História The Last Time - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 7
Palavras 770
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Os capítulos sempre vão ser pequenos pelo simples fato de eu postar essa história em apenas dias entediantes e um tanto quanto sádicos.

-N

Capítulo 1 - Capítulo 1


Era tarde pois os raios do sol das 16:30 já batiam na janela de meu quarto, o céu estava azulado com as nuvens cobrindo sua beleza acalmante.
Cansada me sentei sobre o colchão jogado ao chão, olhei para os lados afim de notar minha aparência no espelho. De fato meus cabelos estavam insuportáveis e suados. Sujos.

- Porra- Sussurrei.

Entrelacei minhas mãos envolta dos joelhos afim de sentir a dor de meus seios sendo prensados pelo ar que respirava até criar coragem para pegar alguma roupa e ir tomar banho.
Ao abrir a porta de meu quarto dei de cara com meu gêmeo deitado no sofá com a cara presa no celular.

"Tão... Artificial."- Pensei falsamente.

- A vó já voltou?- Me pronunciei.

- Hm... Não, ela vai ficar até as onze.

A voz dele me causava tédio, não que eu já estivesse assim mas dava um puta desânimo.
Joguei as roupas envolta de minha toalha azul escuro sobre a tampa abaixada da privada depois de ter entrado no banheiro.
Puxei um cigarro e o acendi enquanto olhava meu reflexo sem pensar em nada, apenas me perdendo entre meus olhos cor-de-mel, me despi após ligar o chuveiro em temperatura quente- apesar do calor- para tomar meu banho e ir buscar meus irmãos.

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Minha mente permanecia na música que saia pelos fones na tentativa de me sentir feliz. Não que eu não seja porém eu sou muito confusa com essas coisas.
Cheguei a porta da escola aonde meus irmãos estudavam, me apoiei no alambrado e puxei um cigarro enquanto era julgada por algumas mães com seus filhos grudados na perna.
As pessoas olhavam horrorizadas para meu físico, tatuagens, cortes e chupões não eram bem vistos quando se tratava de uma pessoa de dezessete anos, sem contar os óculos escuros feitos para esconder o medo.
O sinal havia batido e cá estava eu esperando a autorização de adolescentes para seguir a merda do meu caminho sem sentindo algum.
Enquanto eles não vinham fiquei olhando para o Sol que se pronunciava avermelhado nas curvas do amarelado, talvez hoje não é um dia bom para o pôr-do-Sol que deixava a desejar daquele laranja misturado com o vermelho vívido.

- Vamos?- Pronunciou uma voz um tanto quanto grossa me tirando do transe.

Olhei para meu lado e vi meus irmãos, nunca consegui saber se o Gabriel estava triste ou não pois ele sempre tinha uma cara meio bosta, mesmo podendo usar os olhos azuis para seu favor. Enquanto ele ia na frente fiquei e esperei os gêmeos chegarem.
Assim que Júlia passou por mim minha mão automaticamente foi até seus cabelos castanhos enrolados e retribui seu riso quando ela se virou para trás.
Ela era a mais feliz dos quatro e sinceramente eu não sabia como ela conseguia, a desgraça já atingiu tanto a nossa família que meus desejos já me dominaram por completa virando em apenas vícios. Porém eu já vi a minha irmã mais destruída, bem no auge dos onze anos e eu me pergunto o por quê de ela estar vendo tudo com uma positividade incrível.

- Você está bem?- Perguntou Henrique com o rosto virado para o lado.

- Por que pergunta isso?

- Você está mais quieta que o normal.

- E isso importa para você? Acho que não.- Retruquei com ódio no tom de voz.

Com essa minha resposta ele virou os seus olhos azuis para os de mel de Júlia, que engoliu seco quando se viu na situação que estava. Eu não disse mais nada, apenas sentia a nicotina invadir meus pulmões causando um terrível câncer mais para frente.
Ao chegar em casa os três subiram a escada que ficava do lado de fora com os pés batendo no pesado aço causando uma incrível agônia, fui em direção a cozinha e peguei uma garrafa de água que estava dentro da geladeira, então a água desceu pela minha garganta hidratando as paredes vermelhas que estavam tão ressecadas a ponto de causar ardência depois que a água gelada não passava mais por lá.

- O que nós vamos jantar?- Perguntou Diego se sentando no sofá.

- E eu vou lá saber caralho.

- Nossa grossa.

- Eu vou dormir e foda-se vocês.

E assim fiz, cheguei ao quarto e tirei toda minha roupa permanecendo apenas com a blusa de Diego e uma calcinha. Me joguei no colchão e fiquei olhando o teto escuro que dava visão para o medonho céu negro cheio de esperanças até que meu tesão passasse sem me masturbar, o que não aconteceu, mas o importante é que logo adormeci para começar mais um maldito dia.



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