História Maldita Sorte - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Comedia, Exo, Kaisoo, Kris
Exibições 273
Palavras 3.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus amores. Boa leitura. <3

Capítulo 5 - Férias de verão, Jardim secreto, Primeiro beijo


  17 de Julho de 2015, 

Ninguém está encarando. Ninguém está te encarando. Kyungsoo repetiu para si, novamente, mentindo de maneira mais convincente. Enquanto a vontade de verificar ao redor só crescia. No final, tinha que verificar. 

 

Ao passo que esperou as três luzes do semáforo ficarem verdes, espreitou à direita, depois a esquerda. Um pouco paranoico. Por que estava paranoico? Porque seus pensamentos não saiam de Jongin, de Kai, ou qualquer nome que ele tenha. Ultimamente, ele estava perseguindo-o em seus sonhos, e estava muito em sua mente. Será que de fato é possível coincidências acontecer? Se fez de novo essa pergunta. Mas isso nem mesmo ele sabia. E, devia ser a centésima vez que havia se posto a pensar sobre isso. 

 

Deixando de lado seus pensamentos, sentiu-se aliviado assim que seus olhos perfuraram mais a frente pela janela do táxi. Excelente. 

 

Eram quase dez da manhã quando chegou, em tempo recorde, ao Resort natural, o lugar do passeio do Jornal que acontecia anualmente. E, embora um tanto atrasado, ainda estava em tempo de aproveitar. Após meses de trabalho sem trégua, um ou dois dias de descanso lhe cairia bem, ansiava por eles há algum tempo e iria aproveitá-los com coisas boas, dessas que fazem a vida valer a pena não deviam ser desperdiçadas. 

 

Conforme andava sem pressa, observou a construção já conhecida, tão aconchegante quanto bela, pensando em deitar-se debaixo de uma de suas arvores — e ali tinham muitas de diversos tipos e tamanhos ao redor, — fechar um pouco os olhos e devagar pelo mundo, quem sabe. Era uma ótima ideia para si, para passar o tempo e estava tão perto do seu pinheiro de descanso favorito.

 

Chegaria lá. Não naquele dia, mas em breve. Sabia o que fazer. E também, sabia o que não fazer. Se arriscar em pegar no sono de novo e não conseguir fazer o check-in estava na lista das coisas da qual não deveria.

 

— Tentando escapar despercebido, Kyungsoo? — Kyungsoo não pôde evitar um sobressalto ao ouvir a voz grave de Yifan atrás de si, provocando-o como sempre, quando se aproximou da recepção. Ele estava com roupas mais casuais, mas ainda permanecia com uma postura autoritária.

 

Kyungsoo não entendia essa insistência dele em tentar tirar a sua paz sempre que lhe via, e preferia acreditar que era por pura diversão, pois maldade tinha quase certeza. 

 

Suspirando profundamente, ele contou até três e optou em não respondê-lo para evitar desagrados, repetindo mentalmente que veio ali para descansar, apenas descansar. Ignorando todos os estresses ou as causas dele. Especialmente o chefe.

 

— Passar bem, senhor Wu. —  Soo murmurou por educação, apertando as alças da mochila preta e amarrotada de coisas que carregava nas costas, franzindo os lábios carnudos enquanto dava de ombros e acelerava o passo assim que o viu se mexer levemente. Não queria arriscar que ele se aproximasse de si. Então, sem ao menos encará-lo passou rapidamente por ele, agoniado para ir logo embora dali após o check-in.

 

Alguns minutos depois, depois de guardar sua bolsa e se acomodar em seu simples quarto, se dirigiu para o segundo lugar que desejara estar desde quando chegou; a bela cachoeira, onde reconheceu alguns colegas de trabalho entre outros desconhecidos se banhando, incluindo entre eles, seu amado chefe, que logo ao vê-lo, olhou significativamente de volta com um olhar que o menor julgou como irritado, pois sempre eram.  Mas nada disso ainda o tinha perturbado.

 

"Ainda era considerado rude encarar as pessoas, não é? Isso não se aplica mais a mim?" Resmungou apenas para si enquanto pouco a pouco,  foi se juntando à eles, mas em canto mais reservado da cachoeira. E, diferente deles, que pareciam confortáveis sem a camisa, Kyungsoo vestiu-se com uma blusa branca e listrada de um tom azul forte, assim como seus shorts da mesma cor, mas uma tonalidade mais clara. Ele preferia desse jeito. Quanto mais bem vestido, menos constrangido ficaria.

 

Seu corpo relaxou assim que água gelada o tocou, e escorando suas costas em uma enorme pedra rochosa, deixou-se imerso até o pescoço, ajudando a amenizar o estresse que a temperatura elevada lhe causara durante todos esses dias de verão.

 

Conforme a tensão foi se dissipando, refletiu com calma, pensando sobre os acontecimentos repentinos de uma vida tão monótona e pacata como a sua. Principalmente sobre Jongin que o perturbava mais do que ele gostaria de admitir, o confundindo em tudo.

 

— Kyungsoo, você não que jogar vôlei com a gente? — Minseok atrapalhou-o antes que pudesse pensar de uma forma mais intensa. Ele havia amado o conteúdo que conseguira com Kai, e a entrevista saiu no jornal na semana seguinte. Um sucesso.

 

— Não. Eu não gosto muito. — Constrangido, o menor respondeu que não, ele preferia ficar ali, em um canto mais afastado sentindo a natureza, e de olhos fechados voltou aos seus pensamentos.

 

Sair com Jongin algum dia... Ele aceitaria caso se encontrassem de novo como o outro sugeriu? Algo improvável de acontecer para Kyungsoo, que não tinha esperanças mais de vê-lo. Na verdade, não sabia, embora gratificante, não passaria de um se. 

 

Carência, pensou na sua conclusão final e indefinitiva. Era carência, aquele encanto profundo, sensual sobre o moreno, que o despertava por meio de um olhar, uma palavra, ou uma promessa que sempre provocava expectativa.

 

Talvez estivesse certo. Ao menos em parte.

 

Se questionar sobre seus sentimentos para um outro, — destinado ou não para ele -, não seria solução, ao contrário, talvez só viesse a piorar as coisas. Estava cometendo uma tolice. 

 

— Kyungsoo? — Uma voz diferente da outra o chamou dessa vez, assustando-o ao supor se não estava ficando louco ao reconhecê-la por um instante, até o dono da mesma, tocar suavemente seu ombro. Não poderia ser? Ou poderia? — Kyungsoo, sou eu, Jongin. Estás dormindo? — A voz insistiu e se apresentou, fazendo-o virar o rosto de imediato para encarar a figura alta parada ao seu lado.

 

Sim. Poderia.

 

— J-Jongin, o que faz a-aqui? — Um súbito tremor acometeu-o e suas palavras saíram sussurradas. Os olhos arregalaram-se também.

 

 — Você está tremendo. Está com frio? — O olhar de Jongin se estreitou confuso, e um pouco preocupado, ele se aproximou do menor, depois de lançar-lhe um breve olhar pelo seu corpo instintivamente. 

 

— N-não — Kyungsoo respondeu, enquanto fugia dos olhares do outro, incapaz de encará-lo.  E, envergonhado, levou uma mão ao redor de seu torso, especificamente sobre os seus mamilos eriçados pelo frio e visíveis pela camiseta, fechando os olhos e respirando fundo, exasperado, sem saber como reagir diante da visão do corpo moreno. Jongin era atlético... Diferente dele...

 

— É uma surpresa para mim também te ver por aqui... —  O moreno falou estranhamente cheio de esperança ao se dar conta de que, finalmente, estava conseguindo se comunicar melhor com o outro, que agora dava sinais de estar um pouco confuso e inseguro com a situação.

 

Kyungsoo  olhando-o de lado, perguntou num fio de voz o por quê, e então Jongin abriu a boca para respondê-lo, mas percebeu que a resposta fora anulada por um grito mais alto.

 

— Jongin! — Um garoto chamou, não muito distante e este se virou, olhando para quem o chamava, gritando de volta e acenando. 

 

Enquanto o observava, Kyungsoo manteve uma expressão de fácil compreensão. Depois de alguns minutos, a respiração dele ficou mais suave acostumando-se com a proximidade de Jongin, mas ainda possuía um leve tom de rosa em sua face . Ele poderia mudar de ideia mais tarde, mas naquele momento decidiu que tentaria conversar melhor com ele. Se ele não fosse embora...

 

— Me desculpe, eu tenho que ir agora. — O maior sussurrou um tanto triste quando voltou a olhá-lo. O menor estava encolhido, protegendo seu corpo como se estivesse nu, os olhinhos amendoados e inocentes também estavam assustados, fazendo-o dele completamente adorável e indefeso.

 

— T-tudo bem... — Kyungsoo o olhou de lado, acanhado e, devolveu no mesmo tom, desejando no fundo que o outro ficasse em vez de ir, secretamente. — Mas você ainda não me respondeu o que está fazendo aqui... Estaria me seguindo? — Perguntou com uma breve coragem, tão sério com suas palavras que fez o moreno gargalhar pela ideia.

 

— Não, eu não estou te perseguindo. — Jongin negou e observou Kyungsoo morder os lábios constrangido, o que não o impediu de continuar. — Você sabe onde fica o quiosque de suco naturais?  Estarei te esperando lá às três da tarde para te explicar e conversamos melhor. Combinado? —  Disse e por um instante, Kyungsoo achou que não tivesse ouvido bem. Foi só quando viu a expressão séria no rosto do outro que reparou que ele não estava brincando. 

 

  De qualquer maneira aquilo não era nenhuma surpresa.

 

— T-tá... — Ele assentiu e um sorriso pequeno escapou-lhe dos lábios — Combinado...

 

— Até mais, Kyungsoo. — O moreno então, se despediu da mesma maneira de sempre e Kyungsoo observou-o se afastar pouco a pouco, deixando que a mente divagasse e as mãos se desprendessem de seu corpo em direção a água.

 

Deveria ir se encontrar com Jongin? Ele franziu os lábios e pareceu pensar no que ele dissera. 

 

Por que não?

 

***

 

Kyungsoo verificou a hora no relógio pela terceira vez naquela tarde. Havia chegado uma hora antes do combinado, e não podia negar que estava nervoso a ponto de não conseguir se conter ao contar os segundos restantes para o encontro, abrindo um sorriso de orelha a orelha, a cada minuto a menos.

 

Por outro lado, estava nervoso.

 

Mesmo  tendo sido de todo inesperado, se vestiu com a melhor roupa que tinha na bolsa, e não pôde negar que demorou mais a se arrumar do que de costume. Vendo-se à fazer coisas por ele que normalmente não faria, cheio dessas emoções estrangeiras novamente, sem saber o que havia errado consigo. 

 

Lentamente, os minutos foram se passando como se fossem dias. O menor olhou o seu celular. Como se já não bastasse todo o nervosismo que estava sentindo, agora teria de lidar com mais esse imprevisto.

 

Já havia se passado uma hora do combinado. E, Isso o deixou desesperançoso.

 

Descendo o olhar para as mãos suadas, nervosas, decidiu esperar um pouco mais, sentando-se embaixo da sombra agradável de uma arvore. Agarrando-se a ideia de que Jongin com certeza não o abandonaria assim... Ou pelo menos, tentando.

 

*** 

 

  Jongin teve sorte por estar perto, e não mais adiante, junto dos outros, porque do contrário, não teria conseguido alcançá-lo a tempo.  

 

Um sorriso amargo curvou-lhe os lábios, completamente impotente contra ele ao se aproximar contra sua beleza adormecida. Depois de uma breve avaliação viu que Kyungsoo havia adormecido o esperando e ele parecia tão indefeso assim. A pele sedosa, o corpo perfeito, os lábios carnudos e sensuais entre abertos... Não deixou lhe dúvidas. Soube assim que queria tê-lo em seus braços.

 

  A emoção acabou dominando-o, e, num gesto impulsivo, ele abaixou-se e tomou-o nos braços para carregá-lo de volta a pequena hospedagem que estavam, havia-o feito esperar demais, e queria ter a chance de se desculpar. Alguma hora.

 

O menor era a sua prioridade, contudo, aconteceu um imprevisto que acabara atrapalhando sua pontualidade. 

 

— Me desculpe por te fazer esperar, Soo. — Jongin sussurrou docemente, ouvindo Kyungsoo deixar escapar um gemido baixo de protesto.

 

  Enquanto ele acordava lentamente atordoado, o moreno observou seus olhos ficarem assustados quando abertos, e tentando acalmá-lo, suas mãos o apertaram contra seu corpo como se falasse que estava tudo bem. 

 

O calor que vinha dele, invadiu Kyungsoo de imediato, conforme ele tentava manter o bom senso decidindo que atitude tomar naquela situação tão difícil. 

 

Ele não gritaria feito uma garotinha, claro. Ele não era uma garotinha.

 

Menos assustado, o menor pousou o olhar sobre ele, soltando um suspiro ao se sentir feliz pelo moreno ter vindo, e logo após timidamente pedir para ser colocado no chão, corou tão vermelho como uma pimenta. 

 

Mais uma vez os caminhos os uniram.

 

— D-desculpe, eu vi você dormindo debaixo da arvore e não tive coragem de acordá-lo... Estava te levando de volta para o hotel... Não ia te fazer nenhum mal e eu não quis te deixar esperando por muito tempo de maneira alguma... — Jongin  esfregou as mãos nervoso, com medo de que ele entendesse suas intenções errado enquanto Kyungsoo olhava para baixo, segurando forte a barra de sua blusa, negando olhá-lo por vergonha.

 

— Sei que não me faria mal.. — O menor respondeu-o baixinho, erguendo pouco a pouco o rosto, deixando-se sorrir. — Você veio... Isso é o que importa. 

 

Isso encheu o peito de Jongin de esperança.

 

— Ainda quer passear por aí comigo? Eu sei de lugares belos de se ver, prometo te compensar... — O moreno sugeriu cordial e Kyungsoo meneou a cabeça, concordando.  Ele queria muito. — Me acompanhe. — Jongin sorriu e então, o guiou. Comentando sobre tudo que viam em volta. Sobre os pássaros, arvores, os pequenos animais... Tudo que ele sabia. E ele sabia muito bem.

 

Contou-lhe que seu tio era o dono do resort e era comum que passasse seus finais de semanas ali, quando não estava ensaiando, e depois explicou-lhe o motivo de ter se atrasado para ele.

 

Kyungsoo ouviu cada palavra atentamente, menos envergonhado. Trocando sorrisos e olhares íntimos, sentindo-se mais à vontade para dizer o que pensava. O entendia bem, e não o culpou pela demora. Não o culparia por nada, pois quanto mais conhecia sobre ele, mais queria saber...

 

 — Ah, não... Uma lagarta! — Kyungsoo se exaltou assustado, pulando para trás do maior. A maneira fofa como segurava firme o seu braço, fez com que Jongin desejasse se inclinar e beijá-lo na testa. Não, ele queria mais que isso, muito mais do que um simples gesto de ternura. No entanto, se segurou.

 

— Ela já foi, olhe. — O moreno sussurrou, escondendo um sorriso dele ao passo que o menor saia de trás de si, envergonhado e menos assustado. — Tem um jardim secreto, onde só eu sei onde fica. Você quer ir? — Perguntou-o, e não precisou mais de um simples meneio de cabeça para guia-lo até o caminho especial.

 

***

 

— Estamos perdidos? — Kyungsoo perguntou vacilante ao imaginar essa ideia. Faziam quase meia-hora que andavam para o jardim secreto à qual o moreno falara, mas que ainda não fora encontrado por ele. Isso estava o preocupando pois logo não teria mais sol.

 

— Não, não estamos. Fique tranquilo, eu conheço o local. Apenas confie em mim. — Jongin pediu sem deixar de olhar intensamente em seus olhos passando segurança e, ouvindo-o suspirar rápido demais, ele não resistiu a tentação de tocar sua face e segurar uma de suas mãos com firmeza, fazendo pouco a pouco que ele estabilizasse. — Vamos. — O moreno disse e andando um pouco mais, sorriu ao ver o breve caminho que dava para um jardim imaculadamente bem cuidado. 

 

Cada flor ou arbusto que viam, faziam-os suspirar encantado pela beleza singela. Kyungsoo identificou alfazemas,sálvia, jacinto, rosas… e uma dúzia de outras plantas cujo o nome não sabia. Mas que não deixou tocar e sentir o cheiro, pois a brisa de final de tarde carregava o aroma delas até ele. 

 

  Com Jongin do seu lado, ele apressou o passo e desceu na frente em um barranco florido até chegar a um caminho estreito e esburacado que dava acesso a mais dela.

 

  Mas surpreendentemente uma força invisível, arrancou-o do chão e o jogou completamente para trás. Ele havia escorregado e vendo que a queda seria inevitável, fechou os olhos.

 

Contudo, antes que desabasse, rapidamente os braços de Jongin circularam a sua cintura, e juntos, eles rolaram pelo gramado com o maior absorvendo os golpes que eram para si.  

 

  Constrangido pela forma irresponsável que agira, Kyungsoo baixou a cabeça, abrigando-se sob a proteção de Jongin, agarrando-se à ele, que formava um escudo protetor ao seu redor, enquanto sentiam o cheiro de terra e mato se misturando às suas roupas.

 

O coração do menor bateu desregulado, e ele mordeu a língua com força quando pararam de rolar, vendo-se imobilizado por um peso tremendo, que arfava sobre si ao passo que um penetrante olhar o fitava preocupado.

 

O corpo do menor era macio e quente, o lugar perfeito para Jongin aterrissar.

 

Depois que a poeira baixou, o moreno afastou o cabelo de sua testa, buscando em seu olhar sinais de desorientação ou dor. Mas, eles estavam alertas e vivos, Kyungsoo não conseguia lembrar de alguém que o tivesse se arriscado por ele tão quanto Jongin fez.

 

Por um instante, se sentiu verdadeiramente atordoado e confuso com um misto de sensações.

 

— Você está bem, Kyungsoo? — Jongin sussurrou e se ergueu um pouco mais, deixando mechas soltas de cabelo caírem por seu rosto, fazendo Kyungsoo notar um pequeno filete de sangue em sua bochecha.

 

Naquele momento ele se deu conta, pela primeira vez, de quanto o moreno estava se tornando importante para ele.

 

— Jongin... — Falou baixinho tocando o ferimento e o outro arfou, cobrindo a pequena mão que o tocava com sua ainda maior, murmurando para que ficasse calado.

 

Ele estava a centímetros de seu rosto e seu coração nunca pareceu bater tão rápido como naquele momento. 

 

Fechando os seus olhos, Kyungsoo entreabriu a boca involuntariamente, um passo para que o moreno prosseguisse e encaixasse seus lábios na abertura ali. 

 

E, Jongin assim o fez. 

 

O toque macio, quente e puro eram indescritíveis. Kyungsoo nunca fora beijado daquela maneira. Nunca fora beijado por um homem também e se esforçou para não corresponder, em vão.  Quando a boca, exigente e gentil cobriu a sua,  ele esqueceu de todos os limites, deixando-se engolfar por uma onda desconhecida de sensações. 

 

  Jongin desejou por sentir mais daquela boca, cada célula parecia implorar por uma união completa, profunda, e osculo se intensificou, dando o primeiro passo para mover seus lábios, beijando o menor lentamente para não assustá-lo. 

 

Kyungsoo tremia a cada barulho molhado que faziam e naquele contato íntimo sua pele se tornou quente e logo sua língua foi encontrada pela do maior, que o surpreendeu, chupando-a e em seguida, mordiscando seus lábios, ao mesmo tempo que apertava sua cintura e o puxava para mais perto dele.

 

Uma onda incontrolável de prazer percorria o corpo inteiro de Jongin, concentrando-se por fim na parte mais íntima de seu corpo, fazendo com que ele erguesse os quadris e os movesse involuntariamente, repreendendo-se depois por fazer tal ato. Parecia um tigre, um predador soberbo e consciente do próprio pode. A posição do menor era extremamente frágil, sabia disso. Não poderia assustá-lo.

 

Lentamente, o moreno deixou seus lábios quebrando o transe, levou a mão ao seu rosto e acariciou-o, fazendo o sentir tão apaixonado. 

 

  No entanto, Kyungsoo gelou quando percebeu que o soltara. Ainda sentia os pés formigarem, assim como todo o corpo. Cada membro e músculo parecia pura gelatina. Lentamente, ele puxava ar para os pulmões, tentando acalmar o coração que batia fortemente contra o peito, se perguntando o que havia acontecido ali.

 

— Kyungsoo... Hm... Kyungsoo... Eu...  — O moreno murmurou algumas palavras enquanto esfregava o nariz entre o pescoço do menor, sentindo seu cheiro e ainda o gosto dele em sua língua, observando depois atentamente os traços sutis em uma confusão assim como o rosto corado e a respiração ofegante.

 

Mas no minimo espaço que deu entre seus corpos, foi a deixa suficiente para que Kyungsoo, empurrasse-o de leve, levantasse e saísse correndo para longe, deixando-o sozinho ao voltar pelo mesmo caminho que percorreram juntos antes. Confuso, assustado... E, apaixonado extremamente apaixonado. 

 

E, essa era uma hipótese que o menor se negava a considerar. Não devia ter permitido que ele o beijasse daquele jeito Não era certo. Repetiu mentalmente.

 


Notas Finais


Então, enfim o primeiro passo foi dado e eu amei escrever o primeiro beijo de Kaisoo nessa fanfic. (apesar de eu está achando o que eu escrevo chato.) q
Sim, o Soo fugiu e sim, ele não sabe como aceitar seus sentimentos em relação ao Kai.
Teremos somente mais alguns caps e então o final. Então, quem quiser dá alguma sugestão, ou algo que querem ver, é só falar. Sério, podem falar. Faz tempos que esse capítulo está escrito, mas o tempo de postar eu não tinha. Mil perdões. ):

Espero que tenham gostado. Até a próxima. xoxo <3


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