História Make the fiction, reality. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Once Upon A Time, Swanqueen
Exibições 422
Palavras 1.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Imensamente feliz com os favoritos de vocês! Espero que vocês sintam cada sentimento narrado pela Lana nesse capítulo!

Boa leitura (:

Capítulo 2 - It's reciprocal


Desci para o hall do prédio e fui em direção à ALA 3, onde ficam os trailers de alguns do cast da série.

-Jennifer... – Disse pela quarta vez ao bater em sua porta. – Precisamos conversar, abre por favor.

- Agora não, Lana. Eu preciso pensar. – Respondeu finalmente abrindo a porta.

Sua voz um pouco falha e seu nariz levemente avermelhado, se eu não a conhecesse, bom ao menos é o que eu acho, eu diria que estava chorando. Continuei a encará-la mostrando que não sairia de lá sem ao menos um consenso. Fitei seus olhos e cruzei os braços, e então, finalmente, ela me deu passagem e fechou a porta por detrás de nós.

-Então. – Instiguei.

- Se é sobre nós interpretarmos um casal gay...

- Você é contra? – A cortei.

- Lana...

-Então é isso?

- Eu.. não.. eu.. realmente não sei, Lana. Envolve tantas coisas. – A loira estava visivelmente nervosa e se enrolava nas palavras. Não pude deixar de evitar meu desapontamento em sua resposta.

- Jen! Regina e Emma sempre mostraram, mesmo que indiretamente, compartilhar algo além de Henry.  Elas construíram uma história juntas. Elas se doaram para salvar uma a outra. Emma trouxe a família que Regina tanto esperou. – Eu havia apenas adentrado seu trailer. Jennifer só fechou a porta e ficamos em pé, paradas, uma frente a outra.

- Você não entende. Aliás, nunca entenderá. – Esbravejou.

- Não, realmente eu não entendo, e quer saber? Talvez eu nunca vá entender mesmo! Vai me dizer que não sente toda a relação das duas? Toda a tensão que emana. Jennifer, realmente não sente?

Eu surtei, lógico. Qual era o seu problema?  É claro que ela sente. Pelo amor, até o público sente, como ela não poderia sentir? Tudo flui quando gravamos juntas. Somos como cátions e ânions que se atraem. Não sei se sentia mais raiva dela por não ser flexível dentro do seu ambiente de trabalho, ou de mim, por nutrir sentimentos inexplicáveis por uma pessoa que aparentemente é homofóbica.

- É claro que eu sinto! – Apressou-se em dizer.

- Claro. – Sorri debochada – O problema é o relacionamento homossexual, não é? Enquanto tudo fica subentendido, está tudo certo. Mas quando as coisas sobem de nível, fica mais explícita...

- Não é sobre elas, Lana, nunca foi! – Me cortou. Literalmente. Sentou-se no sofá.

- Desculpe? – Atônita, perguntei sentando-me ao seu lado. Mãos trêmulas. Ela tentava controlar-se.

- Lana, eu não consigo.

- O que está acontecendo, Jen? Deixe-me ajudá-la.

Aproximei-me e senti tamanha necessidade de segurar suas mãos, na tentativa de transparecer confiança. Ela não hesitou. Aquele toque. Uma carga elétrica percorreu por toda extensão de meu corpo. Arrepio na espinha e um desfile de escolas de samba no meu estômago. Perfeito! Desde quando meu corpo ficou assim, tão vulnerável, tão sensível?

- Lana... não. – Seu olhar era banhado por lágrimas frenéticas que caíam sem pudor.

- Mas que diabos está acontecendo? – Esbravejei um pouco alterada. Ela falava em códigos e eu temia decifrá-los.

- Está acontecendo que eu não consigo mais ficar ao seu lado! – Despejou – É insuportável essa situação, Lana. Insustentável. Estou farta de tudo que te envolve, nos envolve, simplesmente porquê? – Sorriu debochada, sinalizando a cabeça negativamente, as lágrimas ainda insistiam em cair - Eu não consigo mais esconder de que eu gosto de você, Lana. Agora você me entende?

Fiquei estagnada olhando as lágrimas escorrerem dos olhos da loira. Ela estava trêmula, frágil. Uma outra versão de Jennifer que nunca cogitei conhecer, suplicava-me por uma resposta. Eu tentava processar toda aquela enxurrada de informações. Meu coração gritava, escandalosamente, absurdamente: sim! Peguei-me sorrindo em respostas.

- Eu também gosto de você, Jen. – Respondi de todo o meu coração.

- Não, você não entendeu. Eu.gosto.de.você.Lana – Disse pausadamente – E eu já não tenho mais forças para reprimir tudo o que sinto. Saber que eu não tenho mais controle sobre meus próprios sentimentos está me sufocando. É angustiante. Porque eu sei que isso nunca será reciproco. – Ela parou de falar encarando os próprios pés. Suas lágrimas pareciam conformar com sua última frase. Já não caiam mais.

- Jen... – Aproximei-me com intenção de encostar em seus braços.

Faz cinco anos desde que começamos a trabalhar juntas e Jennifer sempre foi cheia de muros. A vida é feita de momentos e eu precisava aproveita-los, pois sabia muito bem que não iria vê-la tão vulnerável novamente. Era uma luta entre a razão e a emoção. O coração parecera querer explodir do peito. Ela levantou e andou rumo a uma parece perto do pequeno corredor. Fui atrás.

- Lana, poupe-me de suas palavras. Estou ciente de que isso n...

Cortei-a. Precisava mostra-la a quão errada estava. Encurtei nosso espaço e selei nossos lábios. Insano? Talvez. Jennifer afastou-se assustada. Fiquei nervosa. Droga, fiz merda.

- Jen, eu, é, me desc...

Senti duas mãos envolverem minha cintura, girando -me. Sua boca chocou contra a minha. Meu corpo fraquejou e meus braços buscaram apoio em seu pescoço. Andei alguns passos para trás até meu corpo colidir em uma parede fria. Minha língua pediu passagem. Jen me pressionou na parede enquanto nossas línguas dançavam uma dentro da outra. Suas mãos me seguravam pela cintura e minhas mãos lhe afagavam no cabelo. Céus, que sensação é essa? Investi mais uma vez minha língua em sua boca buscando por dominância. Tínhamos pressa. Curiosidade. Ela sugou meu lábio inferior deixando uma leve mordiscada. Seu hálito era de café. Gostoso. Afastamos em busca de ar. Ela me tinha em seus braços. Dois sorrisos. Afastei uma mecha que caia em seu rosto. Ela estava ruborizada, porém, leve. Linda, pensei.

“Tava satisfeita em te ter como amiga, mas o que será que aconteceu comigo? Aonde foi que eu errei? Às vezes me pergunto se eu não entendi errado, grande amizade com estar apaixonado, se for só isso logo vai passar. [...] Porque eu só vivo pensando em você, e é sem querer, você não sai da minha cabeça mais...”

- É reciproco. – Sorri e selei nossos lábios, outra vez aprofundando o beijo. Dessa vez com toda a calmaria. Como se estivéssemos investigando o território. Cauteloso. Terminamos com quatro selinhos estalados.


Notas Finais


Como disse anteriormente, tenho alguns capítulos já escritos, contudo, cada vez que os leio para postar, sinto a necessidade de ajustar algum detalhe. Tentarei postar todos os dias de noite para vocês, bom, ao menos os que já estão prontos..
E você que está passando pela primeira vez aqui, não hesite em deixar seu feedback. Ficarei muito feliz! Beijos!


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