História Maldição da Kyuubi - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Fantasia, Naruhina, Romance, Sobrenatural
Visualizações 65
Palavras 3.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Super Power, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yo
Espero q gostem
Boa leitura.

Capítulo 5 - A verdade por trás da maldição


 

– Quem é você...? – indaguei em um mero sussurro incompreensivo de tão baixo.

– Uchiha Shisui. – respondeu mesmo minha voz ter saído tão baixa. – Estou aqui para ajudá-lo, não se preocupe. – inquiriu aproximando em meio a fumaça que dissipava aos poucos.

Ainda receoso vendo o aproximar, dei um passo para trás.

– Ajudar... Tipo, quebrando todo o meu carro? – ironizei em meio o receio que sentia, enquanto, o outro parou no meio do caminho.

O tal Shisui olhou para o carro em ruinas, para erguer a mão direita e toda parte destruída do capô se recompor gradativamente. Aquela imagem do carro voltando em seu estado perfeito de antes, era surreal. Em menos de alguns minutos ele estava novo em folha.

Mas, não era o carro novo que me deixou estarrecido, e sim ainda mais receoso com aquele cara.

– O que você é...? – pensei alto.

– Melhor fazermos nossas apresentações em um lugar mais... Apropriado. – disse.

Nesse momento percebi que a pista e toda paisagem envolta e até mesmo o próprio homem a minha frente eram absorvidos em uma espécie de espiral. Assustado, tentei fugir, mas, percebi que minhas mãos e todo o meu corpo também eram absorvidos rapidamente.

Quando abrir os olhos depois do choque que tomei em ver que meu corpo contorcia feito borracha em um espiral intenso, tão logo observei ao meu redor, um lugar um tanto sombrio. Estava tudo escuro, como se tivesse em um quarto completamente na penumbra. O homem de segundos atrás não se encontrava e então sentir que o pavor crescia dentro de mim, assim como a confusão que formava em minha cabeça.

– Não se assuste. Você está em uma ilusão, creio que aqui seja um melhor lugar para conversamos, caso... A conversa se expanda por um lado sombrio. – enfatizou aproximando e com ele vinha a luz, não forte, mas, iluminava boa parte onde estávamos e sua face.

Era de fato um lugar como um quarto, porém, grande. Um quadrado, onde se ouvia os pingar de água por algum lugar dali, porém, a luz não expandia as laterais, que estavam em uma penumbra constante. No entanto, dava para observar nitidamente o mesmo homem de minutos atrás. Parado desta vez em minha frente.

– Ilusão... – repetir recordando das palavras e olhando aos lados. – O quê?! O que fez comigo?! Onde estou?!

– Calma Naruto. Melhor não se exaltar, sabemos que está em dias difíceis, ficar louco de raiva só vai estragar tudo, correto?

O que...

O fitei intenso, incrédulo.

– Eu sei. Você quer respostas. – disse. – E eu vou dá-las.

– Então comece falando. O que você é? E o que quer de mim?

Ele me fitou penetrante, antes de entreabrir a boca e responder:

– Sou um demônio mais especificamente, que está protegendo você contra a maldição todo esse tempo. Quer dizer... Até o tempo que acordei, ou seja, quando a Kyuubi fora libertada e infiltrada dentro de você.

– Como sabe disso? – indaguei ainda mais incrédulo. – E como assim demônio?

Ele soltou um riso amargo antes de responder:

– Demônio, vampiro, chupa-cabra como queira interpretar. Mas, isso não vem ao caso, estou aqui para alertá-lo, ajudá-lo principalmente.

– Calma ai... Você não me falou como sabe disso. E por que deveria confiar em um... Demônio? – quis saber ainda mais receoso, não mais incrédulo, seria um hipócrita ser incrédulo, já que também me tratava como um demônio, e sabia de tais existências, pelo menos agora acreditava nisso.

Ele respirou fundo desgostoso.

–Eu sabia que teria que contar desde começo. – resmungou, voltando me fitar penetrante. – Sou um... Bem você já sabe. E existem mais espécies como eu por ai, e todas são comandadas por um líder e é este líder que quer matá-lo. – como não disse nada, ele continuou: - Este líder se chama Uchiha Madara, ele criou a Kyuubi que está dentro de você, para o proposito de dominar o mundo, mas, não conseguiu. Apesar de poderoso na época, havia alguns feiticeiros que combateu as maldades impostas pelo Madara e o selou, assim como a criatura e todos aqueles que eram subordinados. Mas, você nos libertou depois de quebrar o selo e agora Madara está atrás de você, ou melhor, da criatura dentro de você. Se isso acontecer Naruto...

– Ele poderá tirar a criatura? – perguntei incrivelmente extasiado em saber que de um jeito ou de outro havia um método de tirá-la de dentro de mim, um método perigoso e que poria em risco a humanidade. Porém, vivi para ver os seres humanos criar maquinas letais capazes até mesmo de matar monstros como eu e até mesmo esse tal demônio chamado Madara.

– Sim ele pode.

– Então...

– Se isso acontecer, você morre. – disse friamente.

O fitei intensamente, destruindo todas as chances de me ver livre da criatura. E surpreso por ele saber meu nome, só agora percebi isso.

– Como assim? – quis saber sentindo um frio apossar minha espinha e estalar em minha nuca.

– A maldição permite que vire algo terrível as luas cheias e em eclipses o torna ainda mais forte, porém, tudo tem um preço. Você é um humano que se tornou um monstro depois da maldição, e esse monstro que faz o viver, sem a criatura você morrerá.

Como isso pode ser possível?

– Você está querendo dizer que...

– Isso mesmo. Em outras palavras você é praticamente um morto vivo.

Engoli a seco, sentindo o nó formado em minha garganta.

Eu sabia que tinha arruinado minha vida completamente, mas, não desta maneira tão devastadora. Não haveria nenhuma cura para meu problema, esta era a realidade. Todos esses anos procurando a cura... Estava sendo um tolo completo, pois a cura não existia! Mas...

– Encontrei uma fórmula que bloqueou as tagarelices da criatura.

– Da Kyuubi você quer dizer. Não, foi você que bloqueou coisa alguma, Naruto. Eu estava o tempo todo controlando a Kyuubi, pois, eu sei o que ela é capaz de fazer. Eu sei de tudo, sei como sua vida foi e é difícil devido à maldição, compadeço com seus problemas.

Estreitei os olhos sentindo raiva, era como se zombasse de mim!

– Você é um demônio! Como pode se compadecer a alguém?!

Por um momento vi uma sombra triste em seus olhos extremamente negros, que fora afastada tão rápido quanto um raio, voltando me fitar seriamente.

– Por que também carrego uma maldição. Eu não escolhi ser o que sou. Eu já fui um humano como você.

Fitei-o sem dizer sequer uma palavra.

Como poderia confiar em um homem que se dizia demônio, e que destruiu e concertou meu carro com poderes estranhos...

– Humano. – repetir com indiferente.

– É... Mais ou menos. Meu pai sempre foi um demônio, mas, minha mãe não. Minha mãe era uma humana e por isso, morreu e meu pai ganhou o mesmo destino.

– Então você é um híbrido. – falei.

Ele respirou fundo agoniado, era notório que não gostava de falar de seu passado.

– Não estou aqui para falar da minha vida e sim te ajudar.

– Você é um completo desconhecido que não confio e como acha que permitirei sua ajuda, se não mostrar suas reais intensões? – rebati erguendo uma sobrancelha enquanto o fitava me encarar sério.

– Está bem. – finalmente se rendeu. – Sim um hibrido, mas, nem por isso fui aceito pela outra raça... Por esse motivo, Madara me transformou em um deles completo o que fez meu pai odiá-lo e batalhar contra seu próprio irmão, porém, Madara era mais forte e conseguiu vencer, com isso, recolheu os olhos de meu pai como prêmio guardando para um propósito.

– Que propósito?

– Você faz muitas perguntas.

– Precisa me convencer.

Ele concordou prosseguindo:

– O propósito era recolher o maior número de olhos vermelhos, para que pudesse criar a criatura. Madara desejava ser ainda mais forte, mas, a força dos olhos não era compatível com seu corpo oco, ele precisava de algo vivo, um coração batendo e ele conseguiu um corpo para depositar todos os olhos da família Uchiha, em sua criação, Kyuubi. Porém, ele precisava destruir alguns feiticeiros que tinham armas poderosas de feiticeira que poderia por seus planos a risca. Então ele matou muitas pessoas, deram-nas para alimentar a Kyuubi sedenta por sangue o tornando ainda mais poderosa, mas, não conseguiu vencer os feiticeiros, por que eles o selaram antes que ele pudesse completar todo seu plano. E antes que você me pergunte: O plano dele não é ter a Kyuubi ao seu lado como um cachorrinho domesticado e sim, absorvê-la tomando o poder almejado.

– A criatura era apenas um boneco para que ele depositasse poder para mais tarde tomá-lo, de volta?

– Sim. Se isso acontecer, não terá ninguém para combatê-lo, todo o seu mundo e as pessoas que você ama, irão morrer ou servir de escravos.

– Um apocalipse... – murmurei. – Não posso deixar que isso aconteça!

– É por isso que estou aqui, para que você faça-o parar.

– Você não poderia fazer isso? Acha que posso vencê-lo?

– Se pudesse não estaria aqui. E não, não acho que possa vencê-lo nessas condições. Precisa fazer a Kyuubi te ajudar.

– O quê?

Agora sim era espantoso.

– Isso mesmo que você ouviu. Precisa domesticar a Kyuubi, ao contrário, não vai conseguir vencer.

Era praticamente um absurdo o que estava falando. Domesticar aquela criatura astuta? Depois de tantos séculos com esse demônio matando pessoas inocentes, responsável em tirar a vida de meus pais, aceitaria lutar a favor dos humanos que tanto odiava? Lutar ao meu lado? Ser domesticado? Não... Isso era impossível.

– Impossível. – disse atordoado.

– Se me permite preciso falar com a criatura como você gosta de dizer. – inquiriu tão próximo que nem percebi seus movimentos rápidos.

– Está louco? Quer que eu me transforme?

Ele revirou os olhos antes de me acertar com um soco e tudo escurecer de repente.

 

 

- Quanto tempo Kurama... – falei caminhando pelo chão molhado. Ficando uma distancia razoável, das grandes grades onde a Kyuubi se encontrava.

– Maldito... Sabia que era você todo esse tempo, o único que consegue se mover entre as sombras sem que ninguém perceba.

Rir sarcástico.

– Não é só você que tem artimanhas.

– Como conseguiu bloquear meu poder estando distante, bastardo?

– Sempre estivesse mais perto do que pensa. E não se esqueça de que pactuei obrigatoriamente com Madara, para poder criá-lo, tenho parte do poder para manipulá-lo, mesmo que seja uma pequena parte.

– Então foi você que bloqueou impedindo que eu pudesse me comunicar com meu fantoche?

– Sim fui, pois eu sei como é insuportável.

– Traidor! – arremessara suas garras atrás das grandes grades. – Quando Madara souber que o traiu, não pensará duas vezes em matá-lo.

– Até lá você estará apto para enfrentá-lo e impedi-lo.

– O quê?! Está com o juízo lento, homem?! Jamais ficaria contra ao meu criador!

– Mesmo sabendo que Madara o criou para uma única finalidade, e esta não diz que ficaria vivo?

– Do que está falando?

– Madara juntou todo o poder da família Uchiha morta por suas próprias mãos, por que não poderia usufruir de tamanho poder no corpo que tinha. Por isso, ele planejou criar uma criatura compatível com o seu corpo, digamos que um segundo corpo, mantendo todo o poder da família Uchiha nesta criatura, para mais tarde, saciar com o sangue deste, ou seja, você é apenas um fantoche, um corpo poderoso de poder que Madara pretende usufruir por si só. Ele não o que como um cachorrinho domesticado e sim morto. A única diferença, do corpo que está é: que no corpo do Madara você morrerá, não ficará vivo para compactuar com a destruição que o mesmo almeja.

– Mentira!

– O único problema para Madara é saber que para criar uma criatura que pudesse suportar tamanho poder, precisaria depositar um coração nela, um coração que batesse. Kurama, o seu coração é problema para o Madara, pois sabemos os sentimentos que estes possam nos dominar, tanto, quanto o ódio. Madara é oco, assim como todos Uchiha, assim como eu... Que fora transformado nisso. Este se torna nosso ponto fraco, pelo menos...

– O que está tramando com toda esta baboseira? – interrompeu-me.

– Você precisa ajudar Naruto. Precisa juntar-se a ele, aprender tornar-se um só completamente e lutar contra Madara.

– Só pode está louco! Maldito infame, esta zombando de mim?! Jamais daria meu poder para esse moleque! Jamais!

– Se esse moleque morrer com você dentro dele, você morre Kurama. Se você for retirado do corpo desse moleque, será depositado no corpo do seu amado Madara, e o destino são o mesmo, a morte! Assim como o garoto também morrerá. Está unido um ao outro você querendo ou não.

– Maldito Uzumaki que me aprisionou dentro dele!

– Está na hora de você ser domesticado e compadecer ao corpo que te mantêm, depois das atrocidades que fez.

– Chegue mais perto bastardo, para poder destroçá-lo!

– Não obrigado. – falei dando um passo atrás. – Preciso voltar, ou seu “criador amado”, pode desconfiar de minhas ações. Mas, estarei sempre por perto Kurama e pense bem no que falei. Se quiser viver é claro.

Com isso desapareci.

 

 

Recusei jantar, e todas as condolências que motivava meu pai de alguma forma em poder se desculpar. Ele sabia que havia me magoado e tentava de todas as formas em ser perdoado, porém, não podia fazê-lo.

Estava deitada aprofundada na penumbra que era minha vida, e não digo isso por minha deficiência apenas, mas, também por minha vida.

Sempre tive tudo do bom e do melhor, mas, não era suficiente para me fazer feliz. A tristeza me acompanhava e estava ainda mais forte depois de saber que casaria com Neji, pela politica idiota da minha família.

Meu pai sempre foi antiquado, respeitando a cultura da família e eu deveria saber que esta parte da cultura não sairia ilesa.

Interrompi os pensamentos quando ouvi batidas leves sobre a porta e em seguida o barulho dela sendo aberta.

Virei rapidamente ao lado, apertando com força o travesseiro fingindo que estar dormindo, porém, os passos ecoavam cada vez mais forte até poder sentir papai sentar na beirada da minha cama e tocar meu ombro.

– Eu sei que não está dormindo.

Encolhi ainda mais diante ao toque carinhoso, porém, ele insistiu:

– Eu ouvi Neji insultá-la.

Sobressaltei diante da esperança.

Meu pai sempre repudiou aqueles que eram indiferentes comigo por ser cega, e mesmo que fosse alguém da família, de sangue puro como diz, ele não permitiria.

– Vai continuar com casamento mesmo assim? – perguntei ainda de lado na cama segurando o travesseiro entre a cabeça para me dar estabilidade.

– Eu não sei.

– Mas...

– Eu sei, não posso forçá-la se casar.

– Eu não vou me casar com o Neji, papai. – falei ríspida.

– Tudo bem filha. – disse depois de um silêncio eterno.

– Tudo bem? Assim tão rápido e fácil?

– Sim. Não vou entregá-la para este homem. Quero que seja feliz e não infeliz como é em sua vida.

Meu coração doeu e mesmo na penumbra, ergui-me, chocando contra o corpo de meu pai, tateando carinhosamente seu braço e pousando em seu ombro.

– Eu não sou infeliz, pai.

– É sim. Mantenho você aqui trancafiada o tempo todo.

– Sabemos por que.

– Por isso deixarei sair esse final de semana com seu professor.

Meu professor... Até o momento, ele não vinha à mente, porém, agora irradiou completamente em meus pensamentos. Seu nome, incessante.

Não sabia como era, não tinha a menor ideia de sua face, mas, podia vê-lo em meus sonhos, onde tinha a chance de ser uma pessoa normal e poder enxergar. Era difícil explicar que apesar de cega, os meus sonhos eram nítidos, com pessoas, pessoas das quais conviviam comigo, não sabia ao certo se tinham aquela aparência do sonho, mas, as vozes eram as mesmas.

– Neji não foi um bom anfitrião hoje a tarde com o professor.

– Creio que não. Amanhã, conversarei e pedirei desculpas em nome de meu sobrinho.

– Faça isso papai, por favor. – tinha medo que depois do acontecido, Naruto pudesse desistir de mim. Suas aulas estavam sendo enriquecedoras e ele era uma pessoa incrível.

– Hinata. Poderia perdoar seu velho pai?

Em silêncio aconcheguei próximo ao seu corpo que fora rapidamente aninhado em seus braços.

– Claro pai.

Desvencilhou depois de alguns segundos, ajudando-me aconchegar entre os cobertores como antigamente, quando era uma criança frágil que mal saía da cama por medo de se esborrachar frequentemente ao chão.

– Durma bem. – disse depositando um beijo sobre minha testa.

– Boa noite. – murmurei escutando seus passos se distanciarem, assim como sua presença.

O sono não demorou em chegar e em poucos minutos já estava sonhando com o professor que minha mente criara em meus sonhos.

 

 

No dia seguinte, acordei ainda assustado com o que havia acontecido. Aliás, estava em casa, como se nada tivesse acontecido, como se fosse um mero sonho ou posso dizer, pesadelo? Aquele tal de Shisui não estava mais aqui e eu não estava mais naquele lugar escuro, estava em minha casa sem saber o que aconteceu depois que ele me socou.

De qualquer forma, acabei faltando no trabalho no necrotério, aquele demônio que ainda estava tentando acreditar que não era sonho, atrapalhou de todas as formas.

Olhei ao relógio e percebi que não fora apenas o trabalho da noite que fora perdido, mas, sim o da manhã também.

– Maldito demônio... – praguejei erguendo da cama.

Precisava levantar e dar aula para Hinata, mas, desmotivava pelo motivo do dia anterior... Talvez, não seria mais cômodo em lecioná-la.

Levantei seguindo as minhas rotinas matinais antes de decidir se daria ou não aula para Hinata, até me dar conta quando olhei para o celular sobre o criado mudo, que não era o dia seguinte e sim, três dias depois!

Como que parei no tempo por três dias?!

Maldição!

Precisava de um argumento fantástico para minhas faltas. Especialmente para o pai da Hinata. Talvez agora, nem preciso pensar em pedir demissão, o senhor Hyuuga já deve está pensando nisso.

Depois de demorar o mínimo possível no banho, nas roupas e no café da manhã, conseguir sair de casa e ficar longos segundos olhado para o carro, me dando conta que não era um pesadelo. Aquele Tal de Shisui existia, só não sabia onde o mesmo estava agora.

Deixei meus pensamentos de lado ocupando com outro e seguindo imediatamente a casa dos Hyuuga.

 

Quando cheguei à propriedade da família mais antiga dali. Sobressaltei ser recebido por Hinata, vestida em um suéter verde claro, com saia que chegava a altura de suas coxas, revestidas por uma fina meia que se seguia abaixo da saia, o que me deixou completamente constrangido por observá-la daquela maneira.

– Eu sabia que você viria. – comentou parada a minha frente um pouco a frente da porta que fora aberta, sozinha, com sua habilidade incrível de perambular por toda casa sem se machucar.

– Estava esperando por mim? – quis saber.

– Por que não estaria? – rebateu erguendo a cabeça.

Engoli a seco recobrando a memória, até chegar à promessa que tinha feito.

– Hinata me desculpa. Faltei três dias por motivos...

– Não precisa se explicar. Todo mundo fica doente, até mesmo professores renomados como você.

Doente...? Como assim doente?

– Doente? – indaguei.

– Sim. Recebemos uma carta relatando que ficara doente. – disse com um sorriso simpático.

Mas eu não tinha mandado carta nenhuma!

Ah... Aquele demônio antiquado... O que será que ele fez, além disso?

– Fiquei preocupada e com medo que não voltasse mais, mas, depois da carta fiquei aliviada e o esperei, todos os dias.

– Seu pai. – comecei. – Preciso falar com ele, antes de iniciarmos nossa...

– Ele está ocupado agora, mas, permitiu a nossa saída. Ele está quebrando a barreira de proteção. – comentou o que me deixou ainda mais surpreso.

– Saída. – repetir, até me dar conta. – Claro! Hoje é sábado!

– É.

Mas por que o pai dela deixaria sair mesmo Hinata sendo noiva.

– Hinata... Acho que não devemos sair. – falei vendo-a entristecer. – Sabe, não é adequado que uma mulher comprometida saia...

– Não sou mais. Foi engano. – disse interrompendo-me abruptamente, porém, a tristeza continuava em sua face. – Mas, não precisamos sair se não quiser professor. – disse por fim suavizando os ombros.

Havia magoado. Por que estava tornando-me como eles? Prometi que seria diferente, prometi que aceitaria independentemente de sua limitação e de jeito nenhum deveria decepcioná-la.

– Não precisa mesmo falar antes com seu pai?

Ela ergueu novamente a cabeça.

– Não...

– Então, não temos mais nada fazer por aqui, certo? – motivei-a segurando com gentileza sua mão trêmula. – Não tenha medo, vou tomar conta de você Hinata.

– Eu não tenho medo. – disse firme.

Então conduzi ao carro até o parque alguns quilômetros de onde estávamos.



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