História Make It Count - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Amor, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Fifth Harmony, Holocausto, Lauren Jauregui, Make It Count, Nazismo, Romance, Segunda Guerra, Segunda Guerra Mundial
Visualizações 71
Palavras 4.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey Guys! Voltei!

Me desculpem por esse capítulo, no meu modo de concepção ele não ficou tão bom, mas sei lá, às vezes isso é coisa de escritor.

Então me deem suas opiniões.

Aqui está 4 mil palavras pra vocês, o capítulo mais longo que já postei.O próximo sai possivelmente mês que vem, e aguardem as surpresas para o próximo depois dele 😈.

Capítulo 16 - Deliveries


Fanfic / Fanfiction Make It Count - Capítulo 16 - Deliveries

Camila’s POV

Berlim . Alemanha.

Novembro de 1944

- Residência dos Jauregui.

Já estávamos no meio de novembro, o tempo de certa forma estava passando rápido, Lauren completaria sete meses daqui mais alguns dias.

O inverno rigoroso da Alemanha estava cada vez mais perto, as lareiras já eram necessárias, e lá fora agora as ruas começavam a ser dominadas pela neve suja que caia vez ou outra.

Posso imaginar o sofrimento de todos, não apenas de meu povo -judeus e poloneses- , com frio e a escassez de comida. Por mais que para alta sociedade não faltava à mesa. Me aperta o coração e me deixo dominar em tristeza e angústia. Não via a hora de tudo isso acabar.

Apesar disso, todos estamos bem, mas tenho percebido uma certa aflição nos olhos do senhor Jauregui. Não sei se é algo que eu devo me preocupar, mas sei que não devo me intrometer, sempre mantenho em mente o meu lugar.

-Camila...

Ouvi meu nome ser sussurrado.  Ainda pelo torpor do sono, considerei ilusão 

-Camila... - abri os olhos lento e relutantemente, focando a escuridão que se encontrava o quarto -Camz... - certo, agora eu realmente ouvi meu nome. Parecia ser Lauren me chamando.

Me virei para porta, de onde vinha a voz.

Esfreguei os olhos.

Lauren estava parada na soleira da porta entreaberta que expunha apenas sua cabeça para dentro do cômodo.

Franzi o cenho.

O que ela faz aqui?

-Aconteceu alguma coisa Laur? - disse com a voz rouca e falha.

-Eu preciso de você -sussurrou.

-Está bem... - concordei e me levantei -Deixe-me apenas lavar o rosto para despertar - ela concordou.

Sai do quarto a encontrando, olhei rapidamente para a porta fechada de Margret e a entreaberta do quarto ocupado por minha mãe e irmã -ela nunca ficava fechada- me certificando que ninguém nos pegasse.

Parei defronte a Lauren e lhe acariciei o rosto a vendo morder o lábio inferior.

-Você está bem? Teve pesadelo? Não consegue dormir? - questionei em tom preocupado. Ela apenas negou.

-Eu só... preciso de você - sussurrou novamente. Concordo.

Caminhei para banheiro nas pontas dos pés evitando fazer barulhos, não poderia acordar ninguém.

Lavei o rosto e escovei os dentes rapidamente.

Assim que saí encontrei Lauren me esperando, ela segurou minha mão e descemos as escadas silenciosamente em direção ao seu quarto.

Assim que adentrei seu quarto, ela fechou a porta a trancando, e caminhou para mim enquanto mordia o lábio inferior. Lauren estava estranha, ela nunca trancava a porta, até porque sabia que sairia mais tarde.

-Lauren… o que está acontecendo? - questionei calmamente, mas me corroía a curiosidade por dentro, alguma coisa dentro de mim estava em alerta.

-Eu já disse - sussurrou enquanto caminhava lentamente para mais perto. Seus olhos estavam predatórios, e eu não tinha pra onde correr, ou não queria.

-Sim, eu entendi que precisa de mim, mas precisa de mim exatamente para que? Quero que me diga. - intimidada e acuada, era assim que me sentia agora, ela estava me cercando, e eu estava perdida demais. 

Ela sorriu, um sorriso largo e mal intencionado.

-Eu - colocou suas mãos a minha cintura -Preciso - puxou meu corpo colando ao seu -De você - tomou a minha boca em um beijo furioso, meu reivindicando, sugando me tudo o que tinha direito.

Enquanto nos beijávamos ela ia me empurrando em direção a cama. Parei e a empurrei gentilmente pelos ombros.

-Lauren... - arfei em busca de ar -Não podem... - tomou-me a boca novamente cortando minha fala. Já nem lembrava mais o que dizia.

-Eu Pre.ci.so - disse urgente, com uma extrema necessidade -Estou tão sensível, e tão excitada… - dizia rouca e sensualmente entre lufadas de ar quente que atingia meu rosto enquanto ela acariciava seu nariz ao meu -Não consigo controlar, meu corpo está em chamas. Ele clama por você - pronto, esse foi meu fim. Sanidade? Já não existia mais.

Oh Deus! Ela estava com desejo sexual, sua libido deveria estar uma loucura.

Aquilo era uma extrema novidade para mim.

Mordo o lábio o inferior não me contendo comecei a rir levemente, abafando o som com a mão frente a boca. Era um momento completamente inoportuno, mas eu estava nervosa, e essa situação não deixava de ser um tanto inusitada, e quente, muito quente tenho que admitir.

Lauren não perdeu tempo em distribuir beijos em meu pescoço me causando arrepios.
-Amo sua risada... mesmo rindo de mim - em distração ela me empurrou para cama. Eu abafei um grito assustada assim que cai deitada no colchão.

Eu estava nervosa, claramente, mas mais que isso, eu estava curiosa em como seria, eu a tocaria, daria prazer a ela diretamente, profundamente. Confesso que não foram muitas as vezes que me toquei. Mas de todas as vezes foi pensando nela, quando não podia a ter para mim. Nas primeiras vezes sentia que estava fazendo algo errado, uma ideologia que foi passado a mim de que se tocar era pecado, ainda mais pensando em alguém que não a possui oficialmente, mas já estava me relacionando com uma mulher, o que não deixa de ser considerado pecado, eu a amo e a desejo, ela me tem assim como eu a ela, essa sensação de pecado foi diminuindo até não mais existir, eu me dava prazer pensando nela, era como ela me dando prazer, era apenas minha vontade de tê la e não poder aflorada.
Deixei o medo e nervosismo momentaneamente de lado, ela precisava e merecia o meu melhor.

Me esforçaria para que fosse tão prazeroso quanto ela fez ser para mim. 

Porque não ousar? 

Buscar mais confiança internamente.

Momentaneamente ser outra pessoa, de certa forma.

Estou completamente disposta dar prazer a ela.

Nesse momento crítico de sua excitação, lhe dar o que tanto quer, a esgotar, a satisfazer. Nem que pra isso eu tenha que agir mais ativamente.

Aquela noite queria deixar claro a minha vontade de seu corpo, de seus lábios, vontade dela.
Me ajoelhei no meio da cama.

Ousar, Camila.

-Vem - ordeinei apontando para o colchão.

Ela veio engatinhando na cama e se deitou a minha frente. Passei minha outra perna pelo seu quadril e sentei em suas coxas.

-Tirei a camisola Lauren - me apoiei nos joelhos a auxiliando até que ficasse completamente nua para mim. Olhei pra sua intimidade, estava molhada assim com um pouco das suas coxas. Mordo o lábio inferior.

-Nem sequer fizemos nada amor… e você já está assim - passei o dedo indicador por sua fenda molhando-o com sua excitação. Ela gemeu um tanto alto e logo mordendo o lábio inferior em contenção 

-Tente conter seus gemidos - ela assentiu ainda com o lábio entre os dentes.
Tirei a minha camisola devagar. Lauren colocou suas mãos em minha cintura a apertando enquanto jogava a camisola no chão. Os olhos dela brilhavam analisando meu corpo nu em cima de si, ela soltou o lábio entre uma lufada de ar.

-Eu te quero tanto - sorri ladina, joguei meus cabelos para o lado, minhas mãos se apoiaram na cama, uma de cada lado do seu tronco, enquanto eu descia, tocando meu corpo ao seu a medida que era permitido por seu ventre, suas mãos apertaram forte meu quadril.

-Eu vou aliviar toda a sua libido amor... - disse em tom rouco e completamente sensual. Nesse momento eu não mais me prendia, deixei sair dos meu lábios o que quisesse sair -Eu vou fazer você gozar gostosamente, de novo e de novo e de novo... - suas mãos tornaram a me apertar, meu rosto estava tão próximo do seu que eu podia sentir ela respirar -Até que você esteja completamente saciada - ela gemeu.

Rocei meu corpo ao seu até estar deita ao seu lado apoiada em meu braço. Lhe segurei a face e beijei-lhe os lábios sensualmente, fazendo-a suspirar entre o beijo. Desci meus beijos por ouvido mordendo e sugando seu lóbulo, a ouvindo arfar, em seguida seu maxilar, jugular e pescoço onde fiquei por um tempo.

Toquei a pele quente e aveludada da parte interna de sua coxa, sentindo suas pernas se afastarem ainda mais.

Tomei-lhe um dos seios, me desgastando com aquele parte exótica e suave de seu corpo.

Deslizei meus dedos, um tanto temerosa, pela sua intimidade molhando-os com sua excitação. A ouvir gemer baixo prazerosamente, me fazendo ronronar em prazer sentindo minha área sensível se contrair já molhada.

-Não tenha medo de me tocar amor - arfei com seu tom rouco e sexual, seus olhos claros fixos aos meus, me seduzindo, me excitando ainda mais. Mordi o lábio inferior e assenti fracamente.
Circulei seu clitóris, medindo a força, espelhando sua lubrificação ali. Lauren fechou os olhos e se curvou na cama, forçando a cabeça no travesseiro e quando gemia abafado entre dentes.
Eu me sentia delirar com aquela visão. 

Me sentia bem estando no domínio, vendo claramente como posso dar prazer a ela.
Levando em consideração como ela me tocava e como eu passei a me tocar, aumentei a velocidade descendo os dedos vez ou outra pra lubrificar sua pequena pérola de prazer. As pernas dela começaram a tremer, seus gemidos abafados estavam constantes, uma de suas mãos arranhava minhas costas enquanto a outra apertava um dos lados de minha bunda. Me sentia escorrer enquanto deixava meus baixos gemido escaparem.

Olhei para ela assim que meu dedo médio tocou sua entrada com a intenção de à invadir.
Ela mordeu o lábio inferior e assentiu.

Engoli em seco.

-Tem certeza que isso não vai prejudicar o bebê em nada? - perguntei temerosa, não queria prejudicá-los de forma alguma. Me preocupava com o bem estar dos dois.

-Tenho amor - disse convicta. Eu não sabia se ela dizia aquilo por certeza ou por excitação demais, mas tinha que confiar nela.

Certo... pela primeira vez eu tocaria tão intimamente alguém... uma mulher... minha mulher.
Seu interior era quente, apertado e molhado. Logo meu dedo criou ritmo em sua invasão, sendo acompanhado por mais um a pedido dela, enquanto observava o prazer expresso em sua face.
Ela gemia em meu ouvido enquanto beijava aquela área vez ou outra, fazendo meu corpo entrar em ebulição.

Uma de suas mãos desceram ao seu clitóris. Assim ela chegou ao ápice pouco minutos depois.
Caí ofegante ao seu lado, meus cabelo grudavam em minha face suada.

Lauren nem sequer esperou muito para nos recuperarmos, ela montou em meu quadril encostando seu centro molhado ao meu, nos fazendo gemer. Dobrei uma de minhas pernas e me expus ainda mais, nos encaixando. Ela apoiou ambas as mãos em minha barriga e rebolou em um vai e vem devagar delicioso, onde senti sua intimidade quente se arrastar sobre a minha sensível, e friccionar meu clitóris. Gemi sensualmente, a ouvindo em reciprocidade.
Minhas mãos foram ao quadril, onde acompanhava suas reboladas.

Ela rebolando em cima de mim era uma visão dos céus, aquela mulher absurdamente linda, de corpo perfeito apesar das mudanças -mesmo grávida era incrivelmente linda e incrivelmente sexy, era como se esse fato a fizesse ficar ainda mais incrível aos meus olhos- se movendo sinuosamente, gemendo em prazer para mim, me olhando com aqueles lindos olhos verdes destacados, não estavam apagados, estavam absurdamente verdes, e brilhavam luxúria.

Em um movimento ousado, ela me acerto um ponto sensível me fazendo arquear o corpo e gemer.

-Faz… de novo - pedi enquanto observava nossos centros. Ela rebolou como se desenhasse um 8 com o quadril -Deus, Lauren! - gemi baixo e apertei seu quadril, a ouvindo também gemer.
Subi minhas mãos, passando por sua cintura, subindo pela lateral do seu corpo para então apertar-lhe os dois seios cheios, ela gemeu entre dentes, jogando a cabeça para trás e aumentando a velocidade e formas de suas reboladas.

-Ouhn… eu vou... - gemeu Lauren. Estávamos perto, eu podia sentir nossas pernas tremeram, meu íntimo e meu baixo ventre contrair.

-Hãh… Sim! - Lauren apertou meus seios, e aquilo foi o suficiente para que gozassemos. Meu corpo vibrou e logo relaxou. Lauren deixou-se cair em cima de mim cansada e suada, logo se ajeitando ao meu lado por causa da barriga, colando seu corpo em cima de mim lateralmente, jogando sua perna em meu quadril. Infiltrei minha mão em seus cabelos úmidos acariciando sua cabeça.

-Ainda não acabou amor - disse ela ofegante -Eu aguento mais uma - sorriu ladina.

-Que seje a última então, estou cansada - sorri fracamente.

-Lhe dou uns minutos - ri, vendo ela fazer o mesmo -Achei que aguentasse mais Cabello - minhas bochechas coraram e lhe dei um leve tapa no ombro a fazendo rir.

-Cala a boca, não sou eu quem está com a libido nas alturas - sorriu.

-Eu não tenho culpa, são os hormônios - disse indignada e depois deu de ombros.
-Quer água? - ela concordou.

Desvencilhei-me um pouco dela para encher o copo com água da jarra que estava no seu criado mudo.

Lauren começou a sentir muita sede a noite, coisas da gravidez, para que não precisasse descer até a cozinha decidiu levar uma jarra ao quarto.

-Toma - lhes estendi o copo cheio, Lauren se apoiou em um braço e pegou o copo com a outra mão, bebendo a água em grandes goladas.

-Quer mais?

-Sim, por favor - tornei a encher o copo e lhe entregar, vendo ela beber mais devagar.
Me encostei um pouco na cabeceira bebendo a água do copo.

-Camz...

-Hum?

-Eu quero fazer algo diferente - olhei para Lauren -que mordia o lábio inferior, um tanto acanhada.Franzi o cenho não entendendo o que ela queria dizer.

-Como assim? - coloquei o copo no criado mudo, sentindo Lauren subir em cima de mim. 

-Deita Camz - fiz o que pediu. Ela se ajeitou em cima de mim, se apoiando aos joelhos e os braços um de cada lado da minha cabeça. Eu sentia sua barriga tocar a minha.

Me apoiei nos cotovelos para então ela me beijar os lábios com tamanha vontade, carinhosa mesmo parecendo querer me reivindicar. Gemi abafadamente quando sugou puxando meu lábio inferior.

Sua mão esquerda tocou minha bochecha enquanto seus lábios desciam pelo meu pescoço, me arrepiando e me fazendo gemer enquanto passava a ponta da língua atrás de minha orelha, sugando o lóbulo logo após.

Seus beijos desceram pela minha clavícula, a desenhando com a ponta da língua, mordendo. Desceu até meu peito, aproximando seus beijos cada vez mais perto do meu seio esquerdo. Arqueei as costas gemendo, levando minha mão aos seus cabelos empurrando sua cabeça assim que seus lábios se fecharam em meu bico frisado. Ela beijou, chupou, lambeu; logo refazendo no outro seio.

Seus beijos desceram para minha barriga, então para baixo do umbigo, suas mãos apertaram minha cintura, enquanto sua boca idolatrava meus ossinhos do quadril.

-Eu acho tão sexy esse ossinhos do seu quadril - gemi com seus beijos em meu baixo ventre.

Pra onde ela está indo?

Lauren levantou o tronco e prendeu os cabelos em coque, ficando enlouquecidamente sexy.

 

Tornou a posição entre minha pernas, ficando de quatro com o rosto próximo a minha intimidade e me olhou com aqueles olhos penetrantes, que brilhavam em impurezas, e me prometiam um bom orgasmo.

-Eu desejo muito descobri que gosto você tem Camila, a minha boca saliva só que imaginar o quão gostoso deve ser - disse em tom rouca sensual. Meu corpo vibrou.

Oh Meus Deus!

Como ousa me dizer isso assim?!

Como conseguia apenas com palavras fazer isso com meu corpo? Eu estava completamente molhada, meu íntimo se contraindo contra o nada, choques elétricos em meus corpo. E inesperadamente em beijou minha carne molhada. Eu perdi o ar, arqueei minha costas jogando a cabeça contra o travesseiro gemendo dentre os dentes que mordiam fortemente meu lábio. Abri minha mão esquerda e pressionei contra o tecido de sua cama, agarrando com firmeza enquanto levava a outra aos seus cabelos pouco me importando com o coque.

-Você tem um cheiro tão bom...

-Oh Deus Lauren!... Não faz assim... - sussurrei me contendo.

-Cheiro feminino, cheiro de mulher.... - ronronei.

Senti ela me apertar firmemente nas coxas, a respiração descompassada contra meu sexo. Eu tremi apertando mais os olhos, engolindo em seco e me contraindo ao sentir seus lábios quentes pressionarem contra meu sexo novamente, agora sua língua me provocando lentamente.Tentei uma respiração normal, mas era Impossível. Apertei mais meus lábios sentindo minha cabeça ser dominada.

Pressionei-me arqueando na cama, levando a mão a boca evitando emitir algum alto som, mas ela continuou em seu ritmo próprio, invadia-me e provocava com os lábios e a língua, seu ritmo lento, sem pressa, parecia uma linha interna eterna de tortura excitante e prazerosa. Não nego que apesar de me enlouquecer é delirante. Explorava-me com a língua me fazendo perder o ar, eu empurrava sua cabeça em minha direção, rebolava em sua boca gostosamente. Aquilo era coisa de outro mundo! Era tão… Oh Deus! Ela estava me tirando da órbita!

Sua língua maltratava meu clitóris me fazendo gemer enlouquecidamente entre minha mão que mordia fortemente.

E quando gozei, foi surreal, eu não estava mais em meu corpo, estava em outra dimensão, flutuando entre estrelas. Nem sequer tive forças para gemer seu nome, ele saiu entre sussurro, enquanto meu interior se contraia e minha pernas tremiam, puxei seus cabelos fortemente enquanto saída do colchão forçando a cabeça no travesseiro, e depois relaxando quase inconsciente.

Não sabia quanto tempo havia se passado, Lauren deitou-se ao meu lado com o braço jogado em minha barriga enquanto ela apoiava a cabeça em sua outra mão, me observando com um sorriso de lábios fechados orgulhoso.

-Você está bem? - sorri preguiçosamente.

-Onde você aprendeu isso? - sorrimos abertamente.

-Em lugar algum, acredite. Foi bom? - perguntou receosa.

-Eu não tenho palavras amor... - sorriu amplamente preguiçosa e orgulhosamente.

-Seu gosto é meu novo vício - disse me fazendo corar -Não há nada melhor para mim do que seu gozo na minha boca.

-Para - pedi manhosa envergonhada.

-Sinta amor, me beije - mordi o lábio inferior ponderando seguir seu pedido ousado. Lauren se aproximou, então tomei lhe os lábios sentindo meu gosto em sua língua, não era um gosto com qual eu possa explicar, era salgado, mas não era ruim. Paramos após um selinho demorado.
-Eu quero muito que você sinta o que senti, mas estou tão cansada - disse preguiçosamente, lutando para permanecer com os olhos abertos.

-Não faltaram oportunidades - beijou minha bochecha.

-Não acredito que você teve um desejo sexual, ainda mais sobre meu gosto - ri vendo suas bochechas ficarem vermelhas.

-Eu não controlo isso, mas tenho que dizer que foi um desejo muito oportuno - sorriu safada. Eu corei.

-Preciso voltar ao meu quarto - choraminguei.

-Dorme aqui, a porta esta trancada.

-Sabe que não podemos arriscar - Lauren abaixou a cabeça concordando. Me levantei devagar, estava tão cansada, algumas partes do meu corpo doía, incluindo pernas. Peguei minha camisola e a vesti. Me inclinei sobre Lauren deitada na cama, coloquei minha mãos em seu rosto e beijei seus lábios.

-Durma bem e tenha bons sonhos meu amor - a beijei.

-Você também - nos beijamos demoradamente, então eu sai, voltando para meu quarto, dormindo maravilhosamente bem, desejando que Lauren tivesse mais desses ataques sexuais.
 

*

Já era noite, estava pronta para me deitar e dormir quando ouvi batidas em minha porta aberta avistando minha mãe.

-Kaki... podemos conversar?

-Claro mama, entre - ela se sentou ao meu lado. Não sei o porque, mas olhando em seus olhos tive a sensação de que não era uma simples conversa de mãe e filha.

-Sobre o que quer conversar mama?

-Sabe filha… - suspirou. Era algo sério -Eu tenho visto você sair algumas vezes de seu quarto nas madrugadas… - me contive em não arregalar os olhos em espanto, meu coração batia descontrolado, agora o medo correndo em minha veias. Engoli em seco. Preciso de uma desculpa convincente -Eu não quis questioná-la sobre, quis lhe dar sua privacidade, sabia que se caso estivesse acontecendo algo você me diria... mas na madrugada passada vi a senhorita Jauregui vir até seu quarto - inerte, assim me encontrava, apenas conseguia ouvir as batidas descontroladas do meu coração em meus tímpanos -Eu quero que fale comigo e que seja verdadeira Camila, sou sua mãe e lhe amo acima de tudo, e prezo sua confiança. Filha... o que acontece entre você e a senhorita Jauregui? - prendo a respiração. Eu com certeza não esperava por isso. Sempre fomos tão cautelosas. - Ela está te obrigando a algo... ou... não sei…

Oh Deus, o que ela esta pensando?

-Não mãe, Lauren é uma boa pessoa. Ela... ela veio me chamar para... ajudá-la, ela estava passando mal...

-Camila… - me interrompeu -Sejamos sensatas, ela não lhe chamaria se esse fosse o caso, ela recorreria a mãe ou até mesmo Margret, não somos tão importantes para eles.

-Mãe...

-Confie em mim filha....

-Mãe... não é fácil... você não... Não entendi… - engoli em seco.

-Vocês estão se relacionando?

Abaixo a cabeça e fungo. Não conseguia encarar minha mãe nesse momento.

Ela então colocou o indicador em meu queixo fazendo-me a olhar.

-Diga a mim filha... Não tenha medo…

Tudo o que eu consegui fazer foi tentar puxar o ar para dentro de meus pulmões, enquanto eu a encarava imóvel. Me bateu o desespero mas junto com ele, veio um pingo de coragem que me permitiu ter força para admitir a verdade. Então, apenas abaixei a cabeça, sentindo-me completamente incapaz de encarar minha mãe, e afirmei em um gesto quase imperceptível.

-S-sim... 

-Ela não lhe obriga ? Certeza?

-Deus, absolutamente não - arregalei os olhos assutada por ela pensar isso.

Ele ficou em silêncio. Eu podia ouvir meus batimentos acelerados, o suor frio em minha mãos.

Eu me apavorava ainda mais com o silêncio dela ao longo do tempo.

-Você a ama? 

Me surpreendi com sua pergunta.Era algo que realmente não esperava que perguntasse, esperava que dissesse que era errado, pecado que ia contra as leis divinas, que tentasse fazer com que mudasse de ideia ou me afastar de Lauren. Mas não essa pergunta.

Assenti fracamente.

-Amo - saiu engasgado- Mãe me perdoa... por favor... mãe eu... me perdoa… - lágrimas escorriam a nossa face.

Algo que nunca quis foi decepcionar meus pais, e sentir que o fiz, é uma das piores sensações.
-Não me peça perdão Camila, não me peça perdão por amar e ser amada.... Essa guerra me ensinou muitas coisas e uma deles é que onde há amor não se deve julgar... É um sentimento puro demais, e incontrolável. O amor se sobressai a guerra, só o amor é capaz disso, só o amor é capaz de mudar alguém.

E eu te amo filha, você e sua irmã são minha vida. Eu não acho certo nem tão pouco comum, mas te aceito como é, porque tudo que mais quero Camila é que ame e seja amada, mesmo se for alemão, mesmo se for uma mulher. Eu só quero lhe ver bem filha.

Solucei.

Ouvir as palavras de minha mão era como limpar minha alma.

-Eu amo-te tanto mama - abracei-lhe com tudo que há em mim, e chorei me libertando.

*

-Oi - disse ao adentrar seu quarto me acomodando ao seu lado na cama.

-Oi - beijou-me os lábios - Estou ansiosa para saber o que tinha de tão importante para falar, já que me pediu para lhe esperar essa noite.

-Precisávamos conversar sobre isso a sós, sem o risco de alguém nos ouvir.
-Diga logo Camz - disse impaciente.

-Huh… minha mãe meio que descobriu sobre nós, e bem... tive que lhe contar algumas coisas.
-O que! Não! Espera... como? - sua feição mudou para preocupada e assustada.

-Isso não é relevante, não mas.

-Camz, como ele descobriu, nós sempre fomos cuidadosas - testículos com as mãos, o que indicava que ele estava alterada.

Suspirei.

-Ele me viu sair do quarto de manifesta nas poucas vezes que lhe encontrei, mas realmente descobriu quando você foi ao meu quarto a minha procura.

-Eu… droga! - tampou a face com as mãos -Me desculpe amor, me desculpe - suplicou.

Retirei suas mãos do rosto, limpando delicadamente as lágrimas dali.

Segurei suavemente suas bochechas a olhando nos olhos incríveis que possuía.

-Não se desculpe amor, não tem o porque disto, a culpa não é de ninguém, apenas tinha que ser assim.

Ele concordou fracamente e fungou.

-Como ela reagiu? - perguntou temerosa.

-Para minha surpresa ela foi compreensiva e soube me aceitar. Não realmente acha certo, mas aceita.

-A guerra muda as pessoas.

-O amor também.  

Apenas quem vive o amor ou a guerra saberia o peso de nossas palavras.

 


Notas Finais




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