de conta que vinham fazendo só não funcionava por um único detalhe: não consumavam o ato. Ela percebeu seu desconforto ao apertar a ereção por cima da calça. Seu rosto pegou fogo. Em nome de um desejo sem controle, estavam rapidamente ultrapassando uma barreira e pareciam loucos o suficiente para não se importarem com as consequências disto.”Eles eram atores e não haviam muitos limites entre eles", racionalizava tentando justificar sua atitude devassa,mas outra memória invadia sua mente fazendo sua consciência pesar: seu pai protestando quando ela dissera que queria ser atriz: “atores são libertinos, acham que tudo é permitido em nome da arte! Não quero você envolvida neste meio!” Se ele soubesse o que estava acontecendo com sua filha por trás dos bastidores...

Os dias se passaram e os dois se evitavam. Embaraço, acanhamento e culpa os assolavam,mas não por muito tempo. Logo, a saudade e a necessidade de estarem juntos se impôs sobre todos os outros sentimentos e eles racionalizaram mais uma vez o que fizeram e depressa,deram um jeito de se falarem novamente,a princípio, meio envergonhados, a lembrança do que fizeram entre eles, mas aos poucos, perdendo a inibição. Haviam acabado de filmar uma das cenas na Rússia, onde discutem dentro do carro pelo fato dele ter dormido com a Isabel Rochev e saíram do set juntos.Vinham pelo caminho conversando quando derrepente...

__E como vai o namoro com o garotão?___Will acabará de ligar a convidando para jantar.Parecia até irônico a pergunta dele depois de terem compartilhado tanta intimidade, além disto, aquele era um assunto delicado visto que um dos motivos da briga entre eles fora justamente seu relacionamento com aquele rapaz. Demorou alguns segundos para responder e escolheu as palavras com cuidado:

____Não temos tido muito tempo de nos ver. Com todos os meus compromissos de agenda, estou surpresa que ele ainda não tenha terminado comigo.

___E você vai ficar esperando que ele faça isto?___havia uma nota de desaprovação e irritação bem evidentes no tom de voz dele e Emily achou melhor não bater de frente.

___Lógico que não. Vou jantar com ele esta noite e acabar com isso de uma vez. ___e mudando rapidamente de assunto, falaram sobre a queixa de Kate Cassidy. Emily ficou surpresa e preocupada, mas não era dona da rede Cw, apenas cumpria ordens e ia onde seus compromissos de divulgação da série a mandavam. Aquilo literalmente era um fenômeno, não tinha culpa do amor que os fãs nutriam por seu personagem e da poderosa força que este sentimento ia ganhando a cada dia. Não queria problemas com a co-estrela da série. Chegara ali tão devagar e tão discretamente, nunca fora sua intenção tomar o lugar de ninguém e queria permanecer em paz, mas em face das circunstâncias, que outra escolha tinha?

 Encontrou-se com Will naquela noite e com jeito terminou o namoro. O rapaz não esperava por aquela e se descontrolou:

____Emily, eu sei que não tenho boa fama por aí e não vou negar que até agora, acho que fui tudo que disseram realmente a meu respeito, mas com você é diferente. Com você, sinto vontade de ser um homem melhor!Por favor, me dê mais uma chance!___ela tentou fazê-lo entender que não se sentia da mesma maneira e que sentia muito. Ele seguiu insistindo, mas ela foi categórica. Com raiva, ele então mostrou seu outro lado e declarou:

____Já que eu não sou bom o bastante pra você, meu carro também não.___e saiu deixando uma Emily boquiaberta sozinha no restaurante. Pelo menos teve a decência de pagar a conta. Cafajestes eram assim, não conseguiam esconder sua verdadeira personalidade por muito tempo.

Quando contou a Stephen o que o cara tinha feito, ele ficou vermelho de raiva e fechou os punhos, estourando:

___Esse...miserável! Quem ele pensa que é?? Só porque é filho do dono desta rede pode tratar os outros como lixo?? Ele vai ouvir! ___os dois estavam no sofá do trailer dele, Stephen sentado na ponta e ela deitada com a cabeça apoiada no colo dele. Levantou o braço alisando seu bíceps musculoso tentando acalmá-lo:

____Não faz nada por favor,uma atitude precipitada poderia custar sua posição no show.Ele é um idiota e a culpa é minha por ter me envolvido com ele mesmo sabendo quem era.___ele olhava pra ela indignado. Os nervos dele sempre ficavam à flor da pele quando percebia que alguém tentava atingi-la de alguma forma:

___Mas ele não pode continuar agindo assim sem uma lição!___agora os dedos dela acariciaram seu queixo de barba áspera, fazendo mais uma tentativa de acalmá-lo:

____Já ouviu aquele ditado que diz “que o mal por si mesmo se destrói?” Então, vamos deixar que o destino se encarregue dele.___ele dobrou uma das pernas grossas trazendo o rosto dela pra mais perto dele e o acariciou delicadamente, perguntando:

___E você está bem?___ela sorriu o tranqüilizando, mas aquela energia magnética estava novamente presente e eles eram reféns deste sentimento. Não era só a saudade que os impulsionava a estarem juntos, a carência sexual um do outro também. Ficaram se olhando fixamente e tudo no mundo desapareceu, exceto eles. Lentamente, Stephen segurou seu rosto, acariciando delicadamente seus cabelos. Emily fechou os olhos sentindo aquela comichão e calor gostoso que a deixava desarmada toda vez que ele a tocava. Em seguida,movido por uma força irresistível,começou a aplicar pequenos e lentos beijos por sua testa, bochechas, nariz, olhos e finalmente, antes de beijar sua boca, sussurrou roucamente:

___Eu sempre estarei aqui pra te proteger, não vou deixar que nada nem ninguém machuque você...___ela assentiu e devagar, Stephen roçou os lábios nos dela, aplicando uma seqüência de pequenos beijinhos ali. A cada toque, ela sentia a familiar descarga elétrica e isto lhe roubou a capacidade de protestar. Os dois tinham consciência de que aquilo era errado, mas estavam se viciando demais um no outro,no toque gostoso,nas sensações inebriantes,como uma droga alucinógena,ministrada em altas doses. Não suportando mais a proximidade sem se conectarem completamente, ela entreabriu os lábios dando consentimento para o que ia acontecer. No momento em que laçou o pescoço dele inclinando a cabeça colando seus lábios aos dele e Stephen a carregou pela cintura colocando-a em seu colo, alguém bateu na porta, os fazendo pular do sofá ao mesmo tempo. Meio arfante e sentindo aquela dor frustrante na virilha, Stephen olhou de relance pra ela e perguntou:

___Quem é?

___O Mark quer falar com você agora na sala dele.___era um dos contra-regras e ouviram os passos do rapaz se afastando. Não era de hoje que estavam ensaiando cruzar permanentemente uma linha, mas será que estavam preparados para lidar com as conseqüências?

Katie andava de cara amarrada e discutindo constantemente com os escritores sobre a forma como eles vinham conduzindo seu personagem dentro da trama:

___Meu nome figura como a co-estrela deste show, mas acho que todos sabem disto, porém é como se isto estivesse sendo minimizado e deixado um pouco de lado! Por favor, me corrijam se eu estiver errada!___era assim ou com algumas variações desta mesma queixa que ela se apresentava sempre na sala deles. Marc tentava lhe dizer que a canário negro estava sendo preparada para ser colocada em ação e que não havia espaço para um romance entre ela e Oliver no momento, mas Katie achava que o casal deveria ser reunido por conta da pressão que os internautas faziam para juntar Olicity. Ela tinha medo de ser destronada por causa do carisma da Emily. Com paciência, Mark a esclarecia:

___Se eu fosse ceder à pressão dos internautas, Olicity já estaria junto. Agora se tranqüilize e faça seu trabalho, temos grandes coisas para a Canário Negro.____Stephen soube desta discussão e quando Emily veio a seu trailer no final do dia,foi a primeira coisa que lhe contou:

___Oh Deus...e o que o Marc disse?___Emily perguntava ao tirar o celular do bolso do short que usava, colocando-o na mesinha. Depois se acomodou à cabeceira da cama ao lado dele,que usava uma bermuda e camiseta. Estavam se preparando para ver um dos seriados que mais amavam: Survivor. Ele pegou o controle enquanto respondia:

___Tentou acalmá-la, disse que ela precisava se preparar para introduzir a Canário e coisas do tipo.

___Não quero problemas com ela.___estirou as pernas em cima da cama exibindo as coxas e ele não conseguiu evitar o olhar deslumbrado para elas enquanto ligava a TV e replicava:

___Ela tem medos e eu não posso dizer, pelo andar da carruagem que sejam infundados.___ela o encarou com a testa franzida:

___Como assim?

___Do jeito que Olicity vem ganhando força e só aumenta, tire suas próprias conclusões.

___Não gosto nem de pensar nisto____ ele fez uma expressão divertida.

___Não gosta de pensar no que? Em Olicity juntos ou em Lauriver juntos?___ela riu alto batendo no ombro dele:

___Ah, pára!Você entendeu o que eu quis dizer!

___E o que foi que você quis dizer?___como ele continuava provocando, ela lhe deu outro tapa e ele rosnou brincando:

___Não me bata se não quiser que eu revide...___ela lhe deu mais um tapa com uma expressão de quem diz “e aí, vai fazer o que?” ele então avançou, se jogando em cima dela, a atacando com cócegas na cintura, provocando-lhe risos escandalosos.

 ___Pare...por favor,não faz isso___mas ele a ignorava, dizendo:

___Isso é pra você aprender a não me desafiar.___e os dois lutaram divertidamente em cima da cama, com pernas, braços e empurrões. Era um roçar erótico dos corpos, que os estimulava sexualmente, mas fingiam estarem apenas brincando. Ficaram assim até que, sem suportar mais o roça-roça, ele se enterrou na curva de seu pescoço o beijando. Os dois se encararam estáticos, em transe, excitados. Quase como se sua boca tivesse vida própria,declarou com a voz rouca e insinuante___ se eu pudesse escolher, iria preferir ter um caso com a Felicity...eu amo Felicity.___se desmanchando de desejo, como sempre acontecia quando estava em seus braços,ela se contorceu sensualmente embaixo dele, o seduzindo com os olhos. E num impulso de insanidade, movida por todas as sensações abrasadoras que experimentava, o incitou:

___Prove.___o olhar dele se converteu em algo selvagem e rapidamente aquilo se transformou em desatino. Como era deliciosa aquela proximidade! O corpo dele estava parcialmente em cima do dela e o beijo que se seguiu foi quente, molhado, faminto. Ela segurava sua cabeça, acariciando suas madeixas e de suas gargantas saiam sons desarticulados e incompreensíveis devido à intensidade e o choque do contato mais profundo. Suas pernas roliças se emaranharam  e sua boca inquieta,percorria toda a região do rosto ,colo e pescoço dela deixando um rastro de fogo por onde passavam e Emily se abria como uma flor àquela exploração. Torturado pelo desejo, ele enfiou as mãos por baixo da camiseta dela,apalpando,beliscando,apertando seus seios e com um tom de voz entrecortado pela luxuria, suplicou:

___Deixe-me chupá-los...por favor...___adorava vê-lo rendido de desejo, sob o poder dela. Isto aumentava sua libido e sem vergonha, querendo ver aquele belo e altivo homem perder de vez o controle,o provocou, tirando a camiseta pela cabeça e se expondo a ele, que possesso, caiu de boca e dentes em seus seios causando-lhe até um pouco de dor na gana de explorá-los:

___Aiiii...aiii...por favor,não morde....___ puro charme, estava deliciosamente entregue e se oferecia a ele,que a atacava cada vez com mais ânsia,chupando os bicos com extrema voracidade. Não estavam pensando em quem estavam magoando ou nas conseqüências, estavam apenas perdidos pela dor pulsante do desejo, sendo guiados única e exclusivamente pela vontade alucinada de saciá-lo. Com o corpo sendo atingido por sensações intensas e dilacerantes, esfregou o membro na intimidade dela, mostrando o tamanho de seu desejo. Quase sem acreditar nos próprios ouvidos, viu-se implorando mais uma vez,agoniado:

____Por favor, não suporto mais...não diga não...seja minha agora...___ele nunca implorara nada a ninguém,nunca se humilhara a mulher alguma e agora estava ali,rogando a uma que abrisse suas pernas pra ele. Emily não pensou duas vezes, fez um sinal de concordância quase que imperceptível e as mãos dele voaram imediatamente para as laterais de seu short o puxando pra baixo, sendo ajudado por ela. Só de calcinha, abriu as pernas e deixou que os dedos dele a invadissem e começassem a brincar com o centro de sua intimidade. Emily se contorcia e gemia sob suas caricias ousadas quando a boca de Stephen buscou a sua para um beijo que a deixou tonta. Sentiu os dedos dele mergulharem para dentro dela simulando uma penetração e arqueou o corpo com a investida, sentindo-se engolfar de prazer.

___Ohh....___ O celular tocou. Era Cassandra. Ele não queria atender, sugando sua língua com mais força e enterrando mais os dedos, dentro dela. Parecia possuído. E o aparelho fazia seu barulho insistente, como um lembrete inquietante da infidelidade deles. Sem conseguir esquecer-se de quem estava ligando e debaixo de muita resistência, tentou tirar os dedos dele de onde estavam, implorando sem fôlego:

___Atenda...

___Não!___e suas mãos continuaram a estimulado enquanto voltava a beijá-la. O telefone parou de tocar. Ficaram um tempo assim até que finalmente ele tirou seus dedos,se afastando um pouco para puxar sua calcinha.Em seguida,desceu a cabeça até encontrar sua gruta e lá colocar sua língua. Emily gritou e se mexeu furiosamente embaixo dele. Stephen a segurou pelas ancas fortemente, não lhe dando oportunidade de fugir e continuou sua tortura. As sensações eram ao mesmo tempo dolorosas e extasiantes. A cabeça dela girava, o corpo queimava e tremia, tamanho os efeitos da língua dele no centro de seu prazer. O celular dele voltou a tocar. O puxou pelos cabelos tentando tirar sua boca dali:

____Stephen...por favor...___mas ele parecia determinado a não ouvi-la. Sua língua terminou seu trabalho e em questão de segundos, o corpo dela foi atingido por um orgasmo que o sacudiu com força. Vendo que ela havia alcançado satisfação, ele se afastou e finalmente apanhou o aparelho. Cassandra disse que estava vindo pro set naquele momento. O ouviu protestar tentado fazê-la mudar de idéia, mas a esposa estava determinada. Emily permanecia nua e prostrada na cama, ainda mal refeita do prazer recém alcançado. Seus olhares se cruzaram. Eles queriam continuar com aquele idílio e Stephen voltou a argumentar com a esposa. Mas subitamente envergonhada, se levantou rapidamente da cama, catando as peças de roupa espalhadas no chão e se vestiu. Enquanto isto, o observava gesticular energicamente enquanto falava. Sentiu-se uma verdadeira vagabunda por estar se envolvendo com um homem casado e se entregando a um desejo primitivo e sem controle como aquele. Estava saindo do trailer quando ele tapou o aparelho e chamou transtornado:

___Emily, não vá!___mas ela não o atendeu.

Naquele mesmo final de semana, na sexta, os colegas de elenco inventaram de ir a uma boate depois do período das gravações e todos concordaram. Emily trocou de roupa usando agora um vestidinho cor de abobora floral, delicado, curto. Calçou uma sapatilha da mesma cor, pôs uma maquiagem leve, deixou os cabelos soltos e deu uma ultima olhada no espelho: estava se sentindo atraente, mas...para quem era aquela produção toda? A resposta ela conhecia bem. Depois do ultimo episódio no trailer dele em que quase foram as via de fato, se evitaram mais uma vez durante alguns dias, naquele mesmo processo de culpa e vergonha, mas estavam ficando bons em driblar estes sentimentos e cada vez com mais rapidez. Naquele dia, ainda meio ressabiado, fora ele quem viera a ela e fizera o convite ao bar. Soube por ele mesmo que Cassandra estava com os pais no Texas aquele fim de semana, o que queria dizer que ele estava livre...pra ela. Não conversaram sobre o episódio anterior, na verdade sobre nenhum dos outros e isto já parecia um acordo implícito entre os dois, como se o fato de falar, pudesse estragar a fantasia de que eram solteiros e podiam desfrutar livremente aquele da companhia um do outro. No mínimo, podiam classificar o que tinham como uma amizade colorida.Seja lá o que fosse, ainda não estavam prontos para encarar a realidade do que estavam vivendo.

Todos seguiram em seus veículos para a Caprice Nightclub, uma balada bastante freqüentada e procurada pelos canadenses. Aos poucos, foram chegando e se acomodando no grande sofá oval. Emily foi ficando para trás de propósito, esperando por ele e quando Stephen chegou, vestido numa calça jeans justa que moldavam suas coxas grossas e uma blusa de malha preta cavada na gola, os olhos de ambos se encontraram. Com uma apreciação gulosa sobre as formas bem contornadas dela naquele vestido curto expondo as coxas macias e bem delineadas, ele sentou e ela se acomodou em seguida ao seu lado. Praticamente todo mundo estava ali: Barrowman, David, Willa, Katie e os respectivos namorados. Bebida e riso se misturaram ao barulho da música eletrônica. A conversa girou em torno de tudo, dos fãs enlouquecidos que faziam qualquer coisa por seu ídolo, dos treinos pesados para alcançar uma boa performance em cenas de luta,da possibilidade de contratação de mais um treinador, pois Thomas não estava dando mais conta sozinho da tarefa e por aí foi. Emily estava parcialmente encostada no peito de Stephen que a abraçava e alisava as laterais de seus quadris discretamente por trás com uma das mãos. Ela sentia a respiração dele bem próxima a sua nuca, o que lhe causava sucessivos arrepios na espinha e em determinado momento, ele se aproximou um pouco mais, sua boca quase se encostando a seu ouvido e perguntou:

___Você está bem?___seu coração batia desordenado e a única resposta foi um breve balançar de cabeça. A animação era geral, mas os dois estavam muito conscientes um do outro para prestarem atenção em algo mais que não apenas neles mesmos. De música eletrônica, derrepente, veio uma mais lenta e logo os pares levantaram, Willa e o namorado, Katie e Thomas e claro, ela e ele. Ao chegarem à pista, ele a agarrou pela cintura a abraçando bem apertado, de forma possessiva e cochichando em seu ouvido, expressou todo seu desejo:

___Preciso de você...___ Não conseguiu articular palavra, tremendo e excitadíssima ao mesmo tempo. Ele baixou a cabeça e primeiro a aninhou na curva de seu pescoço, aspirando seu cheiro, lhe aplicando beijos ali naquele cantinho, traçando um caminho com mais beijos seguindo a curvatura de seu ombro, provocando-lhe arrepios. Movendo o corpo de forma insinuante, se esfregava nela e Emily fechou os olhos em êxtase.

___Stephen...___chamou meio dengosa.

___ Heim....__ era quase como se estivessem fazendo sexo no meio da boate. Emily se incomodou:

___Alguém pode nos ver...

___Não estamos fazendo nada demais, só estamos dançando___ele racionalizava novamente, mas Emily achou que aquilo já estava indo longe demais. Não queria arriscar um escândalo e se desprendeu dos braços dele no meio da música subindo para o mezanino onde havia mais fumaça e barulho. Ele a seguiu e a deteve na amurada colocando o corpo dela entre ele e a grade:

____ O que aconteceu?___eles se miraram. Ela viu nos olhos dele que já havia mandado a sensatez para o inferno e que estava disposto a qualquer coisa para saciar aquele desejo que os vinha consumindo. Teve medo:

___O que estamos fazendo?___ele contemplou suas faces afogueadas e rosadas e sentiu uma vontade cega de tomar seus lábios.

___Você sabe.___verdade, mas não fariam aquilo ali, à vista de todos.

___Preciso de ar.

__Quer ir lá pra fora?___ele perguntou alisando seus braços delicados provocando-lhe um estremecimento. Ela concordou e os dois saíram da boate, parando no fundo do carro de Barrowman, quando ele a carregou num gesto repentino,a sentando em cima do capô e se colocando entre suas pernas. Ela riu surpresa. O vestido subiu. Os dois se encararam cheios de pensamentos inconfessáveis. Ele perguntou alisando agora suas coxas___ está se sentindo melhor?

___Sim. Que horas são?___perguntou meio aturdida com a grande umidade que as carícias dele lhe provocavam. Ele caçoou olhando fixamente pra sua boca:

___Por quê? Tem algum compromisso inadiável?___ela riu nervosa e negou com a cabeça. Sentiu as mãos dele por toda a extensão de suas pernas e ao chegar a seus pés, tirou suas sapatilhas. Emily estava em transe. Se ele quisesse possuí-la ali mesmo, no meio daquele estacionamento, não oporia resistência. Agora as mãos dele subiram em direção às suas ancas pelas laterais avançando para o interior do vestido. Ele a encarava analisando suas feições, querendo saber até onde ela o deixaria ir. Emily tinha uma expressão rendida:
___O pessoal já deve estar à nossa procura...____falou só para ter o que dizer enquanto o sentia puxar sua calcinha pelas pernas, numa atitude de macho reclamando sua fêmea, mas sem deixar de encará-la. Ela mal conseguia respirar e engoliu em seco. Não protestou. Ele colocou a peça no bolso, não sem antes cheirá-la e este gesto a excitou provocando-lhe uma dolorosa contração de prazer em seu ventre.

___Quer voltar?___e suas mãos fortes apertavam suas coxas roliças. Ela negou novamente com a cabeça e ele perguntou em seguida, dominando-a com os olhos enquanto começava a desafivelar o cinto, devagar.___O que vai fazer amanhã?___ Eram perguntas despretensiosas demais,em virtude do ato que estavam prestes a consumar.Então eles iam fazer sexo ali, a céu aberto? Latejou de desejo mais uma vez.

___Não tenho nada programado...___ele puxou a cueca e as calças um pouco para baixo expondo seu membro ereto e Emily olhou extasiada para ele. Stephen passou as mãos em volta de sua cintura, puxando-a de encontro a seu peito, obrigando-a a enroscar as pernas em volta do seu quadril e as mãos em volta de seu pescoço. O vestido subiu mais um pouco e suas intimidades se encostaram. Suas bocas ficaram a apenas alguns centímetros de distancia. Fitaram-se:

___O que acha de darmos uma volta pela cidade de bicicleta?___seus quadris se moveram involuntariamente e as intimidades agora se roçaram. Stephen a ajudou neste processo, segurando suas ancas,empurrando suas nádegas e as movendo para cima e para baixo na direção do membro dele.Ela gemeu forte,concordando com o convite e ele declarou___ Adoro estar com você.

___Eu também.

___Que tal celebrarmos a isto?

___Como?___Stephen então aproximou seus lábios finos e bem feitos dos dela e murmurou contra eles antes de beijá-la:

___Assim....___os dois então se entregaram àquele contato íntimo de forma febril,urgente,ardente. Pareciam aqueles esfomeados diante de um prato de comida quando estão há vários dias sem se alimentar. Movendo-se como um só, as línguas se engalfinhavam, os gemidos se transformando em murmúrios e sons incompreensíveis. Ele a esmagava em seus braços, movendo o corpo miúdo dela sobre o forte dele, aumentando a combustão.

___Isso é loucura Stephen...___ela sussurrava afoita, sem, contudo, parar de lamber e morder seu queixo, lábios, orelhas, num frenesi irreprimível.

____Eu sei, mas não consigo parar...___com as bocas coladas, esqueceram de onde estavam, só percebendo um ao outro. Com uma das mãos, ele posicionou seu membro e finalmente a penetrou com um grunhido animal. Emily soltou um gritinho torturado junto a seu ouvido, sentindo aquela invasão grande e apertada dentro dela. Cruzou seus calcanhares em volta da cintura dele. Não conseguiam descrever o que sentiam, mas era como se estivessem sendo consumidos vivos por chamas de fogo e Stephen movia seus quadris segurando as nádegas dela com força e investindo com violência. O som de suas bolas batendo na pélvis dela os incitava, os levando à loucura. Ela estava com a cabeça apoiada nos ombros dele, o abraçando pelo pescoço, respiração arfante, sendo empurrada pelas investidas, quando o ouviu sussurrar:

___Me beije... ___ela buscou os lábios dele e foi assim que David os encontrou. Todos na mesa deram pelo sumiço deles e David se oferecera para procurar já imaginando os encontrar aos amassos, mas nunca uma cena como aquela! ”Oh Cristo! Será que seu amigo havia perdido o juízo? Se expor assim,ali,daquela maneira?” Estivera os observando discretamente um pouco antes, quando todos estavam reunidos e percebeu o clima e a intimidade exagerada entre eles. Precisava conversar com Stephen e esclarecer algumas coisas, já havia passado até da hora. Vinha acompanhando essa “amizade” há tempos e só não conseguia entender uma coisa: porque Stephen havia casado. E agora? Eles estavam ali, em meio a uma transa e todos já estavam impacientes com suas ausências. Se voltasse dizendo que não os encontrara, logo alguém iria levantar para tentar os achar. Olhou em volta, rezando para que ninguém aparecesse. Os dois não estavam exatamente escondidos. De longe, ouvia os gritos mal disfarçados de Emily e os urros animais do Stephen.”É,a coisa devia estar boa mesmo...” .estava sem saber que atitude tomar,quando ao virar a cabeça,viu Willa saindo pela porta lateral da boate, com certeza, à procura deles. “Ai meu Deus do céu!” Só teve então um segundo para raciocinar e foi em direção a ela que o olhou com a testa franzida:

____Cadê o Stephen e a Emily?

____Ãh,oh...é...Emily parece que não se sentiu bem e Stephen está com ela,tentando fazê-la melhorar...___Willa esticou a cabeça por cima do ombro dele,ficando agitada:

____Onde? O que é que Emily tem?___ele a empurrou gentilmente de volta pra dentro, inventando mais alguma coisa:

____Não se preocupe com isto, são coisas de mulher.___e assim evitou o flagrante. Aquela fora por pouco.

E os dois continuavam grudados, buscando como animais, a satisfação plena nos braços um do outro. O pênis dele preenchia o interior de sua intimidade à medida que o desejo ia crescendo. O vai e vem em seu interior, totalmente úmido e apertado, velozmente os rasgou por dentro e aquela espécie de dor que antecedia o gozo os atacou os fazendo gritar até que o alivio veio, os sacudindo violentamente. O que fora aquilo? tremiam ainda, resfolegando, arfando, perplexos com a intensidade das sensações experimentadas. Permaneceram ainda abraçados por algum tempo, em silêncio enquanto ele alisava distraidamente suas ancas, a beijando de leve no rosto.

___Precisamos voltar.___ele expressou devagar. Ela assentiu em silêncio.

Retornaram imaginando que desculpa iam dar para a demora, mas David os tirou do embaraço,introduzindo a história que contara para Willa e os dois seguiram por aquela linha. Ainda enfrentaram certo aperto, pois, sem querer, Willa perguntou por Cassandra querendo saber o motivo dela não estar ali entre eles. Stephen explicou, mas Emily ficou morrendo de vergonha somente com a menção do nome da mulher dele. Não queria se sentir como alguém que está roubando algo de outra pessoa. Esta não fora a criação que recebera, mas...o que sentia por ele era muito forte, não conseguia resistir.

No dia seguinte, ele veio buscá-la às onze e saíram pelas ruas de Vancouver andando de bicicleta.Travaram uma disputa de quem chegava primeiro à enseada e claro,Stephen venceu essa e ficou se jargando, como sempre. Ela reclamava que ele roubara:

___Não vale, você trapaceou!!___ele ria fazendo hora:

___Trapaceei sim...pedalei mais rápido!___depois eles foram a uma sorveteria e passaram algum tempo saboreando o sorvete e conversando. À noite, foram ao cinema,mas não resistiram ao escurinho e acabaram se atracando. Isto durante toda a sessão. Do filme, só conseguiam lembrar o título. Na saída, cheios de tesão acumulado,se entreolharam e ele perguntou de mãos dadas com ela:

___Onde quer ir agora?

___Não sei...me surpreenda.

___Quero ficar a sós com você.___ela sabia o que isto queria dizer. Ele olhou pra ela esperando ansioso sua resposta e Emily não hesitou. Não queria estourar aquela bolha de felicidade. Inevitavelmente, em algum momento, teriam de encarar a realidade, mas não agora, não naquele momento:

___Eu também.___era tudo que ele precisava ouvir. Apertou as mãos dela abrindo um sorriso lindo de menino feliz e se dirigiam ao carro quando o celular dele tocou: era Cassandra avisando que estava retornando aquela noite mesmo pra casa. Não soube dizer, mas a interferência de Cassandra, daquela vez estava tendo um efeito diferente.Ele estava mais embaraçado e ela,mais arrasada.

___Desculpe...eu não queria que nossa noite terminasse assim,mas tenho que ir...___o que mais ela poderia fazer ou dizer? Uma dor aguda atravessou seu peito,mas não era físico. Ele não lhe pertencia. Ele era de outra e fora estupidez se esquecer disto, mesmo que por algum tempo.

A segunda feira chegou trazendo mais um dia de trabalho e uma nova realidade. Tudo parecia normal, exceto pelas expressões abatidas dos rostos de Emily e Stephen, que estavam mais silenciosos que de costume. A ficha caíra para os dois após o fim de semana intenso: não podiam continuar seguindo com aquele interlúdio irresponsável e de alguma forma,sabiam que aquele caso clandestino estava com os dias contados

David logo percebeu que algo não estava bem e lembrou que precisava ter uma conversa com o amigo. Chamou Stephen num canto e abordou-lhe de forma direta:

___Man, eu vi você e a Emily no estacionamento da boate.

__Merda!___Stephen praguejou baixando a cabeça, desconfortável___ parceiro, por favor, não me julgue, este assunto é muito delicado...

___Não quero fazer isso e por esta razão estou aqui. Te conheço há bastante tempo e sei que você é um homem honrado,responsável e de caráter,por isso a minha confusão.___Stephen passou as mãos nos cabelos num gesto nervoso,característico dele e encarou David com um ar infeliz:

___Nem eu mesmo sei te dizer como tudo começou...o fato é que eu me sinto forte e irresistivelmente atraído por ela,quando a gente está junto,nem sei explicar a espécie de loucura que nos envolve e as coisas simplesmente saem do controle... estou profundamente angustiado,acabei de casar...se outras pessoas ficam sabendo deste meu envolvimento com a Emily,vou ficar com fama de cafajeste! Não sei como resolver esta situação!___David o encarava abismado:

___Oh Man, que confusão é essa? Você conheceu a Emily antes e qualquer um podia ver quando vocês estavam juntos que já rolava um climão. Porque casou se já se sentia desta forma por ela??

___Fiz confusão!Na época eu podia jurar que era só amizade! Não conseguia identificar ao certo o que sentia e talvez tenha me bloqueado ou me sabotado pelo fato dela ser tão jovem...__e foi interrompido neste momento por David que acrescentou num tom que pareceu aos ouvidos de Stephen como reprovador:

___É...vinte dois anos apenas.

___Está vendo aí? Se você que é meu amigo, me critica, o que outras pessoas diriam se soubessem deste meu envolvimento com ela?

___Man, o tabu está em sua cabeça, mas o que eu tenho pra lhe dizer é o seguinte: Se você se importa com a Emily e não tem certeza do que sente, não brinque com seus sentimentos, ponha logo um fim nisto. Ela é jovem, meio inexperiente, suscetível e dá pra ver o quanto está encantada e perdida por você, mas ainda pode superar.___Stephen o olhou na defensiva:

___Você fala como se eu quisesse apenas me aproveitar dela, o que está longe da verdade.

___Não se trata disto, não me entenda mal Man, mas eu também gosto da Emily e me preocupo com ela. Dos dois, se algo der errado, é possível prever quem tem mais chances de sair machucado nisto tudo.___analisando o que sentia, Stephen não estava tão certo disto, mas ser sacudido pela realidade foi como um banho de gelo petrificante em todas as suas fantasias, além disto, sentia uma revolta absurda por seu atual destino e suas linhas mal traçadas. 


Notas Finais


Olá amadas leitoras, chegando com mais um capítulo que quase não saia devido a uma série de imprevistos! Estou envolvida em um projeto de trabalho estafante e por esta razão, peço desculpas desde já, caso não consiga postar os capítulos com a regularidade que prometi,mas não se apavorem,estou tentado contornar a situação para que não hajam demoras muito prolongadas. Um beijo, boa leitura e até a próxima semana se Deus quiser!


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