História Mais Que Amigos - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Personagens Originais, Suga
Tags Jihope, Namjin, Vhope, Vmin, Yaoi, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 53
Palavras 2.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente, últimos capítulos, esse é o antepenúltimo, e o Yoongi vai passar por uma barra bem complicada nesse capítulo. Então espero que gostem, boa leitura e vamos ao capítulo!

Capítulo 13 - Desespero


Fanfic / Fanfiction Mais Que Amigos - Capítulo 13 - Desespero

Nossos dias corriam normalmente, aquela mesma rotina de sempre, cercada por estudos; mas sempre que podíamos, procurávamos ir ao cinema ou à um parque de diversões, essas coisas que casais fazem normalmente. Nossa vida de casal estava ótima, o amor entre nós parecia crescer e se solidificar ainda mais em nossos corações a cada dia que passava.

É claro que algumas vezes, em relação a nossa vida sexual, chegávamos a fazer sexo descontroladamente, igual quando passamos a morar juntos; tipo quatro vezes no dia. Mas tinham dias que não fazíamos nada, era apenas uns beijinhos e só. O que não significava que estava ruim, é só que nem sempre tínhamos forças suficientes, até porque estudar cansa também, e muito. Mas haviam aquelas vezes também em que nos amávamos profundamente; não era aquele sexo louco; era um momento em que podíamos sentir nossas almas conectadas. E a sensação de sentir como se seu coração fosse parar no momento em que chegasse ao orgasmo, era uma coisa difícil de ser explicada, de tão mágica que era, ainda mais porque não era apenas eu que sentia isso, mas Hoseok também. Como eu sei disso com certeza? Bem, não dá pra descrever em palavras, mas os sinais expressados pelo corpo durante todo o contato físico deixava claro pra mim. Os olhos sempre fixados em meu rosto durante o amor, as expressões faciais de prazer, os suspiros, os toques, o suor escorrendo. Tudo me levava há uma certeza durante esses nossos momentos; certeza de que nos completávamos; certeza de que nos conhecíamos como jamais outras pessoas poderiam nos conhecer; certeza de que nos amávamos e que era nosso destino estarmos juntos.

Eram essas certezas vivas dentro de nós que faziam com que não nos esquecêssemos os motivos pelo qual escolhemos ter um ao outro. Vida de casal não é fácil, mas também não é algo que te faça querer mudar de ideia e voltar a viver sozinho. Pelo contrário, é uma forma de descobrir que nem sempre sua relação com seu parceiro ou parceira vai ser um mar de rosas, pois por mais que você ache que sua vida ao lado de uma pessoa vai ser sempre perfeita, recheada de momentos felizes e arco-íris todos os dias, a convivência te faz enxergar que não é bem assim.

Não que sua vida ao lado do seu parceiro ou parceira não vai dar certo, mas é somente convivendo com a pessoa que você passa a descobrir se realmente está disposto a viver ao lado dela, pois com a convivência você descobre os defeitos daquela pessoa, e se ainda assim você for capaz de aceitá-la e continuar amando-a pelo resto de sua vida sabendo e suportando todos os defeitos, todos os dias pelo resto de sua vida, então aí sim você será capaz passar a viver ao lado daquela pessoa.

Hoseok e eu já estávamos no nosso sexto ano morando juntos. Seis anos vivendo a experiência de ter uma vida de casal. Estávamos praticamente casados, porém só não tinha como oficializar, mas em nossos corações já não poderíamos pertencer a mais ninguém. Era também nosso último ano como estudantes, em apenas três meses estaríamos formados, colando grau e iniciando o período de residência.

Foram seis anos de muitos acontecimentos, questionamentos, muitas noites em claro estudando juntamente com Hoseok, estresse da rotina de provas e trabalhos, que pareciam jamais chegar ao fim, e quando chegou fez parecer como se tivesse sido um dia desses que éramos calouros recém chegados nessa cidade grande. Fizemos amigos, vivemos experiências completamente diferentes das que estávamos habituados a viver, e logo mais viveríamos outras ainda mais diferentes, pois seríamos médicos, salvando vidas e ajudando pessoas.

Decidi ligar para minha mãe, para saber sobre como estavam indo as coisas, saber principalmente se ela ainda tinha sofrido mais alguma agressão (sei que talvez eu não pudesse evitar o sofrimento psicológico que provavelmente ela estava vivendo esses anos, mas pelo menos quanto as agressões físicas eu podia fazer alguma coisa), e aproveitei para falar sobre a formatura, então peguei meu celular e liguei pra ela:

-Annyong omma! (oi mãe)

-Oi meu filho, como vai?

-Vou bem mãe, mas eu quero saber da senhora, como tem passado esses dias? Alguma novidade?

-Ah meu filho, o mesmo de sempre, não tem muito o que falar.

-E quanto ao pai, ele ainda tem lhe machucado?

-Não se preocupe comigo, estou bem meu filho, vai ficar tudo bem.

-É claro que vou me preocupar com a senhora mãe, enquanto eu viver ficarei sempre preocupado. Não há um dia em que eu não pense se está realmente tudo bem com a senhora.

-Fico feliz por saber que você ainda pensa em mim e que ainda é aquele garoto doce e atencioso, especial como sempre foi. Você sabe que seu pai não é de todo ruim; tudo bem que quando ele bebe fica um pouco alterado; mas não é nada que eu não consiga suportar, já que decidi continuar com ele tenho que suportar. Mas ele não me bateu mais desde que voltei da sua casa.

-Ainda sim me dói saber que você aguenta um sofrimento que se quisesse poderia nunca mais ter que passar, teria vida feliz, nada lhe faltaria, nem amor.

-Eu realmente agradeço, de todo meu coração, como mãe é muito bom saber que meu filho me ama tanto quanto eu o amo. Mas eu não posso deixar seu pai; não na condição que ele está.

Desde que meu pai me expulsou de casa, eu em parte me fiz o favor de não dedicar mais amor a uma pessoa que não era capaz de me amar pelo que eu era. E principalmente depois do que ele fez com a única pessoa que foi capaz de continuar me amando, minha mãe, aí que fiz mais questão ainda de esquecer o vínculo que tínhamos, por mais que isso jamais pudesse ser apagado, pois éramos sangue do mesmo sangue, e isso não é o tipo de coisa que dá pra apagar por mais que se tente, é algo que ninguém no mundo tem o poder de mudar. Por mais que eu mesmo quisesse apagar os sentimentos que sentia por ele, lá no fundo eu ainda me importava, e fiquei preocupado quando minha mãe falou sobre a situação que ele se encontrava. Que situação era essa? O que será que ele estava passando? Será que estava doente? Eu não sabia o que era, mas fiquei preocupado. Mesmo depois de tudo que ele me fez, eu não conseguia odiá-lo, não completamente. Então tive que perguntar da minha mãe, e assim o fiz:

-Como assim mãe? Que situação é essa que ele se encontra?

-Eu não sei se devo lhe contar, porque ele disse que você não poderia saber, pois iria querer ajuda-lo, e você sabe que ele é orgulhoso, disse que jamais iria pedir sua ajuda.

-Para de enrolar mãe e fala logo de uma vez, o que ele tem?

-Seu pai está doente meu filho.

-Doente de quê? O que ele tem mãe?

-Eu não sei explicar direito porque não entendo muito esses termos médicos, mas segundo ele, é alguma coisa relacionada a cabeça.

-Ele tem um tumor? É isso?

-Não sei meu filho, mas ele disse que já está indo ao médico, então não se preocupe.

-Eu quero que a senhora me mantenha informado sobre o quadro clínico dele constantemente, qualquer mudança mãe, por menor que seja, me avise, porque pode ser algum agravamento do problema.

-Tá bom meu filho, ele nem sonha que eu lhe disse essas coisas.

-Okay, ah mãe...

-Oi, fala.

-A senhora vem pra minha formatura né?

-Sim, é claro que vou. Você quer que eu convença seu pai a ir?

-Seria bom se ele viesse, pelo menos pra ver que eu fiz algo correto pra ele.

-Eu vou tentar meu filho, e lhe aviso se conseguir.

-Tudo bem omma, qualquer coisa é só me ligar.

-Tá bom filho, depois com calma, me passe as informações sobre sua formatura.

-Tá certo então, beijos!

-Beijos, e manda um beijo pro Hoseok.

-Okay mãe, beijos.

Não sei o que viria pela frente, não sei se meu pai ao menos viria para assistir minha cerimônia de formatura, não sei se estaria bem, se minha mãe teria problemas por conta disso; eu não sabia de nada, então eu só poderia esperar o desfecho da trama.

 

            Uma semana antes da formatura:

Faltava apenas uma semana para a formatura e a minha sogra Dona Jihoo, já havia confirmado que viria para a nossa casa para ir conosco. Quanto a minha mãe, é claro que ela não perderia o momento mais importante da vida do filho. Agora restava apenas aguardar que meu pai viesse me ver. A única pessoa que eu fazia realmente questão que viesse era minha mãe, então se meu pai não quisesse vir, pra mim também não importaria, pelo menos eu teria certeza de ter tentado meu melhor para lhe fazer sentir pelo menos um pouco de orgulho por aquele que ainda era seu filho.

 

Dois dias antes da formatura:

Foi faltando apenas dois para a formatura que recebi uma mensagem com notícias da minha mãe, que dizia o seguinte:

-Estamos a caminho de Seoul, chegamos amanhã. Não se preocupe, vamos ficar em um hotel; consegui convencer o cabeça dura do seu pai. Beijos, te vejo amanhã filho. 

Fiquei feliz porque minha mãe já estava chegando, e também porque meu pai viria. Apenas espero que ele reconheça que eu me tornei alguém capaz de fazer algo importante nesse mundo onde tantas pessoas necessitam de ajuda.

 

Grande Dia:

Finalmente havia chego o dia pelo qual eu e o Hoseok tanto havíamos esperado e nos esforçado para fazer com aquele nosso sonho de criança se tornasse realidade. Agora era a realidade que havia tomado o lugar daquele nobre sonho. Sonho tão arduamente batalhado por Hoseok, que pretendia se tornar médico para salvar pessoas e ajudar o mundo; tão batalhado por mim também, que sonhava em ser médico para dar uma nova chance às pessoas e também para conseguir o reconhecimento do pai.

Hoseok e eu nos arrumamos para ir à cerimônia; a Dona Jihoo foi juntamente conosco. Nos ajudou a nos vestir para chegarmos apropriadamente, e também fez questão de entrar no salão de festas de mãos dadas com nós dois. Nos sentamos nos lugares reservados para os formandos, e a acomodamos no local separado para os convidados.

Eu ainda não havia avistado meus pais, mas o local ainda não estava lotado pois era cedo. Cerca de trinta minutos depois de chegarmos é que meus pais entraram no salão. Minha mãe estava incrivelmente bonita e vestia um vestido longo bege de alça fina, cobrindo seu colo com um xale de seda em um tom de bege um pouco mais escuro, um penteado que prendia totalmente seu cabelo e uma maquiagem leve mas muito bonita; e meu pai vestia um terno simples, de cor azul escuro quase preto, também estava bonito.

Em questão de alguns minutos a cerimônia seria iniciada, e eu apenas acenei para a direção onde meus pais estavam, já que não podia mais sair do meu lugar então apenas dei um tchauzinho com um sorriso, recebendo o mesmo apenas de minha mãe; meu pai permaneceu estático, completamente parado e sem expressão; parecia que ele não estava naquele lugar ou que não estava dando a mínima ao fato de estar ali; estar presenciando o momento mais importante da vida do filho dele parecia ser algo sem a menor importância. E isso me machucava muito. Eu sempre quis dar muito orgulho aos meus pais, e ver meu pai assim desse jeito me deixava triste, por mais que eu sempre estivesse dizendo que o fato dele estar ou não orgulhoso de mim era algo que não importava, era algo que com que eu me importava sim, e eu ainda esperava um dia lhe fazer pelo menos sentir alguma coisa boa por mim, já que ele apagou tudo o que sentiu pelo único filho ao longo de anos em apenas um dia. Seria a tarefa mais difícil da minha vida, e eu provavelmente falharia, mas eu estava disposto a tentar.

A cerimônia estava sendo iniciada, então tentei não focar em todos esses pensamentos triste referentes aos meus problemas familiares, e apenas curtir o momento pelo qual esperei minha vida inteira, o dia da minha formatura. Agora era hora de celebrar uma conquista, que não era apenas minha, mas de Jung Hoseok e Kim Seokjin também, que estavam celebrando aquele dia juntamente comigo. Namjoon, Jimin e Taehyung já haviam se formado, entretanto Namjoon estava lá também, como convidado de Jin, afinal eles ainda eram namorados, mas é claro também que ele não esqueceu dos amigos que fez durante os anos de graduação, então também fez questão de parabenizar a mim e a Hoseok.

Estava tudo lindo, estava tudo perfeito, como eu disse, estava, até aquele momento. E eu que achei que aquele dia seria o dia mais feliz da minha vida. Mas uma vez eu estava enganado.

Naquele dia, juntamente com minha mãe, vivi uma das maiores agonias da minha vida, um momento de desespero mesmo. Naquela noite, durante o momento mais importante da minha vida, meu pai teve um AVC (acidente vascular cerebral) e ainda do pior tipo, o hemorrágico. Ele havia se levantado para fazer alguma coisa que não sei o que era, pois não deu tempo. Ele caminhou pelo corredor formado entre as cadeiras e a parede, e antes que completasse o sexto passo, caiu no chão, onde se debateu e começou a expelir uma baba branca pela boca. Eu corri o mais rápido de pude, e já fui analisando os sintomas. Ele estava tendo uma convulsão, então realizei os primeiros procedimentos comuns em uma situação dessa; o coloquei de lado para que não morresse sufocado com aquela espécie de vômito e meti minha mão em sua boca para não deixar que sua língua enrolasse; enquanto isso minha mãe em prantos me perguntava o que estava acontecendo; tentei explicar do jeito mais simples possível e pedi que ela apenas ligasse para a emergência o mais rápido que pudesse.

Quando a ambulância chegou, já fui logo informando todo o quadro clínico em que o paciente (que infelizmente era o meu pai) se encontrava, e fui junto na ambulância com minha mãe também. Não tinha nem como não explicar o que havia acontecido, estávamos cercados por médicos e todos presenciaram aquele momento de desespero que enfrentei, então apenas pedi que Hoseok recebesse meu certificado por mim, pois não iria permanecer na cerimônia.

Chegando no hospital, ele já foi diretamente direcionado para uma tomografia. Por sorte um dos meus sunbaes estava de plantão aquele dia, um especialista em neurocirurgia e traumas na cabeça, Jeon Jungkook, que era o melhor aluno que aquela universidade de medicina havia formado na turma de 2015. Ainda cheguei a conhecê-lo através de Namjoon; o rapaz era realmente um especialista na área. O próprio doutor Jungkook se encarregou de me enformar o quadro do meu pai.

Após realizada a tomografia computadorizada, o doutor Jungkook veio me relatar o estado do meu pai, e disse:

-Oi Yoongi, trago notícias.

-O que há com ele sunbae?

-Infelizmente não é algo fácil de explicar. Vocês estão preparados?


Notas Finais


Ai meu santo G-Dragon, o que será que vai acontecer com o pai do Yoongi? Como vai ficar a relação dos dois? Bem... o desfecho vem no próximo capítulo, então não deixe de acompanhar. Aos que tem a minha fic como uma de suas favoritas, o meu muito obrigada, e me digam se vocês vão querer um capítulo extra, porque o próximo é o penúltimo. Foi isso gente, espero que tenham gostado e até o próximo. Beijos.


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