História Make Me Better - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Escola, Garota, Mudanças, Paixão, Problemas, Provocação, Romance
Visualizações 10
Palavras 1.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Demorou? Demorou

Mas tá aí

Não tem capa porque eu tô com preguiça

Bora lê

Capítulo 5 - Should I tell her?


Ana’s POV

A lua ainda predominava no céu escuro da madrugada quando meus olhos se abriram por completo. Era uma noite quente e nem o número mínimo do ar-condicionado parecia fazer efeito. Trajava uma blusa de mangas curtas e um shortinho. Já havia um tempo que estava me revirando na cama, apenas esperava que o relógio marcasse 4:30 da manhã para que eu pudesse levantar-me e começar mais um dia.

Levanto da cama e vou em direção ao banheiro, tomo um banho quente e bem rápido. Visto uma blusa preta de mangas e uma calça jeans azul escura, amarro meu casaco na cintura e calço meu tênis All Star. Penteio meus cabelos em um rabo de cavalo e passo um rímel junto com um batom rosa claro.

- Vamos lá, Ana, mais um dia que começa. – Pego minha bolsa que estava jogada debaixo da cama e a penduro em meu ombro.

Deixo meu quarto e logo em seguida a casa, eram apenas 5:00 da manhã e a rua estava deserta, o risco de assaltos é gigantesco, mas eu sei muito bem como me defender de qualquer marginal que possa vir tentar me roubar. E faço esse trajeto todos os dias desde que entrei nesta escola, e nunca nada de ruim aconteceu comigo.

Sigo a rua até chegar à escola, o trajeto não era longo e foi bem tranquilo, minha mente não resolveu pregar-me peças e nada de tão terrível preencheu o vazio de meus pensamentos no caminho. Entro no prédio e logo dou de cara com os alunos remunerados, nessa escola alguns estudantes podem fazer trabalhos para ganharem uma quantia de dinheiro final do mês, e eu, bem, tenho aluguel e contas para pagar. Trabalho como organizadora dos livros da biblioteca, apesar de eu odiar admitir, é um serviço legal de se executar, posso sempre estar vendo novos livros que, depois, na hora do almoço ou no final das aulas, posso voltar e pegar onde deixei.  A maioria das pessoas que fazem isso não pode pagar a taxa que disponibiliza um quarto para vivermos na escola, ou são Nerds que fazem de tudo para ajudar o colégio, eu me encaixo no primeiro grupo.

Visto meu casaco e coloco o capuz para encobrir minha cabeça, tenho uma reputação a manter, se descobrirem que trabalho aqui posso virar motivo de chacota para toda a escola. Ando pelos corredores até chegar à ala da biblioteca, o único lugar que podia ser acessado dos dois andares do colégio. Várias prateleiras enfileiradas cheias de livros dos mais diversos gêneros, desde ficção científica até o maior dos dicionários. Algumas mesas estrategicamente espalhadas pela sala, uma bancada onde a bibliotecária fazia seu trabalho e um espaço reservado para as visitas infantis.

A maioria dos alunos que frequentam esse lugar são bem educados e coloca os livros de volta onde encontraram, mas sempre tem os desleixados ou esquecidos que fazem-me o favor de deixar esses tesouros por cima das mesas ou, até mesmo, jogados no chão. Bem, não posso reclamar, é por causa deles que ganho uma das maiores quantias da escola.

Pegava alguns livros que haviam sido deixados sobre a primeira mesa quando sinto alguém tocar meu ombro, em um reflexo deixo os objetos caírem sobre a mesa novamente fazendo um barulho um tanto quanto alto ecoar pela sala vazia. Levo uma das mãos até meu peito e tento me recuperar do pequeno susto que levei. Viro lentamente e encontro os olhos azuis do desalmado me encarando. Ele de novo não, o que fiz para merecer esse cara na minha vida? 

- Me desculpe, não quis te assustar. – Ele diz sem graça enquanto tentava ver meu rosto. – Ana?

- É, sou eu. E daí? Vai sair espalhando pra todo mundo que eu trabalho na biblioteca antes das aulas começarem? – Eu soava dura, mas por dentro eu tremia de medo de que ele realmente fizesse isso.

- Por que eu faria isso? – Ele ri e analisa o lugar. – Não quero problemas com você, pelo contrário, quero ser seu amigo.

- Você? Meu amigo?  – Digo sarcástica e solto uma risada baixa. – Não sou amiga de professores, querido. Afinal, o que faz aqui tão cedo, desalmado?

- Soube que a escola abria bem cedo para os alunos remunerados trabalharem, então vim aproveitar para pegar alguns livros que pretendo usar. E, por acaso, você é quem coordena essa parte. – Sorri, e por um segundo eu abri um sorriso de canto que logo desapareceu. – Sabe onde posso achar os de psicologia?

- No segundo corredor, última estante. – Franzo o cenho, psicologia? – Agora, se me der licença, tenho que trabalhar pra ganhar meu dinheiro.

Ele assente ainda sorrindo e se retira para o local que indiquei. Enquanto juntava os livros no chão me pego pensando em seu sorriso.

Será que é uma má ideia ser... Colega dele?

(...)

- Te procuramos ontem no shopping e não te encontramos. Ana, o que aconteceu? – Nicolle passava seu batom e deixava seu prato de comida totalmente de lado.

- Não ‘tava afim de ir pro shopping ontem, falou? – Digo já irritada enquanto enrolava e desenrolava o macarrão em meu garfo, sim, eu estou brincando com a comida.

- Pra que toda essa irritação, trouxemos umas coisinhas pra você que sabíamos que ia gostar. – Khaty tira da bolsa um brinco e um colar bem chamativos. – E aí?

- Tá, valeu, meninas. São lindos. – Forço um sorriso e digo falsamente, mas essas duas são tão estúpidas que nem perceberam. Pego os dois presentes e guardo em minha bolsa. – Assim que chegar em casa vou arranjar uma ocasião para usa-los.

As duas riem e começam a comer enquanto eu continuo a brincar com o macarrão.

Sinto um dedo cutucar meu ombro e, novamente, tomo um susto. Hoje é meu dia! Largo o garfo sobre o prato e ele produz um barulho estridente e irritante, respiro fundo e fecho meus punhos com toda a força que tenho. Olho para trás e vejo Victor, o mesmo carregava uma expressão de medo e arrependimento, que não entendi bem assim que vi.

- O que você quer? – O olho de cima a baixo com nojo, meu coração parecia querer explodir a qualquer segundo, mas eu não poderia demonstrar.

- Ana, podemos conversar, a sós. – Ele olhava para os lados e parecia nervoso. O que deu nele?

- Er... – Respiro fundo. Ir ou não ir? O que ele pode fazer? Me xingar, bater, esculachar... Mas pode querer dizer algo importante... Não tenho nada a perder. – Tá, tanto faz. – Levanto e caminho ao seu lado até o lado de fora da cantina.

Assim que saímos da vista de todos ali ele segura meu pulso e saí me puxando até o pátio da frente, que estava vazio a não ser pelos seguranças do lado de fora. Ele agora tinha um sorriso no rosto e me levou até atrás de uma árvore.

O que aconteceu a seguir foi algo inesperado, ele segurou um dos lados de minha cintura e juntou nossos lábios em um beijo, minha primeira reação foi querer empurra-lo, mas sentir o gosto de sua boca foi como uma droga que eu havia deixado de usar, assim que tive apenas uma prova dessa droga novamente eu voltei a me viciar. Sua língua explorava cada canto de minha boca e suas mãos apertavam cada vez mais minha cintura, era como se fosse a primeira vez, porém mil vezes melhor.

Quando o ar se fez necessário separamos nossos corpos que já estavam praticamente grudados, foi quando tudo veio à tona e eu dei-me conta do que havia acabado de fazer. Eu beijei o cara que arruinou minha vida, eu beijei o cara que me fez desacreditar no amor. Na verdade, foi ele quem me beijou...

- Victor... – Tentava controlar minha respiração novamente, ainda estava próxima à ele e isso me causava arrepios. – O que foi isso?

- Eu me arrependi, Aninha. – Ele segurou minha mão e começou a acaricia-la com o polegar, seu toque macio provocava ondas de calor naquele ponto e parecia que derreteria a qualquer momento. Não é possível, ainda sou apaixonada por esse idiota... – Você pode me perdoar e... Me dar outra chance?

Meu coração explodia de alegria, podia não estar demonstrando, mas eu queria mais do que nunca apenas dizer “sim”, porém teria que ser dura, para ele entender que não era tão fácil assim.

- Não sei, - Fito sua mão que segurava a minha. – você vai ter que provar que merece meu amor de novo.

- Então, eu provarei que ainda sei te amar. – Ele deixa um curto selinho em meus lábios e nós dois abrimos um sorriso.

Rafael’s POV

Conversava com um dos guardas que era formado em psicologia sobre o que havia lido no livro mais cedo, o assunto era até bem mais interessante do que eu pensava. E espero que isso me ajude quando for tentar ajudar Ana, ela é difícil e teimosa, convence-la é questão de tempo.

- A conversa está boa, mas eu tenho que ir almoçar porque o sinal toca daqui a pouco. – Digo e me despeço com um aperto de mão do guarda.

Entro novamente no prédio da escola calmamente e vejo dois jovens parados atrás de uma árvore, dois adolescentes, escondidos, em um lugar que não tem quase ninguém, não é coisa boa. Uma garota e um garoto, Victor e Ana, meus olhos não querem acreditar no que veem. Esses dois não se detestavam?

Paro ali e observo os dois atentamente, em um movimento repentino o garoto puxa Ana para um beijo que ela não demora a corresponder. Estou em um universo paralelo onde o impossível acontece? Em um canto mais afastado podia enxergar mais dois garotos que viam a cena igual a mim, eles comentavam alguma coisa e às vezes apontavam para o casal.

Conhecendo esse Victor pelo pouco que já escutei sobre ele, sei que isso não é coisa boa. Os dois saem dali com as mãos dadas e sorrisos nos rostos. Esse garoto é problema, igual a ela, porém mil vezes pior. Deveria avisa-la para não se intrometer com ele?



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