História Mais que inimigos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Harry Potter, Nalu, Romance, Visco
Exibições 106
Palavras 1.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura.

Capítulo 2 - Situação embaraçosa


Fanfic / Fanfiction Mais que inimigos - Capítulo 2 - Situação embaraçosa

Capitulo 2 – Situação Embaraçosa

” Se você pudesse ver que eu sou a única que te entende,

que esteve aqui por todo esse tempo.

Então, por que não pode ver? Você pertence a mim”

You Belong With Me- Taylor Swift

Claro que eu sempre tive vontade de beijar alguém, principalmente depois dos filmes românticos dos trouxas que a Mira e as garotas me forçaram a assistir. Como eu só tinha beijado uma vez na minha vida , o que eu considero um beijo de verdade é qualquer um que tenha a língua de outra pessoa na minha boca.

Eu até mesmo estava me conformando em nunca mais beijar quando, bum!, tem uma língua se enroscando na minha.

Entrei em pânico na hora, arregalando os olhos e tentando empurrar Natsu para longe, porém, no momento em que senti seus braços – “Caramba, que braços” – ao redor da minha cintura,  me prendendo contra ele, eu fraquejei.

Resolvi seguir o que ele estava fazendo, fechando os olhos e subindo minhas mãos timidamente pela sua nuca e embrenhando meus dedos no seu cabelo, que como eu imaginava era completamente macio.

Meu coração batia muito rápido e eu tinha a impressão de que eu poderia cair desmaiada a qualquer minuto, meus pensamentos estavam embaralhados e confusos em uma mistura de “Como isso foi acontecer?” e “Eu estou beijando a droga do meu rival, porque tem que ser tão bom?”

Quando enfim eu decidi não pensar mais, e me concentrar em como todo meu corpo se arrepiava quando Natsu mordiscava meu lábio inferior, como meu corpo se encaixava perfeitamente no dele, como nunca havia se colado no de alguém.

E o principal eu sentia o meu próprio coração descontrolado batendo junto com o dele.

Nós afastamos por cerca de centímetros. Ambos puxando o ar pelos lábios de forma um pouco desesperada, enquanto eu sentia o frio tomar o meu corpo pelo motivo do mesmo estar se afastando.

Eu não sabia o que fazer, então eu fiz o que qualquer pessoa normal faria, eu fugi. Corri pela porta antes que ele pudesse fazer algo.

Segui pela ala leste, dobrei algumas esquinas, e fui rapidamente em direção ao salão comunal seguindo direto para o meu quarto. Entrei e me joguei na cama de barriga para baixo, afundando meu rosto no meu travesseiro, tentando morrer sufocada para não começar a pensar no garoto de cabelos rosados.  Porém não consegui, logo meus pensamentos voaram direto para ele novamente.

Foi somente voltar a lembrar dele para o meu coração acelerar e meu estomago ficar esquisito de novo.

Merda. Merda, merda, merda, merda.

Eu tinha beijado ele. Beijado Natsu. Ah, merda.

Tive que respirar para ter certeza que eu não vomitaria meu coração. Me virei de barriga para cima, encarando o teto abanando o rosto para ver se o rubor diminuía.

O pior não era nem o fato de tê-lo beijado, o pior eram todos aqueles arrepios, toda aquela sensação de borboletas no estomago e ter que me conter por achar livremente que, porra, aquilo era bom.

Puxei um cobertor até o queixo, ocultando meu corpo. Maldito Natsu Dragneel! Não podia acreditar que ele estava fazendo eu me preocupar por essa merda estúpida, sem sentido e pouco profunda.

Fechei meus olhos. Eu não pensaria nisso pela manhã. Eu não pensaria nesse beijo nunca mais.

-.-.-.-.-

Suspirei enquanto andava pelos corredores da escola. Eu tinha acabado de sair de uma aula de Defesa contra as artes das trevas, e eu tinha completa certeza que eu estava fudida nessa prova. Andei lentamente até a sala comunal, passei pelo lugar em que havia ocorrido o beijo.  Olhei por um momento, mas segui direto, murmurando, desanimada, a senha para entrar no dormitório.

Duas semanas tinham passado desde havia beijado Natsu. Eu pensei que nada mudaria, afinal, tinha sido apenas por causa do visco.

Mas, assim que vi o maior no dia seguinte ao que nós tínhamos compartilhado, eu havia corado até a raiz dos cabelos,  virando o rosto quando o rosado fora falar comigo. E desde então eu ficava fugindo do Dragneel. Ou o ignorando como nas rondas.

Por que o outro não me deixava em paz como antes? Quero dizer, por que não gritava que eu era uma idiota na frente de todo mundo? Aí eu simplesmente podia retrucar cinicamente e rebater algo tão infantil quanto o comentário anterior. Era assim desde sempre, um implicando com o outro.

Eu pensei que não iria me importar com nada disso, mas quando eu me vi cara-a-cara com Natsu, meu coração doeu, eu temi o que ele iria falar, não queria ouvir alguma piadinha dele  sobre o que tinha acontecido. Então virei o rosto e fugi, mesmo sendo contra a minha personalidade.

Suspirei e me joguei na cama, querendo pelo menos por umas horas, esquecer da confusão em que me encontrava.

-.-.-.-.-.-.-

No dia seguinte eu acordei tarde, mas não me importei, afinal era final de semana e a maioria dos alunos estava em Hogsmeade.  Suspirei baixo ao me lembrar que poderia usar roupas normais, era cansativo ficar com aquele uniforme o tempo todo. Eu andava distraidamente até o Salão Comunal, iria usar do meu tempo livre para continuar escrevendo meu romance,  a calmaria tomava conta dos corredores da escola.

Finalmente vou ter tempo para relaxar” – pensei, um sorriso brincando em meus lábios.

-Hey – chamei, vendo Mirajane sussurrar algo para a ruiva ao seu lado, ao me virem arregalaram os olhos, a aluna da sonserina tinha um visco em mãos – Não deixe essa porcaria em qualquer lugar – terminei irritada. Ambas arfaram.

-V-Você... – Erza começou envergonhada

– Como? – indagou Mirajane a vergonha sendo rapidamente substituída pela curiosidade.

-Eu estava fazendo ronda e achei, sabe como foi irritante ficar presa por causa disso com o Natsu? – indaguei – As vezes acho que isso tem algum efeito colateral pois o Natsu não me deixa em paz! – exclamo, vendo uma expressão maliciosa surgir no rosto das duas.“Não sei porque sou amiga, dessas pestes” – pensei, revirando os olhos.

-Efeito colateral? – perguntou Mirajane, sem entender.

-Sim – observo as duas se entreolharem – Porque?

-Bem, porque que eu saiba, isso não da nenhum efeito colateral. E o visco... – Mirajane começa, me olhando divertida.

-O que? – indago, ficando irritada com toda aquela demora.

-Ele só funciona por algumas horas– Erza me olha, um sorriso moldando seus lábios.

-E-Eu... – sinto meu rosto corar, quero me estapear por gaguejar, assim até parece que fiz algo suspeito – Serio?

-Sim – murmura a ruiva dando de ombros, despreocupada – A propósito Lucy, você ficou presa com o Natsu, certo?

-Não é da sua conta.

-Você fez ser da nossa conta – Mira comentou risonha – Vocês se beijaram? –sinto meu rosto ruborizar, e as garotas a minha frente pularem de alegria - Você gosta dele?

-A propósito para que vocês querem isso? – apontei para o visco, agora na mão da aluna da grifinória, mudando rapidamente de assunto.

-Eu quero me declarar para o Jellal, só que tenho medo de ser rejeitada, assim pelo menos ele vai me escutar – Erza falou mordendo os lábios,  seus olhos tinham um brilho apaixonado que me por incrível que parecia eu entedia.

-Se fosse você, não faria isso – disse uma voz rouca atrás de mim que me arrepiou dos pés a cabeça – Não precisa disso, Jellal já está caidinho por você desde que viu você nós nossos treinos – Natsu riu baixo e eu tentei sair de fininho, mas minha tentativa foi frustrada pelo maior ter segurado meu pulso, ainda olhando para Erza.

-Serio? – o olhar da mesma brilhava em esperança.

-Ele está no salão principal – assim que a mesma o escutou, saiu em disparada.

Mirajane bufou e se afastou, sorrindo maliciosamente para nós, enquanto passava ao nosso lado.

-Me solta, Natsu – murmurei irritada.

-Nós precisamos conversar.

-Não precisamos não – senti o meu rubor se intensificar – Aquilo foi só um beijo, e ele nem foi nada demais.

Senti ele me virar bruscamente e fixar seus olhos ônix em mim de uma forma incrivelmente quente – Nada demais? – ele me olha incrédulo – Nada demais foi o seu beijo!

Senti o meu rosto esquentar mais ainda se isso fosse possível,  a raiva estava aos poucos entrando em toda parte do meu ser, quem ele, aquele cabeça de fósforo pensava que era para reclamar do meu beijo.

-Eu poderia muito bem te dar um beijo com tudo que eu sei, apenas não quis, para você não se apaixonar por mim.

Natsu ergueu uma sobrancelha para mim, enquanto sorria zombeteiro.

-Ah, é? – indagou, aumentando ainda mais o sorriso.

Não”

-Com toda certeza.

-Então me mostre – ele disse, se aproximando mais ainda de mim.

Arregalei os olhos, surpresa, sentindo meu rosto queimar – O-O q-que?

-Quero ver se você é tão boa assim Luce, porque, sinceramente não vi nada demais.

Rangi os dentes, muito tentada a ir lá e provar que eu sabia beijar, porem havia dois problemas me impedindo: o primeiro havia o risco de eu me sentir estranha de novo (“Eu não posso gostar dele, sabe, G-O-S-T-A-R dele”) e o segundo eu só beijei duas bocas na minha triste vida.

Sem contar nas minhas mãos suando, bochechas coradas e sentimentos estranhos? Eu parecia uma daquelas idiotas apaixonadas por ele, e isso com toda certeza não deveria acontecer.

Tirando a parte da minha inexperiência, deveria ser muito fácil beijar Natsu, não é? E se eu fosse sentir algo não deveria ser repulsa? A minha certeza era de que não era borboletas no estomago,  vergonha,  ansiedade e como Levy(“Aluna da corvinal e minha melhor amiga”) me explicou eram diversos sintomas de Amor dos Filmes e Livros tanto do mundo trouxa como bruxo.

Fiquei realmente confusa, voltando a mordiscar o meu lábio, olhando para Natsu com uma cara de idiota.

-E então, Luce? – senti um arrepio percorrer o meu corpo – Vai me mostrar seu beijo incrível ou vai ficar aí me olhando? – engoli em seco.

Eu sabia todo o conhecimento do “como posso saber se gosto de alguém?” depois da minha conversa com a Levy, e principalmente depois daquela maratona de filme amor.vs.ódio. Eu tinha tudo para descobrir se minha situação era realmente essa, como Levy fez questão de jogar na minha cara (“Eu sabia. Eu sempre soube”).

E por mais incrível que fosse, eu acho que já sabia a resposta,  eu estava completamente apaixonada por Natsu Dragneel. 


Notas Finais


Até o próximo, capitulo pessoinhas.


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