História Mal-entendido - Capítulo 17


Escrita por: ~ e ~Ghostz

Postado
Categorias VIXX
Personagens Hongbin, Hyuk
Tags Binhyuk, Crack!fic, Hongbin, Honghyuk, Hyuk, Hyukbin, Keo, Leo Só Se Ferra, N Sei, Navi, Texting, Tia Fab
Exibições 97
Palavras 2.475
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ME DESCULPEM POR TODA ESSA DEMORA, JURO QUE ESSA É A ÚLTIMA VEZ QUE FAÇO ISSO.

Mas olhem pelo lado bom, mais de 2.000 mil palavras.

Capítulo 17 - Festival


Um dia eu li na internet sobre o efeito borboleta e havia uma frase que me marcou muito.

''É dito que algo tão pequeno como o bater das asas de uma borboleta pode causar um tufão no outro lado do mundo"

Eu nunca quis tanto tacar um inseticida na cara dessa vagabunda da borboleta. E olha que sempre achei borboletas bonitas. Mas não vamos ferrar com a vida do Hongbin, ele não se ferra o suficiente.

Sei que sempre fiz coisas babacas e erradas nesses anos de vida que passaram, porém Deus ou Jesus deviam dar um descontinho pra mim. Justo eu, o rapaz que foi na igreja por vontade própria no domingo do mês passado. Até me confessei com o padre, mesmo que o velhinho quase me tirou de lá na base da vassourada.

“Xispa daqui, guri desvirtuado. Espada com espada só na época medieval.”

Como sempre Hyuk me metendo em confusão, sabia que aquela carinha bonita esconde um demônio dos grande. Será que o padre me deixa pisar naquele chão abençoado para exorcizar esse endiabrado? Perdôo o coitado, o pobrezinho não conhece o verdadeiro mal da terra.

Han Sanghyuk é uma ótima pessoa, bem educado, bonito até demais, inocente na medida do possível e faz uns crossdresser de vez em quando. Não tenho nada contra ele. Tipo, também tenho um amigo que paga de macho para a irmã mais nova, mal sabe o sujeito que ela já tá ligada nas paradas e só tá rindo da vergonha alheia que ele passa.

Entretanto toda aquela face que Hyuk criou caiu como uma máscara e pela primeira vez me permito a ver o real Han Sanghyuk. E sinceramente eu prefiro mil vezes aquele serzinho bonitinho que conhecia antigamente.

Parecia que eu estava em um filme de terror. Primeiramente o maldito me perguntou se eu queria participar de um festival idiota, claro que recusei firmemente. Que erro.

Me lembro como fosse ontem.

E de certo modo foi ontem.

Era intervalo, a maioria dos estudantes estavam fora da sala, os poucos que restavam conversavam entre si e eu como um bom anti-social que sou, fiquei mexendo no celular olhando no grupo onde Jaehwan tirava fotos zoando qualquer coisa que achasse interessante, desliguei o aparelho e me dei conta que havia um ser humano me observando. Dei um pulo na cadeira com o susto, coloquei a mão em cima do peito e ouvi a risada infantil de Hyuk.

Aquele filho da mãe.

Olhei para ele me perguntando mentalmente o que fiz para merecer tudo isso, seria algum pecado que cometi no passado e tô pagando agora? Hyuk me entregou um folheto branco, puxou uma cadeira aleatória sentando no meu lado e ficou quietinho na dele.

Suspeito. Muito suspeito.

Foquei minha atenção no folheto, em letras garrafais e amarelas estava escrito “Grande Festival De Primavera” e o resto do papel era tanta coisa que nem tive coragem de ler, vi somente a parte que qualquer pessoa, dupla ou grupo poderia se apresentar num horário específico e o vencedor ganharia uma viagem  com direito a dois acompanhantes. Ou seja, uma coisa boba e que se eu participasse não ganharia.

— Então, eu vi esse folheto quando tava vindo para a faculdade, loucura né? Achei tão legal os organizadores deixarem dançar no palco, também achei interessante essas coisas de duplas.

— Quer que eu faça parzinho com você para a dança, né?

— Sim.

— Eu não vou e ponto final.

— Ah qual é, já tenho até a coreografia escolhida.

— E qual seria?

— Something de Girl’s day.

— Você acabou com todas as chances de eu aceitar ir nesse festival.

E os seguintes acontecimentos foram no mínimo engraçados; Hyuk começou a bater o pé no chão e fazer um biquinho fofinho igual uma criança pequena, levantou da cadeira, deu umas voltas pela sala, parou de repente, deu um sorriso maldoso pra mim e saiu da sala voltando minutos depois acompanhado de um Hakyeon soltando fogo pelas ventas.

E a série de tapas que recebi daquela besta descontrolada entrou na lista de piores coisas que já me aconteceu de ruim na vida. Não sei o que aquela peste falou, só sei que Hakyeon queria me matar e o pessoal que ficou no local olhavam assustados o quase assassinato a minha pessoa. Consegui acalmar um pouco ele somente concordando com o que falava, igual fazia com minha mãe quando tá com o chinelo na mão.

Após esse pequeno vexame para a minha — pouca — reputação, Hyuk com um sorriso presunçoso sentou novamente no assento, deu um tapinha no meu braço justo na parte onde estava mais dolorida e reuniu toda sua inocência fingida para me dizer.

— Agora você aceita, não é, Hongbinnie?

Usou apelidinho escroto. Vacilo.

— Ta. Por causa que eu fui obrigado.

Segundamente fui forçado a aprender a coreografia de Something. Ok, não foi tão horrível assim mas havia um detalhe especial que muda totalmente a situação; um salto alto.

Eu tive que dançar com um salto alto.

Sinceramente vou começar a duvidar como as meninas de qualquer girlgroup conseguem andar, pular, correr com graça e esbanjando feminilidade porque porra, tentar dar um passo já é um sofrimento e nem vou contar sobre quando calcei pela primeira vez, dei de cara no chão. E vale ressaltar que Hyuk é um péssimo professor para ensinar essas coisas, o indivíduo só sabia rir da minha desgraça.

 

E por último mas tão importante como os outros. De todo o sofrimento que passei esse é o de longe o mais leve, muito pelo contrário era o mais pesado. Tinha que me produzir para o festival que seria hoje, e quando digo produzir quero dizer tudo; desde colocar peruca, usar um vestido longo e preto, passar maquiagem e pasmem! Pintar as unhas.

E quem mais iria fazer isso para mim? Hyuk, o culpado por toda essa cilada que me meteu aqui. Sério, eu tenho que ganhar essa merda ou cabeças vão rolar com minhas lindas unhas bem cuidadas.

Bom, isso se eu conseguir continuar vivo porque o modo que Hyuk está segurando o delineador está me dando nos nervos. Que enfiasse logo no olho e acabasse com isso logo.

— Terminei a maquiagem. — Hyuk se distanciou vendo a “obra-prima” que fez e botou a mão na boca escondendo o sorriso. — Hongbin, você está tão bonito. Cadê meu celular? Preciso registrar essa obra de arte.

Seria uma pena que seu celular estivesse bem escondido não é mesmo, colega? Ah! Obrigado pelo elogio, sei que sou bonito, precisa dizer não.

Com a maquiagem feita, peruca ajeitada, vestido no corpo e com salto alto, fui lateralmente enxotado do quarto de Hyuk e o safado me alega que precisa se arrumar. O cara tá praticamente pronto e me vem com esse lenga-lenga. E como não tinha nada pra fazer por perto, fiquei assistindo tv na sala de estar e pensando em como faria se caso algo desse errado. Ainda dá pra mudar meu nome para Enrique Aguilar, me mudar para o México e viver vendendo burritos? Acho que não.

Chegando no local onde ia ocorrer o suicídio da vergonha alheia, me espantei com a quantidade de gente naquele festival, eram muitas pessoas para tão pouco metro quadrado. Instantaneamente bateu a ansiedade de subir no palco e errar feio na coreografia, mesmo que também tivesse garotos que iriam performar girlgroups porém nenhum deles usavam salto alto ou se vestiam de roupas muito femininas.

Hyuk de alguma forma percebeu meu nervosismo já que o dito cujo começou a dar tapinhas delicados em minhas costas, olhei para ele e o maior deu um dos seus grandes sorrisos, daqueles que faziam seus olhos virarem meia-lua e involuntariamente sorri junto a ele.

— Vai dar tudo certo, não se preocupe. — Encarou no fundo dos meus olhos por uns segundos, balançou a cabeça e deu outro sorriso gentil.

Alguns minutos com um silêncio confortável entre nós, um homem avisou para já nos preparamos e que logo depois da apresentação do grupo, entrariamos. E toda a calma e paz que Hyuk me transmitiu foi para o ares, quase tive um ataque no meio do corredor. Hyuk me deu a mão e a segurei com força respirando fundo e subimos no palco.

As luzes antes apagadas pouco a pouco começaram a se acender junto com a batida da música. A plateia ficou em silêncio de boca aberta. E na hora que ficamos de quatro e a fazer os movimentos de gatos, e deram um sinal pelas suas expressões.

Talvez você se sinta culpado pelo meu palpite
Eu peguei você desprevenido e você está tão fora disso
Sua história continua mudando aqui e ali, o que há de errado com você
Talvez você tenha se sentido culpado pelo meu palpite
Eu peguei você desprevenido e você está tão fora disso
Por que, você está com medo de repente?
Solte a minha mão, não minta para mim

O vestido assim como das meninas do girlgroup também tinha a parte direita à mostra, e os atos que envolviam as pernas resultavam em gritos histéricos femininos e alguns masculinos.

Eu era a única que não sabia sobre esse algo
Eu sinto isso claramente, deve ser algo
Suas mentiras óbvias,
Acabaram
Nada,
É algo,
Pare com isso, não uh

Vi pelos canto dos olhos, Hyuk parecia estar se divertindo com a situação e a dança, com um leve sorriso nos lábios e de vez em quando dublava a música, só mexendo a boca levemente.

Não tente ganhar o amor
Tão facilmente
Não se arrependa
Você mentiu
E fez uma garota chorar
Você é apenas até aqui
Tchau tchau tchau fora

A recepção era ótima, a plateia gravava, cantava junto e dançava no possível já que o espaço era pequeno.

Foi uma piada o amor que eu dei para você?
Você estava enjoado do amor que eu te dei?
Eu não quero te mostrar minhas lágrimas
Eu as segurei
Foi uma piada o amor que eu dei para você?
Você estava enjoado do amor que eu te dei?
Estamos acabados
Estamos acabados

No final da música, a melhor parte em minha humilde opinião, todos foram a loucura, vibravam e aplaudiam como nunca. Mesmo que não ganhassemos o festival, não importava, só de ser reconhecidos pelo nosso mérito foi o suficiente. Hyuk faltava só chorar de tanta emoção e ter a oportunidade de somente ver sua alegria valia todo o esforço e constrangimento.

Ficamos no mesmo corredor de antes, restava um grupo para sabermos que venceria e eu estava ansioso para os resultados, Hyuk não se segurava mexia as pernas, braços, puxava assunto comigo nos quais conseguimos responder só monossílabas e mordia lábio inferior. Depois do grupo ter se apresentando, todos os participantes tiveram que voltar para o palco e encarar a multidão. Um dos organizadores fez um discurso longo e monótono, agradecendo aos que compareceram e finalmente chegou no assunto esperado.

— E os vencedores são… Han Sanghyuk é Lee Hongbin, com Something de Girl's day.

Chupa essa, mundo, na sua cara.

Hyuk deu um de louco e me abraçou com tudo no meio do pessoal, vamos dizer que aumentei mais minha cota de vergonha que passo. Contudo o abraço gostoso até. Saímos de lá, em frente do local, e outro dos organizadores puxou Hyuk para um local afastado, um tempo depois o maior veio com o semblante abatido. Fiquei em estado de alerta, se aquele idiota voltasse iria se ver comigo.

Sentei junto ao mesmo no meio fio e aguardei ele se manifestar. Nada.

— O que ele disse?

— Disse parabéns por nós e que o prêmio era dois dias em um hotel de luxo perto de um floresta que tem uma cachoeira por perto. — Soltou um riso forçado e piscou várias vezes olhando pra cima.

— Eu não sou retardado, o que mais ele disse?

— Ele disse para eu virar homem de verdade.

E no mesmo instante, Hyuk se desmanchou em lágrimas, se encolhendo, nem pensei duas vezes em passar meu braços pelo corpo trêmulo o confortando-o com movimentos circulares nas suas costas e de quebra afagando seus cabelos. Pouco me importava com os olhares estranhos que recebia de quem passava ou se o choro incessável de Hyuk fosse arruinar com o vestido, eu só queria vê-lo bem.

O choro foi cessando com o passar do tempo, restando um Hyuk soluçando e com a maquiagem borrada.

— Quer voltar pra casa? Acho melhor você descansar.

— Quero. Desculpa por parecer uma garotinha agora, sou patético mesmo. — Hyuk limpou a parte borrada fazendo se espalhar ainda mais.

— Você não é patético, é um lindo panda agora.

E a risada que ganhei foi a melhor coisa que já tive o prazer de presenciar.

Hoje ia ser o dia em que iríamos usar aquele hotel de luxo. Hyuk ficou empolgado demais com a notícia que meio que mandou pro grupo ao invés pra mim, e ganhei vários xingamentos de brinde. Eu não tinha culpa se os caras não deixavam levar acompanhantes. Na verdade, eu só dava graças a deus.

E tô viajando legal nos pensamentos, passeios e excursões sempre me deixavam avoado e essa floresta não ajudava em nada, monte de verde, caminho pra seguir e um silêncio agradável quebrado por uns passarinhos aqui e acolá. Ok, tinha o Hyuk reclamando de como estava cansado e que contava as horas para ver a cachoeira.

Aqui podemos ver um bela diferença de um cara de humanas e o outro de exatas.

De tanto gastar o nome da coitada, achamos ela. Com águas cristalinas, pedras para se sentar e o melhor: não havia ninguém por perto. Tinha lados bons e ruins mas me concentrei mais no bom. Eu e Hyuk tiramos as roupas, ficando só com bermudas que separamos.

E sentamos em cima de uma pedra grande que tinha em volta, aproveitei a companhia de Hyuk que me dava e das suas conversas,  jamais ri tanto em minha vida com suas piadas, ou fiquei com tanta raiva ao ouvir seus relatos de pessoas que o ignoravam e cuspiam palavras rude a ele quando começou a se vestir de roupas femininas. E aos poucos Hyuk se aproximava mais chegando ao ponto que nossos dedos mindinhos se encostassem.

E só sei que no outro segundo eu estava deixando o mesmo.

Os lábios de Hyuk eram macios e quentes, o gosto era de balinhas de hortelã e café, viciante demais. Num ritmo calmo, eramos somente dois adolescentes se conhecendo numa forma mais apaixonada. Nós separamos ofegantes, Hyuk estava corado na região nas bochechas e eu não estava diferente, o mesmo arregalou as orbes e coloco o rosto entre as mãos envergonhado, ri com a cena e tirei as mãos, dando vários beijinhos no local.

Parecíamos dois bobos apaixonados.

E de certa forma, eramos dois bobos apaixonados.


Notas Finais


Podem jogar confetes e jogos de artificios, eu tó muito feliz também.

Ah, eu tenho um wattpad, gostariam de ver Mal-entendido no site? Se sim, vocês iriam ler? Só pra saber e quem quiser me procurar lá o user é @chifredolay ou Tsukk, não sei usar direito aquilo;


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