História Make the fiction, reality. - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Once Upon A Time, Swanqueen
Exibições 178
Palavras 4.225
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meus amore, me perdoe pela demora. Tive uma crise de bloqueio horrível e não conseguia desenvolver a história. Fica aqui o último capítulo da então "primeira fase" da história. Ficou imenso porque eu precisava detalhar todos os sentimentos para que vocês pudessem entrar na história e imaginar tudo acontecendo.
Não revisei, porque acabei de finalizar o capítulo e já estou correndo para ir trabalhar. Então, perdoem-me qualquer erro e não desistam de mim.
Que vocês consigam sentir todos os detalhes e gostem do capítulo. Leiam as notas finais.

Sem mais delongas, boa leitura (:

Capítulo 13 - Turning tables


Simplesmente aconteceu

Não tem mais você e eu.

 

 

 

Jennifer POV

 

 

 

 

I’d suffer

(Eu sofreria)

I’d suffer again

(Eu sofreria de novo)

Day after day

(Dia após dia)

 

 

 

Mesmo estando errada, a gente nunca dá o braço a torcer. O jogo do orgulho é esse e o ditado sempre se faz. É preciso um choque de realidade para que possamos, enfim, tomar uma atitude. Deixar levar-se pelo medo é simplesmente desistir de uma batalha sem ao menos lutar e, foi isso que eu fiz. Reconhecer o erro está fora de cogitação e, culpar a outra pessoa é a via de escape.

O ato egoísta fez com que desencadeasse toda essa situação entre nós. Eu sofri por antecipação e joguei tudo para o ar. Fora mais fácil acusá-la ao invés de ouvi-la. Mesmo sabendo que Lana é casada, eu quis envolver-me e, fui tão fraca por abandonar a batalha na primeira luta.

Querer ser escolhida é o desejo de qualquer pessoa e eu frustrei-me mediante a impossibilidade. Fugir para o mais longe fora uma alternativa. Fui covarde por não encarar meus fantasmas e insistir naquilo que quero. Em minha própria bolha, fechei-me. Eu a queria, mais do que tudo, mas fui incapaz de deixa-la aproximar. Cega pelo medo, não percebi que ela estava aqui, em Paris, por mim. Que a escolha já havia sido feita, eu.

Depois de um banho de água fria, esvaziei todo o meu ego inflado e corri até o aeroporto atrás de Lana. Eu só não pude imaginar que já seria tão tarde. Aquele milésimo de segundos que pode decidir toda a sua vida.

 

- Por favor, uma informação, aquele avião que acabara de decolar, é o último da noite com destino a Vancouver?

 

- Sim, senhora. O próximo é só pela manhã.

 

- Obrigada.

 

- Disponha.

 

 

 

 

 

I’ve got feelings so deep,

(Eu tenho sentimentos tão profundos,)

Now that you’re gone.

(Agora que você se foi.)

 

 

 

 

Segui em direção à espaçosa janela de vidro, a mesma ia de fora a fora dando uma visão privilegiada da pista para aqueles que apreciavam o decolar e o aterrissar. Algumas pessoas também observavam o avião partir, como um ponto esbranquiçado na imensidão azulada. Outros, também choravam pela ida de um alguém especial, e eu chorava pela estupidez de meus muros. Eu precisava vê-la, pedir perdão e soltar tudo aquilo que está entalado na garganta. Em estado deplorável, algumas pessoas observavam-me aos prantos. Me conheciam e seus olhos mostravam-me, porém, respeitavam meu espaço. Eram discretas, o que eu mais apreciava. Um cochicho ou outro, não me importava, toda a minha razão se fora com o decolar do avião. Um suspiro derrotado escapou de meus lábios. O leite havia entornado, e chorar não o resolveria mais. O amor é demonstrado através de ações, não são apenas o falar dessas três palavras o que faz valer. Absorta em meus devaneios, nem percebi que o portão de embarque se esvaziava aos poucos.

 

- O divórcio saiu ontem.

 

O soar suave de uma voz fez-se presente. Um entoar familiar. Seu perfume adocicado percorreu com o bater do vento. A lua brilhava no infinito azul marinho, e eu a sentia sorrindo para mim, um sorriso carregado de lascívia e completamente misterioso, como se me escondesse algo importantíssimo. Senti um movimento ao meu redor, ainda de costas, vi de soslaio que algumas pessoas cochichavam e sorriam entusiasmadas. Virei-me e tive a sensação de estar em um mundo paralelo, todo criado por meu subconsciente.

 

 

 

Ninguém ama porque quer

O amor nos escolheu, você e eu

Não tem segredo

Não tenha medo de querer voltar

A culpa é minha eu tenho

 Vício de me machucar.

 

 

 

- Você não embarcou.

 

- É. Parece que não.

 

Minha voz trêmula e embargada na surpresa fez-se notório. Seu entoar cansado fora percebido. Os olhos eram fundos e completamente avermelhados. Não quisera esconder, estava ali para quem quisera ver.  Seu olhar era carregado por um brilho, mas não qualquer um. Por mais marejados que estivessem, aquele brilho era diferente. Não era apenas o efeito da água, contudo, transparecia a confusão em seu interior.

 

- Como.. Como sabia?

 

- Eu não sabia e nem tive como saber. Mas algo aqui dentro – apertou sua mão esquerda contra o peito na altura do coração –  implorava para que eu não o fizesse, porque lá no fundo, a esperança encorajava-me, dizendo que você viria. E olha, você está aqui.

 

- E você acreditou, não o fez.

 

- Como duvidaria do que mais anseio? Não era o certo. Eu precisava arriscar e, só assim, então, saberia. É o que dizem, o não nós já temos, precisamos conquistar o sim.

 

- Me perdoe, Lana, eu fui tão idiota com você.

 

- Sim, você foi.

 

- Fui cega por não perceber que você veio por mim. Eu tive medo, e ainda tenho, e, acabei te machucando com minha covardia.

 

- Eu não posso mais abdicar da minha felicidade. Jennifer, eu sou carregada por cicatrizes que a vida fez. Eu tenho tanto medo, todavia, eu estou disposta a ser feliz. Preciso saber se você também está.

 

- Eu quero tanto correr, te abraçar e te sentir.

 

- Bom, não vejo nada que esteja impedindo.

 

- Mas, e toda essa gente?

 

- Eu realmente não me importo. Você sim?

 

Não foi preciso mais nada para que eu corresse e a tomasse para mim. São tantos sentimentos explodindo dentro de meu interior que fora impossível conter o sorriso ao tê-la em meus braços. Por impulso, levantei-a. Seus braços agarraram-se ao meu pescoço, e como se todo o meu corpo estivesse ligado no piloto automático, rodei-a no ar. Uma gargalhada ecoou. Se fosse uma audição às cegas, poderiam jurar que ouvira de uma criança. Ainda no alto, Lana abaixou a cabeça e fitou-me no fundo dos olhos. Suas mãos pousaram, uma em cada lado, de meu rosto. Seu sorriso que nunca morrera, fizeram-me sorrir igualmente. Tão contagiante.

 

- Senti tanto a sua falt...

 

 

 

I know you’re still love me.

(Eu sei que você ainda me ama.)

 

 

 

E antes mesmo que eu pudesse concluir, senti seus lábios grossos chocarem-se contra os meus. Ali, nós estávamos em nossa própria bolha. Em um mundo paralelo, apelidado esconderijo, sem plateias, julgamentos e preocupações. Ali, apenas a lua era testemunha dos nossos corações.   

Seu hálito era doce e sua saliva lembrava-me a chocolate. Minhas mãos circularam-se em volta de sua fina cintura enquanto seus braços abraçavam-me pelo pescoço. Sua língua brincava por toda a extensão de minha boca. Nossas cabeças moviam-se da direita para à esquerda, incessantemente. O leve roçar de narizes fez com que eu sentisse o acordar de toda uma escola de samba em meu estômago, seus lábios sorriram colados aos meus. Quatro selinhos estalados e uma leve mordiscada próxima à sua cicatriz para que nossos olhos se cruzassem mais uma vez. Ternura, carinho, cuidado e saudade. O estourar de nossa bolha fizera intensificar os ruídos ao nosso redor. Um lugar público. Ruborizei levemente, e de soslaio, olhamos ao redor. Aos que assistiam, fez notório a emoção de alguns, os sorrisos de outros e a salva de palmas de todos. Felicidades, fora ouvido gritar entre um e outro. Muito me surpreendeu por não ter uma, sequer, câmera ao nosso redor.

 

 

xxx

 

 

Four Seasons Hotel George V, Paris, 03:14 a.m

 

- Essa lasanha está maravilhosa!

 

- Quando estamos com fome, realmente tudo fica maravilhoso.

 

- Quando você me encontrou na área de embarque no aeroporto, você disse que...

 

- O divórcio saiu ontem.

 

- Me desculpe?

 

- Você disse-me que não sabia amar pela metade, pois, eu também não. Manter um casamento fadado não era o certo, com nenhum dos três. O meu coração já encontrou o lugar onde realmente está em casa. Com você.  

 

Tu te tornas eternamente responsável por tudo o que tu cativas, me cativastes e agora és responsável por mim.

 

- Você trocou toda uma vida estável por nós. Como pode ter tanta certeza?

 

- Eu não posso. Não, se nós não tentarmos. Vai ser difícil? Com toda a certeza, mas se estivermos juntas, conseguiremos.

 

- Eu também não quero mais abdicar da minha felicidade. Não sou capaz de não transparecer todo o sentimento que tenho por ti.

 

Se permitir ao amor é dar-se uma segunda chance. Tanto Lana quanto eu sofremos por relacionamentos frustrados e vivemos na insegurança de permitirmo-nos a uma vida de entregas por completo, por temer o futuro, tendo como experiência um passado carregado de decepções. Nunca passou por minha cabeça a possibilidade de ser uma mulher a razão de toda essa reviravolta em minha vida. Soa preconceituoso, eu sei, mas compreendam-me, é tudo muito novo para mim porque vai muito além de uma simples atração.

Iniciamos um beijo lento e completamente apaixonado. Seus dedos brincavam em minha bochecha circulando levemente com a ponta das unhas. Um arrepio percorreu-me quando seu toque fora sentido em meu pescoço. A ponta de minha língua deslizou pelo contorno de sua boca parando em sua cicatriz. As orbes amendoadas fitaram-me profundamente, seu castanho ganhou uma tonalidade ainda mais escura e seus lábios suspenderam-se em um sorriso maroto mostrando a parte superior de seus dentes completamente brancos. Meus olhos desceram de encontro ao seu sorriso, não usava batom, mas mesmo assim era o meu preferido, o mais lindo. Eu ofegava enquanto uma chama acendia-se dentro de mim fazendo todas minhas células clamarem por seu corpo.

Um quebra cabeça só pode ser montado quando as peças são diferentes, para que o encaixe seja perfeito é necessário possuir o diferencial e buscar pela peça que o completa. E era assim com o selar de nossos lábios, como o encaixe perfeito. Os movimentos sincronizados iniciaram uma disputa por dominância. Em meio aos ofegos e afagos, nossas línguas puderam sentir os dois extremos, da delicadeza à possessão. Teciam uma dança clássica quando queriam, e por outro momento, disputavam pelo cinturão de ouro do MMA. Minhas mãos escorregaram ao lado de sua cintura buscando por mais contato. Seu corpo respondeu positivamente e, sem mesmo quebrar nosso beijo, Lana levantou de sua cadeira e sentou-se em meu colo. Eu poderia jurar, mesmo entre tantos panos, que sua vagina pulsava com apenas encostar em minha barriga.

Depois de todas minhas células acordarem com o explodir do tesão, apertei forte minhas pernas, uma contra a outra, quando senti um líquido quente escorrer e encharcar minha calcinha. Ruborizei e a morena percebeu.

 

- Eu também estou molhada, sente.

 

Um fio de sussurro no pé de meu ouvido finalizado por uma leve mordiscada no lóbulo. Seu hálito quente chocou-se contra minha pele, até então, fria. O eriçar dos pêlos da cabeça aos pés excitou-me. O caminho era escuro, um território novo que, aparentemente, eu estava louca para explorar. Com o primeiro contato, necessitei do auxílio de uma guia, como uma parábola, eu precisava encontrar o ponto máximo, e lá estava, o seu toque delicado fez-se sobre a minha mão. O corpo fora impulsionado para cima e, com um leve encostar, senti, por cima da calça social, que sua calcinha estava molhada. Automaticamente, meus olhos fecharam-se e o ar fez-se rarefeito. O movimento vai e vem fez com que fogos de artifícios explodissem dentro de mim. Uma nova sensação dominou-me. O prazer fora completamente diferente do que eu já senti. Um gemido escapou de seus lábios assim que apertei meus dedos por cima de seu sexo.

Sua boca atacou com volúpia toda a extensão de meu pescoço. Sua mão livre pressionou meu peito esquerdo e eu gemi alto em seu ouvido.

 

- É o que realmente quer?

 

Mesmo com a voz falha, interrompi nosso momento para pergunta-lhe. Eu não queria apressar nada e respeitaria como o fiz todas as outras vezes.

 

- Eu quero ser sua, por completo.

 

Minha cozinha não era o melhor lugar para nossa primeira troca de amor. Tínhamos que estar confortáveis e eu realmente ansiava por ser especial.

 

 

Lana POV

 

Felicidade é o estado de quem é feliz, uma sensação de bem-estar e contentamento, que pode ocorrer por diversos motivos. Estar feliz abrange o estar completa. A essência do ser sobressai o ter e é isso que importa. O impacto da liberdade é completamente leve e o pressentimento de voar é intenso e tentador.

Jennifer guiou até a última porta do corredor. Uma suíte espaçosa de paredes brancas e poucos móveis distribuídos. Com uma cama box centralizada, acolchoada pelo vermelho e preto, dois criados mudos brancos, em cada extremidade superior da cama, ambos com abajures e alguns livros, o enorme guarda roupa embutido na parede em madeira maciça no canto esquerdo, uma cômoda na mesma tonalidade que o guarda roupa, em seu oposto e, na frente, um painel para televisão de fundo negro, enfeitado por um arabesco no flanco direito em vermelho. Aconchegante e acolhedor.

Eu, que ainda estava parada na porta observando cada detalhe, senti as mãos da loira levando meu cabelo, em um rabo de cavalo, para um único lado, beijos molhados foram depositados por toda extensão exposta e um arrepio percorreu-me por completo. Abaixei a cabeça com a intensão de prolongar, dando-lhe livre acesso a minha nuca. O zíper, de fora a fora em minhas costas, do cropped, lentamente, fora desfeito. Suas mãos passearam por dentro do pano apalpando-me, algumas leves pressões em meus ombros fizeram-me arfar e, da garganta um gemido escapar.

Calmamente, a peça que vestia-me, desceu por meus braços. Suas mãos receosas brincavam por minha cintura e barriga. Uni nossas mãos e percorri os pontos estimulantes de meu corpo. Sua boca ainda brincava com meu pescoço e, sem delongas, trouxe suas mãos até meus seios. As pontas de seus dedos circulavam pelas aréolas e meus mamilos, já enrijecidos, tornaram-se sensíveis ao seu toque. Uma onda prazerosa acendeu todo o meu corpo. Suas mãos apertavam com certa intensidade e sua respiração descompassou.

Seu peito arfava em minhas costas completamente nua. Nossos dedos entrelaçados desceram até o cós da minha social. Eu sentia que fraquejaria a qualquer momento. Seus dedos brincavam com a barra de minha calcinha enquanto, agilmente, eu desabotoava os botões. O pano desceu por minhas pernas ao passo que me desfazia daquela peça, virei-me para encará-la.

O colidir brusco de nossas bocas mostravam tamanho desejo. Suas imensidões esverdeadas estavam em tons mais escuros, cobiçosos pelo que via. Travando uma luta por espaço, Jennifer puxou minhas duas pernas em volta de sua cintura e, andando lentamente, ajoelhou-se sobre a cama. Suas unhas demarcavam território por toda minha bunda. Obscenamente, esfreguei minha vagina em seu abdômen. O senti contrair de imediato.

Deitou-me sobre a colcha macia, e então o beijo cessou. Ela sorria lindamente, contagiante. Levou meus braços para o alto de minha cabeça. Uma trilha de beijos fez-se por todo o meu corpo. Da testa, passou beijando meus olhos, roçando nossos narizes, mordiscando meus lábios, chupando meu queixo, lambendo a extensão de meu pescoço, parando em meu tórax. Uma de suas mãos desceu até meu seio e o estimulou. Eu arfava com tamanha sensibilidade. Gemidos pesados eram ouvidos de nossas gargantas. Sua língua quente começou um delicioso trabalho umedecendo, em círculos, a aréola. O sugar dos lábios e o roçar dos dentes em meus mamilos trouxeram novas sensações em meu âmago.

Assim que terminou de brincar na abundancia, o deslizar de seus lábios por meu abdômen fizera a respiração audível. Abriu minhas pernas e sua respiração bateu contra a parte interna de minha coxa. Automaticamente, minhas mãos desceram até meus seios. A cada explosão interna era uma apertada, estimulando ainda mais o trabalhar do meu corpo.

Seu nariz roçou em cima de meu clitóris. Contrai as paredes vaginais e um gemido escapou completamente rouco. Por mais que eu adorasse o ato da penetração, as preliminares eram essenciais para um orgasmo arrebatador. Por mais que a necessidade de a sentir dentro de mim fosse grande, o desejo e a construção do conhecimento do corpo alheio valiam à pena.

A loira retirou minha calcinha e encarou-me. Sorri em resposta, passando-lhe confiança. E assim fora feito. Não foi preciso que eu suplicasse, Jennifer também ansiava por sentir-me. O primeiro toque acendeu todos os possíveis sentidos dentro de mim. Sua língua quente e molhada lubrificava minha vagina sem nenhum pudor. Sua boca era deliciosamente faminta, o que levou minhas mãos até seu cabelo. Sugando meu clitóris, fechei meus olhos em apreciação, aguçando meus sentidos. Não era questão de ver, e sim, sentir. Quando sua língua invadiu-me, comecei a rebolar por sua boca, minhas mãos intensificaram as investidas em sua cabeleira ditando o ritmo que eu necessitava. A esse ponto, o autocontrole se fora e eu gemia escandalosamente. O sexo oral, um puta sexo oral, como é essencial em uma transa.

Beijando o meu ventre, Jennifer penetrou-me, sem aviso prévio, dois dedos fora sentido. O vai e vem de uma dança única demonstrava todo prazer exalado. Ofegantes. Suadas. Arrebatadas.

 

- M..ais..rápid..o.

 

Foi o que consegui balbuciar. A vi sorrir maroto. Apoiei-me sobre os cotovelos afim de ajudar-lhe no impulso, minhas mãos seguravam com firmeza o fino lençol. Pedido feito e concedido. Freneticamente ela movia-se dentro de mim. O tombar para trás de minha cabeça denunciava o quão entregue estava. Seu polegar massageava meu clitóris e seus dedos deslizavam-se facilmente. Eu gemia balbucios incompreensíveis em puro êxtase. No clímax, gemi alto seu nome, quando espasmos levaram-me ao orgasmo avassalador. Como uma boa menina, Jennifer sugou todo o meu líquido, dando-me a prova do meu próprio gosto em um beijo calmo e saboroso.

 

- Uma delícia, amor.

 

Dito, lambeu dedo por dedo que estava melecado com meu gozo. Uma gargalhada alta pudera ser ouvida e inúmeros beijos estalados surgiram por todo meu rosto.

 

- Estamos em desvantagem aqui.

 

Fitei-a de cima a baixo. A loira ainda estava com todas as suas peças de roupas e eu completamente nua. Um sorriso lascivo formou-se em seu rosto. Seus passos lentos foram em direção a cômoda, pegou seu iPhone, acessou as músicas em sua playlist e Slow Motion – Trey Song, fez audível.

Em câmera lenta, Jennifer começou a despir-se ao som das batidas da música. A sensualidade de cada movimento excitava-me ainda mais.  Com a perna direta para frente, curvou-se ao alcance de seu pé, subiu lentamente pela extensão de sua perna. No cós do vestido, suas mãos brincaram subindo e descendo a peça. Seu quadril rebolava com maestria, e com os joelhos levemente flexionados, seu corpo subia e descia.

Apenas de lingerie preta, a loira virou-se de costas para mim. No balançar das nádegas, soltara o fecho que prendia seu sutiã. Suas mãos brincavam com os mamilos enrijecidos enquanto de sua garganta saiam gemidos em balbucios inaudíveis. Absorta com o show feito para mim, não percebi que involuntariamente eu masturbava-me. O dedo médio e o indicador preenchiam-me em estocadas desenfreadas, o seio fortemente apertado e o subir e descer do corpo para ajudar nas investidas.

A última peça que lhe cobria fora tirada e jogada para mim. Levei-a na altura das narinas. Seu aroma entorpecia-me. Com o indicador, sinalizei para que viesse até mim.

A loira passou suas pernas circulando minha cintura. Minhas mãos tatearam por toda extensão de seu corpo atlético. Seu sexo esfregava em minha barriga, mostrando o quanto estava molhada. Girei-a na cama, deixando-a deitada. Algumas mordiscadas foram distribuídas em seu busto. Minha língua circulava sua aréola rosada. Soprei seus mamilos e senti seus pêlos eriçarem. Voltei aos seus lábios provocando um gemido abafado. Seu corpo arfava por debaixo do meu, fazendo nossas vaginas se tocarem por alguns instantes. Trabalhei com chupões obscenos por toda área de seu pescoço. Sua pele alva avermelhou-se aos meus toques.

Com as duas mãos encaixadas em seus seios médios, lambuzei-me em seu definido abdômen. Eu soprava próximo ao seu ventre que se contraia ao ponto que suas mãos seguravam com firmeza a cabeceira da cama. Os estrondos dos trovões mascaravam os gemidos incontroláveis liberados pelo prazer.

 

- Eu q..uero..voc..ê...m..aaaaah..mais..em..b..aixo..

 

- Tsc, tsc, tsc...

 

Voltei aos seus seios e a loira gemeu em frustração. Minha boca o devorava com voluptuosidade. Carregados na luxúria, minhas mãos desceram afastando suas pernas. Encaixei-me em seu centro e arranhei as laterais de sua cintura. Seus joelhos erguidos, apertaram-me. Com as mãos em cada superfície, afastei-os o máximo que pude. A flexibilidade de seu corpo devido as aulas de dança facilitaram e, proporcionaram, uma preliminar maravilhosa.

Rocei meus lábios em seus pêlos pubianos. Jennifer não possuía muitos, o que eu muito apreciava. Depilação é tudo nessa vida. Uma lambida de baixo para cima seguido de um sopro da mesma forma, fizera a loira liberar um gemido agudo. Sua cabeça estava tombada para trás e seu quadril rebolava euforicamente para mim. Separei os lábios de sua vagina e suguei por cima de seu clitóris, estocando-a com a língua. Ela era a caloura e eu a veterana. Senti suas paredes se apertarem contra minha língua e um fio ofegante de sussurro fora ouvido.

 

- E..u..vo..u..g.ozaaaaaaaaah.

 

Um líquido quente e salgado desceu por minha boca. Deliciosa. Não parei de chupa-la. Já mencionei o quanto aprecio um bom sexo oral? Suguei tudo o que fora liberado e deixei algumas mordiscadas por toda sua extensão.

De joelhos, penetrei-a por trás. O dedo médio entrava e saia de um espaço ligeiramente apertado. O estalar de um tapa trouxeram uma tonalidade avermelhada em suas nádegas. Até acostumar-se com o ritmo, debrucei-me em suas costas, mordiscando-a, ao mesmo tempo que a mão livre trabalhava incansavelmente em seu seio. Quando Jennifer começou a ditar a velocidade, penetrei-a com mais dedo. Sua vagina apertada recepcionou muito bem as minhas investidas. Absolutamente lubrificada, devido ao sexo oral, o deslizar dos dedos intensificaram fortemente. Seus seios balançavam desengonçadamente.

Depois de mais uma explosão em orgasmos, encaixei-a entre minhas pernas, fazendo nossos sexos esfregarem-se um no outro. A famosa tesoura. Dedos entrelaçados. Movíamos no mesmo ímpeto. O rebolar sensual e prazeroso causava-nos espasmos constantes. O gemido não se calou. O subir e descer do peito buscava o controle da respiração. No ápice, gozamos juntas.

 

 

O sangue latino, o sexo lésbico, é algo bacana, é algo moderno. A força da mulher sapatona.

 

 

Engatinhei até seus braços que me acolheram gentilmente. Minha cabeça pousou em seu peito acelerado. Um beijo foi depositado no topo, em meus cabelos.

 

- Eu nunca fiz isso antes. Eu não sei como devo agir. Eu queria que fosse mais romântico e especial, com pétalas, velas perfumadas, assim como você merece.

 

Suas mãos brincavam com meus cabelos desgrenhados, virei-me apoiando-me no cotovelo. Sorri desgrudando alguns fios loiros espalhados por seu rosto ruborizado.

 

- Foi com você, e isso é o que importa. Não poderia ter sido mais especial com pétalas e velas ou não. Não foi apenas uma transa qualquer, tem muito sentimento envolvido, o que torna verdadeiro e especial

 

- É precipitado dizer que te amo?

 

- Amor é uma palavra tão forte, mas eu também não consigo definir qualquer outra que caiba a nós. Então, não é precipitado, afinal, eu amo você.

 

- Eu te amo.

 

 

 

Então tá combinado.

Eu cuido de você, e você de mim.

 

 

 

O selar dos lábios simbolizavam o carinho e a ternura. Se era cedo para falar de amor, eu realmente não me importava. Eu finalmente aprendi que o passado não podia me assombrar. Dizem que um raio não cai no mesmo lugar, e mesmo que caísse, são formas de aprendizagem e crescimento para a estabilização física e emocional de uma pessoa, que são primordiais para a construção de um relacionamento saudável.

 

- Céus! Estou cheirando viagem. Preciso de um banho urgente.

 

- Na verdade você está cheirando a orgasmo! E olha, o cheiro denuncia que foi um dos melhores da sua vida.

 

- Que presunçosa!

 

- Vem, vamos tomar banho.

 

- Vamos?

 

- Tá achando o que? Você ainda me deve um orgasmo!

 

Meus seios estavam contra o a piso frio de seu banheiro.  As mãos para o alto enquanto Jennifer exercitava sua língua quente em minha vagina completamente encharcada. Para quem nunca teve essa experiência, estava saindo melhor que encomenda. Hábil, suas unhas cravavam apertando minha bunda.

Pegou-me em seus braços e penetrou-me fortemente. Meus braços procuravam por forças em seu pescoço. Os gemidos eram abafados pelo som do derramar da água fria do chuveiro. Um terceiro dedo fora introduzido. O gemido rouco em seu ouvido estimulava a loira nas estocadas mais rápidas e fundas. Não segurei por muito tempo, minhas paredes vaginais contraíram-se bruscamente e uma explosão passou por todo o meu corpo liberando um orgasmo arrebatador. Eu nunca tive três orgasmos em apenas uma noite, e meu físico estava extremamente exausto. Seus braços fortes seguraram-me para que não caísse. Tentando controlar o descompassar da respiração, encostei minha cabeça no vão de seu pescoço, beijando toda aquela parte denuda.

Só então, finalmente tomamos banho. Vencidas pelo cansaço, deitamos em silêncio. Aninhei-me em seu abraço. A cidade acabara de acordar, o trânsito fora ouvido e o sol dava as caras. E ouvindo o bater de seu coração, adormeci, podendo ainda sentir sua mão desenhar coisas abstratas em minhas costas descoberta.

 

 

 

Jennifer POV

 

 

É no inusitado que descobrimos o significado do verdadeiro amor. Basta o surgir da oportunidade, a janela da alma se abrir para o amor colorir.

Lana adormeceu em meus braços, e foi então que eu tive a certeza de que era isso o que eu queria para todos os dias da minha vida.

 

 

A mulher que eu amo,

Tem a pele morena,

É bonita, é pequena,

E me ama também.


Notas Finais


Pelo amor de Deus, eu nunca escrevi uma cena assim. Perdoem-me qualquer coisa. Preciso muito saber o que vocês acharam desse capítulo em especial. Quem puder ouvir depois a música citada da playlist de Jennifer "Slow Motion - Trey Songz" e assistir ao clipe oficial, vão ter uma ideia, mais ou menos, da cena descrita.
Vejo vocês nos comentários!!! E só reforçando, não desistam de mim.
Postei e sai correndo para tomar um banho frio, porque, né!
Mwaaaaaaaaaah!


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