História Make You Proud - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias IKON
Personagens B.I, Bobby, Chanwoo, Donghyuk, Jinhwan, Junhoe, Personagens Originais, Yunhyeong
Tags Ikon, Romance, Team B
Visualizações 70
Palavras 9.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoas <3
- Tem putaria nesse capítulo! Mas não é de minha autoria e sim da linda da @~Jihannie, nas notas finais falo um pouco mais sobre ela. Então, já sabem, quando lerem "By: ~Jihannie" é porque a putaria chegou e fica a seu critério ler ou não.
- Esse capítulo é além de tudo muitoooooo musical, eu citei pelo menos duas músicas nele que valem a pena serem ouvidas, que é a música que deu o nome ao título e também Alive, da Sia, ambas terão o link na descrição, mas pfvr, OUÇAM ALIVE, quando ela aparecer na fic. Os links estarão lá nas notas finais.
- A mãe do Chanwoo foi baseada numa iKONIC maravilhosa, a Anna <3
- Não me matem.

Capítulo 14 - Never Be Alone


Fanfic / Fanfiction Make You Proud - Capítulo 14 - Never Be Alone

 

NEVER BE ALONE

Kim Haeun

Hey

Eu sei que tem algumas coisas que precisamos conversar

E eu não posso ficar, apenas deixe eu te abraçar um pouco mais

Pegue um pedaço do meu coração e o faça só seu

Então, quando estivermos separados você nunca estará sozinha

Shawn Mendes – Never be Alone

 

– Kimmy? – Young me chamou e eu apenas funguei tentando parar de chorar. – Hey, hey. Calma.

– Acabou, eu estraguei tudo e agora acabou. Eu perdi a única pessoa que eu não podia. – Murmurei com a voz entrecortada. A expressão de decepção e tristeza nos olhos de Junhoe continuava a me assombrar e eu queria morrer.

– O seu namoradinho pode ser um babaca arrogante, mas não é burro.

– Não fala assim do Junhoe de novo, ou eu juro que esqueço o que você tem feito e enfio minha mão na sua cara. Entendeu? – Chiei a voz baixa, olhando diretamente para o rosto de Brian.

– Só porque somos amigos eu não sou obrigado a gostar daquele pirralho como você gosta. Mas eu estou de bom humor hoje e vou respeitar a sua ilusão amorosa.

– Younghyun, você mal o conhece.

– Que seja, só quero dizer que ele não é burro o bastante pra te deixar. Agora, por favor, pode se concentrar no teste?

Respirei fundo, tentando controlar minhas emoções e assenti. Nada poderia ser feito naquele momento, talvez se eu tivesse ido com June, ao invés de seguir meu plano com Young K... Mas era irrelevante agora que eu já estava no JYP Building. Eu tinha que matar um leão por vez. Também tinha que concordar com o Kang: minha ligação com Junhoe era forte demais para um mal-entendido abalar tão facilmente. Fui ao banheiro lavar o rosto e retocar a maquiagem, eu tinha que estar apresentável. Depois que saí ainda demorou cerca de 10min até que me chamassem.

Entrei sozinha, era uma sala mediana, havia uma mesa onde um casal estava sentado, pareciam estar na casa dos trinta, ao lado tinha uma câmera e um operador, minha espinha gelou, como sempre, mas estava disposta a não deixar o nervosismo e atrapalhar, aquele era o primeiro passo para resolver minha vida, eu não podia  falhar.

– Boa tarde, é um prazer, Kim Haeun-ssi, eu sou Dongwoo, essa é a Eunji, estamos curiosos sobre o que tem para nós hoje. – O ahjussi começou sem rodeios.

– Ah... Bem, eu gostaria de cantar Heaven, da Ailee e fazer um solo de dança.

– Quando estiver pronta.

Fechei os olhos e tentei me concentrar e visualizar meus momentos felizes com June, aquela música traduzia muito dos meus sentimentos para com ele e era isso que eu queria passar, eu estava sendo forte por um amor, avassalador e puro. Entretanto eu via na cara dos representantes da JYP, eu ouvia no meu timbre e na minha dicção, eu estava longe de externar o sentimento doce e imaculado que eu precisava, a mancha negra deixada em meu coração não me deixava mais ser a melhor intérprete para aquela canção.

Eu não estava sendo verdadeira porque não era aquilo que eu estava sentindo, não era aquilo que eu estava sentindo e por mais que meu amor por Junhoe me mantivesse respirando, lutando todos os dias por tempos melhores, a raiva, o ódio, a sede de vingança, a obscuridade, tinham maculado qualquer pureza em mim e eu tinha que admitir, estava apenas resistindo.

Meu solo de dança também não foi dos melhores, no dia anterior eu tinha apanhado, não era de longe uma das piores surras que levei, mas ainda sim me impossibilitou de executar alguns passos com a habilidade que eu teria normalmente. Ao final eu agradeci me curvando, porém não estava satisfeita. Eu estava tão incomodada e desapontada comigo mesma e, mais, eu estava com raiva da Minsuh, sem ela mexendo com a minha cabeça, eu sabia que teria me saído melhor.

– Muito bem, Haeun-ssi, você preparou algumas coisas pra nós, sobre a sua música, poderia cantar outra coisa? Só para termos um veredito.

– Claro, unnim. – Murmurei completamente em pânico. Eu não tinha praticado mais nada além daquela música e da dança.

– Não precisa ser nada muito complexo, apenas algo que nos diga quem você é. – O ahjussi interveio provavelmente lendo o desespero em minha expressão.

– Tem algo, mas não sei se conseguirei me sair tão bem... – Falei me lembrando do meu recente hino musical.

– Tudo bem, apenas tente. – A mulher sorriu e eu assenti puxando uma grande quantidade de ar para meu diafragma.

Eu nasci em uma grande tempestade

Eu cresci do dia para a noite

Eu joguei sozinha, eu joguei por minha conta

Eu sobrevivi

Hey

Alive da Sia rapidamente se tornara a música mais tocada da minha playlist e não era à toa, a letra descrevia com precisão o que eu sentia, o que eu tinha vivido, como eu tivera que amadurecer rápido e sozinha, o recente inferno que eu estava vivendo. Se tinha alguma música que naquele momento diria quem eu era de verdade, aquela era a escolha certa.

Eu tenho uma passagem só de ida

Para onde os demônios vão

Onde o vento não muda

E nada consegue crescer no chão

Sem esperança, apenas mentiras

E você é pego chorando em seu traveseiro

Mas eu sobrevivi

Enquanto eu cantava de olhos fechados, eu podia ver flashes em minha mente, de como eu me sentia, como parecia que o inferno não tinha fim e como eu estava cansada de tentar. Parecia que eu estava presa e tudo o que me restara era chorar sozinha e mentir para quem eu amava. Ou morrer. Mas, por alguma razão, lá estava eu. Eu estava sobrevivendo.

Eu ainda estou respirando, Eu ainda estou respirando

Eu ainda estou respirando, Eu ainda estou respirando

Quando eu via assim, num plano geral, parecia improvável que eu tivesse tanta força de vontade assim. Eu continuava acreditando. Eu continuava lutando. Eu continuava resistindo. Eu continuava respirando. Eu continuava e continuava. Por quê? Por que eu ainda tinha esperança depois de tudo?

Eu estou viva

Eu estou viva

Eu estava viva pelo amor que eu sentia pela minha família. Eu estava viva pelo amor que eu sentia por Junhoe.

Eu estou viva

Eu estou viva

Acima disso eu estava viva por mim mesma. Porque, apesar de tudo, eu era forte e não deixaria ninguém tirar de mim o direito de crescer, de vencer, de ser feliz. Eu sou a única responsável por mim. E eu estou viva.

Você levou tudo, mas eu ainda estou respirando

Você levou tudo, mas eu ainda estou respirando

Você levou tudo, mas eu ainda estou respirando

Você levou tudo, mas eu ainda estou respirando

Eu conseguiria achar o meu próprio caminho e o seguiria. Eu não estava trancada em uma caixa afinal, por mais que parecesse que Minsuh tivesse tomado tudo de mim, eu ainda tinha escolhas, eu ainda tinha autonomia e mesmo que o labirinto parecesse se fechar a cada novo dia, eu sabia, enquanto estava ali em pé lutando pelos meus sonhos, que eventualmente eu iria me libertar.

Você levou tudo, mas eu ainda estou respirando

Você levou tudo, mas eu ainda estou respirando

Você levou tudo, mas eu ainda estou respirando

Você levou tudo, mas eu ainda estou respirando

Assim, eu usaria aquele sentimento de raiva e impunidade a meu favor, ele seria o combustível e o catalisador para minha vontade de vencer. Eu encontraria força na escuridão pra superar as adversidades, não só por mim ou para me igualar a quem conseguira, mas, também, por aqueles, como minha mãe, que morreram tentando fazer o melhor. Então, eu vou olhar diretamente pra minha algoz e dizer que ela perdeu, porque eu nunca deixaria alguém como Minsuh me vencer, porque eu sou a roteirista e protagonista da minha própria história e nela o bem ainda prevalece. E eu? Eu ainda...

Estou viva!

Depois da minha última high note, quando a música acabou, eu estava completamente sem fôlego, eu sabia que não era uma apresentação impecável, eu tinha errado diversas vezes, mas eu tinha sido eu mesma, eu tinha externado meus sentimentos e mesmo que não fosse o suficiente para passar no teste eu estava satisfeita e feliz, porque naquele momento eu tinha alcançado um sentimento bom de autoconhecimento e liberdade, quase como uma epifania. Percebi que algumas lágrimas escaparam pelos cantos dos meus olhos e eu tratei de secá-las rapidamente, antes de me curvar indicando que eu já tinha terminado.

– Haeun-ssi, eu preciso ser sincera, você é muito bonita, seu rosto é adorável, é fácil gostar e torcer por você, mas sua dança é mediana, seu vocal é bom, mas o seu timbre... Como posso dizer?

– Você tem um timbre de voz comum.

– Exatamente, nós temos muitas trainee com sua mesma potência vocal e beleza, apesar de que sua música final nos impressionou bastante.

– Quando você canta com sentimento é mais difícil se importarem com os seus erros, a paixão é palpável, mas como Eunji-ah falou, temos muitas trainees como você na JYP, se você fosse aceita teria que se comprometer 3x mais que todas e mostrar resultados rápidos se quiser assinar um contrato conosco, poderia fazer isso por nós, Haeun-ssi?

– Claro que sim, 3, 5, 10, quantas vezes mais forem possíveis.

– Vamos discutir com outros colegas e em alguns dias a contatamos com um resultado positivo ou negativo.

– Haeun-ssi, você já atuou? – A unnie perguntou antes que eu saísse, neguei com um aceno de cabeça. – Nunca pensou sobre isso? E trabalhos como modelo?

– Nunca tinha pensado em nenhum dos dois, mas sou bastante fotogênica e fiz um ano e meio de teatro em uma escola católica, não sei se isso conta pra alguma coisa.

– Interessante. Eu sugiro que volte com as aulas e prepare um book com um bom fotógrafo, explore seus pontos fortes. Foi um prazer, Haeun-ssi.

Apenas assenti antes de me curvar agradecendo. Quando saí Younghyun estava me esperando andando de um lado para o outro.

– E aí?

– Sinceramente? Acho muito difícil. – Respondi sem empolgação, pela fala deles, mesmo que me colocassem pra treinar sob a empresa eu não teria um contrato logo de inicio, o que queria dizer que a JYP poderia me dispensar quando quisesse.

– Hey, hey. Vai dar tudo certo, você é ótima. – Não me dignei a responder, apenas peguei minha mochila e a joguei nas costas sem muita vontade ao me lembrar de tudo que eu teria que resolver ainda naquele dia. – Já sei, que tal eu te pagar um sorvete? Acho que muita calda de chocolate pode te animar.

– Eu tenho que ir a escola tentar pleitear uma vaga nas aulas de atuação e ainda tenho que conversar com June. – Respondi voltando a minha habitual apatia.

– Só uma bola e te pago um táxi, o que acha? – Contrapôs. – Vamos, vamos, por favor.

– Uma bola e muita calda de chocolate. – Concordei tentando dar um sorrisinho, a verdade é que eu estava cansada e sobrecarregada demais pra qualquer coisa, eu precisava pensar no que eu diria a Junhoe e talvez me distrair um pouco me ajudasse.

Younghyun riu animado me arrastando porta a fora, caminhamos até uma sorveteria pequena duas ruas de distância do prédio da JYP. Não tinha quase ninguém, então podemos comer e conversar tranquilamente. Adorava conversar com Young porque ele sempre tinha uma boa vibe e me distraía como ninguém.

 

– Brian, eu tenho que ir, agora é sério.

– Certo, certo, vou ao banheiro, quando eu sair a gente paga e vai, okay?

Rápidooooo~. – Cantarolei tamborilando na mesa. Fiquei olhando pro meu celular com o chat do KakaoTalk do June aberto. O que eu devia dizer? Eu tinha que ligar ou mandar uma mensagem? O que ele estaria pensando?

O celular do Kang acendeu de súbito fazendo um bip que me trouxe de volta a realidade. Em geral eu não faço o tipo bisbilhoteira, nem o queria fazer com Brian, mas o aparelho estava bem ao meu lado e  a notificação de uma mensagem da Minsuh me deixava no mínimo intrigada. Cliquei rapidamente no pop-up que tinha a foto da garota.

Vamos, Mimi-ah

Me fala o que vai fazer~~.

ㅎㅎㅎㅎㅎ não mesmo, oppayah

Seu oppa está triste agora...ㅠㅠ

Pare de me chantagearㅎㅎㅎㅎ

Okaay~~~

Leve uma toalha extra, oppa

Quinta é dia de afogar vadias

Mimi-ah, você é tão malvadaㅋㅋㅋㅋ

1 MENSAGEM NÃO LIDA

Eu?? Apenas estou dando o troco

– Eu não acredito nesse filho da mãe... – Sussurrei chocada.

Minha cabeça girou por um instante tentando assimilar essa nova informação, era óbvio pela conversa que eles não só tinha uma boa relação, como ela contava pra ele o que faria comigo. O que explicava como sempre ele tinha roupas extras e ideias pra me ajudar, no entanto não fazia sentindo Younghyun está do lado da Minsuh e me proteger da forma que vinha fazendo. A menos que ele estivesse planejando algo... Teria Chanwoo razão afinal?

Confesso que acho o sentimento de traição algo interessante: Primeiro vem a surpresa. Depois a negação. A tristeza e o pesar são os próximos. E por fim, a raiva te atinge tão rápido e de forma tão desenfreada que você fica cego. São nesses momentos em que entendo como a estática de crimes passionais são tão altas. Passei por uma gama de sentimentos em questão de segundos, meus momentos de decepção com Chanwoo me treinaram bem para esse tipo de situação.

Levantei em um rompante, o que eu também tinha aprendido com toda a merda que estava acontecendo comigo era que não adianta ficar sentada, remoendo as coisas ruins, peguei minhas coisas e caminhei até o caixa para pagar o que eu tinha consumido. Olhei em direção ao banheiro no fim do extenso salão, Young saia de lá.

– Ahjumma, pode falar para o cara que estava sentado comigo que não preciso mais do táxi e que a prima dele mandou mensagem? – Pedi com um sorriso simpático. A mulher gentilmente assentiu e eu saí de lá o mais rápido que pude.

Peguei um táxi em uma rua paralela e fui até a escola, estava ficando tarde e eu tinha muito o que resolver. De súbito lembrei novamente de Junhoe. Parei de enrolar e mandei uma mensagem pra ele, eu não estava confiante o suficiente para ligar. “19:30 na minha casa, por favor, vá”. Ele respondeu com “Ok” e acho que foi a mensagem mais seca que recebi dele. Meneei a cabeça tentando parar de sofrer por antecedência.

Assim que pus os pés na escola a rodinha de garotas foi a primeira coisa que pude avistar: Dohyun, Jiwon, Seomin e Seoyeon, essas últimas, também alcunhadas de 'irmãs Seo', eram as gêmeas que tinham um lance com June antes de nós ficarmos sérios. E, ainda que não fosse minha intenção inicial, aproveitaria que estava ali pra tirar a limpo aquele rumor que Seohyun tinha inventado.

– YA! Choi Seoyeon! – Gritei caminhando a passos largos em sua direção. – Temos algumas coisas pra acertar.

– Não tenho nada com alguém como você. – Ela prontamente contrapôs com um sorrisinho cínico tingindo os lábios finos cheios de gloss labial.

– É mesmo? Que tal essa história absurda que você tem espalhado sobre mim e Younghyun oppa?

– Oh! Junhoe oppa já te falou? Achei que ele precisava saber das notícias já que ele não está aqui. Você e Young K sunbae era segredo? – Ela rebateu sarcástica e as amigas riram maldosas.

– Você está assim tão desesperada pelo namorado alheio? Isso tem que parar, Seoyeon. Você não precisa ser assim, eu não sou sua inimiga, nem nada parecido, mas não mexa comigo, yedongsaeng, ou os tapas que não posso dá na Minsuh eu darei em você. – Contestei puxando-a pra longe do grupinho curioso.

– Você acha que eu tenho medo de você? Unnie, desde quando começou a se achar mais do que a vadiazinha patética e digna de pena que você é? – Ela estalou a língua, ostentando um sorrisinho irônico que me deixou ainda mais irritada. – Não me importo com o que você fez ou deixou de fazer com Donghyuk ou Younghyun ou quem quer que seja, só não faça isso enquanto enrola meu Junhoe. Ele era meu bem antes de você se meter e eu não vou permitir que alguém como você, engane o meu oppa, entendeu?

– Me mostre o recibo de compra, porque se não o tiver, você não é proprietária de ninguém.

– Está muito confiante, unnie, finalmente recebeu pancadas demais na cabeça?

– Não por culpa do ByungChul. – Respondi cruzando os braços, o garoto era um dos embustes comandados por Minsuh, embora eu tivesse que admitir que este me assustava mais que a própria Kang. – Engraçado, fiquei pensando sobre o que ele deve pensar sobre isso. Seu namorado sabe que você ainda tem sentimentos por outro cara?

– Não se atreva. – Chiou me empurrando. Eu dei uma risada alta, eu podia senti-la mascarar o medo com um surto de raiva. ByungChul era um boy lixo de marca maior e eu não desejava alguém assim nem pra Choi e mesmo que eu estivesse mexendo com a cabeça dela, nunca seria capaz de falar algo pra ele que colocasse Seoyeon em risco.

– Você não me conhece, nunca mais se meta no meu caminho ou eu e seu namoradinho vamos por a conversa em dia.

– Quer saber, Haeun unnie? – Sussurrou em tom de ameaça agarrando-me pelo casaco. – Quando a Min-ah acabar com você, porque acredite, cedo ou tarde ela vai, eu vou implorar pra que ela me deixe assistir e depois, quando Junhoe oppa estiver livre e vulnerável, eu vou estar lá por ele.

– Veremos. – Foi tudo que consegui responder me desvencilhando dela.

XXX

Jung Chanwoo

Eu estava agradecendo a equipe de filmagem quando meu celular tocou. Era meu hyung favorito e me senti ansioso. Fazia algum tempo desde que tínhamos nos visto. Quem poderia apostar naquela amizade improvável?

– Oh~ não acredito finalmente resolveu me ligar, só agora lembrou de mim? – Brinquei em tom de drama quando atendi.

– Sou seu namorado agora? – Ele replicou imediatamente rindo no processo e eu o acompanhei.

– Fui desprezado pelo meu oppa? Acha que fica sim mesmo? Vou te apresentar ao SatanWoo. – Fiz minha melhor voz de ofendido enquanto eu podia o ouvir gargalhando ainda mais alto do outro lado.

– Estou muito preocupado agora, o que o oppa pode fazer pra compensar? – Ele resolveu entrar na brincadeira e decididamente meu psicológico não aguentaria continuar com isso.

– Cala a boca, hyung. – Ri findando qualquer outro comentário fingido dele. – Sério agora, o que devo a honra?

– Esse moleque abusado que começa as coisas depois não me respeita. Que dongsaeng é esse? – Foi a vez dele de se fingir de ofendido e eu sorri inconscientemente. – Está livre ou está gravando? Estou de folga hoje e meio que meus planos melaram.

– Não sei se me ofendo ou se me alegro. Sou a última opção da lista. Deus ta vendo, hyung. Estou livre, acabei de gravar uma externa, na verdade, estou bem perto do prédio em que você mora, duas ruas de distância, quer que eu vá lá? – Prontamente respondi já virando em direção o caminho que eu tinha que tomar se resolvesse ir pro dormitório dele.

– Hum... Eu ainda estou na sala de produção, saindo agora, que tal me encontrar naquele café perto? Melhor que ficar esperando sozinho lá na portaria. – Sugeriu provavelmente depois de calcular os minutos até que ele estivesse efetivamente em casa.

– Claro, até breve, hyung. – Concordei desligando.

Caminhei animadamente até o estabelecimento, conversar com meu hyung sempre melhorava meu humor, nunca pensei que um dia chegaria a essa conclusão ou que eu poderia um dia me pegar ansiando que ele me ligasse ou relembrando como seu sorriso se parecia. Mas uma vez eu tava ferrado. Cheguei a conclusão que realmente karma is a bitch.

Moonbin, meu melhor amigo, sempre me adverte como tenho que parar de ter crushs em héteros. Só que foi quase impossível depois de vários encontros pra jogar conversa fora e matar o tempo, das apostas no vídeo game que sempre acabavam em bons momentos de zoeira e risadas, da quantidade de açúcar, chocolate e cafeína que consumimos juntos e de toda a compreensão que tínhamos um com o outro. E o mais importante: eu podia ser eu mesmo sem me preocupar com alguma repreensão por não me encaixar no padrão da sociedade, esse tipo de sensação é libertadora.

Quando cheguei no café eu sabia que não ia demorar até que ele chegasse então pedi logo dois chocoshakes, era nossa bebida oficial já que eu estava evitando cafeína e meu amigo não via muita graça em cafés tradicionais. Já tinha recebido o pedido quando ele passou pela porta, vestia um moletom cinza surrado, bermuda e um gorro preto que escondia os cabelos agora tingidos de vermelho, definitivamente vermelho era a cor de Kim Hanbin. Sorri e acenei para que ele me achasse, mesmo que não fosse muito difícil, o hyung sorriu de volta caminhando até a mesa que escolhi, empurrei a bebida que guardei em direção a ele.

– Timing sempre perfeito. – O Kim riu.

– Fui treinado por um hyung tirano. – Rebati também rindo ao me referir ao jeito mandão que ele tinha no início.

– Garoto, você ta merecendo uns murros, só porque está mais alto que eu esqueceu que sou seu hyungnim? – Hanbin fechou a cara se fingindo de zangado e tudo que tinha vontade fazer era me debruçar sobre a mesa e dar um selinho em seu bico, mas me contive.

– Hyung, você que me largou só porque está namorando de novo. – Acusei virando a cara sugando ruidosamente meu chocoshake. Hanbin não conteve o riso.

– Está com ciúme da Lisa? Não vou te trocar por ninguém, Happy Feet, com quem mais eu posso reclamar do hospício que são os treinos do Team B? – Ele apertou minhas bochechas como se eu fosse uma criancinha e não pude continuar com minha falsa irritação. – Mesmo assim, desculpe por sumir, achei que estaria ocupado com o mini Kim Won Bin, vocês até combinam um pouco.

– Moonbin sempre diz que onde se ganha o pão não se come a carne. Então tento seguir esse conselho, já pensou se a gente saísse de uma forma romântica e depois não desse certo? Como ia ser conviver nas gravações? – Dei de ombros.

– Você sempre fala desse Moonbin, vocês por acaso...

– Ai meu Deus, não! – Ri com algum grau de nojo. – Moonbin é como um irmão, nós somos muito próximos, mas nada sexual. Fora que ele é hetero. Nossa, não consigo nem pensar nisso.

Hanbin riu me pedindo pra parar de surtar e continuamos falando sobre nossos novos relacionamentos, ele falou sobre como o lance com Lisa não daria certo e que estava muito focado nas práticas pra se dar ao trabalho de sair com outra trainee, pelo que eu entendi a política da YG era meio difícil de burlar e eles não gostavam tanto assim pra arriscar tudo. Já eu contei como meus encontros no meeff estavam sendo frustrantes e como a última língua que passou nos meus lábios em dias foi a do meu cachorro me lambendo pra colocar comida pra ele. Nem posso expressar o quão é gratificante poder falar essas coisas abertamente com alguém sem ter medo de ser julgado ou receber olhares atravessados.

– Mas não rolou nem um beijinho? Poxa.

– Com que clima? Olha, eu to no armário,  admito, mas pelo eu não falo que só sou gay quando to chapado. Esse tipo de cara é furada.

– Acho que vou anotar essas dicas, já pensou se saio com alguém assim?

– Stop, hétero, stop. – Mostrei minha palma da mão pra ele com minha melhor expressão de desdém. Hanbin riu bagunçando meus cabelos no processo.

– Que injusto, só pra constar eu sofro com relacionamento ruim. Perdi a conta de quantas vezes o amor me fodeu.

– Hum, vai ver você só não achou a pessoa certa e se apaixonou por muita gente errada querendo acertar.

– Ou talvez, eu já tenha a achado e esteja com medo de falar o que sinto. – Ele respondeu quase sem voz, olhando pra própria bebida enquanto seu rosto se tornava rubro.

– Quem diria que meu hyung tirano poderia ser tão tímido? – Rebati tentando controlar minha expressão e voz, algo na afirmação dele deixou meu corpo repentinamente febril.

– Idiota. – Ele riu recostando no assento.

– Hyung... – Chamei depois de um tempo falando assuntos aleatórios.

– Hum?

– Já que você não tem nada melhor pra fazer, porque não dorme lá em casa? Minha mãe vai ter plantão então a gente pode virar a noite jogando vídeo game e comendo porcaria. – Sugeri tentando não parecer nervoso.

– O quanto de porcaria? – Ele esfregou as mãos como quem planeja algo sórdido.

Muitaaaaa porcaria. – Garanti compactuando com ele.

– Sendo nesses termos eu vou com certeza. Vem. – Levantou ja me puxando pelo braço.

– Pra onde seu maluco?

– Desisto. – Bufou provavelmente porque eu nunca o tratava com cadência desde que nos tornamos próximos. – Vamos no dorm pra eu tomar uma ducha e pegar minhas coisas ou vai me emprestar sua escova de dentes e suas cuecas?

– Depois não sabe com quem eu aprendo a ser assim. – Murmurei debochado o seguindo.

Ao chegar no dormitório fiquei aliviado por não ter dado de cara com Donghyuk hyung ou Junhoe hyung, que, segundo B.I, apesar de não morarem no ape sempre estavam por lá, porque eu provavelmente teria tido algum colapso mental ou crise de culpa pelo que estava acontecendo com a Haeun na escola. Confesso que no início era gratificante vê-la sofrer na mão da psicopata da Minsuh, de inutilmente pedir ajuda ou esperar alguma atitude das autoridades escolares, mas acabar frustrada porque ninguém mexe com a filhinha mimada do Senador Kang.

No entanto, o caminho que as coisas se dirigiram e o bullying aliado a minha recente amizade e paixonite em Hanbin fizeram com que eu me arrependesse de ter causado tudo aquilo e eu sentia tanto remorso que mal conseguia dormir. Fiquei surpreso por Haeun nunca ter contado nada pra ninguém, ela provavelmente achava que poderia dar conta sozinha, mas eu não tinha muita certeza disso. Queria eu mesmo ter coragem de contar tudo a Hanbin e fazê-lo tomar as devidas providências, queria, de verdade, meu coração e mente diziam isso, ainda mais quando o hyung falava sobre ela, ele sabia que tinha algo de errado, acho que todos sabiam, mas nem poderiam imaginar o grau de gravidade.

Infelizmente minha culpa batia de frente com outro sentimento: o medo de perder Hanbin, de desapontá-lo e de que ele me odiasse era mais forte e intenso que meu senso de justiça. Quando pensava em contá-lo minha mente sempre fazia questão de imaginar sua reação, a decepção e ira estampadas em seus olhos, sua raiva por eu ter orquestrado machucar sua querida noona, por tê-lo usado, por ter me calado enquanto Haeun apanhava e sofria assédio moral. Ele nunca me perdoaria e eu não sabia se podia lidar com isso.

– Que pensativo. – O dono de meus devaneios constatou passando pela porta do banheiro secando descuidadamente os cabelos vermelhos,  a regata que usava deixava amostra os braços agora malhados e bonitos, Hanbin era magrelo e pequeno, sempre foi e ainda o era, mas era óbvio que as horas na academia surtira efeitos.

– Só estava me sentindo nostálgico, era tudo mais fácil antes, queria poder voltar atrás, aproveitar aqueles dias tranquilos, mudar algumas coisas que agora não podem ser mudadas. – Respondi em um suspiro.

– Nossa, que vibe ruim Chanu. – Ele disse sentando ao meu lado. – Você se arrepende? As coisas são, como elas são. Talvez, se você tivesse agido diferente não seria quem é, nem te traria para onde você está hoje.

– É justamente isso que queria mudar.

– Talvez não fôssemos próximos. – Apontou com algum pesar na voz. Balancei a cabeça rapidamente.

– Essa seria a primeira coisa que mudaria, eu teria me aproximado no primeiro dia, aproveitado nossa amizade de verdade. – Rebati fitando minhas mãos. Sempre me aproximei dele com algum interesse, inicialmente por causa do meu crush pelo Junhoe hyung, naquela época era bem mais descompromissado, só queria está perto do June de alguma forma e Hayi noona me ajudou. Depois, quando resolvi me vingar de Haeun, Hanbin me pareceu uma boa fonte de informações, queria saber o que ele e o resto do Team B sabia e quem sabe descobrir coisas que eu pudesse usar contra a noona, no entanto, quando passei a conhecer realmente o hyung, meu tiro saiu pela culatra. Ele era tão mais legal do que eu imaginava, que usá-lo me deixou com muito remorso e logo foi inevitável admitir pra mim mesmo que eu tinha superado Junhoe, mas me interessado em Hanbin. – Eu cometi inúmeros erros, hyung, queria voltar e mudar isso.

– Se não tivesse errado, como agora poderia saber que estava equivocado? Essas coisas acontecem para que cresçamos, para que possamos amadurecer e nos tornarmos pessoas melhores. – Explicou compassivamente afagando meu ombro e costas. – Pare de se lamentar pelo tempo perdido, comece a aproveitar o que ainda tem. Certo?

Assenti tombando a cabeça em seu ombro.

– Eu sinto muito, Hanbin hyung... Eu... – Comecei e foi o mais perto que cheguei de contar tudo, mas olhá-lo de perto só me fez fraquejar de novo. – Eu estraguei nosso clima bom.

– Que nada, você tem que sempre externar o que está sentindo, sofrer sozinho é sempre pior. – Sorriu encorajador. – Vamos? Ou não aproveitarmos nada. – Disse por fim levantando em um pulo.

XXX

Kim Haeun

Minha ida a escola foi quase que uma total perca de tempo: As cinco professoras de teatro se recusavam a encaixar uma aluna nova no meio do semestre e cheguei a conclusão de que eu teria que me inscrever em uma escola de teatro ou ainda contratar um professor ou uma professora particular. Meu professor de fotografia não fazia books de modelo, mas me indicou alguns colegas que poderia servir para o serviço. Foi a coisa mais produtiva da tarde.

Assim que saí do escritório do professor Cha meu celular vibrou indicando uma mensagem nova, ainda pensei em ignorar, imaginando que poderia ser outra mensagem de Younghyun, mas como poderia ser Junhoe também, resolvi checar: Nem um, nem o outro.

Você não devia ter provocado a minha irmã, agora ela distorceu toda essa história pro psicopata do Chul e ele pretende te dar uma lição. Nós sabemos como são as lições dele. Tome cuidado e não diga isso a ninguém, apenas vá embora.”

Não sabia por que Seomin estava me ajudando, mas eu estava agradecida. Olhei imediatamente para os lados, me sentindo assustada e claustrofóbica, ByungChul era como Minsuh, exatamente como ela, se divertia com o sofrimento alheio e adorava quando era ele quem o causava  e se o rapaz se sentia contrariado por minha causa, algo ruim aconteceria. Caminhei com pressa pela extensão da escola e xinguei mentalmente pelo professor Cha ter escolhido o prédio mais distante da saída para colocar o departamento de Audiovisual & Fotografia.

Eu podia ouvir a trilha sonora de A Profecia na minha cabeça, o original de 76, não o remake, e eu nem sabia por que meu cérebro adorava me deixar mais tensa do que eu já estava. Tentei ignorar qualquer projeção ruim que minha imaginação tinha e quase corri pelos corredores, andando com o rosto abaixado e torcendo para que ninguém me reconhecesse. Nunca caminhei tão rápido até meu prédio. E nunca o caminho foi tão sombrio. Com a proximidade do inverno os dias eram mais curtos, com o isso o sol dava lugar a escuridão da noite mais rápido do que eu gostaria.

Mesmo que as ruas fossem bem iluminadas e a distância fosse curta, parecia uma eternidade. Eu sentia que tinha alguém em meu encalço, seguindo meus passos sorrateiramente. Vez ou outra olhava por cima do ombro, com a certeza de que tinha visto algo suspeito bem atrás de mim. Meu coração falhava uma batida sempre que algum homem passava por mim. Jurei que ouvi uma voz masculina chamar meu nome então corri, o mais rápido que minhas pernas permitiam. Só depois constatei que minha mente me pregara outra peça.

Cruzei o hall vazio do meu prédio, xinguei silenciosamente a ahjumma que nunca ficava na recepção e o segurança que nunca chegava antes das 20hs30min. Apertei os botões do elevador com pressa. Várias vezes seguidas. Como se a ação o fizesse descer para o térreo mais rápido. O ar parecia pesado e claustrofóbico, eu mal conseguia respirar direito. Quando consegui entrar no elevador soltei um suspiro de alívio. Minha respiração aos poucos se normalizava e a batida descompassada e frenética do meu coração ia se acalmando a medida que eu ia subindo andar a andar. Me sentindo mais segura .

O grande caixote de metal fez um clique alto, indicando que finalmente tinha chegado ao quinto andar. A medida que as portas iam abrindo minha garganta fechou e o pavor me atingiu como um soco na boca do estômago, enquanto a figura alta e assustadora de Kwan ByungChul ia se revelando, apertei insistentemente o botão que fechava a porta do elevador, na esperança vã que ele fechasse e eu pudesse escapar do garoto, mas, fazendo jus ao clássico de horror que minha vida se tornara, o mais alto pôs umas das mãos na porta e com a outra me puxou para fora, me impedindo de concretizar meu plano de fuga.

– Onde vai com tanta pressa, dongsaeng? Estava ansioso te esperando. – Disse com falsa cortesia e um sorriso afetado que fez meus pelos se erriçarem de pavor e um arrepio macabro descer por minha espinha. – Precisamos conversar... Em particular. – Completou me arrastando em direção a porta de acesso a escadaria de incêndio. Tentei me desvencilhar de seu aperto sem muito sucesso de início.

– Me solta, ByungChul-ssi, as coisas não precisam ser assim. – Pedi, eu sabia que não adiantaria, mas eu queria distraí-lo enquanto pensava em algo ou pelo menos me lembrava das aulas de Krav Maga que tinha iniciado na semana anterior.

– Rá! Você nunca me dá escolha, Haeunzinha.

– Espera, espera! – Implorei de novo, retesando o corpo, impedindo por um instante que ele me arrastasse. Chul parou contrariado, virando-se pra mim.

– Não dificulte as coisas. – Advertiu com a voz grave. Aproveitei a pequena pausa e pisei em seu pé com força puxando meu braço de supetão. Ao conseguir me libertar girei rapidamente meu corpo e corri. – Filha da puta! – Ouvi ele gritar.

Tentei não pensar no mais velho e tentei focar em chegar a bifurcação que dava para o corredor da minha porta. Meu apartamento era o 502. Eu só tinha que chegar a segunda porta depois da bifurcação e digitar minha senha rápido o bastante. A porcaria da mochila estava me atrasando e eu podia ouvir seus passos atrás de mim. Me livrei do peso morto tarde demais. ByungChul me agarrou com um puxão de cabelos forte o suficiente pra me deixar tonta com a dor. Eu sentia quase todos os meus folículos capilares arderem como brasa e tinha a impressão que um tufo de meus cabelos ficaria na mão do garoto quando ele me soltasse. Ele riu guturalmente, puxando de novo.

– Você é masoquista, aegiyah?

– Não me chama assim! – Chiei raivosa, não admitiria que ele manchasse o apelido doce de Junhoe também.

Chul riu de novo e mais uma vez aproveitei sua distração. Tentei acertá-lo no rosto dessa vez e acho que conseguir dar uma cabeçada nele. Corri de novo. Sentindo a adrenalina em cada célula do meu corpo. Olhei em direção a ele quando cheguei a bifurcação, acho que tinha acertado seu nariz e ele demorara pra se recuperar. Alcancei meu objetivo, levantei a tampa do teclado. Minhas mãos tremiam demais.

– Eu só queria conversar, dongsaeng, mas você continua tornando tudo mais difícil. – ByungChul voltara para o tom manso e minha espinha gelou de novo. Queria dizer que eu o tinha irritado.

O Kwan nem estava mais correndo, como um predador que sabia que sua presa não tinha escapatória, ele apenas se esgueirava até mim. O pavor me atingiu de novo e meus olhos arderam culpa das lágrimas de pânico. Pela primeira vez desde que me mudara me arrependi de escolher o andar mais vazio, eu só tinha dois vizinhos no extremo oposto do corredor. Mesmo assim comecei a gritar por ajuda enquanto digitava a senha nervosamente. A porta abriu de uma vez e eu tombei desajeitada pra dentro. Me recuperei o mais rápido, tentando fechar a porta e finalmente por uma barreira entre mim e o sociopata que me perseguia.

– ME DEIXA EM PAZ! – Gritei quando o mais velho enfiou o pé no vão da porta e suas mãos colaram na quina desta, me impedindo de trancá-la.

Sua risada de escárnio era quase tão alta quanto meus gritos por socorro. Continuei empurrando a porta, mesmo que eu soubesse que ele a abriria, eu tinha a esperança de que algum modo meu esforço fosse recompensado. Acho que esse é o tipo de coisa que os desesperados dizem a si mesmo quando estão no fundo do poço. Chul deu um empurrão mais enérgico e a porta se abriu em um rompante, me fazendo cair sentada no chão. Olhei ao redor afoita, tentando achar algo que pudesse ser usado como arma contra ele, mas minha própria sala me traiu.

– Suponho que você tenha uma varanda... – Disse calmamente, se aproximando enquanto olhava ao redor.

Minhas pernas estavam paralisadas pelo medo, eu sempre fui criativa e pessimista demais, o que fazia minha cabeça imaginar dezenas de punições sórdidas que o mais velho poderia praticar comigo. Involuntariamente meu corpo deslizou ligeiro parar trás, tentando ao máximo me manter longe do Kwan. Aquela altura do campeonato, meu subconsciente já devia está acostumado, eu devia saber que não da pra fugir tão fácil.

Voilà! – Exclamou animadamente e eu arfei sem fôlego. Agarrou meus cabelos novamente, me arrastando pelo chão até a varanda. Grunhi como um animal assustado. Chul me suspendeu pelo casaco como se eu não pesasse nada e mais da metade do meu corpo balançou para fora da proteção de metal. Minhas mãos colaram em seu braço tentando achar outro ponto de equilíbrio. O vento gelado ricocheteou nas minhas costas e pela primeira vez eu achei mesmo que ia morrer.

– ByungChul-ssi, por favor... – Supliquei apavorada enquanto ele ria do meu desespero sem qualquer remorso.

– Você está com medo, Haeunzinha? – Devolveu com uma pergunta. Balancei a cabeça repetidamente como uma lagartixa. – Isso é pra você pensar duas vezes antes de falar asneiras sobre a minha garota ou sobre minha masculinidade. Seoyeon correndo atrás do seu namorado porque eu não sou o suficiente pra ela? Está tão frustrada assim pra inventar esse tipo de absurdo?

– Eu não... Eu juro...

– Cala a boca, eu ainda não acabei! – Gritou me sacudindo por um instante antes de enfiar a mão dentro dos bolsos. Eu pude ver o pequeno canivete em sua mão e meu coração falhou uma batida. – Amanhã mesmo você vai se retratar e pedir desculpas, entendeu? ENTENDEU? – Gritou quando eu não respondi, assenti com um menear rápido de cabeça. – Não. Brinque. Comigo. – Advertiu pausadamente e eu podia sentir a veracidade da sua ameaça enquanto o metal gélido era pressionado contra meu rosto, me causando mais arrepios. – Não se engane, não tenho pena de estragar essa sua carinha bonita como punição, ou eu deveria apenas deixá-la cair agora mesmo? – Ponderou por um momento curto.

– Por favor...

– Você não parece muito valente agora, não é mesmo?  – Sussurrou no meu ouvindo em tom de diversão. – Não se meta comigo, não tenho a mesma paciência da Minsuh, esse é meu primeiro e único aviso. – Ameaçou me dando um beijo de Judas na bochecha antes de me largar no chão.

Senti um aperto enorme no peito. Minhas mãos tremiam tanto que eu não conseguia segurar nada. Meu coração batia muito rápido, sentia enjoos, desorientação e principalmente medo.¹ Eu estava apavorada. Eu sequer tive forças pra correr até a porta para trancá-la, felizmente esta se moveu preguiçosamente até que ouvi o som da tranca digital se armar.

Eu apenas me arrastei para dentro na sala, me recostando na parede e chorei, chorei como nunca mais tinha feito. Meus soluços eram altos e engasgados, meu peito ainda ardia de pavor, aquilo era tão assustador. Só sabia que não queria mais ter que voltar para a escola ou ver ByungChul outra vez. O som do teclado tendo os números apertados e da trava apitou aguda, indicando que alguém estava entrando. Prendi minha respiração, mesmo que eu soubesse que o Kwan não tinha minha senha, meu lado irracional estava aflorado.

– Haeun noona? Haeun? – A voz grave e levemente embolada de Junhoe foi como um sopro de alívio e eu soltei um suspiro mesclado com um soluço que ficara preso em minha garganta.  – Aegiyah, o que aconteceu? – Ele me atravessou a sala como um raio e me abraçou procurando por meus olhos, no entanto eu tinha certeza que neles não havia foco algum, apenas pânico. Ele tomou meu rosto nas mãos completamente atordoado e seu hálito cheirava a álcool e bala de menta.

– Juneya... Eu estava com tanto medo. – Eu solucei mais alto me agarrando a seu pescoço finalmente sendo capaz de formular uma frase com algum sentido. – Eu ainda estou... – O que eu podia dizer? Pra ele me salvar? Como ele poderia me salvar daquilo tudo? Como me salvar de mim mesma?

– Shhh, Haeun, você não está sozinha. Você nunca estará sozinha. – Garantiu estreitando ainda mais o toque, beijando meus cabelos no processo. Aquilo era tudo o que precisava ouvir por hora, saber que mesmo com tudo o que ocorrera eu ainda o tinha ao meu lado era o suficiente para acalmar um pouco meu coração e me manter sã.

XXX

Jung Chanwoo

– Channie? É você, querido? – Ouvi a voz da minha mãe assim que pus os pés na sala, ela não tinha perdido o hábito de esperar meu pai, mesmo que nunca admitisse isso.

– Sou eu. – Garanti, como sempre o fazia, antes de olhar Hanbin, ele parecia nervoso. – Trouxe uma visita tímida. – Falei divertido, Hanbin se remexeu desconfortável ao meu lado e ouvimos o riso manso e agradável como o som da brisa entre as folhas que minha mãe tinha.

– Hanbin, certo? É um prazer conhecê-lo em carne e osso, meu filho fala tanto de você que sinto que já o conheço. – Anunciou ao entrar no mesmo cômodo que estávamos. Senti o rubor atingir minhas bochechas e vi um vislumbre de sorriso se formar nos lábios carnudos de Hanbin enquanto ele se curvava angularmente, como mandava a etiqueta. – Me chamo Anna, sou a mãe do nosso Chanwoo.

– O prazer é meu. – Hanbin murmurou ainda desconcertado. Minha mãe riu divertida.

– Sinto muito que não possa dar a devida atenção a você, Chanwoo deve ter dito que tenho que ir trabalhar. – Ela disse logo depois tentando parecer chateada, mas eu quase podia ver o sorrisinho se formar em seus lábios ou um brilho malicioso de cumplicidade em seu olhar. Pigarrei completamente constrangido.

– Oh! Sem problema, eu entendo. Sim, ele comentou que tem um plantão hoje. – Hanbin respondeu tentando mascarar o nervosismo.

– Claro que comentou. – Sua voz saiu mais maliciosa que o esperado enquanto ela rumava de volta a cozinha. O Kim me olhou confuso e eu apenas dei de ombros meneando a cabeça. Minha mãe é a pessoa mais adorável do mundo, ela é doce, gentil, compreensiva e protetora como nunca tinha visto alguém ser, então quando resolvi falar com ela sobre minha sexualidade eu não tive medo, apesar de me sentir um pouco pressionado pela sociedade como um todo, no entanto minha mãe não poderia ter sido melhor, ela me entendeu e me amou e agora estava disposta a me arranjar um bom namorado. Rapidamente Hanbin se tornou seu principal alvo por eu ter sentimentos por ele. – Aqui, fiz alguns lanches para vocês, tem suco e refrigerante na geladeira. – Anunciou colocando alguns sanduíches no balcão. – Chanwoo, por favor, não deixe seu na... amigo com fome e compre um jantar apropriado para ele.

– Pode deixar, omma. Obrigado pelo lanche.  – Sorri pra ela.

– Obrigado, eomoni. – Hanbin também agradeceu.

– Estou indo agora, garotos, Chanwoo se tiver alguma emergência, me ligue. – Anunciou pegando sua mochila com os pertences que precisaria. – Não durmam muito tarde, não façam nada que eu não faria e Channie, pode vir aqui um instante, por favor?

– Sim, ommaya. – Respondi prontamente caminhando até ela.

– Ele é uma gracinha! Por que não disse que ele era tão bonito? – Sussurrou só pra mim e eu ri.

– Eu disse. – Repliquei em mesmo tom ficando vermelho.

– Apenas seja você mesmo, impossível não amar você. – Ela garantiu com um sorriso fofo e coruja enquanto bagunçava meus cabelos, depois saiu apressada para não se atrasar.

– Sua mãe é... jovem. – Hanbin hesitou por um instante, acho que ele não sabia ao certo o que falar. – Ela é bem legal também.

– Ela é a pessoa mais incrível desse mundo. – Falei todo orgulhoso.

Apresentei sucintamente minha casa ao convidado de honra, não tinha muito o que ser mostrado e logo já estávamos nos empanturrando com os  lanches que minha mãe fizera, enquanto obrigava Hanbin a assistir meus gameplays favoritos. Depois que terminamos foi a vez de jogarmos Overwatch por horas a fio, conversando banalidades e provocando um ao outro.

Como eu prometi, comprei um jantar aceitável para comer com meu hyung e devoramos a refeição vendo clipes de músicas ocidentais flops, aparentemente aquela era a nova vibe do líder do Team B, principalmente as musicas latino-americanas. Tenho que confessar que eu acabei gostando de algumas, mesmo que eu não admitisse diretamente para ele.

Depois de gastarmos todo o nosso leque de possibilidades de o que fazer para nos divertirmos juntos e o cansaço finalmente nos atingir o pequeno tirano sentenciou que era nosso horário de dormir. Tomei uma ducha quente pra tentar relaxar, esperava que daquela vez, só daquela vez, eu conseguisse dormir de verdade, um sono tranquilo e longe dos pesadelos. Vesti meu habitual pijama que consistia em um casaco de moletom e uma cueca box.

– Esse é nosso nível de intimidade agora? Vai andar sem roupa por aí? – Hanbin zombou assim que entrei no quarto. Ele já estava deitado numa cama improvisada no chão.

– Muito calor nas pernas, ainda sim estou melhor que você, se enxerga hyung! – Devolvi em mesmo tom apontando para seu tronco desnudo, o Kim vestia uma calça de moletom e nada mais.

– Calor também. – Ele riu dando de ombros e definitivamente o som de sua risada era meu fenômeno acústico favorito.

Pulei em minha cama e em seguida Hanbin fez o favor de apagar o abajur. Encarei o teto tentando procurar alguma centelha de sono em minha mente. Nada. O cansaço estava lá, mas meu cérebro ainda se recusava a querer dormir. Ao contrário de B.I que mal batera as costas no colchão e já ressonava. Sorri involuntariamente. Passar o dia com ele fora divertido, eu não sabia o quanto sentia falta de Hanbin, até reencontrá-lo. Já estava muito tarde quando finalmente meus olhos pesaram, infelizmente apenas cai de cabeça de novo no meu pesadelo mais comum.

“Haeun noona”

Eu chamava seu nome insistentemente, mas ela não me ouvia, ou pelo menos fingia que não, e continuava a entrar em uma sala escura e algo em mim dizia que aquilo resultaria em tragédia.

“Noona, me escuta, sou eu Chanwoo.”

“Chanwoo?” Ela finalmente me respondia, parando sua caminhada.

“Noona, confie em mim, não vá até lá, venha até mim” Eu respondi abrindo os meus braços, pedido silenciosamente por um abraço. “Por favor, confie em mim.”

“Meu ChanChan, me perdoou?” Haeun sorriu e eu assenti. Logo ela correu até mim, dando o abraço que eu pedira. Era ali que meu pesadelo começava. Eu podia sentir com veracidade o impacto e o líquido quente em minha mão. Tinha certeza que eu ouvia com nitidez o som da carne sendo perfurada. Todas as noites eu esfaqueava Haeun. Da mesma forma. “Eu-Eu confiei em v-v-você!”

E em como todas as noites a garota morria em meus braços e eu não conseguia fazer nada para ajudá-la, eu me sentia como lixo, eu estava tão arrependido. Eu não queria fazer aquilo, mas nunca conseguia impedir que isso acontecesse.

“Seu monstro asqueroso! Olha o que você fez! Ela confiou tudo a você, assim como eu fiz e você nos traiu”

“Hanbin hyung, eu não queria, eu juro.”

“Eu te odeio, Jung Chanwoo”

“Hanbin, não me deixa sozinho.”

 

– Hyung, por favor...

– Chanwoo! Chanwoo! Shhhh, está tudo bem, seu hyung está aqui. – A voz baixa de Hanbin foi como uma ponte de salvação para o pesadelo que me assombrava dia após dia.

Mesmo que a rua estivesse clara janela a fora, o quarto estava meio escuro, ainda assim eu podia ver os contornos do rosto dele a centímetros do meu, sua mão acalentava meus cabelos e seu corpo, agora deitado ao meu lado, aquecia o meu. E mesmo que eu tivesse um autocontrole invejável, foi impossível me conter quando ele estava assim tão perto e eu estava tão vulnerável.

Enterrei a mão em seus cabelos cor-de-fogo e puxei seu rosto, acabando com qualquer distância entre nossas bocas. Os lábios dele eram mais macios do que minha imaginação molhada podia pensar, eu queria que fosse como em meus sonhos e Hanbin me correspondesse imediatamente, lambendo meus lábios e puxando meus cabelos, no entanto ele só me encarava atônito e surpreso. Aquilo foi como uma facada em mim, fadado a amar quem não me amava, agora também seria fadado a perder outro amigo por um equivoco passional meu cometido em um momento em que meus sentimentos estavam a florados. Soltei Hanbin, mas ele não se afastou. Eu estava tão constrangido que a voz me sumiu por alguns segundos.

– Desculpe hyung, eu não devia ter feito isso, nós somos amigos e eu... – Comecei meu pedido de desculpas, mas fui devidamente interrompido.

O mais velho se debruçou sobre mim, fitando diretamente meus olhos antes de capturar meus lábios com volúpia. Como em meus sonhos, só que ainda melhor. Me perguntei se não estava imaginado aquilo. Mas o toque caloroso de Hanbin em meu corpo e sua língua quente em minha boca não poderia ser apenas imaginação.

By: ~Jihannie

Sua língua junto à minha faziam uma espécie de luta para saber quem comandava o beijo. Sua mão apertava minha cintura fortemente, arrancando suspiros meus entre o beijo. Paramos o ósculo pela falta de ar e encarei Hanbin, eu tinha um sorriso pequeno na boca. Hanbin me fitava, e seu olhar em minha face junto com a mão que segurava fortemente minha cintura me deixavam com o corpo quente, fazendo com que o moletom que eu usava virasse uma fornalha, que só servia para aumentar o calor que emanava de meus poros.

 Me separei do mais velho, sentando na cama e retirando o moletom, ficando somente com a minha boxer preta. Notei os olhos do meu hyung percorrerem meu tronco desnudo, lambendo os lábios volumosos e voltando a fitar-me a face. Pela luz da lua que entrava pela janela, vi os olhos de Hanbin adquirirem um brilho diferente, um brilho luxurioso no olhar, que fez um arrepio percorrer meu corpo inteiro.

 Me inclinei em direção ao meu hyung, alisando o seu peitoral e descendo a mão pelo seu tronco, parando bem em cima de seu membro coberto pelo calção fino. Dei um leve aperto e o vi fechar os olhos, suspirando lentamente. Não me aguentando ao vê-lo tão lindo e entregue ao momento, tirei minha mão do local e passei minha perna por cima das suas, ficando sentado em cima de seu pênis. O puxei para colar-se à mim novamente, unindo nossas bocas e iniciando os movimentos com o meu quadril.

 Esse beijo estava sendo mais faminto, ambos mais desejosos pelo sabor e toque um do outro. Suas mãos agarraram minha cintura, ajudando-me com os movimentos, ditando como queria. Eu sentia-o duro abaixo de mim, e me encontrava no mesmo estado; aquilo estava tão bom, tão gostoso. Hanbin-hyung desceu seus lábios para o meu pescoço, beijando e abusando dele com chupões e mordidas que me deixavam a beira da loucura, fazendo com que eu puxasse os fios de sua nuca e gemidos manhosos deixassem minha garganta.

 Fui deitado novamente e o mais velho se acomodou entre as minhas pernas abertas, me olhando nos olhos e fazendo um carinho em minha face, aproximando nossos rostos para roçar seu nariz no meu. Eu me encontrava perdido naquele mar brilhante que eram seus olhos escuros, tão lindos quanto o céu estrelado. Ele sorriu e me deu um selinho, dando uma mordida no meu lábio inferior e o puxando, sugando-o para sua boca e beijando-me sutilmente. Levei minhas mãos para suas costas, arranhando-as com minhas unhas curtas, parando com uma em seu cabelo vermelho e a outra no cós de seu calção. Abaixei o tecido e segurei seu falo ereto, começando a movimentar minha mão lentamente, espalhando o líquido pré-seminal que estava acumulado no prepúcio por todo o membro.

 Meu hyung apoiou a cabeça no vão do meu pescoço e começou a soltar gemidos baixos e roucos perto de meu canal auditivo, fazendo-me arrepiar ao ouvir aquele som tão magnífico que saía de sua boca enquanto eu o acariciava. Eu sentia meu pênis pulsar e julgava ser capaz de gozar só com aquilo, minha palma continuando a fazer movimentos de vai-e-vem no falo alheio e em troca recebendo gemidos prazerosos do mais velho, que só me deixavam cada vez mais excitado.

 – Urgh, Chanu-ya – Hanbin gemeu.

 O mais velho beijou meu pescoço e elevou o tronco, desceu sua mão e abaixou minha boxer preta até o meio de minhas coxas, agarrando meu membro teso com firmeza e começando a movimentar a mão, me fazendo fechar os olhos e gemer em deleite com o seu toque, parando o que eu fazia em si. Meu hyung se ajeitou melhor e juntou seu membro com o meu, iniciando uma masturbação dupla, seus dedos deslizando facilmente pelos falos melados. Meu corpo parecia que ia entrar em combustão pelo prazer que eu sentia, movimentava minha cintura para usufruir mais daquele toque íntimo.

 Nossas respirações ficavam cada vez mais irregular, uma leve camada de suor se acumulando em nós. Sentia o seu membro pulsar continuamente junto ao meu, o que acarretou numa esfregação maior de sua mão neles e movimentar frenético de minha cintura em busca de mais prazer. Minha barriga contraía a cada instante, meu coração batia freneticamente contra a caixa torácica e meus gemidos ficavam cada vez mais altos, eu não aguentava mais.

 O mais velho passou a língua por meu pescoço indo em direção a minha boca e me deu um beijo, chupando avidamente minha língua enquanto continuava o movimento de sua mão e cintura. Agarrei seus cabelos, os puxando fortemente, o que acabou por interromper o nosso ósculo, e num gemido que surgiu rasgando minha garganta eu me desfiz em sua mão, melando ela e o nosso abdômen com meu gozo. Hanbin me deu uma mordida no pescoço e, por fim, chegou ao seu ápice; terminando de sujar nossos abdomens e peitoral com os jatos quentes de seu líquido viscoso. Ele olhou pra mim e me beijou, me tirando o resto de ar que eu ainda possuía nos pulmões, logo se jogando ao meu lado naquela cama de solteiro.

 Ambos respirávamos profundamente, enchendo os pulmões com o ar que nos faltava enquanto tentávamos acalmar as batidas frenéticas dos nossos corações após o intenso orgasmo. Após nos recuperarmos um pouco, viramos nossa cabeça e nos encaramos com sorrisos bobos presos em nossas bocas, meu hyung levou uma mão ao meu rosto e se aproximou de mim, deixando um casto selinho em meus lábios.


Notas Finais


Gente a @~Jihannie é uma maravilhosa, ela tem duas ones gostosaaaaas demais aqui no Spirit, que se chamam Neverland & Miniskirt, ambas do iKON se eu fosse vocês iam lá, hein?
¹Essa primeira parte é um cut de um relato de alguém tendo uma crise de ansiedade, ou seja, essa frase não foi escrita por mim.
Alive: https://www.youtube.com/watch?v=-xJrcWtM6jQ (ouça quando Haeun cantá-la)
The Omen/A Profecia: https://www.youtube.com/watch?v=6H3UiwU1N5I (ouça a partir do momento em que ela é citada)
Never be Alone: https://www.youtube.com/watch?v=N7VCLNBNJQs (ouça no final da parte da Haeun, quando JunHa começa)
Beijinhos


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