História Maldição Doce // Marshall e Chiclete - Capítulo 8


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Categorias Hora de Aventura
Personagens Bastão de Caramelo, Beemo "BMO", Cake, Canelinha, Conde de Limãograb, Dona Tromba, Dr. Sorvete, Esposa Princesa Monstro, Fionna, Marshall Lee, Principe Chiclete, Príncipe de Fogo, Rainha Gelada, TV, Viola
Tags Fiona, Hora De Aventura, Marshall Lee, Príncipe Gelado
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Palavras 946
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Consciência


Mais um experimento errado.

O rosado suspirou olhando para os vidros com líquidos coloridos. Para os recipientes com sangue artificial. Nenhum deles era compatível com os nutrientes que Marshall precisava.

Olhou para as próprias mãos cobertas pelas luvas brancas.

Nem ao menos sabia o porquê de ter se oferecido para Marshall.

De fato, o vampiro precisava se alimentar de algum forma e impedir ele de perder o controle no reino estava em sua lista de prioridades.

Além de descobrir como derreter todo aquele gelo e tirar o reino Doce da redoma.

Tirou as luvas, as jogando no lixo.

Precisava impedir que Marshall perdesse o controle. Se ele ficasse com fome, o Príncipe Chiclete estava ali, para servi-lo, para proteger o Reino enquanto buscava alternativas para sair da crise.

Enquanto lavava as mãos na pia, pensava se Viola e Fiona também estariam lá fora, congeladas, precisando de ajuda.

As portas duplas foram abertas.

-Caramelo, você sabe que odeio quando entra assim. Sem esterilizar! Você... Marshall?

-Chiclete. - a voz era calorosa, sombria. Ele reconheceu o tom imediatamente.

Marshall aparentava estar diferente. Não estava voando. De pés no chão, ele suspirou, com as mãos nos bolsos da calça rasgada nos joelhos. Ele desviava o olhar, olhando para o chão. Seu pé se movia, fazendo círculos, ansioso.

-O que você está fazendo aqui? - Chiclete olhou para as portas duplas. Voltou as atenções para ele, com as mãos pingando. - Do que você precisa?

-Você sabe do que eu preciso.

O coração do Príncipe doce bateu forte, em dor, em um aperto sufocante. Ele respirou fundo pela boca.

-Agora?

-Agora.

Chiclete engoliu a seco, fitou as portas.

Não tinha para onde fugir.

-Vamos sair daqui.

Ambos seguiram para a porta e no corredor, Chiclete liderou, andando rápido, com o ar abafado. Ele não acreditava que realmente iria fazer isso.

Mas era pelo Reino.

Era preciso.

Marshall o acompanhava, bem atrás, lânguido, cansado. Precisava de sangue.

-Chiclete?

O rosado virou, com a mão suada na maçaneta.

-Eu...

-Eu sei, Marshall. Podemos fazer isso em outro lugar?

-Um lugar reservado?

Chiclete assentiu.

-Vamos para o meu quarto. Acho que você já sabe onde é, não é mesmo?

Andares acima, Chiclete esperou que Marshall se acomodasse em seus aposentos. Dispensou os guardas em sua porta, trancou a porta por dentro, ajeitou o casaco pink e suspirou.

-Vai demorar muito?

Ele engoliu a seco, olhando para a mão ainda na maçaneta.

-Não, não... Eu...

Marshall ameaçou se levantar, exausto. Não conseguia ser tão rápido quanto era.

Chiclete correu até ele, se sentando na ponta da cama.

-Por onde...

Marshall deslizou para o lado, engolindo a saliva que era produzida. Os olhos fixados no sangue que pulsava freneticamente sob a pele acetinada.

Um grunhido se formou no fundo da garganta dele, animalesco, feroz, faminto.

Chiclete prendeu a respiração por um momento, trêmulo, ansioso, amedrontado.

Com o polegar, Marshall fez a cabeça dele se inclinar, revelando o pescoço. O vampiro também oscilava, respirando ofegante, incapaz de não demonstrar o nervosismo. Ele se inclinou, lentamente e pousou os lábios secos na pele de seda, quente, doce, com gosto de amora. Ondas de desejo inundavam Marshall. Sua língua deslizou para cima e para baixo, experimentando o gosto adocicado, de Chiclete.

O príncipe doce apertava os olhos, com os punhos tensos e fechados. Abriu a boca, respirando fundo, a veia pulsando contra a pele do pescoço.

As presas de Marshall estavam doloridas, pulsando, dormentes. Roçando os caninos na pele rosada, o vampiro continuava lambendo o pescoço do Príncipe, hipnotizado com o sabor.

-Por favor, Marshall. Por favor, faça isso logo.

Para o Príncipe Doce, era uma tortura.

Para Marshall, o desejo carnal ardia dentro dele, ansiando por mais, por muito mais.

Com a mão segurando a mandíbula de Chiclete, Marshall cravou as presas no pescoço de Chiclete, que gritou.

Ondas de desejo vibravam. A boca de Marshall no pescoço dele produziam uma combinação de prazer e dor tão intensa que Chiclete não sabia quando começava um e terminava o outro. A garganta do vampiro movia-se como se o tivesse devorando, alimentando-se de Chiclete, bebendo dele. Queimava, ardia. Marshall apertou os olhos, bebendo todo o líquido doce o que conseguia de uma vez. O sangue de amora era viciante. A sucção era profundamente dolorosa, mas em poucos segundos, Chiclete pôde se acostumar com a dor.

Marshall levantou a cabeça lentamente, rompendo o contato, com os lábios manchados de vermelho. Chiclete sentiu um líquido quente descer por seu pescoço.

-Deixe que eu feche isso pra você.

Marshall encostou a boca quente no pescoço dele novamente, sua língua era uma chama sobre os batimentos do coração dele, sobre os dois buracos onde as presas haviam se enterrado.

Uma onda de vertigem tomou conta do rosado, e Chiclete se prendeu à camisa xadrez vermelha para não cair.

-Eu... Eu... - o rosado aparentava perplexidade, mais do que isso, o horror de ter sido usado daquela forma. O quarto estava girando; sua cabeça estava pesada e o pescoço dela ardia e latejava.

Marshall segurou o pescoço dele com as palmas, o empurrando para o colchão, o deitando delicadamente.

-Eu estou tonto.

Marshall tinha bebido demais. Era verdade. Ele estava um pouco fora de controle. Sua respiração era descompassada. O corpo dele pegava fogo, exigindo alívio.

-Eu... Chiclete?

O rosado revirava os olhos. A ferida de seu pescoço já estava fechada. Por Marshall.

O vampiro o olhava com medo, de ter o matado de vez. Não era isso o que queria. Chiclete não era tão repugnante quanto achava. Não desejava mais sua morte. 

-Chiclete... eu...

O príncipe doce olhava para o teto branco, com os olhos desfocando, prestes a perder a consciência. 

-Chiclete...?

O príncipe rosado apagou. 



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