História Mais que amigos ✿ Sabriel AU - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Ellen Harvelle, Gabriel, Jo Harvelle, John Winchester, Kevin Tran, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Tags Depressão, Destiel, Drama, Romance, Sabriel, Supernatural, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 41
Palavras 1.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Sétimo


— Eu não fiz nada com ele. — Levantou as mãos em rendição seguindo para a cozinha.

— Então me explica; por que merdas o garoto saiu assim? — O segui.

— Sammy, eu não fiz nada. Ele que é meio descontrolado. Agora me diz; você e o baixinho? Rolou? — Revirei os olhos diante da pergunta.

— Você e a fera? Rolou? — Comecei a fazer um sanduíche.

— Vá se ferrar bicth! — tirou da geladeira uma garrafa de cerveja.

— Jerk! — revirei os olhos e pesquei na geladeira o suco. — Você não devia estar bebendo tão cedo. — Me sentei à mesa e comecei a comer.

— Por favor, Sammy! Eu não sou mais criança.

— Mas age como uma.

[...]

— Podemos nos ver mais tarde?

— Não acho uma boa ideia Sam!

— Por favor. Precisamos conversar. Eu juro vai ser rápido.

— Tudo bem! Às cinco lá na pracinha.

— Até.

Não esperei resposta, apenas encerrei a ligação. Gabriel se afastou de mim depois daquela noite. Poxa, já fazia duas semanas que eu não o via, não falava com ele e que ele não ia à escola. Eu estava acima de tudo preocupado. Poderia ser algo grave. E algo grave seria Dick e sua corja nojenta.

Agora era exatamente, quatro e meia da tarde de um sábado agradável. E eu estava só em casa. Dean estava para a oficina. Para não me atrasar resolvi tomar um banho. Me despi e fui para o banheiro. Já dentro do box, liguei a ducha e ajustei a temperatura da água. Envolvi-me com a água que caia em jatos relaxantes sobre minha pele. Molhei meu cabelo, tirando o excesso de água, passei o shampoo e comecei a massagear o couro cabeludo.

Para Gabriel ter se afastado, deve haver algum motivo. Imaginou eu, que não seja a perda da sua virgindade. Até por que ele mesmo a citou. Eu tentarei descobrir que motivo é esse. Na verdade, esse nem era o motivo deu eu ter marcado o encontro, eu apenas não conseguia parar de pensar no baixinho. Parecia loucura mas eu estava começando a me apaixonar por ele. Era loucura. Eu não podia trazer Gabe para toda essa merda. Eu o gostava de mais para isso. Mas também não conseguia me afastar. Em todos esses dias não houve um momento sequer que ele não estava em meus pensamentos. Ele habitou até mesmo meus sonhos que geralmente eram pesadelos.

Percebi que tinha ficado imerso em pensamentos quando uma brisa gélida passou por meu corpo, me trazendo de volta a realidade. Rapidamente enxaguei meus cabelos. Peguei a bucha despejando nela o sabonete, espalhando por meu corpo em seguida. Terminei meu banho e desliguei o chuveiro, saindo do box enrolei-me numa toalha e fui para meu quarto.

Assim que adentrei o local meu coração acelerou. Me deparei com uma figura frente à minha janela. Só se passava em minha cabeça, ser algum capanga do Dick. E se realmente fosse, eu estado perdido já que a arma estava na gaveta do criado mudo.

Me aproximei silenciosamente, me preparando para uma possível luta corporal. Quando já estava próximo o bastante o indivíduo se vira. Meu rosto se suaviza mas as batidas do meu coração apenas aumentam. Gabriel está em minha frente, seu rosto está sereno mas há um curativo um pouco acima do seu supercílio e um corte demasiadamente profundo em seu lábio inferior. Seus olhos estão vagando por meu peitoral desnudo, subindo vagarosamente até parar em meus olhos.

— Desculpe se te assustei. — Ele diz mexendo as mãos nervosamente.

— Como entrou aqui?

— A porta estava aberta.

Apenas assenti, fazendo uma nota mental de sempre verificar a porta.

— Não íamos nos encontrar na praça às cinco?

— Exato, mas você não apareceu, então resolvi vim até aqui.

Só então olhei o relógio no criado e vi que eram cinco e quanta e oito.

— Desculpe. Perdi a hora no banho. Fico feliz que tenha vindo. Precisamos conversar. Só vou me trocar.

O menor assentiu e saiu do quarto. Me sequei rapidamente e me apressei em vestir uma calça de moletom e uma regata, calcei meu chinelo, peguei o celular e saí do quarto. Gabe estava encostado ao lado da porta.

— Vem, vou fazer um café para gente.

Descemos as escadas em silêncio. Já na cozinha preparei a cafeteira me sentei à mesa, pedindo que o outro fizesse o mesmo. Depois de instantes em silêncio, resolvi me pronunciar:

— Antes de tudo, você tem todo o direito de não me falar nada, afinal, você não me deve satisfações. — fiz uma pausa e continuei. — Por que você sumiu? Eu fiz algo errado?

— Não Sam, você não fez nada errado. Nesse tempo eu não estava aqui. Naquele mesmo dia, eu tive que viajar às pressas para a casa do papai...

O apito da cafeteira interrompeu a fala de Gabe. Me levantei e nos servi. Busquei o pote de bolachas. Apontei para o pote mas Gabe apenas balançou a cabeça em negação. Tirou um gole do café. Repeti o ato.

— Como eu ia dizendo, quando voltei, a dois dias, eu saí de casa a noite com a intenção de lhe visitar mas no caminho dois caras me cercaram e me humilharam com palavras baixas. Eles disseram que devia te dar um recado.

— Que recado? — O interrompi.

— “Se preparem Winchester’s eu estou de volta, só que agora com tudo.” Sam eu me apavorei e resolvi ficar longe. Eu não sei no que você está metido mas não quero isso para mim. — ele já chorava baixinho. — Eu fiquei com medo, ainda estou. Se eu não soubesse o que sei eles teriam me espancado.

E com essas palavras o garoto desabou em lágrimas. Sam se levantou e o abraçou de lado. Acariciando levemente seus braços, depositando um beijo suave na cabeça do menor.

— Shh... Não chora. Vai ficar tudo bem.

O confortou, enquanto pegava o celular no bolso, e ligava para Dean. No segundo toque o outro atendeu.

— Venha para casa rápido. Precisamos conversar. É sobre Dick.

Mais nenhuma palavra foi trocada. E a ligação encerrada. Sam largou o aparelho na mesa e continuou a confortar Gabriel que ainda soluçava baixo.



Notas Finais


Espero que tenham gostado!
All the love, goiabas.
❤😍😘


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