História Mais que amigos - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Namoro, Original, Romance, Teens, Tom, Young Adult
Visualizações 1
Palavras 919
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E aí estão gostando?
Eu realmente espero que sim e mais uma vez obrigada por continuar aqui me acompanhando.

Capítulo 3 - Peter


Fanfic / Fanfiction Mais que amigos - Capítulo 3 - Peter

Capitulo 3.

Peter

O sono fugia de mim, olhei no relógio 02:45 A.M, eu precisava descansar o mais rápido possível só que o cheiro dela envolvia todo o meu quarto, o perfume que ela usava se agarrou a minha camisa, o cheiro doce era sexy e me deixava com água na boca, como eu queria beijar aqueles lábios rosados, eu poderia ter tido o que tanto desejava sem muito esforço.

Eu sonhava com ela desde os meus 14 anos, sempre a achei linda, um anjo, tão encantadora, delicada e pura, uma menina que aos poucos roubou o meu coração e eu nem percebi quando isso aconteceu.

Peguei minha camisa e inspirei o seu perfume pela milionésima vez _Emily_ seu nome escapou dos meus lábios em um rugido de desejo.

Minha mãe trabalhava no turno da noite no hospital local como radiologista, eu sempre fiquei sozinho desde muito novo, meu pai abandonou a família quando eu tinha 7 anos, não que fizesse muita diferença, na verdade foi um alivio quando ele resolveu ir embora, ele costumava me bater e bebia muito, se não fosse pelo meu irmão me proteger talvez ele tivesse me matado.

Quando ele foi embora minha mãe resolveu se mudar de Nova Jersey para Midlewood, recomeçamos de novo, “uma nova vida” ela dizia. Mesmo com seu discurso de seremos uma família melhor uma pessoa com duas crianças e cuidando sozinha de uma casa precisava trabalhar o máximo que conseguia, não eram poucos os feriados em que ela passava no hospital.

Uma vez que você sofre uma infância igual a que tive se torna normal desconfiar de todos, se isolar até arrumar algumas brigas, meu temperamento impulsivo era reflexo dos anos de maus tratos com meu pai e isso me garantiu diversas enrascadas.

Aquela garota foi à única que se aproximou no meu pior momento, e sem saber me ajudou a lidar com toda a merda da minha vida.

A ultima briga que eu tive foi aos 15 anos quando um dos caras mais velhos da escola pediu o telefone da Emily pra mim, eu estava voltando da casa da sua tia onde nos despedimos e desci no ponto de ônibus em frente ao pequeno prédio de apartamentos de dois dormitórios quando o cara agarrou meu braço.

_Hey você era o cara com uma loirinha no Sally’s? Eu nunca a vi por aqui.

_Ela não mora aqui_ Respondi com a voz seca me livrando do aperto do cara no meu braço.

_Cara eu preciso do telefone dela, ela é muito gata e como é nova no pedaço deve ser apreciada.

Ele deu uma piscadela pra mim e eu senti o cheiro de cerveja barata e cigarro saindo junto com a sua respiração, ao pensar que ele poderia chegar perto da minha Emily daquele jeito eu me descontrolei e dei um murro nele que acertou em cheio o seu queixo, ele revidou e quando dei por mim a briga foi parar no asfalto e eu acabei cortando as costas em um caco de vidro da garrafa de cerveja que o cara derrubou no chão. Ainda assim dei uma boa surra nele e o resultado pra mim foi 10 pontos onde me cortei, um olho roxo e muitas horas de castigo.

Considero que valeu a pena tudo isso que passei por que assim que as fofocas da briga se espalharam nenhum cara ousou olhar pra Emily e como ela não era daqui nunca ficou sabendo do ocorrido e nunca notou a cicatriz que carrego com orgulho.

Eu sofri em silêncio até o ultimo natal, sempre a observando indo e vindo ao meu encontro sem nunca perceber o que eu sentia sempre apenas seu melhor amigo.

Eu estava em paz com esse plano de seguir a minha vida, havia me preparado emocionalmente pra a chegada dela só que tudo caiu por terra em apenas algumas horas. Eu cruzei todos os limites que estabeleci com cuidado e quando senti o calor de seu corpo contra o meu quase mandei tudo a merda, por sorte consegui me segurar no ultimo segundo. Infelizmente pra ela sempre serei aquele garotinho que costumava brincar com ela todos os dias.

Eu sei que no momento em que eu cruzar a linha que existe na nossa história e deixar claro como eu realmente me sinto eu perderei tudo. Eu a queria tanto que aceitaria de bom grado o que ela estava disposta a me dar: sua amizade.

Só que ontem foi diferente pra ela também, não sei explicar como isso aconteceu e se é possível que ela tenha realmente sentido ciúmes de mim, se no momento em que me aproximei da boca dela ela desejava a minha se os suspiros não foram apenas peças da minha imaginação.

Talvez por esse motivo eu voltei sem que ela percebesse e a segui até a piscina onde a vi tirar cada peça de roupa e se lançar na água cristalina, eu a observei até perder a noção do tempo, admirei o contorno de seu corpo a luz do luar a tranquilidade que ela passava até que seu telefone tocou, eu corri para as sombras e esperei ela sair. De longe a vi acender a luz do quarto e fiquei sentado enquanto conversamos até ela finalmente apagar a luz e dormir.

É isso, finalmente fiquei louco, eu estou loucamente apaixonado pela Emily Roberts.

Esse pensamento rodou minha cabeça até o cansaço me derrotar e mesmo em sonhos via nitidamente as imagens dela, do seu sorriso, da piscina, meu anjo apenas um anjo.


Notas Finais


E agora Peter? Como ele vai lidar com a descoberta dos seus sentimentos pela sua melhor amiga...
A vida tranquila que ele queria foi embora e o furacão ainda nem chegou na cidade (posso dizer que já está quase chegando e ela vai por tudo abaixo).


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