História Make Me Better - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Escola, Garota, Mudanças, Paixão, Problemas, Provocação, Romance
Visualizações 7
Palavras 1.374
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Tava com o cap pronto

Resolvi postar

Só isso mesmo

Capítulo 6 - Shine On


Rafael’s POV

Vejo os dois voltarem para dentro do prédio conversando sobre alguma coisa, não sei por que, mas acho que isso é encrenca e ainda vai trazer problemas para alguém, mais especificamente, para Ana. Mas... Ela sabe o que faz, é totalmente independente, pelo menos é o que ela diz ser. Não devo me envolver nesse assunto, pelo menos não por enquanto.

(...)

Estava na sala de Ana e a garota não estava presente, suas duas amigas estavam usando os celulares escondido em vez de fazer as atividades, talvez estivessem se comunicando com ela? Provavelmente não. Começo a me preocupar, tenho um mau pressentimento sobre isso.

O professor continuava a ditar várias coisas que, agora, não faziam sentido nem para mim. Minha cabeça estava em outra dimensão a formular teorias do que poderia ter acontecido, porém sem sucesso. Inúmeras suposições e nenhum evidência que as comprove.

- Gomes! – Ouço a voz um tanto estridente de Nicolle a minha frente, ela estava com um copo em mãos e me olhava impaciente como sempre, tão educada. – Eu estou aqui faz dez segundos te pedindo para ir beber água, o professor saiu e te deu o poder de permitir ou não.

- Vai, pode ir. – Digo querendo mais me livrar dela do que considerando a possibilidade de ela querer me enganar.

- Parece que está com a cabeça nas nuvens, eu hein. – Vira as costas balançando a cabeça em negação e finalmente sai da sala, o que me faz suspirar aliviado. Essa garota me dá nos nervos.

Volto a observar Khatelyn, continuava no telefone e sorria ao olhar para a tela. Talvez não fosse má ideia chama-la para perguntar sobre a amiga.

- Khatelyn. – Chamo a garota que levanta a cabeça assustada, seu rosto demonstrava o medo de poder ter sido descoberta, mal sabe ela que eu não me importo com isso, não agora. – Venha aqui. – Ela guarda o celular discretamente em seu bolso traseiro e se levanta devagar, vindo até mim.

- Ahn, - Ela hesitava. – senhor.

- Cadê sua amiga? – Finjo não conhecer bem suficiente a garota a qual me referia, não queria que ela confundisse minhas intenções.  – A... Ana. Onde ela está?

- Ah, a Ana. – Missão falha. Ela me lança um sorriso malicioso e apoia as duas mãos sobre a mesa me encarando bem de perto. – Por que se preocupar com ela quando eu estou bem aqui?

- Não quero que confunda minhas intenções, senhorita. – Rio baixo. – Estou organizando a frequência de vocês e preciso saber onde ela está e por que não veio à aula, senão terei que dar falta.

- Está muito interessado nela desde ontem, pude perceber. Olha, se quiser podemos conversar mais tarde sobre ela. Mas só nós dois. – A malícia era visível no olhar de Khatelyn, Meu Deus, o que deu nela?

- Prefiro que me conte aqui e agora. – Sorrio sarcástico fazendo a garota bufar de raiva.

- Ela não quis vir, tá. A Ana é assim, se ela não quiser aparecer ela não aparece, vai se acostumando. – Ela vira as costas e volta a se sentar em seu lugar, que informação útil.

Respiro fundo e o professor entra novamente na sala com a mesma cara chata que estava antes, e assim a aula se prosseguiu...

(...)

Ana’s POV

- Tem certeza de que não tem mesmo problema de nós faltarmos aula? – Digo preocupada, fazia algum tempo desde que não faltava aula por besteira e a apreensão tomava conta de mim. Estranho.

- Que eu saiba você não se importa com isso, não é mesmo? – Victor diz sarcástico enquanto continua a me levar para a praça que já estava em meu campo de visão. – Isso é mais importante que qualquer coisa que aquele professor pode te dizer sua vida toda. – No fundo sentia que ele estava forçando tudo aquilo, mas coração e mente sempre se contrapõem, e agora meu coração fala mais alto, ele está vencendo a guerra contra a razão.

Suspiro e dou de ombros apenas deixando-o me conduzir até o local, sentamos em um dos primeiros bancos e observamos as poucas pessoas que aproveitavam aquele início de tarde. O sol era quente demais e minha roupa não ajudava muito, preto, agora acredito que essa cor absorve todo o calor.

Ficamos em silêncio apenas ouvindo os sons que nos cercavam, o clima entre nós dois era tenso e eu procurava palavras para iniciar uma conversa, mas não fazia ideia de como fazer isso. Sou péssima em começar conversas.

 - Lembra desse lugar, Aninha? – Sinto sua mão sobre a minha e um sorriso de canto surge em meu rosto. É claro que eu lembrava, por mais que eu tentasse esquecer, era impossível...

 

FlashBack ON

Eu havia chegado havia poucos dias na cidade, começava a me estruturar aos poucos e tinha dinheiro só para pagar meu aluguel e o café da manhã. A escola tomava todo meu tempo e meus horários estavam bagunçados, dormir duas horas por noite era uma raridade e aproveitava quando isso acontecia.

Em um ensolarado sábado eu pude finalmente relaxar e dar um tempo de toda correria que minha vida havia se tornado, resolvi explorar as redondezas de minha casa, o bairro, um pouco mais do lugar onde passaria alguns anos. Perto de minha residência havia uma praça bem conservada, as estátuas eram limpas e sempre reformadas, uma fonte jorrava uma água cristalina e as crianças brincavam com seus brinquedos por todo o local. Um lindo lugar pra se aproveitar um tempo.

Sentada em um dos primeiros bancos eu lia um livro sobre romance policial, meu gênero preferido. Quando a doce melodia de uma música chegou aos meus ouvidos e tirou minha atenção da leitura, o ritmo lento e calmo de “Shine On” era acompanhado pela voz quase idêntica ao do cantor, meus olhos procuravam o dono da voz e logo eles o encontram. Um garoto de cabelos negros tocava seu violão e cantava aquela canção. Meu olhar acompanhava sua mão no dedilhado e o movimento de seus lábios na formação das palavras.

Levanto do banco no qual estava e vou até a fonte onde o rapaz estava sentado, sento sobre a grama bem a sua frente e o assisto cantar o refrão pela última vez com seus olhos fixos aos meus. Um sorriso brota em ambos os lábios e eu reproduzo a última frase junto a ele, nossas vozes se encaixavam, em perfeita sincronia, parecia surreal.

FlashBack OFF

- Foi aqui que nos conhecemos. – Digo depois de relembrar todas as cenas daquele dia que, antes, eu considerava a desgraça da minha vida, agora nem tanto.

- Eu só queria me desculpar com você por tudo que disse, eu não estava em mim e... Não sabia o que estava fazendo, não sabia que estava perdendo a melhor garota que eu poderia ter... – Ele fitava o chão e eu o encarava sem reação, não sabia o que dizer.

- Eu te perdoo, Victor. Mas... Se quiser algo comigo vai ter que fazer mais do que só me pedir desculpas.

- Eu sei, por isso te trouxe aqui. – Ele faz um sinal para que um homem que aparentava ser um pouco mais velho que nós, o mesmo carregava um violão e parecia apenas esperar o chamado de Victor. O rapaz senta-se no chão à nossa frente e se prepara para começar a tocar.

Logo reconheço aquela introdução e não consigo evitar sorrir minimamente, minhas emoções voltavam à tona e eu me sentia como há muito tempo não me sentia, não, não completamente como antes, isso não é capaz de me mudar.

 

“Same old moves for a new romance

And I could use the same old lines

But I’ll sing

Shine On, just shine on

Close your eyes and they’ll be gone

They could scream and shout that they’ve been sold out

But it paid for the cloud that we’re dancing on

So shine on, just shine on

Wear your smile just as bright as the sun

‘Cause they’re all just slaves

To the Gods they’ve made

But you and I

Just shone, just shone…”

- Os mesmos velhos passos se movem para um novo romance... – Victor me encara com um sorriso e junta nossos lábios em um breve selinho.

Finalmente, talvez eu possa amar novamente.


Notas Finais


Eu ainda preciso dizer que vai dar merda?


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