História Mais que amigos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Namoro, Original, Romance, Teens, Tom, Young Adult
Visualizações 3
Palavras 2.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Decidi compartilhar essa história que comecei a escrever a alguns anos atrás, como ela é antiga vocês vão notar que os atores que eu me inspirei na descrição dos personagens hoje em dia quase ninguém os conhece.
Obrigada por tudo e espero que gostem.

Capítulo 1 - Emily


Fanfic / Fanfiction Mais que amigos - Capítulo 1 - Emily

Capitulo 1.

Emily

Desde criança eu sabia que quando a semana da primavera chegava, eu e meus pais deixávamos a turbulenta cidade de Nova York em direção à fazenda tia Ann.

A fazenda era o meu lugar preferido, La podia andar a cavalo, tomar quantos sorvetes eu quisesse brincar no balanço e ser atormentada pelo Peter.

A primeira vez que o vi ele estava escondido atrás de uma porta do estabulo, olhando um jovem dar banho na Estrela Negra à égua mais linda da sua tia. O garotinho tinha os cabelos pretos e era mais alto que eu, ele vestia uma bermuda jeans e uma camiseta branca, ele tinha olhos azuis como o céu só que estes mesmos olhos eram frios, sem emoção, não eram pra ser de uma criança. Eu notei que o garoto tinha uma cicatriz no joelho com aparência de ser recente.

Dei a volta no estabulo por trás do garoto e me aproximei silenciosamente e sussurrei no seu ouvido.

_O que você está olhando?

O menino se assustou e gritou, A égua saiu do estabulo correndo em direção ao campo e o jovem que estava trabalhando puxou o menino pelo braço.

_Peter, seu moleque idiota eu não falei para você ficar quieto?

_Desculpa Tony, eu.. eu...

Como eu fiquei assustada com aqueles dois garotos, mesmo assim tinha que explicar oque aconteceu.

_A culpa não foi dele moço, eu que o assustei sem querer, por favor, não bate nele.

_Por mais que ele seja uma peste eu nunca seria capaz de bater no meu irmão senhorita.

O jovem saiu atrás da égua e nos deixou sozinhos, ele estava com o rosto todo vermelho e parecia estar com vontade de empurrar ela na frente de um trator, também estava vermelha de vergonha e de medo dos olhos do garotinho.

_Oi eu me chamo Emily, mas todo mundo me chama de Em, eu tenho 7 anos e você?

_Não é da sua conta sua garota feia.

Eu comecei a chorar e sai correndo para o pomar, como ele podia ser tão mal, afinal eu havia defendido ele, havia pedido desculpa. Não ter amigos na fazenda era triste, sempre desejei ter com quem brincar, com quem dividir todas as guloseimas que a tia fazia. Sua tia tinha uma filha só que essa morava com o pai e não gostava de visitar a mãe na fazenda. Ela sempre soube que era sozinha tanto em casa ou na fazenda, era a única criança no meio de diversos adultos.

Quando eu abri meus olhos cheios de lágrimas o garotinho estava parado na minha frente segurando uma flor.

_Sai daqui. Eu não quero brincar com você.

_Me desculpa. Eu só fiquei zangado com você, eu não queria te magoar.

Em um acesso de raiva eu me levantei e empurrei o menino que tropeçou e bateu a cabeça em uma árvore, instantaneamente me arrependi do que havia feito e corri para ajudar o menino.

_ Você está bem? Desculpa, Desculpa.

_ Calma eu to bem, eu mereci isso. _Eu estendi a mão pra ele se levantar e ambos começamos a rir de toda essa situação absurda_ Meu nome é Peter, você é a sobrinha a dona Annie?

_Sou sim, você conhece a minha tia?

_Meu irmão trabalha com ela, aquele lá no estabulo.

_Ele me pareceu assustador!

O menino deu risada da minha cara e olhou para mim como se eu tivesse dito o maior absurdo do mundo.

_Assustador o Tony? Ele é muito legal só não gosta que eu me meta em confusão.

_Eu sempre quis ter um irmão_ Sempre tive inveja das famílias grandes_ Minha mãe não pode ter mais filhos.

_Isso é bom_ O menino me analisava atentamente_ É você não tem cara de irmã mais velha_ Antes que eu pudesse responder ele me deu um tapa no ombro_ Eu duvido que você me pega.

Ele saiu correndo e simplesmente eu o segui, brincamos a tarde toda, cada risada parecia ser mágica e esse dia especial resultou em uma amizade cultivada nos últimos 10 anos, juntos nos metemos em diversas confusões, brigamos, pedimos desculpas e criamos uma ligação incrível, mesmo longe trocávamos cartas contando tudo o que acontecia em nossas vidas.

Todos adoravam a nossa amizade, principalmente os meus pais que sabiam como era difícil para mim me enturmar com as outras crianças, depois do Peter isso mudou, tudo mudou graças aquele garoto de olhos azuis como o céu

Eu abri meus olhos, observando a luz do sol entrar pela janela do carro e cobrindo meus cabelos louros que pareciam brancos desse ponto de vista _Cabelos de anjo _diria Peter.

_Filha_ minha mãe tocou minha mão_Está ansiosa para chegar?

_Estou sim!

Sentei-me direito no banco do carro e analisei as feições de minha mãe, nosso tom de cabelo era idêntico, ela parecia uma boneca de porcelana, frágil com enormes olhos verdes esmeralda, eu queria ser tão linda e elegante como ela.

Meu pai tinha cabelos e olhos castanhos, olhos que eu herdei junto com as maneiras de agir e temperamento. Cansamos de discutir por termos uma opinião forte demais. Nessas horas minha mãe entrava no meio e dava risada dos seus dois teimosos.

Meu pai diminuiu a velocidade enquanto entravamos na fazenda _Pronto gatinha chegamos!

Eu abri a porta do carro e dei um aceno rápido para a tia Ann e a Nanã a velha governanta que tomou conta da minha tia e sua irmã mais nova, no caso, minha mãe.

A fazenda continuava linda, minha tia realmente tinha jeito para cuidar de tudo com relação ao campo, nem dava pra notar que ela tocava os negócios sozinha.

Eu sai correndo em direção à casa abandonada onde eu tinha certeza que o Peter estaria me esperando, aquele era o nosso local especial, onde nos encontrávamos para dividir nossos segredos e aproveitar da companhia um do outro.

Ao me aproximar da casa abandonada eu o vi, ele estava cochilando no balanço da varanda, o rosto tão sereno que me fez parar na escada da varanda e ficar observando cada traço, ele tinha um rosto triangular com o queixo levemente pontudo com a barba por fazer, lábios grossos, sobrancelhas médias para combinar com seus olhos grandes e seu cabelo preto comprido até a nuca. Enquanto o observava senti meu coração acelerar e as minhas bochechas ficando quente o que significava que eu estava corada, subi as escadas me aproximei de Pete suavemente eu toquei sua mão.

_Pete, acorda.

Ele abriu os olhos lentamente e um sorriso lindo surgiu em seus lábios, ele sussurrou o meu nome com uma voz sonolenta, mas sexy, meu coração bateu ainda mais forte e simplesmente eu não sabia explicar o que acontecia com ele, eu nunca havia tido esse tipo de reação antes.

Peter se levantou e veio em minha direção me olhando de cima em baixo, ela mantinha o sorriso preguiçoso até o momento que sua inspeção chegou ao decote de minha regata, era impressão minha ou ele havia corado? Não pude ter certeza por que também o observava, ele continuava alto provavelmente algo entorno de 1,80 m, os braços e penas musculosos me impressionaram a ultima vez que estivemos juntos esses músculos não existiam. Antes de fazer qualquer coisa Peter me puxou em um abraço longo e sem jeito de tão apertado que estava.

_Minha doce Emmy voltou. Quanta saudade eu senti de você baixinha.

_Cala a boca eu não sou baixinha

Comecei a dar risada da situação e senti um cheiro de perfume não muito forte, mas totalmente envolvente que me deixava com vontade e senti-lo mais de perto, quando inclinei minha cabeça em direção ao seu pescoço Pete se afastou de mim me libertando do abraço esmagador.

_Emmy você cresceu _Ele disse isso com tom de deboche_ e ficou muito bonita.

_Obrigada Pete _ a minha voz falhou e o resto da frase saiu em um sussurro_ você também.

_Eu oque?

_ Está lindo _ droga voltei a sentir meu rosto esquentando.

Ambos estávamos constrangidos com essa situação embaraçosa, isso não ajudava em nada a conseguir controlar o vermelho tomate que meu rosto adquiriu. O que estava acontecendo comigo eu nunca fiquei constrangida com o ele antes.

Pra evitar maiores estragos me dirigi à janela da casa abandonada e entrei como sempre fiz quando criança, eu subi em direção ao quarto principal que era o mais confortável, Peter me seguia de perto e eu conseguia sentir sua respiração em minha nuca e isso me fez arrepiar, rapidamente eu abri a porta do quarto.

_ Esse lugar está limpo. Alguém veio aqui?

_ Eu limpei ontem à noite, escondido é claro.

Eu me joguei na enorme cama de casal, tudo aquilo me era tão familiar, tão perfeito então notei que Peter me olhava outra vez só que esse olhar era diferente de todos os outros, era mais intenso e profundo o azul de seus olhos brilhavam com tanta força em contraste com o sol que entrava no quarto que me fizeram perder o folego.

_Pete você não vai se deitar? _ eu perguntei um tanto vacilante

_Vou sim é que _ ele parecia nervoso _ Como eu trabalho pra sua tia agora, estou um pouco perdido em pensamentos.

_Você não deveria estar lá?

_Hoje não, ela me deu o dia de folga pra passar com você.

Com um sorriso torto escapando de seus lábios ele se deitou ao meu lado e ambos encaramos o teto, eu segurei sua mão e ele deu um suspiro ambos nos olhamos e esse momento pareceu durar para sempre.

_É tão bom voltar.

_É ótimo ter você aqui comigo. E ai como andam as coisas?

Então comecei a conversar animadamente, eu contei sobre a escola, os planos a formatura e os preparativos da faculdade, eu estava indecisa entre ficar em Nova York ou ir para a Califórnia. Ele me contou sobre as pessoas da pequena cidade, de como o irmão estava feliz em trabalhar em um grande hospital no Texas e que ele ficou noivo e tentava convencer Pete a se mudar o quanto antes e fazer faculdade lá.

_Pete, você já sabe o que quer estudar?

_Engenharia civil e você?

_Bom você sabe que sempre fiquei em duvida entre fazer economia como o meu pai ou direito como minha mãe, é o correto escolher uma área no ramo da família _ Fiz sinal de aspas com os dedos.

_Você tá erra Emmy, você tem que fazer o que gosta afinal é a sua vida.

_Esse é o problema eu gosto de tanta coisa.

Soltei um suspiro e fechei meus olhos, é tão difícil decidir o que fazer como viver a vida e ter a certeza de que se escolheu o melhor. Perdida em meus pensamentos não notei que Peter pegou um travesseiro até sentir o baque em minha cabeça.

_Acho bom à senhorita curtir as férias da primavera, temos essa semana para curtir _ ele começou a fazer cócegas em minha barriga.

_Ah Pete, para, para _ fiquei com os olhos marejados de tanto rir _ Eu juro que não vou me preocupar com nada, eu juro, para, ai, para.

Ele se aproximou do meu rosto, a proximidade me deixou tonta e seu olhar faiscava enquanto ele tirou uma mecha de cabelo da minha boca, meu coração disparou quando senti o toque de seus dedos em meu rosto todo o trajeto que seus dedos fizeram ardeu, minha respiração acelerou e desejei que ele continuasse tocando minha pele e quando olhei seus lábios senti a enorme vontade de saber se eram tão macios como pareciam e o gosto deles, desejei que ele me beijasse e esse sentimento era ao mesmo tempo assustador e envolvente, lentamente abri um pouco meus lábios quando ele se aproximou um pouco mais, o som de Shoot to Thrill do AC/DC explodiu no quarto nos assustando, Peter se levantou da cama para atender a ligação.

_Oi, fala _ sua voz era seca _ Hoje não, por que eu não posso, Debbie eu não posso.

Eu me espantei ao ouvir o nome Debbie, Pete nunca me falou de nenhuma Debbie, algo dentro de mim gritava e deseja receber explicações, quem era essa? O que era ela dele? Quando eles se conheceram? O que ela queria que ele fizesse hoje? Eu sentia muita raiva e ciúmes, mas por que merda eu estava com ciúmes do Peter?

Ele desligou o telefone e me encarou com o rosto corado, um sorriso torto se insinuou em sua boca e ele passou a mão nos cabelos bagunçados.

_Emmy desculpa o telefone eu deveria ter desligado e

_Quem é Debbie? _ eu o interrompi seca e bruscamente, ele ficou mais vermelho e eu mais irritada, a ponto de querer bater em algo, melhor alguém.

_A Debbie é uma colega.

_E você nunca falou dela por?

Ele se sentou na cama e eu percebi que ele tremia levemente, essa não é a reação de um cara que tem uma “colega” normal. Minha vontade era de esmurrar ele até a verdade sair. Antes de perder a cabeça eu sai correndo do quarto em direção a janela no andar de baixo e antes de sair da casa ele me agarrou, eu lutava e xingava quando ele me encostou contra um canto da parede me prendendo com seu corpo rígido do esforço que ele fazia.

_Me solta _ eu gritava a plenos pulmões e tentei morde-lo

_Emily para com isso, o que houve?

_Você mentiu pra mim, pior omitiu coisas e amigos não fazem isso.

Eu não aguentava mais as emoções que se confundiram ainda mais em minha cabeça e quando dei por mim comecei a chorar silenciosamente, ele se assustou com o que acontecia, eu nunca chorava na frente dos outros, preferia me fazer de durona e aguentar até ter certeza que ninguém veria as minhas fraquezas. Isso era humilhante para mim o que me deixava mais angustiada, no rosto de Peter eu via diversas emoções passando, surpresa, dor e ressentimento, ele tocou suavemente minha bochecha e me abraçou muito forte.

O abraço era tão bom que me derreti em seus braços, ficamos assim até eu conseguir parar de chorar, ele olhou no fundo dos meus olhos enquanto limpava meu rosto com um lenço que ele tirou do bolso.

_Emmy eu juro, eu nunca falei nada por que ela não é importante, ela não significa nada.

_Jura? _minha voz saiu rouca devido as lagrimas que derramei.

_Eu juro! Agora que tal irmos a cidade almoçar? Eu pago._ ele me lançou um enorme sorriso e acariciava a minha bochecha com a ponta de seus dedos.

_Eu vou pedir algo bem caro.

_Não tem problema, faço tudo pra você sorrir.

Ele aproximou sua testa da minha e nos abraçamos novamente, toquei sua nuca enrolando meu dedo em seus cabelos que formavam cachos negros e macios. Ele suspirou contra a minha orelha e um arrepio percorreu meu corpo.

_Em vez de almoço, pode ser um jantar? Eu ainda não falei com a minha tia ou a Nanã e estou muito cansada da viagem. _ ele pegou a mecha do meu cabelo que era rosa e brincou com ela, foi a única mecha que deixei da minha fase rebelde do ano passado, Peter me encheu tanto dizendo que eu parecia uma garota de desenho animado que voltei meus cabelos a cor normal.

_Eu te pego as seis?

_Sim as seis é perfeito.

Saímos da casa e voltamos em direção ao pátio da piscina e entrada de empregados da tia Ann, durante todo o caminho ficamos em silêncio, porém, de mãos dadas. Ele se despediu de mim com um beijo rápido na bochecha e enquanto ele ia embora eu fiquei observando seu corpo de costas, a calça jeans estava justa em seu corpo e mostrava ainda mais seu corpo definido com ajuda da camiseta preta que ele usava.

Fique tão concentrada analisando a perfeição do seu andar que não notei que a minha tia se aproximou até ela tocar meu ombro.

_Ele se tornou um jovem lindo e adorável._ fiquei vermelha por ter sido flagrada que nem consegui responder ao comentário dela _ Venha querida o almoço que Nanã fez já vai ser servido.

O almoço estava ótimo como sempre, a velha Nanã recebeu diversos elogios de todos e após um tempo jogando conversa fora e descobrindo mais novidades me senti tão cansada que resolvi ir para meu quarto e dormir um pouco, meu quarto tinha uma varando linda e a vista dava para a piscina normal e mais adiante a casa abandonada.

Deitei-me na cama king Size, programei o celular para despertar e aos poucos o sono tomou conta de mim profundamente.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e voltem para o próximo capítulo,afinal, essa história está apenas começando.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...