História Make the fiction, reality. - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Once Upon A Time, Swanqueen
Exibições 411
Palavras 2.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vocês não fazem ideia da felicidade que foi ver cada comentário aqui! Quero agradecer de coração a todos que reservam um tempo para acompanhar essa história.
Mais um capítulo quentinho, super especial, para vocês!

Aproveitem o capítulo e não deixem passar os detalhes! Sinta-os!

Bom capítulo (:

Capítulo 3 - Let me take care of you


- Reunimos todos vocês aqui para esclarecer algumas coisas. Adam e eu estávamos pensando em N formas de desenvolver um desfecho digno para todos os personagens, e, logicamente para o público. Depois de indagar inúmeras hipóteses pensamos em fazer algo inovador e totalmente surpreendente. – Disse Eddy como se estivesse palestrando.

- E é claro que esse desfecho também será uma surpresa para vocês. Fizemos reuniões privadas com cada um do cast, e até mesmo algumas em conjunto. Tudo isso para um possível final de série. – Completou Adam olhando disfarçadamente para mim e em seguida procurando os olhos de Jennifer. Ninguém percebeu. Eu acho. - Ou seja, vocês só saberão o tão esperado final feliz de seus respectivos personagens.

- Nós precisamos que fiquem unidos nesse momento. Se a intensidade das gravações já era grande, agora as escalas dobrarão. Iremos gravar todos os possíveis finais de cada um, e só então, Adam e eu decidiremos qual o rumo tomado. Cada esforço valerá, eu garanto. – Disse Eddy convicto. – Alguma pergunta?

- Se nós não saberemos qual rumo cada personagem irá ter, podemos ao menos nos reunir para assistir o último episódio da série, não? – Propôs Josh. Ele sempre é o mais animado para essas coisas. Gosta de reunir o todo o cast, colocar a conversa em dia e até mesmo fazer churrascos com boas doses de bebidas em casa. Ginny fica doida, mas apoia o marido. Com Oliver ainda pequeno, Ginny se desdobra em mil para conciliar: casa, filho e trabalho. Lhe admiro muito.

- É uma boa, amor. Mas dessa vez, se for lá em casa de novo, você é quem vai ajeitar toda a bagunça. –  Ginny prontificou-se a dizer causando uma gargalhada de todos. É incrível que mesmo com o passar dos anos a magia ainda ronda-os. Arrisco-me a dizer que, permanece, porém, intensificada. Como se fossem, realmente, Snow White e Prince Charming.
Em uma tarde de domingo, durante uma festa na piscina que ocorreu na casa do casal, confessei a Ginny que eu sonhava ter um relacionamento assim, como o deles. Alguém que sempre me olhasse com brilho nos olhos, que me fizesse viva. Que me amasse independentemente da situação. Que fosse além do físico, do tangível. Minha amiga dizia sempre que, quando eu tivesse um relacionamento construído no amor, na confiança, na amizade, na cumplicidade e na reciprocidade, eu me sentiria no verdadeiro conto de fadas, vivendo meu almejado final, começo, feliz.

- Imaginaríamos que alguém propusesse isso, e Eddy e eu estávamos pensando em um Hotel Resort no leste de Vancouver. Lá possui um enorme salão onde seria excelente para nós assistirmos, e até mesmo uma possível coletiva de imprensa, pré ou pós, season finale.

- E depois vamos ter a festinha de despedida de elenco, certo? – Divertiu-se Meghan em um tom um tanto quanto animado. Meg é uma baladeira nata. Uma das mais energizadas quando o assunto é festa, bebidas e pista de dança.

- Isso fica por conta de vocês. – Soltou Eddy. Ouvimos um “yes” entusiasmado vindo da morena provocando uma risada, um tanto, maliciosa de alguns que sentavam perto dela. Essa festa de despedida de elenco vai dar o que falar, anotem. - Bom, as gravações começam hoje com Emilie, Robert, Jared, Jennifer, Lana, Rebecca e as duas crianças. Os restantes estão dispensados.

Robert, Emilie e uma das crianças foram diretamente ao SET de filmagens. Rumo à ALA 3, adentrei meu trailer, meu corpo clamava por um longo e relaxante banho. De olhos fechados e playlist em um volume baste considerável, relaxante, ouvi estalos vindo da janela. Pausei “Fire meet gasoline - Sia”. Ouvi outro estalo, dessa vez uma pedrinha branca adentrou a placa de vidro entreaberta, chocando-se na quina da banheira, mergulhando na água. Levantei-me às pressas, era um código, entre Rebecca e eu. Vesti uma lingerie branca, alcancei a primeira blusa da gaveta do guarda-roupa, e um short jeans escuro. Descalça, fui em direção à porta.

-Só um momento.

Percorri o olhar em toda a minha volta atrás das chaves. Céus, onde as deixei?

– Não achava minhas chaves, desculpa Sist.. Jennifer? – Levantei o olhar. Opa! Por essa eu realmente não esperava. Dava tudo para ver minha expressão assim que abri.  Encontrava-se cabisbaixa. Um milhão de perguntas vagueavam-se por minha mente. A loira nada disse, o que me instigou. Respirou fundo e seu olhar percorreu de baixo a cima toda a extensão de meu corpo. Pressionei os olhos franzindo o cenho quando uma leve pausa se fez em meu busto. Um sorriso de canto formou-se em seus lábios. Fraquejei. Suas esmeraldas cruzaram-se com meus amendoados. Um passo para trás fez um curto espaço aparecer para que ela pudesse adentrar. Inquieta, Jennifer virou-se para mim, seu olhar era indecifrável. Virei-me para trancar a porta e percebi, ao olhar para grande espelho de moldura dourada no centro da parede paralelo a mim, que aquela imensidão esverdeada observava curiosamente a regata preta que me cobria. Algo ali a prendia. Sem que percebeste, corri o meu olhar através do grande espelho e fitei o mesmo lugar que a loira. Céus! Meus olhos arregalaram-se e meu rosto ruborizou. Naquela imensidão escurecida havia um médio e descorado tecido retangular, ao seu centro duas letras “XS”, o popular tamanho PP. Todas as costuras do avesso.

- Foi a pressa. – Sorri timidamente. Agora, frente à frente. Cara a cara.

- Precisamos conversar. – Sua voz pesarosa fez-me sentir a pior pessoa do mundo.  Impulsionei meu corpo a dar um passo. Hesitei. Engoli seco.

- Jen, olha, eu não queria ter saído daquela forma ontem, eu realmente quero te pedir des..

- Não Lana, você não me deve nenhum tipo de explicação. Eu que acabei falando demais. Deveria estar ponderando-me mais. Eu vim aqui desculpar-me por ter despejado tudo em cima de você daquela maneira. – Cortou-me.

- Não há necessidade. Eu a pressionei.

- Você é casada, não era para ter acontecido. Não era para ser assim. – Sua voz falhou. Seus olhos brilhavam as lágrimas que prestes cairiam.

- Eu sou... – Sussurrei.

Um banho de água fria fora despejado em minha cabeça. “Você é casada”, começou a incomodar-me. Eu estava errada. Muito errada. Infidelidade, essa palavra desceu como fel por minha garganta. Mas que diabos, droga! Não conseguia controlar meus próprios impulsos. Ontem, quando nos beijamos, em nenhum momento pensei em Fred. Quando meu celular vibrou com uma mensagem do mesmo, um sentimento ruim tomou-me. Sai correndo de seu trailer. Sem satisfações. Precisava espairecer. Chorar. “ Mas que inferno, o que está acontecendo? ”, eu pensava.
Desde que começamos as gravações para a sexta temporada de Once Upon a Time, a intensidade das mesmas dobrara com a vinda de mais um personagem. Eu fazia o impossível para tentar conciliar casa e estúdio. Mas, mesmo assim, meu casamento se encontrara em crise. Fazer um papel duplo exigia muito de mim. São dias gravando as mesmas cenas, de vários ângulos, como Regina e como Evil Queen. Era necessário mostrar as duas versões para transparecer todos os detalhes ao público. Não encarava meu ofício como um peso em nosso casamento. Fred discordava. Ele sempre me apoiou em todas as decisões. Isso é fato. Quando nos conhecemos, estávamos em meados da segunda temporada. A série já era mundialmente conhecida, e os eventos e convenções que éramos convidados a participar não eram poucos. Fred sempre me acompanhou. Ele sabe o quanto é importante para mim.
Com toda essa correria, nós fomos nos afastando. Talvez sem que percebêssemos, de início. Praticamente mudei-me para o prédio da ABC. No entanto, não era só isso, eu sentia. Nosso relacionamento esfriou-se abruptamente. Eu não queria isso, então, quando percebi essas mudanças, comecei a ser mais presente. Nos intervalos de uma gravação e outra, eu voltava para a casa, mesmo que por duas horas. Senti falta da cumplicidade. Não era assim o conto de fadas que eu ansiava viver. Me culpava por não conseguir engravidar e julgava isto como fonte de nossos problemas. Nunca titulamos como primordial ter um bebê. Mas no meu oculto, eu almejava a maternidade.
Rebecca era meu refúgio, a irmã que eu escolhi e que escolheria todas as vezes que pudesse. Ela era para mim, assim como, eu era para ela. Junto com Bex, Jen também me cativou. O que me assustava internamente. Eu tinha carinho pela loira, carinho esse que era nutrido a cada dia mais por sentimentos que ultrapassavam o limite da amizade. Eu estava lindamente ferrada.

- Lana... – Tirou-me de meus devaneios.

- Como vai ser daqui para frente? – Questionei.

- Eu realmente não sei, mas eu não posso mais lidar com isso. Se preciso, eu estou disposta a lu... – O som frenético de toque de celular ecoou pela sala. Era o meu. “Fred”. Saco!
- Desculpa, preciso atender, é o Fred. – Girei os olhos involuntariamente. Aquela não era hora e nem momento. Ela sorriu desapontada. Cabisbaixa, seguiu até a porta.
Não queria que fosse embora, contudo, seria egoísmo de minha parte pedi-la isso.

-Pronto! 

- Amor, minha mãe chegará às 06:25 p.m., e virá com meu irmão. Eles querem um jantar em família, queria saber se você tem algum lugar especial em mente ou se os convido para vir aqui para casa.

- Fred, eu gravo até às 02:40 a.m. direto. Não podemos almoçar juntos amanhã?

- Lana, de novo isso? Você está sempre arrumando desculpas para fugir dos assuntos a respeito da minha família.

- Fred você está sendo injusto. Sabe muito bem que não é isso.

- Não Lana, você sempre está ocupada quando eu falo em um programa com a minha família.

- Eu te avisei hoje cedo antes de sair de casa que as gravações começariam. E eu já havia lhe mostrado todo o meu cronograma. Fred, eu não estou fugindo de um programa com a sua mãe, seu irmão, os meninos e você. Eu apenas não posso jantar hoje, mas amanhã nós podemos almoçar juntos, só gravo às 07:00 p.m.

- Não Lana, eu vou com os meninos jantar com minha mãe hoje, porque amanhã, - Uma risada debochada se ouviu -  você vai inventar outra desculpa para fugir do almoço, como você sempre faz. Você está sendo muito egoísta, eu nunca fugi de programa com a sua família, mas quando é a minha... Sempre seu trabalho em primeiro lugar, achei que você valorizasse a família. Mas pelo visto, foi um engano, não foi?

- Certo Fred. Você faz o que quiser, só não venha privar-me do meu trabalho. Eu conheço meus princípios e nunca fugiria de algo que envolvesse a nós. Sabe que com o papel duplo as gravações se intensificaram. Se eu realmente quisesse fugir, não tinha proposto o almoço. Você não pode me julgar de uma forma tão baixa. Repense, porque o egoísta aqui é você. – Minha voz embargou. Eu estava alterada. Como as coisas chegaram a esse nível? Uma futilidade desencadeou essa briga sem pé nem cabeça. Estava cansada, era sempre assim.

Desliguei a chamada e arremessei o celular na cama. Não que ele tivesse culpa alguma da minha discussão com Fred, mas eu precisava descontar minha raiva, e arremessar as coisas sempre foi uma boa opção.

Pov Jennifer

Estava decidida a me permitir. Passei anos reprimindo esse sentimento por mero medo, que quando meu coração suplicou para que eu fosse honesta, não só com Lana, mas, comigo mesma, decidi que valeria a pena tentar lutar, se ela também estivesse disposta a tentar.
Tentativa frustrada quando o barulho de seu celular ecoou pelo cômodo. Talvez fosse o senhor destino aconselhando-me a não fazer isso. “Desculpa, preciso atender, é o Fred”, não consegui encará-la. Egoísmo da minha parte? Com certeza, mas era algo muito mais forte. Me virei indo em direção da porta. A decepção era evidente em meu rosto, eu me sentia um lixo. Não tenho o direito, porém, se coloquem em meu lugar. Como vocês reagiriam se a pessoa por quem está apaixonada sai para atender a ligação do marido?
Assim que fechei a porta atrás de mim, apalpei os bolsos da minha jeans procurando por meus pertences. Adentrei novamente e percorri toda a extensão daquela sala em busca de minhas chaves e meu celular. Os vi em cima da mesa de centro. Caminhei o mais rápido que pude para alcança-los, queria ir embora dali. Ouvi Lana alterada, eles estavam brigando?
Um fungar de nariz. Droga, ela estava chorando.

- Precisa de um abraço? – Encostei na entrada de seu quarto. Ela assustou-se, limpou as lágrimas e sorriu forçado. Estiquei os braços. Ela correu em minha direção, meus braços lhe acolheram com a necessidade de protege-la de todo o mal desse mundo. – O que aconteceu? – Segurei sua mão e nos conduzi ao sofá.

- Fred e eu discutimos de novo, e como sempre, por uma coisa tão banal. Eu estou cansada Jen...

- Hey, eu sei que tem sido muito difícil entre vocês. Desde quando começamos a gravar a Sexta temporada vocês vêm discutindo precocemente, mas, olha pra Ginny e o Josh, eles também brigam, como qualquer outro casal, é normal, todavia, no final tudo se resolve. – Cada frase doía em mim. Ela estava sofrendo, eles se amam. Mas, eu prefiro vê-la feliz. O meu sentimento, nesse momento, pouco importa. Mais tarde nós nos acertamos.

- A cada dia fica pior. Como se, num dia, andássemos uma casa e, no seguinte, voltássemos três. Está insuportável. Eu só queria um relacionamento onde houvesse amor, amizade, confiança, cumplicidade e reciprocidade. Fred sabe mais do que ninguém o quanto Once é importante para mim. Sabe o que é ser chamada para fazer parte do elenco regular de uma série, e não passar nem metade da primeira temporada, a mesma ser cancelada? Isso é frustrante. Já perdi as contas de quantas vezes me condenei por não ter dado o meu melhor, me doado para que isso não acontecesse. Quando finalmente as coisas fluem, alguém aparece tentando me parar... Eu... eu... não consigo mais.

As lágrimas escorriam freneticamente por seu rosto. Um aperto contínuo no peito. Ela estava vulnerável. No automático, meus dedos deslizaram-se em seu rosco, secando-lhe as lágrimas teimosas que caiam sem pudor. Dei-lhe um beijo que pegou no canto de sua boca. Seus olhos fitaram-me por alguns longos segundos. Um inclinar de corpos. A lei da física. Atração. O selar dos lábios desenvolvendo movimentos lentos. Cuidadoso. Carinhoso. Um pedido de passagem. O encontro das línguas. Quentes. Macias. A última peça do quebra cabeça. O encaixe perfeito. Um roçar de narizes. Um sugar de lábios. Seus braços envolveram-se em meu pescoço, nossos corpos clamavam por mais contato. Necessitavam fundir-se se possível. Aconcheguei-a em meu corpo. Sua cabeça estava encostada no vão do meu pescoço. Sussurrei

- Deixe-me cuidar de você?


Notas Finais


E o que acharam? Ficou enorme! Tudo com carinho para vocês. Não hesitem em deixar o feedback. Interajam! Preciso realmente saber se o rumo da história está bom, se devo mudar e, até mesmo acrescentar algo que vocês queiram!
Obrigada por acompanharem até aqui!
A lot of kisses!


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