História Make me yours - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Carla Tsukinami, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Seiji Komori, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Amigas, Amor, Anime, Anjos Caídos, Assassinato, Bdsm, Castigos, Cenas Eróticas, Cenas Quentes, Daddy, Daddy Kink, Demonios, Depravação, Desejo, Deusa, Diabolik Lovers, Enredo Sensual, Fetiches, Filha Da Lua, Hentai, Hot, Make Me Yours, Maldade, Masoquistas, Morte, Noivas Diferentes, Origem, Paixão, Paraiso, Pecado, Pornografia, Punições, Sádicos, Sadomasoquismo, Sakamaki, Sangue, Segredos, Sem Clichês, Sexo Explícito, Sexo Quente, Sexy, Submissas, Succubus, Suspense, Terror, Totalmente Sua, Universo Alternativo, Vampiros, Vingança, Yui Komori
Visualizações 363
Palavras 5.009
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yuri
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello Angels! Estou (finalmente, não me matem) repostando o primeiro capítulo da fic. Bem, os motivos disso já foram explicados por mim anteriormente.
Essa versão será mais rica em detalhes e em explicações que haviam ficado "soltas".

****
Antes de tudo, um aviso para os leitores novos:

— Como perceberam é +18, então obviamente irá conter cenas EXPLÍCITAS de sexo e violência. Se não gosta desse tipo de conteúdo não leia.
— Terá sadomasoquismo, um pouco da técnica BDSM (Bondage, Discipline, Sadism, Masochism), e também DaddyKink¡
— Tentarei me manter fiel a personalidade original de cada vampiro.
— Irá conter algumas cenas do jogo e do anime para ficar mais real.
— Enredo mais focado nos gêneros: Romance, erótico, terror, suspense.
— Tentarei postar os capítulos o mais rápido que conseguir.
— Não esperem uma Yui Komori totalmente puritana. Ela descobrirá uma personalidade incrivelmente diabólica e vocês poderão constatar isto durante o decorrer da estória. (Posso afirmar que ninguém nunca viu ela dessa maneira. Antigas leitoras sabem do que estou falando (/≧▽≦)/ )

[Fanfiction de minha autoria: @Sexy_LittleDoll — (Obs* Os personagens do universo Diabolik Lovers não me pertencem, e sim, à Rejet)
[Plágio é crime]

...

Enfim, sejam bem vindos ao universo oculto e pecaminoso de “Make me Yours”
Haha, espero que se divirtam (e se deliciem) bastante...

Capítulo 1 - Gods and monsters


Fanfic / Fanfiction Make me yours - Capítulo 1 - Gods and monsters

Silencioso.

Este sempre fora o clima predominante naquela mansão escura e fria. Nada muito distante do imaginário popular daqueles moradores próximos na região. Mas, ao contrário do que parecia, não eram exatamente “monstros” ou “fantasmas” que habitavam-na. Bem, decerto modo não em totalidade.

O seu ar rústico e imponente contribuía para os tais rumores, principalmente em relação ao carro preto que num exato intervalo de três meses sempre deixava uma jovem e bela moça em frente aos seus majestosos portões. Essa mesma pura e tola alma jamais retornaria para casa, nem em seus mínimos e breves anseios de liberdade. Os seres que residiam ali fariam questão de arrancar até o seu último e sôfrego grito de tormento infernal, tendo como cenário as esplendorosas e submissas noites de lua cheia.

Não existiam contos de fadas. Nunca houveram finais felizes e nem príncipes encantados para essas garotas. O saciar de sua sede com aquele inocente sangue quente era o único atrativo, o que realmente importava. Rostos amedrontados e gritos de dor recheavam suas lembranças, isso era, ao todo, um intenso prazer para eles.

Um declarado e perigoso jogo sadista.

No interior da casa, os seis irmãos Sakamaki permaneciam sentados à mesa naquela elegante e ampla sala de jantar. Nitidamente vestidos em seus uniformes de “falsos colegiais”, tinham emolduradas em seus belos rostos expressões dispersas que passavam certo desdém. Os olhares transmitiam um incrível grau de tédio e sarcasmo pela situação rotineira.

Esperavam a comida lhes ser servida sem ao menos preocupar-se em dirigir uma palavra sequer aos outros. Nada muito diferente da relação habitual. Aquilo era confortável, afinal, nunca se importaram em demonstrar cordialidade e não seria num futuro próximo que isso chegaria a acontecer. Bem, era o melhor jeito de evitar conflitos e brigas desnecessárias de qualquer forma, como sempre afirmara o segundo mais “velho”.

— Teddy, o que você acha disso? — o garoto de orbes lilases e profundas olheiras chamou a atenção dos demais, menos a do loiro que continuava de olhos fechados, ao conversar alto com a pelúcia repousada em seu colo.

— Silêncio. — exigiu o moreno de óculos, ignorando os olhares cortantes dos irmãos — O jantar será servido agora.

— Tsc... Cara chato... — o ruivo ao lado do loiro murmurou com o rosto baixo.

Do outro lado, um garoto também ruivo, ajeitou a aba de seu chapéu preto e abriu um sorriso debochado. O albino de olhos cor rubi só permanecia com seus punhos cerrados e olhava fixamente para um ponto sem importância no cômodo.

— Ah, eu estou com tanta sede... Já faz dias que Akane morreu e até agora não chegou nenhuma! — o menino do ursinho soltou um grunhido raivoso, encarando a comida de seu prato com crescente desgosto.

— Acalme-se, Kanato... — Reiji o advertiu com as sobrancelhas franzidas — Não irei tolerar seus gritos irritantes e seus péssimos modos à mesa.

— ~ Nfufu... ~ Mas é verdade, Reiji... — Raito intrometeu-se com uma risadinha maliciosa — Quando mandarão uma nova presa para nós? Esse lugar fica tão entediante sem uma cadelinha...

— Também não aguento mais viver daquelas porcarias com sangue hospitalar. — Ayato resmungou antes de um lascivo e perverso sorriso emoldurar seus lábios — Uma nova presa seria... bom.

Reiji não iria admitir, mas, aquilo era verdade. Para vampiros sedentos como esses, alimentar-se somente destas formas seria basicamente impossível. Nem sempre podiam encontrar uma garota com um sangue razoavelmente decente que os satisfizesse. E mesmo as alunas do colégio não eram uma boa opção, pelo menos não para ele.

— Não me foi comunicado nada sobre este assunto por enquanto. — o moreno arrumou seus óculos, mantendo a expressão impassível e seria — Então não me perturbem mais quanto a isso.

Um pequeno sorriso triunfante se fez presente nos lábios de Shuu, o que irritava Reiji profundamente. O loiro nada disse, apenas manteve-se preso nos próprios pensamentos ao som das músicas clássicas em seus fones de ouvido.

Aquele homem, como sempre se referiam ao dono de todo o dinheiro da família, entrara em contato com seu filho mais velho dias antes. Algo realmente estranho por parte dele.

O assunto “noivas de sacrifício” sempre fora tratado como trivialidade até o tal telefonema.

As moças (ou o banquete da vez) sempre eram oferecidas pelos conventos, consequentemente, por conta de um contrato selado entre o Rei dos Vampiros e alguns membros do catolicismo fervoroso há muitos séculos. Era a única maneira de fazer com que não existissem mais ataques aos pobres humanos na calada da noite, e nessa região em particular.

A maioria destes sacrifícios tratavam-se apenas de pobres órfãs e ávidas frequentadoras dos cultos dominicais. Entretanto, dessa vez, tudo julgava-se diferente. A próxima presa, que chegaria dali breves semanas, parecia possuir pontos altos nos requisitos do temido senhor Sakamaki, mesmo sem saber. Ela dedicou-se e viveu sobre os imaculados cuidados da igreja católica por todos os dezessete anos de sua pacata vida.

Servidão. Dor. Desejo. Prazer.

Vampiros...

Mais uma doce alma temente à Deus seria corrompida. Seus secretos pecados fadados a contemplar o lado mais obscuro do vermelho. Do Vermelho-Sangue...

O ciclo vicioso estaria se repetindo?


“Sweet dreams are made of this

Who am I to desagree?

Travel the world and the seven seas

Everybody's looking for something

Some of them want to use you

Some of them want to get used by you

Some of them want to abuse you

Some of them want to be abused”

(Sweet Dreams • Emily Browning —Version)


~.~

✝ Chapter I • Gods and monsters ✝

Ψ Capítulo I — Deuses e monstros Ψ

~.~


“Quanto mais eu te amo, mais eu gostaria de devorar você.” — Diabolik Lovers


• • O INÍCIO • •


POV’s Yui Komori


“Pai nosso que estais no céu... Santificado seja o vosso nome...”

...

Abri os olhos. Meus lábios contraíram-se.

“Amém...”

Através da janela escura do táxi, eu podia vislumbrar o imenso lago de águas cristalinas e a vegetação abundante em volta da extensa propriedade. Baixei o vidro com o intuito de conseguir enxergar a paisagem com mais liberdade.

O vento quente do fim de tarde soprou meus cabelos claros com leveza. O meu olhar voltou-se de imediato para aquela construção ao longe, a casa na qual eu iria viver por alguns meses.

Papai fora convocado para viajar até a parte leste da Europa e como consequência ocuparia um lugar por lá, e bem, agora a igreja daqui seria transmitida imediatamente à um sucessor. Ele disse que haviam enviado um pedido oficial e desse modo não poderia recusá-lo, mandando-me vir morar com esse parente. Em sua visão, era melhor eu permanecer aqui no Japão se alguma coisa viesse a ocorrer.

Tentei convencê-lo a me levar junto dele, imagine, ficar longe de sua única filha por todo esse tempo?!

“É uma tarefa que só papai pode realizar. Isso tudo que estou fazendo é para o seu próprio bem.”

Ele não quis me dizer o motivo, mas, de repente, estava se comportando estranho comigo... de um jeito irritado... Por quê?

Fechei os olhos respirando fundo e voltei a me afundar no banco macio de couro do veículo pela última vez. Confesso que estava nervosa com a situação, afinal, seria a primeira vez que me encontraria com este parente misterioso de papai.

“Você poderá se habituar ao modo de vida dele.”

Habituar... Como se realmente isso fosse algo tão simples.

Papai nunca mentiria para mim, não é? Se ele disse que eu poderia confiar nessa pessoa ligada a igreja, bom, era isto que eu faria.

— Senhorita, chegamos. — o taxista avisou, acordando-me dos meus devaneios e parando em frente ao portão de aço daquela mansão.

— A-Aye... — assenti com a voz baixa.

Desci do carro e peguei minha bolsa. Em seguida, ele veio me ajudar com a mala.

Mantive os olhos no táxi preto até perdê-lo de vista na estrada em meio as árvores.

Cheguei de acordo com todas as instruções passadas, mas como pensei... Não seria essa a mansão assombrada dos rumores? Sobretudo, as pessoas que perguntei ao longo do caminho deram-me as mesmas informações e o endereço também consta ser aqui...

Empurrei o enorme portão e passei pelo mesmo, puxando a mala de rodinhas comigo. De qualquer forma, eu não tinha escolha, a não ser verificar.

Observei ao redor.

Havia um espaçoso jardim com inúmeras rosas em nuances vivazes de vermelho e branco, uma fonte límpida com uma gárgula enfeitando o topo.

Senti algo molhado pingar em meu rosto e olhei para cima.

— Chuva...?! — exclamei surpresa, quando as gotas começaram a cair mais depressa e em maior volume, molhando minha blusa cor-de-rosa. Que loucura, o céu estava limpo há pouco.

Corri até a entrada da casa antes de ter o restante de minhas roupas encharcadas.

— Err... Com licença... — bati na porta timidamente, só obtendo o silêncio — Com licença! — tentei chamar mais alto.

Não havia resposta e nem mesmo luzes que indicavam a presença de alguém. Como um membro da igreja poderia morar numa casa onde dizem que monstros vivem? Deveria ser um erro obviamente, afinal, essa era a famosa “Haunted Mansion” deste bairro...

Hesitei mais alguns instantes à frente da alta porta de madeira. A chuva começou a apertar e levei uma das mãos à maçaneta, decidida a bater por outra vez. Um rangido perturbador me deteve.

— E-Eh?! — assustada, dei um passo para trás e arregalei os olhos. Aquela porta havia aberto sozinha?

Realmente... Só posso estar ficando maluca. Isso nunca aconteceria de modo abrupto...

— O-Olá? Tem alguém em casa? — bati na porta entreaberta no exato momento em que um trovão retumbou no céu escurecido — Eu sou a filha Yui! Acho que meu pai já deve ter mencionado a situação, mas... Bem, vou estar entrando de qualquer forma...

Meu tom conflitante de voz foi morrendo pouco a pouco no decorrer daquela fala. Segui para dentro da mansão banhada em traiçoeiras e esguias sombras. Como suspeitei anteriormente, também não havia sinal de ninguém para vir me recepcionar. Embora, se a porta abriu deve ter alguém por aqui, certo?

Avancei os passos tranzendo a mala logo atrás. Só espero que não pensem que sou mal-educada ao fazê-lo.

Uma grandiosa sala de entrada revelou-se diante dos meus olhos. Um longo e vermelho tapete cobria o chão da porta principal até o alto das escadas, sem contar, o luxuoso lustre dourado no teto. Apesar da iluminação lançada do mesmo, estava extremamente escuro, chegando quase ao ponto de me fazer tropeçar nos meus próprios pés. Aquele lugar era assustador e me dava calafrios, porém, não poderia ficar parada ali para sempre.

— Como eu pensei... Papai deve ter escrito o endereço errado... — caminhei até chegar ao pedestal daquela escadaria.

Queria ligar para ele, mas, não sei se era uma boa idéia preocupá-lo neste momento...

Apertei a alça da bolsa marrom contra o peito com mais força. O que devo fazer agora...?

Olhei para os lados. Que coisa estranha, definitivamente não...

— Kyaah! — soltei um gritinho de susto quando o clarão de um relâmpago iluminou a sala através de uma janela. Eu tinha acabado de avistar uma pessoa. — O-Oi? Você... Quem está aqui?!

Silêncio.

Ainda temerosa, andei a passos vacilantes até o sofá em que ela se encontrava deitada. Tratava-se de um... rapaz. Um rapaz ruivo para ser mais específica. Dormindo.

— Uh... Com licença...? — novamente não obtive resposta por parte dele — Você está bem? — toquei a pele de sua mão com as pontas dos dedos. Me surpreendi em sentir como estava fria. — Eh? Também não há respiração e nem... — sussurrei trêmula após encostar a cabeça no seu peito — Ele está morto?!

Ah meu Deus! Preciso chamar uma ambulância...

Pesquei o meu celular de dentro da bolsa rapidamente e comecei a digitar o número da emergência.

— A-Alô? Eu preciso de uma ambulância agora... Uh... É que... Acabo de encontrar uma pessoa morta aqui. — expliquei nervosa a situação para a atendente — Eh? O endereço? Bem, eu estou em...

— Nn...

Escutei um resmungo e me virei.

— A-Ah?! — Ele estava... acordando?

— Barulhento... — aquela voz grave me fez ter arrepios.

Isso é impossível! C-Como...? Eu mesma havia presenciado o coração dessa pessoa parado apenas um minuto atrás!

Outro clarão de relâmpago iluminou minha expressão incrédula.

— Kyaa?! — um novo grito escapou de minha garganta justamente no momento em que ele agarrou meu joelho e abriu os olhos.

— O que diabos... Por que você está gritando e fazendo tanto barulho?

— Haa...! — encarei-o assustada, enquanto o mesmo focava-se no meu rosto pálido.

— Hm... Uma menina... — o tom do rapaz passou de irritado para levemente surpreendido — O que você está fazendo em um lugar como este? Ah?

Pude ver o lampejo de um sombrio sorriso brotar em seus lábios.

— M-Mas... Apenas um minuto atrás...! — continuei estática e sem reação.

— Um minuto atrás? O que há de errado com isso? Eu só estava dormindo tranquilamente aqui.

Dormindo?! — perplexa, meneei a cabeça em negativa — Não, certamente você... Aah?! — num movimento rápido me vi sendo jogada na superfície macia do sofá.

Ele prendeu-me abaixo do seu próprio corpo, de modo, que o aroma masculino e gostoso do seu perfume passou a invadir meu nariz e embaralhar meus sentidos com total liberdade. Minha cabeça girou.

— Hehe... Não é todo dia que uma presa se oferece de livre e espontânea vontade para entrar num lugar assim... — ele circundou os próprios lábios com a língua e sorriu malicioso — E bem quando estou com tanta fome...

— D-Deixe-me ir! O que você está f-fazendo tão de repente?! — comecei a me debater cegamente, encarando aquelas íris brilhantes e felinas.

Extremamente verdes como esmeraldas e exalando a puro perigo.

Meu coração acelerou com a pulsação martelando nos ouvidos. Lá fora, a chuva continuava a cair sem dar trégua, os clarões cegos dos raios explodindo e rasgando o céu em negritude extrema.

— Essa é a minha casa. Você foi a única que veio de repente. — seu lascivo e maldoso sorriso me fez tremer de pavor.

— Mas... E-Eu...

— Cale a boca.

O ruivo segurou ambos meus braços com firmeza, empurrando minhas costas para que ficassem rígidas contra o tecido floral verde do sofá. Arregalei os olhos de medo, ele me fitou satisfeito.

Seu rosto chegou mais perto e a ponta de seu nariz roçou pela linha da minha mandíbula. Fiquei com um nó na garganta, sequer minha voz tinha a coragem de sair.

— Hmm... Que cheiro doce e delicioso você tem... Isso realmente me agrada... — constatou em voz alta.

Deus...

— K-Kyaa?! N-Não! — tentei inutilmente lutar outra vez — Não me toque!

— Shh... Pare de se esforçar tanto, não irá adiantar de qualquer forma... — ele sussurrou ameaçador e logo senti sua língua em contato com a pele do meu pescoço. Ele estava... me lambendo?! Que tipo de pessoa estranha era aquela?!

— Agh! Pare...!

— O que está acontecendo aqui? — bradou uma nova e ríspida voz no cômodo — Sinceramente, eu preferia que você não fosse tão barulhento depois de acordar, Ayato.

Virei o rosto em sua direção. O outro rapaz que nos encarava mantinha uma postura séria. Seus cabelos eram negros e os olhos, por trás de um par de óculos, tinham um tom vivo de framboesa. As roupas formais e bem passadas compunham seu visual elegante.

— Droga, Reiji... — o ruivo soltou meus braços ao vê-lo.

— Eu já lhe disse milhares de vezes, existem quartos nessa casa, procure levar a sua diversão para eles. — o moreno continuou o encarando friamente.

D-Diversão?! Espere, ele achava que eu...

— Tsc...

— Você parece ser de fora. — o seu olhar severo e cortante recaiu sobre mim.

Consegui me desvencilhar do garoto ruivo chamado de “Ayato” e corri até ele.

— Por favor, me ajude! — pedi esperançosa.

— Quem é você? — indagou áspero, sem dúvidas, indicando para que eu me apresentasse de imediato.

— Meu nome é... Komori Yui. — tomei fôlego e fiz uma breve reverência. Se este fosse o parente que meu pai mencionara, deveria manter minha educação. — De hoje em diante irei viver com você.

— Viver conosco? — ele ergueu as sobrancelhas com ar questionador — Qual é o significado disto, Ayato?

— Hã? E como eu deveria saber?! — o rapaz de olhos verdes devolveu com irritação — Ei, sem peitos, você não me disse nada sobre esse assunto há um tempo atrás.

— É porque você me atacou de repente! — me defendi antes de perceber do que havia sido chamada. Um leve calor subiu para minhas maçãs do rosto. — Espera, “sem peitos”?!

— Humph, idiota. É pelo simples motivo de você não ter isso. — respondeu rude e sem me dar importância — Sem... Pe-i-tos...

— Ugh...

Apertei os lábios e corei. Mas o que diabos está acontecendo aqui?!

— Estranho... eu não fui informado de nada. — o moreno, julgo eu “Reiji”, concluiu aparentando estar levemente incomodado.

— N-Nesse caso, é como eu pensava... Deve ter ocorrido um erro... — minha voz saiu mais fina e vacilante do que eu gostaria — Me desculpe, mas... Quem são vocês? — hesitei à frente dele ao mesmo tempo que observava o ruivo, agora calado, de relance.

— Não devemos falar aqui. Acompanhe-me. — chamou, empurrando os óculos sobre o nariz — Quero verificar a verdade nessa questão.

— T-Tudo bem... — engoli seco e baixei o rosto.

— Cuide da bagagem dessa senhorita. — ele ordenou ao empregado que surgira às minhas costas naquela penumbra.

Ignorei o calafrio insistente que percorreu meu corpo. Comecei a segui-lo após receber mais olhares impacientes de ambos rapazes.

A casa era tão grande por dentro quanto por fora, tanto, que seria fácil acabar me perdendo entre os inúmeros corredores escuros e portas se não estivesse acompanhada.

Logo chegamos a outra sala; o chão de mármore, a cara mobília antiga e bem cuidada, assim como a decoração vitoriana, eram semelhantes ao restante dos outros cômodos. Existia uma escada também, essa presumo eu, que levava a outro andar.

— Sente-se. — Reiji gesticulou em direção ao sofá localizado no centro da ampla sala.

Assim o fiz.

O ruivo, Ayato, acomodou-se numa poltrona próxima de jeito desleixado. Seus olhos verdes permaneciam fixos em mim e a cada simples movimento que eu executava. Incomodada com aquele olhar invasivo, passei a encarar minhas botas pretas de cano médio.

— Agora num interesse de formalidade, queremos saber... Como entrou nessa casa? — ergui a cabeça e fitei o moreno de postura ereta. Sua expressão estava indecifrável.

— E-Eu...

— Ora, ora... O que uma linda garotinha humana faz num lugar assim?

Vasculhei ao redor procurando o dono da voz. Soltei um grito quando a escutei novamente bem próxima da minha orelha:

— ~ Fufu ~ É bom conhecer você, putinha. — fui lambida pela segunda vez naquele dia. Recuei e abracei meu próprio corpo em alerta.

— Porra, eu vou matar você bastardo! — Ayato rosnou — Não coloque sua baba nas minhas coisas!

Estudei aquele rapaz de chapéu preto. Seus olhos eram verdes e semelhantes aos do ruivo, porém, o cabelo tinha um tom mais puxado para o castanho-avermelhado.

— Não seja tão egoísta, irmãozinho... — ele mantinha aquele malicioso sorriso e ar falsamente atingido para Ayato — Não concorda comigo, Kanato-Kun?

— É... Eu também quero provar...

Um outro rapaz de cabelos liláses e orbes do mesmo tom, estas acompanhadas de escuras olheiras, preencheu meu campo de visão. Em seus braços carregava um estranho ursinho de pelúcia com tapa-olho.

Congelei no lugar e senti a nova lambida no meu rosto.

— A-Ah?!

— Mm... doce... É uma invulgarmente saborosa menina comparada ao resto da espécie humana suja, né’ Teddy...?

— Você dois, não acham indelicado fazer isso no primeiro encontro com uma dama que acabaram de conhecer?

— ~ Nfu ~ Reiji tão rígido como de costume... Ah... Estamos apenas saboreando uma deliciosa garota. — o de chapéu resmungou numa voz excessivamente manhosa.

— Que fique claro, fui eu que a vi primeiro, então ela já é minha por direito. — Ayato declarou em alto e bom som.

Abri a boca para dizer algo, mas alguma coisa naqueles pares de olhos ali presentes me fizeram calar imediatamente. Alguma coisa... ruim.

— Que cara chato... Eu já estou cansado de ouvir você falando assim.

— Vá se foder, Subaru. Eu sei que é você, maldito. Apareça!

— Humph. Bem aqui.

Outra vez alguém havia surgido de repente! Como...? E-Esse lugar...

Me encolhi ao receber o olhar daquele rapaz albino que aparecera. Suas íris eram vermelhas como sangue e os seus cabelos quase platinados.

— Pensei ter sentido cheiro de humano... Então a razão era você... Graças a isso meu precioso tempo de sono foi interrompido! — ele trincou os dentes com raiva — O que exatamente está acontecendo aqui?!

— V-Você... De onde você v-veio? — gaguejei.

— A minha pergunta primeiro! — o albino socou a parede mais próxima dele, assustando-me.

Essa força...

— Wow! Cabeça quente como sempre irmão mais novo... — o de chapéu riu.

— Cale a boca, vagabundo! — o rapaz grunhiu indiferente — Eu não penso em você como um irmão mais velho depois de tudo!

— Ah... incômodo... — o roxeado do ursinho suspirou, fitando-o — Se você não fechar essa boca insolente eu vou cortá-la, sabe?

— Como se pudesse fazer algo tão difícil, fedelho!

— Calem-se, ou até mesmo uma pessoa civilizada como eu vai perder a paciência. — Reiji finalmente deu um basta naquela discussão — E quanto a você, comece a explicar sua situação. — me encarou com autoridade.

— Bem, eu... — aqueles olhares cortantes me pressionavam. Minhas mãos suaram de nervosismo.

— O que foi, sem peitos? Está tão assustada que não é capaz de falar? — Ayato arqueou as sobrancelhas irônico.

— ~ Nfu ~ Como pensei... tão fofa... — mais uma vez, o “chapeleiro” aproximou os lábios da minha orelha — Isso me faz querer comer você agora, sabia? — sussurrou antes de deixar uma lambida na região.

— Eeek! P-Pare com isso! — me afastei dele e de seu sorriso imoral.

— Raito, comporte-se antes que eu realmente fique irritado. — Reiji suspirou, reprovando-o.

Tomei coragem e comecei a explicar o motivo real de estar ali.

— Pff... hahaha... Você é uma menina da igreja? — Ayato perguntou rindo.

Franzi o cenho. O que era tão engraçado?!

— É isso mesmo. — reafirmei.

— Não me admira que isto é uma merda. — o albino resmungou.

— A filha da igreja nesta residência... — Reiji observou retoricamente — Você não parece conhecer esse parente. — inquiriu.

Me levantei do sofá, olhando-os.

— Ah, definitivamente devo ter cometido um equívoco ao entrar aqui. E também vejo que vocês não estão sabendo de nada sobre esse assunto. — abri um rápido sorriso apreensivo — Bem, sendo assim, acho melhor eu ir embora agora. Desculpem-me por este transtorno...

Não posso negar. Estava com medo. Muito medo. Alguma coisa me dizia que, se eu ficasse ali por mais tempo, algo terrível poderia acontecer.

“Nunca se deixe enganar por belos rostos...”

— Não acha que seria indelicado de sua parte sair no meio de uma conversa? — o moreno rebateu, uma vez que eu já criava uma distância considerável deles.

— M-Mas eu pensei... — minhas pernas banbearam por um breve momento.

— Então você é a mulher que ele mencionou?

O instinto me fez desviar o rosto para o rapaz loiro — este, que até aquele instante eu não tive a capacidade de notar a presença, ou como me forcei a não acreditar, outro que havia aparecido do nada mais uma vez — deitado e de olhos fechados em um outro sofá ao lado da lareira.

Ele? — murmurei sem entender.

— Shuu, você sabe algo dessa garota? — Reiji o encarou.

— Talvez... — respondera com descaso, nem preocupando-se em olhá-lo de volta.

— Não diga “talvez”. — o roxeado que atendia por “Kanato” o confrontou — Quero que explique o significado disto em detalhes.

— Outro dia, aquele cara entrou em contato comigo... — continuou — Ele disse: “Temos uma convidada vindo da igreja, tratem-na com respeito.”

— Em outras palavras, a casa que ela está falando... — Ayato deteve sua atenção em mim — Quer dizer então que essa sem peitos é a noiva?

N-Noiva? — meu cérebro travou.

— E ele também mencionou para não matá-la... — acrescentou o loiro em tom despreocupado, como se aquelas palavras ditas fossem uma mera banalidade.

Quê?! — guinchei boquiaberta.

— Hmm... Isso significa que vamos ter um looongo relacionamento com ela... — disse Raito com seu timbre sedutor.

— E-Eu... — fechei os olhos tentando extinguir a vertigem. Eles pareciam apreciar o tempero do meu medo.

— Ao que vejo, você não estava enganada sobre esse lugar. — Reiji concluiu, dirigindo-se à mim — Bem, já deve estar mais do que claro para você, mas irei nos apresentar devidamente: Esse é o primeiro filho, Sakamaki Shuu. — indicou o loiro que dera as ilustres instruções — Sou Sakamaki Reiji, o segundo filho.

Não entendo... O que estava acontecendo ali? Sim, eles eram tão bonitos, que até arrisco eu, passariam-se facilmente por anjos, mas ao mesmo tempo, transmitiam algo obscuro...

Aquelas expressões... aquelas palavras...

Exatamente como os enganadores, perigosos e belos... demônios da noite.

— Ayato, Kanato e Raito, os trigêmeos.

Sorrisos traiçoeiros e doentios...

— Melhor se preparar, sem peitos.

— ~ Fufu ~ Querida putinha... Nós dois vamos nos divertir tanto juntos...

— Ela será uma linda boneca para a nossa coleção, né’ Teddy?

— E este é o último filho, Subaru.

— Tsc... Que perda de tempo.

O espirituoso pecado da ira...

— De nenhuma maneira... Isto tem que ser um mal-entendido... — balancei a cabeça para os lados e cerrei os punhos ao observá-los — Ninguém me disse nada sobre essa história de noiva... E além do mais, vocês são... estranhos... — quase sussurrei a última parte.

Preciso falar com o meu pai urgentemente e saber a verdade... Essa situação que me impuseram é muito esquisita!

Por reflexo, enfiei uma das mãos no bolso traseiro do shorts a procura do meu celular.

Mas...?

— Ei, está procurando por isso? — Ayato o exibia, provocativo.

— Meu celular! Me devolve! — mesmo receosa, fui em sua direção.

Com toda certeza, devo o ter perdido naquele momento em que o ruivo praticamente me encurralou no sofá do hall de entrada.

— Hum... O que devo fazer? — ele sorriu divertido e afastou o aparelho do meu alcance.

— Pare! Você não tem o direito de decidir! — minha voz elevou uma oitava ao tentar recuperá-lo.

— O que há com este tom, hm? — o ruivo uniu as sobrancelhas — Eu somente o peguei por bondade. É assim que você mostra seu agradecimento para quem encontrou?

— Ugh!

Nem pude perceber quando Subaru se aproximou e tomou o meu celular das mãos do ruivo com um olhar transbordando raiva.

— O que você está pretendendo...? — fitei o albino. Sua expressão me dizia que ele não iria devolver em hipótese alguma.

Apenas isso... — vi meu celular ser esmagado em milhares de pedacinhos diante dos meus olhos.

— Você é terrível! Como pôde?! — choraminguei em choque.

— Calada!

Recuei assustada, batendo de costas contra alguém.

— Ah, putinha... Não se chateie... — Raito sussurrou manhoso e brincou com um cacho loiro do meu cabelo entre os dedos — Agora você deve tentar se dar bem conosco e não precisará mais de uma coisa vulgar como um celular...

— Eu estou começando a sentir um pouco de fome também... — senti a respiração de Kanato a centímetros do meu pescoço.

— Seu cheiro é tão delicioso... — completou o garoto de chapéu colando os lábios num dos meus ombros descobertos — Shh... Não se mexa...

— Kyaaah!

Tentei correr, mas como se num vacilo idiota de minha parte, acabei tropeçando e caindo no chão.

Eu pensei que a mansão assombrada daqueles rumores não passasse de uma lenda urbana, no entanto, é como se ela realmente... existisse.

— Que desajeitada...

— Ai... — resmunguei de dor e tentei me levantar.

Olhei para cima esperando o motivo daquele silêncio repentino.

Seis brilhantes pares de olhos encaravam hipnotizados o sangue espalhar-se rápido pelo ferimento em meu joelho exposto.

— Ah!

Eu finalmente havia percebido.

Vampiros...

A atmosfera pesou, sufocando-me.

“Não é todo dia que uma presa se oferece de livre e espontânea vontade para entrar num lugar assim...”

“... mencionou também para não matá-la...”

“... garotinha humana...”

Entrei em desespero sobre aqueles olhares escurecidos e famintos.

Comam isso! — fechei os olhos e gritei empunhando o rosário de prata que sempre levava guardado comigo.

— Pff... hahaha... Putinha, você é tão interessante! — Raito soltou uma risada — Você tem um rosário?

— Ah... M-Mas... — pisquei algumas vezes, desnorteada com a ineficácia da minha atitude anterior em detê-los. Os pequenos sorrisos nos lábios de alguns deles confirmavam em como fui estúpida ao utilizar aquele recurso.

— Ultrajante... — Reiji suspirou — Você realmente acredita nesses contos de fadas tolos escritos por mortais?

Não o respondi. Mas, de alguma forma, era a verdade.

Vampiros existiam... O mundo sobrenatural era real.

Água benta, alho, cruzes, sol abençoado... Nada disso adiantaria.

Os dois ruivos e o roxeado avançaram em minha direção, encurralando-me como natos predadores fariam.

“É tarde demais para você...”

— Não cheguem perto de mim! — gritei, tremendo e recuando os passos. A porta estava muito longe, definitivamente eu não teria chance.

Querido Deus, por favor, me salve...

Pisquei. Apenas pisquei e Ayato estava na minha frente. Dei outro passo para trás.

— A julgar pelo cheiro, o seu sangue deve ser bem doce e delicioso... — disse o ruivo, lambendo os lábios.

Nesse momento uma dor lancinante emergiu no meu peito. Levei uma mão até a região e arfei tendo dificuldades para controlar o meu corpo fragilizado. Parecia que o meu coração estava sendo esmagado impiedosamente por algo.

Um grito sôfrego de dor escapou de meus lábios secos e caí de joelhos. Minha respiração falhava e minha visão começou a ficar turva.

— Esqueça, você não vai conseguir escapar dessa casa... — Ayato levantou meu queixo, sorrindo de jeito perverso ao me obrigar a fitá-lo — E principalmente, de mim...

O rosário escapou por entre meus dedos fracos e caiu no chão com um tilintar audível. A sala rodopiou à minha volta. As últimas coisas que consegui vislumbrar foram suas presas afiadas e aquele traiçoeiro par de olhos verdes antes da escuridão me embalar em seus doces e atormentadores afagos graciosos.

Eles eram superiores. Eles eram vampiros.

Eu era apenas... A presa da vez.

O mundo se resume à isso: Os que caçam e os que querem ser caçados.


• • •


Perdida em meio a este jardim cheirando ao adocicado perfume de rubras rosas, tão delicadamente você poderia ter-me refém da escuridão nestas tuas íris emanando a puro pecado.

Aquela brilhante cruz manchada do meu puro sangue a te chamar em sussurros provocadores...

Contemple enquanto a dor de suas frias presas rasgam minha alva pele desprotegida...

Me faça gritar, satisfaça-me!

E como uma perigosa armadilha oculta em meu olhar vago, você saberá de todos os meus passos... Senhor sádico da noite...


Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ


Aproveite ao máximo sua estadia no inferno. E, ah... Antes que eu possa esquecer...

Tenha bons pesadelos, Yui...



Notas Finais


Oi de novo...
Bom, esse foi só um primeiro capítulo para mostrar como a Yui chegou na casa mesmo, uma espécie de introdução, então mesclei partes do anime com o jogo. (Nada muito relevante para um fã de DL apesar de que ficou compriiidoooo, sorry por isso)
Eu achei necessário fazer pra não ficar meio "bléh" o(≧ v ≦)o
Os acontecimentos verdadeiros da fic mesmo vão começar a rolar a partir do segundo capítulo.
XOXO


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...