História Mais um clichê de melhores amigos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Romance, Yaoi, Yoomin
Exibições 19
Palavras 1.603
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Slash
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então, né?

POR QUE A DESGRAÇADA DA INSPIRAÇÃO NUNCA CHEGA PRAS FICS CERTAS?!

Dito isso, bem vindo ser aleatório da internet! Boa leitura para você
.
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Capítulo 1 - Capítulo único


  “Por favor hyung, essa será a única vez, eu prometo, juro por tudo o que me mais é sagrado, esse será o único beijo, eu nem apareço mais na sua frente se assim você quiser e se aparecer por acaso, nem precisa notar a minha existência, eu também prometo que não vou insistir. Eu só preciso disso, por favor.”

 “Tudo bem, mas será só um selinho!”

 “Sem problema.”

 “Me arranje alguma bebida, sim?”

 Assenti e peguei a primeira forte bebida que achei atrás do balcão. Há muito tempo eu me apaixonei por ele, nem sei como isso aconteceu, mas ver seus movimentos, sentir seu cheiro, ouvir sua voz, fazer qualquer coisa ao seu lado, conversar com ele, ou simplesmente ver seu sorriso, tudo me deixava tão feliz.

 Em pouco tempo eu percebi que queria apenas me transformar naquilo que o prendia, no que o fazia feliz o bastante para querer retornar, queria que ele pensasse em mim, vi que tudo nele me deixa louco, o rosto, o jeito, os gostos, os pelos, a pele, o respirar. Quando me vi tão fanático me martirizei por ter me tornado um louco apaixonado, o apaixonado que sempre condenei.

 Quando me vi escrevendo romances bobos para dar vazão às minhas ilusões de bobo apaixonado, vi que nem uma delas me satisfazia tanto quando ver o real sorriso dele, nem uma chegava aos pés de sua felicidade, nada chegava aos pés do transbordar que ele era ao ser adicionado à mim, os momentos ao seu lado eram sempre mágicos, sempre os melhores, sempre me fazendo mais feliz que todas as ilusões e sonhos que eu poderia vir a ter.

 E então me vi sedento por um contato maior, queria que ele chegasse mais perto, ele nunca foi aquele tipo de amigo mais afetivo, então foram poucas as vezes em que pude o abraçar, nessas vezes eu ainda nem tinha noção de meus sentimentos, então não aproveitava seu calor, a memória foi apagada e eu queria poder ter aqueles abraços de novo, seria o que me faltava para sorrir pelo resto do ano. Nos abraçamos quando ele chorava por ter perdido sua namorada.  

 Ela morreu em um acidente de carro, eles tinham brigado antes por ela ter o traído, mas ele realmente era perdidamente apaixonado por ela, eu também gostava dela, ela fazia ele sorrir, embora não realmente quisesse estar ao lado dele, embora estivesse ali por obrigação de pais que já planejavam seu casamento só por ele ter mais dinheiro, ela se esforçava para que desse certo, para que o cara que eu gosto fosse sempre sorridente, graças à ela pude descobrir como é o sorriso e a cara de um Yoongi apaixonado, lindo.

 Ele chorou muito, se perguntava porque ela foi embora, enquanto o consolava eu pude o escutar espernear muitas vezes “Eu nem pude te dizer adeus!” em frente ao pequeno altar que fez para ela em sua casa. Eu era o único que podia entrar e sair de sua casa por 6 longos meses, tinha medo de Yoongi se afundar numa depressão, eu só não posso dizer que fiquei completamente devastado, afinal, naquela melancolia, eu era o único que lhe inspirava confiança e ninguém, mesmo de sua família, podia se aproximar dele, naquele tempo eu me permiti sentir uma pouco de felicidade por um fato quase banal, já que éramos melhores amigos e era comum essa confiança.

 No sétimo mês ele já estava bem, mas me vomitava todo o seu sentimento ruim, que havia lhe sobrado, todas as manhãs, quando conversávamos, antes de cada um ir ao seu devido trabalho, na maioria das vezes sobre a vida. Yoongi filosofou bastante naquele tempo, mas no dia em que decidiu pôr pra fora tudo, exatamente tudo o que se lembrava, de seus amores e frustrações, eu tive que jogar minha última carta.

 Yoongi não é e nunca foi lerdo demais ou idiota, ele pode ter sido muito babaca alguma fase de sua vida, talvez seja um pouco agora, mas ele sempre percebe as coisas, as vezes rápido demais. Eu sabia que ele já desconfiava de meus sentimentos, quando ele falou, numa manhã como outra qualquer, “Amar é incompreensível.”, bastou minha resposta ser “Se compreendêssemos, eu saberia uma forma de me livrar desse fardo que dói quando não posso ver um sorriso em quem me transborda a felicidade mesmo que eu me olhe e me sinta completo.”, para que ele se calasse, me olhasse com sua típica cara sem expressão e apagasse seu cigarro. Anunciou que pararia de fumar e foi embora para seus compromissos.

 Eu arranjei um trabalho numa festa, sendo bartender, eu já tenho experiência com esse tipo de coisa, só nunca fiz um curso para me tornar um barman porque meu tempo é muito ocupado com outros compromisso e trabalhos que me ajudam a manter a faculdade que meus pais se recusam a pagar, a faculdade de artes cênicas, um sonho de infância, que não tive apoio por meus pais julgarem inútil.

 Não estava ali para julgar meus pais, nem para os confrontar do porquê de acharem tão inútil minha escolha de carreira. Adulto e me virando, ali estava eu. Yoongi apareceu naquela festa, havia dois meses que não nos víamos, sabia que ele estava pensando sobre mim e meus sentimentos, ou então estivesse apenas se drogando pelos cantos, isso não me deixava feliz, mas não sou ninguém para o impedir de algo.

 Senti falta dele, ao pôr meus olhos naquele ser, nem tinha como não voltar a sentir as benditas, lindas e maravilhosas “borboletas” acariciando-me a barriga e me fazendo sorrir e me entupindo de felicidade o vendo brilhando aos meus olhos ao entrar em meu campo de visão. Pena que é hétero.

 “E então, o que vai querer?”

 Perguntei quando me aproximei, fiquei o encarando, estamos um ao lado do outro há muito tempo, desde os nove anos, nem precisamos comunicar quando deve haver uma conversa e entendemos as perguntas que nos fazemos, é óbvio que nessa situação não seria diferente.  

 “Jimin, desembucha, o que você quer?”

 “Um beijo.”

 Não havia espaço para vergonha ou hesitação, em dois meses eu pensei comigo mesmo e soube que Yoongi era, é e sempre será incompleto e sedento por uma alma ao seu lado, porque eu sempre estive aqui para passar a mão em sua cabeça por longos 17 anos, eu já soube muitas vezes o que é estar sozinho e ter que saber lidar comigo mesmo e com a solidão, ou melhor, a “apenas a minha própria presença”, mas enquanto eu estava aqui, curtindo o tédio que eu posso ser como ser humano, ele estava sendo cercado a todo momento, e quando deveria estar sozinho eram os únicos momentos que eu tinha ao seu lado, e lá estava eu.

 Para deixar Yoongi voar, eu precisava sentir que minha missão auto imposta com ele estava completa. Para me provar que os doces momentos de amor e transbordar de felicidade poderiam ser fechados com tamanha maestria, que nem Alzheimer pudesse apagar as marcas de uma época que, sim, teve uma chave de ouro para seu fim, eu tinha que realizar o que ansiava e pensava ser um símbolo de romance.

 Muitos ditam o beijo de forma romantizada, como se fosse a maior forma de amor, como se fosse a mais forte ligação de um casal, como se realmente desse para se sentir todos os sentimentos de outro alguém só pelo beijo, talvez quando ambas as partes são perdidamente apaixonadas, mas Yoongi estava um pouco, mas ainda assim, alterado, nunca me viu como nada além de um amigo, me ama mais como um irmão mais novo do que como um amante e nem estava tão afim desse tal beijo, meio forçado, que foi mais um grudar de lábios sem fundamento que só durou muito tempo porque Yoongi quis, talvez por estar esperando que sentisse o mesmo que eu, para que pudéssemos sair como um casal feliz e não me magoar.

 Me separei daquele beijo hilariante de tão ridículo, ri um pouco e o abracei, logo nos separando e segurando em seus ombros, nuncpa estive tão feliz por ser uns centímetros mais alto que Yoongi, isso fazia minha coluna ereta e minha pose fazerem sentido e eu parecia mais cheio de mim.

 “Yoongi, você me ama, né?”

 “Jimin . . .”

 “Embora eu te ame mais como um namorado, muito obrigado por retribuir em dobro na parte da amizade, hyung, você sabe que num casal se precisa ser amigo, companheiro, parceiro, essas porra toda, não sabe?”

 “Sim.”

 “Vem, eu te amo de pra me sentir triste por te ver seguir em frente tentando ser feliz e sorrir! Além de te ver tendo tanto cuidado comigo!”

 Eu o puxei pra pista de dança, já tinha acabado meu expediente, por isso a minha proposta não tardou muito e eu não pedi para Yoongi me esperar mais um pouco.

 “Ei, Jimin!”

 “Oi?”

 “Você não vai fazer a loucura de sumir que nem disse antes, né?”

 “Hyung, aprenda a andar!”

 Sorri pra ele. Min Yoongi, o homem que vou continuar amando pro resto da minha vida, que vai continuar retribuindo meu cuidado, do jeito dele, como um irmão mais velho. Eu não acredito nessa de que na vida só existe um grande amor, mesmo que sim, o meu não escapou pelos dedos como alguns podem pensar, ele apenas não é retribuído da forma que todos dizem ser o modelo a ser seguido.


Afinal, se não é que nem os outros romances,

não quer dizer que é errado,

tão pouco que é inadequado!

~*~

Min Yoongi, obrigado por me deixar te amar

Obrigado por me amar, do seu jeitinho.


Notas Finais


Eu não revisei, eu sei.
Eu estou me tremendo, eu sei.
Ninguém liga, ok.

Link sobre barman e bartender:

https://www.getninjas.com.br/guia/eventos/bartenders/qual-a-diferenca-entre-barman-e-bartender/


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